Lewis Hamilton - Formula 1

F1: Hamilton é hexacampeão e está a um título do recorde de Schumacher

O inglês Lewis Hamilton terminou o GP dos EUA em segundo lugar neste domingo (3) e confirmou a conquista da temporada 2019 da F-1, com duas etapas de antecedência. Valteri Bottas, seu perseguidor na luta pelo título individual, venceu a prova, mas não pode mais alcançar o inglês na disputa pelo campeonato. O holandês Max Verstappen completou o pódio.

Com o resultado, o inglês chegou aos 381 pontos e não pode mais ser alcançado por Bottas, que agora tem 314.. É o sexto título da carreira de Hamilton, que seria campeão independentemente de sua posição caso Bottas não vencesse a corrida deste domingo. Como o finlandês ficou em primeiro, o inglês seria campeão se terminasse até na oitava colocação.

A conquista do inglês no GP dos EUA, o antepenúltimo desta temporada, confirma uma tendência recente na F-1, com a decisão do Mundial por antecedência. É a terceira vez seguida que isso ocorre, em todas com o inglês levando o troféu de campeão.

Dos seis títulos conquistados pelo britânico, aliás, quatro foram definidos antes do fim do campeonato, em 2015, 2017, 2018 e, agora, em 2019.

No século, há um equilíbrio. Desde 2001, 11 das 19 temporadas foram decididas antes do fim do calendário, o que inevitavelmente tira um pouco do apelo das etapas restantes, como a próxima corrida deste ano, justamente o GP do Brasil, no dia 17.

Até o Mundial de Construtores já está definido, com a Mercedes campeã, e Valtteri Bottas, companheiro de Hamilton, como o vice.

As últimas duas corridas no circuito de Interlagos também foram com este cenário. O curioso é que, mesmo assim, o público compareceu em grande número ao último GP Brasil.

Segundo os organizadores da prova, 150.307 torcedores estiveram no Autódromo de Interlagos durante o fim de semana da etapa disputada em 2018 –foi o melhor público da corrida desde 2010, ano em que 155.213 pessoas foram ao circuito.

Desde 2004, quando a corrida em solo brasileiro passou a ficar entre as últimas do calendário, em sete oportunidades o campeonato chegou aqui já definido. Por outro lado, seis vezes o campeão foi decidido justamente no Brasil (2005, 2006, 2007, 2008, 2009 e 2012).

Lewis Hamilton, inclusive, conquistou o primeiro título de sua carreira em Interlagos, no dia 2 de novembro de 2008, em uma das corridas mais marcantes do circuito.

O brasileiro Felipe Massa, com sua Ferrari, chegou a cruzar a linha de chegada em primeiro e como campeão mundial, mas, na última curva, Hamilton, então na McLaren, ultrapassou Timo Glock, pulou para a quarta posição e tirou o título de Massa, por uma diferença de apenas um ponto.

Hamilton voltaria a ser campeão na última prova em 2014, quando venceu o GP de Abu Dhabi, tornando-se bicampeão mundial, em seu primeiro título pela Mercedes.

Disputar as últimas duas provas deste ano já com o troféu de campeão assegurado dará ao inglês mais tranquilidade para seguir em busca de novos recordes na F-1.

Uma das marcas mais importantes que ele está buscando é o número de vitórias de Michael Schumacher, recordista da categoria, com 91 triunfos. O inglês acumula 83 e tem mais um ano de contrato com a sua atual equipe. O calendário de 2020 ainda não está fechado, mas são previstas, ao menos, 22 provas.

Além disso, o hexacampeão já negocia com a escuderia alemã a renovação de seu contrato. “Sempre gostei de desafios e esta equipe mostrou que está bem preparada para reagir a todas as mudanças”, disse, em referência ao novo regulamento da F-1, que entrará em vigor em 2021.

Recordista de poles (87), segundo piloto com mais vitórias na principal categoria do automobilismo e com seu sexto título na bagagem, Lewis Hamilton também está preparado para a nova F-1 que está por vir e pronto para alcançar novos recordes, sobretudo, igualar o heptacampeonato de Michael Schumacher.

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Leclerc vence o GP da Bélgica em dia de luto por piloto da Fórmula 2

O dia foi de luto por Anthony Hubert, pela morte do jovem piloto francês ontem, em prova da Fórmula 2. Mas, na pista, houve motivo para Charles Leclerc e a Ferrari comemorarem. O piloto monegasco conquistou sua primeira vitória, ao dominar o GP da Bélgica e conseguir manter uma boa vantagem para o líder do Mundial 2019, Lewis Hamilton. O resultado fez Leclerc, de 21 anos, chorar, no misto de sentimentos do fim de semana: “É um sonho que se torna realidade”, disse, pelo rádio.

Leclerc fechou a prova em Spa-Francorchamps na primeira colocação, tendo perdido a liderança apenas no pit stop – um jogo de equipe com Vettel, que o havia passado, o levou de volta à primeira colocação, na metade da prova. Hamilton foi o segundo colocado, com Valtteri Bottas, também da Mercedes, em terceiro.

Hubert foi lembrado diversas vezes durante o domingo: os pilotos fizeram um minuto de silêncio para ele antes da corrida, um safety car hasteou a bandeira francesa, e o público o aplaudiu de pé na 19ª volta. O francês usava o número 19.

Com o resultado, Hamilton mantém a liderança do Mundial de pilotos.

A Fórmula 1 retorna já na semana que vem, com o GP da Itália, domingo, às 10h10.

A largada teve Hamilton se dando bem, pelo menos momentaneamente. Leclerc manteve com tranquilidade a liderança, mas viu seu parceiro Sebastian Vettel ser ultrapassado pelo inglês da Mercedes. Ainda na primeira volta, Vettel deu o troco e voltou à segunda posição.

A nota triste para os belgas foi a batida de Max Verstappen, da Aston Martin, que bateu logo na primeira volta, em disputa de posição com Kimi Raikkonen. Eles se tocaram, roda com roda, e Max chegou a levantar o rival. A batida avariou o carro de Verstappen, que em certa curva acabou indo direto para a proteção de pneus. O safety car entrou na pista e a corrida foi retomada na quinta volta.

As primeiras alterações entre os líderes vieram com a parada de Vettel, que retornou com cerca de 20 a 21 segundos de desvantagem para o líder Leclerc, que se mantinha sem problemas à frente.

O piloto da Fórmula 2 Anthoine Hubert, que recebeu homenagens antes da prova após morrer em batida ontem, em prova da categoria, recebeu aplausos da torcida quando o GP da Bélgica chegou à 19ª volta. Ele usava o carro número 19.

Leclerc fez sua parada nos boxes na 22ª volta, na metade da prova, de 44 voltas. O pit stop foi perfeito, mas não conseguiu retornar à frente de Vettel, com Hamilton e Bottas assumindo a primeira e a segunda colocações, antes de suas paradas. Após todas as paradas, a sequência ficou: Vettel na liderança, Leclerc à sua caça, e Hamilton e Bottas um pouco mais atrás.

Durou pouco. Logo na 27ª volta o rendimento mais veloz de Leclerc falou mais alto e ele passou o companheiro de Ferrari, em um jogo de equipe que fez sentido devido à disparidade entre os dois – já que Vettel trocou pneus cedo na corrida.

Hamilton passou a andar muito mais rápido que Vettel e conseguiu conquistar a segunda posição na 32ª volta, sem grandes problemas para fazer a ultrapassagem e prometendo pressionar Leclerc nas voltas finais.

Foi o que aconteceu. Hamilton chegou a ficar a menos de dois segundos de distância do francês, mas não foi o suficiente para o veterano tomar a primeira vitória do piloto da Ferrari.

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Leclerc conquista a pole position do GP da Bélgica, com Hamilton em 3º

A Ferrari sairá na frente do Grande Prêmio da Bélgica de Fórmula 1 deste domingo (1º), com largada às 10h10. Depois de dominar as duas primeiras partes do treino deste sábado (31), Charles Leclerc também levou a melhor no Q3 e conquistou a pole position, com 1min42s519.

A escuderia italiana ainda terá o segundo colocado na largada, com Sebastian Vettel, que cravou 1min43s267 no classificatório. Lewis Hamilton, que lidera o Mundial de pilotos com 250 pontos, sairá na terceira colocação (1min43s282).

Na sequência, estarão Valtteri Bottas, companheiro de Hamilton na Mercedes, e Max Verstappen, da Red Bull -eles ocupam a segunda e terceira colocação do campeonato, com 188 e 181 pontos, respectivamente.

Durante o Q1, chamou a atenção a explosão do motor de Robert Kubica, da Williams. O carro pegou fogo e obrigou a organização a dar bandeira vermelha, por cerca de dez minutos. O mesmo aconteceu com Antonio Giovinazzi, da Alfa Romeo, causando mais atrasos, o que ajudou Hamilton.

Durante o terceiro treino livre, o piloto inglês bateu contra uma barreira de pneus após perder o controle do carro na curva Les Fagnes. O tempo extra garantiu que os mecânicos da Mercedes consertassem o veículo, que teve a suspensão dianteira danificada.

Hamilton domina GP da França e conquista a 4ª vitória seguida na temporada

A vida de Lewis Hamilton segue tranquila na busca pelo sexto título mundial de Fórmula 1. O inglês liderou de ponta a ponta, hoje, o GP da França e conquistou sua quarta vitória consecutiva na temporada. Companheiro de equipe, Valtteri Bottas terminou na segunda colocação.

Com uma corrida em que não chegou a ser atacado e não conseguiu passar Bottas, Charles Leclerc chegou na terceira colocação e completou o pódio no circuito de Paul Ricard. Companheiro de equipe na Ferrari, Sebastian Vettel fechou na quinta posição.

A vitória leva Lewis Hamilton aos 187 pontos na classificação do Mundial de Pilotos. O inglês abriu ainda mais a vantagem que já tinha para Valtteri Bottas. O finlandês tem 151 pontos.

O próximo compromisso da Fórmula 1 será já na próxima semana. No domingo (30), acontecerá o GP da Áustria. Lewis Hamilton parece caminhar tranquilo para mais um título mundial. Na França, o inglês foi dominante durante toda a corrida, sem perder a liderança em nenhum momento da prova. Após uma largada tranquila, Hamilton passou a ditar o ritmo e abrir cada vez mais do companheiro de equipe Valtteri Bottas.

Nem mesmo quando parou para trocar os pneus, Hamilton perdeu posição. Com uma troca rápida, o inglês voltou à frente de Vettel, que naquele momento aparecia em segundo – o alemão ainda não tinha parado nos boxes.

A única pequena preocupação da Mercedes com o inglês foi em relação aos pneus. Pequenas bolhas começaram a aparecer nos compostos de Hamilton. Mas nada que pudesse tirar a vitória dele. Controlando o ritmo, o piloto não teve dificuldades para cruzar na linha de chegada.

Largando apenas na sétima colocação, Sebastian Vettel chegou ao GP da França com a ciência de que precisaria fazer uma corrida de recuperação. Mas o início da prova já mostrava que o alemão não teria vida fácil.

Vettel conseguiu sua primeira ultrapassagem apenas na quinta volta, quando deixou para trás Lando Norris. Dois giros depois, foi a vez de deixar Carlos Sainz para trás.

Com Verstappen à sua frente, Vettel não conseguiu se aproximar na pista e partiu para uma estratégia envolvendo a troca dos pneus. O alemão tentou ficar na pista o máximo possível para tentar ganhar a posição nos boxes, mas uma fritada de pneu na 25ª volta atrapalhou os planos da Ferrari, que havia pedido ao seu piloto para andar “o máximo possível” com aqueles pneus. O erro obrigou a parada nos boxes ser antecipada.

Nem mesmo o bom tempo de troca de pneus (2,2s) foi suficiente para Vettel ganhar alguma posição. O alemão voltou para a pista exatamente atrás de Verstappen. Seria necessário, então, buscar as ultrapassagens na pista. O que não aconteceu.

Sem conseguir chegar em Verstappen, Vettel decidiu buscar o ponto extra. O alemão parou nos boxes na última volta para colocar um novo pneu macio e tentar a volta mais rápida da corrida. O plano deu certo: 1min32s740 e o ponto extra para o piloto da Ferrari.

Com Vettel sofrendo para conseguir se aproximar dos líderes, a esperança da Ferrari passou a ser Charles Leclerc. Posicionado durante toda a corrida na terça colocação, o monegasco teve um momento de sinceridade quando questionado se conseguiria andar mais rápido do que estava andando.

“Eu posso, mas não será bom para esse pneu. Então, não”, respondeu Leclerc, que naquele momento estava mais de 18s atrás do líder Lewis Hamilton.

As McLarens foram a grande surpresa positiva do GP da França. Após se classificar na quinta e sexta colocação, respectivamente, a equipe inglesa fez uma consistente prova, fazendo com que seus dois carros pontuassem – Carlos Sainz terminou em sexto, com Lando Norris, em sétimo.

Mas como nem tudo são flores, aconteceu uma pequena rusga entre os pilotos. Pelo rádio, Lando Norris reclamou que estava mais rápido que Sainz, mas não podia fazer muita coisa porque estava preso atrás do companheiro de equipe. Um problema hidráulico pouco tempo depois fez com que Norris se contentasse com a sétima posição.

Daniel Ricciardo teve uma corrida de pouco destaque. No entanto, um problema incomum em seu carro chamou atenção. O sistema que leva o isotônico à boca do piloto não estava funcionando em sua Renault, o que significa que o australiano ficou boa parte da corrida, que marcava quase 50º C dentro do carro, sem se hidratar.

Hamilton

Hamilton supera Bottas e crava pole no GP da França

A Mercedes confirmou o favoritismo que mostrava durante todos os treinos livres para o GP da França. No treino classificatório deste sábado (22), Lewis Hamilton superou Valtteri Bottas e cravou a pole position, com o tempo de 1min28s319. O finlandês ficou na segunda colocação, com 1min28s605.

Coadjuvante na disputa, Charles Leclerc ficou na terceira colocação. A decepção, contudo, ficou com Sebastian Vettel. O alemão largará apenas na sétima posição.

Outra equipe que muito comemorou ao final do treino classificatório foi a McLaren. Seus dois pilotos ocuparão a terceira fila do grid de largada, com Lando Norris em quinto e Carlos Sainz na sexta posição.

A corrida está prevista para começar às 10h10 (de Brasília) de amanhã (23).

Outra equipe que muito comemorou ao final do treino classificatório foi a McLaren. Seus dois pilotos ocuparão a terceira fila do grid de largada, com Lando Norris em quinto e Carlos Sainz na sexta posição.

Q1

A primeira parte do treino classificatório já indicava que o domínio da Mercedes em Paul Ricard continuaria. Valtteri Bottas liderou com o tempo de 1min30s500, seguido por Lewis Hamilton (1min30s609) e Charles Leclerc (1min30s647). Sebastian Vettel ficou apenas na décima posição.

Na parte final do grid, a Toro Rosso mostrou dificuldades, especialmente com Daniil Kvyat. O russo chegou a dar indícios de que conseguiria avançar, mas acabou eliminado na 16ª posição, atrás do companheiro de equipe Alexander Albon. Outro que decepcionou foi Romain Grosjean. O piloto largará apenas na 17ª posição e deixou o treino com cara de poucos amigos.

Q2

A Mercedes manteve seu domínio na segunda parte da sessão. Mesmo utilizando pneus médios, Lewis Hamilton foi o primeiro a baixar a casa do 1min30s e anotou o recorde da pista em 1min29s520. Mas a marca durou pouco. Logo na sequência, Valtteri Bottas assumiu a liderança com o tempo de 1min29s437, também de pneu médio.
Sebastian Vettel surpreendeu na parte final do Q2. Ainda sofrendo com o carro, que precisou trocar o bico e o assoalho ontem (21), o alemão conseguiu anotar o tempo de 1min29s506, superando Lewis Hamilton e ficando atrás apenas de Valtteri Bottas.

Q3

As Mercedes foram as primeiras a marcar tempo na casa de 1min28. Em suas primeiras voltas no Q3, Lewis Hamilton anotou 1min28s448, enquanto Valtteri Bottas ficou com o tempo de 1min28s605.

Pelo lado da Ferrari, a vida andava um pouco mais complicada. A primeira volta de Leclerc foi de 1min29s015. Em seu retorno aos boxes, o piloto questionou a equipe sobre o motivo de ter perdido tanto tempo no último. No caso de Vettel, o alemão nem sequer conseguiu anotar um tempo na primeira tentativa. Ele teve sua volta anulada após exceder o limite de uma das curvas.

O erro do alemão custou caro. Na tentativa final, ele não conseguiu um bom desempenho e ficou apenas na sétima colocação, com 1min29s799.

A última tentativa serviu para mostrar a força de Lewis Hamilton. Após perder o Q1 e Q2 para Bottas, o inglês melhorou ainda mais seu tempo e fechou com 1min28s319, novo recorde da pista. Já o finlandês cometeu um erro e não conseguiu melhorar sua volta, ficando na segunda colocação.

Hamilton sofre, mas vence em Mônaco, e punição tira Verstappen do pódio

Mesmo correndo abaixo dos padrões da Mercedes e diante de dificuldades com pneus que geraram uma série de reclamações via rádio, o inglês Lewis Hamilton segurou seus adversários, liderou de ponta a ponta e venceu o GP de Mônaco, sexta etapa da temporada 2019 da Fórmula 1. O pentacampeão venceu pela quarta vez na temporada e aumentou sua vantagem na liderança do campeonato em relação ao companheiro Valtteri Bottas, que terminou em terceiro lugar hoje.

O finlandês só obteve essa posição porque Max Verstappen (HOL/Red Bull Racing), que cruzou a linha de chegada em segundo em uma corrida de muita aproximação ao inglês, pagou uma punição de cinco segundos por passar Bottas de forma insegura nos boxes e foi deixado em quarto. Assim, Sebastian Vettel (ALE/Ferrari) ficou com a vice-liderança no circuito de Monte Carlo.

Hamilton, Bottas e Verstappen mantiveram as primeiras posições logo após a largada, e grandes mudanças ocorreram apenas nas últimas posições, como as ultrapassagens de Robert Kubica (POL/Willians) para cima de Antonio Giovinazzi (ITA/Alfa Romeo) e George Russell (ING/Williams). Inclusive, quando o italiano foi para cima do polonês para recuperar posição, na 16ª volta, uma leve batida deixou os dois carros, além da Ferrari de Leclerc, parados na pista.

O monegasco, aliás, foi personagem marcante da corrida. Ele terminou o treino classificatório em 16º em razão de um erro de estratégia da Ferrari, mas largou uma posição à frente após punição de Giovinazzi. Na pista ele rapidamente tomou posições. Fez ótima ultrapassagem sobre Romain Grosjean (FRA/Haas) e chegou à 12ª colocação. Quando tentou passar Nico Hulkenberg (ALE/Renault) na Rascasse acabou batendo o pneu na proteção e furou o pneu. Sua corrida foi totalmente prejudicada. O pneu ficou destroçado e espalhou lixo pela pista até que ele chegasse aos boxes. Leclerc ainda parou duas vezes até abandonar a prova na volta 18.

O acidente que sepultou a prova de Charles Leclerc colocou o safety-car na pista durante a limpeza e vários pilotos foram aos boxes, que teve congestionamento na saída. Foi justamente no retorno à pista que Verstappen tocou no carro de Bottas e ganhou a segunda posição. Bottas ainda parou de novo para trocar pneus e perdeu mais uma posição. Após alguns minutos a organização confirmou punição de cinco segundos para Verstappen por deixar os boxes de maneira insegura.

A punição de Verstappen, que andava colado no carro de Lewis Hamilton, deu emoção ao GP de Mônaco. O próprio inglês admitiu à Mercedes, via rádio, que estava andando mais lentamente do que o normal em razão dos pneus, então só segurava os outros carros. O time manteve a estratégia, mesmo com o holandês da Red Bull próximo. Para aumentar as expectativas, foi neste momento em que a chuva começou a engrossar em Mônaco.

A chuva não foi capaz de mudar o curso da prova e as grandes disputas por posição ocorreram somente em posições intermediárias, como Kimi Raikkonen (FIN/Alfa Romeo) tentando passar Lance Stroll (CAN/Racing Point) e Sergio Perez (MEX/Racing Point) partindo para cima de Kevin Magnussen (DIN/Haas). Enquanto isso, na liderança, Verstappen não tentou a ultrapassagem sobre Hamilton, que reclamava frequentemente sobre as condições de seu pneu dianteiro esquerdo. A Mercedes não tinha um pit-stop nos planos e manteve o inglês na pista.

Naquele momento, o excesso de reclamações de Hamilton causava discussão com os engenheiros da equipe via rádio. Ele considerava impossível segurar os carros com seu pneu naquelas condições, mas a equipe insistiu. A corrida chegou a um estágio em que Hamilton podia vencer se o carro mantivesse o ritmo, Vertappen podia vencer se ultrapassasse Hamilton e abrisse os cinco segundos de vantagem e até Vettel poderia vencer se os dois primeiros se embolassem.

A três voltas do fim, e com mais potência de motor, Verstappen fez a última aposta para passar Hamilton, mas o inglês defendeu bem a posição, os carros colidiram, e o cenário não se alterou. Mais uma vitória para o inglês em 2019.

Veja a classificação final do GP de Mônaco:

1º – Lewis Hamilton (ING/Mercedes)
2º – Sebastian Vettel (ALE/Ferrari)
3º – Valtteri Bottas (FIN/Mercedes)
4º – Max Verstappen (HOL/Red Bull Racing)
5º – Pierre Gasly (FRA/Red Bull Racing)
6º – Carlos Sainz Jr (ESP/McLaren)
7º – Daniil Kvyat (RUS/Toro Rosso)
8º – Alexander Albon (TAI/Toro Rosso)
9º – Daniel Ricciardo (AUS/Renault)
10º – Romain Grosjean (FRA/Haas)
11º – Lando Norris (ING/McLaren)
12º – Kevin Magnussen (DIN/Haas)
13º – Sergio Perez (MEX/Racing Point)
14º – Nico Hulkenberg (ALE/Renault)
15º – George Russell (ING/Williams)
16º – Lance Stroll (CAN/Racing Point)
17º – Kimi Raikkonen (FIN/Alfa Romeo)
18º – Robert Kubica (POL/Williams)
19º – Antonio Giovinazzi (ITA/Alfa Romeo)
* Abandonou – Charles Leclerc (MON/Ferrari)

Hamilton garante pole em Mônaco em treino marcado por erro da Ferrari

Com equipes e pilotos de luto e recheado de homenagens ao tricampeão mundial Niki Lauda, que morreu no começo da semana, o treino classificatório do Grande Prêmio de Mônaco de Fórmula 1, neste sábado (25), terminou com o inglês Lewis Hamilton como pole position.

O finlandês Valtteri Bottas, companheiro da Mercedes, largará na segunda colocação na sexta etapa da temporada 2019, com Max Verstappen (HOL/Red Bull) em terceiro e Sebastian Vettel (ALE/Ferrari) em quarto.

“Essa pole tem um significado muito grande para mim, estou feliz demais. É a corrida que todo piloto sonha, você põe tudo de si. Chegamos com um ótimo caro e essa pole significa muito”, disse Hamilton, que vibrou e subiu nas grades do circuito de Monte Carlo para comemorar o feito.

O pentacampeão mundial conseguiu sua 85ª pole em um treino marcado por um erro grosseiro da Ferrari. Charles Leclerc, o piloto da casa e que foi o mais rápido na terceira etapa de treinos livres, caiu ainda no Q1.

A equipe segurou o monegasco nos boxes acreditando que ele já estaria garantido no Q2 pelo tempo obtido, mas a estratégia falhou e Vettel que estava na zona de eliminação, conseguiu a classificação para o Q2 no último segundo, empurrando o seu companheiro de equipe para a 16ª posição do grid.

Vettel havia tido problemas nos treinos livres, quando Leclerc se destacou. O alemão bateu logo no início da terceira etapa ao perder o ponto da freada. A Ferrari havia acertado os problemas e seus mecânicos ganharam elogios no começo do treino classificatório.

Confira o grid de largada do GP de Mônaco:

1º – Lewis Hamilton (GBR/Mercedes)
2º – Valtteri Bottas (FIN/Mercedes)
3º – Max Verstappen (HOL/Red Bull)
4º – Sebastian Vettel (ALE/Ferrari)
5º – Pierre Gasly (FRA/Red Bull)
6º – Kevin Magnussen (DIN/Haas)
7º – Daniel Ricciardo (AUS/Renault)
8º – Daniil Kvyat (RUS/Toro Rosso)
9º – Carlos Sainz Jr (ESP/McLaren)
10º – Alexander Albon (TAI/Toro Rosso)
11º – Nico Hulkenberg (ALE/Renault)
12º – Lando Norris (GBR/McLaren)
13º – Romain Grosjain (FRA/Haas)
14º – Kimi Raikkonen (FIN/Alfa Romeo)
15º – Antonio Giovinazzi (ITA/Alfa Romeo)
16º – Charles Leclerc (MON/Ferrari)
17º – Sergio Peres (MEX/Racing Point)
18º – Lance Stroll (CAN/Racing Point)
19º – George Russell (GBR/Williams)
20º – Robert Kubica (POL/Williams)

Hamilton reage, vence GP da Espanha e volta à liderança na Fórmula 1

Lewis Hamilton reagiu à ascensão de Valtteri Bottas e venceu neste domingo (12) o GP da Espanha, em Barcelona, na quinta etapa da temporada da Fórmula 1. O atual campeão mundial, que largou em segundo, superou o companheiro de Mercedes logo na largada. Verstappen, da Red Bull, completou o pódio. Vettel (4°) e Leclerc (5°), dupla da Ferrari, chegaram logo atrás.

O resultado obtido no GP da Espanha fez o piloto inglês assumir a liderança do campeonato, com 112 pontos, contra 105 do finlandês – Hamilton também fez a melhor volta corrida e, com isso, ganhou um ponto extra. A Mercedes, líder do Mundial de Construtores, alcançou a quinta dobradinha nas cinco primeiras provas de 2019, recorde histórico da Fórmula 1. Hamilton soma três vitórias na atual temporada, contra duas de Bottas.

A próxima etapa da temporada será daqui a duas semanas, em Mônaco. O treino classificatório será no dia 25 de maio, às 10h (horário de Brasília). A sexta corrida do ano acontecerá no dia seguinte, às 10h10.

Hamilton conseguiu superar Bottas após a largada, no trecho de 739 metros antes da primeira curva. O piloto finlandês acabou sendo atrapalhado por Vettel, que forçou uma ultrapassagem e quase superou o pole position – o alemão da Ferrari tentou fazer a curva por fora e até saiu da pista. Pressionado, Bottas sustentou a segunda posição, mas não conseguiu evitar que Hamilton assumisse a ponta. Vettel, por sua vez, perdeu a terceira posição para Verstappen.

Antes do encerramento da segunda volta, Hamilton já tinha aberto dois segundos de vantagem para Bottas. Na décima, com o inglês marcando a volta mais rápida da prova àquela altura, a diferença já era de três segundos. Na 23ª, ela estava próxima de oito segundos.

Hamilton parou nos boxes na 28ª volta e optou por pneus médios, assim como Vettel e Bottas. Leclerc escolheu os duros. Verstappen, macios. As escolhas não mudaram o panorama da corrida, mas ajudaram Bottas a alcançar a melhor volta da corrida na 31ª volta. Vettel, porém, conseguiu ser o mais rápido da prova na 43ª volta. Hamilton, já no fim, superou ambos.

Depois de buscar a liderança na largada e ter perdido a terceira posição para Verstappen, Vettel passou a ser pressionado por Charles Leclerc, que estava mais rápido na pista. Na 12ª volta, após uma ordem da Ferrari, Vettel abriu para o companheiro. A demora, porém, atrapalhou os planos da equipe. Na ocasião, Verstappen já estava quase cinco segundos à frente de Leclerc, que iniciou a busca ao piloto da Red Bull. Após as paradas nos boxes, Vettel, mais rápido na pista, conseguiu superar Leclerc, sem a intervenção dos diretores da Ferrari.

Na 46ª volta, a 20 do fim, um acidente resultou na entrada do carro de segurança na pista. Os carros de Lando Norris e Lance Stroll se tocaram na curva 12 depois que o piloto da McLaren tentou uma ultrapassagem por fora. A limpeza da pista durou seis voltas. Na relargada, Hamilton manteve o bom desempenho e passou novamente a abrir vantagem em relação a Bottas nas últimas 14 voltas.

Hamilton colide com Vettel, frustra festa da Ferrari e vence GP da Itália

Lewis Hamilton deu um passo importante para o pentacampeonato mundial de Fórmula 1. Em um fim de semana que se desenhava favorável à Ferrari, o britânico superou o até então melhor ritmo dos italianos, ultrapassou Sebastian Vettel no início da disputa (com direito a uma colisão) e contou com a estratégia da Mercedes para vencer o Grande Prêmio de Monza. Kimi Raikkonen chegou em segundo, enquanto Valtteri Bottas completou o pódio.

Para frustrar a festa dos ferraristas em casa e alcançar o 68º triunfo na Fórmula 1, Hamilton aproveitou-se de um blefe da Mercedes, que fez a Ferrari mandar Kimi Raikkonen para os boxes, e também abusou do próprio talento para ratificar o porquê lidera o Mundial de Pilotos.

Na 45ª volta, o britânico ultrapassou Kimi Raikkonen para não perder mais a corrida na Itália e abrir confortável diferença na disputa pelo título.

O resultado favorável na casa da Ferrari deixa Hamilton com 256 pontos, 30 a mais do que Sebastian Vettel, quarto classificado neste domingo em Monza. A combinação deste domingo deixa o inglês com a a maior vantagem de líder na temporada.

Com uma corrida de recuperação após largar em segundo e cair para último depois de bater no britânico da Mercedes, o alemão da Ferrari chegou em quinto na pista, mas acabou beneficiado pela punição de 5s imposta a Max Verstappen, da Red Bull. O holandês recebeu o castigo da direção de prova por manobra considerada ilegal contra Bottas.

O fim de semana se desenhava extremamente favorável à Ferrari e, especialmente, Sebastian Vettel. Entretanto, bastou nem uma volta completa para a corrida do alemão se transformar em um drama; consequentemente, o campeonato também mudou em uma corrida destinada a esquentar a disputa pelo título.

Logo na segunda chicane, Hamilton tocou no carro de Vettel, que procurou evitar a ultrapassagem quando o britânico já praticamente completara a manobra. O piloto da Mercedes seguiu para perseguir Raikkonen, enquanto o ferrarista perdeu a asa dianteira e precisou ir aos boxes.

A ida para o pit, somada com a queda para a última posição, modificou os planos de Vettel e da Ferrari para o GP de Monza. A partir da colisão com Hamilton, o alemão realizou uma corrida de recuperação para evitar um desastroso aumento de vantagem do inglês pela liderança.

Não demorou para Vettel figurar na zona de pontuação. Antes da 20ª volta, o piloto número 5 da Ferrari já aparecia na sétima colocação. Nesta recuperação, o grande obstáculo enfrentado foi Sergio Perez, que, com um X, relutou a ceder naquele momento a oitava posição para o alemão.

A despedida de Fernando Alonso da casa da Ferrari, equipe que defendeu durante cinco anos, terminou em uma enorme frustração. Ainda na parte inicial da corrida, o espanhol reclamou de “velhos problemas” e entrou nos boxes. Não demorou para a McLaren desistir da disputa.

Restou a Alonso se contentar com os aplausos da torcida italiana, como uma forma de reconhecimento pela carreira na categoria.

Além de Alonso, Brendon Hartley, tocado ainda na primeira volta, e Daniel Ricciardo, com problemas com a Red Bull, também abandonaram o Grande Prêmio antes da metade das 53 voltas previstas.

Uma jogada de mestre marcou o desempenho da Mercedes como equipe neste domingo. Os mecânicos da equipe alemã começaram a se movimentar para realizar uma troca de pneus e despertaram a atenção da Ferrari, que chamou quase imediatamente o então líder Kimi Raikkonen.

Enquanto o finlandês parava, Hamilton prosseguiu na pista para assumir a primeira colocação e andar com a pista livre para sustentar a liderança no momento do pit stop.

Kimi Raikkonen sobrou na Ferrari nos momentos mais decisivos do fim de semana em Monza. Mesmo diante da estratégia da Mercedes que se mostrava certeira, o finlandês evitou na pista um desastre maior quando Hamilton andava na liderança da corrida deste domingo.

Na 29ª volta, o finlandês cravou a melhor volta da corrida, encostou em Valtteri Bottas e conseguiu evitar que Lewis Hamilton retornasse em vantagem dos boxes. As duas Mercedes e o número 7 da Ferrari brigariam pela vitória na parte final da corrida na Itália.

Raikkonen mirava o compatriota Bottas para assumir a ponta e deixar Hamilton de vez para trás. Todavia, o trabalhou realizado pelo finlandês da Mercedes atrapalhou completamente os planos do veterano da Ferrari.
Bottas segurou o ritmo da prova e permitiu a Hamilton rapidamente encostar no concorrente da Ferrari. Foram quase 37 voltas com os mesmos pneus da largada e um trabalho de segundo piloto bem executado.

Hamilton aproveitou a ajuda do companheiro para ultrapassar Raikkonen e guiar com pista limpa para triunfar em Monza. Vitória fundamental para o britânico na disputa pelo título mundial de Fórmula 1.