Copel tem crescimento de 1,4% no mercado fio no 2º trimestre

A venda de energia no mercado fio da Copel teve aumento de 1,4% no segundo trimestre, na comparação com o mesmo período de 2018. Já em junho, a empresa teve crescimento de 1,7% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

O mercado fio é composto pelo mercado cativo, pelo suprimento a concessionárias e permissionárias no Paraná e pelos consumidores livres na área de concessão da empresa.

A alta ocorreu principalmente em função do crescimento de 9,6% no consumo do mercado livre, resultado do avanço da produção industrial do Estado. Somente em maio a produção industrial do Paraná teve uma alta de 27,8%.

Segundo o presidente da Copel, Daniel Slaviero, o total de energia vendida pela empresa, composto pelas vendas da Copel Distribuição, Copel Geração e Transmissão, dos Complexos Eólicos e da Copel Comercialização em todos os mercados, atingiu 11.995 GWh no segundo trimestre de 2019, representando um crescimento de 10,3%.

Mercado reduz projeção de crescimento da economia pela 14ª vez

A estimativa do mercado financeiro para o crescimento da economia caiu pela 14ª vez seguida. É o que mostra o boletim Focus, do Banco Central (BC), divulgado hoje (3) em Brasília.

A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – desta vez foi reduzida de 1,23% para 1,13%.

Para 2020, a projeção foi mantida em 2,50%, assim como para 2021 e 2022.

Inflação

A estimativa de inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), caiu de 4,07% para 4,03% este ano, foi mantida em 4% para 2020, e em 3,75% para 2021 e 2022.

A meta de inflação de 2019, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 4,25% com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%.

A estimativa para 2020 está no centro da meta: 4%. Essa meta tem intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Para 2021, o centro da meta é 3,75%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. O CMN ainda não definiu a meta de inflação para 2022.

Taxa básica de juros

Para controlar a inflação, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic. Para o mercado financeiro, a Selic deve permanecer no seu mínimo histórico de 6,50% ao ano até o fim de 2019.

Para o fim de 2020, a projeção permanece em 7,25% ao ano. Para o fim de 2021, a previsão foi mantida em 8% ao ano e para o final de 2022, segue em 7,50% ao ano.

A Selic, que serve de referência para os demais juros da economia, é a taxa média cobrada nas negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, registradas diariamente no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic).

A manutenção da Selic este ano, como prevê o mercado financeiro, indica que o Copom considera as alterações anteriores nos juros básicos suficientes para chegar à meta de inflação.

Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo.

Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de ficar acima da meta de inflação.

Quando o Copom aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Dólar

A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar permanece em R$ 3,80 no fim de 2019 e de 2020.

Mercado reduz projeção para expansão da economia pela 9ª vez seguida

Instituições financeiras reduziram pela nova vez seguida a projeção para o crescimento da economia brasileira este ano. A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – agora caiu de 1,71% para 1,70% este ano. Há quatro semanas, a estimativa estava em 1,98%.

Para 2020, a projeção foi mantida em 2,50%, após cinco reduções consecutivas. As estimativas de crescimento do PIB para 2021 e 2022 permanecem em 2,50%.

Os números constam do boletim Focus, publicação semanal elaborada com base em estudos de instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos. O boletim é divulgado às segundas-feiras, pelo Banco Central (BC),em Brasília.

Inflação

A estimativa de inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi mantida em 4,01% este ano. Para 2020, a previsão segue em 4%. Para 2021 e 2022, também não houve alteração: 3,75%.

A meta de inflação deste ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é 4,25% com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%.

A estimativa para 2020 está no centro da meta: 4%. Essa meta tem intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Para 2021, o centro da meta é 3,75%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. O CMN ainda não definiu a meta de inflação para 2022.

Taxa Selic

Para controlar a inflação, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic. Para o mercado financeiro, a Selic deve permanecer no seu mínimo histórico de 6,5% ao ano até o fim de 2019.

Para o fim de 2020, a projeção segue em 7,50% ao ano. Para o fim de 2020 e 2021, a expectativa permanece em 8% ao ano.

A Selic, que serve de referência para os demais juros da economia, é a taxa média cobrada nas negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, registradas diariamente no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic).

A manutenção da Selic este ano, como prevê o mercado financeiro, indica que o Copom considera as alterações anteriores nos juros básicos suficientes para chegar à meta de inflação.

Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo.

Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de ficar acima da meta de inflação.

Quando o Copom aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Dólar

A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar segue R$ 3,75 no fim de 2019 e foi ajustada de R$ 3,80 para R$ 3,79 no fim de 2020.

Mercado reduz projeção de crescimento da economia pela 6ª vez

Instituições financeiras voltaram a reduzir a projeção para o crescimento da economia neste ano e em 2020.

A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – caiu de 1,98% para 1,97% este ano. Foi a sexta redução consecutiva.

Para 2020, o cálculo para o crescimento do PIB recuou de 2,75% para 2,70% na terceira redução consecutiva. As projeções de crescimento do PIB para 2021 e 2022 permanecem em 2,50%.

Os números constam do boletim Focus, publicação semanal elaborada com base em estimativas de instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos. O boletim é divulgado às segundas-feiras, pelo Banco Central (BC), em Brasília.

Inflação

A estimativa da inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi ajustada de 3,89% para 3,90% este ano. Para 2020, a previsão para o IPCA segue em 4%. Para 2021 e 2022, também não houve alteração: 3,75%.

A meta de inflação deste ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. A estimativa para 2020 está no centro da meta: 4%. Essa meta tem intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Para 2021, o centro da meta é 3,75%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. O CMN ainda não definiu a meta de inflação para 2022.

Taxa Selic

Para controlar a inflação, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic. Para o mercado financeiro, a Selic deve permanecer no seu mínimo histórico de 6,5% ao ano, até o fim de 2019.

Para o fim de 2020, a projeção segue em 7,50% ao ano. Para o fim de 2020 e 2021, a expectativa permanece em 8% ao ano.

A Selic, que serve de referência para os demais juros da economia, é a taxa média cobrada nas negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, registradas diariamente no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic).

A manutenção da Selic, como prevê o mercado financeiro, indica que o Copom considera as alterações anteriores nos juros básicos suficientes para chegar à meta de inflação.

Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo.

Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de ficar acima da meta de inflação.

Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Dólar

A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar permanece em R$ 3,70 no fim do ano e em R$ 3,75 no fim de 2020.

Mercado reduz projeção de crescimento da economia de 2,28% para 2,01%

O mercado financeiro reduziu a projeção de crescimento da economia em 2019. A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – soma de todos os bens e serviços produzidos no país – caiu de 2,28% para 2,01% neste ano. Foi a terceira redução consecutiva.

Para 2020, a estimativa de crescimento do PIB permaneceu em 2,80%. Em 2021 e 2022, a expectativa segue em 2,50% de crescimento do PIB.

As projeções estão no boletim Focus, publicação semanal elaborada com base em estimativas de instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos. Ela é divulgada às segundas-feiras,  pelo Banco Central.

Inflação

A estimativa para a inflação este ano subiu pela segunda vez seguida. A previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 3,87% para 3,89%.

Em relação a 2020, a previsão para o IPCA permanece em 4%. Para 2021 e 2022, também não houve alteração na projeção: 3,75%.
A meta de inflação deste ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. A estimativa para 2020 está no centro da meta (4%).

Essa meta tem intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Para 2021, o centro da meta é 3,75%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. O CMN ainda não definiu a meta de inflação para 2022.

Taxa Selic

Para controlar a inflação e alcançar a meta, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic. Para o mercado financeiro, a Selic deve permanecer no seu mínimo histórico de 6,5% ao ano, até o fim de 2019.

Amanhã (19) e quarta-feira (20), será realizada a segunda reunião deste ano do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, responsável por definir a Selic. O Copom reúne-se a cada 45 dias.

Para o fim de 2020, a projeção para a taxa caiu de 8% ao ano para 7,75% ao ano. Para o final de 2020 e 2021, a expectativa permanece em 8% ao ano.

A Selic, que serve de referência para os demais juros da economia, é a taxa média cobrada nas negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, registradas diariamente no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic).
A manutenção da Selic, como prevê o mercado financeiro, indica que o Copom considera as alterações anteriores nos juros básicos suficientes para chegar à meta de inflação.

Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo.

Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de ficar acima da meta de inflação.

Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Dólar

A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar permanece em R$ 3,70 no fim deste ano e em R$ 3,75, no fim de 2020.

Pablo é anunciado pelo São Paulo; veja o mercado do Athletico

O atacante Pablo foi anunciado como nova contratação do São Paulo nesta quarta-feira (19). Depois de uma semana após o título da Sul-Americana pelo Athletico, o jogador de 26 anos concretizou seu acerto com a equipe paulista até o final de 2022. O Furacão vai receber R$ 26,6 milhões, equivalente a 6 milhões de euros, e ainda poderá receber mais R$ 1 milhão, dependendo do rendimento do atleta no clube paulista. De quebra, o Rubro-Negro ainda fica com 30% dos direitos econômicos do jogador.

“Fico arrepiado só de pensar que vou jogar no São Paulo. Iniciamos as conversas já faz algum tempo, o São Paulo sempre foi minha primeira opção pelo projeto que me foi apresentado, pela história do clube. É uma alegria enorme, pela história, por tudo o que o clube representa”, disse.

Com 18 gols em 51 jogos, Pablo foi importante no ano atleticano. Ele foi o grande destaque mesmo na fase ruim do time atleticano na temporada, quando o Athletico amargava a zona de rebaixamento com o técnico Fernando Diniz. Depois do melhor ano de sua carreira, o atacante vai tentar se firmar como grande goleador no país.

Venda histórica

A transação ainda se tornou a segunda mais cara da história entre clubes do futebol brasileiro – curiosamente, o São Paulo está envolvido em quatro do top 5. A primeira transferência mais cara no Brasil foi a do atacante Leandro Damião, quando o Santos pagou R$ 41,6 milhões ao Internacional. Já o meia Paulo Henrique Ganso aparece em terceiro lugar, quando o São Paulo desembolsou R$ 23,9 milhões ao Santos. O atacante argentino Lucas Pratto, vendido pelo Atlético-MG por R$ 20,7 milhões, e o meia Ricardinho, já aposentado, que fez o Corinthians lucrar R$ 20,1 milhões em 2002, também foram ao Tricolor paulista.

Para 2019, o São Paulo já tinha acertado as contratações dos laterais Igor Vinicius e Léo Pelé.

Mercado do Furacão

No Athletico, o zagueiro Robson Bambu e o meia Léo Cittadini foram contratados, enquanto o lateral esquerdo Márcio Azevedo e o volante Lucho González renovaram seus contratados. Já o volante Camacho, que tem contrato com o Corinthians, ainda negocia sua permanência em Curitiba.

Além de Pablo, outros jogadores já acertaram sua saída do Furacão: o goleiro Felipe Alves foi anunciado pelo Fortaleza, o meia Guilherme retorna de empréstimo ao Corinthians e o atacante Marcinho, que também estava emprestado ao time rubro-negro, volta ao São Paulo.

Indústria automobilística tem melhor outubro em vendas em quatro anos

As vendas de veículos novos ao mercado interno aumentaram 25,6 %, em outubro, sobre o mesmo mês do ano passado, e superaram em 19,4% a comercialização de setembro último, acumulando no ano alta de 15,3% com um total 2,1 milhões de unidades. Esse foi o melhor resultado para um mês de outubro desde 2014 e o melhor desempenho mensal desde dezembro daquele mesmo ano.

Tomando por base o desempenho, até o momento, o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Antonio Megale, acredita que o setor vai superar a previsão de crescimento de 13,7% no fechamento do ano. Para 2019, ele prevê bons negócios, com a possibilidade de uma elevação na casa de dois dígitos. Os números dessa projeção, no entanto, só serão divulgados no começo do próximo ano.

EXPORTAÇÕES
Já as exportações, prejudicadas, principalmente, pela crise econômica da Argentina, recuaram em número de unidades na ordem de 1,8% em outubro sobre o mês anterior; -37,3%, na comparação com igual mês do ano passado; e foram 10,9% inferior nos dez primeiros meses do ano em relação ao mesmo de 2017. Em valores, houve queda de 2,3% no acumulado do ano, com um total de US$ 12,8 bilhões.

De acordo com o presidente da Anfavea, as montadoras têm buscado compensar a desaceleração de demanda do país vizinho do Mercosul por meio de acordos bilaterais com o Chile e a Colômbia. Ele, no entanto, disse que isso não é suficiente para substituir a parceria com Argentina. A expectativa dele é que, ao assumir a condução do Brasil, a equipe econômica do presidente eleito, Jair Bolsonaro, enxergue a importância de se manter os acordos que foram feitos com a Argentina.

Megale comentou que, abrir novos mercados, é muito importante para a evolução positiva da indústria automobilística, mas que não se deve desprezar a relevância do país vizinho. “Tenho a convicção de que essa importância será valorizada no próximo governo”.

NOVO GOVERNO
O dirigente também manifestou otimismo quanto às relações do setor com o novo governo e que, na primeira oportunidade, a indústria pretende explicar à nova equipe o programa Rota 2030, que prevê investimentos altos em pesquisa e desenvolvimento para que o Brasil fique em pé de igualdade na competição global.

O executivo também defendeu a manutenção do programa do biocombustível, destacando que o país é um dos poucos com capacidade instalada e conhecimento científico no programa do etanol, o “maior em termos de energia renovável e com grande contribuição na política de se reduzir os gases de efeito estufa”.

PRODUÇÃO
Como reflexo do aquecimento interno, a produção de veículos cresceu 17,8% com um total de 263.262 unidades. Esse volume foi 5,2% superior a outubro do ano passado e, no acumulado de janeiro a outubro, aumentou 9,9%. Apesar disso, houve uma pequena queda de 0,8% no saldo entre demissões e novas contratações entre setembro e outubro.

Na visão de Megale, “foi apenas um ajuste pontual”, pois o setor está otimista quanto à retomada do crescimento e da necessidade de contratar mais mão de obra. Ele observou que, no acumulado do ano, foram criados 2,4% mais postos de trabalho, elevando a base de trabalhadores da indústria automobilística para 131.374 pessoas.

Vendas de grãos devem ser agressivas em 2018, prevê analista

As vendas de grãos devem ser agressivas em 2018, prevê o analista Bryan Doherty, da consultoria Stewart-Peterson, radicada em Wisconsin. Ao que tudo indica, na leitura do especialistas, os produtores vão aproveitar as altas acumuladas na soja e no milho neste ano para comercializar suas produções.

A recente recuperação de 15 cents nos futuros de milho, 30 cents na soja e 20 cents de trigo em Chicago, demonstraram duas importantes possibilidades.

Se de um lado isso pode significar que os preços alcançaram um pico, em linha com a mentalidade baixista dos últimos anos. De outro, a oferta está menos “onerosa” tanto em milho quanto em soja, o que sugere um aumento da volatilidade dos preços com forte tendência de alta.

Segundo Doherty, os preços das commodities estão em recuperação desde o piso alcançado no início de 2016. “Os problemas de preço na maioria dos mercados tem se provado uma oportunidade para maioria dos compradores. O dinheiro especulativo no milho superou em números transacionados tanto 2015 quanto 2016”, disse o analista em sua coluna no site da revista Successful Farming.

Na visão de Doherty, o que os preços baixos das commodities têm feito é aumentar a demanda, especialmente no caso do milho, e isso deve se repetir. “Em 2018, esperávamos que o milho consumiria mais milho do que se produziria. Ralis nos últimos dois anos ocorreram, ainda que de curta duração. Os produtores estão prontos para vender agressivamente neste ano”, constatou o analista de Wisconsin.

A sugestão de Brian Doherty para o produtor é que neste ano os produtores não tenham dúvida em vender quando haja um rali de preços. “Os compradores vão querem comprar grão quando esteja barato. A definição de barato é quando esteja próximo do custo de produção. A grande lição para os produtores é que os ralis sempre terminam muito rápido”, sugeriu o analista americano.

Mercado internacional na mira do leite sulista

Nos últimos anos, os números da pecuária leiteira na região Sul estão desajustados. A cada temporada, os três Estados (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) elevam a produção de leite, reflexo direto da tecnologia, sanidade, organização e qualificação empregadas dentro e fora da porteira. O ponto de desequilíbrio está no consumo, que não acompanha os ‘passos largos’ do campo.
Desta forma, a lei da oferta e da procura, que tanto determina os preços praticados pelo mercado, tem pesado para a falta de estabilidade da remuneração aos produtores.

A situação contrastante entre produção e consumo é facilmente comprovada pelos números oficiais. Em 2016, dado mais atual disponível da Pesquisa Pecuária Municipal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), juntos, os três Estados do Sul produziram 12,4 bilhões de litros de leite. A quantidade manteve a região Sul como a maior produtora nacional, à frente do Sudeste, com 11,5 bilhões de litros. Atualmente, 38% do leite brasileiro são produzidos no Sul do país, apesar da região representar menos de 7% do território nacional. A expectativa é, que em função do potencial regional, esse volume atinja 50% até 2023.

Na outra ponta da cadeia, principalmente em função da crise econômica, houve queda no consumo nacional do produto e de vários derivados. As vendas de queijo e iogurte, por exemplo, atingiram os menores níveis desde a temporada 2007/08. Na média, o brasileiro consume 174 litros de lácteos por ano, sendo que o ‘guia alimentar para a população brasileira’ do Ministério da Saúde recomenda, somando leite e derivados, 200 litros por ano. Diante deste desequilíbrio, produtores, entidades e indústrias da região Sul buscam o mercado internacional como saída para a estabilidade do setor e, consequentemente, melhora da remuneração em todos os elos da cadeia produtiva, inclusive dentro da porteira. Os três Estados contabilizam 172 mil produtores de leite.

“Temos que perseguir a sustentabilidade da cadeia produtiva. E isso passa pela participação no mercado internacional. Com o aumento da produção, inserção no exterior não é uma escolha, mas uma necessidade”, destaca Ronei Volpi, pecuarista, consultor da FAEP e coordenador geral da Aliança Láctea Sul Brasileira (ALSB), fórum que fomenta o desenvolvimento produtivo, industrial e comercial do setor nos três Estados do Sul. “A oferta cresce acima do ritmo da população brasileira. Mesmo projetando alta no consumo nos próximos anos com a melhora financeira das pessoas, fica abaixo [do necessário]. O Brasil precisa se transformar em exportador”, reforça Airton Spies, secretário de Agricultura e Pesca de Santa Catarina.

Quantidade não é problema. No ranking mundial, o Brasil aparece como o quarto maior produtor de leite. Ou seja, o país precisa articular uma estratégia para alcançar os principais mercados consumidores, principalmente na Ásia, aponta Tatiana Palermo, ex-secretária de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) nos anos de 2015 e 2016.

Como produtor, o Brasil tem possibilidade de exportar. Mas [a exportação] é uma atividade complexa, que requer sanidade, logística, estudo de mercado, composição de preços competitivos, gama de produtos, entre outras variáveis”, diz Tatiana. “O produto exportado passa por rígidos padrões de qualidade e exigências sanitárias do mercado comprador. Além das questões de tendência de consumo”, complementa.

Leia mais sobre as estratégias dos Estados da região Sul para conquistar o mercado internacional e uma estabilidade para a pecuária leiteira aqui.

Nova medida exige mais combustível verde na bomba

Desde o dia 1º de março, a mistura obrigatória de biodiesel no diesel de petróleo passou de 8% (B8) para 10% (B10). A medida foi aprovada no final de 2017 pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), órgão presidido pelo Ministério de Minas e Energia, que antecipou em um ano o percentual determinado pela Lei nº 13.263/16.

A medida deverá ter impactos no mercado de óleo de soja, uma vez que a oleaginosa responde por cerca de 80% da matéria-prima utilizada na composição do combustível verde, seguida pelo sebo bovino, outros óleos vegetais (palma, algodão etc.) e até óleo de fritura reutilizado. A expectativa da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) é que a demanda por biodiesel aumente 1,3 bilhão de litros, saltando dos 4,3 bilhões de litros consumidos em 2017, para mais de 5,6 bilhões de litros. Segundo a entidade, o consumo de óleo de soja utilizado na fabricação de biodiesel passará de 2,9 milhões de toneladas para 3,7 milhões de toneladas. Da mesma forma, a demanda pelo grão da oleaginosa para esmagamento aumentará de 14,5 milhões de toneladas para 18,5 milhões de ton.

De acordo com o diretor superintendente da Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio), Júlio Minelli, o aumento na demanda de biodiesel deve impactar a valorização da soja. “Não acreditamos num impacto direto no preço dessa commodity, mas na possibilidade de dar oportunidade de ter mais industrialização do grão e assim colaborar com a a reversão da tendência de exportar grão sem processá-lo”, observa. “Ao deixar de industrializar a soja, deixamos de agregar valor”, completa.

Leia mais sobre o tema aqui.