Cresce percentual de orgânicos nas compras do Programa de Aquisição de Alimentos

O percentual de participação dos orgânicos nas compras feitas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA),  triplicou nos últimos cinco anos. Segundo a Conab, no ano passado, 6% dos alimentos adquiridos nas modalidades executadas pela Companhia eram orgânicos. Em 2013, esse índice era de 2,2%.

De 2013 a 2018, foram adquiridos por meio do PAA cerca de 11,6 mil toneladas de produtos orgânicos, somando quase R$ 30 milhões. Quando se considera todo o volume comercializado pelo programa desde 2013, a participação dos orgânicos ainda fica em torno de 2,5%.

A ampliação anual da compra de produtos orgânicos é uma das metas previstas no Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo), em vigor desde 2016. No âmbito do PAA, o plano tinha o objetivo de garantir, até 2019, que pelo menos 5% dos recursos aplicados anualmente pelo PAA fossem para alimentos orgânicos, da sociobiodiversidade e de base agroecológica.

Segundo o Gerente de Programação Operacional da Agricultura Familiar da Conab, Tiago Horta, o PAA tem priorizado, principalmente nos últimos três anos, a compra de produtos orgânicos e isso tem estimulado que os agricultores convertam a produção de convencional para orgânica.

“Em valores relativos, a tendência é de aumento da participação dos orgânicos devido aos critérios de priorização do PAA.  Os orgânicos estão entre os requisitos que pontuam mais para os produtores, assim como ser mulher, quilombola ou assentado, por exemplo”, explicou Horta.

Além da priorização oficial dos orgânicos no programa, o gerente acrescenta que os produtores rurais têm buscado incrementar a produção orgânica em busca de benefícios para a saúde e de economia de recursos.

A demanda crescente por produtos orgânicos tem estimulado muitos produtores familiares a se oficializarem junto ao Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos, mantido pelo Ministério da Agricultura.

Para comercializar seus produtos como orgânicos, os agricultores devem certificar seus produtos por meio de auditoria junto a uma certificadora cadastrada no Ministério da Agricultura ou pelos sistemas participativos de garantia da qualidade orgânica, formados por grupos de produtores que se organizam para conseguir uma autocertificação.

Outra alternativa disponível somente para os agricultores familiares é fazer uma declaração em grupo junto a uma Organização de Controle Social (OCS) e se cadastrar no Ministério. Neste caso, os produtores somente estarão habilitados a vender diretamente para o consumidor em feiras ou para programas do governo, como o PAA.

“O fomento do Programa de Aquisição de Alimentos aos produtos orgânicos provocou a formalização de muitos produtores que praticavam a agricultura orgânica, mas não tinham certificação”, comentou Tiago Horta.

O PAA foi criado em 2003 para promover o acesso de pessoas mais pobres à alimentação e incentivar a agricultura familiar. O programa permite a compra de alimentos produzidos por agricultores familiares com dispensa de licitação e os destina às pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional.

O foco do programa é o público atendido pela rede de assistência social pública e privada, restaurantes populares, bancos de alimentos, hospitais e escolas. Os recursos do PAA são oriundos do Ministério da Cidadania.

Paraná Mais Orgânico alcança a marca de 900 certificações

O Programa Paraná Mais Orgânico alcançou a marca de 900 certificações em propriedades rurais paranaenses. Os números projetam o Paraná como um dos estados que mais possuem propriedades certificadas, de acordo com o balanço apresentado pela Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

Em 2019, o Programa completa 10 anos de atividade com 1.844 visitas em propriedades rurais e 789 estudos de casos desenvolvidos. Foram investidos mais de R$ 2,5 milhões no programa, que está na terceira fase de execução.

O projeto oferta serviços de assistência técnica e extensão rural, estimulando a adoção de inovações tecnológicas baseadas na agricultura orgânica. A ações são feitas em uma parceria entre a Secretaria, o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), as universidades estaduais e os Centro Paranaense de Referência em Agroecologia (CPRA).

Além de apoiar a organização dos agricultores familiares nos processos de comercialização da produção orgânica, o programa é uma política pública para formar profissionais qualificados em produção e certificação de orgânicos.

Certificação

O agricultor interessado deve entrar em contato com um dos oito núcleos do Programa. Um técnico irá executar ações de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) para adequar a propriedade. Após um período de adaptação, é feita uma auditoria para verificação das conformidades com a lei. Havendo correspondência à legislação, o produtor recebe o certificado.

*Com informações Aen PR

Alimentos orgânicos renderam R$ 4 bilhões a produtores brasileiros

O mercado brasileiro de orgânicos faturou no ano passado R$ 4 bilhões, resultado 20% maior do que o registrado em 2017, segundo o Conselho Brasileiro da Produção Orgânica e Sustentável (Organis), que reúne cerca de 60 empresas do setor.

Já o mercado global de orgânicos, sob a liderança dos Estados Unidos, Alemanha, França e China, movimentou o volume recorde de US$ 97 bilhões, em 2017. O balanço foi feito pela Federação Internacional de Movimentos da Agricultura Orgânica (Ifoam) e divulgado em fevereiro.

De acordo com a federação internacional estão identificados cerca de 3 milhões de produtores orgânicos em um universo de 181 países. E a agricultura orgânica cresceu em todos os continentes atingindo área recorde de 70 milhões de hectares, aproximadamente.

O Brasil é apontado na pesquisa como líder do mercado de orgânicos da América Latina. Contudo, quando se leva em consideração a extensão de terra destinada à agricultura orgânica, o país fica em terceiro lugar na região, depois da Argentina e do Uruguai, e em 12º no mundo.

Na América Latina, a produção se estende por oito milhões de hectares, o que corresponde a 11% da área mundial destinada aos orgânicos. Em extensão de terra, o Brasil cresceu mais de 204 mil hectares em dez anos, atingindo, em 2017, de 1,1 milhão de hectares.

CRESCIMENTO

A empresária Clevane Pereira, uma das proprietárias da Fazenda Malunga, empreendimento pioneiro em Brasília na produção e comercialização de orgânicos, destaca as mudanças ocorridas no setor nas últimas décadas.

“Começamos em 1998. No início, era bem difícil porque as pessoas não sabiam o que era orgânico. Hoje, melhorou a divulgação, inclusive com apoio do Ministério da Agricultura que foi muito bom nas campanhas. Nas Semanas dos Orgânicos (realizada anualmente), a gente conseguiu mostrar para o cliente o que era o produto”, comenta Clevane.

Com o desenvolvimento do setor na capital, incluindo o ingresso de indústrias no processo, o grupo conseguiu montar lojas que vendem praticamente 100% de produtos orgânicos, principalmente na parte vegetal de legumes e verduras, além dos laticínios produzidos na fazenda Malunga.

O desafio agora, segundo Clevane, é melhorar o abastecimento de frutas orgânicas e desenvolver os produtos de origem animal. “Eu acho que precisa mais pesquisa e há dificuldade no que diz respeito à parte animal. A parte vegetal já tem muitos produtos disponíveis no mercado e fazem com que o produtor tenha mais acesso à tecnologia”.

PERFIL DO CONSUMIDOR

A escolha dos brasileiros pelos orgânicos é justificada com mais força pela questão da saúde, principalmente por pessoas com 55 anos ou mais. É o caso de Sara Agra, bacharel em Turismo de Brasília, que compra orgânicos desde 2012, depois que foi diagnosticada com um câncer.

“Para ter um melhor tratamento, eu busquei produtos orgânicos. Folhagens, frutas, ovos, sementes, todos orgânicos. Meus exames melhoraram bastante e noto também que tenho mais força, mais ânimo”, relata.

Sara afirma que percebeu melhora no acesso aos produtos orgânicos nos últimos anos, e a ampliação da oferta de carnes orgânicas, como frango e peixe. Mas, ela ainda enfrenta dificuldades para encontrar as frutas.

“Um vasto número de frutas, realmente, não se encontra. Quando é uma fruta com casca, eu arrisco a comer, como melancia, melão. Mas, os outros eu prefiro comer o orgânico”.

Segundo a Organis, o percentual de consumo de produtos orgânicos no Brasil é de 15%. O Sul e o Centro Oeste foram as regiões apontadas como maiores consumidoras de orgânicos no país e o Sudeste apresentou o menor percentual de consumo, 10%. Os dados são de 2017, quando foi divulgada a única pesquisa feita sobre a percepção do consumo de orgânicos no Brasil.

De acordo com o estudo, as verduras lideram entre os alimentos orgânicos mais consumidos no país, com destaque para alface, rúcula e brócolis. Em seguida, os consumidores também preferem opções orgânicas de legumes, frutas (como banana e maçã) e cereais, como o arroz.

Mais de 60% compram os produtos orgânicos em supermercados, 26% preferem ir às feiras, 4% buscam em lojas de produtos naturais e 3% compram diretamente do produtor rural. Cerca de 40% apontaram que os preços representam a principal barreira para o baixo acesso aos orgânicos e 84% manifestaram intenção de aumentar o consumo de orgânicos.

A pesquisa da Organis também mostra que a população de menor renda e com pouca escolaridade é a que menos consome orgânicos. Apenas 9% dos que pertencem às classes de menor poder aquisitivo e 8% dos que possuem ensino fundamental incompleto tendem a consumir os produtos orgânicos, enquanto que a média nacional é de 15%.

Sobre a procedência dos produtos, apenas 8% dos consumidores baseiam sua decisão de escolha a partir da identificação no rótulos do selo orgânico federal, concedido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) aos produtores que atendem os requisitos da legislação.

“Eu acho que a pesquisa da Organis trouxe um olhar muito interessante sobre a relação do consumidor com o produto. É uma percepção que ainda cabe para avaliarmos nossas políticas e a nossa abordagem”, comenta Virgínia Lira, coordenadora de Produção Orgânica do Mapa.

Em outra pesquisa feita há quatro anos pelo Data Popular sobre as principais demandas dos brasileiros ao Ministério da Agricultura, os consumidores relatam que enfrentam dificuldades para encontrar orgânicos e ter acesso a esses alimentos a um preço mais em baixo.

Apesar da demonstração de interesse unânime pelos alimentos, na pesquisa os consumidores também destacaram que querem mais informações sobre a procedência dos produtos e garantias de que são, de fato, orgânicos. E defendem que deveria haver mais ações de promoção aos orgânicos.

“Acho que deve haver mais incentivo do governo nesse sentido com a agricultura familiar, porque a gente tem que ter uma vida saudável e com qualidade”, avalia Sara.

O Mapa, em parceria com outros ministérios, está preparando uma série de atividades de fomento à produção de orgânicos. Na última semana de maio, será realizada a 15ª edição da Semana Nacional dos Orgânicos. O tema da campanha deste ano é “Qualidade e Saúde: do Plantio ao Prato”.

*Do Mapa*

Brasil e Chile assinam acordo para comércio de orgânicos

Os ministros da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil, Blairo Maggi, e do Chile, Antonio Walker Prieto, assinaram memorando de entendimento com o objetivo de promover ações para facilitar o comércio de produtos orgânicos entre os dois países. Ambos participaram da reunião do Conselho Agropecuário do Sul (CAS), em Buenos Aires, na Argentina.

O texto assinado prevê colaboração mútua na fiscalização e controle dos produtos e políticas voltadas para o desenvolvimento da produção orgânica, além da melhoria das bases de dados e de normas e regulamentos que regem a atividade.

É o primeiro reconhecimento mútuo de semelhanças nos normativas de produção orgânica negociado entre países da América do Sul, demonstrando compromisso com o desenvolvimento de economias sustentáveis, de acordo com o secretário de Relações Intermacionais do Agronegócio do ministério, Odilson Ribeiro e Silva.

“Atualmente, apenas grandes produtores orgânicos alcançam mercados no exterior, pelo alto custo envolvido na certificação internacional. Com o sistema de reconhecimento mútuo, ambas legislações [aceitam] a certificação de sistemas participativos de garantia, estimulando a inclusão de pequenos e médios produtores no mercado de exportação”, disse o secretário.

A reunião do CAs acaba hoje (21), com a presença também dos demais ministros integrantes do conselho, da Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai.

No encontro deve ser discutido levantamento solicitado pelo ministro Maggi da lista de produtos químicos (moléculas autorizadas em cada país e condições de uso), com o objetivo de harmonizar a regulamentação desse tema em toda a região.

Produção orgânica está em expansão no Brasil

Por Camila Boehm

Há várias gerações a agricultura orgânica está presente na rotina da família da paraibana Maria Alves, de 65 anos, uma das coordenadoras de um movimento de produção regional na Grande São Paulo. O exemplo veio da avó que viveu mais de 100 anos e dedicou-se à agricultura.

“Eu vivi sempre na agricultura. Com 7 anos, eu já ajudava meu pai. Em família de agricultores, os filhos já começam muito cedo a trabalhar. Minha avó viveu 101 anos, sempre na agricultura, foi uma mulher que enfrentou muitas coisas, mas ela criou os filhos dela e era uma mulher feliz”, disse Maria Alves.

No ano passado, o setor de orgânicos, incluindo alimentos – in natura e industrializados –, cosméticos e têxtil, faturou R$ 3,5 bilhões apenas no mercado nacional, de acordo com dados do Conselho Brasileiro da Produção Orgânica e Sustentável (Organis).

Em 2016, o faturamento foi R$ 3 bilhões. No primeiro ano do levantamento, em 2010, o setor havia faturado R$ 500 milhões.

Dados

Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, atualmente são 17.075 registros de entidades produtoras de orgânicos no país, das quais cerca de 70% dos produtores são de agricultura familiar.

Em 2013, eram apenas 6.700 registros. O último censo do setor, de 2006, mostra ainda que a agricultura familiar participava com 30% do valor bruto da produção agrícola e agropecuária no Brasil, o que representava em torno de R$ 12 bilhões, segundo dados do ministério.

Existem dois tipos de certificação para produtores orgânicos. O ministério tem, atualmente, oito certificadoras credenciadas que fazem a fiscalização das propriedades e assumem a responsabilidade pelo uso do selo brasileiro.

Há também os Sistemas Participativos de Garantia (SPG), em que grupos formados por produtores, consumidores, técnicos e pesquisadores se certificam, ou seja, estabelecem procedimentos de verificação das normas de produção orgânica daqueles produtores que compõem o sistema. Tanto as certificadoras quanto os SPG precisam ser credenciados no Ministério da Agricultura.

Qualidade

Para a agricultora Maria Alves, a importância da produção orgânica está em preservar a terra, oferecer alimentação de qualidade à sociedade e cuidar da própria saúde ao não utilizar agrotóxicos e ainda produzir no modelo chamado agroecológico com respeito à biodiversidade e aos ciclos biológicos.

“Isso é segurança alimentar, mas ainda não temos soberania porque a pequena agricultura também precisa de incentivos, de ciência, de técnicas de apoio para podermos ampliar. É bom que todo mundo coma bem, por que não?”, reagiu.

Integrante de uma ação coletiva de produção regional com membros do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Maria Alves defende que o princípio econômico que rege a produção agrícola é o do “lucro ótimo” e, não do “lucro máximo”.

“A pequena agricultura [familiar] tem a diversidade, é normal você ter um pedacinho de terra e ali você ter um galinheiro, uma criação de pequenos animais, uma horta, um pomar, é diversidade. Você já ouviu falar que pequeno produtor ficou rico plantando? A ideia não é o lucro máximo, a gente tem que pensar no lucro ótimo: eu tiro meu sustento, eu consumo aquilo que eu planto com segurança e o excedente eu comercializo com segurança também porque você vem adquirindo consciência”, disse.

Preço

Maria Alves discorda da supervalorização dos produtos orgânicos em relação ao preço que é comercializado nos supermercados. “O certo não é ter um produto para ganhar muito dinheiro, esse produto vai para as mesas, vamos fazer um preço que as pessoas tenham acesso. Produzir com qualidade, talvez não com quantidade, porque quando você pensa em quantidade você vai explorar ou o homem ou a terra. Não pode ser um projeto de exploração e recursos”, disse.

Marca brasileira vegana de cosméticos faz sucesso no mercado americano

 

A Surya Brasil, marca líder e pioneira nacional de cosméticos veganos e orgânicos, promoveu na última sexta-feira (11/8) um evento de comemoração pelos seus 20 anos de sucesso no mercado norte-americano na sede da empresa localizada em New Hyde Park, Long Island, Nova York.

Segundo a fundadora da Surya Brasil, Clélia Argelon, é a única marca brasileira desse segmento que está em todo território americano, além de vender seus produtos na rede de supermercados Whole Foods.

Vale destacar que a marca teve um crescimento de 92% este último ano no mercado americano e também contribui para a ONG Whole Planet Foundation e também para a Whole Foods Market Foundation.

Durante o evento de comemoração, a artista plástica vegana, Nana Indigo, pintou um grande painel na sede da empresa com elementos que representam a marca.

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Mercado de orgânicos é estratégico para o Brasil, segundo pesquisas

Por Embrapa

Um segmento em crescente expansão, principalmente nos Estados Unidos e na Europa, pode abrir portas para o Brasil na exportação de produtos orgânicos. Os dois principais consumidores de alimentos livres de agrotóxicos produzem 33% dos produtos consumidos em um mercado que movimenta cerca de US$ 43,3 bilhões nos Estados Unidos e US$ 31,1 bilhões na Europa, com destaque para hortaliças, frutas, alimentos para bebês e substitutos da carne.

Os dados, de 2015, são de duas instituições europeias: Research Institute of Organic Agriculture (FiBL) e International Federation of Organic Agriculture Movements (IFOAM).

“O Brasil tem reconhecida competência técnica e forte participação nos mercados internacionais de soja e milho convencionais. Em se tratando de orgânicos, se superados os gargalos de produção, poderíamos assumir uma posição de protagonismo no cenário mundial”, descreve Carlos Thomaz Lopes, sócio-gerente da empresa Grãos Orgânicos, licenciada da Embrapa para a produção da cultivar de milho BRS Caimbé.

No Brasil, segundo dados do Centro de Inteligência em Orgânicos, da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), a área plantada com orgânicos chega a 750 mil hectares, sendo que o País ocupa a 12ª posição entre os principais produtores e a quinta posição entre os países emergentes, atrás de Uruguai e Argentina. “Estima-se que o mercado apresenta crescimento de 20% ao ano. Hoje são 11.800 produtores certificados e as vendas totais chegaram a R$ 2,5 bilhões em 2016”, apresenta Thomaz.

Em se tratando de milho, o empresário afirma que a área plantada estimada está em 3.300 hectares, o que representa apenas 0,018% das lavouras ocupadas pelo cereal no País. “Nos Estados Unidos, essa relação é 10 vezes maior. No Brasil, o avanço da produção de grãos orgânicos ainda enfrenta resistência por receio dos produtores em relação à conversão da produção convencional para o modelo orgânico”, explica.

A produção orgânica é normatizada por Lei Federal (Instrução Normativa Nº 46 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento). Segundo Rogério Dias, coordenador de Agroecologia do Mapa, a carência de cultivares apropriadas para o sistema orgânico de produção é o maior problema enfrentado pelos agentes que atuam na cadeia de orgânicos. “Temos que fortalecer instituições que trabalham com melhoramento, já que existe a necessidade de adaptação das sementes em nível regional, e motivar agricultores que queiram ser multiplicadores dos materiais dentro do sistema orgânico. É uma questão estratégica, de segurança nacional”, explica.

No caso da cultivar BRS Caimbé, o sistema orgânico de produção é bastante complexo. “Nosso objetivo é aliar eficiência técnica e econômica com equilíbrio e respeito à biodiversidade”, resume o técnico agrícola Virgínio Gonçalves, da Embrapa Milho e Sorgo. Segundo Walter Matrangolo, pesquisador da mesma Empresa, os principais desafios da pesquisa em Agroecologia estão na busca de mais recursos financeiros para a geração de resultados; no fortalecimento dos processos de produção, intercâmbio e comercialização das sementes; na integração de saberes; e na aproximação entre os conhecimentos tradicional e científico.

Armazenamento das sementes

Outro problema enfrentado pela equipe durante as etapas de produção da cultivar BRS Caimbé foi durante o armazenamento de sementes, quando a qualidade deve ser mantida, favorecendo a germinação. Na agricultura convencional são usados inseticidas líquidos, fumigantes voláteis e fungicidas para o controle de carunchos e fungos. Já na agricultura orgânica, pesquisadores da Embrapa Milho e Sorgo testaram com sucesso o produto “Terra de Diatomáceas”, um pó inerte proveniente de algas fossilizadas, em que o dióxido de sílica é o ingrediente ativo. O produto é pouco tóxico e, no caso das sementes de milho, é aplicado por polvilhamento e mistura nos grãos, antes do armazenamento na câmara fria.

Com produtos comerciais registrados no Ministério da Agricultura, pesquisadores comprovaram a eficácia do pó no controle de pragas.

“O inseticida natural não interfere na parte fisiológica ou germinativa das sementes. Com aplicação de um quilo por tonelada de milho armazenado, associada à refrigeração em câmara fria, o índice de sementes infestadas foi insignificante, o que mostra a eficácia e a segurança do produto”, explica Marco Aurélio Pimentel, pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo. Segundo ele, o mecanismo de ação é por abrasão ou desgaste da cutícula do inseto, provocando perda de água e morte.

Na condução do campo de produção de sementes orgânicas da cultivar BRS Caimbé, localizado no município de Fortuna de Minas-MG, a equipe vem ainda realizando diálogos sobre a instauração de uma área livre de transgênicos.

As características da região, de topografia acidentada, ajudam a atividade orgânica por causa das defesas naturais e da diversidade da flora e da fauna, na visão do empresário Carlos Thomaz. “O relevo acidentado, seus refúgios e matas configuram um poderoso bloqueio contra a polinização cruzada com milhos transgênicos, uma das grandes dificuldades do produtor de milho orgânico”, conclui.

Integração entre instituições

O CVT Guayi (Centro Vocacional Tecnológico em Agroecologia e Produção Orgânica), que tem como gestora a UFSJ (Universidade Federal de São João del-Rei), e como instituições colaboradoras a Embrapa Milho e Sorgo e a Epamig, além da Emater-MG e da Fundação Zoobotânica-MG, tem atuação na área de produção de sementes orgânicas da cultivar BRS Caimbé.

Segundo o pesquisador Walter Matrangolo, a ampliação da comercialização das sementes orgânicas enfrenta grandes desafios, como o controle de plantas espontâneas, a manutenção e a ampliação da fertilização do solo e o risco de contaminação pelo pólen de milho transgênico. “Esses desafios têm impulsionado o diálogo com diversos parceiros na busca de soluções”, afirma.

Uma dessas soluções é o uso de agentes de controle biológico de pragas, como as vespinhas Trichogramma, que atuam no controle da lagarta-do-cartucho em sua fase inicial. “As vespinhas foram liberadas nos campos de milho em Fortuna de Minas e complementam o controle biológico natural, promovido por um grande número de outras espécies de agentes de controle biológico já presentes nas matas da região”, explica o pesquisador.

Conheça as feiras de produtos orgânicos de Curitiba

Por Prefeitura de Curitiba

Duas vezes por semana, o casal de agricultores Vanuza e Lourival Stival de Jesus acorda às 3h20 da manhã para seguir de seu sítio em Almirante Tamandaré rumo à Curitiba. À bordo do pequeno caminhão dos produtores da Região Metropolitana, caixas repletas de alface, brócolis, repolho, abobrinha e muitos outros hortigranjeiros fresquinhos e livres de agrotóxicos. O destino final: as feiras orgânicas da Prefeitura.

A rotina semanal de Vanuza, 37 anos, e Lourival, 40 anos, também é seguida pela maioria dos feirantes das 13 feiras orgânicas administradas pela Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento (Smab). Afinal, os agricultores familiares representam 90% dos comerciantes destes pontos que vendem frutas, verduras e legumes livres de adubos químicos ou insumos geneticamente modificados.

“Uma das missões da secretaria é fortalecer a agricultura familiar e, no caso das feiras orgânicas, a grande maioria dos feirantes também é produtor, que vende alimentos in-natura ou processados”, destaca José Carlos Koneski, diretor de Abastecimento da Smab e responsável pelos pontos. Além das bancas de hortifrutigranjeiros de produtores, também há comerciantes de carnes e até cosméticos orgânicos.

Em sua chácara em Tijucas do Sul, Emerson Schonorr, 43 anos, cultiva há 18 anos cenouras, alfaces, brócolis, espinafres, cebolas, nabos, rabanetes, jilós, inhames, rúculas e couves-flores que são vendidos às terças na feira de orgânicos do Seminário, às quartas na Praça do Expedicionário e aos sábados na do Passeio Público. Ele conta que a maioria dos produtores da região planta hortigranjeiros. “Já boa parte das frutas, como maçã, laranja, maracujá, limão e mamão, não é produzida aqui, vem de locais mais distantes e até de outros estados. Por isso, a oferta de frutas é menor se comparada ao de legumes e verduras”, conta Emerson.

Segundo ele, tomate e batata também têm volume reduzido de produção, pois são mais suscetíveis a doenças, como a temida pinta-preta. “Como não usamos fertilizantes sintéticos, agrotóxicos e transgênicos, esses produtos sofrem mais e acabam tendo muita quebra de safra”, justifica ele, que tem planos no futuro de passar a produzir os dois alimentos.

Os ovos orgânicos produzidos pela família de Célia Maria Ripcka, 55 anos, em Mandirituba, têm fregueses certos nas feiras da Praça do Expedicionário e do Passeio Público. Livres de antibióticos e produzidos por duas mil aves que se alimentam apenas de milho e farelo de soja orgânicos, os ovos são muito mais firmes e as gemas mais vermelhas que as dos convencionais, afirma a agricultora. “Também não têm aquele cheiro de remédio que muitos vezes sentimos nos ovos comuns”, confirma a aposentada Stela Mares, 78, que sempre leva para casa os ovos e outros hortifrutigranjeiros comercializados por dona Célia e o marido Osvaldo, 61 anos.

Massa caseira

Dona de uma agroindústria em Campo Magro, a família Escher comercializa em sua banca, em três pontos de Curitiba, leite, pão, geleias e extrato de tomate – tudo sem agrotóxicos. “Nossa última novidade, é a linha de massas caseiras, inclusive integral, orgânica”, conta Maria Salete Escher, 56 anos, enquanto mostra as bandejas com talharim e espaguete.

“Tudo é certificado, o que garante que nossos produtos são realmente orgânicos”, reforça a produtora rural, que cuida pessoalmente do processamento dos alimentos livres de insumos e adubos químicos ao lado do marido, Adelmo, 62 anos; e dos filhos Juliana, 36 anos; Luciano, 32 anos; e Juliano, 29 anos. Os produtos podem ser encontrados nas bancas da família Escher, às quartas, na Praça do Expedicionário; e aos sábados, no Passeio Público e no Jardim Botânico.

Vanuza e Lourival Stival de Jesus começaram a plantar orgânicos, há 16 anos, no sítio do casal em Almirante Tamandaré. De lá para cá, só comemoram o aumento da procura dos alimentos sem agrotóxicos. “Começamos em um terreno bem pequeno e hoje plantamos em uma área muito grande alface, brócolis, couve-flor, repolho, acelga, abrobrinha, pepino e até morango”, salienta Vanuza.

O casal vende os produtos nas feiras da Praça do Expedicionário e da Emater (às quartas), cada um em um ponto, e no Passeio Público (aos sábados). Além disso, a família começou a processar o tomate produzido, que agora é molho em potes. “Estamos buscando diversificar”, salienta a agricultora.

Como saber se um produto é orgânico?

Mais do que estar livre de agrotóxicos, os alimentos orgânicos, sejam in natura ou processados, precisam passar por constante processo de auditoria para serem certificados como, de fato, orgânicos. O selo do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica garante que um produto processado ou embalado está mesmo de acordo com a lei.

Para receber o selo, o Ministério da Agricultura, por meio de certificadoras, garante que um produto não recebeu adubos químicos, agrotóxicos, hormônios, antibióticos, insumos geneticamente modificados, radiação ou qualquer aditivo sintético. Produtos a granel devem ter uma identificação, como plaquinhas indicando que também estão em conformidade.

Os orgânicos são sustentáveis?

Sim. A produção orgânica, feita na maioria por agricultores familiares, segue os princípios agroecológicos, com uso responsável do solo, da água, do ar e dos demais recursos naturais, respeitando as relações sociais e culturais.

Por que é mais caro?

No sistema orgânico, é preciso buscar uma solução que não envolva produtos sintéticos, que barateiam a produção dos alimentos convencionais.

A diferença de filosofia também retrata os diferentes sistemas de produção. Por depender essencialmente de capinas manuais e de controles alternativos de pragas e doenças, a produção orgânica exige um grande volume de mão de obra.

Além disso, o maior custo de adubos orgânicos, o menor volume transportado e a menor durabilidade tornam o produto final mais caro. Assim, o sistema orgânico produz de forma mais saudável, porém em menor quantidade. O volume menor afeta diretamente a distribuição e o preço final, além do custo de certificação (que inclui o rastreamento da produção).

Os preços dos orgânicos baixaram consideravelmente, nos últimos anos, mas os custos sempre serão mais elevados que os da agricultura convencional.

Feiras orgânicas de Curitiba

Terça-feira

Feira Orgânica Seminário – Rua João Argemiro de Loyola
Horário: das 7h às 12h

Feira Orgânica Portão – Praça Desembargador Armando Carneiro, entre as ruas Prof. Euro Brandão e Avenida República Argentina ao lado do terminal de ônibus Portão
Horário: das 7h às 12h

Feira Orgânica Noturna do Cristo Rei – Avenida Marechal de Alencar Castelo Branco esquina com Rua Gottlieb Rosenau
Horário: das 17h às 21h

Quarta-feira

Feira Orgânica da Emater – Rua da Bandeira (em frente a Emater), no Ahú
Horário: das 7h às 12h

Feira Orgânica Praça do Expedicionário – Rua Saldanha de Gama (Praça do Avião)
Horário: das 7h às 12h

Feira Orgânica Prefeitura Municipal de Curitiba – Rua Papa João XXIII (ao lado da Prefeitura)
Horário: das 7h às 14h

Quinta-feira

Feira Orgânica Praça do Japão – Avenida República Argentina com Avenida 7 de setembro
Horário: das 7h às 12h

Feira Orgânica Cabral – Praça São Paulo da Cruz (Igreja do Cabral), na Rua Bom Jesus esquina com Avenida Paraná
Horário: das 7h às 12h

Sábado

Feira Orgânica Passeio Público – Rua Presidente Faria, esquina com Rua Carlos Cavalcanti
Horário: das 7h às 12h

Feira Orgânica Jardim Botânico – Rua Doutor Jorge Meyer Filho, Praça de Itália (ao lado da Igreja)
Horário: das 7h às 12h

Feira Orgânica Praça da Ucrânia – Avenida Candido Hartmann esquina com ruas Padre Anchieta e Capitão Souza Franco
Horário: das 7h às 12h

Feira Orgânica Santa Felicidade – Praça Piazza San Marco – Via Veneto, em frente à Rua da Cidadania de Santa Felicidade
Horário: das 7h às 12h

Feira Orgânica Santa Quitéria – Praça Francisco Ribeiro Azevedo de Macedo – entre as ruas Boayuva, Curupaitins, Prof. Brasilio Ovídio da Costa, e Capiberibe
Horário: das 7h às 12h

Programa Paranaense de Certificação de Orgânicos é apresentado em feira internacional

Os avanços conquistados com o Programa Paranaense de Certificação de Produtos Orgânicos (PPCPO) e que contribuíram para que o Paraná esteja entre os estados com o maior número de propriedades certificadas do país, foram apresentados em São Paulo entre os dias 7 e 10 de junho durante a 13ª Biofach Latino América.

Segundo o coordenador do Núcleo de Estudos de Agroecologia e Territórios da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), Rogério Macedo, a participação no evento foi muito produtiva por ser a maior feira de Agroecologia e Produção Orgânica do Continente Americano, que contou ainda com a participação de expositores de mais de 20 países de outros continentes.

“Por ser o único estado com um projeto com as características do Programa Paranaense de Certificação de Produtos Orgânicos, chamou a atenção de outros estados brasileiros e também de outros países como o Chile. A delegação liderada pelo Ministério de Relações Exteriores daquele país se mostrou muito interessada em conhecer os núcleos do programa no Paraná pela importância da iniciativa e por entender ser um modelo que poderia ser adotado por eles”, ressaltou Rogério.

A 13ª Biofach Latino América reuniu no Pavilhão de Exposições do Ibirapuera em São Paulo, empresas de tecnologia agrícola orgânica, produtores rurais orgânicos, empresas de processamento e de certificação. Também participaram do evento representando o PPCPO o gestor de mídias digitais do NEAT-UENP, Jean Lucas Guerino e a equipe do Tecpar Certificação, Tânia Maria Mello de Carvalho, Fábio Corrales, Juliana Pleszczak e Maurício Fernandes.

Produtos orgânicos são consumidos por 15% da população

Por Agência Brasil

Cerca de 15% da população urbana consumiu algum produto orgânico nos últimos dois meses, segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira (7) pelo Conselho Brasileiro de Produção Orgânica e Sustentável (Organis). A maior procura por este tipo de produto (34%) está na Região Sul, que ultrapassa o dobro do consumo nacional. Os dados foram divulgados no primeiro dia da 13ª Feira Internacional de Produtos Orgânicos e Agroecologia (Bio Brazil Fair), que vai até domingo (11), na Bienal do Ibirapuera, na capital paulista.

“Precisávamos ter o perfil por região, com consumo, costumes e percepção do consumidor de orgânicos. Essa pesquisa ajudará nas estratégias comerciais dos produtores, empresas e varejistas. Se há cerca de 600 feiras orgânicas mapeadas no Brasil e, a cada ano, o crescimento do setor chega em 20%, temos um potencial de aumento do consumo”, disse Ming Liu, diretor executivo do Organis.

Os produtos orgânicos mais consumidos são verduras, legumes e frutas. Seis em cada dez consumidores consomem verduras orgânicas. Os legumes e as frutas são escolhas de uma em cada quatro pessoas. Entra as outras opções disponíveis ao consumidor de orgânicos estão produtos como carnes, chocolates, sucos, leites, laticínios, biscoitos, shampoos, sabonetes e tecidos.

Orgânico

Para ter o selo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) que reconhece como produto orgânico é necessário seguir alguns critérios, como ter certificação por organismos credenciados pelo ministério, sendo dispensado da certificação os produzidos por agricultores familiares que fazem parte de organizações de controle social cadastradas no Mapa.

Pela legislação, considera-se produto orgânico, seja ele in natura ou processado, aquele que é obtido em um sistema orgânico de produção agropecuária ou oriundo de processo extrativista sustentável e não prejudicial ao ecossistema local.

Consumo

Entre os motivos apresentados na pesquisa para o consumo neste segmento, os entrevistados citaram questões relacionadas à saúde. A associação entre alimentos orgânicos e saúde foi citada por seis em cada dez pessoas (64%). Indicações de consumo da mídia e de profissionais da saúde também se destacaram, chegando a 15% das pessoas.

“Existe um grande interesse dos consumidores, os empreendedores e empresários estão visualizando essa oportunidade e a feira [Bio Brazil Fair] é um indicativo de que tem mais produtos disponíveis no mercado”, disse Liu. No entanto, ele ressalta que é importante a conscientização dos consumidores sobre as características dos orgânicos e sobre a regulamentação.

O varejo convencional é o principal local de compra dos produtos orgânicos. Cerca de 60% das pessoas vão até os supermercados e aproximadamente 25% compram em feiras. No entanto, o mercado de orgânicos tem ainda lojas especializadas em produtos naturais, compra direto com o produtor e os clubes de compras coletivas, que são ainda uma promessa, na avaliação do Organis.

Marcas

A pesquisa chegou à conclusão que, para os consumidores, não há uma marca associada de forma sólida ao mercado de produtos orgânicos no país, porque 84% dos entrevistados não souberam citar uma marca específica. “Para nós o que foi uma surpresa é que desses 15% [de pessoas que consumiram orgânicos], 85% não lembraram da marca do produto que consumiram. Então eles não fidelizaram ainda com uma marca”, disse Lui.

Segundo a entidade, existe uma grande disposição para consumir mais produtos orgânicos, mas o preço foi citado como o maior limitador para o aumento do consumo. A falta de preços acessíveis foi citada por 62% dos entrevistados como impeditivo. A falta de lugares próximos foi a segunda causa mais citada (32%), seguida por falta de conhecimento (11%). Apesar de haver um movimento crescente para o consumo de orgânicos, 25% das pessoas não estão interessadas em mudar o hábito de consumo convencional.

Feita pela Market Analisys, a pesquisa entrevistou 905 consumidores de orgânicos, sendo adultos com idades entre 18 e 69 anos, de São Paulo, de Rio de Janeiro, de Salvador, de Belo Horizonte, de Brasília, de Curitiba, do Recife, de Porto Alegre e de Goiânia.