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Greca rompe com empresa das obras na Linha Verde e assume custos do novo ligeirão

A visita de Rafael Greca foi um dos marcos na retomada das sessões na Câmara Municipal de Curitiba (CMC) nesta segunda-feira (5). A casa retornou suas atividades após o período de recesso e contou com a presença do prefeito da capital. Em pronunciamento, Greca abordou quatro pontos importantes da gestão atual. Ele falou sobre o ligeirão, as obras na Linha Verde, um novo fundo e a Lei do Zoneamento.

Confira:

LIGEIRÃO

Em primeiro lugar, Greca declarou a prefeitura de Curitiba decidiu bancar a implantação do novo Ligeirão, que ligue a Praça do Japão ao bairro Pinheirinho.

Vale lembrar que ele esteve em Brasília no mês de julho, onde se reuniu com Ônix Lorenzoni, ministro-chefe da Casa Civil, para falar sobre a nova linha. No entanto, Greca deixou claro que desistiu de esperar recursos do governo federal.

“Brasília está paralisada pelo impasse da reforma da previdência e as verbas federais não fluem. Estamos assumindo integralmente as obras do BRT-Sul, Praça do Japão-Pinheirinho. Com recursos próprios, faremos esse eixo no valor de R$ 30 milhões”, disse.

OBRAS NA LINHA VERDE

As obras na Linha Verde andam lentas e deveriam estar mais avançadas. Essa é a avaliação da prefeitura. Por isso, Greca anunciou o rompimento de contrato com a empresa responsável por três lotes de obras na Linha Verde

“Estamos com problemas com a empresa responsável pelas obras nos lotes 3.1, 3.2 e 4.1. Já tomamos as providências para a rescisão contratual e colocaremos outra empresa com capacidade financeira para executar as obras” contou.

“A população cobra isso porque passa pela Linha Verde. Não há dia no meu Facebook que não exista alguém dizendo que a obra não está funcionando”, completou.

FUNDO DE CALAMIDADES E LEI DE ZONEAMENTO

Greca falou ainda sobre a criação de um fundo para ser utilizado em casos de calamidade pública. Por fim, o prefeito também revelou que está no aguardo da aprovação da Lei do Zoneamento, que é a atualização da legislação que estabelece regras para a ocupação do solo na capital paranaense.

“Com isso seremos a primeira cidade do Brasil a ter esse tipo de fundo que é um uso comum das grandes cidades norte-americanas. É minha ideia também que a Câmara aprove, definitivamente, a nova redação do uso de solo da cidade nesse segundo semestre para dinamizar a economia, a concessão de alvarás e a preservação do patrimônio histórico, cultural e natural de Curitiba”, finalizou.

REVITALIZAÇÃO

Para completar, Greca também participou da revitalização da Praça Eufrásio Correa, que fica ao lado do prédio da Câmara Municipal. O pedido para esse processo do espaço foi feito pelo vereador Sabino Pícolo, presidente da CMC.

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Greca é recebido por Onyx em Brasília para conversa sobre novo ligeirão

O prefeito de Curitiba, Rafael Greca (DEM) esteve com Ônix Lorenzoni, ministro-chefe da Casa Civil, nesta quinta-feira (11), em Brasília.

De acordo com o gestor municipal, a conversa foi para autorização do governo federal do novo ligeirão. A ideia é que a linha faça ligação entre o Capão da Imbuia e a Praça Rui Barbosa. Chamada de “ligeirão-leste”, o investimento será de R$ 15 milhões.

“Em dia de grande (…) nosso deputado e ministro Ônix Lorenzoni abriu sua atribulada agenda para nos receber na defesa dos interesses da nossa Prefeitura de Curitiba”, postou Greca em sua página no Facebook.

Além disso, o prefeito também falou sobre as obras para o ligeirão que liga a Praça do Japão ao Pinheirinho. O investimento para essa linha é de R$ 30 milhões. Para fechar, também foram discutidos o terminal do Tatuquara. A intenção de Greca é acelerar a construção com R$ 12 milhões vindos do governo. Para fechar, o viaduto triplo na Linha Verde com a Avenida Victor Ferreira do Amaral, licitado em R$ 48 milhões, fechou a conversa.

Outros políticos também participaram do encontro. Foi o caso dos deputados Pedro Lupion e Toninho Wandscheer e do vereador Pier Petruzziello. Além deles, também estiveram a secretária de Saúde Marcia Huçulak, o secretário de finanças Vitor Puppi, e Lucas Navarro, secretário do DEM Curitiba. O prefeito de Campo Largo, Marcelo Puppi, e o presidente do IPPUC, Luis Fernando Jamur, também foram à capital do país.

Por fim, Greca se encontrou com Antônio Carlos Magalhães Neto, prefeito de Salvador e presidente do DEM. 

 

Ônibus da nova linha do Ligeirão se envolve em acidente

Um dia após começar a operar em Curitiba, a nova linha Ligeirão Norte-Sul teve um ônibus envolvido em um acidente. A batida com um caminhão foi por volta das 21h desta quinta-feira (29), na esquina da Avenida Visconde de Guarapuava com a Travessa da Lapa.

O cruzamento ficou fechado por quase três horas, de acordo com o Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran). Uma passageira do coletivo, de 55 anos, ficou ferida. Ela foi encaminhada ao Hospital Evangélico.

E esse não foi o único problema enfrentado pelo Ligeirão, que faz o trajeto Santa Cândida/Praça do Japão. No primeiro dia de operação, na quarta-feira (28), três ônibus dos 18 que passaram a rodar exclusivamente para essa nova linha quebraram durante o dia, de acordo com a própria Urbs, que administra o transporte público na capital.

Conforme o gestor de operação do transporte da Urbs, Ismael França, esse tipo de contratempo é esperado em inícios de operação.

“Dois deles eram novos, tivemos problemas na parte de levantamento das rampas para embarque e um deles era antigo. Mas é normal ter isso em uma operação e já estão retornando. Mesmo assim, foram substituídos por outros veículos para não trazer prejuízos aos usuários”, explicou.

Outra dificuldade registrada foi na região central, com a formação de um gargalo para a circulação dos coletivos. “Tivemos um probleminha na Eufrásio Correia, onde teve um bloqueio e atrasou em torno de 10 a 15 minutos a operação. Isso ocorre um comboiamento e afeta a operação. Mas a fiscalização está em pontos estratégicos da linha verificando e fazendo os ajustes necessários”, destacou.

Nesta quinta, durante a entrega das alças de acesso à trincheira da Ceasa, na região Sul de Curitiba, o prefeito Rafael Greca afirmou que, em pouco tempo, a nova linha vai estar “calibrada”.

“Tudo vai ser corrigido para melhor, o Ligeirão é um êxito, ele leva as pessoas em 20 minutos a população da Praça do Japão até as portas de colombo em Santa Cândida. O dia foi atípico, tivemos dois comícios políticos e tivemos chuva. Claro que sempre que se faz um sistema novo é preciso calibrar para que tudo fique perfeito, na segunda-feira vai melhorar, só que aí não sairá na televisão”, disse.

Greca garantiu ainda que, até o fim do ano, o Ligeirão vai chegar ao bairro Capão Raso. “No primeiro dia houve talvez um erro na aferição de número de ônibus necessários na linha direta para o Capão Raso. Mas se acalmem, porque até o fim do ano eu levo o Ligeirão para o Capão Raso”, afirmou.

Para a conclusão da obra, o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Ippuc) reforçou que aguardava o posicionamento do Ministério das Cidades para liberar os R$ 15 milhões da Caixa Econômica Federal, mas que isso deve ficar para 2019.

Justiça mantém as obras da Praça do Japão e nega pedido do MP

(Da PMC)
A juíza Patrícia de Almeida Gomes Bergonese, da 5 ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba, negou o pedido do Ministério Público de interromper as obras da Praça do Japão. Com esta decisão, a Prefeitura de Curitiba dará continuidade aos trabalhos de implantação do Ligeirão Norte-Sul, que entrará em operação neste mês, com 25 biarticulados que farão a ligação entre o terminal do Santa Cândida e o tubo da estação Bento Viana.
Em seu entendimento, baseado nas argumentações da Procudoria Geral do Município (PGM), “foram atendidas as formalidades legais pelo ente municipal” e a paralisação dos trabalhos “poderia ocasionar prejuízos, não somente ao projeto que está sendo implantado e que visa diretamente o benefício da população no que tange à mobilidade urbana, mas também, ao cofre público municipal, eis que já foram empregados mais de 16 milhões de reais na obra de implantação da Linha Direta Norte-Sul”.
A nova linha deve entrar em funcionamento até o fim de março e vai beneficiar cerca de 36 mil passageiros por dia. O tempo necessário para o trajeto entre o Santa Cândida até a estação Bento Viana (a cerca de 230 metros da praça) será reduzido pela metade (dos atuais 40 para 20 minutos).
Praça preservada
As obras não alteram a estrutura da praça. Houve apenas a mudança de local da feirinha orgânica e uma correção geométrica num trecho de cerca de 30 metros de rua que liga a praça à República Argentina por onde passarão os ônibus e cuja pavimentação está sendo concluída esta semana.

Ministério Público pede suspensão das obras na Praça no Japão

Francielly Azevedo | CBN Curitiba

O Ministério Público do Paraná entrou com um pedido para suspender as obras na Praça do Japão. Na última segunda-feira (26), a prefeitura iniciou as obras para implantação do Ligeirão Eixo Norte-Sul no local. O pedido foi ajuizado pela Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo.

Ligeirão da Praça do Japão começa a ser implantado no final de março
Moradores darão abraço simbólico na Praça do Japão contra obras

A promotora Aline Bilek Bahr disse que faltou comunicação por parte da prefeitura antes de iniciar as obras. “Era necessário ter uma divulgação maior, além da necessidade de se fazer audiências públicas para ouvir a população, que é a mais interessada no assunto”, explicou.

Os moradores do entorno da Praça do Japão são contrários a abertura de um caminho na calçada para que os ônibus passem por ali. Eles reclamam da falta de diálogo com a prefeitura. A promotora também disse que o MP-PR recebeu os projetos da obra em cima da hora. “A obra começou em fevereiro e recebemos os projetos em fevereiro. É preciso, pelo menos, um tempo hábil para analisar a proposta que mexe com a cidade”, ressaltou.

A prefeitura já disse que a abertura é temporária, até o desalinhamento das estações-tubo do eixo sul, entre a Praça do Japão e o terminal do Capão Raso. Dessa maneira, com conclusão do ligeirão norte-sul a rua seria fechada novamente.

São 25 novos ônibus que devem começar a circular no aniversário da cidade, no próximo dia 29 de março. Segundo o prefeito Rafael Greca, todos os veículos estarão equipados com câmeras de monitoramento. A nova linha vai ligar, em um primeiro momento, o terminal do Santa Cândida até a estação Bento Viana. Mais tarde, com o desalinhamento previsto das estações-tubo o projeto ligará o Santa Cândida ao Capão Raso.

A prefeitura afirma que o ligeirão Norte-Sul deve reduzir de 40 para 15 minutos a viagem entre o terminal do Santa Cândida e a estação tubo Bento Viana. A estimativa é que a nova linha beneficie cerca de 36 mil passageiros. As obras continuam até que o judiciário delibere sobre o pedido. A sugestão do MP é uma multa diária de R$ 100 mil caso a prefeitura descumpra a decisão.

Em nota, a prefeitura afirmou que as obras continuam até que o judiciário delibere sobre o pedido. A sugestão do MP é uma multa diária de R$ 100 mil caso a prefeitura descumpra a suspensão. Em nota, a Prefeitura afirmou que atendeu ao pedido de informações do Ministério Público dentro do prazo com o envio do projeto das correções geométricas no sistema viário necessárias ao funcionamento da primeira fase da Linha Direta Norte-Sul desde o Santa Cândida a Praça do Japão. “Em relação à Ação Civil Pública, a Prefeitura irá comprovar em juízo que o conjunto das ações realizadas no entorno da Praça cumpre todas as exigências legais e tem por objetivo o atendimento a um grande contingente de usuários do transporte público”.

Moradores darão abraço simbólico na Praça do Japão contra obras

Redação com Joyce Carvalho | CBN Curitiba

Moradores e comerciantes da região da Praça do Japão, aqui em Curitiba, realizam neste domingo (18) um abraço simbólico no local. A ação faz parte do movimento SOS Praça do Japão, que pretende evitar que sejam promovidas obras na praça para a implantação do Ligeirão Norte-Sul.

A mobilização está marcada para as 9h30, segundo Acef Said, coordenador da comissão SOS Praça do Japão e presidente do Conselho Comunitário de Segurança, o Conseg, do bairro Batel.

Faixas foram colocadas nos prédios que ficam no entorno da praça, como forma de chamar atenção para a intervenção. O movimento de moradores, comerciantes e representantes de entidades da região começou em 2012, quando houve a primeira sinalização para mudanças na Praça do Japão para a implantação do Ligeirão. Com a retomada do projeto, a discussão reacendeu.

Os ônibus devem parar inicialmente na estação-tubo Bento Viana para o desembarque de passageiros e contornar a Praça do Japão para retornar à Avenida Sete de Setembro, parando novamente na estação-tubo, mas no sentido Santa Cândida.

Said garante que haverá programação em todos os domingos para o recolhimento de assinaturas de um abaixo-assinado. “O nosso objetivo é chegar a 50 mil [assinaturas]. Em 2011 para 2012, nós coletamos 22 mil assinaturas e fomos à Câmara de Vereadores. Agora, nós queremos 50 mil assinaturas então todos os domingos nós vamos estar ali”, conta.

Mobilização

Said ainda informou que uma comissão de moradores e comerciantes vai até a Câmara de Vereadores na próxima quarta-feira para discutir o assunto.

“Nós não queremos nenhuma obra no entorno por entender que isso vai impactar na região, no comércio, em quem mora ali. Não tem estrutura para um ligeirão fazer o contorno de forma segura”, afirma o coordenador do movimento SOS Praça do Japão.

Relembre

De acordo com o presidente do Instituto de Pesquisa Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), Luiz Fernando Jamur, após audiências públicas, o projeto foi  apresentado em 2011. As obras foram iniciadas em 2014, no entanto, a medida que amplia o transporte público não foi implantado.

Segundo Jamur, a implantação do Ligeirão que deve ligar o Terminal Santa Cândida a estação-tubo Bento Viana, vai reduzir em 50% o tempo percorrido pelos ônibus. O Ligeirão deve atender cerca de 36 mil pessoas por dia. A expectativa da Prefeitura é que 40% dos usuários da linha que sai do Santa Cândida e vai até o Capão Raso utilizem os 25 novos ônibus biarticulados.

Quando a Prefeitura Municipal informou que o projeto seria retomado, o Conselho de Segurança do Batel (Conseg) entrou com um pedido de ação civil pública no Ministério Público do Paraná. O conselho pede que qualquer alteração na região seja feita por meio de audiências públicas. O presidente do Ippuc ressaltou que as obras não vão afetar a praça.

Novos coletivos exigem obras de desalinhamento

Repórter Thiago Machado do Metro Curitiba

Em lento processo de implantação desde 2012, a linha do ligeirão Norte-Sul, entre o Santa Cândida-Capão Raso deve sair do papel só pela metade, pelo menos até o começo do ano que vem.

Firmado entre a prefeitura e as empresas de ônibus da capital na terça-feira, um acordo prevê a compra de 25 ligeirões para o trecho, mas com a circulação restrita apenas até a Praça do Japão. O trajeto do Ligeirão Norte-Sul foi aumentado na gestão de Rafael Greca (PMN).

A linha ligaria 27 estações-tubo em cinco terminais: Santa Cândida, Boa Vista, Cabral, Portão e Capão Raso, enquanto a ideia inicial era de que ela fosse apenas até a estação Bento Viana. A gestão anterior realizou as obras até a estação Bento Vianna, mas acabou recuando depois que moradores se mobilizaram contra a diminuição da Praça da Japão.

O projeto, depois congelado, previa a construção de uma faixa para a circulação do coletivo cortando a praça. A prefeitura diz agora que “as obras de desalinhamento vão continuar até o Capão Raso” e que o “projeto está sendo estudado pelo Ippuc (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba).

Em julho foram obtidos os recursos federais para as três primeiras estações do linha Norte-Sul, entre a Praça do Japão e o Capão Raso. Não há prazo, no entanto, para as obras.

O acordo

Além da compra dos ligeirões o acordo com as empresas prevê a extinção de 23 ações na Justiça. O município também aceitou criar um grupo para recalcular as projeções anuais de passageiros – como os números são superestimados nas planilhas, as empresas acabam recebendo a menos. O termo ainda terá que ser homologado pela Justiça.