carnaval 2020

Carnaval 2020: fantasia de ombreira é a mais procurada na internet

O Carnaval 2020 já começou em muitas cidades brasileiras, embora seja comemorado oficialmente no dia 25 de fevereiro. Por isso, já tem folião se divertindo ao som das marchinhas ou dos trios elétricos. Mas antes mesmo da festa começar nas ruas, na internet o assunto “carnaval 2020” já dominava as pesquisas.

Na plataforma Google Trends, que reúne as tendências de pesquisas no buscador Google, é possível ver que até 2010 as buscas pelas escolas de samba eram maiores que as dos bloquinhos. A partir de 2011, o interesse passou a ser pelos blocos de rua.

É nos bloquinhos que as fantasias criativas dominam entre as vestimentas dos foliões. Mulher-Maravilha até 2015 aparecia em primeiro lugar entre as mais procuradas na internet. Em 2020, a procura sobre as ombreiras de carnaval liderou o ranking de busca.

Além de charmosas, as ombreiras são acessórios que ajudam a proteger os ombros do sol. Elas podem ser feitas de fitas de tecido, fitas metalizadas, penas, pérolas, flores e o que mais a imaginação permitir. A foliã “de carteirinha”, a jornalista Bárbara Silva, 23, customizou a própria fantasia, juntamente com as amigas. As famosas ombreiras de carnaval foram o adereço principal da vestimenta para curtirem os bloquinhos de rua.

(Arquivo pessoal)

“Compramos um sutiã e na alça colocamos enfeites de girassol que tiramos de uma outra fantasia que já tínhamos em casa. A ombreira completa não saiu por mais de R$ 20”, conta a jovem. Se você quer aprender passo-a-passo da produção, pode assistir aos canais de Moda no Youtube, que também ensinam a fazer ombreiras divertidas e baratas.

Fonte: Agência Educa Mais Brasil

Evento Curadoria discute moda, arte e design no ParkShoppingBarigüi

Ana Penso, designer e coordenadora do Centro Europeu, que participa da primeira noite do evento.

Ação é parceria entre o shopping, Centro Europeu e marca autoral curitibana NovoLouvre

 

A marca contemporânea NovoLouvre, em parceria com o Centro Europeu e o ParkShoppingBarigüi, apresenta entre os dias 14 e 17 de outubro a primeira edição do evento de moda, arte e design CURADORIA. Uma exposição de arte urbana, workshops, filme fashion e reflexões sobre temáticas contemporâneas vão tomar a Praça de Eventos do shopping numa programação totalmente gratuita.

A exposição “Palimpsesto – Vantees e NovoLouvre” apresenta o trabalho do fotógrafo e artista urbano Estevan Reder no suporte dos lambe-lambe, fundamental da coleção Primavera-Verão 2020 da marca curitibana. Inspirada pelo conceito de street art, a mostra traz estruturas de andaimes como suporte para as roupas da marca curitibana numa nova proposta de apresentação. O projeto dividirá espaço com palestras e talks de profissionais atuantes e referência em seus segmentos que abordarão conteúdos sobre a relação, intersecção e justaposição entre arte, moda, design e internet.

Ao aproximar esses conceitos de um público mais amplo, CURADORIA coloca em perspectiva temas atuais como autoria, produção glocal (local-global), criatividade e comunicação na era da internet. Tudo isso no ambiente efervescente do ParkShoppingBarigüi, que busca sempre oferecer experiências inovadoras e formatos de experiência inéditos para inspirar e entreter seus clientes. “Ampliamos essas discussões para um formato mais democrático e interativo. É chegar e participar. E certamente quem passar pelo evento vai sair com algum conhecimento adquirido”, afirma Mariah Salomão, idealizadora do evento e diretora-criativa do NovoLouvre. “Conteúdo relevante, moda, arte e design de qualidade. CURADORIA promete ser incrível”, complementa Silvia Pires Omairy, gerente de marketing do shopping.

 

Programação

 

2ª feira – 14/10

19 horas – “Cinema como interface de moda e arte – liberdade criativa”, com Rodrigo Almeida Leite (roteirista e diretor), Mariah Salomão Viana (diretora-criativa NovoLouvre), Deborah Spanhol (fotógrafa, por Skype) e Bruno Czarnobay Tubino (compositor)

 

20h30 – “Novos designers – o primeiro passo”, com Ana Penso (designer e coordenadora do Centro Europeu), Nayara Costa (NC), Marlon Lee (Choy) e Rafael Perry (LABmoda)

 

3ª feira – 15/10

19 horas – “Curadoria de museu X Curadoria de design”, com Juliana Vosnika (MON) e Ticiana Martinez (ÔDA e Coletiza)

 

20h30 – “Digital Influencer – qual o futuro”, com os influencers Leo Tramontin, Alle Toneli e Fabbi Cunha

 

4ª feira – 16/10

19 horas – “Segurança urbana e gênero – cidade para quem?”, com as arquitetas Ana Flavia Bassani, Laís Leão, Julia Abad, Maria Luisa Nascimento, Mayara Vieira e Leah Levac

 

20h30 – “Marketing de experiência – novas linguagens do mercado de consumo”, com Do We e convidados

 

5ª feira – 17/10 

19 horas – Talk sobre Fotografia de Moda com Eika NY e Isabela Glock

 

20h30 – “Quem você é nas redes sociais? – O Instagram vai morrer?”, com Mariana Smolka (Curitibacool) e Dani Brito (jornalista de moda)

 

CURADORIA

Programação: www.novolouvre.com.br/curadoria

De 14 a 17 de outubro

Patrocínio: ParkShoppingBarigui e Centro Europeu

Apoio: Expert Beauty Center

Praça de eventos – Piso Térreo – ParkShoppingBarigüi

Participação gratuita

Curso de Coolhunting da Consultora de Tendências Silvia Scigliano chega em Curitiba

Expert no tema, Silva ensina aluno a captar sinais de novos comportamentos

Após o grande sucesso da primeira turma em São Paulo, o curso de Coolhunting criado pela consultora de tendências de comportamento, Silvia Scilgiano, chega em Curitiba com três dias de aulas intensas para instigar profissionais e interessados no assunto a pensarem “fora da caixa” e se conectarem com as tendências das novas gerações.

Coolhunting é um termo que surgiu nos anos 90 para os profissionais de marketing e significa “caçar coisas legais”. O curso vai ensinar a observar e captar sinais de novos comportamentos e entender como eles poderão influenciar o futuro do consumo no mundo ou em alguma região específica.

Tendo em vista a relevância deste tema na sociedade atual, o curso busca exercitar este olhar e através dele, buscar inspirações para inovações em diversos setores, proporcionando uma vivência prática para quem deseja se sobressair em um mercado em constante transformação.

“Nesse curso iremos olhar o passado, presente e futuro, entender o “zeitgeist” ou “espírito do tempo” das décadas passadas, com o objetivo de treinar o olhar para o presente. Iremos colocar a mão na massa através de um trabalho de campo, o “safari urbano“, onde iremos “caçar” novidades nas ruas e depois apresentar as conclusões de cada grupo através de um Ted Talks“, afirma Silvia.

Indicado para profissionais da moda, comunicação e público no geral, o curso acontece de 19 a 21 de setembro, em Curitiba com inscrições através do link: https://crivorotscigliano.com/agenda/

SOBRE SILVIA SCIGLIANO

Consultora de Tendências e Negócios de Moda, Silvia Scigliano é referência no mercado brasileiro por sua visão global vinda da experiência em vários setores da área, além de ser formada em Administração de Empresas pela FAAP. Ela comandou uma confecção em São Paulo, onde participou de todas as etapas do produto e pode conhecer de perto a indústria da moda. Morou cinco anos em Nova York, quando atuou no varejo e atacado, também se dedicou à pesquisa de tendências e consultoria de moda e imagem, certificando-se pelo Fashion Institute of Technology (FIT) e Association of Image Consultants Internacional (AICI).

De volta a São Paulo trabalhou com estilo, desenvolvimento de produto e compras, para marcas de luxo e fast fashion. Hoje atua como consultora de imagem, consultora de tendências e desenvolvimento de produto nos setores de moda, cosméticos e start ups. Sua ampla experiência levou a criar projetos como viagens de experiência e cursos como o NY Fashion Tour, workshops e palestras para empresas e profissionais do ramo em todo o Brasil, como o Grupo Boticário, FAAP, Centro Europeu, etc. Além disso, é a atual vice presidente da AICI Brasil.

Curso:

Data: De 19 a 21 de setembro de 2019

Horário: Das 9h às 18h

Local: Curitiba (local a definir)

Valor: R$ 2.300,00 com 5% de desconto à vista ou R$ 1.857,00  com inscrição antecipada até 31/07.

Moda inclusiva é destaque no Boqueirão Fashion Day

A terceira edição do Boqueirão Fashion Day, na noite desta sexta-feira (12), emocionou a plateia com o foco voltado para a moda inclusiva.

A coleção da moda funcional foi criada pela estilista e professora do Senai-PR Bruna Brogin, destaque do Prêmio Viva Inclusão 2018, promovido Prefeitura para divulgar boas práticas e serviços voltados à pessoa com deficiência.

Bruna é doutora em Design pela Universidade do Paraná (UFPR). “Eu desenvolvi um método de cocriação de moda funcional para pessoas com deficiência chamado co-wear”, explicou a professora.

Ela levou para a passarela cinco pessoas com deficiências que usaram peças personalizadas, mais confortáveis e funcionais. “Ficamos muito felizes de ver a coleção entrando na passarela. Todos conseguiram se vestir sozinhos e com facilidade, que era o nosso intuito”.

A cadeirante Bárbara Gabriela Costa desfilou pela primeira vez. “Achei interessante incluir mais esse grupo. É bem legal saber que alguém se importa com isso”, comemorou.

Com ela desfilaram a arquiteta Andressa Domingues Penteado, que usa próteses nas pernas; Carlos Eduardo da Silva Cavalheiro, com deficiência intelectual; a cientista política Leila Lima, que tem baixa visão; e o fisioterapeuta Roberto Leite, que é cego.

“Foi uma experiência inovadora. Fiquei muito à vontade no desfile. Pudemos mostrar que as pessoas com deficiência são tais e quais as outras pessoas. Somos diferentes? Sim! Que bom que somos diferentes”, disse Roberto.

Para eles a estilista Bruna criou roupas com vários bolsos, facilitando o acesso e a separação correta de cartões, documentos e dinheiro, um porta-bengala e a identificação com códigos de cores.

Expressão cultural

Para a presidente da Fundação Cultural de Curitiba (FCC), Ana Cristina de Castro, a moda como uma expressão cultural movimentou a cidade no Boqueirão Fashion Day. “Foi um evento importante porque chamou a atenção para a inclusão, bem como para o fomento à economia criativa”, afirmou.

O Boqueirão Fashion Day também foi a oportunidade de 60 modelos desfilarem na passarela montada na Rua da Cidadania do Boqueirão, que vestiram Ygor Botelho. “Que venha o quarto Boqueirão Fashion Day, que futuramente vai se transformar no Boqueirão Fashion Week”, almeja.

“Uma semana de desfiles, com balcão de negócios, valorizando ainda mais a produção da moda da nossa cidade e da nossa região”, aposta o estilista.

Os desfiles também tiveram a temática que homenageia Curitiba, inspirados na coleção de acessórios “Curitiba, sua Linda”, produzida por alunos e professores do curso de Design de Moda do Centro Europeu. Já, os alunos do Curso Técnico em Modelagem do Vestuário do Senai buscaram inspiração na época medieval.

“É a festa da moda curitibana, que valoriza o polo têxtil de Curitiba, a Rua Dr. Bley Zornig e a economia criativa”, comemorou o administrador da Regional Boqueirão, Ricardo Dias.

O evento teve a parceria do Sindicato de Modelos do Paraná (Simm-PR), Centro Europeu, Senai-PR e apoio de lojistas da Rua Dr. Bley Zorning (ACR, Fortex Malhas e Tecidos, Inova Textil, Kolifio, Kolimalhas, Mega Textil, Souza Tecidos).

*Com informações da prefeitura de Curitiba

NovoLouvre expõe fotos de sua coleção Brutalismo Caboclo na galeria Urban Arts

Abertura da mostra de fotografias será nesta sexta-feira (5)

Conhecida por sua ligação com o universo da arte e arquitetura, a marca curitibana NovoLouvre leva nesta temporada a iconografia de sua coleção de inverno batizada Brutalismo Caboclo para a galeria Urban Arts.

A mostra será aberta no dia 5 de julho (sexta-feira), às 17 horas, e reúne 30 fotos de mulheres curitibanas usando peças da coleção em prédios icônicos de Curitiba: Paraná Previdência, Emater, Prédio da antiga Telepar. As imagens são da fotógrafa Isabella Glock.

Para criar a coleção, a arquiteta e diretora-criativa da grife, Mariah Salomão, partiu do ideário arquitetônico de Sérgio Ferro, arquiteto curitibano que vive há 30 anos na França. Ferro encontrou no desenho orgânico da abóboda a sua representação perfeita: em apenas um traço, a definição de cobertura, estrutura e fechamento.

Ao trazer esse conceito para a moda, a marca traçou um paralelo com o trabalho do costureiro basco Cristobal Balenciaga, que revolucionou a silhueta no pós-Segunda Guerra. “O casaco tem apenas uma costura que define mangas, decote e fechamento”, destaca Mariah.

Brutalismo Caboclo – Outono Inverno NovoLouvre 2019 é toda pontuada por essas fortes referências, sem perder o DNA contemporâneo da marca, criada no Centro Histórico há 6 anos (o espaço existe há 12 como café e galeria). As peças, em tecidos nobres como lãs, viscose e gabardine tecnológico, ganham acabamento preciso com intermináveis metros de vieses. Formas arredondadas nos ombros, minipalas, assimetrias e evasês trazem uma silhueta surpreendente. Nesta estação, tons terrosos e neutros ganharam o contraponto do lilás e do amarelo, que aparecem nas estampas que recriam a azulejaria modernista. A ilustração é do designer e arquiteto Romulo Lass, especialista em azulejos. 

Na exposição, treze convidadas da marca personificam a mulher forte, engajada, urbana e cosmopolita do NL. As imagens serão reproduzidas e comercializadas posteriormente pela Urban Arts. “A galeria representa toda essa junção de moda, arte e arquitetura que é a nossa essência”, comenta Mariah.

 

Brutalismo Caboclo – exposição

Urban Arts: Alameda Dr. Carlos de Carvalho, 949 – Batel

Abertura: 5 de julho, a partir das 17 horas

Fotos: Isabella Glock

 

 

Alongamento de cílios esconde riscos para os olhos

O alongamento de cílios é um procedimento estético que permanece em alta nos salões e clínicas de beleza. Apesar de ter ampla aceitação entre as mulheres que querem realçar o olhar, não é uma prática totalmente inofensiva aos olhos. O que pouca gente sabe é que há restrições para seu uso que devem ser observadas.

Existem diversos procedimentos para o alongamento de cílios disponíveis no mercado, como a técnica de apliques únicos, volume russo, cílios fio a fio e assim por diante.  Mas, o que tem preocupado os oftalmologistas é a utilização indiscriminada de medicamentos específicos para tratamento de doenças oculares, mas que estão sendo usados para alongar os cílios. “Desta maneira o que era apenas um simples procedimento estético para valorizar o olhar, pode tornar-se um problemão para a saúde dos olhos”, alerta o Dr. Peter Ferenczy,‭ ‬mestre em Oftalmologia e Ciências Visuais pela UNIFESP e membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia e da Academia Americana de Oftalmologia.‭

Segundo o oftalmologista, existe no mercado uma medicação para tratar o Glaucoma (doença ocular),‭ ‬mas que tem como efeito secundário aumentar o tamanho e o volume dos cílios – proporcionando resultados estéticos satisfatórios.‭ Há‬ também uma máscara para cílios que vem com a medicação em sua composição e funciona como um rímel com fatores de crescimento. É aí que “mora o perigo”, porque a utilização constante dessas composições pode apresentar efeitos colaterais. “Não esqueçam que estamos falando de um medicamento, de uma droga, que utilizado sem acompanhamento médico pode trazer complicações”, explica o médico. “Sem a individualização da dose,‭ indicação de ‬modo de uso e definição da existência de contraindicações,‭ ‬este pode se tornar um hábito de consequências graves à saúde ocular”, complementa.

O alongamento de cílios realizado em centros de estética também exige cautela.‭ A‬ cola e os produtos usados para fixar os cílios podem causar irritações,‭ ‬alergias ou mesmo inflamações e infecções oculares.‭ “Se você quer fazer alongamento dos cílios, tudo bem. Mas antes ‬bata um papo sobre isso com seu oftalmologista. Fique ciente de eventuais riscos e tudo que envolve essa  prática, principalmente se estiver pensando em prolongar o tempo de permanência dos cílios alongados”, afirma Ferenczy.

O bom senso também deve prevalecer na hora de realizar o procedimento estético. As mulheres não devem exagerar no tamanho e quantidade de fios inseridos para não atrapalhar a função primordial do cílio que é a proteção do cristalino evitando contato de partículas de pó e poluição. Há, inclusive, relatos de casos nos quais as clientes tiverem seus cílios naturais afetados e caíram juntamente com os artificiais deixando os olhos desprotegidos.

Outra recomendação bem importante é verificar o histórico do local onde pretende executar o procedimento estético, procurar sobre reclamações e indicações do estabelecimento,‭ ‬a competência do profissional e os produtos que serão usados.‭ “‬Mesmo sendo um procedimento simples,‭ ‬se não for feito com segurança,‭ ‬pode acarretar em muitos problemas”, finaliza o oftalmologista.

Mundo fashion discute: ‘Quem fez as minhas roupas’?

Começa hoje a programação da Fashion Revolution Week, evento que reúne especialistas para discutir a moda sustentável e os impactos da indústria fashion sobre a sociedade e o meio-ambiente. Serão realizadas diferentes atividades – majoritariamente gratuitas –, incluindo palestras, oficinas e painéis de discussão.

Estilistas e empresários vão compartilhar suas experiências, debater conceitos como moda autoral e slow fashion, além de abordar o consumo consciente no universo fashion. Promovendo o questionamento “Quem fez as minhas roupas?”, a campanha tem o intuito de incentivar o público a pensar na procedência de cada peça adquirida e aprender sobre o custo da indústria da moda e suas consequências em cada fase do processo de produção e consumo.

Origem

A Fashion Revolution Week foi criada em 2013, após o desmoronamento do Edifício Rana Plaza, em Bangladesh, que causou cerca de 2.500 mortes. O prédio abrigava confecções de marcas populares, que permaneceram no local apesar das advertências para evitar a utilização do edifício.

Desde então, o movimento promove, em diversos lugares ao redor do mundo, atividades voltadas à reflexão crítica acerca do consumo de moda e à exigência de políticas socialmente responsáveis nessa indústria.

Programação

Hoje, às 19h30, acontece a palestra “Moda second hand”. Amanhã, no mesmo horário, ocorre a palestra “O valor de vestir e seus significados”. Na quarta, às 14h, haverá a oficina “Laboratório prático de upcycling”. A programação completa pode ser vista na página do evento no Facebook.

Curitiba recebe semana de moda sustentável em abril

Curitiba recebe, entre os dias 22 e 28 de abril, o Fashion Revolution Week, evento realizado em diversos países para incentivar o consumo consciente na moda. Em 2019, diversas cidades brasileiras participarão da programação oficial. A participação é gratuita.

Na capital paranaense, o Centro Europeu será o responsável pela realização do evento. A instituição vai sediar e promover atividades gratuitas voltadas para sustentabilidade e conscientização sobre os impactos causados pela indústria da moda.

Durante a Fashion Revolution Week, o público poderá participar de palestras, bate-papos, oficinas e workshops liderados por estilistas, empresários e stylists que vão compartilhar um pouco de suas experiências abordando iniciativas que colaboram com a e ética e consumo consciente no universo fashion.

Promovendo o questionamento “Quem fez as minhas roupas?”, o evento é voltado a profissionais da área, estudantes de moda e demais interessados em conhecer sobre práticas e projetos que apoiam a transparência e desenvolvimento sustentável na indústria da moda.

Programação

22/04 (segunda-feira), a partir das 19h30
– “Moda Second Hand”. Palestra com Luanna Toniolo e Henrique Domakoski, idealizadores e proprietários do TROC – Maior plataforma de comércio online second hand do Brasil.

23/04 (terça-feira), a partir das 19h30
– “O valor de vestir e seus significados”. Palestra com Francesca Cordova, estilista e idealizadora do Manus Movement; Heloisa Strobel Jorge, estilista e proprietária da marca Reptilia; e Fabi Pescara, figurinista, designer e professora do curso de Design de Moda do Centro Europeu.

24/04 (quarta-feira), a partir das 14h
– “Laboratório prático de Upcycling” – Como transformar duas camisetas de malha em um shorts. Atividade prática com Yasmim Lapolli e Lucas Bettin, estilistas da marca Transmuta.

Fashion Revolution Week

Data: de 22 a 28 de abril
Local: Centro Europeu – Rua Benjamin Lins, 999
Mais informações e inscrições pelo telefone (41) 3233-6669 ou no site.

Projeto de reciclagem de roupas arrecada peças sem condições de uso

Peças de roupas manchadas, com furos ou rasgadas – que não têm mais condições de uso, agora podem ser recicladas. As lojas Renner disponibilizam pontos de coleta dos materiais em algumas unidades da rede, os chamados EcoEstilo. Segundo o gerente de Ecoeficiência da rede, Eduardo Ferlauto, o material recebido passa por um processo de triagem e pode ter diferentes destinos.

“A gente tem grupos que trabalham para transformar essas peças em peças reutilizáveis. A gente tem uma parte que vai para a reciclagem, processo mais industrial, em que a peça se transforma em fio têxtil”, explica.

Os fios reciclados podem ser usado desde a indústria têxtil até a automotiva. “Todas essas iniciativas estão pautadas no conceito de economia circular. A gente busca ter o máximo de vida útil para os produtos”.

Atualmente, os pontos de coleta estão distribuídos em 65 lojas de 21 estados brasileiros. Desde 2017, 250 quilos de roupas foram arrecadados e tiveram a destinação correta por meio da iniciativa. Para descartar o material é só deixar as peças diretamente dentro das caixas disponíveis nas lojas.

Não é necessário que as roupas tenham sido adquiridas na loja. A única recomendação é que o material esteja limpo. “A gente só pede esse cuidado. Ao fazer o descarte, é preciso cuidar com o que pode haver de contaminação”, explica. Isso facilita o trabalho de triagem e garante um melhor aproveitamento das peças.

Alguns tipos de tecidos, especialmente os sintéticos, podem levar mais de 50 anos para se decompor. Por isso a importância de dar aos tecidos o destino adequado. Além da reciclagem de roupas, a empresa também tem pontos de coleta para embalagens vazias de produtos de beleza e perfumaria.

Desde 2011, 160 toneladas de embalagens foram coletadas e recicladas. Em Curitiba, as lojas dos shoppings Palladium e ParkShopping Barigui contam com pontos de arrecadação.

Moda pode confundir as mulheres, diz consultora

Por Beatriz Vilanova

Acompanhar a moda pode ser um passatempo divertido, mas também uma armadilha para quem não conhece o seu próprio estilo. Pensando na quantidade de pessoas que não tem consciência plena sobre o seu corpo e o que lhe cai bem, a consultora de estilo Érica Minchin lançou um programa online voltado para mulheres, que as ajuda a encontrar seu estilo.

“Autoconhecimento – Jornada consciência e estilo” introduz conceitos relacionados à baixa autoestima da mulher e discute como as tendências da moda podem confundir as pessoas, fazendo-as comprar peças que entram em confronto com a sua forma e personalidade.

Segundo Érica, existem muitas influências externas que definem o estilo das mulheres. “A estrutura do mercado e tudo o que consumimos parte da premissa da dor; como nos sentimos inadequadas e como um batom ou carro vai resolver nossos problemas”, diz Érica, dando o exemplo das compras que muitas mulheres fazem quando mudam de emprego, tornam-se mães ou terminam um relacionamento.

Essas influências podem acabar por confundir a pessoa, mas a consultora defende que, indiscutivelmente, toda mulher tem em si um estilo só seu. “Dizer que não tem um estilo é dizer que nunca absorveu nada em sua vida”, diz.

Consciência corporal

“A roupa impacta nosso comportamento. Tudo o que a gente veste é uma forma de comunicação. Imagina ficar parada na frente do espelho, com uma imagem em que você não se reconhece?”, questiona a consultora.

Segundo ela, o principal problema observado em seu curso é a falta de consciência corporal entre as mulheres, que crescem achando ter um determinado tipo de corpo e acabam descobrindo ter outro.

Na “jornada”, Érica abre caminhos para um outro olhar sobre o físico da mulher, falando sobre como o padrão de beleza se formou e mudou ao longo dos anos. Em quatro semanas de aula, ela levanta reflexões para quem precisa se reconectar consigo, com seu armário e com a vida. “Quando se sabe o seu estilo e com o que se identifica, as compras se tornam muito mais certeiras.”

Ela também dá dicas de como comprar peças de forma inteligente, aproveitar melhor as roupas e evitar o consumo em massa. As aulas são gravadas em vídeos, uma vez que Érica mora em Portugal, e as alunas podem conversar e tirar dúvidas com ela através do e-mail e da plataforma.

Nathalia Ilovatte, que já fez o curso, diz que se tornou uma consumidora mais consciente com o curso. “Agora eu me permito mais. Uso roupas que antes achava que eram ‘demais’. Assumi minha paixão por saias longas estampadas, colares grandes e artesanais. Parei de tentar usar a roupa para disfarçar o que não gosto”, conta.

Ela começou a fazer o curso em um período de mudanças: recém-casada, com um novo filho, mudando para Belo Horizonte e trocando a vida de repórter pela de freelancer. “A versão de mim que eu conhecia não existia mais. Consequentemente, minhas roupas não faziam mais sentido. Entendi isso como um ritual de fechamento de um ciclo.”

Sem ditar regras, o curso abriu espaço para que ela pudesse questionar as suas qualidades e o que gostaria de expressar. Em suas palavras, ele promoveu um olhar gentil e atento para dentro de si, oferecendo também informações mais técnicas, sobre linguagem visual e proporções.

Lista numerada

Além deste curso, Érica ministra aulas de “Como Fazer o Seu Armário Render Mais”, “Consultoria de Moda” e “Estilo Livre” – este último curso funciona por assinatura, como uma newsletter, e tem aulas específicas como moda no trabalho e na maternidade.

Já em “Aula de Estilo”, a consultora se aprofunda no assunto dos estilos universais, linguagem visual, formato de corpo e rosto e detalhes mais técnicos da “Jornada”.

Ela ainda tem três livros para ajudar as mulheres através das palavras: “Liberte seu estilo”, “15 passos para desentulhar o seu armário” e “Manual da consultoria de imagem”.