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3,3 toneladas de cocaína: apreensão da PM em Guaratuba foi a maior da história

Cerca de 3,3 toneladas de cocaína foram apreendidas neste sábado (20) durante uma ação do BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais) da Polícia Militar do Paraná. As drogas estavam escondidas em uma marina particular de Guaratuba, no litoral do Paraná. Segundo a PM, esta foi a maior apreensão de cocaína na história da corporação no Paraná.

Três pessoas foram presas em flagrante pelo BOPE. Elas foram levadas à Superintendência da Polícia Federal (PF) em Paranaguá. As apurações preliminares indicam que a cocaína seria embarcada rumo à Europa.

O Batalhão de Operações Policiais da PM foi acionado após receber uma denúncia anônima de que os responsáveis por um assalto a banco estavam escondidos nessa marina particular de Guaratuba. A suspeita foi descartada, mas no local foram encontrados 3.362,5 kg de pasta base de cocaína.

A contagem oficial revela que esta foi a maior apreensão já feita pela PM no Paraná. Por se tratar de um provável caso de tráfico internacional de drogas, o caso foi repassado à Polícia Federal. As diligências continuam neste domingo (21) a fim de certificar de que não há mais drogas escondidas no local. A cocaína estava distribuída em 40 bolsas, que estavam escondidas no sótão.

Cocaína abasteceria o mercado europeu

Segundo a polícia, a cocaína tinha como destino a Europa. As bolsas seriam transportadas para navios que estavam prestes a cruzar o Oceano Atlântico.

Junto às drogas foram apreendidas duas lanchas, assim como equipamentos de mergulho e aparelhos de monitoramento. Tudo indica que as bolsas cheias de pasta base seriam carregadas nas lanchas para, em alto mar, serem içadas aos navios que rumavam para a Europa.

Apenas três pessoas foram presas em flagrante, embora acredite-se que o grupo era maior e capaz de executar estratégias criminosas de alta complexidade. Os três homens, as duas lanchas, os 3.362,5 kg de pasta de cocaína e os demais equipamentos apreendidos pelo BOPE foram encaminhados à PF de Paranaguá.

* Atualização (21/07, 10h3o): a reportagem foi atualizada com os números oficiais e atualizados da pesagem das drogas. A polícia havia confirmado, inicialmente, a apreensão de cerca de duas toneladas de cocaína. A contagem oficial apontou para 3.362,5 kg.

Marina Silva anuncia voto crítico a Fernando Haddad

Depois de a Rede Sustentabilidade anunciar que não iria aderir a nenhuma campanha no segundo turno das eleições presidenciais, apesar de recomendar a seus filiados e simpatizantes que não votassem em Jair Bolsonaro (PSL) a candidata do partido nas eleições de outubro e fundadora da legenda, Marina Silva, anunciou, nesta segunda-feira, que fará um voto crítico a Fernando Haddad (PT), por conta do que ela vê de perda de direitos e de ameaça ao meio ambiente nas propostas e declarações de Bolsonaro.

Anunciando que, mesmo com a vitória do petista, será oposição ao governo federal, Marina emitiu um longo comunicado em que anuncia que dará “um voto crítico e farei oposição democrática a uma pessoa que, “pelo menos” e ainda bem, não prega a extinção dos direitos dos índios, a discriminação das minorias, a repressão aos movimentos, o aviltamento ainda maior das mulheres, negros e pobres, o fim da base legal e das estruturas da proteção ambiental, que é o professor Fernando Haddad”.

Confira a íntegra do manifesto de Marina Silva

Neste segundo turno a Rede Sustentabilidade já recomendou a seus filiados e simpatizantes que não votem em Bolsonaro, pelo perigo que sua campanha anuncia contra a democracia, o meio-ambiente, os direitos civis e o respeito à diversidade existente em nossa sociedade.

Do outro lado, a frente política autointitulada democrática e progressista não se mostra capaz de inspirar uma aliança ou mesmo uma composição. Mantém o jogo do faz-de-conta do desespero eleitoral, segue firme no universo do marketing, sem que o candidato inspire-se na gravidade do momento para virar a própria mesa, fazer uma autocrítica corajosa e tentar ser o eixo de uma alternativa democrática verdadeira. Alianças vêm de propósitos comuns, de valores políticos e éticos, de programas e projetos compartilhados, que só são possíveis em um ambiente de confiança em que, diante de inaceitáveis e inegáveis erros, a crítica é livre e a autocrítica é sincera.

Cada um de nós tem, em sua consciência, os valores que definem seu voto. Sei que, com apenas 1% de votação no primeiro turno, a importância de minha manifestação, numa lógica eleitoral restrita, é puramente simbólica. Mas é meu dever ético e político fazê-la.

Importa destacar que, como já afirmei ao final do primeiro turno, serei oposição, independentemente de quem seja o próximo presidente do Brasil, e continuarei minha luta histórica por um país politicamente democrático, economicamente próspero, socialmente justo, culturalmente diverso, ambientalmente sustentável, livre da corrupção, e empenhado em se preparar para um futuro no qual os grandes equívocos do modelo de desenvolvimento sejam superados por uma nova concepção de qualidade de vida, de justiça, de objetivos pessoais e coletivos. O meu apoio à Operação Lava-jato, desde o início, faz parte dessa concepção, na qual o Estado não é um bunker de poder de grupos, mas um instrumento de procura do bem público.

Vejo no projeto político defendido pelo candidato Bolsonaro, risco imediato para três princípios fundamentais da minha prática política: primeiro, promete desmontar a estrutura de proteção ambiental conquistada ao longo de décadas, por gerações de ambientalistas, fazendo uso de argumentos grotescos, tecnicamente insustentáveis e desinformados. Chega ao absurdo de anunciar a incorporação do Ministério do Meio Ambiente ao Ministério da Agricultura. Com isso, atenta contra o interesse da sociedade e o futuro do país. Ademais, desconsidera os direitos das comunidades indígenas e quilombolas, anunciando que não será demarcado mais um centímetro de suas terras, repetindo discursos que já estão desmoralizados e cabalmente rebatidos desde o início da segunda metade do século passado. Segundo, é um projeto que minimiza a importância de direitos e da diversidade existente na sociedade, promovendo a incitação sistemática ao ódio, à violência, à discriminação. Por fim, em terceiro lugar, é um projeto que mostra pouco apreço às regras democráticas, acumula manifestações irresponsáveis e levianas a respeito das instituições públicas e põe em cheque as conquistas históricas desde a Constituinte de 1988.

Por sua vez, a campanha de Haddad, embora afirmando no discurso a democracia e os direitos sociais, evocando inclusive algumas boas ações e políticas públicas que, de fato, realizaram na área social em seus governos, escondem e não assumem os graves prejuízos causados pela sua prática política predatória, sustentada pela falta de ética e pela corrupção que a Operação Lava-Jato revelou, além de uma visão da economia que está na origem dessa grave crise econômica e social que o país enfrenta.

Os dirigentes petistas construíram um projeto de poder pelo poder, pouco afeito à alternância democrática e sempre autocomplacente: as realizações são infladas, não há erros, não há o que mudar.

Ao qualificar ambos os candidatos desta forma, não tenho a intenção de ofender seus eleitores, milhões de pessoas que acreditam sinceramente em um deles ou que recusam o outro, com muitas e justificadas razões. E creio que os xingamentos e acusações trocados nas redes sociais e nas ruas só trazem prejuízos à democracia, mas é visível que, na maioria das vezes, essas atitudes são estimuladas pelos discursos dos candidatos e de seus apoiadores. A política democrática deve estar fortemente aliançada no respeito à Constituição e às instituições, exercida em um ambiente de cultura de paz e não-violência.

Outro motivo importante para a definição e declaração de meu voto é a minha consciência cristã, valor central em minha vida. Muitos parecem esquecer, mas Jesus foi severo em palavras e duro em atitudes com os que têm dificuldade de entender o mandamento máximo do amor.

É um engano pensar que a invocação ao nome de Deus pela campanha de Bolsonaro tem o objetivo de fazer o sistema político retornar aos fundamentos éticos orientados pela fé cristã que são tão presentes em toda a cultura ocidental. A pregação de ódio contra as minorias frágeis, a opção por um sistema econômico que nega direitos e um sistema social que premia a injustiça, faz da campanha de Bolsonaro um passo adiante na degradação da natureza, da coesão social e da civilização. Não é um retorno genuíno ao mandamento do amor, é uma indefensável regressão e, portanto, uma forma de utilizar o nome de Deus em vão.

É melhor prevenir. Crimes de lesa humanidade não tem como se possa reparar. E nem adianta contar com o alívio do esquecimento trazido pelo tempo se algo irreparável acontecer. Crimes de lesa humanidade o tempo não apaga, permanecem como lição amarga, embora nem todos a aprendam.

Todas essas reflexões me inquietam, mas mostram o caminho da firmeza, do equilíbrio na análise e a necessidade de pagar o preço da coerência, seja ele qual for.

E assim chegamos, neste segundo turno, ao ponto extremo de uma narrativa antiga na política brasileira, a do “rouba, mas faz” e depois, do “rouba, mas faz reformas”, mas ajuda os pobres, mas é de direita, mas é de esquerda etc. De reducionismo em reducionismo, inauguramos agora o triste tempo do “pelo menos”.

Diante do pior risco iminente, de ações que, como diz Hannah Arendt, “destroem sempre que surgem”, “banalizando o mal”, propugnadas pela campanha do candidato Bolsonaro, darei um voto crítico e farei oposição democrática a uma pessoa que, “pelo menos” e ainda bem, não prega a extinção dos direitos dos índios, a discriminação das minorias, a repressão aos movimentos, o aviltamento ainda maior das mulheres, negros e pobres, o fim da base legal e das estruturas da proteção ambiental, que é o professor Fernando Haddad.

Em alta nas pesquisas, Haddad vira alvo de Ciro e Marina em debate

Em crescimento nas últimas pesquisas de intenção de voto, o candidato petista Fernando Haddad tornou-se o principal alvo de debate promovido por Folha de S.Paulo, UOL e SBT nesta quarta-feira (26). Seus concorrentes Marina Silva (Rede) e Ciro Gomes (PDT) investiram incisivamente contra Haddad.

Além deles, compareceram Geraldo Alckmin (PSDB), Cabo Daciolo, Henrique Meirelles, Alvaro Dias e Guilherme Boulos. Bolsonaro recupera-se no hospital Albert Einstein, em São Paulo, após ter recebido facada em ato de campanha no início do mês.

No primeiro bloco do debate, em que os candidatos fizeram perguntas entre si, a interação entre Haddad e Marina foi o grande ponto de tensão.

Ao questionar Marina sobre a revogação ou não da PEC do teto de gastos e a reforma trabalhista, Haddad ouviu que o Brasil está no “fundo do poço” em função da “corrupção de PT, MDB e PSDB”. Segundo a candidata, o plano dela seria recuperar a credibilidade do país desgastada pelo PT com auxílio de Michel Temer (MDB), que tornou-se uma espécie de “batata quente” dos candidatos, um atribuindo proximidade com o presidente ao outro.

“Quem botou o Temer lá foram vocês. O Temer traiu a Dilma e não conseguiria chegar lá sem a ajuda de vocês”, disse Haddad, referindo-se ao apoio de Marina ao impeachment da ex-presidente.”Não defendo terceirização de atividade-meio nem o teto feito pelo Temer. Engraçado você falar de impeachment depois de pedir bênção ao Renan Calheiros (MDB), que apoiou o impeachment. São dois pesos e duas medidas. O PT faz o discurso dos trabalhadores e leva o país ao buraco com o Temer”, disse Marina, que foi congratulada por Ciro Gomes após a resposta.

No bloco seguinte, em que os candidatos responderam a questões de jornalistas, foi a vez do pedetista trocar farpas com Haddad. Perguntado sobre a maneira que comporia seu governo se fosse eleito, Ciro disse que “se puder governar sem o PT, eu prefiro”. Ele disse reconhecer os méritos das gestões passadas do PT, mas disse que o partido ajudou a criar uma “estrutura de poder odienta, que criou essa figura horrorosa que é o Bolsonaro”. Ciro disse que sabe dialogar e pode acabar com a contradição entre PT e Bolsonaro “que está levando o país para a violência”.

Pouco depois, Haddad referiu-se à fala de Ciro de maneira irônica ao dizer que fora convidado pelo concorrente para ser vice de sua chapa, que então teria chamado a dupla de “dream team”.
Cobrado também por sua proximidade com Lula, Haddad seguiu estratégia desenhada pelo ex-presidente de enfatizar a geração de empregos em seus discursos. Além disso, o petista também enfatizou números de sua passagem como ministro da Educação do governo Lula.

Líder nas pesquisas de intenção de voto, o ausente Bolsonaro foi lembrado apenas pontualmente. Além da citação de Ciro, outra menção relevante foi feita por Boulos, que relembrou de episódio em que o capitão reformado do Exército defendeu o direito de empresários pagarem menos a mulheres do que a homens.

Veja como foi o primeiro casamento realizado na Ópera de Arame em Curitiba

A Ópera de Arame foi palco de um grande espetáculo no sábado (18); o casamento de Marina e Herick.

O casal estreou o espaço como cenário para festas de matrimônio, realizando a primeira cerimônia de casamento.

Ilse Lambach foi a produtora responsável por toda esta obra. E foi com muito carinho e exclusividade o Gente +  esteve lá para registrar um pouco do making off e algumas cenas exclusivas desse momento mágico. veja: