Livros autorais: autopublicação e editoras de pequeno geram oportunidade para novos autores

Normalmente no Dia Nacional do Escritor (25 de julho) lembramos logo dos autores reconhecidos dentro e fora do Brasil, como Jorge Amado, Érico Veríssimo, Rachel de Queiroz, entre outros. Mas, isso vem mudando. Além dos renomados escritores, diversos autores iniciantes vem ganhando a admiração do público leitor.

O fotógrafo e artista audiovisual baiano Gilucci Augusto faz parte dessa “nova geração” e está estreando na cena literária com o livro intitulado “Nuances – Entre Luzes e Sombras”. Tendo Fernando Pessoa como sua maior inspiração, Gilucci não sabe ao certo como embarcou nesse universo, a sua única certeza é que nunca atuaria em apenas uma área. “Eu nasci e fui criado em Santo Antônio de Jesus, recôncavo baiano. Mas em paralelo a isso, frequentava muito Salvador. Então, eu transitava por vários contextos socioculturais e políticos. E do mesmo modo que a minha vida foi bem diferente em vários aspectos, minha cabeça também passou a funcionar assim. Ter várias ocupações para mim é natural. Uma coisa alimenta a outra, não existe uma hierarquia”, assegura.

Acostumado a ser visto como um artista das imagens, Gilucci ainda está se adaptando com a nova condição ao adentrar na cena literária sem perder a imagem simbólica que dá sentido a todos os seus trabalhos: o devaneio. “No sentido atribuído pelo autor Gaston Bachelard, o devaneio é algo que me interessa muito na tentativa de me confundir e confundir os outros, misturando ficções e realidades de modo a perder-me nesse fluxo e não mais saber o que é o quê.

Rita Queiroz escritora, optou também por editoras de pequeno porte para apresentar seus textos ao mercado. “São editoras que incentivam muito o escritor desconhecido do grande público, principalmente aqueles que estão lançando o seu primeiro livro”, ressalta a autora que acaba de lançar sua obra de estreia voltada para o público infanto-juvenil, Ciranda, Cirandinha: vamos brincar com Poesia?. Doutora em Letras e professora da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), Rita tem outros três livros voltados para adultos já publicados. Desde 2015, quando criou a Confraria Poética Feminina, vem trabalhando para intensificar sua produção literária. “O espaço da mulher na literatura ainda é menor do que o dos homens. Por isso, buscamos atuar em conjunto para discutir sobre autoria feminina”.

Quem está satisfeita com a alternativa de autopublicação é a escritora Silvia Noronha. Ela autopublicou o seu primeiro livro de contos sobre o cotidiano A obesidade dos cães e outros contos na plataforma digital Amazon. “Para mim foi uma maneira de começar. Eu não queria perder tempo e achei que a autopublicação era a forma mais rápida para ir experimentando, pois tinha vontade de publicar, mas não lançava. Além disso, encontrar uma editora que apostasse em uma pessoa completamente desconhecida ia levar tempo”, explica Noronha, que também é jornalista e está satisfeita com o resultado.

Agência Educa Mais Brasil

Mercado de livros continua retração e encolhe 11%

Por Maurício Meireles

O mercado editorial continua sua trajetória de retração, mostra o último levantamento da Nielsen, divulgado nesta quinta-feira (9). Em abril, o setor viu seu faturamento encolher 11% e teve uma queda no número de exemplares vendidos de 12% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Ao todo, foram vendidos cerca de 400 mil livros a menos em abril deste ano. Já a queda de receita foi de cerca de R$ 15 milhões. A retração no número de novos lançamentos foi de 2%.

A pesquisa mensal da Nielsen, feita sob encomenda do Sindicato Nacional dos Editores de Livros, é o levantamento mais preciso sobre a situação do mercado, chega a esses números diretamente no caixa das livrarias, supermercados e lojas de ecommerce que monitora.

A queda se explica principalmente pela diminuição nas vendas de livros infantis, juvenis e didáticos, cuja participação na receita total do mercado encolheu quatro pontos percentuais

Na análise do primeiro trimestre de 2019, divulgada no mês passado, a Nielsen já havia apontado uma diminuição de 25% do faturamento, uma perda de R$ 46 milhões, na comparação com o mesmo período no ano passado.

O segmento enfrenta sua pior crise da última década, com as duas principais redes de livrarias, a Cultura e a Saraiva, em processos de recuperação judicial.

A recuperação judicial da Livraria Cultura já foi homologada pelaJustiça. O plano apresentado pela rede foi aprovado por ampla maioria dos credores.

No plano aprovado, os credores aceitaram a proposta de até 70% de desconto na dívida da empresa com cada um, com até 12 anos de prazo para pagamento, somado a uma carência de dois anos -mas esses números podem ser mais suaves de acordo com a categoria em que cada credor é encaixado pela Cultura. A situação do plano de recuperação da Saraiva ainda está em aberto.

Mercado de livros perdeu um quarto do tamanho no primeiro trimestre

Por Maurício Meirelles

A retração do mercado editorial, com as duas principais livrarias em crise, continua. No primeiro trimestre deste ano, o faturamento com as vendas encolheu 25% na comparação com o mesmo período do ano passado. Em número de exemplares, a queda é de 30% -ou 1,2 milhões de livros a menos.

É o que mostra a última edição da pesquisa Painel de Vendas de Livros no Brasil, realizada pela Nielsen sob encomenda do Sindicato Nacional dos Editores. Esse é o levantamento mais preciso sobre o setor, porque a Nielsen chega a esses números diretamente no caixa das livrarias, supermercados e lojas de e-commerce que monitora.

O faturamento total foi de R$ 134 milhões, conta os R$ 180 milhões do ano passado.

O preço médio dos livros continua sua tendência de alta. No período analisado, ele saltou de R$ 42,77 para R$ 45,73. O desconto médio dado no varejo, por outro lado, caiu de 22% para 15,5%.

A queda se explica principalmente pela diminuição nas vendas de livros infantis, juvenis e didáticos, cuja participação na receita total do mercado encolheu cinco pontos percentuais. No ano passado, ela tinha sido de 35% e agora foi de 30%.

É uma queda acentuada. Para se ter ideia, no trimestre anterior, a queda de faturamento tinha sido de 15% em relação ao mesmo período um ano antes.

A recuperação judicial da Livraria Cultura já foi homologada pela Justiça. O plano apresentado pela rede foi aprovado por ampla maioria dos credores.  No plano aprovado, os credores aceitaram a proposta de até 70% de desconto na dívida da empresa com cada um, com até 12 anos de prazo para pagamento, somado a uma carência de dois anos -mas esses números podem ser mais suaves de acordo com a categoria em que cada credor é encaixado pela Cultura. A situação do plano de recuperação da Saraiva ainda está em aberto.

UFPR faz feirão de livros com descontos a partir de 40%

A Universidade Federal do Paraná (UFPR) promove, desta terça-feira (9) até quinta-feira (11), o 10º Feirão de Livros com descontos a partir de 40% nas editoras comerciais e 50% nas editoras universitárias. Ao todo, 33 editoras e livrarias participam do evento.

Será possível encontrar os mais diversos títulos, além de best-sellers. Obras renomadas como “O Nome da Rosa”, de Umberto Eco, e “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, também estarão à venda.

De acordo com a UFPR, serão aproximadamente cinco mil títulos diferentes de todos os expositores. A iniciativa pretende ampliar o acesso da comunidade às publicações e contribuir para o fortalecimento do hábito de leitura entre os alunos.

O evento será realizado no hall do prédio da Administração do Centro Politécnico da UFPR, no bairro Jardim das Américas, em Curitiba. O horário de funcionamento será das 9h às 19h. As compras podem ser feitas com cartão de crédito, à vista, parceladas ou no cartão de débito.

*Com informações da UFPR*

Biblioteca Pública do Paraná guarda livro de 435 anos e outras obras raras

1.584: Este foi o ano em que foi fabricado o livro mais antigo do acervo da Biblioteca Pública do Paraná. O exemplar é de Orlando Furioso, poema épico renascentista escrito em 1.516 pelo italiano Ludovico Ariosto e publicado pela primeira vez em 1.532.

O livro é uma das obras raras da biblioteca, que incluem livros antigos, primeiras edições, livros censurados ou assinados pelo autor que recebem tratamento especial para o armazenamento, acesso e manuseio.

Foto: Jaelson Lucas/ANPr

Com a reforma da Biblioteca Pública, a seção de obras raras ganhou um espaço mais adequado, com controle de luz e climatização para evitar a deterioração das publicações. A temperatura do local, por exemplo, varia de 18ºC a 20ºC para que não haja a proliferação de fungos.

Só pessoas autorizadas, geralmente pesquisadores, têm acesso ao local, e o manuseio das obras também é controlado. O uso de luvas, máscara ou até mesmo avental é exigido para evitar tanto a deterioração da obra como uma possível contaminação do leitor, já que pela idade o livro pode ter fungos ou outros agentes. As páginas também não podem ser xerocadas ou fotografadas com flash, pois a luz pode estragar as folhas.

No caso de Orlando Furioso, descoberto por acaso no depósito da biblioteca nos anos 1990, o acesso físico é ainda mais restrito, o que justifica o armazenamento da relíquia em um cofre. As equipes das divisões de Preservação e de Coleções Especiais, porém, fizeram um trabalho minucioso de digitalização para disponibilizar ao público a obra raríssima. Há apenas outro exemplar dessa edição no Brasil, guardado na Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro.

Conservação

Os métodos de conservação seguem o manual de obras raras da Biblioteca Nacional, explica a bibliotecária Lidiamara Gross, chefe da Divisão de Coleções Especiais da Biblioteca Pública do Paraná. “Tomamos esses cuidados para que os livros durem ainda muito tempo. Temos livros com quase 500 anos e esperamos que eles estejam conservados pelos próximos 500”, diz.

Antes de chegar ao acervo, os livros passam por uma higienização, feita página por página. A Divisão de Preservação também identifica pequenos rasgos e faz uma conservação curativa na obra. Os livros mais sensíveis são revestidos por uma jaqueta de poliéster ou acondicionados em uma pequena caixa.

Foto: Jaelson Lucas/ANPr

Após o restauro e limpeza, é feita a catalogação para disponibilizar a obra na base de dados da Biblioteca Pública. Especificidades da publicação são destacadas nesse processo, incluindo no catálogo informações como se há no livro a assinatura do autor, anotações, dedicatórias ou filete de ouro na capa, por exemplo.

Coleção

Além de livros, a seção conta com revistas, publicações e uma coleção de ex-libris (rótulo que era colado geralmente na contracapa do livro para identificar seu dono) que pertenceu ao pesquisador Ely de Azambuja Germano, adquirida pela biblioteca em 1981. “Esses materiais são fundamentais para pesquisadores. Um exemplo é a coleção de livros com as leis da província, da época em que o Paraná ainda não tinha se emancipado do Estado de São Paulo”, destaca Lidiamara.

Toda a coleção está sendo recatalogada. Por isso, não é possível saber a quantidade exata de materiais raros. Porém, novas obras devem entrar para a seção, como um livro de artes publicado no século 18 na Europa que, assim como Orlando Furioso, também estava no depósito da biblioteca.

Com informações da Agência Estadual de Notícias do Paraná

Narrativas não expressam diversidade brasileira, dizem escritoras

Mais de 70% dos livros publicados no Brasil entre 2005 e 2014 são de homens, com uma predominância de 97,5% de autores brancos, revela pesquisa desenvolvida pelo Grupo de Estudos em Literatura Brasileira Contemporânea da Universidade de Brasília (UnB). Para escritoras brasileiras, o dado expressa uma realidade sentida por autoras que reivindicam “narrativas a partir de outras vozes”. “A gente escreve sobre um universo que nos é familiar. Como essa literatura feita hoje chega a um leitor que não se identifica com esse universo?”, questionou a escritora Ana Maria Gonçalves, autora de “Um defeito de cor”.

Ela participou esta semana em São Paulo, junto com a também escritora Bianca Santana e a chilena Sara Bertrand, do Seminário Leitura e Escrita: lugares de fala e visibilidade, no qual debateram sobre o tema “Direitos Humanos e Literatura”. “A gente luta pela diversidade dessas histórias, dessas mulheres e homens negros que estão aí tentando fazer uma literatura, que dificilmente vai chegar até vocês. É algo que tem que ir atrás. Quando você quer só ler mulheres negras, tem que ir atrás, perguntar, não é espaço fácil. Outras histórias precisam ser contadas”, disse Ana Maria.

Sara Bertrand também enfatiza a necessidade de uma literatura plural. “Existe um coro de vozes que merecem ser escutados. Merecemos. O mundo talvez fosse diferente se deixassem de temer a linguagem e começarmos a entender a causa desse medo, medo de começar a escutar as mulheres, os homossexuais”, disse a autora de “A mulher da guarda”. Nascida na ditadura chilena (1973-1990), a escritora aponta que essa experiência marca sua escrita. “Não vejo distinção entre o que escrevo a partir da memória, da identidade e a pergunta ‘para onde vai a humanidade?’”.

Trajetórias

As autoras destacam a importância da própria trajetória na construção das narrativas. Um defeito de cor foi um livro chave na formação da minha identidade. A gente que tem essa identidade mestiça no Brasil, minha mãe é negra e meu pai é branco, desde muito cedo as pessoas te incentivam a abandonar essa negritude”, relatou. Ela conta que ao escrever este livro buscou histórias que não teve acesso. “Uma história que me foi negada historicamente, socialmente, culturalmente e que me foi negada a ponto de quererem que eu não seja parte desse lado”, explicou. A obra é sobre uma africana idosa e cega que viaja ao Brasil em busca do filho perdido há décadas.

Bianca Santana conta que também trouxe de suas experiências e da “necessidade de saber” a base para a sua escrita. “Veio da necessidade de saber as histórias de qualquer coisa que não sei o que é. Gosto muito de ouvir histórias”. Ela relembrou episódios da infância em que ficava fascinada pelo mundo dos livros, mas que estranhava histórias distantes da sua realidade. “Lembro de perguntar muito pra minha mãe e avó: ‘Mas e as histórias indígenas?’. Não tinha tanto acesso à informação. E elas falavam: ‘Mas índio não escreve, menina. Que bobagem!’”, contou.

Pesquisa

O levantamento desenvolvido pelo Grupo de Estudos em Literatura Brasileira Contemporânea da Universidade de Brasília (UnB) revela também que mais de 60% dos autores moram no eixo Rio-São Paulo. A pesquisa, que traça um panorama dos romances brasileiros, analisa três períodos: de 1965 a 1979, de 1990 a 2004 e 2005 a 2014. Em relação ao sexo dos autores, percebe-se que há um pequeno avanço na participação feminina entre o segundo (27,3%) e o terceiro período (29,4%). O percentual na década de 1970 era de 17,4%. Em relação à questão racial, a participação de brancos se ampliou, passando de 93% de 1965 a 1979, chegando a 93,9% de 1990 a 2004 e alcançando 97,5% de 2005 a 2014.

Para a coordenadora do estudo Regina Dalcastagnè, professora do Departamento de Teorias Literárias e Literaturas da UnB, os dados demonstram que o racismo estrutural na sociedade brasileira também está presente no meio literário. “O racismo, quando não exclui simplesmente, dificulta o acesso dos negros a todos os espaços legitimados de produção e enunciação de discursos – espaços de poder, em suma. Não se trata de acusar um editor ou outro de ser racista ao não publicar autores negros, é mais complexo que isso, e por isso mesmo é pior”.

Ela avalia que o campo literário – formado por escritores, editores, críticos, professores, jornalistas, curadores, bibliotecários, leitores – aceita “muito mal a produção de autores negros”. “Quando muito, coloca-a em um nicho para evitar que se misture à Literatura com ‘l’ maiúsculo, aquela coisa que não teria cor, sexo, classe, orientação sexual, idade”, apontou. Para a pesquisadora, no entanto, esse contexto vem, aos poucos, se alterando. “Nunca tivemos tantos escritores negros e negras produzindo e sendo lidos – é preciso lembrar que o acesso dos negros ao letramento no Brasil foi muito tardio e que o acesso às universidades é recentíssimo”.

Regina Dalcastagnè avalia que redes sociais, publicações independentes, coletivos de escritores, pequenas editoras têm apontados novos caminhos na democratização da literatura. “O caminho não parece ser o das grandes editoras, das grandes livrarias e da grande mídia”.

Novo personagem da Turma da Mônica terá doença rara

Edu é um portador da DMD (Distrofia Muscular de Duchenne), uma doença genética rara caracterizada pela deterioração muscular progressiva.

Ele também é o novo personagem das histórias da Turma da Mônica: em uma parceria entre a empresa Serepta Therapeutics e a Mauricio de Sousa Produções, o novo personagem contará a sua história no novo projeto editorial “Cada passo importa”.

Com apenas nove anos, Edu terá sua primeira história lançada em março no Congresso Paulista de Pediatria. O projeto também terá um site com novas histórias do personagem, que vai ao ar no dia 24 de março.

“Criar um personagem como este demonstra a preocupação da Turma da Mônica em retratar causas de cunho social”, diz Maurício de Sousa.

“Por meio de histórias cheias de aventura com os personagens da Turma, queremos aproximar o Edu do dia a dia das crianças que enfrentam a Distrofia Muscular de Duchenne diariamente. É um personagem especial que veio para divertir e inspirar”, diz o quadrinista.

Fábio Ivankovich, diretor-geral da Sarepta, afirma que o objetivo deste projeto é disseminar informações sobre a doença. “Precisamos chamar a atenção principalmente para a importância do diagnóstico precoce”, diz.

“De uma forma lúdica e por meio das histórias com o Edu, temos como intuito fomentar o assunto, valorizar o respeito aos pacientes com DMD e estimular a boa convivência com os amigos na escola e no lazer.”

A  Distrofia Muscular de Duchenne faz com que a pessoa perca progressivamente a capacidade de realizar atividades simples de forma independente.

Procura por livros infantis aumenta para o Dia das Crianças

Os brinquedos ainda estão no topo da preferência de quem vai comprar um presente para o Dia das Crianças, mas, neste ano, um outro item chama a atenção nas intenções de compra: o livro. Uma pesquisa do instituto Data Censo, encomendada pela Associação Comercial do Paraná (ACP), aponta que os livros representam 26% as intenções de compra dos consumidores. No ano passado, o índice ficou em 1%.

“É uma grande surpresa, porque pela primeira vez o livro aparece como presente para o dia das crianças, isso quer dizer que estamos evoluindo na cultura”, disse o presidente da ACP, Glaucio Geara.

A pesquisa ainda mostra uma expectativa de crescimento de 0,8% nas vendas para a data. Saldo positivo, já que ano passado o comércio teve uma queda real de 4%.

Com o crescimento na expectativa de vendas, a espera é de pelo menos manter a mesma média de gastos do ano passado. Em 2017, o valor médio de compra no dia das crianças foi de R$ 117,00, para esse ano a expectativa de gasto é de R$ 135,00, valor este que praticamente estabelece a mesma média, se corrigida a inflação acumulada dos últimos 12 meses, que foi de 4,19%.

Segundo o DataCenso, o comerciante curitibano está esperançoso com relação aos próprios negócios, com um crescimento de 10% no índice de expectativa, no comparativo de julho a setembro. Os fatores que explicam isso, de acordo com a pesquisa, é a proximidade do pagamento da primeira parcela do 13º, o leve aumento do PIB e da taxa de emprego.

A pesquisa também mostrou que 70% dos comerciantes consultados declararam que vão fazer algum tipo de promoção, visando as vendas para o Dia das Crianças, sendo a maioria delas em descontos para pagamentos à vista.

 

Hospital Evangélico recebe doação de duas bibliotecas infantis

Redação com assessoria

Convidado por um amigo ligado a atividades filantrópicas em benefício do Hospital Evangélico de Curitiba, o empresário Marcos Pedri foi conhecer a instituição no mês passado. Saiu de lá com muitas indagações, mas uma certeza: poderia fazer o mesmo que o amigo realizava ao lado de outras pessoas que ajudam o hospital em diversas ações com donativos, doações financeiras e defesa junto às autoridades de saúde.

Conversas que teve com familiares de duas crianças internadas foram o ponto de partida que levou Pedri a projetar o que faria para ajudar o hospital. “Tem pacientes que ficam muito tempo em tratamento no hospital . O tempo parece passar mais devagar, o que leva todos a enfrentar mais um obstáculo enquanto precisam permanecer internados”, comentou.

Surgia a ideia de criar duas bibliotecas infantis que pudessem ser acessíveis aos familiares e crianças. E assim foi feito. Pedri fez uma doação inicial de 350 livros infantis e juvenis. Os livros não são sobras de estoque e atualmente podem ser encontrados na sua rede de lojas, a Livrarias Curitiba.

A metade dos livros ficará à disposição de crianças internadas e familiares na pediatria geral, em um espaço montado pelo empresário na própria brinquedoteca da unidade. A outra metade ficará dentro na unidade pediátrica para tratamento de crianças que sofreram queimaduras, em espaço também criado para esta finalidade.

Como muitos livros possuem atividades, a doação de material para desenho, como lápis de cor, giz de cera, canetas coloridas  também se fez necessária. Ainda este ano, já está programada a doação de outros 350 livros para aumentar as duas bibliotecas e a variedade de títulos.

“O fundador da Livrarias Curitiba, o meu pai Valentim Pedri, sempre viu como valores da empresa acreditar na difusão do conhecimento para construir uma sociedade melhor. Procuramos fazer isso por meio da distribuição de parte de nosso lucro em prol da comunidade”, afirmou Marcos Pedri. Ongs, escolas das redes municipal e estadual também recebem doações da rede de livrarias.

Espaço promove união de literatura e gastronomia há 16 anos

Com Metro Jornal

A editora Arte & Letra, como foi criada inicialmente, surgiu em 2001 em Curitiba com a proposta de publicar livros que os seus criadores gostassem de ler.

Quatro anos depois, com novos conceito e proposta, a Arte & Letra passa a ser não somente uma livraria, que proporciona ao público uma seleção cautelosa de livros, mas também um espaço gastronômico, em que seus visitantes podem degustar de cafés, bolos, sucos e um leque variado de refeições caprichosamente preparadas.

Atualmente, a livraria define-se como um local de discussão, conversas e ideias para formar e incentivar os seus fregueses ao hábito de ler, mesclando artes para manter a literatura viva.

Barista e escritor, Otávio Linhares é o idealizador da Arte & Letra, e conta com 3 lançamentos de livros nos últimos 4 anos, obras estas que trazem as fases da vida de um homem por meio de contos.

Inspirado por grandes autores como o poeta Alberto Caeiro, Otávio Linhares viu na livraria Arte & Letra uma oportunidade de unir a literatura à gastronomia. “Como temos um foco artesanal em tudo o que fazemos, tentamos produzir o máximo possível de coisas. Os livros hoje já não vão mais para a gráfica temos a nossa própria. A ideia é conseguir ter no mesmo espaço um sistema de produção autônoma, desde a cozinha até a produção dos livros”.

Otávio ressalta que a escolha do acervo da livraria é um ponto forte do espaço. “Temos uma seleção de livros muito específica, focamos na escolha nominal das obras e vamos de livro a livro construindo as prateleiras. São gêneros que fogem do padrão e, de certa forma, a pessoa se sente valorizada quando entra em uma livraria em que essa seleção não é imposta por uma distribuidora. Sempre tentamos incluir a literatura e a mesclamos com outras artes”.

Com um conceito que vai além da venda de livros, a Arte & Letra também promove eventos como rodas de leitura, apresentações musicais ao vivo, palestras e lançamento de livros, além de receber chefs de cozinha e músicos do cenário local.

Serviço:
Livraria Arte & Letra
Al. Dom Pedro II, 44, Batel
Horário de atendimento: segunda a sábado, das 9h às 21h.
41 3223-5302