Aumenta o número de casos de febre amarela no Paraná

O Paraná registrou mais um caso de febre amarela. De acordo com o boletim epidemiológico semanal, divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), agora são 14 casos confirmados no estado. Seguem em investigação 86 ocorrências e 202 já foram descartadas.

O caso confirmado esta semana foi notificado em Paranaguá, no litoral. De acordo com a Sesa, a pessoa contraiu a febre amarela no próprio município. Os outros municípios com casos confirmados são Antonina, Morretes, Adrianópolis, Campina Grande do Sul, Curitiba, Piraquara e São José dos Pinhais.

Além disso, até o momento foram confirmadas mortes de macacos em Antonina, Morretes, Paranaguá, Castro e São José do Pinhais. Outros 27 óbitos de animais estão em investigação e Castro e 27 estão em investigação.

O secretário de Saúde, Beto Preto, reforça a importância da vacina contra a doença. “É a forma mais eficaz de proteção e está disponível em todas as unidades de Saúde do Paraná. Todos com idade entre 9 meses e 59 anos devem ser vacinados. O Paraná informa os números com muita transparência pois está realizando ações de combate e de intensificação da vacinação em todos os municípios do Estado”, afirma.

Macacos mortos encontrados em Castro são encaminhados para análise em Curitiba

Os 12 macacos encontrados mortos em Castro, município nos Campos Gerais do Paraná, foram enviados para Curitiba para análise sobre a possibilidade de morte por febre amarela. Cinco deles foram encontrados na segunda-feira (25) e os outros na semana passada.

Todos os animais foram encontrados na zona rural da cidade. As amostras foram recolhidas e encaminhadas para análise do Laboratório Central do Estado do Paraná (Lacen) e o resultado dos exames devem ficar pronto e divulgados nesta semana.

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A secretária de Saúde de Castro diz que durante esse período a vacinação contra febre amarela foi intensificada. De acordo com a prefeitura do município, 240 pessoas foram vacinadas no final de semana. Além disso, nesta segunda (25), cinco equipes visitaram residências na zona rural para imunizar pessoas que não receberam a vacina da febre amarela.

Segundo a Secretaria de Saúde do município, os macacos não são responsáveis pela transmissão da febre amarela para os humanos. A morte dos animais pode auxiliar na identificação da existência do mosquito transmissor da doença, segundo a secretária de saúde Lídia Kravutschke.

“É importante deixar o alerta: o macaco não é transmissor. Ele serve de alerta de que o vírus está circulando. Não matem esses animais”, pede Lídia.

De acordo com o último boletim de febre amarela divulgado pela Secretaria de Saúde do Estado, já são 12 casos confirmados da doença. Os municípios atingidos são Antonina, Morretes, Adrianópolis, Campina Grande do Sul, Curitiba, Piraquara e São José dos Pinhais. Dos pacientes, (91,6%) são do sexo masculino, com idade média de 36 anos, três deles são trabalhadores rurais. Há um óbito confirmado no Paraná por febre amarela, em 6 de março, tendo com residência e local provável de infecção o município de Morretes.

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Funcionários da Secretaria da Saúde seguem fazendo a busca de pessoas que ainda não foram imunizadas e moram em áreas de difícil acesso, além de reforçar as orientações sobre a importância da vacinação em eventos comunitários.

Outra frente de atuação contra o avanço da febre amarela se dá pela intensificação das ações da vigilância das epizootias, ou seja, o controle da doença e morte em macacos. A Secretaria de Saúde tem orientado a população sobre as formas de contágio e reforça que os macacos não transmitem a doença. Os animais servem de alerta para a circulação do vírus, já que nas regiões onde eles aparecem infectados o mosquito transmissor está presente.

Macaco bugio que atacou bebê em Araucária é capturado

O macaco bugio, que há quase um mês atacou uma criança em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, foi capturado na manhã desta sexta-feira (7). Veterinários do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Universidade Federal do Paraná (UFPR) intensificaram os trabalhos de captura após o animal perseguir outras crianças nesta quinta-feira (6) no parquinho do condomínio.

Imagens de câmeras de segurança mostram o animal se aproximando de quatro crianças que brincavam no parquinho. Ele as persegue, mas elas fogem rapidamente do local.

“É difícil avaliar que ele estava atacando ou qual era a interação que ele estava tendo. O que acontece é que o animal, naquele local e situação já estava sob um estresse muito grande. Qualquer interação passou a ser perigosa”, explica o superintendente do Ibama no Paraná, Julio Gonchoroski.

O animal foi capturado com o auxílio de um dardo tranquilizante. Segundo o superintendente, o medicamento não representa perigo para a saúde do bugio.

O macaco foi levado para um criadouro registrado onde será avaliado pelos veterinários durante um período de 40 a 60 dias para definir se ele tem condições de ser reinserido na natureza.

“Ele deve ficar em uma quarentena para ser avaliado duas situações. Primeiro, a saúde do animal que aparentemente não tem problema e se ele tem capacidade para ser translocado para outra região, menos habitada e que ele possa conviver apenas com a floresta”, diz Gonchoroski.

O superintendente explica que o Ibama não descarta a possibilidade de existir outros bugios na região. “Cada vez mais, as cidades vão conviver com animais silvestres, seja o bugio ou pequenos macacos e esquilos… o importante é que as pessoas tenham consciência de que não devem alimentar animais silvestres”.

A bebê atacada pelo bugio passou por cirurgia de reconstrução do couro cabeludo. Já as meninas perseguidas nesta quinta-feira não ficaram feridas.

Apesar de armadilha montada, Ibama não consegue capturar bugio que atacou criança

Após duas semanas, o macaco bugio que atacou uma criança de dois anos dentro de um apartamento em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, ainda não foi capturado. O animal vem sendo monitorado pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama). Técnicos do órgão instalaram uma armadilha e se revezam para capturar o bicho.

O problema é que, segundo superintendente do Ibama no Paraná, Julio Gonchorosky, o animal tem burlado a arapuca. Ele entra rapidamente na grade, pega o alimento e foge.

“Já estamos há uma semana junto com a Secretaria do Meio Ambiente buscando atrair o animal para a armadilha. Ele chegou a entrar e sair da armadilha algumas vezes”, disse.

O superintendente pede colaboração da população e dos moradores do local para que não alimentem o macaco. “Algumas pessoas dentro do próprio condomínio estão alimentando o animal. Já conversamos com os representantes do condomínio para que tenha uma conscientização de que não pode alimentar animal silvestre”, explicou.

Enquanto isso, os profissionais do Ibama, em conjunto com o Instituto Ambiental do Paraná e técnicos da Secretária do Meio Ambiente de Araucária buscam estratégias para atrair o animal, que é considerado perigoso.

A menina ferida pelo macaco há duas semanas assistia televisão na sala quando o animal invadiu o apartamento e mordeu a cabeça da bebê. Ela passou por cirurgia para reconstruir o couro cabeludo.

Criança de dois anos passa por cirurgia após ser atacada por macaco dentro de casa

Uma criança de um ano e nove meses foi atacado por um macaco bugio dentro de um apartamento, em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba.

O animal entrou pela sacada do prédio. No momento do ataque, a menina assistia televisão na sala.

A criança foi encaminhada ao Hospital do Trabalhador, em Curitiba, onde passou por uma cirurgia para a reconstrução da face.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SESA), o quadro da menina é estável.

Macaco ameaçado de extinção nasce no Zoológico de Curitiba

Faz quase um mês que o casal de muriquis Fernanda e Aguirre tiveram o terceiro filhote nascido no Zoológico de Curitiba, mas as primeiras imagens do novo integrante da família só puderam ser feitas nesta semana. Isso acontece por que o contato humano com o filhote é mínimo, já que a espécie de primatas é uma das mais ameaçadas do mundo.

(Crédito: Lucilia Guimarães/SMCS)

Por este motivo, conta o diretor do Departamento de Pesquisa e Conservação da Fauna, Edson Evaristo, ainda não foi possível se aproximar o suficiente para saber se o filhote de muriqui é macho ou fêmea.

“Não queremos atrapalhar o comportamento natural dos animais e, nos primeiros meses, o filhote fica quase o tempo todo agarrado e protegido pela mãe”, explica Evaristo. A intenção da equipe do zoológico, que tem um trabalho voltado à conservação de diversas espécies, é incentivar a reprodução dos primatas.

No Brasil, além de Curitiba, apenas o Zoo de Sorocaba mantem grupos reprodutivos de muriquis.

 

Saúde investiga mortes de macacos no Paraná

Nos últimos três meses foram encontrados 13 macacos mortos na Região Metropolitana de Curitiba, Sudoeste e Campos Gerais do Paraná. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), o procedimento padrão é a notificação para que as causas sejam averiguadas.

Em meio a surtos de febre amarela pelo Brasil, uma análise laboratorial deve verificar se os macacos estavam infectados ou se sofreram algum tipo de violência ou envenenamento.

Os exames são feitos no Instituto Evandro Chagas (IEC), em Belém-PA. Com o aumento da demanda por esse tipo de diagnóstico em todo o país, o IEC não deu previsão para o envio desse resultado.

Se a infecção pelo vírus for descartada, há ainda a hipótese de que os primatas tenham sido mortos pela população, com medo de possíveis contágios pela doença, apesar de eles não serem transmissores.

As espécies de macacos mais comuns no Paraná são o macaco-prego e o bugio. A Secretaria ainda não cofirmou quais espécies eram a dos macacos encontrados mortos.

Transmissão

A contaminação pela febre amarela acontece apenas por meio de picada de mosquitos, que podem transmitir o vírus tanto para o homem como para os animais. A Secretaria da Saúde destaca que os macacos costumam ser os primeiros infectados com o início da circulação do vírus. A detecção de indivíduos doentes pode ser essencial para a elaboração de campanhas de vacinação.

A orientação é para que cidadãos que encontrem animais mortos comuniquem a secretarias de saúde dos municípios para que sejam feitas análises.

O Paraná não tem casos confirmados de febre amarela. Neste ano, foram diagnosticados casos da doença em cidades de São Paulo, Espírito Santo e Minas Gerais.

Violência

Com os surtos de febre amarela pelo Brasil, a Secretaria estadual da Saúde recebeu relatos de macacos saudáveis encontrados mortos em áreas rurais do Estado. Ao que tudo indica, os primatas têm sofrido violência da população que acredita serem esses animais os responsáveis pela transmissão da doença aos seres humanos.

“Precisamos destacar que a febre amarela é transmitida apenas pela picada dos mosquitos – tanto nas pessoas, quanto nos macacos. Entretanto, por viverem em regiões de mata, os primatas costumam ser os primeiros infectados e, dessa maneira, assumem um papel importante de sentinelas, indicando a presença do vírus na região”, explica a superintendente de Vigilância em Saúde, Cleide de Oliveira.

De acordo com a superintendente, a morte desses animais deve sempre ser relatada à Secretaria da Saúde do município ou serviço de saúde para ser investigada. “Assim como o ser humano, eles também são vítimas. A identificação da doença nos macacos ajuda no desenvolvimento de estratégias para evitar a propagação da febre amarela no meio urbano. A população precisa saber disso, ficar atenta e sempre denunciar. A presença do animal morto deve sempre ser comunicada ao serviço de saúde mais próximo”, diz.

Denúncia

Além da comunicação aos serviços de saúde na ocorrência de macacos mortos, a violência contra animais também deve ser denunciada.

A denúncia de maus-tratos é legitimada pelo Art. 32, da Lei Federal nº. 9.605, de 12.02.1998 (Lei de Crimes Ambientais) e pela Constituição Federal Brasileira, de 05 de outubro de 1988.

A denúncia pode ser feita em qualquer órgão de segurança pública, como guarda municipal, polícia militar ou polícia civil. No Paraná também é possível buscar anonimamente o disque denúncia pelo telefone 181, pelo site www.181.pr.gov.br ou pelo e-mail dpma@pc.pr.gov.br.