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Ciro, Freixo e Porchat apoiam Glenn; Olavo e deputados do PSL elogiam Augusto Nunes

Olavo de Carvalho, um dos líderes do conservadorismo no Brasil, defendeu a agressão do jornalista Augusto Nunes, do R7, ao colega Glenn Greenwald, do Intercept. Além dele, o deputado Carlos Jordy (PSL-RJ) também defendeu o ato. Por outro lado, Ciro Gomes, Marcelo Freixo e Fabio Porchat são alguns que manifestaram apoio a Glenn. Veja a repercussão da situação que aconteceu no Programa Pânico nesta quinta-feira (7).

“O Augusto Nunes descendo a porrada no Verdevaldo foi a coisa mais linda da TV brasileira ever”, comentou Olavo em seu Twitter. Já o parlamentar avaliou: “”Augusto Nunes, eu te amo, cara hahaha”.

Outro deputado, Douglas Garcia (PSL) também elogiou a atitude. “Augusto Nunes é um grande profissional, de inestimável contribuição ao jornalismo brasileiro, é por isso mesmo que protocolarei, hoje mesmo, uma moção de aplauso na ALESP pelos excelentes serviços prestados à população brasileira.”

OUTRO LADO: GLENN RECEBE APOIO NA INTERNET

Também teve quem manifestou solidariedade ao jornalista do Intercept. Glenn recebeu apoio de colegas do veículo, além de outros jornalistas e personalidades.

Ciro Gomes, candidato à presidência em 2018, chamou Augusto de ‘bandido’. Já David Miranda, marido de Glenn, reforçou o termo ‘covarde’, assim como Marcelo Freixo e Fabio Porchat.

Veja:

Assista o vídeo de Glenn sendo agredido por Augusto Nunes:

“Você é um covarde, Augusto Nunes. Você é um covarde e eu vou falar o porquê…”, disse Glenn antes de levar dois tapas na cara.

“Você não vai me chamar de covarde não, rapaz. Covarde, mas apanhou na cara”, respondeu Augusto.

Após alguns integrantes do Pânico apartarem a briga, o apresentador Emílio Surita optou por cortar o programa.

“Não tem condição, vamos fazer um break”, alegou o âncora do Pânico. Após 12 minutos, Augusto Nunes deixou o programa e Glenn continuou na bancada.

O MOTIVO DA BRIGA ENTRE 

Casado com David Miranda, Glenn chamou Augusto de covarde após o jornalista do R7 fazer comentários sobre os seus filhos com o deputado.

“O que eu disse, vocês vão perceber, é que ele não sabe identificar ironias, não sabe identificar um ataque bem-humorado. Convido ele a provar em que momento eu pedi que algum juizado fizesse isso. Disse apenas que o companheiro dele passa tempo em Brasília, passa o tempo todo lidando com material roubado. Quem vai cuidar dos filhos?”, alegou Nunes antes da confusão começar.

“Não foi nada irônico. (…) Ele nunca falaria que um juiz deveria investigar se os chefes que têm filhos, onde os dois pessoas trabalham. Ele só fala isso sobre nós. Isso é covardia”, disse Glenn após o Pânico voltar sem a presença de Augusto.

‘Ele deve se limitar à função de astrólogo’, diz Mourão sobre Olavo

O vice-presidente Hamilton Mourão rebateu nesta segunda-feira (22) as críticas feitas à classe militar pelo escritor Olavo de Carvalho. Para o general da reserva, o ideólogo de direita não deveria comentar sobre assuntos que não conhece e se limitar à função de astrólogo.

O escritor estudou astrologia e é considerado uma espécie de guru dos filhos do presidente Jair Bolsonaro e de ministros do chamado núcleo ideológico do governo, como Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Abraham Weintraub (Educação).

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“Eu acho que ele deve se limitar à função que ele desempenha bem, que é de astrólogo. Ele pode continuar a prever as coisas, que ele é bom nisso”, disse Mourão.

No sábado (20), um vídeo em que Olavo fazia críticas a aliados de Bolsonaro, sobretudo militares, foi publicado no canal oficial do presidente no Youtube. Após repercussão negativa, ele foi apagado no domingo (21), conforme antecipou o Painel.

Na gravação, o escritor questiona a contribuição das escolas militares para o país e diz que o regime militar “destruiu os políticos de direita”.

Mourão disse que Bolsonaro não deve ter assistido ao vídeo antes da publicação e afirmou que o discurso de Olavo demonstra seu “total desconhecimento” sobre como funciona o ensino militar.

“Alguém deve ter postado na rede dele. E, em relação ao Olavo de Carvalho, mostra o total desconhecimento dele de como funciona o ensino militar. Acho que é até bom a gente convidá-lo a ir a nossas escolas e conhecer.”

A troca de críticas entre os seguidores do escritor, os chamados olavistas, e os militares tem ocorrido desde o início do governo e levado o presidente a gastar seu capital político para arrefecer a disputa.

Recentemente, Olavo incentivou o deputado federal Marco Feliciano (Pode-SP) a apresentar um pedido de impeachment contra Mourão.
Mourão disse ainda que Olavo não está entendendo o que acontece atualmente no Brasil e ressaltou que a sua posição não tem contribuído com o governo.

“O Olavo perdeu o timing, não está entendendo o que está acontecendo no Brasil. Até porque ele mora nos Estados Unidos e não está apoiando e sendo bom ao governo”, disse.

Olavo de Carvalho diz que não vai lamentar se Vélez sair do MEC

O escritor Olavo de Carvalho disse que o ministro da educação Ricardo Vélez Rodrigues tem comportamento traiçoeiro. Disse ainda que não lamentaria se Vélez fosse colocado para fora da pasta.

A declaração foi feita pelas redes sociais de Olavo que é tido como o guru do presidente Jair Bolsonaro e quem havia indicado o nome de Vélez para comandar o Ministério da Educação.

Olavo se pronunciou sobre Vélez após uma série de crises no MEC. Na manhã desta sexta-feira (5), o presidente Jair Bolsonaro disse que o ministro deve sair do MEC na próxima segunda-feira (8).

Durante um evento com empresários em Campos do Jordão, Vélez afirmou que não entregaria o cargo. O ministro declarou ainda que o MEC deveria ser tocado mediante escolhas técnicas e não ideológicas.

Vélez disse isso mesmo após uma sequência de decisões que foram criticadas justamente pelo teor ideológico. Entre elas, a defesa de que os livros didáticos não registrem 1964 como um golpe.

O prefeito de São  Paulo, Bruno Covas (PSDB) criticou a defesa de Vélez e disse que barraria uma eventual mudança no conteúdo dos livros didáticos usados na rede escolar da prefeitura.

Também nesta sexta, Vélez recebeu críticas públicas de Luciano Huck e Viviane Senna, presidente do Instituto Ayrton Senna.