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Um terço dos brasileiros afirma ter grande confiança em Moro, diz Datafolha

O ministro da Justiça, Sergio Moro, é a personalidade pública em que os brasileiros mais confiam entre 12 figuras do cenário político avaliadas em levantamento do Datafolha. A pesquisa testou nomes como o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O Datafolha pediu que os entrevistados dissessem, em uma escala de 0 a 10, qual o nível de confiança que tinham em cada um dos integrantes da lista. As notas até 5 são consideradas baixo índice de confiança, de 6 a 8, médio, e 9 e 10, alto. O índice leva em conta as notas atribuídas por aqueles que dizem conhecer a personalidade em questão.

Um terço (33%) disse ter alta confiança em Moro, 23%, média confiança, e 42%, baixa confiança.

O Datafolha ouviu 2.948 pessoas em 176 municípios de todas as regiões do país nos dias 5 e 6 de dezembro.

A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o índice de confiança é de 95%.

Na lista dos mais confiáveis, Lula vem em seguida, com 30% de confiança alta (16% média e 53% baixa). Apesar de empatar dentro da margem de erro com o ex-juiz no quesito alta confiança, o petista aparece em segundo por ter índices piores de média e baixa confiabilidade.

Em seguida, estão empatados na margem de erro Bolsonaro, com 22% (22% média e 55% baixa), e Luciano Huck, com 21% (22% média e 55% baixa). O apresentador de TV é considerado um possível candidato à Presidência em 2022.

O levantamento mostra ainda que a credibilidade de Lula, que estava em queda, voltou a subir. Os 20% de alta confiabilidade em fevereiro de 2016 se transformaram em 30% agora.

No fim de 2009, no seu segundo mandato na Presidência da República, eram 52%.

Já Moro viu seu índice de alta confiança mais que dobrar: eram 14% em fevereiro de 2016, agora são 33%. Ele é o ministro mais popular e bem avaliado do governo, aprovado por metade da população.

O ex-juiz federal é o responsável pelo julgamento de Lula em primeira instância no caso do tríplex de Guarujá.

Condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, o petista foi preso em abril de 2018. A pena depois foi fixada pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) em 8 anos e 9 meses de cadeia.

O petista foi solto em novembro do ano passado, após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que concede aos condenados que não apresentam risco à sociedade o direito de aguardar em liberdade o julgamento de todos os recursos judiciais. Para 54% dos brasileiros, a soltura foi justa.

Lula e Huck têm mais apoio em segmentos similares, como moradores da região Nordeste e pessoas que cursaram apenas o ensino fundamental.

Já Moro e Bolsonaro são mais populares entre os evangélicos e entre os de renda superior a 10 salários mínimos.

Outros dois possíveis presidenciáveis, Ciro Gomes (PDT) e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), têm 11% e 7% de índice alto de confiança, respectivamente.

Doria se sai melhor entre a população com mais de 60 anos e entre quem aprova o governo Bolsonaro. Segundo o Datafolha, 30% avaliam bem a gestão federal.

Já Ciro, que foi governador do Ceará, tem seu ponto máximo de credibilidade (19%) no Nordeste, região em que Bolsonaro tem pior índice de avaliação: 50% veem seu governo como ruim ou péssimo.

Presidente da Câmara dos Deputados e principal articulador para a aprovação da reforma da Previdência, Rodrigo Maia (DEM-RJ) é visto como altamente confiável por apenas 7% dos entrevistados.

Seu par no Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), amarga a lanterna da lista, com 3%.

O Datafolha também investigou a percepção sobre o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB), a ex-presidenciável Marina Silva (Rede) e a ex-candidata à Vice-Presidência Manuela D’Ávila (PC do B).

Desses, Mourão foi quem teve maior índice de alta confiança, com 12%. Logo atrás, empatado na margem de erro, vem FHC, com 10% (o mesmo percentual que obteve em pesquisas realizadas em 2016 e em 2009). Já Marina teve 9% e Manuela, 7%.

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Senado aprova versão desidratada de pacote anticrime de Moro

O plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (11), em votação simbólica, uma versão desidratada do pacote anticrime inicialmente proposto pelo ministro Sergio Moro (Justiça). O texto, que vai para sanção do presidente Jair Bolsonaro, excluiu algumas das principais bandeiras do ministro.

Parlamentares da ala lavajatista dizem que vão trabalhar para manter os vetos que Bolsonaro deve fazer e apresentarão, no ano que vem, um novo projeto para tentar recuperar pontos que foram derrubados. Houve acordo unânime para que não fossem feitas alterações agora para garantir a aprovação imediata.

Ficaram de fora algumas das principais bandeiras do ex-juiz, como o excludente de ilicitude, a prisão em segunda instância e o acordo de “plea bargain”, acordo penal em que o Ministério Público oferece ao réu uma pena mais branda do que a que ele poderia pegar caso fosse a julgamento.

Para minimizar a derrota, Moro preferiu pedir aos senadores que aprovassem o texto mais enxuto que veio da Câmara para garantir a aprovação de ao menos parte da medida neste ano.

“Conseguimos entregar à população um pacote que vai ao encontro dos anseios da sociedade”, disse a presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), Simone Tebet (MDB-MS), que conduziu as tratativas para garantir o acordo.

“Esta proposta originalmente apresentada pelo Executivo tinha como foco a redução de direitos e garantias penais e trazia como eixo o endurecimento da legislação penal, das condições de execução das penas, além da adoção de instrumentos estranhos à nossa legislação. Felizmente estes pontos foram retirados do pacote Moro”, disse o senador Humberto Costa (PE), líder do PT, partido que também participou do acordo.

O documento aprovado foi um substitutivo ao texto do relator original na Câmara, deputado Capitão Augusto (PL-SP), que incluía muitos pontos defendidos por Moro e também do projeto enviado pelo ministro Alexandre de Moraes em 2018.

Além de ter excluído pontos que estavam no pacote do ministro da Justiça, a proposta cria o juiz de garantias, responsável por instruir, mas não julgar o processo. Este é um dos pontos que aliados de Moro acreditam que será vetado por Bolsonaro.

Internamente no Ministério da Justiça já havia considerado uma derrota a aprovação do pacote nos termos em que aconteceu.

No entanto, agora, se fossem tentar fazer qualquer alteração, a situação poderia ser ainda pior, já que não se veria nada aprovado ainda neste ano.

A prisão em segunda instância é tratada em uma PEC (proposta de emenda à Constituição) que tramita na Câmara.

Um projeto de lei no Senado, com tramitação mais rápida, não será votado por decisão do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Entre os pontos retirados do projeto, está o excludente de ilicitude, considerada pelos críticos como uma licença para matar. Moro queria incluir a possibilidade de o juiz poder reduzir a pena até a metade ou deixar de aplicá-la se o excesso cometido pelo agente de segurança decorresse de escusável medo, surpresa ou violenta emoção.

Em relação ao plea bargain, o grupo de trabalho que trabalhou na Câmara rejeitou o texto de Moro e aprovou, com alterações, o acordo de não persecução penal proposto por Alexandre de Moraes, aplicado a infrações penais sem violência e com pena mínima inferior a quatro anos. Esta possibilidade, porém, não poderá ser oferecida a quem cometer violência doméstica, familiar ou contra a mulher.

Pelo texto, fica sendo tratada como caso de legítima defesa quando “o agente de segurança pública que repele agressão ou risco de agressão a vítima mantida refém durante a prática de crimes”.

A proposta aprovada endurece alguns pontos da legislação, como o aumento de 30 para 40 anos do tempo máximo de cumprimento de pena. O texto aprovado constava do projeto de Moraes, assim como o acordo de não persecução penal, que deve ser homologado por um juiz.

Moro conseguiu aprovar dispositivo que permite a venda de bens apreendidos por órgãos de segurança pública e o banco nacional de perfil balístico, que pode facilitar a identificação de armas usadas para cometer crimes no país.

O texto aprovado segue a proposta de Moraes, passando de 12 a 30 anos de prisão a pena para homicídio com uso de arma de fogo.

Além da figura do juiz de garantias, deputados incluíram pontos como mudanças nas regras de delação premiada.

Pelo texto aprovado nenhuma medida cautelar e recebimento de denúncia ou queixa-crime poderá ser decretada ou apresentada apenas com base na declaração do delator. Tanto o acordo como a delação têm que ser mantidos em sigilo até o recebimento da denúncia. Caso o acordo de delação não seja confirmado, o celebrante –polícia ou Ministério Público– não poderá utilizar as informações ou provas apresentadas.

MORO COMEMORA APROVAÇÃO

Mesmo com alguns pontos não sendo incluídos no texto final, Moro elogiou o trabalho dos senadores, em especial a rapidez com que o processo foi debatido e aprovado na casa.

Moro citou em especial os senadores Alcolumbre, Tebet e Marcos do Val (Cidadania-ES).

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Moro reage a Lula com aval de Bolsonaro e pede reação no Congresso

O ministro da Justiça, Sergio Moro, entrou no embate em defesa do governo Jair Bolsonaro (PSL), reagiu ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e se contrapôs ao STF (Supremo Tribunal Federal) ao sugerir pressão sobre o Congresso para a volta da prisão logo após condenação em segunda instância.

Moro virou peça fundamental na estratégia do Palácio do Planalto no enfrentamento às críticas de Lula.

Desde a decisão do Supremo pelo veto à prisão em segunda instância na quinta-feira (7), com a consequente soltura do petista na sexta (8), o tom dos ataques e contra-ataques tem subido. Essa escalada não deve parar.
Bolsonaro e seus ministros, por orientação do Planalto, não deveriam se manifestar sobre o julgamento que determinou o início do cumprimento da pena somente após esgotados todos os recursos –o chamado trânsito em julgado.

O presidente, a princípio, ainda ignoraria as declarações do petista. Lula ficou 580 dias na prisão por decisão de Moro, então juiz da Lava Jato que o condenou por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex de Guarujá (SP).

Em discursos, tanto em Curitiba como em São Bernardo do Campo (SP), seu reduto político, o petista direcionou sua artilharia a Bolsonaro, Moro e ao ministro da Economia, Paulo Guedes.
Com a repercussão das declarações de Lula, Bolsonaro tem reavaliado a forma de reagir. Inicialmente, as respostas ficariam a cargo de ministros, como o próprio Moro e o general Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), em um tom controlado, além de congressistas bolsonaristas, livres para responder ao petista.

O plano, porém, não obteve o resultado esperado. Agora, Bolsonaro vai ampliar a resposta e seus ministros também.

Moro então entra em cena com posicionamentos mais fortes e assumindo a posição de algoz de Lula e duro crítico da corrupção.
“A resposta aos avanços efêmeros de criminosos não pode ser a frustração, mas, sim, a reação, com a votação e aprovação no Congresso das PECs [propostas de emendas à Constituição] para permitir a execução em segunda instância e do pacote anticrime”, escreveu Moro neste domingo (10) em rede social.
A mensagem do ministro foi publicada com uma foto de um outdoor com apoio às suas iniciativas –de um lado aparece Moro e de outro, Bolsonaro. “Toledo e o Brasil apoiam o pacote anticrime do ministro Sergio Moro”, diz o cartaz.

Apesar do silêncio de Bolsonaro sobre a decisão do STF, Moro lamentou o “revés” do resultado do julgamento –que terminou em 6 a 5 contra a execução antecipada da pena–, ao dizer que “lutar pela Justiça e pela segurança pública não é tarefa fácil”.

O ministro da Justiça afirmou que a jurisprudência da corte deve ser respeitada, por isso virou seu foco para o Congresso.

No sábado (9), Lula havia chamado Moro de “canalha”. Ele dissera também que o procurador Deltan” Dallagnol montou uma “quadrilha” no comando da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba. Moro, em seguida, foi ao Twitter: “Aos que me pedem respostas a ofensas, esclareço: não respondo a criminosos, presos ou soltos. Algumas pessoas só merecem ser ignoradas”.

Essa atuação de Moro é de grande importância para o Planalto. Interlocutores do presidente avaliam que, além de ser mais popular do que Bolsonaro, como mostram pesquisas de opinião, Moro tem mais legitimidade para mobilizar protestos contra Lula e a alegada suspeição do ex-juiz nos casos envolvendo o petista.

A defesa do ex-presidente questiona a imparcialidade de Moro na condução da Lava Jato. O caso deve ser julgado neste mês na Segunda Turma do Supremo. Esse julgamento, que pode anular a condenação do tríplex, tornaria

Lula novamente elegível, o que representaria uma ameaça a Bolsonaro em 2022.

O entorno do presidente diz acreditar que a pressão popular pode convencer o ministro Celso de Mello, cuja posição ainda é uma incógnita, a não votar pela suspeição de Moro.

Para o Planalto, no entanto, os sinais emitidos recentemente pelo decano não são animadores. No final do mês passado, ele afirmou que o vídeo publicado por Bolsonaro em uma rede social, no qual compara o STF a uma hiena, evidencia que “o atrevimento presidencial parece não encontrar limites”.

Além de Moro, Heleno, por exemplo, tem saído em defesa do governo. Esses movimentos são a resposta, segundo interlocutores do presidente, a uma perda de espaço de Bolsonaro. No fim de semana, com o discurso inflamado, Lula ocupou espaço majoritário nos veículos de comunicação e conseguiu, segundo análises internas do Planalto, maior adesão que Bolsonaro em sua arena favorita: as redes sociais.

A defesa é que o presidente não pode abrir mão de capitanear a narrativa sobre seu próprio governo. O plano de ação é defendido principalmente por integrantes do núcleo ideológico, formado por seguidores do escritor Olavo de Carvalho. Ele, porém, tem ganhado apoio também no grupo moderado, formado por integrantes da cúpula militar, para os quais as críticas do petista “ameaçam a ordem social”.
No sábado, o Planalto começou a monitorar o risco de protestos pelo país. Bolsonaro recebeu no Palácio da Alvorada integrantes da cúpula das Forças Armadas para discutir o assunto.

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Sergio Moro pede à PGR para investigar denúncia feita contra Bolsonaro; TV Globo exibiu reportagem nesta terça (29)

O Ministro da Justiça, Sérgio Moro, a pedido do presidente Jair Bolsonaro, solicitou à PGR (Procuradoria Geral da República) para que fosse aberto um inquérito para investigar as declarações de um porteiro, do condomínio fechado no RJ, onde a família do presidente tem residências.

O porteiro teria citado o nome de Bolsonaro no caso da morte da vereadora Marielle Franco. Segundo os depoimentos prestados por ele, às autoridades policiais que investigam o caso, um dos suspeitos do assassinato da vereadora teria pedido autorização ao presidente Bolsonaro para entrar no condomínio, onde teria encontrado com outro suspeito do crime.

Moro encaminhou o documento à PGR, na manhã quarta-feira (30),  depois da divulgação da matéria no Jornal Nacional, na noite de terça-feira (29).

A reportagem da TV Globo conta que teve acesso ao livro de registro da  portaria do condomínio e que o livro aponta que Élcio de Queiroz, um dos suspeitos da morte de Marielle, esteve no condomínio e foi ao encontro de Ronie Lessa, tudo supostamente com a autorização do presidente Bolsonaro.

A reportagem mostrou ainda que neste mesmo dia, o presidente Jair Bolsonaro estava em Brasília cumprindo a agenda de deputado federal. O painel eletrônico da Câmara dos Deputados confirma a presença de Bolsonaro, no dia da visita de Queiroz  ao condomínio.

No documento assinado por Sérgio Moro e enviado à PGR, o ministro destaca que: “Oportuno lembrar que, na investigação do crime de assassinato em questão, foi constatado, anteriormente, espúria obstrução da Justiça, com a introdução de testemunha que fraudulentamente apontou falsos suspeitos para o crime. A tentativa de obstrução da Justiça só foi contornada com a atuação independente da Polícia Federal e que contribuiu para identificação dos reais suspeitos pela prática do crime em questão.  Esses atos configuram crime de obstrução à Justiça, falso testemunho e denunciação caluniosa do presidente, o que atrai competência da Justiça Federal e da Polícia Federal“, afirma Moro no documento.

Sergio Moro pede que PGR,  MPF e PF trabalhem juntos na investigação do caso que envolve o presidente.

PRESIDENTE RESPONDE MATÉRIA DO JN

Da Arábia Saudita, o presidente Jair Bolsonaro mostrou muita irritação em um ataque à Rede Globo e ao governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel.

O vídeo foi uma resposta à reportagem publicada no Jornal Nacional, da Globo. A matéria sugere que Bolsonaro autorizou a entrada de Elcio Queiroz, suspeito de matar a vereadora do PSOL, Marielle Franco, em seu condomínio, na Barra da Tijuca, no dia 14  março de 2018. A matéria foi baseada em um suposto testemunho de um porteiro.

Bolsonaro negou, dizendo que estava na Câmara Federal, em Brasília, onde consta sua presença no painel de parlamentares.

 

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Moro se recusa a comentar indiciamento de ministro do PSL e é aplaudido no PR

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, se recusou nesta sexta-feira (4) a comentar o indiciamento do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio (PSL). Moro participou de coletiva de imprensa em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba (PR).

“Essa coletiva é limitada ao tema do encontro, que é o ‘Em Frente, Brasil’ (projeto-piloto de combate à criminalidade). Vou pedir desculpas, mas não vou sair desse contexto”, disse Moro, que em seguida foi aplaudido por autoridades do governo do Paraná por não ter respondido.

Marcelo Álvaro foi indiciado pela Polícia Federal na manhã desta sexta-feira (4) no inquérito que apura suposto desvio de recursos em candidaturas do PSL em 2018, em Minas Gerais. Na época, o ministro era presidente do partido de Jair Bolsonaro.

Moro não responde se município do Espírito Santo será retirado de projeto

Na coletiva, Moro fez uma breve apresentação dos resultados do projeto “Em Frente, Brasil”, implantado no dia 30 de agosto em São José dos Pinhais e em outros quatro municípios brasileiros – Ananindeua (PA), Cariacica (ES), Goiânia (GO) e Paulista (PR). Houve, segundo ele, uma redução de 53% no índice de homicídios nessas localidades.

O ministro foi questionado sobre uma live feita pelo presidente da República nesta quinta-feira (3). Nela, Bolsonaro disse que pediria a Moro para remover Cariacica do projeto-piloto porque o prefeito do município, Geraldo Luzia Júnior, criou uma linha de telefone para a população denunciar o abuso de autoridade das forças policias da Força Nacional de Segurança.

Moro disse que as falas do presidente retrataram apenas uma insatisfação pessoal com a atitude do prefeito, que ao criar um meio para denunciar policias passou a imagem de que esses profissionais são intrusos e incomodam. “Acho que foi indelicado da parte dele (prefeito)”.

Moro não respondeu, no entanto, se realmente tirará a cidade do projeto.

Ministro pediu ajuda na divulgação do pacote anticrime

Pela manhã, Moro participou da reunião do Conselho Nacional dos Secretários de Estado da Justiça, da Cidadania, Direitos Humanos e Administração Penitenciária (Consej), no Palácio Iguaçu, sede do governo do Paraná.

No encontro, ele pediu apoio do governador do estado, Carlos Massa Ratinho Junior, e de secretários de estado na divulgação do seu pacote anticrime, que está no Congresso.

“Gostaria de pedir apoio aos senhores e senhoras para o projeto. Certamente vocês conhecem parlamentares, que normalmente são mais sensíveis a esses contatos feitos por meio de representantes dos estados. É preciso demonstrar a necessidade (do projeto) ”, disse.

Desde que foi enviado ao Congresso, em fevereiro deste ano, o pacote do ministro foi desidratado pelo grupo de trabalho que analisa as medidas. Para defender o projeto, o governo federal lançou na quinta-feira (3) uma campanha publicitária com outdoors e vídeos em prol das medidas. As propagandas custaram R$ 10 milhões aos cofres públicos.

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Moro é conhecido por 92,8% dos brasileiros; 52% acham que ele não deve ser candidato em 2022

Levantamento feito pelo Instituto Paraná Pesquisas sobre conhecimento e avaliação do ex-juiz federal e hoje ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, mostra que a grande maioria dos brasileiros já o conhece. Na pesquisa, que ouviu 2.286 pessoas em 174 municípios dos 26 estados mais o Distrito federal, 92,8% apontaram que conhecem Moro e apenas 7,2% disseram que não o conhecem. Sobre se ele deve se candidatar à Presidência da República em 2022, 52% responderam não, 39,6% disseram sim e 8,4% não souberam ou não responderam.

Foi perguntado também se a imagem do ex-juiz federal foi prejudicada a partir do momento em que assumiu o Ministério da Justiça e Segurança Pública no governo Jair Bolsonaro, 51,9% responderam que não e 39,8%, sim, enquanto 8,3% das pessoas ouvidas não souberam responder. Sobre sua permanência como ministro, 58,8% acham que não deve continuar, 34,3% disseram que sim e 7% não souberam. A pesquisa foi feita entre os dias 28 e 31 de agosto de 2019.

Confira os resultados da pesquisa feito pela Paraná Pesquisa:

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Após ameaça de Bolsonaro, Moro diz que diretor-geral da PF ‘permanece’ no cargo

O ministro Sergio Moro (Justiça) afirmou à GloboNews que o diretor-geral da Polícia Federal, Mauricio Valeixo, “permanece” no cargo e tem a sua “confiança”.

Questionado em seguida se há chance de Valeixo deixar o cargo, o ministro respondeu: “Veja, como eu tenho as várias funções aqui do Ministério da Justiça, as coisas eventualmente podem mudar, mas ele está no cargo, permanece no cargo, tem a minha confiança”.

Moro permanecia calado desde que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) mudou seu discurso e retirou a carta branca prometida a ele como ministro da Justiça.

A recente interferência na Polícia Federal é apontada internamente como a mais emblemática da falta de poder do ex-juiz no cargo atual, mas episódios com teor semelhante se acumularam ao longo de mais de oito meses do governo Bolsonaro.

A PF é subordinada a Moro, também enfraquecido em meio à divulgação de mensagens que mostram sua atuação em parceria com os procuradores em diferentes processos da Lava Jato e que colocaram em xeque sua atuação como juiz federal.

Moro ainda tem sofrido seguidas derrotas no Congresso, onde tramita o pacote de medidas anticrime encaminhado por ele no início do governo.

Na entrevista, o ministro ainda foi questionado pela GloboNews se permaneceria no cargo em caso da saída de Valeixo. “Não tenho essa questão.” E disse ainda: “Não, não sou o chefe da Polícia Federal de forma nenhuma. A única pessoa que eu indiquei foi o diretor da Polícia Federal.”

Quando confirmou o convite, em novembro de 2018, Bolsonaro disse em entrevistas que tinha combinado com Moro que ele teria “liberdade total” para o combate à corrupção e ao crime organizado.

Em uma das manifestações, o então presidente eleito citou a escolha do chefe da Polícia Federal como uma das atribuições do ministro da Justiça.

Os últimos dias foram de crise entre Bolsonaro, Moro e a PF, após o presidente atropelar a instituição e anunciar a troca do superintendente no Rio de Janeiro.

Em declaração sobre o assunto na semana passada, o presidente ameaçou até trocar o comando do órgão, hoje a cargo de Valeixo.

Valeixo virou chefe da PF por escolha de Moro. Os dois se conhecem há vários anos e trabalharam juntos na Operação Lava Jato.

Antes, Moro havia sido atropelado por Bolsonaro em pelo menos outros cinco casos, desde a ordem de revogação da nomeação de uma suplente para um cargo de conselho vinculado ao ministério até a demissão de um dos seus maiores aliados, o presidente do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).

Entre colegas do ministro da Justiça, ninguém consegue apontar vitórias que ele tenha tido entre quedas de braço com o presidente.

Em meio à crise com a polícia, Jair Bolsonaro foi claro no recado: “Quem manda sou eu”, afirmou.

Quando Moro aceitou seu convite para largar 22 anos de carreira de juiz federal e assumir o Ministério da Justiça, o presidente lançava mão de outro discurso.

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Moro sofre derrota e Congresso atribui atividades do Coaf ao Ministério da Economia

A comissão especial mista que analisa a Medida Provisória da Reforma Administrativa (MP 870/19) decidiu, por 14 votos a 11, tirar o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do controle do Ministério da Justiça e Segurança Pública, comandado por Sérgio Moro, e transferi-lo para o Ministério da Economia.

Moro diz que Coaf é estratégico e que Guedes não se interessou pelo órgão

O ex-juiz da Operação Lava Jato defendia a permanência do Coaf em sua Pasta por entender que o Coaf é um órgão de inteligência financeira do governo federal que atua principalmente na prevenção e no combate à lavagem de dinheiro. A mudança de atribuição teve apoio dos partidos DEM, PP, PSD, PR, PTB, PRB, Pros, Podemos e Solidariedade.

O Coaf foi criado em 1998 e atua com inteligência financeira e investigação de operações suspeitas. O órgão recebe informações sobre transações suspeitas e se detectar a possibilidade de crimes, encaminha os casos ao Ministério Público. Foi o Coaf que identificou e divulgou a movimentação financeira de R$ 1,2 milhões de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, e a série de depósitos suspeitas feitas em sequência em caixas eletrônicos para a conta de Flávio.

Antes o órgão também tinha revelado à CPI dos Correios, as incongruências e volume de saques em espécie de Marcos Valério, operador do esquema do mensalão petista.

“Ele [Moro] conseguiu esta semana mudar uns dez votos. A mim ele não convenceu. Ele não me convenceu, como política de Estado, o que justificaria o Coaf ficar no Ministério da Justiça. Ele [o Coaf] funcionou muito bem até dezembro. De janeiro para cá, ele não funciona”, disse o líder do DEM na Câmara, Elmar Nascimento (DEM-BA), ao comentar seu voto.

Tramitação

A votação desta quinta-feira foi apenas a primeira etapa da MP que trata da reforma administrativa. As mudanças aprovadas hoje ainda precisam ser também aprovadas pelo plenário da Câmara e depois pelo do Senado. Para não expirar, o texto de conversão da medida provisória precisa ser ter a votação concluída nas duas Casas até o dia 3 de junho.

Sergio Moro participará de seminário sobre corrupção nesta terça

Sergio Moro, futuro ministro da Justiça do governo de Jair Bolsonaro (PSL), participará nesta terça-feira (11), em Brasília, da terceira edição do seminário Caminhos Contra A Corrupção. O evento é organizado pelo Instituto Não Aceito Corrupção.

O ex-juiz, que foi responsável pela Operação Lava Jato em Curitiba, falará sobre o futuro da operação e do controle da corrupção no Brasil.

O ministro Wagner de Campos Rosário também participará do evento, no qual falará sobre corrupção e direitos humanos. Ele foi mantido por Bolsonaro na CGU (Controladoria Geral da União).

Também participarão do evento Maria Tereza Uille Gomes, conselheira do CNJ (Conselho Nacional de Justiça); Karina Kufa, especialista em direito eleitoral; Fernando Rodrigues, jornalista e diretor executivo do portal Poder 360; Gil Castelo Branco, fundador e secretário-geral da Associação Contas Abertas; Luiz Flávio Gomes (PSB-SP), deputado federal eleito e Michael Freitas Mohallem, professor da FGV (Fundação Getúlio Vargas).

Moro anuncia superintendente da Polícia Federal no PR como novo diretor da PF

O futuro ministro da Justiça e Segurança Pública do governo de Jair Bolsonaro (PSL), Sérgio Moro, anunciou o nome do superintendente da Polícia Federal do Paraná, Maurício Valeixo, como novo diretor-geral da PF, nesta terça-feira (20).

Ele assume o cargo a partir de janeiro. Atualmente, quem ocupa o cargo é Rogério Galloro.

Valeixo já atuou em Brasília, chefiando a Diretoria de Combate ao Crime Organizado (Dicor) e é superintendente da PF no Paraná, pela segunda vez. Ele já foi diretor de inteligência e adido policial nos Estados Unidos.

Ele assumiu a superintendência no Paraná em dezembro do ano passado, ao ser indicado pelo então diretor-geral da PF, Fernando Segóvia.

Moro já havia anunciado que chamaria nomes da Lava Jato para integrar sua equipe.