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NASA publica imagens de satélite da ilha na Austrália onde metade dos coalas morreram

A NASA (National Aeronautics and Space Administration) divulgou duas imagens de satélite que mostram os 155 mil hectares da Ilha Kangaroo, na Austrália, destruídos pelos fortes incêndios no país. A área consumida pelas chamas equivale a um terço da ilha, localizada no sul do país.

Entre as espécies da região, estão os coalas. Segundo Sam Mitchell, do Parque Nacional da Ilha, mais de 50% da população do mamífero desapareceu –  algo em torno de 25 mil coalas. Contudo, diversas aves, répteis e mamíferos, como os ornitorrincos, também foram mortos.

Cientistas da Universidade de Sidney estimam que mais de um bilhão de animais foram mortos na Austrália por causa dos incêndios. Além disso, 25 pessoas também faleceram pelo fogo, que também destruiu mais de duas mil casas.

Imagem de satélite sobre a ilha Kangaroo no dia 16 de dezembro, antes dos incêndios. (Reprodução/NASA)

INCÊNDIOS NA AUSTRÁLIA

De acordo com a CNN, o governo australiano acusa que as ondas de calor são as grandes causas do fogo, mas também não deixa de fiscalizar ações humanas.

A polícia do estado de Nova Gales, por exemplo, já acusou 24 pessoas de iniciarem incêndios no país. Além disso, foram abertas medidas legais contra 183 pessoas desde o dia 8 de novembro.

meteoro chuva brasil

Chuva de meteoros pode ser vista no Brasil nesta madrugada, dizem especialistas

Uma chuva de meteoros, chamada de Alfa Monocerotídeas, poderá ser vista em todo o mundo, inclusive no Brasil, nesta sexta-feira (22), por volta da 1h50 da madrugada (horário de Brasília). A previsão é dos cientistas Peter Jenniskens e Esko Lyytinen, do Instituto SETI (‘Search for Extraterrestrial Intelligence’), que esperam ver de 100 a 400 meteoros por hora. E a NASA (National Aeronautics and Space Administration) não descarta essa possibilidade.

A possível chuva de meteoros deve durar entre 15 e 40 minutos, e a Lua, em fase crescente, não deve interferir por refletir menos luz.

Além disso, os especialistas revelam que esse fenômeno já foi registrado em 1925, 1935, 1985 e 1995. As duas mais antigas tiveram taxas de 1.000 meteoros por hora, enquanto a mais recente teve um índice de 400 meteoros.

O mais interessante do estudo dos pesquisadores é que esses meteoros são pedaços de poeira de um cometa ainda não descoberto pelos humanos.

COMO SE PREPARAR PARA A CHUVA DE METEOROS

Contudo, o Bill Cooke, da NASA, revelou que a chuva de meteoros não deve ser tão grandiosa quanto os seus colegas previram, mas que deve haver sim a chuva de meteoros.

Entretanto, em um artigo publicado no site da maior agência de estudos espaciais do mundo, Cooke ressalta que o tempo é um fator primordial. Além disso, alertou que olhar para o celular afeta sua visão noturna. Ou seja, para se preparar bem, não fazendo uso de equipamentos eletrônicos e ficar um tempo aproximado de 45 minutos olhando para o céu.

“Lembre-se, você precisa de um céu claro e escuro para ver meteoros, e parece que a Mãe Natureza vai ser má, com nuvens previstas em grande parte da parte dos Estados Unidos que tem chance de observar a explosão”, disse ele sobre a previsão do tempo no solo americano.

“Se Jenniskens e Lyytinen estiverem certos, você poderá ver alguns pedaços de um cometa que aguarda descoberta, queimando na atmosfera 100 milhas acima de sua cabeça. Vale a pena algumas horas, eu acho. Mesmo que não haja uma explosão, não custa ficar um pouco sob as estrelas”, concluiu.

O QUE SÃO METEOROS

Muitos conhecem os meteoros como estrela cadentes, mas os meteoros são pedaços de poeira espacial que queimam ao entrar na atmosfera da Terra – e isso gera um rastro luminoso. São pequenos e inofensivos, ou seja, não chegam na superfície do planeta – quando chegam, é dado o nome de meteorito.

Ao longo do ano, acontecem várias chuvas de meteoros, como Leonídeos, Perseidas e Orionídeos.

Nasa quer levar primeira mulher à Lua em 2024

A Lua foi o principal assunto da semana que passou nos círculos espaciais. A Nasa apresentou os primeiros detalhes do seu plano de colocar astronautas no solo lunar até 2024, cientistas chineses publicaram os primeiros resultados científicos de sua exploração do lado afastado da Lua, e uma sonda conseguiu registrar o local de impacto do módulo israelense que tentou, sem sucesso, uma alunissagem em abril

Na segunda-feira (13), a agência espacial americana enviou ao Congresso uma emenda ao seu pedido de orçamento para 2020, incluindo mais US$ 1,6 bilhão para o desenvolvimento de um módulo de pouso capaz de pousar na Lua com astronautas até 2024, num projeto batizado de Ártemis. Trata-se da irmã gêmea de Apolo na mitologia grega, uma referência ao primeiro projeto que levou humanos à superfície lunar entre 1969 e 1972 (o primeiro pouso, por sinal, completa 50 anos em julho). Desta vez, promete a Nasa, veremos a primeira mulher pisar na Lua.

A iniciativa, contudo, segue com rumos incertos. A proposta da Casa Branca é tirar os recursos necessários do Pell Grant, um programa de bolsas universitárias para americanos de baixa renda, e não é muito provável que essa conversa cole entre os congressistas democratas, maioria na Câmara. E o administrador da Nasa, James Bridenstine, já disse que será preciso colocar ainda mais dinheiro nos anos seguintes para cumprir o prazo.

De concreto, a Nasa selecionou 11 companhias para trabalhos iniciais num módulo de pouso tripulado, alimentados por modestos US$ 45,5 milhões.

Seguindo com o noticiário lunar, na quinta-feira (15), um grupo da Academia Chinesa de Ciências publicou na revista científica “Nature” os resultados colhidos durante o primeiro dia lunar na análise de solo feita pelo jipe robótico Yutu-2 na bacia do Polo Sul-Aitken -uma enorme depressão localizada no lado afastado da Lua. O rover chinês foi levado até lá no começo do ano pela missão Chang’e-4, a primeira na história a pousar no hemisfério lunar jamais visível da Terra.

Como esperado, a composição do solo ali é diferente de outras regiões, indicando que pode ser material proveniente do manto lunar. Espera-se que resultados adicionais ajudem a esclarecer não só a origem da Lua, mas também detalhes de como se dá a formação de planetas.

Na mesma quinta, a equipe do orbitador americano Lunar Reconnaissance Orbiter divulgou uma imagem do local de impacto do módulo israelense Beresheet, que tentou realizar a primeira alunissagem privada em 11 de abril. A pancada não foi suficiente para abrir uma cratera, mas deixou uma marca detectável na superfície.
Achou muita coisa? A Lua promete se tornar um lugar ainda mais agitado em breve.

Nasa lançará satélite para medir as mudanças da massa polar na Terra

A Nasa, a agência espacial norte-americana, quer aprofundar os estudos sobre mecanismos que reduzam as incertezas dos prognósticos sobre o futuro aumento do nível do mar e ajudem a compreender as mudanças climáticas. Para isso, será lançado ao espaço, no próximo dia 15, um satélite que vai medir, em detalhes, as mudanças de massa polar na Terra.

O Satélite de Elevação de Terra e Gelo da Nasa-2 (ICESat-2) medirá a mudança média anual de elevação do gelo terrestre que cobre a Groenlândia e a Antártida, capturando 60 mil medições por segundo.

A expectativa dos pesquisadores é de que o ICESat-2 amplie e aperfeiçoe estudos anteriores da Nasa, que monitoraram a mudança nos movimentos dos picos polares em 2003, com a primeira missão ICESat e, depois em 2009, com a Operação IceBridge, que analisou a taxa de variação e aceleração.

Gelo

De acordo com a Nasa, bilhões de toneladas de gelo derretem anualmente, elevando o nível do mar no mundo.

Nos últimos anos, as contribuições do derretimento das camadas de gelo da Groenlândia e da Antártica aumentaram o nível do mar global em mais de um milímetro por ano. A taxa está aumentando, segundo os pesquisadores.

O ICESat-2 também fará as medições para verificação da altura do gelo marinho existente acima da superfície do mar, observando a espessura e o volume.

Pesquisas

A cobertura de gelo do Ártico reflete o calor do Sol de volta ao espaço. Quando esse gelo derrete, a água escura que há embaixo absorve o calor, alterando os padrões de circulação do vento e do oceano, afetando potencialmente o clima global da Terra.

Além dos pólos, o ICESat-2 medirá a altura das superfícies oceânicas e terrestres, incluindo as florestas. Um instrumento associado ao ICESat-2 medirá o topo das árvores, na tentativa de colaborar com as pesquisas sobre a quantidade de carbono armazenada nas florestas.

Os pesquisadores também analisarão os dados coletados sobre a altura da copa das árvores, sua densidade e estrutura, no esforço de realizar previsões sobre incêndios florestais.

Nasa informa que a lua tem dois depósitos de gelo

A agência espacial dos Estados Unidos, a Nasa, informou que foram identificados dois polos na lua que comprovam a existência de superfícies de gelo. São áreas mais escuras, distribuídas de forma irregular e que têm características de formações antigas e distintas.

No pólo sul, a maior parte do gelo se concentra em crateras lunares, enquanto no norte é mais distribuído, embora em menor quantidade.

O trabalho foi realizado por cientistas da Universidade do Havaí, Brown University e do Centro de Pesquisas da Nasa. A equipe é liderada pelos pesquisadores Shuai Li, da Universidade do Havaí e Brown University, e Richard Elphic, da Nasa.

Os pesquisadores utilizaram dados captados por um instrumento denominado Moon Mineralogy Mapper (M3), da Nasa, que identificou aspectos específicos sobre a existência de gelo, água e vapor.

Disposto na nave não tripulada Chandrayaan-1, lançada em 2008, o M3 foi capaz de identificar a presença de gelo sólido na lua, coletando informações que distinguem água líquida, vapor e gelo sólido.

Segundo a Nasa, a maior parte do gelo descoberto está nas crateras, do lado norte, pois ali as temperaturas são baixíssimas por causa da inclinação do eixo de rotação da lua, uma vez que a luz não chega a essa região. No caso do lado sul, a formação de gelo pode ser explicada por outros fenômenos, como o movimento do sistema solar.

Nasa lança com sucesso a primeira sonda a visitar o Sol

A Nasa divulgou neste domingo (12) que lançou com sucesso a sonda Parker Solar Probe. A decolagem aconteceu no Cabo Canaveral, na Flórida, nos EUA.

A missão da sonda é viajar para as regiões mais internas do Sistema Solar e se colocar numa órbita próxima do Sol, para coletar informações sobre a estrela.

A primeira “roçada” em nossa estrela-mãe acontece cerca de três meses após o lançamento, na primeira de 24 passagens próximas previstas ao longo de sete anos.

A sonda não vai entra no interior da estrela, pois não aguentaria o calor de 5.500 °C.
A sonda recebeu o nome do físico americano Eugene Parker, 91, que ainda está vivo, e desenvolveu a teoria do vento solar nos anos 50. Normalmente os programas recebem os nomes de personalidades que já faleceram.

Lançamento de sonda em direção ao sol é adiado

Salvador Nogueira

A primeira tentativa de lançamento da Parker Solar Probe teve de ser interrompida com pouco mais de 2 minutos para a decolagem. O problema foi uma anomalia nos dados do sensor de um dos tanques de hélio pressurizado do foguete Delta IV Heavy.

Sem mais tempo para resolver a falha, a equipe foi obrigada a interromper o ciclo e reiniciar as preparações para nova tentativa neste domingo (12), a partir das 4h30.

A missão da sonda é viajar para as regiões mais internas do Sistema Solar e no fim das contas se colocar numa órbita próxima do Sol, muito mais perto dele que o planeta Mercúrio.

A primeira “roçada” em nossa estrela-mãe acontece cerca de três meses após o lançamento, na primeira de 24 passagens próximas previstas ao longo de sete anos. Numa órbita bastante alongada, a cada afastamento a Parker Solar Probe cruza as órbitas de Mercúrio e Vênus, por vezes usando encontros próximos venusianos para “apertar” ainda mais seu cerco ao redor do Sol.

Claro que a sonda nunca vai entrar no interior da estrela -nada conhecido pela ciência poderia sobreviver intacto a um contato com a fotosfera solar (sua “superfície”), onde a temperatura é de cerca de 5.500 °C.

A espaçonave, contudo, fará travessias constantes da chamada coroa solar -que é basicamente a atmosfera estendida do Sol. Em sua aproximação máxima, estará a apenas 6,2 milhões de km da fotosfera (para efeito de visualização do nível de proximidade, nessa hora, entre ela e o Sol daria para colocar apenas uns quatro sóis enfileirados).

De forma curiosa, a coroa solar é ainda mais quente que sua superfície, atingindo temperatura de milhões de graus. Os cientistas ainda não sabem explicar direito o porquê, e a ideia é que a Parker Solar Probe ajude a descobrir o que rola.

Mas se a sonda não aguentaria os 5.500 graus da superfície do Sol, como pode encarar uma temperatura de milhões de graus na coroa solar? Tenha em mente a definição de temperatura: trata-se do grau de agitação das partículas. Na coroa solar, as partículas estão se movendo extremamente rápido -ou seja, a temperatura é alta-, mas a quantidade de partículas por volume é bem pequena. É o que torna a missão possível.

“Mesmo na órbita mais próxima do Sol a densidade de partículas por metro cúbico é cerca de um centésimo da do melhor vácuo obtido em laboratórios aqui na Terra”, explica Caius Lucius Selhorst, pesquisador da Universidade Cruzeiro do Sul (Unicsul) e especialista em física solar não envolvido com o projeto.

O maior desafio na verdade é lidar com a radiação luminosa -as partículas de luz do Sol chegam em maior quantidade quanto mais perto se está dele. Esses fótons, por sua vez, excitam materiais que encontram pela frente, agitando-os (e aí a sonda esquenta).

Para contornar o problema, a Parker Solar Probe conta com um escudo térmico de 12 cm de espuma de compósito de carbono ensanduichados entre duas folhas de fibra de carbono.

Todos os equipamentos, salvo a pontinha dos painéis solares e antenas, ficam atrás do escudo, onde a temperatura é mantida a confortáveis 29 °C. Na frente do escudo, onde a luz solar incide diretamente, a temperatura deve chegar a 1.371 °C. Mas ele aguenta.

O nome da sonda é uma homenagem ao astrofísico solar americano Eugene Parker, que na década de 1950 fez grandes avanços teóricos na compreensão do vento solar -a torrente de partículas ionizadas lançadas pelo Sol ao espaço.

Entendendo o sol

Os cientistas já têm uma compreensão razoável do que leva ao surgimento de estrelas como o Sol e de como elas “funcionam”, gerando energia por meio da fusão nuclear que acontece em seu interior.

Muitos detalhes, contudo, ainda pedem explicações mais sofisticadas. Isso inclui os padrões vistos nos ciclos de máximo e mínimos de atividade (que variam para cada estrela e, no caso do Sol, acontecem a cada 11 anos) e suas variações, e também nos fenômenos que acontecem na coroa para gerar o vento solar.

E o interesse pelo fenômeno vai muito além da curiosidade acadêmica. A interação do vento solar com o campo magnético terrestre é de alta relevância para nosso mundo tecnológico. Tempestades solares intensas podem danificar satélites em órbita e mesmo afetar redes elétricas em solo.

Daí a importância de saber prever esses fenômenos, e não há como fazer isso sem compreendê-los. Diversas espaçonaves foram lançadas nas últimas décadas para estudar o Sol, como a SoHO e o SDO, mas nenhuma com esse foco de visitar a coroa solar e tomar dados no local em que os fenômenos nascem. Em suas aproximações do Sol, a Parker Solar Probe estará no centro da ação.

“Creio que os dados obtidos serão fundamentais para ajudarmos a entender melhor os processos de formação do vento solar e das partículas energéticas que podem causar grandes distúrbios na nossa magnetosfera”, diz Selhorst.
Além dos dados inéditos, a espaçonave baterá diversos recordes. Em suas aproximações do Sol, puxada pela gravidade solar, ela chegará a 700 mil km/h -velocidade cerca de 30 vezes maior que a da Estação Espacial Internacional.

Nada disso virá de graça, claro. O projeto já está sendo desenvolvido há oito anos, com um gasto total de US$ 1,5 bilhão. Jornadas épicas custam caro. Mas, ao que parece, Ícaro finalmente será vingado.

Nasa lança missão para estudar o degelo e o movimento da água na Terra

Uma missão da Nasa vai medir o ciclo da água da Terra a partir desta terça-feira (22) por meio de dois satélites denominados Grace-Fo On (Climate Experiment Follow-On mission) para identificar a velocidade do degelo e do movimento da água no globo terrestre.

Os satélites serão lançados, em um foguete Falcon 9 da empresa SpaceX, da Base Aérea de Vandenberg, na Califórnia (EUA), às 12:47:39 (horário local).

Os satélites gêmeos Grace-Fo orbitarão a Terra a 220 quilômetros de distância um do outro. Os primeiros resultados da operação deverão ser divulgados pela Nasa em seis meses (180 dias). Porém, as avaliações deverão demorar mais 30 dias.

De acordo com cientistas da Nasa, como resultado da primeira parte da missão, lançada em 2002, já foi possível determinar que tanto o Alasca como a Groenlândia perderam grandes quantidades de gelo nos 15 anos analisados.

*Com informações da Nasa e da EFE

Nasa visita projeto de monitoramento do Aedes aegypti no litoral do Paraná

Uma equipe de representantes da Nasa vem ao Paraná nesta semana para avaliar um projeto de coleta de dados sobre o Aedes aegypti. O mosquito transmite doenças como a dengue, a zika e a febre chikungunya e virou motivo de estudo depois da epidemia registrada no Estado, principalmente no litoral, entre 2016 e 2017.

Professor-doutor de Ciências, Rodrigo Reis, do Programa Laboratório Móvel de Educação Científica da Universidade Federal do Paraná – Litoral, é quem fala sobre a expectativa para essa visita.

“São representantes de um projeto educacional da Nasa, onde as escolas produzem ciência. Elas produzem conhecimento científico que ficam disponíveis em uma plataforma para quem quiser utilizar. Os professores das escolas trabalharam na base de projetos, com uma série de processos científicos a serem utilizados e os dados são comparados com dados do mundo inteiro. No ano passado eles vieram e lançaram aqui no Brasil, aqui em Paranaguá também, um protocolo novo para mapeamento dos hábitos do aedes”.

O Globe Brasil é desenvolvido em parceria com a Agência Espacial Brasileira e, no Paraná, também em conjunto com a UFPR. O objetivo da iniciativa é promover o interesse das pessoas pela ciência, formar cidadãos conscientes em relação ao meio ambiente e apoiar professores no trabalho com temas relacionados.

“A ideia inicial do projeto é que professores das escolas possam usar uma ferramenta, que é um aplicativo de celular, junto a um banco de dados na internet para desenvolve projetos e trabalhar o ensino de ciências a partir da realidade dos estudantes. Os de Paranaguá vão poder trabalhar a questão da dengue a partir da realidade onde eles estão inseridos. Nesse retorno, nos dias 22 e 23 no Paraná será verificado e analisado os trabalhos que já foram feitos e o desenvolvimento de  um plano de ação para o próximo ano”, explicou.

Outra tarefa da Nasa em solo paranaense é premiar os vencedores de uma feira virtual de ciências realizada no âmbito do Programa Globe que pode explicar, ao menos em parte, a razão pela qual a dengue se tornou um problema tão sério em Paranaguá.

“O projeto que as crianças desenvolveram com os professores eles colocavam o ovo do mosquito para eclodir em diversos tipos de água: água com soja, água com fertilizante e água com fertilizante + soja. Eles observaram que na água de fertilizante + soja o mosquito completa o ciclo de vida mais rápido. É uma realidade que existe em Paranaguá, devido aos farelos de soja e fertilizantes o que pode fazer com que os mosquitos tenham um ciclo de vida mais rápido na região”, explicou.

Mais uma vantagem do projeto é o de disponibilizar os dados na plataforma para toda a comunidade internacional. Desta forma, é possível analisar as informações distribuídas no tempo e no espaço e, assim, saber onde há mais e menos mosquitos. Além de Paranaguá, o Globe é realizado também no Rio de Janeiro, capital, e em São José dos Campos, interior de São Paulo.

Nasa confirma visita de asteroide interestelar ao Sistema Solar

A Nasa confirmou a presença do primeiro asteroide interestelar, vindo de outra galáxia, em nosso sistema solar. O asteroide de formato alongado e composição rochosa começou a ser observado na Via Láctea desde outubro pela agência espacial. Os cientistas da Nasa afirmam que este é caso sem precedentes na história de observação da agência. A presença dele, levanta a hipótese sobre a intercomunicação entre mundos estelares diferentes.

As informações sobre o asteroide visitante foram publicadas na revista científica Nature e no site da agência. O objeto, de 400 metros de comprimento, ganhou o nome de Oumuamua, que quer dizer “mensageiro” em havaiano. A forma do Oumuamua também chama atenção, segundo a Nasa é um formato incomum também não encontrado anteriormente em cerca de 750 mil asteroides e cometas observador agora no sistema solar que abriga a Terra.

Ele é maior que qualquer asteroide ou cometa observado na Via Láctea até agora segundo os astrônomos que trabalham na observação do Oumuamua.

A Nasa já confirmou que a órbita do asteroide não foi originada dentro do nosso sistema solar e agora os cientistas acreditam que um asteroide interestelar similar a este passe anualmente dentro da Via Láctea. Mas outros como este ainda não haviam sido detectados, porque só recentemente os chamados telescópios de rastreio, como a Pan-STARRS, têm a potência e precisão necessárias para descobri-los.

asteroide interestelar

“Durante décadas nós temos a teoria de que tais objetos interestelares estão lá fora, e agora – pela primeira vez – temos evidência direta de que eles existem”, disse Thomas Zurbuchen, administrador associado da Diretoria de Missões Científicas da Nasa em Washington, em um artigo publicado no site da Agência.

Segundo ele, a descoberta está abrindo uma nova janela para estudar a formação de sistemas solares além do nosso próprio.

Telescópios de vários lugares do mundo detectaram o asteroide, entre eles o Very Large Telescope do Chile, mas o Instituto de Astronomia no Havai fez as maiores descobertas sobre le, cruzando dados recebidos de satélites e telescópios terrestres.

A equipe do Havai, liderada por Karen Meech, foi a primeira a visualizar o asteroide e descobriu que o Oumuamua gira sobre seu eixo a cada 7,3 horas.

Além disso ele tem intensidade de luz (brilho) variante. Segundo a Nasa, nenhum asteroide conhecido ou cometa do nosso sistema solar varia muito em brilho, com uma grande relação entre tal comprimento e largura.

Tais características sugerem que ele seja denso e composto por metais de rocha e, possivelmente, não tem água ou gelo. Sua superfície foi avermelhada devido aos efeitos da irradiação de raios cósmicos de mais de centenas de milhões de anos.

Oumuamua já está se afastando da Terra. Ele viaja a cerca de 85.700 milhas por hora (38,3 quilômetros por segundo). Ele vai viajar para além da órbita de Saturno em janeiro 2019 e depois deixará a Via Láctea. Segundo a Nasa, Oumuamua irá em direção a constelação de Pegasus.

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