Cris Cyborg - Bellator

Cris Cyborg acerta com o Bellator o maior contrato do MMA feminino

Cris Cyborg está de volta ao Bellator. Nesta terça-feira (03), o presidente da organização, Scott Coker, fez o anuncio oficial do retorno da lutadora em suas redes sociais. Coker afirmou que eles assinaram “o maior contrato da história do MMA feminino”.

Cyborg deixou o Ultimate Fighting Championship (UFC) em julho deste ano e aos 34 anos ostenta um cartel de 21 vitórias e apenas duas derrotas. A lutadora do peso-pena (até 66kg) foi campeã no Strikeforce, no Invicta FC e também no UFC.

A lutadora saiu de forma conturbada do UFC, após discutir publicamente com o presidente da organização, Dana White, que acabou por não renovar o contrato da brasileira. Sua última luta foi em 27 de julho, quando venceu a norte-americana Felicia Spencer por decisão unânime dos árbitros.

No vídeo de anúncio feito por Coker, Cyborg se disse empolgada por se juntar ao Bellator. “Vocês sabem que têm muitas garotas que eu quero lutar no peso-pena e isso significa ter muitas lutas por ano. Estou muito feliz por isso”, explicou a lutadora.

Golpe de Bate-Estaca é legal, mas médicos apontam até risco de tetraplegia

Jéssica “Bate-Estaca” Andrade se consagrou no último final de semana ao conquistar no Rio de Janeiro o cinturão do peso palha feminino do UFC. Na edição carioca do evento, a brasileira derrotou a norte-americana Rose Namajunas por nocaute no segundo round, graças ao golpe que rendeu seu apelido: levantou a adversária e a atirou de cabeça contra o chão.

A violência do “bate-estaca” provocou debates. Na segunda-feira (13), em entrevista à apresentadora Ana Maria Braga na Rede Globo, Jéssica disse que já foi inclusive excluída de campeonatos de jiu-jitsu pelo uso do movimento. “Em uma das minhas primeiras competições de jiu-jitsu, eu peguei uma menina que era mais pesada do que eu e fiz isso, mas acabei desclassificada”, explicou.
A reportagem do UOL Esporte então procurou a Comissão Atlética Brasileira de MMA (CABMMA). Segundo Cristiano Sampaio, CEO da entidade, não há qualquer irregularidade no golpe de Jéssica Bate-Estaca em Rose Namajunas. Fora da modalidade, no entanto, médicos especialistas em lesões na coluna veem a ação com extrema preocupação.

“Isso está nas Regras Unificadas. Foi legal”, resumiu Sampaio, favorável à manutenção do golpe na modalidade. A posição contrária à de Pedro Pohl, 37 anos, ortopedista especialista em lesões na coluna.

“A melhor comparação seria com um mergulho de cabeça em água rasa. Muita gente faz isso e pode ter um trauma medular. Ela [Rose Namajunas] poderia ter ficado até tetraplégica. Existem traumas similares que resultaram em tragédias. É uma situação de risco”, afirmou.

De fato, segundo as Regras Unificadas do MMA, “qualquer arremesso com um arco em seu movimento deve ser considerado legal”. Além disso, o golpe está dentro do regulamento, caso o lutador consiga “derrubar o oponente da maneira que desejar, porque ele não tem o corpo do adversário sob controle”.

Embora não reste dúvidas a respeito da legalidade do nocaute de Jéssica Bate-Estaca, o debate foi levantado. Em seu site, a ESPN norte-americana questionou a possibilidade de o bate-estaca da brasileira ser banido do MMA. E deixou a pergunta: o golpe é legal, mas deveria ser legal?

“Isso deveria ser discutido, sim. É de se analisar o tamanho do benefício para o esporte: vale o risco de ter uma lesão deste tipo? Não sei se vale tanto a pena esperar uma lesão grave e até trágica para que mude a regra”, defende Pohl, que destaca outros exemplos de regras adaptadas para levantar a discussão.

“O esporte vai evoluindo em relação à prevenção e segurança dos atletas. A mudança de regra que torna determinados golpes ilegais faz parte desta mudança. No futebol americano, por exemplo, passaram a fazer avaliação da coluna ainda no colegial e também na faculdade. É a prevenção, já que alguns apresentam predisposição a ter uma lesão grave na cervical. É algo preventivo que pode ser feito [no UFC]”, comentou.

“VOCÊ APRENDE A CAIR”
O ortopedista Pedro Pohl não tem relação com o esporte, mas apontou como o bate-estaca pode resultar em uma grave lesão -no caso de Rose Namajunas, não passou de um susto. O golpe, entretanto, é defendido por Gilliard Paraná, técnico da brasileira campeã e que justifica a imagem assustadora a um erro da rival superada no Rio de Janeiro.

“Aprender a cair é uma das coisas que a gente aprende no começo da jornada na arte marcial. De repente, o que ela treinou no começo da carreira de boxe, ela esqueceu de treinar nessa parte de defesa de queda e de caída (no solo). Acho que é um golpe que deve ser permitido, sim”, opinou, em conversa com a reportagem do UOL Esporte.

“Foi um erro brutal da Rose. Aquilo não é jiu-jitsu, é MMA -e está na regra que o bate-estaca é válido. Quando a Jéssica tentou (aplicar o golpe) pela primeira vez, a Rose deu uma travada, já que ainda estava com força e tentou sair para o braço. Legal, méritos dela. No segundo round, ela não estava com a mesma força para segurar o ímpeto da Jéssica”, concluiu o treinador.

Evento de MMA agita Curitiba no próximo sábado; confira o card

A 9ª edição do Katana Fight reúne um card com quinze lutas muito equilibradas que prometem eletrizar os amantes de MMA. O evento acontece em no Expotrade Center, em Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, no próximo sábado (4).

Os duelos serão travados por lutadores internacionais, de países como Irã, Argentina e Canadá, e ainda veteranos como Flavio Madruga e Wendel Negão, que já lutou na 8ª edição do Katana e em vários outros grandes eventos internacionais, como o UFC.

O card está muito bem distribuído, composto por uma luta na categorias de peso médio, até 84 Kg, duas lutas no peso meio médio, até 77 Kg, três lutas no peso Leve até 70 Kg, três lutas no peso Pena até 66 Kg, três lutas no peso Galo até 61 Kg e três lutas no peso Mosca até 57 Kg. Todas categorias tradicionalmente com grande agilidade e movimentação dos atletas.

Quem quiser garantir o seu ingresso são diversas opções. Desde cadeira individual – em valor promocional de R$ 60, cadeira VIP (com vista privilegiada), até as mesas de quatro lugares com open bar composto por whisky 12 anos, espumante, cerveja, refrigerante e água mineral. O público também encontra na 9ª edição serviços de alimentação e estacionamento.

O Katana Fight já é um evento de MMA tradicional. Sua 1ª edição foi realizada em 2016. Idealizado por Fábio Lau, a ideia era proporcionar um espetáculo de qualidade para atingir um público exigente, que não encontrava uma opção de evento premium no MMA.

Ao longo das oito edições já realizadas foram mais de 100 lutas, e diversos nomes foram despontando no cenário nacional e internacional como Bruno Blindado, atual campeão do M1 Global (Russia); Wagner Caldeirão, ex atleta UFC e atual atleta do KSW (Polonia); Gustavo Killer, atleta do Rizin (Japão).

A última edição teve o marco de alcançar 200 mil pessoas pela transmissão ao vivo pela internet. O ápice foi a luta principal travada entre Eduardo Garvon e Wendel Negão.

Venda de ingressos

Os ingressos para o Katana Fight MMA estão sendo vendidos no Disk Ingressos, com valores a partir de R$ 60. A abertura dos portões será às 18h30 e o início do combate às 19h30.

O Expotrade fica localizado na Rodovia Deputado Leopoldo Jacomel, 10454 – Vila Amelia, Pinhais.

CARD COMPLETO

Wendel Negão x Hemerson Toco

O duelo principal promete ser uma das lutas mais equilibradas da 9ª edição do Katana. Wendel Negão foi o vencedor do embate principal da última edição do Katana Fight. O ex-UFC agora retorna ao evento para tentar a sua segunda vitória. Negão agora encara Hemerson “Toco”, que também vem embalado por vitória.

Flávio Madruga (BRA) x Gabriel Ziller (ARG)

Dentre as lutas mais aguardadas da noite, estão os combates entre o argentino desafiante Gabriel Ziller, trocador, invicto com 8 vitórias na carreira e nenhuma derrota. Destre as vitórias, sete nocautes. Ele enfrenta o veterano do Katana Fight, Flavio Madruga, que lutou em 6 das 9 edições do evento, todas com vitória, sempre levantando o público, com apresentações espetaculares.

Kaik Brito (BRA) x Juan Jose Ibañez (ARG)

O brasileiro Kaik tem 12 lutas em seu cartel, sendo 11 vitórias – oito por nocaute. Natural de Goiânia, ele treina em Curitiba, e na 9ª edição do Katana enfrenta o argentino Juan Jose. Esse último vem de cinco vitórias, sendo quatro por nocaute.

Bruno Roverso x Elismar Carrasco

Outra luta que promete exaltar os ânimos das torcidas, fica por conta dos rivais Bruno Roverso e Elismar Carrasco. Este é um combate esperado há muito tempo pelos apreciadores do MMA. Ambos os atletas afirmam que a luta não chegará ao terceiro round.

Dione Silva Barbosa de Lima x Karine Killer Silva

Única luta feminina da noite. Karine Silva, de 24 anos, tem nove triunfos e três derrotas no seu cartel. Ela enfrena a invicta Dione, de 26 anos. Suas duas vitórias foram por finalização e sua última apresentação foi em julho passado contra Ana Paula, na quinta edição do Katana Fight, vencendo com um mata leão.

Shyudi Yamauchi x Arthur Soares

Thiago Silva x Vandirson Alves Negão

Wagner Fernando dos Santos (BRA) x Alireza Noei (IRA)

Cristiano Pequeno x Hamyrez Oliveira

Imerson de Oliveira Cavalcante x Marcos Antonio Dal Jovem

Jardel Evangelista x Klinger Pinheiro

Samuel Caveira x Eddy Souza

Maurício Sosa (CAN) x Rangel dos Santos (BRA)

Rodrigo Gomes x Lucas Sampaio

Maycon Prudlo x Murilo Delfino

Wanderlei Silva anuncia última luta e início de carreira política

O lutador de MMA Wanderlei Silva vai lutar na Bellator contra Quinton Rampage Jackson ainda neste ano. O atleta também anunciou que quer se dedicar a política e deve concorrer para deputado federal nas eleições de outubro.

Em entrevista, o “Cachorro Louco” também avaliou o cenário político, os escândalos e a atuação dos magistrados na luta contra a corrupção. Confira a entrevista:

Lutador de MMA curitibano participa de campanha-manifesto

Engajada com a vida real, a marca carioca acaba de lançar sua campanha Inverno 2018, batizada Filho teu não foge à luta.  Para isso, escalou o lutador de MMA curitibano Mauricio Shogun, e seu colega de profissão, o paulistano Demian Maia,  para estarem no octógono e mostrarem roupas de verdade e de infinitas combinações.

O lutador Demian Maia.

Estampas carregadas de mensagens vestem nossos campeões. ‘Pátria’ e ‘Cruzeiros’ trazem elementos da bandeira nacional desorganizados; ‘Cerrado’, a mistura da natureza com dinheiro. Mas as superapostas da temporada são ‘Ratos’ e ‘Caos’ que elevam perturbadores lobos e repulsivos roedores às principais imagens da coleção.

Neste momento sócio-político-econômico caótico do Brasil, a marca aproveita ainda para subir ao ringue e bater no que dos agride. E convida a todos lutar juntos, promovendo uma surra nos problemas sociais, na violência psicológica e de gênero e tudo mais que nos envergonha. Para vencer é preciso um único peso-pesado: o amor.

Uma linha de camisetas convoca para a batalha de diversas causas, como racismo (“Diga-me a cor da sua pele e não te direi porra nenhuma”); censura (“Cala a boca já morreu. Quem manda na minha boca sou eu”); assédio (“A de assédio, B de bullying, C de chega”); Machismo (“Mulher é o sexo ágil”); entre outras.

Para a caminhada do dia a dia, o jeans surge com mais força. Além dos tradicionais modelos de calças que combinam gancho, perna e barra por tipo físico, a linha Estique-se, em superelastano, agora integra calças e bermudas. O moletom ganha espaço no armário em peças dupla face, jaquetas e calças skinny color – novidade da temporada. As jaquetas vêm de todos os jeitos: militar, bomber, biker, overshirt e denim.

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Cris Cyborg vence Holly Holm e mantém cinturão do UFC em Curitiba

No seu principal desafio desde que ingressou na principal organização de MMA do mundo, a lutadora Cris Cyborg venceu, na madrugada deste domingo, a americana Holly Holm, 18 vezes campeã mundial de boxe, e manteve o cinturão pesos pena do UFC. Numa luta bastante técnica e bem disputada, Cris e Holly fizeram cinco rounds de muita trocação, com a brasileira levando vantagem em três deles para dois dos juízes e quatro para o terceiro julgador da luta, conquistando a vitória por decisão unânime dos árbitros laterais.

Enfrentando uma “striker”, com carreira construída no boxe, esperava-se que Cris pudesse adotar como estratégia a luta de solo, aproveitando seu jiu-jitsu, muito mais aprimorado que o da rival. Mas, nos 25 minutos de luta, a brasileira não tentou nenhuma queda, lutou na “zona de conforto” da americana e conectou os melhores golpes, principalmente nos contra-ataques.

Depois dos dois primeiros rounds bem equilibrados, Cyborg foi tomando conta da luta da metade para o final e passou a dominar o octógano. A brasileira acertou socos e chutes contundentes contra a americana, mas não conseguiu o knockout, lutando, pela primeira vez na carreira, cinco rounds em uma luta.

“Eu tinha avisado aos fãs que essa luta seria uma luta de paciência. A Holly é muito técnica e perigosa, eu pude me testar ao máximo, mostrei que aguento os cinco rounds. Em vários momentos pensei em ir com tudo, mas tínhamos uma estratégia traçada e consegui respeitar”, declarou

Cris Cyborg vence Holly Holm e mantém cinturão do UFC em Curitiba

No seu principal desafio desde que ingressou na principal organização de MMA do mundo, a lutadora Cris Cyborg venceu, na madrugada deste domingo, a americana Holly Holm, 18 vezes campeã mundial de boxe, e manteve o cinturão pesos pena do UFC. Numa luta bastante técnica e bem disputada, Cris e Holly fizeram cinco rounds de muita trocação, com a brasileira levando vantagem em três deles para dois dos juízes e quatro para o terceiro julgador da luta, conquistando a vitória por decisão unânime dos árbitros laterais.

Enfrentando uma “striker”, com carreira construída no boxe, esperava-se que Cris pudesse adotar como estratégia a luta de solo, aproveitando seu jiu-jitsu, muito mais aprimorado que o da rival. Mas, nos 25 minutos de luta, a brasileira não tentou nenhuma queda, lutou na “zona de conforto” da americana e conectou os melhores golpes, principalmente nos contra-ataques.

Depois dos dois primeiros rounds bem equilibrados, Cyborg foi tomando conta da luta da metade para o final e passou a dominar o octógano. A brasileira acertou socos e chutes contundentes contra a americana, mas não conseguiu o knockout, lutando, pela primeira vez na carreira, cinco rounds em uma luta.

“Eu tinha avisado aos fãs que essa luta seria uma luta de paciência. A Holly é muito técnica e perigosa, eu pude me testar ao máximo, mostrei que aguento os cinco rounds. Em vários momentos pensei em ir com tudo, mas tínhamos uma estratégia traçada e consegui respeitar”, declarou Cris após a luta.

Com a vitória da curitibana, o Brasil encerra 2017 com dois cinturões no UFC, ambos no feminino. Além de Cyborg, Amanda Nunes, nos peso-galo, é a outra brasileira campeã na organização. Amanda, inclusive, pode ser a próxima adversária de Cyborg, segundo o presidente do UFC, Dana White.

Barbosa não resiste ao jogo de russo e fica distante do cinturão

Na penúltima luta da noite, o brasileiro Edson Barbosa, número 4 entre os pesos leve, encarou o número 2 da categoria, Khabib Nurmagomedov, pelo direito de lutar pelo cinturão na próxima luta. Famoso pelos knockouts mais impressionantes do UFC, Barbosa não conseguiu impor seu jogo e foi dominado pelo estilo de luta agarrada do russo, que derrubou o brasileiro nos três rounds e venceu por decisão unânime dos juízes.

Brave 8 entra em sua reta final para a disputa de títulos. Confira o card

Da Redação com Assessoria                         

A oitava edição do Brave Combat Federation, dia 12, no Ginásio do Tarumã, em Curitiba, está em sua reta final de preparativos. O evento internacional, organizado no Brasil pela L.A. Sports, confirmou que o ex-campeão mundial peso leve Frankie Edgar será o comentarista para as transmissões internacionais do Brave 8: The Rise of Champions. O norte-americano disse, por meio da assessoria, que está “animado para retornar ao Brasil e ver de perto dois novos campeões mundiais serem coroados”. Na luta principal do Brave 8, o meio-pesado Klidson Abreu enfrenta Timo Feucht pelo título da categoria, enquanto no co-main event, dois dos maiores astros do Brave, o libanês Mohammad Fakhreddine e Carl Booth, da Inglaterra, se enfrentam pelo cinturão meio-médio.

Confira o card do Brave 8: The Rise of Champions

Card principal:
Meio-pesado: Klidson Abreu (BRA) x Timo Feucht (ALE) – Luta de título
Meio-médio: Mohammad Fakhreddine (LIB) x Carl Booth (ING) – Luta de título
Leve: Luan Santiago (BRA) x Eric Barbosa (BRA)
Meio-médio: Carlston Harris (GUI) x Rodrigo Cavalheiro (BRA)
Médio: Christiano Frohlich (BRA) x Edilberto Crocotá (BRA)
Card preliminar:
Leve: Killys Mota (BRA) x Alan Moziel (BRA)
Meio-pesado: Johnny Walker (BRA) x Eder de Souza (BRA)
Mosca: Marcel Adur (BRA) x Ervani Melonio (BRA)
Meio-médio: Wellington Turman (BRA) x Sergio de Fátima (BRA)
Meio-médio: Eduardo Ramon (BRA) x Rogerio Santos (BRA)
Galo: Shyudi Yamauchi (BRA) x Werlleson Martins (BRA)
Meio-médio: Felipe Alves (BRA)  x Diego Gasparetto (BRA)
Mosca: Thiago Dela Coleta (BRA) x Jeremy Pacatiw (PHI)
Amador: Matheus Correa (BRA) x Alisson Murilo (BRA)
SERVIÇO
Brave 8: The Rise of Champions
Ginásio do Tarumã, sábado, dia 12 de agosto,
Abertura dos portões: 17hs30
Food trucks e Dj no local

Vítor Belfort pode desembarcar no Belator

Um dos maiores ícones das artes marciais mistas do Brasil, Vitor Belfort revelou novos planos para sua carreira. O atleta não mostrou muito interesse em renovar com o UFC, comandado por Dana White, após sua última luta contratual, que acontecerá no dia 3 de junho, e o  Bellator pode ser sua próxima parada.

A empresa de MMA tem ganhado notoriedade no universo das artes marciais mistas, principalmente após grandes nomes terem sido assinados, como é o caso de Wanderlei Silva, Chael Sonnen, Tito Ortiz, Quinton ‘Rampage’ Jackson, e Belfort pode ser mais um a marcar seu nome.

Lenda do MMA, Shogun escolheu cidade paranaense para viver e treinar

Leonardo Filho, Metro Jornal Maringá

Pai de duas meninas, apaixonado pela família e a natureza. Esse é um pouco do perfil de um dos maiores lutadores de MMA do mundo. Enquanto aguarda o próximo confronto pelo UFC, Maurício Milani Rua, de 35 anos. conhecido mundialmente como Mauricio Shogun, não deixa de treinar fisicamente. mas prioriza a vida caseira ao lado da esposa Renata e das filhas Yasrnin, 2 anos, e Maria Eduarda, de 6.

Há dois anos, o curitibano Shogun fixou moradia em Maringá e por aqui divide seu tempo entre uma confortável chácara no campo e um apartamento no Centro. “Maringá é uma cidade muito boa, acolhedora. todos nós adoramos morar aqui. Minhas filhas se adaptaram bem e temos muitos parentes aqui”, diz.

Na casa. que chama de ‘refúgio’, Shogun recebeu o Metro Maringá e mostrou com orgulho as árvores que plantou no jardim e os cuidados que tem com o local. “Por aqui não tem muita Araucária. Plantei, adubei e agora estão bonitas. Também tem um pomar que daqui pouco tempo vai dar muita fruta. Em todos os cantos tem ninhos de passarinho. Isso aqui é meu paraíso”, descreve com orgulho o local. Mesmo sendo refúgio, não poderia faltar uma academia com um tatame e equipamentos de luta. “Minhas filhas usam isso como playground”, comenta aos risos.

É comum associar Shogun ao seu momento mais conhecido: a caminho do octógono, concentrado, e. em seguida, lutando ferozmente. Grande engano! Basta trocar algumas palavras com ele para ver que a coisa não é bem assim. “Uma vez um cara me disse que se alguém batesse no meu carro eu desceria e enfiaria pancada. Respondi que, se fosse assim, quem batesse no carro do Guga teria que jogar tênis com ele”. diverte-se.


Próxima luta ainda não está definida

Maurício Shogun ainda não sabe quem será o próximo adversário que vai enfrentar pelo UFC. Ele deve voltar ao octógno em dezembro ou janeiro do ano que vem. Meio-pesado consagrado, ele não pretende mudar de categoria e tem feito um trabalho intenso de preparação física. Evita muitos treinos de artes marciais para diminuir o risco de lesão. “Trabalho muito a parte física e evito me expor a riscos de lesões. Hoje, convivo com uma lesão no joelho que não é grave, mas não dá para abusar. Já estou tratando”, conta.

A rotina mais pesada do atleta começa dois meses antes da luta quando vai para Los Angeles (EUA). “Me preparo com meu mestre Rafael Cordeiro. É um treinamento detalhado, mais especifico nas artes marciais. Tem dieta rigorosa e me preparo totalmente lá”, completa Shogun.

A última luta de Shogun foi em Curitiba, na Arena da Baixada na madrugada do dia 15 de maio. Na ocasião, ele castigou e venceu por pontos o norte americano Corey Anderson. Na carreira, Shogun tem 26 vitórias e nove derrotas.


Foto: Reprodução / Facebook
Foto: Reprodução / Facebook

Como você se sente sendo inspiração, principalmente para jovens lutadores e crianças?
Aumenta a nossa responsabilidade em ser pessoa exemplar dentro e fora do octógono. Eu acho que quando a pessoa pega a faixa preta em qualquer modalidade, se torna um cara “faixa preta da vida”. Então, você precisa ser exemplar em qualquer lugar que você vai.

O que é preciso para ser campeão como você?
O cara precisa amar o que faz. Se ele ama lutar já é o primeiro passo – e acima de tudo ter disciplina. Eu não treino agora como treinava antes, mas ainda treino muito e preciso usar a minha experiência. Outra coisa importante é a pessoa saber perder, porque na derrota você cresce. Nunca você vai estar 100% ou nada. As artes marciais como jiu-jitsu, muay thai e boxe estão em constante evolução, por isso é preciso treinar sempre.

Que avaliação você faz do MMA hoje?
Eu acredito que o MMA está na terceira fase de evolução. A primeira fase foi a época do Royce [Grace – um dos fundadores do MMA] que o cara era bom em pé ou no chão, tinha aquele confronto das artes marciais; a segunda foi na época do Pride [torneio mundial de luta disputado no Japão] em que precisava ser eclético. Hoje é precisa se moldar ao adversário, ou seja, estudar o adversário.

Quais os planos para o futuro?
Pretendo lutar mais uns quatro ou cinco anos. Depois meu plano é ficar aqui com a família.


História

CapturarMauricio Shogun é uma das maiores lendas da história do Mixed Martial Arts (MMA). É faixa preta de Muai Thay e Jiu Jitsu. É o único lutador brasileiro em atividade a ser campeão tanto do Pride como do UFC.

> Campeão do PRIDE Grand Prix Middleweight em 2005. Também foi eleito o melhor lutador do ano.
> Campeão Mundial Meio-Pesado do UFC em 2010. Também em 2010 ganhou o prêmio de nocaute do ano.