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Anitta e Deltan Dallagnol se encontram em evento de empreendedorismo em Curitiba

Um evento de empreendedorismo no Paraná vai promover um improvável encontro entre duas personalidades que atuam em áreas distintas. A estrela do pop Anitta e o procurador-chefe da Operação Lava Jato Deltan Dallagnol estão entre as presenças confirmadas no Meeting de Empreendedorismo de Curitiba 2019.

Os ingressos individuais custam a partir de R$ 750,00 a inteira, chegando a custar R$ 890,00 na área VIP.

A organização do evento espera reunir entre 1.000 e 1.500 pessoas dispostas a assistir palestras sobre como empreender e aumentar a performance do seu negócio. Além disso, o meeting marcado para a próxima quarta-feira (30) deve tratar sobre temas como reforma trabalhista, desenvolvimento de startups, gestão de pessoas e ética.

As palestras de Anitta e Deltan Dallagnol estarão separadas por um intervalo de duas horas. O procurador-chefe da Operação Lava Jato apresentará a palestra Ética nos Negócios em um Mundo Sob Pressão às 14h. Mais tarde, às 16h, a estrela brasileira da música pop falará sobre seus investimentos na palestra A Startup Anitta.

O idealizador do evento, Luis Fernando Coimbra, defende que a cantora conquistou “um império no mundo dos negócios”.

“A cantora vai abordar como um empresário faz para criar um produto de destaque no país que sobreviva por mais de 5 anos em ascensão, pagando impostos, respeitando as leis, gerando empregos e ainda obtendo lucros”, explicou Coimbra.

O evento contará, ao todo, com nove palestrantes. Entre as atrações estão o economista Samy Dana e o juiz Marlos Melek, membro da comissão da Comissão da reforma Trabalhista.

SERVIÇO: ANITTA E DELTAN EM EVENTO DE EMPREENDEDORISMO

  • Meeting de Empreendedorismo de Curitiba
  • Data: 30 de outubro de 2019
  • Local: Expo Unimed (R. Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5300 – Curitiba, Paraná)
  • Horário: das 08h às 21h

As inscrições podem ser feitas pela internet.

Defesa de Lula diz que 72 palestras renderam R$ 9 milhões ao ex-presidente

Em resposta ao juiz federal Sérgio Moro, que determinou a comprovação da origem lícita dos recursos para liberar o montante bloqueado em dois fundos de previdência complementar em nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a defesa de Lula apresentou, nesta quarta-feira, um relatório com 72 palestras proferidas pelo ex-presidente entre 2011 e 2015, através do Instituto Lula e da LILS Palestras, instituição fundada por ele para administrar sua participação em eventos corporativos.

A defesa de Lula pediu a liberação de dois fundos de pensão em nome do ex-presidente: um plano de previdência empresarial com R$ 7,1 milhões acumulados e uma plano individual, com R$ 1,8 milhões. Moro condicionou a liberação à comprovação da origem lícita dos recursos.

Nesta quarta-feira, a defesa entregou ao juiz cópia do relatório apresentado, também, à Receita Federal, em que indica datas, locais e empresas contratantes das palestras dos ex-presidente. O relatório também apresenta fotos de todas as palestras para comprovar sua realização. Segundo o relatório, Lula proferiu 31 palestras em 2011, seu primeiro ano fora da Presidência da República, no Brasil e em diversos países do mundo, sendo contratado e pago por empresas privadas, inclusive as construtoras envolvidas na Lava Jato. Em 2012, foram oito palestras. Vinte em 2013, dez, em 2014 e outras três em 2015.

“A defesa do ex-Presidente Lula protocolou há pouco nova petição dirigida ao juiz Sérgio Moro reiterando o pedido para que seja realizado o desbloqueio dos valores existentes em sua conta bancária. Na petição a defesa demonstra a origem lícita dos valores por meio de um relatório público sobre todas as palestras realizadas por Lula e, ainda, por meio de um parecer técnico instruído com documentos fiscais e bancários que já estavam anexados aos autos”, informou o advogado Cristiano Zanin Martins.

“Esse relatório, associado ao parecer técnico e aos documentos fiscais e bancários que instruíram esse documento não deixam dúvida sobre a origem lícita dos valores existentes nas contas bancárias do Peticionário. Assim, diante do pleno atendimento à determinação deste Juízo e, ainda, para evitar que a impossibilidade do exercício das garantias constitucionais do contraditório e da ampla defesa resultem na nulidade das ações penais que tramitam contra o Peticionário, inclusive perante esta 13ª. Vara Federal Criminal de Curitiba, requer-se sejam desbloqueados os valores que pertencem ao Peticionário, pois não estão vinculados a qualquer ilicitude”, pede a defesa na petição.

Deltan dá palestra sobre corrupção a donos de postos de combustíveis

No dia 26 de outubro, o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da Força Tarefa Lava Jato no Ministério Público Federal em Curitiba, vai ministrar palestra sobre combate à corrupção a donos de postos e distribuidoras de combustíveis.

A palestra vai abrir ExpoCom, feira de negócios que integra a programação comemorativa dos 60 anos do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis (Sindicombustíveis-PR).

O valor recebido pelo procurador para ministrar a palestra não foi divulgado. Em junho, uma empresa de eventos revelou acidentalmente na internet que Deltan cobra de R$ 30 mil a R$ 40 mil por palestra. O procurador tem reiterado que a maior parte dos valores recebidos é doada à Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) ou destinada a ações de combate à corrupção.

A intenção da palestra de Dallagnol é discutir “corrupção e ética nos negócios”. Entre os palestrantes também está o juiz federal Marlos Melek, magistrado curitibano conhecido como o pai do projeto de lei da Reforma Trabalhista, redigido após longa batalha no Congresso Nacional.

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Inquérito sobre palestras de Lula já teve prazo prorrogado seis vezes

Por Thaissa Martiniuk / BandNews FM Curitiba

A Polícia Federal foi autorizada seis vezes a prorrogar o prazo para concluir o inquérito que investiga se o ex-presidente Lula cometeu os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro por meio da empresa de eventos LILS Palestras. De acordo com as investigações, a empresa do petista recebeu 9 milhões e 300 mil reais das principais empreiteiras do país, sem a comprovação de que todas as palestras foram realizadas mesmo após o pagamento. O inquérito foi instaurado em novembro de 2015 e, nos pedidos, os investigadores não informam de forma detalhada o motivo das prorrogações.

A PF apenas diz que precisa de mais prazo devido à grande quantidade de material apreendido durante a 24ª fase da Lava Jato, deflagrada em março de 2016. No início das investigações, o procedimento estava nas mãos do delegado Márcio Anselmo.

No entanto, em junho deste ano, o delegado Dante Pegoraro Lemos assumiu o inquérito policial, depois que Anselmo foi transferido para Vitória, no Espírito Santo. A última movimentação do procedimento criminal é do dia 21 de setembro deste ano quando a Polícia Federal anexou aos autos dois novos depoimentos prestados pelo ex-presidente da OAS Léo Pinheiro e pelo ex-diretor da Odebrecht Alexandrino Alencar. Pinheiro, que foi ouvido no dia 19 de setembro, reafirmou que pretende colaborar com as investigações, mas considerando o estágio de negociação de acordo de delação premiada, a defesa orientou que o cliente permanecesse em silêncio.

Em poucas palavras, o ex-executivo da OAS apenas informou que os pagamentos de palestras contratadas do ex-Presidente da República e as doações ao Instituto Lula, serão objeto de anexos no âmbito da colaboração. Após a conclusão do inquérito relacionado à LILS Palestras, as informações são enviadas ao Ministério Público Federal. Na sequência, os procuradores podem apresentar denúncia ao juiz Sérgio Moro, que decide se abre ou não uma nova ação penal contra Lula.

Palestras de Dallagnol não são ilegais, decidem corregedorias

As Corregedorias do Ministério Público Federal e do Conselho Nacional do Ministério Público consideraram em decisões autônomas a legalidade das palestras realizadas pelo procurador da República e membro da força-tarefa Lava Jato no Ministério Público Federal no Paraná (MPF/PR), Deltan Dallagnol, arquivando as reclamações disciplinares feitas contra ele. As reclamações foram protocoladas pelos deputados federais Wadih Damous e Paulo Pimenta, do PT.

Os órgãos consideraram inexistente qualquer violação de dever funcional no caso. Conforme apontaram as decisões, “por qualquer ângulo que se analise a questão, não há que se falar em desvio funcional”.

Reconheceu-se ainda que é “perfeitamente lícito o recebimento de contraprestação pecuniária, inexistindo qualquer ofensa praticada pelo requerido [o procurador] aos deveres funcionais ou vedações, nos exatos termos do art. 128, §5º, II, alínea “d”, da Constituição Federal de 1988 e LC 75/1993.” O entendimento confirma as manifestações públicas feitas anteriormente pela Associação Nacional dos Procuradores da República e pelo próprio procurador.

Dallagnol afirma que “quase a totalidade” dos valores das palestras é doada. “A maior parte das palestras realizadas continua sendo gratuita e, conforme já informado, praticamente a totalidade dos valores de palestras remuneradas sobre ética e corrupção em grandes eventos foram destinados para entidades filantrópicas ou reservados para a promoção da cidadania, da ética e da luta contra a corrupção”.

Em uma postagem em sua página no Facebook, em junho, Deltan afirmou que doa parte dos recursos arrecadados à Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae).

O procurador afirmou, por meio de matéria divulgada pela assessoria de imprensa do MPF/PR que o objetivo das palestras é “promover valores de respeito à lei e ao bem comum e exercer minha cidadania em busca de reformas anticorrupção”, e que optou “por doar praticamente tudo para que não haja dúvidas de que a motivação não é econômica e sim de contribuir, como qualquer cidadão de bem, para um país com menos corrupção e menos impunidade”.

Polêmica

Os questionamentos relacionados às palestras do coordenador da Lava Jato no MPF ganharam força em junho, quando circulou na internet um link de uma empresa promotora de palestras com o orçamento do que seria cobrado pelo procurador.

Anúncio foi retirado do ar

No link da página que levava ao anúncio, a referência às palestras do procurador foi substituída por um texto em que a empresa afirma não ter havido autorização para a publicação anterior.

“Esta página foi retirada do ar, pois não foi autorizada pelo palestrante e nem por sua equipe. A Motiveação Palestras vem por meio desta se retratar por qualquer tipo de prejuízo e/ou situação que tenha vindo a causar ao Sr. Deltan Dallagnol e aproveitamos para deixar nosso apoio ao trabalho muito bem feito que o mesmo vem ajudando a tornar realidade e história em nosso país.”, diz o texto.

A publicação que foi retirada revelava que o coordenador da Lava Jato cobraria de R$ 30 mil a R$ 40 mil.

No texto, Deltan era apresentado como autor de denúncia contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de ter o nome associado às “10 medidas contra corrupção” encaminhadas ao Congresso Nacional.

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Deltan afirma que doa “praticamente tudo” o que recebe com palestras

O procurador Deltan Dallagnol respondeu na tarde deste sábado (17) as críticas que tem recebido na internet por cobrar de R$ 30 mil a R$ 40 mil por palestra. Em nota, o coordenador da Força Tarefa Lava Jato no Ministério Público Federal em Curitiba afirmou que doa “praticamente tudo” o que recebe com palestras sobre ética e combate a corrupção.

Segundo o texto publicado por Dallagnol, este ano ele passou a usar outra parte do recurso arrecadado para despesas ou custos decorrentes da atuação e o restante para um fundo. No ano passado, a doação seria integral.

“Em 2017, após descontado o valor de 10% para despesas pessoais e os tributos, os valores estão sendo destinados a um fundo que será empregado em despesas ou custos decorrentes da atuação de servidores públicos em operações de combate à corrupção, tal como a Operação Lava Jato, para o custeio de iniciativas contra a corrupção e a impunidade, ou ainda para iniciativas que objetivam promover, em geral, a cidadania e a ética”, argumenta o procurador.

A resposta de Dallagnol foi publicada após circular na internet um link de uma empresa promotora de palestras com o orçamento do que seria cobrado pelo procurador.

Anúncio foi retirado do ar

No link da página que levava ao anúncio, a referência às palestras do procurador foi substituída por um texto em que a empresa afirma não ter havido autorização para a publicação anterior.

“Esta página foi retirada do ar, pois não foi autorizada pelo palestrante e nem por sua equipe. A Motiveação Palestras vem por meio desta se retratar por qualquer tipo de prejuízo e/ou situação que tenha vindo a causar ao Sr. Deltan Dallagnol e aproveitamos para deixar nosso apoio ao trabalho muito bem feito que o mesmo vem ajudando a tornar realidade e história em nosso país.”, diz o texto.

A publicação que foi retirada revelava que o coordenador da Lava Jato cobraria de R$ 30 mil a R$ 40 mil. No texto, Deltan era apresentado como autor de denúncia contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de ter o nome associado às “10 medidas contra corrupção” encaminhadas ao Congresso Nacional.

Deltan Dalagnol

Leia a resposta de Deltan na íntegra:

“Amigos, diante de críticas maldosas que circulam em grupos de aplicativos e em blogs, achei relevante prestar os seguintes esclarecimentos a vocês. Por favor, leia e compartilhe:

1 – O combate à corrupção sempre foi objeto de meu interesse profissional e acadêmico. Por isso, escrevi sobre o tema em 2012 e há mais de década trabalho na área.

2 – Estou convicto de que o meu papel não se restringe apenas à esfera judicial, cabendo atuar na área acadêmica e cidadã. Por essa razão, resolvi trabalhar no combate à corrupção não apenas na frente repressiva-institucional, mas também na preventiva-cidadã, por meio de palestras em que posso promover valores de respeito à lei e ao bem comum e exercer minha cidadania em busca de reformas anticorrupção.

3 – A maior parte das palestras é gratuita e nunca autorizei que empresas de agenciamento usassem meu nome para a divulgação de serviço oneroso (quem o fez agiu sem minha autorização e estão sendo adotadas providências para que cessem a indevida divulgação).

4 – Dentro do mesmo espírito, no caso de palestras remuneradas sobre ética e corrupção em grandes eventos, tenho destinado o dinheiro para entidades filantrópicas ou para a promoção da cidadania, da ética e da luta contra a corrupção.

5 – Embora eu pudesse legalmente dar destinação pessoal aos recursos, como muitos profissionais da área pública e privada fazem, optei por doar praticamente tudo para que não haja dúvidas de que a minha motivação é apenas contribuir modestamente, como qualquer cidadão de bem, para um país com menos corrupção e menos impunidade.

6 – Realizei palestras em grandes eventos em 2016 e o valor, nos casos em que houve pagamento, foi INTEGRALMENTE destinado para a construção do hospital oncopediátrico Erasto Gaertner, uma entidade filantrópica que contribuirá com o tratamento de câncer em crianças de vários locais do país. Em 2017, após descontado o valor de 10% para despesas pessoais e os tributos, os valores estão sendo destinados a um fundo que será empregado em despesas ou custos decorrentes da atuação de servidores públicos em operações de combate à corrupção, tal como a Operação Lava Jato, para o custeio de iniciativas contra a corrupção e a impunidade, ou ainda para iniciativas que objetivam promover, em geral, a cidadania e a ética.

7 – Nunca divulguei isso antes para evitar que tal atitude fosse entendida como ato de promoção pessoal. Contudo, diante de ataques maldosos e mentirosos, reputo conveniente deixar isso claro para evitar qualquer dúvida de que o que me motiva é o senso de dever, como procurador e como cidadão.

Deltan Dallagnol, procurador da República e coordenador da Força Tarefa da Lava Jato em Curitiba”

OAS terá que prestar contas sobre palestras de FHC

Em ofício expedido nesta segunda-feira (21), o juiz da Lava Jato, Sergio Moro, deu prazo de 20 dias para que a empreiteira OAS informe se contratou palestras de outros ex-presidentes da República, além de informar os valores e os eventos realizados. Moro também quer saber se foram feitas doações para institutos mantidos por ex-presidentes.

“a) se contratou palestras de outros ex-Presidentes da República do Brasil  e, caso seja positiva a resposta, indique os eventos e valores envolvidos; b) se fez doações a institutos mantidos por outros ex-Presidentes da República do Brasil ou à entidades a eles relacionadas e, caso seja positiva a resposta, indique datas e valores envolvidos”, diz o documento.

O pedido foi feito pela defesa de Lula na ação penal em que o MPF acusa o ex-presidente de receber R$ 3,7 milhões em propinas da OAS entre 2006 e 2012.

Palestras de FHC

Entre 2011 e 2014, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso realizou uma série de palestras para empreiteiras Odebrecht, Andrade Gutierrez e Camargo Correa, investigadas pela Lava Jato. Os valores chegariam a R$ 27 milhões.

Na época em que as informações viera a tona, em junho de 2015, ele foi questionado sobre qual a diferença entre os pagamentos feitos a Lula, e afirmou: “A minha palestra eu dou e vocês assistem…  aqui o recurso é para fazer o que nós estamos fazendo –não tem nenhuma relação com política, partido”, disse Fernando Henrique.

MPF dá mais 90 dias para Polícia Federal investigar Lula

Com informações de Douglas Santucci

O Ministério Público Federal concedeu mais 90 dias de prazo para que a Polícia Federal conclua inquérito policial que investiga a relação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com empreiteiras envolvidas na Operação Lava Jato. O prazo inicial venceria no último dia 1° de julho, mas, agora, a Polícia Federal tem até o final de setembro para concluir o inquérito.

O objeto da investigação policial é apurar a legalidade dos repasses das empresas Odebrecht, Camargo Corrêa, UTC, Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez e OAS à LILS Palestras, Eventos e Publicações LTDA, empresa de palestras do ex-presidente Lula.

Segundo a Polícia Federal, a empresa de Lula recebeu, R$ 9,3 milhões das principais empreiteiras do país, sem a comprovação da realização de todas as palestras pelas quais foi remunerada.

A Polícia Federal justifica o pedido de prorrogação do prazo por conta da reabertura das investigações da 24ª fase da Operação Lava Jato, em junho, depois que o processo foi devolvido à primeira instância pelo Supremo Tribunal Federal.

Segundo a PF, o material obtido nos mandados de busca e apreensão da 24ª fase, batizada de Alethéia, deflagrada em março, será útil à investigação e ainda não foi completamente analisado pela força-tarefa da Operação Lava Jato. O delegado Eduardo Mauat da Silva, que era responsável pelo inquérito antes de ser afastado da Lava Jato, mas ainda é o signatário da petição, alega que sequer conseguiu, até agora, reunir-se com a equipe que cumpriu os mandatos.

O pedido de extensão do prazo foi protocolado junto à 13ª Vara Federal de Curitiba. O Ministério Público Federal esclarece, no entanto, que, como não há acusados presos e nem solicitação de novas diligências à Justiça, o inquérito é, conforme entendimento do próprio juiz Sérgio Moro, um procedimento de competência apenas dos órgãos de investigação, não necessitando de uma decisão da Justiça para ter seu prazo prorrogado.

Após a conclusão do inquérito, o Ministério Público analisará o documento produzido pela Polícia Federal para decidir se oferece ou não denúncia contra o ex-presidente no caso dos honorários recebidos por palestras às empreiteiras.