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Tenente-coronel é acusado de abuso sexual em quartéis do Paraná

O médico Fernando Dias Lima, tenente-coronel da Polícia Militar (PM) do Paraná, está sendo investigado por supostamente ter assediado policiais mulheres e familiares de agentes em consultas feitas dentro de quartéis da PM em três cidades do estado.

A denúncia, oferecida pelo MP (Ministério Público) em dezembro do ano passado, teve como base os depoimentos de 30 mulheres. Os crimes imputados ao médico são de assédio sexual, com sete ocorrências, e atentado violento ao pudor, com 23.

A investigação partiu de um inquérito militar, instaurado a partir da denúncia de uma das supostas vítimas. As penas previstas para cada um dos crimes vão de um a seis anos.

Os fatos teriam acontecido entre 2011 e 2018, durante atendimento em consultórios médicos de três quartéis: na Academia Policial do Guatupê, em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba, e em unidades de Foz do Iguaçu e Cascavel, no oeste, onde ele atuava até pedir afastamento das funções, em março do ano passado.

O 5º Comando Regional da PM, onde o médico estava lotado, abriga ainda os batalhões de Pato Branco, Toledo e Francisco Beltrão e outras companhias de municípios menores, principalmente na região oeste do estado. Portanto, ele também atendia nesses locais.

Dias é investigado ainda por ocultação de documentos. Afastado das funções, ele teria mandado uma militar subalterna retirar do consultório e entregar para ele documentos relacionados aos atendimentos das vítimas.

Em maio de 2018, ele foi preso por dez dias, por supostamente ter tentado atrapalhar as investigações.
O médico já foi vereador e candidato a vice-prefeito de Cascavel. Na urna, ele se identificava como Dr. Fernando Bacana.

Reportagem deste domingo (28) do Fantástico, da Globo, mostrou detalhes de depoimentos de supostas vítimas de Dias e conversou com três mulheres que acusam o médico e com o marido de uma quarta mulher.

Os relatos mostram que as militares tinham receio de denunciar o oficial. Entre os episódios de assédio, estariam consultas a porta trancada e carícias nos seios e nas nádegas de pacientes.

Diante da denúncia, o Conselho Regional de Medicina do Paraná também está apurando se o oficial Dias cometeu desvio ético. O procedimento corre sob sigilo. Ele está inscrito na instituição desde 1994. Caso seja considerado culpado, as penas previstas no CRM vão desde advertência confidencial até cassação do exercício profissional.

Em nota, a PM do Paraná afirmou que os crimes imputados a Dias decorrem de inquérito militar instaurado logo que houve a denúncia e confirma que ele está afastado da função.

O órgão informou que o processo administrativo contra o médico está em fase final, no Conselho de Justificação, responsável por julgar condições de permanência de oficiais na instituição.

A corporação afirmou ainda que não compactua com desvios de conduta de policiais e que disponibiliza canais de denúncia sobre qualquer falta disciplinar ou criminal. Todos os indícios são devidamente apurados pela Corregedoria, segundo a PM.

A instituição finalizou a nota ressaltando que oferece atendimento psicológico para qualquer de seus integrantes que tenha passado por traumas, inclusive de natureza sexual.

Outro lado Procurado, o advogado do tenente-coronel, Zilmo Girotto, afirmou que as acusações não se sustentam com provas e que algumas supostas vítimas mudaram a versão dos fatos durante o trâmite do processo.

“São fatos que não estão se sustentando. […] Não acharam nenhum equipamento, fotos, documentos (que provem a acusação) e testemunhas já mudaram a versão na fase de depoimento. […] Estamos conseguindo comprovar a inocência dele”, disse.

Segundo o defensor, as acusações por assédio sexual já foram arquivadas, sobrando as denúncias apenas pelos outros dois crimes. Ele confirma que o cliente realmente pediu os arquivos de atendimento, mas para preservar “o sigilo médico”, mas que os documentos foram devidamente entregues à Justiça.

Para Zilmo, é estranho o fato de apenas policiais de Foz do Iguaçu e Cascavel terem denunciado seu cliente, já que ele atua em diversas outras cidades da região e atende também membros do Corpo de Bombeiros. O defensor diz que Dias nunca atuou na academia de São José dos Pinhais.

O advogado acredita que, após a sentença judicial, Dias será inocentado nos processos administrativos que correm na PM e no CRM.

Zilmo informou, por fim, que solicitou ao juízo e a OAB providências diante do vazamento para a imprensa de detalhes da investigação, já que o processo corre em segredo de Justiça.

Médico - Maringá - Reutilização de equipamentos

Médico de Maringá é desligado após reutilizar material cirúrgico

Um médico urologista do HM (Hospital Municipal de Maringá) foi flagrado pela vigilância sanitária com equipamento reutilizado durante procedimento cirúrgico. Logo após a verificação, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado) e o Ministério Público foram acionados para verificar a denúncia.

“Os materiais que são comprados pelo hospital municipal são comprados por licitação, tem todo o processo de rastreabilidade e eles não são reutilizados. Agora, o instrumental cirúrgico específico do profissional médico, fica sob responsabilidade dele”, explicou o secretário Municipal de Saúde, Jair Biatto, na manhã desta terça-feira (22).

Como resposta, o HM abriu procedimento interno para apurar todos os passos destes tipos de materiais, além de já ter desligado o médico de seu cargo no hospital. O urologista já prestava atendimento há duas gestões municipais e, ainda segundo a secretaria, nunca havia recebido reclamações de pacientes ou supervisores durante o período. O médico prestava serviço de maneira terceirizada ao município.

Biatto enfatizou que o posicionamento adotado pelo HM, referente à liberdade dada para que os médicos tragam seus próprios equipamentos, sobretudo em casos de utilização mais específica, é recorrente e ocorre também em outros hospitais.

“Isso acontece também em alguns outros hospitais, inclusive, da iniciativa privada. Onde há cirurgias muito específicas, o médico acaba levando seu próprio material cirúrgico”, destacou o secretário.

AUTOCLAVE

A operação Policial “Autoclave” deflagrou nas cidades de Maringá, Mandaguaçu e Sarandi, um esquema de vendas de materiais médicos de urologia reutilizados, no final do mês de setembro. No dia 24, cinco pessoas foram presas, sendo três mandados de prisão preventiva e dois de prisão temporária.

Segundo a investigação, três integrantes principais eram empregados de empresas que trabalhavam no setor de distribuição de materiais para cirurgias. Posteriormente, desviavam os materiais que tinham sido utilizados na cirurgia, levavam para esterilizar e depois revendiam. O esquema rendia aos participantes cerca de R$ 3 mil por procedimento.

Médico é preso após bater ponto em hospital público e seguir para consultório particular

Um médico foi preso em flagrante em Astorga, no Norte do Paraná, fazendo atendimento particular em horário que deveria dar expediente na rede municipal. A prisão foi efetuada por um agente do Ministério Público do Paraná nesta segunda-feira (24).

Segundo o MPPR, a promotoria recebeu notícia que era hábito do médico bater ponto na unidade de saúde e depois seguir para outro local para realizar as consultas particulares.

A promotoria apura a prática dos crimes de estelionato, falsidade ideológica e prevaricação por parte do servidor.

Médico investigado por cobrar pacientes para furar fila do SUS é afastado

A Justiça determinou o afastamento e suspensão das atividades de um médico ortopedista de Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, denunciado pelo Ministério Público do Paraná no âmbito da Operação Mustela, que apura o envolvimento de agentes públicos e profissionais da saúde em uma organização criminosa que cobrava pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) para furar a fila de prioridades.

Operação Mustela: Ratinho Jr nega conhecer atuação ilícita de ex-assessor
Esquema de ‘fura-filas’ do SUS é alvo de operação do Gaeco

A decisão judicial determinou ainda que outras três pessoas denunciadas pelas práticas criminosas – entre elas, um vereador de Bandeirantes que atuava na intermediação das tratativas – não mantenham qualquer tipo de contato com pessoas identificadas no processo como vítimas das cobranças indevidas.

Ao afastar das funções o médico, que atua na área de Ortopedia, a Justiça destaca que o não cumprimento da decisão pode acarretar a imediata decretação de sua prisão preventiva. Os quatro são denunciados pelo crime de concussão.

A investigação do Ministério Público do Paraná sobre a organização criminosa ocorre desde 2017. Os promotores identificaram que a organização criminosa também atuava em outros municípios.

A partir de depoimentos de vítimas e informações obtidas por meio de quebra de sigilos telefônicos, a operação foi deflagrada em dezembro de 2018, com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com o cumprimento de mandados de buscas e apreensão e de prisão temporária contra alguns envolvidos.

Novos mandados de busca e apreensão

Na manhã desta quinta-feira (30), o Gaeco cumpriu mais quatro mandados de busca e apreensão no âmbito da operação. Os agentes cumpriram os mandados em Curitiba e em Campo Largo. Foram apreendidos documentos, valores em dinheiro e aparelhos de telefone celular.

Médico é preso por negar atendimento no Litoral e alega não receber salários há dois meses

Um médico que estava atendendo no Pronto Socorro Municipal de Guaratuba, no Litoral do Paraná, foi preso pela Polícia Militar na tarde desta segunda-feira (4) por desacato e desobediência após negar atendimento aos pacientes que procuravam a unidade.

Em vídeos divulgados nas redes sociais e feito pelos próprios pacientes, o médico aparece dizendo que estava sem receber há 60 dias e que, por este motivo, só iria fazer atendimentos graves. O médico também revelou que não era o único profissional que estava sem receber os salários.

Enquanto era detido pelos policiais, ele começou a gritar por socorro e voltou a relatar que estava sendo preso por reclamar que estava há dois meses sem receber. O médico foi levado para a delegacia, onde assinou o termo circunstanciado e foi liberado.

Em nota, a Prefeitura de Guaratuba afirmou que o médico não é funcionário do município e que é contratado por uma empresa terceirizada, contratada especialmente para os atendimentos durante a Operação Verão.

A administração municipal também ressaltou os pagamentos foram repassados para a empresa e que o pagamento seria de responsabilidade da mesma.

Por fim, a prefeitura garantiu que já fez a substituição do médico e que o atendimento no Pronto Socorro já está normalizado.

Médico morre após corda atingir seu rosto em passeio de lancha no PR

Um homem, de 43 anos, morreu na noite de sábado (2) após ser atingido por uma corda estendida enquanto passeava de lancha no Rio Paraná, em Porto Rico, a cerca de 170 quilômetros de Maringá, no Norte do Paraná. Waldomiro Esperidião Júnior era médico anestesista, atuava na Santa Casa de Paranavaí, e teve um grave traumatismo cranioencefálico (TCE).

Corda que prendia embarcação na margem do rio causou a morte da vítima

Segundo testemunhas, o médico estava com familiares na lancha quando tentaram passar entre uma embarcação e a margem do rio, mas havia uma corda estendida na diagonal. As crianças que estavam na embarcação saíram ilesas, mas o médico foi atingido na região da boca.

Waldomiro chegou a ser atendido por equipes dos Guarda-Vidas Civis e encaminhado para o Hospital Nossa Senhora dos Navegantes mas sofreu uma parada cardiorrespiratória e morreu.

Em nota, a Santa Casa de Paranavaí lamentou a morte do médico e destacou o perfil do médico.

“A direção, corpo clínico e funcionários da Santa Casa de Paranavaí receberam,com profundo pesar, a notícia do falecimento do médico anestesista Waldomiro Esperidião Júnior, em um trágico acidente no Rio Paraná, em Porto Rico, no começo da noite de ontem (sábado). Há mais de dez anos ele prestava serviços ao hospital. Era casado com a médica dermatologista Mônica Cohen Esperidião, também do corpo clínico da Santa Casa. Deixa dois filhos, Gabrieli, 11 anos, e Miguel, 5 anos. Profissional comprometido com a medicina e filho de tradicional família paranavaiense, o jovem médico deixa uma grande lacuna entre inúmeros amigos e especialmente entre sua categoria, onde era muito querido e prestativo”, diz a nota.

Médico suspeito de deformar rostos de pacientes é preso em GO

O médico Wesley Murakami foi preso nesta sexta-feira (21) em Goiânia por suspeitas de deformar os rostos de pacientes em procedimentos estéticos.

A prisão foi realizada no âmbito da operação Disformia, da Polícia Civil do Distrito Federal. Além de Murakami, foram presas as administradoras das clínicas de Murakami em Brasília e Goiânia -uma delas é mãe do médico.

A operação foi realizada depois que 15 pacientes do Distrito Federal denunciarem o médico à polícia após terem ficado com deformações nos rostos com a realização dos procedimentos estéticos.

Conhecido como bioplastia, o procedimento visa preencher determinadas regiões na face ou corpo com aplicações de polimetilmetacrilato, uma espécie de plástico conhecido com PMMA.

O uso da substância é regular no Brasil, mas deve ser aplicada pontualmente e em pequenas quantidades, conforme determinações do Conselho Nacional de Medicina.

Segundo o delegado Wislley Salomão, responsável pelas investigações, a suspeita é que o médico tenha utilizado o produto em grandes quantidades, o que teria gerado complicações médicas. “Uma das vítimas é um homem que teve cerca de 200 mililitros aplicados em seu peitoral”, afirma o delegado.

A polícia trabalha com a hipótese que o médico possa ter feito aplicação de produtos não autorizados pela Anvisa. Além das 15 pessoas que realizaram denúncias no Distrito federal, outros 14 pacientes registraram queixa contra o médico na polícia de Goiás.

De acordo com o delegado, parte dos pacientes que registraram queixa teriam sido contatados pelo médico para tentar reparar as deformações. Outra parte buscou outros médicos para fazer procedimentos que reparassem os danos. Somente um paciente gastou cerca de R$ 60 mil em tratamentos para tentar reduzir as deformações.

O médico será investigado por lesão corporal gravíssima, associação criminosa e aplicação de produto de origem ignorada ou adulterada. A reportagem não conseguiu contato com o advogado responsável pela defesa de Murakami.

Médico é preso após cobrar procedimento realizado pelo SUS

Um médico foi preso preventivamente após suposta solicitação de recebimento de vantagem indevida para realizar um procedimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), de acordo com o Ministério Público do Paraná.

O caso ocorreu em Mangueirinha, no centro-sul do Paraná.

O pedido teria sido feito para complementar pagamento por uma cirurgia. Ainda segundo o MP, além da prisão do médico, na última sexta-feira (19) foram cumpridos mandados de busca e apreensão no hospital em que ele trabalha e em seu consultório particular.

Participação em debates depende apenas de Bolsonaro, diz médico

Após deixar a casa do candidato Jair Bolsonaro (PSL) nesta quinta-feira (18), o médico cirurgião Antonio Luiz Macedo disse à reportagem que a participação do presidenciável em debates depende dele. “Depende dele por causa da colostomia”, afirmou por meio de mensagem.

Macedo é o responsável pelo acompanhamento médico de Bolsonaro desde que ele foi vítima de uma facada no dia 6 de setembro. Ele foi à residência do capitão reformado, na Barra da Tijuca, para uma nova avaliação médica. Ao contrário de visitas anteriores, deixou o local sem falar com jornalistas.

Como a participação de Bolsonaro em debates aguardava liberação médica, a reportagem questionou Macedo sobre o tema, que respondeu sem dar mais detalhes sobre o que o candidato pode fazer. O médico divulgou apenas uma nota à imprensa depois de ter deixado o local, onde passou quase duas horas.

“O candidato à Presidência Jair Bolsonaro foi submetido hoje [quinta] a avaliação médica multiprofissional, de exames de imagem e laboratoriais, que se mostraram estáveis. Apresenta boa evolução clínica e a avaliação nutricional evidenciou melhora da composição corpórea, mas ainda exigindo suporte nutricional e fisioterapia”, diz a nota.

Na semana passada, Macedo esteve no Rio de Janeiro e disse que o candidato certamente seria liberado nesta quinta. Na ocasião, ele informou que o quadro do deputado federal era estável e que ele deveria apenas reforçar sua nutrição devido à perda de 15kg desde o atentado.

Bolsonaro vem justificando sua ausência em debates devido a seu estado de saúde, mas tem sido alvo de críticas.

Ao visitar a Polícia Federal no Rio na quarta (17), ele chegou a dizer que a ida a debate era uma escolha estratégica e se comparou ao ex-presidente Lula (PT), a quem desfere críticas frequentes, dizendo que o petista também faltou aos encontros em 2006, quando concorria à reeleição.