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Moro promete empenho para retomar prisão em 2ª instância

O ministro Sergio Moro, da Justiça e Segurança Pública, prometeu se esforçar para retomar a prisão em segunda instância. O assunto veio à tona quando o ex-juiz federal foi questionado sobre a liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, conquistada justamente após a mudança de entendimento do STF (Supremo Tribunal Federal), em novembro de 2019.

O correto era [Lula] ter saído após ter cumprir toda a pena dele. A revisão da prisão em segunda instância, com todo respeito ao Supremo, foi um retrocesso. Mas acho que há perspectivas da gente conseguir aprovar isso“, declarou, nesta segunda-feira (27), em entrevista ao Pânico.

É uma pauta que vou me empenhar e ajudar o Congresso a aprovar a reforma da Constituição, ou aprovação do projeto de lei no Senado, para voltar a execução após segunda instância“, completou.

Lula foi um dos beneficiados com a mudança e, após entrar com o pedido de liberdade, foi solto após 580 dias detido na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba.

Contudo, a discussão sobre o tema efervesceu e alas políticas tentam retomar a regra. Na Câmara dos Deputados, por exemplo, a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) aprovou uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que regulariza a prisão após condenação em segunda instância. O texto foi encaminhado a Comissão Especial e, caso seja aprovado, vai ao plenário para a votação.

“Isso transcende a questão do Lula. É muito simples: se você fez algo errado, cometeu um crime, você tem que pagar nessa vida”, completou Moro, tentando minimizar o caso do petista.

MORO: LEALDADE A BOLSONARO EM 2022 E INTERESSE NO STF

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Bolsonaro e Moro juntos no Planalto. (Marcos Corrêa/PR)

Sergio Moro reforçou, mais uma vez, que será candidato na eleição presidencial em 2022. O ex-juiz federal ressaltou que vai apoiar a candidatura de Jair Bolsonaro, atual presidente, em uma eventual reeleição por questão de ‘lealdade’.

“Como ministro do governo, tenho que apoiá-lo. Em 2022, o presidente já apontou no sentido que ele pretende reeleição. É uma decisão dele. Tem uma questão de lealdade”, declarou Moro antes de falar que não tem essa ambição: “Não é um projeto pessoal ter ido para o governo”.

Além disso, Moro admitiu ter interesse em uma possível nomeação para o cargo de ministro do STF. Em novembro deste ano, Celso de Mello vai se aposentar e deixará uma vaga em aberto. Contudo, o atual ministro ainda terá chance de assumir um posto no Supremo em 2021, quando será a vez de Marco Aurélio Mello se aposentar.

“Eu não gosto de discutir vaga quando não existe. É esquisito. Acho que é uma perspectiva que pode ser interessante, natural na minha carreira. A escolha cabe ao presidente da República, tem a possibilidade de me indicar ou outras pessoas. O presidente só vai fazer essa escolha no momento apropriado”, concluiu o ministro.

JUIZ DE GARANTIAS

Por fim, Moro voltou a criticar o juiz de garantias, tema incluído pela Câmara no pacote anticrime, sancionado por Bolsonaro em dezembro e que entrou em vigor no último dia 23.

Na prática, o texto estabelece que o juiz que cuida do processo criminal não será o responsável pela sentença do caso. Ou seja, cada processo terá a participação efetiva de dois juízes, medida que garantirá a imparcialidade do julgador. Além disso, o texto criado pelos parlamentares desagrada Moro por ser uma espécie de resposta à publicação de diálogos entre Moro e procuradores da Operação Lava Jato, como Deltan Dallagngol, divulgados pelo site The Intercept.

“O que eu fiquei mais contrariado [do pacote anticrime] foi o juiz de garantias. Quer mudar o sistema? Muda o sistema, mas tem que ser algo planejado. Você não pode colocar que vai valer em 30 dias. Não tem a ver com Lava Jato, comigo. Eu não sou juiz mais lá. Tem normas que não funcionam na prática”, avaliou.

Vale lembrar que o juiz de garantias sofreu duas mudanças na semana passada. Primeiro, Dias Toffoli, presidente do STF, suspendeu a implementação do juiz de garantias por 180 dias. Depois, Luiz Fux, também ministro do Supremo, aumentou a suspensão para um tempo indeterminado. A decisão em caráter liminar é válida até que a proposta seja analisa pelo plenário do STF.

“Acho que as duas liminares foram boas. O Toffoli já apontou algumas coisas que não iam funcionar. Depois veio o ministro Fux, que teve um entendimento um pouco mais contundente, e eu elogiei os dois”, finalizou Moro.

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VÍDEO: Glenn acusa ‘movimento de Bolsonaro’ de ser fascista após sofrer agressão

Após a agressão que sofreu de Augusto Nunes,  Glenn Greenwald, do Intercept, postou um vídeo acusando o ‘movimento’ do presidente Jair Bolsonaro de ser fascista. O episódio aconteceu nesta quinta-feira (7), quando os dois jornalistas estiveram lado a lado no Programa Pânico, da Jovem Pan.

“A coisa mais importante é que o uso da violência no debate político é muito grave. O movimento do Bolsonaro, Olavo, PSL está aplaudido o uso da força física porque é um movimento fascista. Eles querem violência”, disparou.

Veja o vídeo:

Além disso, Glenn também falou sobre a briga com Augusto.

“Queria lembrar como isso começou há seis a oito semanas atrás. Augusto disse que a nossa família era a coisa mais feia e suja que ele viu em sua carreira como jornalista. Disse que juízes de menores deveriam investigar nossa família para determinar se seriam removidos e voltar para seu abrigo”, disse.

“Eu disse que é covarde. Ele nunca falaria isso sobre seus colegas, chefes ou milhões de brasileiros. Só fala isso sobre nós”, completou.

O MOTIVO DA BRIGA ENTRE GLENN E AUGUSTO NUNES

Casado com David Miranda, Glenn chamou Augusto de covarde após o jornalista do R7 fazer comentários sobre os seus filhos com o deputado.

“O que eu disse, vocês vão perceber, é que ele não sabe identificar ironias, não sabe identificar um ataque bem-humorado. Convido ele a provar em que momento eu pedi que algum juizado fizesse isso. Disse apenas que o companheiro dele passa tempo em Brasília, passa o tempo todo lidando com material roubado. Quem vai cuidar dos filhos?”, alegou Nunes antes da confusão começar.

“Não foi nada irônico. (…) Ele nunca falaria que um juiz deveria investigar se os chefes que têm filhos, onde os dois pessoas trabalham. Ele só fala isso sobre nós. Isso é covardia”, disse Glenn após o Pânico voltar sem a presença de Augusto.

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Ciro, Freixo e Porchat apoiam Glenn; Olavo e deputados do PSL elogiam Augusto Nunes

Olavo de Carvalho, um dos líderes do conservadorismo no Brasil, defendeu a agressão do jornalista Augusto Nunes, do R7, ao colega Glenn Greenwald, do Intercept. Além dele, o deputado Carlos Jordy (PSL-RJ) também defendeu o ato. Por outro lado, Ciro Gomes, Marcelo Freixo e Fabio Porchat são alguns que manifestaram apoio a Glenn. Veja a repercussão da situação que aconteceu no Programa Pânico nesta quinta-feira (7).

“O Augusto Nunes descendo a porrada no Verdevaldo foi a coisa mais linda da TV brasileira ever”, comentou Olavo em seu Twitter. Já o parlamentar avaliou: “”Augusto Nunes, eu te amo, cara hahaha”.

Outro deputado, Douglas Garcia (PSL) também elogiou a atitude. “Augusto Nunes é um grande profissional, de inestimável contribuição ao jornalismo brasileiro, é por isso mesmo que protocolarei, hoje mesmo, uma moção de aplauso na ALESP pelos excelentes serviços prestados à população brasileira.”

OUTRO LADO: GLENN RECEBE APOIO NA INTERNET

Também teve quem manifestou solidariedade ao jornalista do Intercept. Glenn recebeu apoio de colegas do veículo, além de outros jornalistas e personalidades.

Ciro Gomes, candidato à presidência em 2018, chamou Augusto de ‘bandido’. Já David Miranda, marido de Glenn, reforçou o termo ‘covarde’, assim como Marcelo Freixo e Fabio Porchat.

Veja:

Assista o vídeo de Glenn sendo agredido por Augusto Nunes:

“Você é um covarde, Augusto Nunes. Você é um covarde e eu vou falar o porquê…”, disse Glenn antes de levar dois tapas na cara.

“Você não vai me chamar de covarde não, rapaz. Covarde, mas apanhou na cara”, respondeu Augusto.

Após alguns integrantes do Pânico apartarem a briga, o apresentador Emílio Surita optou por cortar o programa.

“Não tem condição, vamos fazer um break”, alegou o âncora do Pânico. Após 12 minutos, Augusto Nunes deixou o programa e Glenn continuou na bancada.

O MOTIVO DA BRIGA ENTRE 

Casado com David Miranda, Glenn chamou Augusto de covarde após o jornalista do R7 fazer comentários sobre os seus filhos com o deputado.

“O que eu disse, vocês vão perceber, é que ele não sabe identificar ironias, não sabe identificar um ataque bem-humorado. Convido ele a provar em que momento eu pedi que algum juizado fizesse isso. Disse apenas que o companheiro dele passa tempo em Brasília, passa o tempo todo lidando com material roubado. Quem vai cuidar dos filhos?”, alegou Nunes antes da confusão começar.

“Não foi nada irônico. (…) Ele nunca falaria que um juiz deveria investigar se os chefes que têm filhos, onde os dois pessoas trabalham. Ele só fala isso sobre nós. Isso é covardia”, disse Glenn após o Pânico voltar sem a presença de Augusto.

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VÍDEO: Glenn Greenwald, jornalista do Intercept, é agredido por Augusto Nunes no Pânico

Glenn Greenwald, fundador e editor do The Intercept Brasil, foi agredido pelo colega de profissão, Augusto Nunes, no Programa Pânico nesta quinta-feira (7). Os dois foram os convidados da atração da rádio Jovem Pan para repercutir a reportagem da TV Globo, exibida no Jornal Nacional, sobre o depoimento do porteiro do condomínio de Jair Bolsonaro.

Assista o vídeo de Glenn sendo agredido por Augusto Nunes:

“Você é um covarde, Augusto Nunes. Você é um covarde e eu vou falar o porquê…”, disse Glenn antes de levar dois tapas na cara.

“Você não vai me chamar de covarde não, rapaz. Covarde, mas apanhou na cara”, respondeu Augusto.

Após alguns integrantes do Pânico apartarem a briga, o apresentador Emílio Surita optou por cortar o programa.

“Não tem condição, vamos fazer um break”, alegou o âncora do Pânico. Após 12 minutos, Augusto Nunes deixou o programa e Glenn continuou na bancada.

O MOTIVO DA BRIGA ENTRE GLENN E AUGUSTO NUNES

Casado com David Miranda, Glenn chamou Augusto de covarde após o jornalista do R7 fazer comentários sobre os seus filhos com o deputado.

“O que eu disse, vocês vão perceber, é que ele não sabe identificar ironias, não sabe identificar um ataque bem-humorado. Convido ele a provar em que momento eu pedi que algum juizado fizesse isso. Disse apenas que o companheiro dele passa tempo em Brasília, passa o tempo todo lidando com material roubado. Quem vai cuidar dos filhos?”, alegou Nunes antes da confusão começar.

“Não foi nada irônico. (…) Ele nunca falaria que um juiz deveria investigar se os chefes que têm filhos, onde os dois pessoas trabalham. Ele só fala isso sobre nós. Isso é covardia”, disse Glenn após o Pânico voltar sem a presença de Augusto.

REPERCUSSÃO

O caso vai tomando conta das redes sociais. “Augusto Nunes”, “Glenn” e “Pânico” estão nos trending topics (assuntos mais falados) do Twitter e no Google Trends (assuntos mais buscados).

Além disso, a repórter Amanda Audi, do Intercept, já manifestou apoio à Glenn. “Augusto Nunes foi um dos ganhadores do Comunique-se. No discurso, defendeu que jornalistas podem ter opiniões. Concordo! Mas a “”opinião”” do cara é ser homofóbico, desrespeitar filhos de colega de profissão e, ao ser chamado de covarde, partir pra agressão física. É covarde mesmo”, twittou.

Xico Sá, comentarista de canais do Grupo Globo, respondeu Amanda: isso. “Disse tudo”.

Confira outras reações: