A história da Ilha do Mel no Litoral do Paraná

 

Este vídeo traz um resumo da história da Ilha do Mel, no Litoral do Paraná. E clique aqui para conhecer o grupo de memória da ilha, criado por este portal. Ao abrir clique em “participar do grupo”.

As fotos antigas do vídeo são do acervo de Paulo José da Costa. E as filmagens são de Leonardo Scholz em 2014.

 

 

 

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Contato com José Wille.

 

 

Produtor do Oeste retoma atividade da apicultura após curso do SENAR-PR

Em 2016, o produtor Ramiro Natal Cechelero, de Mercedes, na região Oeste, se sentia “muito agoniado”. O motivo era um problema de coluna que o impedia de trabalhar no campo. Condenado ao marasmo do sofá, ele decidiu fazer um curso para ocupar o tempo. A opção escolhida foi o Programa Empreendedor Rural (PER), iniciativa do SENAR-PR que tem como objetivo preparar a família rural paranaense para o voo do empreendedorismo, ensinando a confeccionar um plano de negócio, levando em conta o mercado no qual está inserido, suas potencialidades e pontos vulneráveis.

A princípio, o produtor buscou o PER com objetivo de elaborar um plano para a correção de solo em 20 hectares da sua propriedade, voltados ao cultivo de soja e milho. Porém, o aprendizado serviu de base para outro empreendimento, desta vez mais pessoal, envolvendo uma atividade pela qual Cechelero tem grande interesse: a apicultura.

“Como eu já tinha mexido com caixa de abelha, pensei em fazer um projeto para ampliar a produção. O curso foi muito bom. Aprendi que a gente tem que ter tempo para planejar, o que eu fiz. Estava só com cinco caixas. Hoje já estou com 50 caixas”, comemora o produtor, que já tirou 500 quilos de mel este ano.

Cechelero conta que, desde os 17 anos, já trabalhava com abelhas. Mas, com o tempo, a atividade foi ficando em segundo plano até que nos últimos dez anos produzia apenas para o consumo próprio. Veterano na atividade, ele domina todas as etapas do processo, desde a confecção das caixas para capturar os enxames, construídas com medidas diferentes das habituais, de modo a evitar furtos. “Se roubam uma das minhas fica fácil descobrir onde estão”, explica.

Há anos, a lida com as abelhas já foi objeto de outro curso do SENAR-PR. Na bagagem, Ramiro ainda leva um curso de aplicação de agrotóxicos e outro de manejo de solos, ambos do SENAR-PR. “Para mim foi muito bom, recomendo a todos que façam”, orienta.

Sua esposa, Marli Salete Cechelero, também participa das atividades do SENAR-PR. Em 2017, um ano depois do marido, ela também fez o PER. “No começo ela foi na marra, mas depois gostou. O projeto dela foi na área de mel e ampliação da lavoura”, conta o companheiro, que aos poucos vai introduzindo sua cara metade nos mistérios da apicultura. “Ela já entende bastante, sabe o que é rainha, filhote e geleia real”, conta. Para o futuro, ele adianta que pretende fazer um novo curso de apicultura, desta vez na companhia da esposa, para atualizar os conhecimentos.

A ajuda virá em boa hora. Para o ano que vem Ramiro tem planos de dobrar a produção de mel. “Estamos pensando em começar a mexer na reprodução dos enxames, mas só lá por setembro”, conta o produtor, que sabe da importância de planejar os próximos passos.

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SENAR-PR ajuda jovem produtor a profissionalizar produção de mel

A atividade começou quase por acaso, quando, no fim de 2016, o jovem produtor rural Deli Bahls Fiúza Junior, então com 20 anos, ganhou do tio uma caixa para cultivo de abelhas africanas. A produção, no entanto, só passou a se profissionalizar em agosto de 2017, assim que Fiúza Junior frequentou o curso “Trabalhador na apicultura – Apicultura I”, que faz parte do catálogo do SENAR-PR, em Boa Ventura do São Roque, na região Centro-Sul do Paraná. A partir dali, o produtor passou a ver a atividade como uma profissão.

“Eu já tinha começado a produção na prática, mas o curso dá essa visão mais profissional. Ensina desde coisas simples que a gente não notava no dia a dia, como diminuir a entrada das abelhas na caixa, até técnicas de manejo que agregam bastante”, diz Fiúza Junior. “Minha produção está profissionalizada”, acrescenta.

A produção do apicultor ainda é pequena – são cinco colmeias. Mas o planejamento é quadruplicar o negócio em até dois anos, chegando a 20 colônias de abelhas. Paralelamente, Fiúza Junior pretende dar um salto na comercialização – aspecto que também foi abordado no curso. Por enquanto, ele vende diretamente a consumidores. A expectativa, no entanto, é de atingir compradores mais robustos, como mercados da região.

“A meta é continuar a suprir esses consumidores fieis, mas também atingir mercados, que têm capacidade de compra muito maior”, planeja. “Para algumas etapas, eu já preciso contratar ajudante. Vai gerando oportunidades para mais gente”, aponta.

Capacitação

Fiúza Junior mora com a família em uma propriedade de 16 hectares e, ainda na escola, sua vocação para o campo foi reforçada, quando, em 2014, participou do Jovem Agricultor Aprendiz (JAA), desenvolvido pelo SENAR-PR. O programa é voltado à aprendizagem profissional rural de adolescentes que são filhos de produtores ou trabalhadores rurais. Posteriormente, Fiúza Junior também participou do Programa Empreendedor Rural (PER), idealizado pelo Sistema FAEP/SENAR-PR, em parceria com Sebrae-PR e Fetaep.

“Todos esses cursos sempre me ajudaram muito, porque fazem a gente ver melhor, a ter um olhar profissional, mesmo. Os cursos sempre agregaram bastante e me levaram para a profissão em que estou hoje”, avalia.

Curso do SENAR-PR
“Trabalhador na apicultura – apicultura I”
Modalidade: formação profissional rural
Objetivo: criar abelhas para produção de mel, cera, própolis, pólen e rainhas
Público-alvo: trabalhador e produtor rural
Carga horária: 32 horas
Idade mínima: 18 anos

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SENAR-PR é pioneiro na capacitação em meliponicultura

A criação de meliponídeos, popularmente conhecidas como abelhas sem ferrão, nativas ou indígenas, vem chamando a atenção dos produtores paranaenses. Desde 2004, o SENAR-PR realiza um trabalho de incentivo à atividade, em que se destaca pelo pioneirismo na oferta de cursos de meliponicultura. Além de diversificar o trabalho de muitos que, até então, eram apenas apicultores, a criação de abelhas sem ferrão pode ser feita em uma pequena área da propriedade, o que permite fácil acesso à atividade.

Segundo o instrutor do SENAR-PR Cesar Ronconi de Oliveira, a procura pelo curso tem crescido devido ao baixo investimento inicial e ao mel diferenciado. “A apicultura exige mais equipamentos, diferente da criação de abelha melípona, que não precisa de macacão e pode ser feita em casa. A espécie é muito dócil”, explica. No curso, são abordados tópicos como a anatomia do animal, comportamento e multiplicação do enxame. “A meliponicultura é mais acessível, mas a abelha é muito delicada em seu manuseio e é preciso se atentar a alguns cuidados”, observa.

O alto valor agregado ao produto também atrai os produtores. O mel de meliponídeos pode custar até quatro vezes mais que o mel de apis (abelhas com ferrão). O preço médio com ferrão é R$ 30 o quilo, enquanto a versão sem pode atingir até R$ 120 o quilo. “Tem mais valor porque, enquanto essa abelha produz geralmente um quilo de mel por ano, uma caixa de apis produz de 30 a 35 quilos de mel”, relata. Com sabor e odor marcantes, o mel produzido pelas abelhas sem ferrão possui propriedades nutritivas e medicinais, além de baixo teor de açúcar.

O produtor Salomão Reindaki Saraiva, de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), fez o curso de meliponicultura do SENAR-PR. Com os conhecimentos, Saraiva está no processo de implementação da atividade. “No começo, eu achava que a meliponicultura seria complicada e tinha pensado em ter criação de apis. Mas como minha neta é alérgica à picada de abelha, mudei de ideia e resolvi buscar mais informações”, conta. O produtor já começou a montar o material para criação das espécies mandaçaia, tubuna e jataí.

A primeira ideia era a criação de abelhas para auxiliar na polinização da viticultura que Saraiva pretende ter na propriedade. Porém, após a capacitação, “abriu-se um leque de possibilidades”. “Eu aprendi muita coisa, sobre instalação de meliponário, divisão de colmeia, colocação das abelhas, pasteurização do mel. O curso mudou minha visão. Foi um aprendizado que eu não esperava. A qualidade é espetacular”, reconhece. Agora, o produtor também tem planos de investir na produção e comercialização do mel.

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Arábia Saudita aprova importação de mel do Brasil

A Arábia Saudita aprovou o modelo de Certificado Sanitário Internacional (CSI) para a exportação de produtos apícolas (mel, propólis, cera) do Brasil. O comunicado foi recebido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) na última segunda-feira (19).

“É mais um mercado aberto para o Brasil, que auxilia na diversificação da pauta de produtos e na ampliação da participação do país no agronegócio internacional”, afirmou o ministro Blairo Maggi.

Segundo o secretário de Relações Internacionais do Agronegócio do ministério, Odilson Ribeiro e Silva, a próxima etapa é o envio, pelo Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), da lista de estabelecimentos brasileiros que desejam exportar produtos apícolas à Arábia Saudita, de acordo com as exigências do certificado acordado.

De acordo com o Mapa, as importações mundiais de produtos apícolas totalizaram US$ 1,92 bilhão, no ano passado, já desconsiderando o comércio intrabloco da União Europeia (US$ 576,58 milhões). Com exportações de US$ 128,10 milhões no mesmo ano, o Brasil alcançou participação de 6,7% nesse segmento do mercado global.

Já a Arábia Saudita importou US$ 66,44 milhões desses produtos em 2017. Com a abertura desse mercado, a estimativa é exportar US$ 4,43 milhões.

Produção de mel pode aumentar participação do Brasil no mercado

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi, em viagem ao Paraná, nesta terça-feira (4), reuniu-se com produtores de mel no município de Ortigueiras, que estão com pedido de registro de Indicação Geográfica (IG) no INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial).

Blairo Maggi falou da importância do segmento, “que pode ser cada vez mais forte dentro do agronegócio e contribuir para que o Brasil alcance a meta de participar com 10% do mercado mundial de alimentos”.

“É claro que a gente não vai somente produzir mais soja, mais milho. Nós temos que nos preocupar com a cadeias que têm algo a apresentar dentro da nossa estratégia. Vocês fazem parte dessa estratégia criada no Ministério da Agricultura para que a gente avance cada vez mais”, afirmou.

O ministro disse que a relação dos produtores com o ministério deve ser de confiança e parceria. E destacou a necessidade de adequação dos produtos às exigências e normas dos compradores internacionais.

Comentou sobre a integração do Mapa que permite conhecer melhor os processos que envolvem, por exemplo, a autorização para importação de geleia real, demandada pelos produtores locais para suprir suas necessidades. Estão abertos mercados de vários países para esse tipo de operação, como os da Argentina e Uruguai, observou.

O ministro sugeriu durante o encontro que denunciem quando ingressarem na região produtos que não são regulados e que ingressam de forma ilegal no país, como é o caso de pesticidas que têm prejudicado as abelhas da região.

”É um problema com o qual nós estamos atentos, combatemos com nossos fiscais, vamos nas propriedades, temos a responsabilidade de fazer isso. Agora, se vocês souberem quem usa esses produtos, gostaria de informar que temos no ministério um canal de denúncia, que não precisa se identificar. Ao chegarem (as denúncias) são tomadas as providências. Isso nos ajuda a combater esse tipo de problema”.

Durante a manhã, no município de Telêmaco Borba, o ministro visitou viveiros de mudas e área de floresta plantada na Fazenda Monte Alegre.

Mel

Mel e produtos da apicultura poderão ter fiscalização específica

Mel, cera, própolis, geleia real e demais produtos da apicultura não seguirão mais as mesmas regras de inspeção de produtos de origem animal, previstas na Lei 1.283/1950, mas a normas específicas, definidas em regulamento.

É o que determina o PLC 36/2017, aprovado nesta terça-feira (29) pela Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA).

Segundo o texto, quando se tratar de estabelecimentos de pequeno porte, as ações de inspeção e fiscalização deverão ter natureza “prioritariamente orientadora”.

“Quanto ao mérito, concordamos com o autor do projeto, que argumenta que não faz sentido que se apliquem ao mel e a outros produtos apícolas as mesmas regras aplicáveis a grandes abatedouros de animais, frigoríficos, granjas e indústrias de laticínios, por exemplo”, disse a relatora na CRA, senadora Regina Sousa (PT-PI).

Reclassificação

Atendendo a uma preocupação dos produtores de mel, Regina Sousa apresentou emenda para retirar o trecho do projeto que reclassifica o mel de produto de origem animal para de origem mista. O temor da Associação Brasileira dos Exportadores de Mel (Abemel), manifestado em audiência no Senado, é de que a mudança de definição afete as exportações, tendo em vista que muitos países não reconhecem essa classificação estabelecida no projeto original.

“A conceituação do mel como produto misto ficaria em desarmonia com o Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade do Mel aprovado pelo Ministério da Agricultura, que define o mel como o produto alimentício produzido pelas abelhas melíferas. Além disso, a literatura relacionada ao assunto é enfática ao estabelecer que, ainda quando produzido a partir do néctar das flores, o mel é, de fato, elaborado pelas abelhas”, apontou Regina Sousa.

A alteração da definição, conforme a relatora, também poderia facilitar a falsificação do produto natural, de origem animal, por meio da adição de produtos de origem vegetal, como o melaço da cana-de-açúcar.

Segundo a Associação Brasileira dos Exportadores de Mel, o Brasil tem cerca de 350 mil apicultores, dos quais 90% praticam a agricultura familiar, com renda média anual ao redor de R$ 6 mil.

O projeto  segue para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

Estados Unidos são o principal destino do mel brasileiro

Dados do Agrostat, do Ministério o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e Secretaria de Comércio Exterior (Secex), de janeiro a agosto de 2017, o Brasil exportou 19 mil toneladas de mel. A receita cambial foi de US$ 87,325 milhões, um número 13,47% maior em volume e 47,48% maior em receita cambial na comparação com o ano passado.

Em 2016, o Brasil exportou 24.203 toneladas de mel, gerando receita cambial de US$ 92,030 milhões, tendo recebido um preço médio de US$ 3,80/Kg, 3,26%, a mais que o valor médio do ano de 2015 (US$ 3,68/Kg).

Em 2017, o preço médio nacional do mel atingiu US$ 4,59/Kg, valor 30,03% maior do que a média do ano de 2016 (US$ 3,53/Kg). O resultado se deve à qualidade do mel brasileiro e a escassez do produto no mercado internacional, segundo boletim do Departamento de Economia Rural (Deral).

Neste ano, os principais estados exportadores (volume), foram: São Paulo (US$ 25,144 milhões, 5.422 toneladas e US$ 4,64/kg); Piauí (US$ 15,375 milhões, volume: 3.359 toneladas, US$ 4,58kg); Paraná (US$ 15,169 milhões, 3.342 toneladas e US$ 4,54/kg; Santa Catarina (US$ 11,335 milhões, 2.466 toneladas e US$ 4,60/kg); e Rio Grande do Sul (US$ 7,811 milhões, 1.718 toneladas e US$ 4,55/kg).

Em 2016, o principal destino do mel brasileiro (81,52% de todo volume exportado no ano), foi os Estados Unidos, com volume de 19.729 toneladas e receita cambial de US$ 75,527 milhões. O Canadá foi o segundo (volume: 1.570 toneladas e valor: US$ 8,837 milhões).

Neste ano de 2017, os resultados se repetiram. Os Estados Unidos continuam sendo o principal destino do mel nacional (90%): US$ 78,477 milhões, 17.126 toneladas e US$ 4,58/kg.

 

Paraná perde título de maior produtor de mel para o Rio Grande do Sul

O Paraná não é mais o principal produtor de mel do país. Segundo dados da Pesquisa Pecuária Municipal (PPM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção paranaense de mel foi de 5.993 toneladas em 2016. Com 6.284 toneladas no mesmo período, o Rio Grande do Sul recuperou sua posição tradicional de maior produtor após uma queda em 2015.

A produção nacional de mel em 2016 foi de 39.589 toneladas, 4,7% maior que a produção total de 2015 (38.816 toneladas).

Os demais principais estados produtores de mel, são: Minas Gerais em terceiro, com 4.907 toneladas; Santa Catarina em quarto lugar, com 4.868 toneladas; São Paulo em quinto, com 3.643 toneladas; Bahia em sexto, com 3.579 toneladas e Piauí em sétimo, com 3.049 toneladas.

Em relação às grandes regiões geográficas, as maiores participações são: Sul com 17.145 toneladas, ou 43,31% de participação na produção nacional; Nordeste, com 10.391 toneladas ou 26,25% de participação; Sudeste, com 9.448 toneladas, ou 23,87%; Centro-Oeste, com 1.700 toneladas, ou 4,29%; e Norte, com 905 toneladas, ou 2,29%.

No Paraná, a principal região produtora é a Centro Oriental (1.592 t = 26,56%), seguida pelo Sudeste (1.088 = 18,15%); Centro Sul (721 t = 12,03%); Oeste (706 t = 11,78%); Norte Pioneiro (506 t = 8,44%); Região Metropolitana de Curitiba (470 t = 7,84%); Noroeste (295 t = 4,92%); Norte Central (173 t = 2,89%) e Centro Ocidental (143 t = 2,39%).

No Brasil, para a produção de mel, é criada a abelha do gênero Apis e espécie Apis mellifera.

Mel

Cinco alimentos para combater as alergias comuns na primavera

SMCS

Com a chegada da primavera, os dias parecem ficar mais alegres e, é claro, mais longos. Mas, durante a estação das flores, também ocorre uma maior concentração de pólen, o que faz com que os sintomas de alergias se evidenciem com maior frequência.

Alimentos saudáveis, como pimenta vermelha, mel, cebola, chá capim limão e alho, ingeridos regularmente e na quantidade certa, reforçam o sistema imunológico e ajudam a combater este mal, salienta Tayana Fernandes Cecon, nutricionista da Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento (Smab).

“São alimentos que, normalmente, temos em casa e que ajudam a combater as alergias”, diz a nutricionista. Todos esses produtos podem ser encontrados nas feiras, nos mercados e nos sacolões da Prefeitura que vendem alimentos saudáveis e fresquinhos, monitorados pelo setor de controle de qualidade da Smab.

Tayana lembra ainda que espirros, nariz a pingar, tosse, comichão e falta de ar são as manifestações mais frequentes das pessoas que sofrem com as alergias da primavera.


Cinco alimentos para o combate de alergias:

Pimenta vermelha

As pimentas vermelhas possuem ação expectorante, o que auxilia na eliminação do excesso de muco das vias respiratórias. Além disso, o alimento é rico em capsaicina, um fitoquímico que ajuda a fortalecer o sistema imunológico, reduzindo os espirros, olhos lacrimejantes, espirros e congestão.

A capsaicina é encontrada na pimenta malagueta, cayenna, jalapeño, dedo-de-moça, sendo que a quantidade de capsaicina varia em cada espécie. A recomendação é o consumo de até seis unidades da pimenta dedo-de-moça ou três unidades de pimenta jalapeño ou até meia pimenta malagueta por dia.


Alho

Além de ser um ótimo alimento para a hipertensão arterial, o alho ajuda a combater a rinite alérgica. Como? Graças à alicina, uma molécula que produz o seu aroma forte e é a responsável pelos seus benefícios medicinais.

A melhor forma de consumi-lo é cru. O ideal é picar o alho e deixá-lo exposto ao ar por aproximadamente cinco minutos, após este período pode ser adicionado a alguma preparação já pronta.


Cebola

A cebola é rica em quercetina, composto bioativo (flavonóide) que evita que as células imunológicas liberem histamínicos, substâncias que causam reações alérgicas. Por esse motivo, a quercetina pode ajudar a reduzir sintomas como secreção nasal, olhos lacrimejantes, urticária e inchaço da face e lábios.

A melhor forma de consumi-la é crua, porém, desde que não passe por um longo processo de cozimento, ela ainda mantém as propriedades.


Chá Capim Limão

É muito bom para combater a rinite alérgica, já que o chá de capim limão é um antioxidante e anti-histamínico, além de também atuar como um agente anti-inflamatório muito eficaz. Assim, este chá deve ajudar a reduzir a quantidade de muco. Pode ser consumido quente ou frio.


Mel

As pessoas que são alérgicas ao pólen devem ingerir uma colher (de sopa) de mel por dia para aumentar a imunidade. São vitaminas, nutrientes e minerais que não acabam mais. O mel é um alimento completo para qualquer dieta e pode ser acrescentado em diversas preparações, porém não deve ser aquecido a mais de 40°C.

Uma curiosidade: o mel tem partículas de pólen, devido à polinização, e ao consumi-lo faz com que o corpo se habitue e pare de encará-lo como uma ameaça. Desta forma, irá ter menos reações alérgicas. Pessoas com diabetes devem procurar orientação médica antes de consumir este alimento.