romero jucá sérgio machado transpetro galvão engenharia réus lava jato denúncia

Lava Jato denuncia Jucá, Raupp e outros quatro por corrupção e lavagem de dinheiro

Os ex-senadores Romero Jucá (MDB-RR) e Valdir Raupp (MDB-RO), além de Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, tiveram a denúncia por lavagem de dinheiro e corrupção retificada pela Operação Lava Jato, do MPF/PR (Ministério Público Federal no Paraná) na última sexta-feira (14). Além dos três, também foram denunciados: Luiz Maramaldo, Nelson Maramaldo, executivos da NM Engenharia, e Fernando Reis, ex-presidente do Grupo Odebrecht.

Os seis são apontados como os responsáveis por pagamentos ilícios aos senadores em 2008, 2010 e 2012 por contratos celebrados pela NM Engenharia com a Odebrecht Ambiental com a Transpecto. Agora, a força-tarefa pede reparação de danos em favor da Transpetro e perdimento de bens no valor de R$ 2.800.000,00, reforçando a denúncia inicial feita pela PGR (Procuradoria-Geral da República).

As investigações começaram em um inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal), já que os investigados possuem foro privilegiado. Eles foram denunciados, pela PGR, pela primeira vez em agosto de 2017, assim como Renan Calheiros, José Sarney e Garibaldi Alves Filho. Entretanto, o STF determinou extinta a punibilidade dos três visto a prescrição dos fatos.

Romero Jucá e Valdir Raupp perderam o foro e, em fevereiro de 2019, o STF encaminhou a investigação para a Justiça Federal do Rio de Janeiro. Três meses depois, o ministro Edson Fachin, do STF, reforçou a competência da Justiça Federal do Paraná para casos envolvendo a Transpetro. Ou seja, o processo está sob responsabilidade da 13ª Vara Federal de Curitiba, mas os autos foram recebidos na capital paranaense no último mês de dezembro.

“Crimes de poder precisam de uma resposta rápida e justa e a força-tarefa continuará a fazer seu trabalho com o objetivo de fazer com que o crime não compense”, diz o procurador da República Marcelo Ribeiro, integrante da Lava Jato em Curitiba.

DENÚNCIA CONTRA JUCÁ, RAUPP E SÉRGIO MACHADO

A NM Engenharia e Odebrecht Ambiental, em razão dos contratos que mantinham na Transpetro, e para continuar participando de licitações, pagavam propinas aos integrantes do MDB, que compunham o núcleo responsável pela sustentação de Sérgio Machado como presidente da Transpetro.

Em contrapartida, Machado garantia a continuidade dos contratos e expedição de futuros convites para licitações.

Em setembro de 2008, Luiz e Nelson Maramaldo, executivos da NM Engenharia, pagaram propinas disfarçadas de doações eleitorais oficiais no valor de R$ 100 mil. A empresa efetuou o repasse para o Diretório Estadual do MDB (Movimento Democrático Brasileiro) de Roraima, que era presidido, na época, por Jucá. Dessa forma, a propina abasteceu a campanha de Elton Vieira Lopes, candidato à prefeitura de Mucajaí no estado.

Já em setembro de 2012, o ex-senador Valdir Raupp recebeu R$ 1 milhão da Odebrecht Ambiental. Fernando Reis, que estava na presidência do Grupo Odebrecht, utilizou a Barro Novo Empreendimentos Imobiliários S.A (uma das empresas do grupo) para fazer duas doações eleitorais oficiais no valor de R$ 500 mil para o Diretório Nacional do MDB. Ainda conforme a denúncia, Raupp era o presidente do partido e solicitou o valor para ser destinado à campanha de Gabriel Chalita, candidato à prefeitura de São Paulo. As doações foram feitas nos dias 17 e 19 daquele mês, e consequentemente repassadas à campanha de Chalita.

Já no dia 3 de dezembro de 2019, o STF recebeu a denúncia pela prática dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

lava jato, estaleiro, jurong, corrupção, lavagem de dinheiro, propina, denúncia, mpf, jfpr

Lava Jato denuncia ex-presidente da Jurong por suposta lavagem de R$ 100 milhões

O ex-presidente da Jurong no Brasil, Martin Cheah Kok Choon, foi denunciado pela força-tarefa Lava Jato no Paraná por atos de corrupção e lavagem de dinheiro que totalizam cerca de R$ 100 milhões. Conforme o MPF (Ministério Público Federal), os crimes envolvem sete contratos da multinacional com a Petrobras para o afretamento de navios sonda.

Além disso, também foi acusado o operador financeiro Guilherme Esteves de Jesus. De acordo com as investigações, ele fez pagamentos de propinas ao ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque. Em contrapartida, o grupo Jurong no Brasil foi beneficiado nos contratos de afretamento de navios sonda.

Por meio de pedidos de cooperação internacional, R$ 47 milhões foram bloqueados das contas dos acusados no exterior. A solicitação foi avaliada pelas autoridades da Suíça e de Liechtenstein.

Conforme a Lava Jato, as propinas foram pagas por meio de transferências em contas secretas mantidas por Guilherme Esteves e Renato Duque no exterior. Os atos de corrupção, de acordo com a denúncia, tinham o aval Martin Choon. O então presidente da Jurong no Brasil também teria sido beneficiado diretamente com transferências que somam mais de US$ 9 milhões.

Além disso, planilhas apreendidas de Guilherme Esteves durante outras ações da Lava Jato demonstram “tanto o pagamento de propina quanto a efetiva divisão com Martin de valores ilícitos decorrentes dos diversos contratos de afretamento de sondas firmados pela Jurong com a Petrobras”, segundo a força-tarefa no Paraná.

LAVA JATO: EX-PRESIDENTE DA JURONG ACUSADO POR LAVAGEM

Conforme a denúncia apresentada à JFPR (Justiça Federal do Paraná), os acusados cometeram pelo menos sete atos de lavagem de dinheiro. De acordo com as investigações, o operador Guilherme Esteves dava aparência de legalidade ao dinheiro dividindo a propina em sucessivas transferências bancárias. Além disso, para dificultar o rastreamento do dinheiro, a propina passava por várias contas diferentes.

Provas coletadas no decorrer das apurações, incluindo pedidos de cooperação internacional à Suíça e Liechtenstein, permitiram o rastreamento do dinheiro desviado do Brasil. As transferências somam pelo menos US$ 24.507.238, conforme a Lava Jato. Ou seja, algo em torno de R$ 100 milhões.

“Em busca do repatriamento e recuperação dos valores desviados, a força-tarefa Lava Jato no Paraná formulou pedidos de cooperação para Suíça e Liechtenstein que permitiram o bloqueio do montante equivalente a R$ 47 milhões. Os valores estavam depositados em contas mantidas pelos denunciados nos dois países, em nome de empresas offshore”, afirma a procuradora da República, Laura Tessler, por meio da assessoria do MPF.

A força-tarefa Lava Jato no Paraná pede que ex-presidente da Jurong no Brasil Martin Cheah Kok Choon e o operador financeiro Guilherme Esteves de Jesus sejam condenados por corrupção e lavagem de dinheiro.

Além disso, pede o bloqueios que totalizam quase R$ 185 milhões a título de multa e reparação de danos. A denúncia será analisada pela 13ª Vara Federal de Curitiba. A defesa dos acusados ainda não foi encontrada pela reportagem.

Econorte - rodovias federais - MPF - Lava Jato - Operação Integração

Lava Jato denuncia 14 pessoas por desvio e lavagem de dinheiro no âmbito da Operação Integração

As alegações finais do MPF (Ministério Público Federal), por meio da força-tarefa da Lava Jato no Paraná, pediram a condenação de 14 pessoas entre servidores públicos e gestores de empresas sobre uma das ações da Operação Integração nesta terça-feira (7).

A Operação Integração investigou um esquema criminoso na gestão das concessões de rodovias federais no Paraná, em denúncia apresentada no dia 2 de abril de 2018.

Foram denunciados Adir Assad, Antônio José Monteiro da Fonseca Queiroz, Helio Ogama, Ivan Humberto Carratu, Leonardo Guerra, Marcello José Abbud, Marcelo Montans Zamarian, Nelson Leal Júnior, Oscar Alberto da Silva Gayer, Oscar Alberto da Silva Gayer Júnior, Paulo Beckert, Sandro Antônio de Lima, Sérgio Antônio Cardozo Lapa e Valdomiro Rodacki.

Todos os réus foram denunciados pelo crime de organização criminosa, estelionato, peculato e lavagem de dinheiro.

Dentre os denunciados, se destacam Nelson Leal Júnior, ex diretor do DER-PR (Departamento de Estradas e Rodagem) e Hélio Ogama, ex-presidente da concessionária Econorte.

O grupo criminoso utilizava empresas para emitir notas falsas, aquisição de imóveis, movimentação de dinheiro em espécie, operadores financeiros e contratação de firmas com contratos superfaturados. Todas essas ações permitiram aos acusados lavar o dinheiro das operações da Econorte, que deveriam ser encaminhados para a manutenção das rodovias federais no Paraná.

Para reparar os cofres públicos, o Ministério Público Federal exigiu à reparação de no mínimo R$ 157 milhões dos réus. Esse valor é referente aos desvios da Econorte e pelas demais infrações. Além disso, o MPF ainda prevê pagamento de multa, que deverá ser determinada pelo juiz que receber a ação.

walter faria, lavagem de dinheiro, grupo petrópolis, cervejaria itaipava, habeas corpus, tornozeleira eletrônica, trf4, tribunal regional federal da 4ª região, fiança, R$ 40 milhões, repatriação, rock city, lava jato, operação lava jato, odebrecht

Lava Jato: Walter Faria, do Grupo Petrópolis, é acusado por lavar R$ 1 bi para a Odebrecht

A força-tarefa Lava Jato em Curitiba denunciou Walter Faria, dono do Grupo Petrópolis, por 642 atos de lavagem de dinheiro, que totalizam mais de R$ 1,1 bilhão. Conforme o MPF (Ministério Público Federal), o empresário agiu ao lado de outras 22 pessoas ligadas ao Grupo Petrópolis, ao Antígua Overseas Bank e ao Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht. Todos os 23 alvos foram acusados por crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A acusação é decorrente da 62ª fase da Operação Lava Jato. De acordo com a força-tarefa, Walter Faria teria cometido os crimes entre 2006 e 2014. Os atos de lavagem de dinheiro aconteceram em benefício da Odebrecht. Assim, a construtora conseguiu dar aparência de legalidade a valores que originalmente foram desviados de contratos públicos, sobretudo da Petrobras.

Walter Faria, proprietário do Grupo Petrópolis, atuou em larga escala na lavagem de ativos e desempenhou substancial papel como grande operador do pagamento de propinas principalmente relacionadas a desvios de recursos públicos da Petrobras. As evidências apontam que, além de ter atuado no pagamento de subornos decorrentes do contrato da sonda Petrobras 10.000, Faria capitaneou a lavagem de centenas de milhões de reais em conjunto com o grupo Odebrecht“, diz trecho da denúncia.

CONTRAPARTIDA A WALTER FARIA

Narra a denúncia da força-tarefa Lava Jato em Curitiba que Walter Faria foi beneficiado de duas formas. Ele teria recebido vultuosos pagamentos da Odebrecht, sempre em contas no exterior. Além disso, o controlador da cervejaria Itaipava também teria atuado em uma série de negócios jurídicos fraudulentos no Brasil.

Em troca, conforme a denúncia, Walter Faria teria atuado na geração de recursos em espécie para distribuição a agentes corrompidos no Brasil, ao trocar dólares por reais. O empresário teria repassado propina travestida de doação eleitoral, atendendo a interessas da Odebrecht. Além disso, também teria distribuído propinas a agentes públicos por meio de contas que mantinha no exterior.

“SEM PRECEDENTES”, DIZ LAVA JATO

A denúncia contra o empresário Walter Faria, dono do Grupo Petrópolis e controlador de marcas como a cerveja Itaipava, acontece na mesma semana em que ele foi beneficiado com um habeas corpus concedido pelo TRF4.

LEIA MAIS:
+ Walter Faria, do Grupo Petrópolis, poderá sair da cadeia mediante fiança de R$ 40 milhões

Conforme a força-tarefa Lava Jato em Curitiba, o montante de R$ 1,1 bilhão supostamente lavado por Walter Faria não encontra precedentes.

“O volume e sofisticação do esquema de lavagem de dinheiro não tem precedentes, mesmo na Lava Jato. Embora em volume os montantes sejam comparáveis, talvez, aos casos envolvendo os maiores operadores, como Adir Assad e Alberto Youssef, neste caso foram utilizadas várias técnicas de lavagem, dentre as quais se destaca a chamada commingling, que é a mistura de recursos ilícitos à atividade lícita de uma empresa e que deixa ainda mais difícil a descoberta e comprovação dos crimes”, afirmou o procurador da República Antonio Diniz, por meio de nota do MPF.

OUTRO LADO

Em nota, o Grupo Petrópolis afirmou que “os fatos mencionados já foram esclarecidos e arquivados em decisão do TRE”.

O advogado Cleber Lopes de Oliveira, que lidera a defesa do empresário, afirmou ao Paraná Portal que a denúncia é uma afronta à Constituição, citando a decisão do TRF4, que concedeu um habeas corpus a Walter Faria nessa semana.

“O Ministério Público Federal está agindo de forma pessoalizada. É uma falta de respeito à Constituição”, questionou.

Após receber a notificação, Walter Faria terá 10 dias para apresentar a defesa prévia. Caberá à 13ª Vara Federal de Curitiba avaliar o teor da denúncia.

beto richa, ex-governador, operação quadro negro, obstrução à justiça, lavagem de dinheiro, salas comerciais, ministério público do paraná, mppr, gaeco, fernanda richa, andré richa, dirceu pupo ferreira

Beto Richa vira réu na Quadro Negro por lavagem de dinheiro e obstrução à Justiça

Acusado por lavagem de dinheiro e obstrução à Justiça, o ex-governador Beto Richa (PSDB) virou réu pela quarta vez na Operação Quadro Negro. A denúncia do MP-PR (Ministério Público do Paraná) foi aceita pela 9ª Vara Criminal de Curitiba na sexta-feira (22). Também foram acusados a esposa do político, Fernanda Richa, um dos filhos do ex-governador, André Vieira Richa, e o contador da família Dirceu Pupo Ferreira.

De acordo com o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), Beto Richa teria comprado imóveis com dinheiro de propinas pagas por construtoras que fraudaram licitações para obras de construção ou reformas de escolas públicas estaduais.

Conforme a denúncia, Richa comprou salas comerciais por R$ 2,2 milhões. Parte deste valor — R$ 830 mil — foi quitado em dinheiro vivo, de forma dissimulada. Além disso, um imóvel oferecido como parte do pagamento superavaliado com o objetivo de esconder o repasse em espécie.

As salas comerciais foram registradas em nome da Ocaporã Administradora de Bens LTDA. A empresa tem como sócios Fernanda Richa e André Vieira Richa. O CNPJ concentra os principais patrimônios da família.

BETO RICHA: LAVAGEM DE DINHEIRO E OBSTRUÇÃO À JUSTIÇA

Outra parte da denúncia do Ministério Público do Paraná acusa Beto Richa, Fernanda Richa e Dirceu Pupo Ferreira de obstrução à Justiça. De acordo com o Gaeco, eles tentaram influenciar o corretor de imóveis que intermediou o negócio.

Conforme os promotores, o casal Richa e o contador da família pressionaram o corretor de imóveis a não contar sobre os pagamentos em espécie. Além disso, teriam pedido ao funcionário para procurar o vendedor do imóvel. A orientação era negar a existência dos pagamentos caso fosse perguntado sobre o assunto por autoridades.

Ao Paraná Portal, a defesa do ex-governador Beto Richa afirmou que recebeu “recebe com perplexidade a notícia de que o ex-governador e seus familiares estão sendo processados novamente, pelo mesmíssimo fato já objeto de duas acusações anteriores”.

Os advogados do tucano afirmam que a acusação do Ministério Público é contraditória e não aponta a ilicitude dos recursos. Conforme a defesa, as denúncias denotam “perseguição e o abuso contra a Família Richa”.

OPERAÇÃO QUADRO NEGRO

Em outros processos relacionados à Operação Quadro Negro, Beto Richa responde por corrupção passiva, organização criminosa e fraude em licitações. O ex-governador é investigado por desvios de mais de R$ 20 milhões em obras para a reforma e construção de escolas públicas estaduais.

Lava Jato denuncia executivos da empreiteira Alusa

Executivos da empreiteira Alusa Engenharia foram denunciados à Justiça Federal nesta quarta-feira (13) por corrupção e lavagem de dinheiro. A empresa é investigada na Lava Jato por contratos firmados com a Petrobras para obras da refinaria Abreu e Lima (Rnest) e do Comperj. O negócio, de aproximadamente R$ 3 bilhões, teria rendido R$ 5,9 milhões em propinas para o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa.

Os executivos denunciados pela força-tarefa Lava Jato são César Luiz de Godoy Pereira e José Lázaro Alves Rodrigues. A suspeita é de prática de crimes de corrupção ativa e lavagem de dinheiro em quatro contratos celebrados entre 2008 e 2011. Além dos executivos vinculados à empreiteira, também foi denunciado por lavagem de dinheiro Marcelo Barboza Daniel, um dos responsáveis pelas empresas MR Pragmática e BAS Consultoria Empresarial, que teriam sido usadas em repasses dissimulados a Paulo Roberto Costa, pelo menos até 2014.

Até 2012, quando o Costa ainda ocupava o cargo de diretor de Abastecimento da estatal, os contratos sob suspeita sofreram aditivos que aumentaram em milhões de reais os valores das contratações. De acordo com informações da Receita Federal citadas na denúncia, não teria havido comprovação da prestação do serviço previsto nos contratos firmados pela Alusa com a MR Pragmática e a BAS Consultoria Empresarial.

As contratações teriam apenas tentado conferir aparência de licitude à transferência de valores. Depois dos repasses feitos pela empreiteira para as duas empresas, Marcelo Barboza Daniel e Paulo Roberto Costa teriam usado três estratégias para efetuar pagamentos: celebração de contrato fraudulento de empréstimo no valor de R$ 1,9 milhão; transferência de valores realizada a partir da conta pessoal de Barboza para o ex-diretor de Abastecimento; e emissão e utilização de 15 cheques em branco, assinados por Barboza, usados por Paulo Roberto Costa para quitar despesas pessoais de R$ 970 mil, incluindo pagamento de funcionários e aquisição de motores para lancha, veículo e imóvel.

De acordo com o MPF, além de relatos de testemunhas e colaboradores, como o ex-diretor da Petrobras, as suspeitas são comprovadas por documentos, registros de movimentações bancárias, levantamentos realizados pela Receita Federal e registros de contatos feitos entre os denunciados.

nelson meurer, nelson meurer júnior, corrupção, lavagem de dinheiro, operação lava jato, lava jato, stf, supremo tribunal federal, edson fachin, paraná, ex-deputado, paulo roberto costa, petrobras

STF manda prender Nelson Meurer, ex-deputado condenado na Lava Jato

O ex-deputado Nelson Meurer (PP-PR) foi preso nesta quarta-feira (30) por decisão do ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal). Condenado a 13 anos, 9 meses e 10 dias de prisão em regime fechado, por corrupção e lavagem de dinheiro, o ex-parlamentar do Paraná é o primeiro alvo da Lava Jato a ter a pena executada pelo Supremo em mais de cinco anos de operação.

A decisão inédita é do ministro Edson Fachin, relator dos processos relacionados à Operação Lava Jato na Suprema Corte. O magistrado determinou a execução da pena antes mesmo do trânsito em julgado, visto que há um último recurso da defende pendente.

Apesar da condenação na última instância do Poder Judiciário brasileiro, os advogados que representam o ex-deputado do Paraná ainda podem peticionar novos embargos de declaração para pedir mais esclarecimentos sobre a sentença. Os segundos embargos seriam a última chance de contestar a decisão de Fachin.

Uma fonte ligada à operação confirmou que Nelson Meurer foi preso em casa, nesta quarta-feira (30), em Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná. Além disso, Nelson Meurer Júnior, também foi detido. O filho do ex-deputado foi condenado a 4 anos e 9 meses de prisão por corrupção passiva. Conforme decisão de Fachin, ele cumprirá a pena em regime semiaberto.

NELSON MEURER CONDENADO POR CORRUPÇÃO

O político Nelson Meurer, um dos quadros mais proeminentes do PP no Paraná, foi acusado e condenado por receber mais de R$ 4 milhões em propinas, por meio de 30 repasses fraudulentos, na esteira dos crimes investigados pela Operação Lava Jato.

O ex-deputado teria recebido as vantagens indevidas como contrapartida por manter Paulo Roberto Costa na chefia da Diretoria de Abastecimento da Petrobras.

O processo contra Nelson Meurer e o filho, Nelson Meurer Júnior, chegou a ser distribuído para a 13ª Vara Federal em Curitiba, à época comandada pelo ex-juiz e atual ministro da Justiça Sergio Moro. No entanto, pelo alvo ainda ter foro privilegiado, a ação penal foi remetida ao STF.

A reportagem tentou contato com assessores de Nelson Meurer, mas não obteve retorno por telefone. Os advogados do político não foram encontrados.

edison lobão, corrupção, acusação, lava jato, paraná, transpetro, obras de arte, lavagem de dinheiro, grupo estre, consórcio nm

Edison Lobão e mais sete são acusados de corrupção em contratos de R$ 1,5 bilhão

O ex-ministro Edison Lobão (MDB) e outras sete pessoas foram denunciados nesta terça-feira (29), por corrupção e lavagem de dinheiro, pela força-tarefa da Operação Lava Jato no Paraná. A acusação está relacionada a 44 contratos da Transpetro avaliados em R$ 1,5 bilhão.

De acordo com o MPF-PR (Ministério Público Federal no Paraná), a subsidiária de transportes da Petrobras assinou os contratos fraudulentos com empresas do Grupo Estre (Pollydutos, Estre Ambiental, Estaleiro Rio Tietê) e com o Consórcio NM Dutos-OSBRA (NM Engenharia e Construções Ltda e Pollydutos Montagem e Construção Ltda).

De acordo com a denúncia oferecida pela força-tarefa Lava Jato no Paraná, os 44 contratos foram assinados entre 2008 e 2014. O ex-senador Edison Lobão recebeu parte da propina negociada pela subsidiária de Petrobras. Neste período, via de regra, o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado solicitava e recebia propina que variava entre 1% e 4% do valor dos contratos e aditivos.

Em contrapartida, Edison Lobão usava a influência como Ministro de Minas e Energia para manter Machado no cargo, cuja indicação era de responsabilidade do MDB.

OS DENUNCIADOS

  1. Edison Lobão: ex-ministro
  2. Márcio Lobão: filho de Edison Lobão
  3. Wilson Quintella: ex-presidente do Grupo Estre
  4. Antônio Kanji: ex-funcionário do Grupo Estre
  5. Fernando Nave Maramaldo: executivo da NM
  6. Nelson Cortonesi Maramaldo: executivo da NM
  7. José Sérgio de Oliveira Machado: ex-presidente da Transpetro
  8. Carlos Dale Junior: proprietário da Galeria Almeira & Dale

Relembre:
Obras de arte de Lobão valorizaram 1788% para lavagem de dinheiro

EDISON LOBÃO NA MIRA DA LAVA JATO

A 65ª fase da Operação Lava Jato investiga crimes de corrupção em mais de 40 contratos, divididos em dois núcleos de corrupção. Um deles está ligado aos acordos da Transpetro, subsidiária da Petrobras, com o Grupo Estre. Outro núcleo concentra os contratos e aditivos relacionados à construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, cujas propinas foram pagas pelo Grupo Odebrecht.

A denúncia oferecida pela força-tarefa nesta terça-feira (29) está relacionada ao primeiro núcleo de investigação, com foco nos contratos da Transpetro.

O ex-senador é suspeito de solicitar e receber cerca de R$ 50 milhões em propina. No período das supostas fraudes — ou seja, entre 2008 e 2014 — o patrimônio do filho de Edison Lobão, Márcio Lobão, saltou de R$ 8,9 milhões para R$ 44 milhões.

De acordo com a Lava Jato, Edison Lobão não foi alvo de buscas e apreensões na 65ª fase da Operação Lava Jato. O filho dele, Márcio Lobão, foi preso preventivamente no Rio de Janeiro (RJ) e depois foi levado para Curitiba. A força-tarefa pretendia avançar nas investigações a partir das provas coletadas com o filho do ex-ministro e com operadores ligados à família.

lava jato, operação lava jato, paraná, força-tarefa lava jato, mpf, jaraguá equipamentos, propina, corrupção, lavagem de dinheiro, refinaria do nordeste, refinaria abreu e lima, rnest, paulo roberto costa

Lava Jato acusa executivos da Jaraguá Equipamentos por propinas em obras da Refinaria do Nordeste

A força-tarefa Lava Jato no Paraná denunciou nesta segunda-feira (14) cinco executivos da Jaraguá Equipamentos Industriais S.A por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Eles são acusados de pagar propina ao ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa para obter vantagens em contratos da Refinaria do Nordeste avaliados em R$ 400 milhões.

Foram acusados os executivos: Álvaro Bernardes Garcia, Nasareno das Neves, Ricardo Pinto Korps, Wagner Othero e Cristian Jaty Silva. Além disso, a denúncia da Lava Jato também oferece denúncia por lavagem de dinheiro contra o empresário dono da Sanko Sider, Márcio Andrade Bonilho, e contra o aposentado Waldomiro de Oliveira, apontado como laranja do doleiro Alberto Youssef.

Conforme as investigações, as promessas de propina do executivos da Jaraguá Equipamentos Industriais S.A envolviam quatro contratos para obras da Refinaria do Nordeste (Refinaria Abreu e Lima, a RNEST), da Petrobras. Somados, eles valiam R$ 400,44 milhões. Comprovadamente, as propinas repassadas ao ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa chegaram a R$ 5,85 milhões.

Segundo a força-tarefa Lava Jato no Paraná, os pagamentos se concretizaram por duas formas: transações bancárias justificadas com notas fiscais e contratos falsos, e doações eleitorais feitas pela Jaraguá Equipamentos Industriais S.A a candidatos do Partido Progressista (PP) nas eleições de 2010.

Esse mesmo esquema levou ao banco dos réus os ex-deputados federais do PP João Alberto Pizzolatti Junior, Mário Silvio Mendes Negromonte e Luiz Fernando Ramos Faria. Eles foram denunciados ao STF (Supremo Tribunal Federal), que recebeu a acusação e repassou a ação penal à 13ª Vara Federal em Curitiba, onde tramitam os processos da Lava Jato na primeira instância.

Essa é a 20ª denúncia da força-tarefa Lava Jato no Paraná em 2019.

“Nesse caso, as investigações revelaram que um sócio e altos executivos da Jaraguá Equipamentos, não integrante do cartel de empreiteiras que loteava as obras da Petrobras”, resumiu o procurador Roberson Pozzobon, por meio da assessoria de imprensa do MPF-PR (Ministério Público Federal no Paraná).

André Vargas - Deputado - Lavagem de dinheiro

André Vargas é condenado a seis anos por lavagem de dinheiro

O ex-deputado federal pelo estado do Paraná, André Luiz Vargas Ilário, foi condenado pela segunda vez pelo TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) pelo crime de lavagem de dinheiro e terá pena de seis anos de reclusão.

O TRF4 também condenou Leon Denis Vargas Ilário, irmão do ex-deputado federal, Marcelo Simões, empresário da IT7 Sistemas, além de Meire Bonfim da Silva Poza, contadora.

André Vargas recebeu da IT7 Sistemas R$ 2,4 milhões para utilizar sua influência com funcionários da Caixa Econômica Federal para fazer a empresa ser contratada pela estatal. Pelo serviço de fornecimento de software, a empresa recebeu R$ 71,3 milhões do banco.

Para ocultar a origem do dinheiro, a Arbor Consultoria e Assessoria Contábil e a AJJP Serviços Administrativos e Educacional utilizaram notas fiscais de serviços fraudadas. As empresas eram controladas por Meire. Os valores foram sacados em espécie e repassados a Leon Denis pelo doleiro Alberto Youssef.

Os quatro réus foram condenados por lavagem de dinheiro pela 13ª Vara Federal de Curitiba em setembro de 2018. Leon, Simões e Meire tiveram as penas recalculadas em função da diminuição do agravante da culpabilidade, sendo que a contadora também teve considerada a agravante da circunstância.

Vale lembrar que ainda é possível recurso de embargos de declaração. Após os prazos para esses pedidos, a 13ª Vara Federal será autorizada a dar início ao cumprimento das penas.

COMO FICARAM AS PENAS

André Luiz Vargas Ilário: a pena foi mantida em 6 anos de reclusão em regime inicial fechado e 160 dias-multa no valor de 5 salários mínimos cada (valor vigente em 9/2014);

Leon Denis Vargas Ilário: a pena passou de 5 anos para 4 anos, 9 meses e 18 dias de reclusão em regime inicial semi-aberto e 100 dias-multa no valor de 2 salários mínimos cada (valor vigente em 9/2014);

Marcelo Simões: a pena passou de 5 anos e 4 meses para 4 anos e 9 meses e 18 dias de reclusão em regime inicial semi-aberto e 100 dias-multa no valor de 5 salários mínimos cada (valor vigente em 9/2014);

Meire Bomfim da Silva Poza: a pena passou de 4 anos e 6 meses para 2 anos e 60 dias-multa no valor de 3 salários mínimos (valor vigente em 9/2014).