crianças sem terrinha, lula, luiz inácio lula da silva, curitiba, paraná, encontro crianças sem terrinha, mst, manifesto, despejos, assembleia legislativa - capa Valmir Fernandes MST

Crianças Sem Terrinha visitam Lula em Curitiba e pedem fim dos despejos

Os cerca de 400 jovens que participam do XIII Encontro das Crianças Sem Terrinha no Paraná visitaram nesta quinta-feira (17) a vigília Lula Livre, que fica em um terreno ao lado da Superintendência Regional da PF (Polícia Federal) em Curitiba. Ainda pela manhã, as crianças realizaram atividades na Assembleia Legislativa do Paraná, onde entregaram um manifesto e pediram pelo fim dos despejos.

Nas primeiras horas da manhã, o grupo participou das atividades de rotina da vigília Lula Livre, inclusive da tradicional saudação de “bom dia”. Diariamente, os apoiadores do ex-presidente lembram os dias de prisão e reclamam a liberdade do líder político.

Depois disso, as Crianças Sem Terrinha leram uma carta dedicada ao ex-presidente, na qual agradecem Lula pelas políticas afirmativas adotadas nos dois mandatos do petista e afirmam: “nós sabemos que não está nada fácil para você e não está nada fácil pra nós também. Queremos que saiba que estaremos com vocês”.

NA ASSEMBLEIA, MOVIMENTO DENUNCIA DESPEJOS

crianças sem terrinha leem manifesto pedindo fim dos despejos nos assentamentos e acampamentos do Paraná Leandro Taques
Crianças Sem Terrinha leem carta de manifesto pedindo o fim dos despejos nos assentamentos e acampamentos Sem Terra do Paraná. (Leandro Taques/MST)

No decorrer das atividades do XIII Encontro das Crianças Sem Terrinha no Paraná, o grupo participou de um ato na Assembleia Legislativa do estado, no Centro Cívico de Curitiba. Na sede do Legislativo paranaense, elas entregam um manifesto.

“Estamos sabendo que tem muitas ameaças de despejo. Isso tem que parar, porque a nossa vida está lá, a nossa família está lá”, disse Anderson, um dos 10 pequenos manifestantes que discursaram no Plenarinho da Assembleia nesta quinta-feira (17). Ele mora com a família em uma assentamento de Antonina, no litoral do Paraná.

“Queremos que não tenha mais violência contra os Sem Terra e que o Estado cumpra sua obrigação de garantir a segurança do povo. Nós, Sem Terrinha, estamos sentindo que nossas famílias estão sendo discriminadas, ameaçadas e tratadas como ‘bandidos’, criminalizando nosso direito de luta. Exigimos respeito e o direito de permanecer em nossas terras. Pois nossas famílias produzem alimentos que ajudam a alimentar a população da cidade e melhorar a economia do município”, diz um trecho do manifesto das crianças.

XIII ENCONTRO CRIANÇAS SEM TERRINHA NO PARANÁ

O encontro regional começou nesta quarta-feira (16) e vai até amanhã (18), em Almirante Tamandaré, na região metropolitana de Curitiba. Cerca de 400 crianças, com idades entre 6 e 12 anos, participam da programação. Elas vêm de todas as regiões do Paraná e estudam nas 10 escolas itinerantes de acampamentos, bem como nas escolas municipais dos assentamentos.

Organizado pelo MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), o encontro dura três dias e prevê atividades voltadas à educação, como o estudo sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), apresentações artísticas, oficinas, brincadeiras, contação de história e visita ao Zoológico de Curitiba.

10 crianças sem terrinha fizeram uso da palavra no Plenarinho da Assembleia Legislativa, em Curitiba, Paraná
10 crianças Sem Terrinha fizeram uso da palavra no Plenarinho da Assembleia Legislativa. (Leandro Taques/MST)

Polícia afirma que identificou agressores de rapaz com boné do MST

O delegado da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Luiz Alberto Cartaxo, afirmou em entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira (10), que suspeitos de agredirem um rapaz em frente à Casa do Estudante, em Curitiba, já foram identificados.

Todos seriam integrantes da Torcida Organizada do Coritiba, a Império Alviverde. “Foram identificados através da mídia social em torno da torcida. Ainda não sabemos as idades exatas e se eles têm passagem pela polícia porque não temos a identificação completa, já que eles usam codinomes”, afirmou o delegado.

A vítima não teria relatado a agressão devido à causas políticas. “Ele relata que estava na Casa do Estudante, local que frequenta mesmo já sendo formado. Houve um principio de confusão entre as pessoas ali [da torcida] e ele foi intervir, dizer que não era lugar de briga e, a partir de então, começou a ser agredido com chutes, socos e garrafadas”.

Ele sofreu lesões corporais e contusões. “A mais significativa foi no olho esquerdo”, disse o delegado.

Outras testemunhas relataram que ele foi agredido em meio a gritos de “Aqui é Bolsonaro”, enquanto usava uma camiseta vermelha e um boné do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST).

A polícia informou que tem três viés de investigação sobre o caso. “O de uma simples rixa de rua, ou violência característica de organizada, ou que esse fato tenha viés político. Hoje não é possível dizer com exatidão qual dessas situações será definida”, afirmou.

Segundo o delegado, o crime de torcida organizada seria o viés mais completo de investigação. “Nós já temos medidas contra torcidas organizadas no Paraná, inclusive os principais líderes da Império já foram presos”, disse.

Os suspeitos vão responder pelo crime de lesão corporal agravado por ser duas ou mais pessoas. Um inquérito será instaurado para investigar o caso.

Juíza encaminha para Procuradoria-Geral de Justiça do Paraná processo sobre mortes de sem-terra

A juíza Fernanda Orsomarzo, titular da Vara Criminal  de Quedas de Iguaçu, determinou ontem (21) que a investigação da morte de dois integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, em 2016, seja encaminhada à Procuradoria-Geral de Justiça do Paraná. Ela discorda de um pedido da promotoria da cidade, no Sudoeste do Paraná, que tentava arquivar as investigações.

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Vilmar Bordin, de 44 anos, e Leonir Orback, de 25, foram mortos por policiais militares, em local próximo ao acampamento Dom Thomás Balduino. Em abril de 2016, acompanhados de seguranças armados da empresa Araupel, os PMs se depararam com integrantes do MST e dispararam dezenas de tiros, matando os dois homens e ferindo ao menos sete pessoas.

O caso é investigado pelas polícias Federal, Civil e Militar e por um grupo de promotores do Ministério Público. Escutas telefônicas integram o inquérito. Em dezembro do ano passado, a promotoria local pediu o arquivamento das investigações contra os PMs suspeitos de homicídio. A juíza Fernanda Orsomarzo não aceitou os pedidos e também suspendeu denúncia contra quatro integrantes do grupo dos sem-terra, acusados pela promotoria de resistência qualificada. Esse processo ficará suspenso até que todos os fatos sejam esclarecidos.

Para a juíza, os depoimentos dos envolvidos são contraditórios e deixam ainda muitas dúvidas sobre o que os policiais foram fazer na área e de quem foi a ordem que motivou a ação policial em conjunto com seguranças privados. Na época, os policiais alegaram que foram acionados em razão de um suposto incêndio criminoso em uma da fazenda da região.

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No caminho, os policias se depararam com os agricultores que estariam armados. A alegação é de que houve troca de tiros. Armas foram apreendidas. Tanto a polícia quanto o MST dizem que foram vítimas de emboscada. Nenhum policial ficou ferido. O MST rechaça a declaração da PM de que os sem-terra armaram uma emboscada para os policiais.

Segundo o movimento, uma das vítimas foi baleada nas costas, o que provaria que não houve confronto. O conflito de sem-terra com a empresa Araupel envolve três fazendas na região. Em sentença, a Justiça Federal declarou no ano passado que a área da Fazenda Rio das Cobras, onde está o acampamento Dom Tomás Balduíno, pertence à União. A Araupel recorreu da sentença que anulou os títulos de posse da empresa.

Reforma Agrária

Tropa de choque do PT (MST) ameaça tocar terror em Brasília pelo registro da candidatura de Lula

 

Em Brasília, o Congresso Nacional, o Superior Tribunal Federal e o Palácio do Planalto estão em estado de alerta. Segundo o jornalista Cláudio Humberto, do Diário do Poder, informações de inteligência sobre os “mortadelas” recrutados pelo MST para a marcha a Brasília, esta semana, deixou a área de segurança em estado de alerta.

O temor é que os “manifestantes” cheguem à capital dispostos a “tocar o terror”, promovendo as agressões, as invasões e as depredações de protestos que ocorreram após o PT perder o poder. Os organizadores, por enquanto, “cumprem os compromissos” com as autoridades.

O temor é que, como sempre, “percam o controle”. O MST divulgou que a meta é reunir cinco mil pessoas em frente ao TSE, em Brasília, para o pedido de registro da candidatura de Lula.

A marcha promovida pelo MST deve atrair a adesão de sindicalistas ligados em PT, que alugaram ônibus com destino a Brasília. A marcha promovida pelo MST deve atrair a adesão de sindicalistas ligados em PT, que alugaram ônibus com destino a Brasília.

A PM do DF empregará 2 mil homens na segurança, nesta quinta. PM, DER e Detran disseram estar “acompanhando” os acampamentos.

Lula diz que Judiciário não merece mais respeito, afirma líder do MST

“Indignado”, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse a interlocutores que o Poder Judiciário não merece mais respeito. Foi o que afirmou João Pedro Stédile, coordenador nacional do MST, após visita ao petista nesta quinta-feira (5), na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR).

“A indignação dele é tão grande que disse para nós: ‘A comportar-se desse jeito, esse Poder Judiciário não merece mais respeito de ninguém'”, relatou Stédile a jornalistas. Segundo o ativista, o ex-presidente afirmou que a Justiça precisa recuperar a compostura e se guiar pela Constituição, garantindo os direitos das pessoas.

Também participou da visita o ex-presidente nacional do PT Rui Falcão. Há exatamente três meses, o juiz Sergio Moro expediu mandado de prisão contra Lula.

Repetindo relatos de apoiadores que visitaram o petista na cadeia, Stédile apontou uma aparente dualidade no ex-presidente. Segundo ele, Lula está “sereno e puto da cara”.

O líder do MST disse que o ex-presidente está indignado com a situação do país e com o que entende como manipulações do STF (Supremo Tribunal Federal). “Ele está puto da cara porque acompanha pela televisão as notícias. Está muito bem informado”, afirmou.

De acordo com Stédile, Lula ficou muito satisfeito com a agenda de mobilizações dos movimentos populares para os próximos meses. O ativista disse que será feito um abaixo-assinado dirigido à presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, para que seja pautada uma das ações declaratórias de constitucionalidade que tratam da execução provisória da pena. É o caso do ex-presidente, que foi preso antes do julgamento de seu processo nas instâncias superiores.

O ex-presidente também declarou apoio a Marília Arraes, que busca se candidatar pelo PT ao governo de Pernambuco. O partido está dividido no estado -uma ala quer colocar a campanha de Marília na rua, enquanto a outra deseja fechar uma aliança com o PSB, que tenta reeleger o atual governador, Paulo Câmara.

A manifestação de Lula ocorre simultaneamente ao avanço das negociações entre o PSB e o PDT do presidenciável Ciro Gomes. “Se estivesse em Pernambuco como militante, já estaria em campanha pela Marília Arraes”, Lula teria dito a Stédile e Falcão. Segundo Stédile, o ex-presidente acredita que a legenda precisa criar vergonha e disputar com suas ideias.

O “lobby do agrotóxico” está mandando no Brasil, denuncia líder do MST

O líder do MST João Pedro Stédile participou do penúltimo dia da 17ª Jornada de Agroecologia, nesta sexta-feira (08), em Curitiba. O evento é organizado por mais de 40 movimentos e entidades do Paraná, entre eles o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a UFPR e a UTFPR.

Stédile questionou o atual modelo de agricultura de produção em larga escala com “abuso de agrotóxicos” e transgênicos mas afirmou que, aos poucos, o consumidor está se conscientizando das vantagens dos orgânicos e agroecológicos para a saúde.

“Nós criamos uma consciência na população que os produtos (agrícolas) das grandes redes de supermercados estão contaminados (com agrotóxico)… o Instituto do Câncer e várias pesquisas acabaram comprovando que muitos casos de câncer e de parkinson tem relação com o consumo de alimentos contaminados com agrotóxico”, afirmou.

Para Stédile, o grande desafio é regulamentar a produção agrícola sem a influência do chamado “lobby dos agrotóxicos”.

“As grandes empresas transnacionais é que estão mandando no Brasil e na legislação e nos deputados. Estão tentando liberar os agrotóxicos e transgênicos… nosso legislativo é dominado pela bancada ruralista, muitos políticos mancomunados e financiados por empresas transnacionais, estão acelerando para fazer todas as mudanças que a sociedade brasileira, tenho certeza, se tivesse conhecimento, não aceitaria”, disse.

Há quase um mês, a comissão especial da Câmara Federal que analisa o projeto que altera as regras de comercialização de agrotóxicos tenta, sem sucesso, debater o relatório apresentado pelo deputado Luiz Nishimori (PR-PR). O texto (PL 6299/2002) limita a atuação de órgãos como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) na liberação dos agrotóxicos. Segundo o relator, a ideia é “modernizar” o processo de liberação dos produtos.

Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo

A contaminação dos alimentos por agrotóxicos é uma realidade confirmada por um Dossiê da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO), divulgado em 2015. Segundo a pesquisa, 70% dos alimentos in natura consumidos no país estão contaminados por agrotóxicos, e 28% desses alimentos contém substâncias não autorizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Os impactos do consumo cotidiano de alimentos contaminados ainda não são mensurados de maneira completa, mas a Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que os agrotóxicos causam 70 mil intoxicações agudas e crônicas por ano.

O Paraná é conhecido como estado forte no agronegócio, fato que o coloca na posição de terceiro maior consumidor de agrotóxicos do país. A cada ano, cerca de 96,1 milhões de quilos de agrotóxicos são utilizados no estado, de acordo com dados do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), de 2013. De todo o estado, a região de Cascavel é a que mais consome veneno na agricultura.

Veja a programação completa da 17ª Jornada de Agroecologia em  http://www.jornadaagroecologia.com.br

 

 

“Sairemos maiores e mais fortes”, diz Lula em carta ao MST

Em carta enviada ao MST, o  ex-presidente Luiz agradeceu aos manifestantes que marcam presença todos os dias na superintendência da Polícia Federal, em Curitiba e afirmou: “Sairemos maiores e mais fortes desta situação. Nós estamos do lado certo da história.”

A carta foi entregue ao líder do Movimento Sem Terra, João Pedro Stédile. Nela, Lula afirma que se sente perseguido, como os trabalhadores do MST: “O MST, mais do que ninguém, sabe o que é sentir na pele a dor da injustiça, da perseguição e dos processos fabricados e manipulados”, afirmou.

Leia a íntegra do documento:

“Meus queridos companheiros do MST, Sei que muitas das vozes que me desejam um “bom dia” todas as manhãs são vozes dos companheiros e companheiras do Movimento Sem Terra. O MST, mais do que ninguém, sabe o que é sentir na pele a dor da injustiça, da perseguição, dos processos fabricados e manipulados, e das inúmeras prisões e mortes de companheiros que lutam pela terra e por uma vida digna.

A dedicação, a solidariedade e o carinho que vocês demonstraram nas caravanas que realizamos pelo Brasil continuam firmes e fortes depois de todas as arbitrariedades cometidas contra mim. Eu tenho certeza que todos nós sairemos maiores e mais fortes desta situação. Nós estamos do lado certo da história.
A todos vocês que acreditam na minha inocência e lutam contra a injustiça, serei sempre grato.

Um abraço fraterno. Luiz Inácio Lula da Silva”

MST protesta e libera cancelas de seis pedágios no Paraná

Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) realizam protestos em seis praças de pedágio do Paraná, na manhã desta terça-feira (17).

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, em todos os pontos de manifestação as cancelas de pedágio foram liberadas. Não há pontos de bloqueio nas rodovias.

Hoje completa 22 anos da morte de 21 Sem Terras no chamado “massacre do Eldorado dos Carajás” e dois anos do impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Veja os locais das manifestações: 

  • Em Jataizinho/PR, na BR 369, km 126,5 – A previsão de encerramento está para às 13h.
  • Em Ortigueira/PR, na BR 376, km 321.
  • Em Cascavel/PR, na BR 277, km 568,6 – cerca de 100 pessoas no local.
  • Em Campo Mourão/PR, na BR 369, km 378.
  • Em São Miguel do Iguaçu/PR, na BR 277, km 704.
  • Em Jacarezinho/PR, na BR 369, km 0.

Movimentos pró-Lula fazem protestos em Curitiba

Manifestantes pró-Lula e movimentos sindicais estão reunidos nesta sexta-feira (6), na Praça Santos Andrade, em Curitiba, em apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deve começar a cumprir a pena de 12 anos e um mês de prisão.

Apoiadores do ex-presidente também fazem uma vigília na sede do Partido dos Trabalhadores (PT), na capital, desde a noite de ontem. Lula está na sede do partido em São Paulo, onde deve se pronunciar às 16 horas.

Manifestantes também interditaram, por volta das 14 horas, os dois sentidos da BR-277 sentido Paranaguá, próximo ao acesso a Fábrica Renault pelo Sindicato dos Metalúrgicos.  A manifestação, intitulada “Metalúrgicos contra o fim da democracia”, aconteceu em diversas fábricas da capital.

O ex-presidente foi condenado a 12 anos e um mês de prisão pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) e teve o mandado de prisão expedido ontem (5) pelo juiz Sérgio Moro. Ele tem até às 17 horas para se entregar.

Fotos: Francielly Azevedo / CBN Curitiba

MST invade fábrica da Nestlé e cobra uso consciente da água

Um grupo de aproximadamente 600 mulheres ligadas ao MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra) invadiu uma fábrica de água mineral da Nestlé, na cidade de São Lourenço, no Sul de Minas Gerais, na manhã desta terça-feira (20). O protesto integra uma série de ações do MST para chamar atenção por um uso mais sustentável da água. O Brasil sedia o 8º Fórum Mundial da Água ao longo desta semana em Brasília.

Segundo o MST, a unidade da Nestlé em São Lourenço foi alvo do protesto porque a exploração do produto no município, conhecido nacionalmente por suas reservas hidrominerais, afetou a disponibilidade do líquido aos moradores. “Antes de ser privatizada, a água era amplamente utilizada para tratamentos medicinais. Além da redução da vazão, nota-se a mudança no sabor da água, ou seja, a exploração está fazendo com que [o líquido] perca seus sais minerais”, segundo trecho de comunicado do MST.

A Nestlé mantém a fábrica em São Lourenço desde 1994, ano em que adquiriu as fontes minerais e o Parque das Águas de São Lourenço. O protesto começou por volta das 5h. Segundo a PM, as manifestantes deixaram a unidade por volta das 10h de forma pacífica. Uma vistoria detectou, no entanto, que um equipamento foi danificado.

A PM não soube informar à reportagem qual era o equipamento depredado e se o problema interrompeu as atividades da fábrica. Uma advogada do MST, que não foi identificada, foi responsabilizada pelo dano, informou a polícia.

Outro lado

A Nestlé Waters confirmou, por meio de nota, que parte das instalações de sua unidade fabril em São Lourenço foi atingida durante o ato do MST. A empresa, no entanto, não especificou os danos. “A companhia reitera que respeita a liberdade de expressão e opinião, mas lamenta que a manifestação tenha gerado danos nas instalações, local de trabalho de mais de 80 colaboradores”, disse.

A Nestlé informou, ainda, que está totalmente comprometida com a administração sustentável dos recursos hídricos e o direito humano à água. Reiterou que em todos os locais onde extrai água, realiza estudos de recursos hídricos e monitora frequentemente as retiradas para garantir que não afetem as bacias hidrográficas locais e os aquíferos.

O MST foi procurado, mas até esta publicação ainda não havia se manifestado.

Fórum da água

Segundo dados da ONU, uma a cada sete pessoas no mundo tem que caminhar mais de 1 km para ter o mínimo de acesso à água para sobreviver durante um dia (20 litros). Enquanto isso, 2,4 bilhões de pessoas não têm instalações sanitárias adequadas e 1 bilhão ainda têm que defecar ao ar livre.

No Brasil, o país da abundância das águas, são cada vez mais frequentes e severas as secas. Além disso, a desigualdade da distribuição desse recurso natural e os enormes gargalos no saneamento são barreiras ainda longe de serem transpostas.

Para discutir esses temas, a cidade de Brasília recebe até o dia 23 a 8ª edição do Fórum Mundial da Água, na mesma semana em que se comemora o dia mundial da água, na quinta-feira (22). O principal objetivo do encontro é sensibilizar os políticos das necessidades do setor. Leia abaixo dados sobre o acesso à água e ao saneamento no Brasil e no mundo.