Suspeito de explodir agência bancária em Quatro Barras é preso

A Polícia Militar do Paraná (PM-PR) prendeu, nesta segunda-feira (8), um suspeito de participar da explosão de uma agência bancária em Quatro Barras, Região Metropolitana de Curitiba.

Após a explosão, o grupo trocou tiros com policiais, por volta de 3h30. Cerca de 15 assaltantes teriam participado da ação. A PM-PR foi acionada por moradores que ouviram o barulho. Quando as equipes chegaram ao local, os bandidos ainda estavam na agência e o tiroteio teve início.

Durante o confronto, quatro pessoas foram presas. Um dos dois assaltantes detidos durante a tarde é foragido da Justiça, segundo a PM-PR. Eles foram encaminhados ao Centro de Operações Policiais Especiais (Cope).

Ainda de acordo com a PM-PR, o homem detido teria participação, também, no assalto a uma agência da Caixa Econômica Federal em Matinhos, no Litoral, na última semana, quando várias pessoas foram feitas reféns.

Vizinhos chamaram polícia oito vezes antes de mulher ser morta por marido no PR

Na madrugada de 14 de janeiro, Daniela Eduarda Alves foi morta a facadas pelo marido Emerson Bezerra, 34 anos, em Fazenda Rio Grande, município da Região Metropolitana de Curitiba. Gravações telefônicas revelam que vizinhos acionaram a Polícia Militar (PM) diversas vezes para denunciar as agressões e os pedidos de socorro da vítima.

Segundo a investigação, as agressões teriam começado por volta das 23 horas mas a viatura da PM chegou ao local somente às 2h20. A vítima já estava morta há 20 minutos. Emerson foi preso horas depois.

Suspeito de matar companheira a facadas será indiciado por feminicídio

Nas gravações, solicitadas e anexadas ao processo pelo Ministério Público do Paraná (MPPR), moradores relatam que ouvem os gritos de socorro.

As ligações para a Polícia Militar continuam. Os vizinhos relatam que vão dormir com os gritos de socorro. “Já pedimos umas três vezes, o cara está matando a mulher aqui e ninguém veio até agora”, diz uma moradora. “Tem que aguardar, senhora. A ocorrência está aberta”, responde o atendente da Central de Operações Policiais Militares (Copom). Os carros estariam em atendimento em outras ocorrências na região.

Algumas horas depois, a polícia foi acionada, no bairro Sítio Cercado, em Curitiba. Emerson foi para a casa da mãe e ao ser questionado sobre o sangue em suas roupas, teria confessado o crime. O padrasto não concordou com a situação e acionou a polícia.  “Ele está todo ensanguentado. Falei com os parentes dela que vão lá ver”, diz.

O secretário de Segurança Pública do Paraná, general Luiz Felipe Carbonell, falou sobre o caso nesta sexta-feira (15). Ele lamentou a morte de Daniela e admitiu as falhas na estrutura policial. “Ficou bem claro que todas as nossas viaturas estavam empenhadas em outras ocorrências. Não podemos interromper uma ocorrência para atender outra. Nós temos que atender o protocolo estabelecido. Foi uma tragédia, uma fatalidade. Nós temos falta de efetivo, falta de viaturas”, diz Carbonell.

O governador do Paraná, Ratinho Júnior, lembrou que assumiu o governo com grande parte da frota parada em oficinas, o que reflete no atendimento à população. E afirmou que existe um estudo para trabalhar com viaturas locadas, com o objetivo de substituir veículos baixados para conserto.

“Temos que melhorar a estrutura para que a Polícia Militar possa atender o máximo de ocorrências da maneira mais rápida possível. Pedi um estudo para alugar viaturas, a viatura anda em média, por mês, de vinte a trinta mil quilômetros. É uma falha grave e o que podemos fazer é amenizar levando mais eficiência para o serviço da policia”, destacou o governador.

A Secretaria de Segurança Pública investiga o caso internamente, para saber se houve algum tipo de erro no atendimento. A Polícia Militar, no entanto, não informou que tipo de ocorrência as viaturas atendiam no momento das chamadas. Emerson bezerra, o assassino, está preso por homicídio triplamente qualificado: feminicídio, motivo torpe e meio cruel.

Inquérito

Segundo a delegada Gislaine Ortega Pineda, Emerson Bezzera da Silva confessou o crime e teria declarado que tudo começou com uma briga de casal.

Foto: Reprodução

“Na data dos fatos, ele teria pedido o celular da esposa para despertar e ela teria se recusado. Ele teria se exaltado e a empurrado sobre uma mesa de vidro. Ele alega que quando ela levantou, pegou um dos estilhaços e o atingido nas coxas e no pescoço. Ele alega que diante dessa agressão foi até a cozinha e pegou uma faca e ao retornar ela teria o provocado, ele teria perdido a cabeça e desferido os golpes que levaram a vítima a óbito”, relatou a delegada à Rádio Banda B na época.

Durante o depoimento, o homem alega que não havia nenhuma crise conjugal, mas familiares teriam relatado informalmente sobre um pedido de separação por parte da vítima. Outras pessoas ainda serão ouvidas para conclusão do inquérito.

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Policial que agrediu mulher na farmácia é investigado; veja o vídeo

A Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar um sargento da Polícia Militar que agrediu uma mulher em uma farmácia no último sábado (12). O crime aconteceu em Paranaguá, no litoral, e foi registrado por câmeras de monitoramento do local.

Nas imagens, o homem discute com uma mulher, que seria funcionária da farmácia. Em seguida ele a puxa pelos cabelos e pela roupa. Outro rapaz, que aparentemente seria funcionário da farmácia, tenta separar a briga, mas também é empurrado.

Na sequência das imagens, a mulher aparece atrás do caixa, enquanto o policial arremessa vários produtos que estão em cima do balcão. Outra mulher tenta intervir, mas o homem não se intimida e continua as agressões.

De acordo com a Polícia Militar, o sargento foi afastado da corporação e teve a arma de fogo recolhida. Um procedimento vai investigar a conduta do policial. Em nota, a PM disse que “não compactua com desvios de conduta dos seus integrantes e, quando há comprovação legal, adota os canais de saneamento e correição, observados os direitos da ampla defesa e do contraditório para qualquer militar estadual”.

Conforme a Polícia Civil, a vítima e as testemunhas foram ouvidas pela autoridade policial responsável. As imagens do circuito de vídeo interno da farmácia, estão sendo utilizadas para auxiliar as investigações. As medidas legais de proteção à mulher, segundo a Lei Maria da Penha, já foram solicitadas junto ao Poder Judiciário, visto que o agressor é ex-namorado da vítima. Um exame de lesão corpora deve ser anexado ao inquérito.

Mulher suspeita de matar ex-chefe de 72 anos é presa no PR

A Polícia Civil prendeu uma mulher, de 28 anos, suspeita de matar e roubar o ex-patrão, Antônio Delani, de 72 anos, no último mês, em Curitiba. A prisão aconteceu em Guaratuba, no Litoral do Paraná, na última sexta-feira (30), pela Divisão de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), através da 2º Delegacia de Homicídios.

Segundo a polícia, a vítima morreu com uma estocada nas costas e depois foi asfixiada. Um dos golpes atingiu o coração da vítima que ficou caído dentro de seu estabelecimento comercial. A suspeita pelo crime, ex-funcionária da vítima, não tinha passagem polícia. “No momento da abordagem a mulher estava dentro de um comércio no litoral no estado. Ela foi encaminhada à delegacia onde alegou que a arma levada era de brinquedo”, afirmou o delegado responsável pelas investigações, Cássio Conceição.

Imagens de uma câmera de segurança flagraram a ação da suspeita. Veja:

Ela será autuada pelo pelo crime de latrocínio – roubo seguido de morte -, se condenada poderá apegar até 30 anos de reclusão. Ela aguarda à disposição da Justiça. A ação da Policia Civil contou com o apoio das polícias Civil e Militar de Garuva (SC)e Itapoá (SC), além dos policiais civis e militares de Guaratuba (PR).

Com informações da Polícia Civil

PRF e GM investigam ação que teve policial baleado durante protesto

Após um policial rodoviário federal ficar ferido por tiros de bala de borracha proferidos pela Guarda Municipal de Curitiba as duas corporações informaram, nesta terça-feira (16), que já estão tratando a situação administrativamente. O incidente aconteceu na última quinta-feira (11), véspera de feriado, na altura do Km 596, na BR-376, no Contorno Sul, durante um protesto de moradores da região do Sabará, na CIC, contra a ação de reintegração de posse da área pela Prefeitura.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), os disparos ocorreram enquanto os policiais rodoviários negociavam com os manifestantes para desobstrução da rodovia. Um dos policiais foi atingido com dois tiros de borracha na perna esquerda, sem gravidade. Conforme a PRF, ele não precisou ser hospitalizado ou afastado do trabalho. Em nota, no dia do ocorrido, a Polícia Rodoviária informou que não efetuou nenhum disparo.

A duas corporações disseram que a Guarda Municipal estava no local em apoio à PRF porque a interdição da rodovia começou em decorrência da ação de reintegração feita pela Prefeitura.

O CASO

Na ocasião, um grupo de cerca de 100 manifestantes fechou os dois sentidos da rodovia por volta das 15h30 na altura da fábrica Feijão Pé Vermelho, na CIC. O protesto foi liderado por moradores de uma vila na região, que reclamavam de uma ação de reintegração que aconteceu durante aquele dia.

Por volta das 17h40, com duas horas de protesto, o congestionamento passava dos 8 km no sentido Ponta Grossa e de 5 Km no sentido São José dos Pinhais.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal, o congestionamento afetou também outros trechos de rodovias próximas, como parte do Contorno Leste (BR-116), e da BR-277 (entre interior e Curitiba), por exemplo. As pistas foram liberadas por volta das 17h50.

Confira a nota na íntegra:

“Nota conjunta PRF e GMC

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Guarda Municipal de Curitiba (GMC) informam que a situação já foi tratada administrativamente entre os dois órgãos.

A GMC estava no local, em apoio à PRF, em razão de a interdição ter se dado em uma rodovia federal, uma decorrência de uma ação de reintegração de posse em um local próximo, executada pela Guarda.

O policial envolvido não precisou ser hospitalizado, tampouco necessitará de afastamento de suas atividades profissionais.

As instituições reafirmam o compromisso em operar em conjunto nas ações que demandarem, em atendimento à sociedade e a ordem social”

 

Casal flagrado roubando comércios é preso em Curitiba

A Delegacia de Furtos e Roubos (DFR) cumpriu, nesta segunda-feira (13), mandados de prisão contra um homem e uma mulher, ambos suspeitos de praticar roubos contra estabelecimentos comerciais, em Curitiba. Patricia Fernanda Gonçalves Pansera, de 29 anos, e Allan Cristian da Costa, 32, haviam sido presos no dia 4 de agosto, porém tiveram os mandados de prisão referente a outros delitos expedidos na última semana.

Os suspeitos teriam praticado um roubo, no dia 14 de julho, por volta das 17h45, em uma farmácia, na rua Coronel Francisco Heráclito dos Santos, no bairro Jardim das Américas. Na ocasião, foram levados R$ 300 em dinheiro e aparelhos celulares das funcionárias que estavam no local.

De acordo com o delegado-adjunto da DFR, Emmanoel David, foram realizadas análises das imagens capturadas pelas câmeras de vigilância. “Os dois suspeitos foram reconhecidos com 100% de certeza pelas vítimas do roubo na farmácia”, afirma o delegado.

Costa e Patrícia já haviam sido presos no dia 4 de agosto pela Polícia Militar, momentos após roubar uma padaria, na rua Luiz França, no bairro Cajuru. Os suspeitos foram abordados e presos em flagrante pelos policiais na BR-277, cerca de uma hora depois de terem cometido o crime.

Outro roubo foi registrado na manhã do dia 5 de junho, quando o casal teria rendido a funcionária de um bar, na rua Bispo Dom José, no bairro Batel. Além de subtrair diversos objetos do local, os suspeitos levaram dinheiro e o aparelho celular da funcionária.

Durante os roubos, Costa utilizava um simulacro de pistola para intimidar as vítimas. Para o delegado Emmanoel David, há pelo menos três roubos em que o casal é reconhecido pelas vítimas. “Nós acreditamos que com a divulgação da imagem dos roubos, os suspeitos deverão ser reconhecidos por outras vítimas”, estima o delegado.

Segundo a polícia, Allan já foi condenado pela Justiça por crime de roubo. Ele também já respondeu por estelionato e lesão corporal. Já Patrícia não conta com ficha criminal. Os dois agora irão responder por crime de roubo e seguem custodiados pela Polícia Civil, à disposição da Justiça.

Tribunal do Júri condena irmãos que mataram adolescente

MPPR

O Tribunal do Júri de Umuarama, no Noroeste paranaense, condenou nesta segunda-feira, 23 de abril, um homem e uma mulher (irmãos) que mataram a tiros uma adolescente de 14 anos, em 31 de janeiro de 2009. Ambos foram condenados por homicídio qualificado (por motivo torpe: vingança).

De acordo com a denúncia, os dois foram até a casa da mãe da vítima, que era o alvo do crime, mas mataram sua filha, acreditando ser a mãe. O crime foi motivado por um desentendimento havido na noite anterior entre a ré e a mãe da vítima, que teria ficado com ciúmes da ré por tê-la visto com um ex-companheiro seu.

A mulher recebeu pena de 15 anos e 4 meses, e o homem foi apenado em 13 anos e 6 meses. Além disso, foram condenados ao pagamento de R$ 50 mil por dano moral à mãe da adolescente. Os réus haviam sido presos, mas tiveram suas prisões revogadas em 2013. Como não compareceram ao julgamento, tiveram suas prisões preventivas decretadas após a condenação, encontrando-se foragidos

O Tribunal do Júri de Umuarama, no Noroeste paranaense, condenou nesta segunda-feira, 23 de abril, um homem e uma mulher (irmãos) que mataram a tiros uma adolescente de 14 anos, em 31 de janeiro de 2009. Ambos foram condenados por homicídio qualificado (por motivo torpe: vingança).

De acordo com a denúncia, os dois foram até a casa da mãe da vítima, que era o alvo do crime, mas mataram sua filha, acreditando ser a mãe. O crime foi motivado por um desentendimento havido na noite anterior entre a ré e a mãe da vítima, que teria ficado com ciúmes da ré por tê-la visto com um ex-companheiro seu.

A mulher recebeu pena de 15 anos e 4 meses, e o homem foi apenado em 13 anos e 6 meses. Além disso, foram condenados ao pagamento de R$ 50 mil por dano moral à mãe da adolescente. Os réus haviam sido presos, mas tiveram suas prisões revogadas em 2013. Como não compareceram ao julgamento, tiveram suas prisões preventivas decretadas após a condenação, encontrando-se foragidos.

Homem é preso por roubar torcedores rivais; polícia encontra arma e drogas

A Delegacia Móvel de Atendimento ao Futebol e Eventos (Demafe) cumpriu dois mandados judiciais, sendo um de busca e apreensão e o outro de prisão preventiva, contra um torcedor do Atlético-PR, de 30 anos, integrante da torcida organizada ‘Os Fanáticos’. O rapaz é suspeito por um crime de roubo a mão armada, que teve como vítima integrantes de uma torcida organizada rival. A prisão aconteceu no bairro Juvevê, em sua própria residência.

Na casa do suspeito, os policiais encontraram uma arma de fogo de calibre ponto 40 – supostamente a que foi utilizada no crime – com dois carregadores municiados com munições expansivas de uso restrito e com numeração suprimida, além de porções de maconha e cocaína e uma balança de precisão. Além do mandado de prisão preventiva pelos roubos, o suspeito foi autuado em flagrante por tráfico e porte de arma de uso restrito.

O crime pelo qual o suspeito é investigado aconteceu no mês de fevereiro deste ano, nas proximidades de um estádio de futebol, situado no bairro Alto da Glória, após o término de uma partida entre times adversários do Paraná. Na ocasião, o rapaz abordou um casal que integrava uma torcida organizada rival e roubou vestimentas e objetos que estampavam emblemas e brasões do time oposto.

De acordo com o delegado-adjunto da Demafe, Nasser Salmen, esse tipo de crime é praticado para tentar demonstrar superioridade e poder sobre a torcida rival. “Isso é denominado como ‘troféu de guerra’ dentro das torcidas organizadas”, explica Salmen. “Há uma disputa entre eles para que os bonés e as camisetas de uma torcida fossem subtratidos por elementos de outra torcida”, conta o delegado.

O homem foi indiciado pelo crime de roubo agravado e autuado em flagrante por tráfico de drogas e posse de arma de fogo de uso restrito – devido ao material encontrado em sua residência. Agora encontra-se detido no Setor de Carceragem Temporário (Secat) da especializada, onde permanece à disposição da Justiça.

Em três dias, sete pessoas morreram em confrontos com a PM em Curitiba

Na madrugada do último domingo (1), dois jovens morreram em um confronto com uma equipe da Rone, da Polícia Militar, na Rua Guabirotuba, no bairro Prado Velho, em Curitiba.

Segundo a Polícia Militar, os dois teriam atirado contra os policiais durante uma tentativa de abordagem, e eles revidaram o que terminou na morte dos jovens, um deles menor de idade.

Nesta terça-feira (3), cinco pessoas morreram também em confronto com policiais militares, nos bairros Umbará e Pinheirinho.

De acordo com a PM, no Umbará, os suspeitos estavam em dois carros com alerta de roubo. Dois estavam em um veículo Tucson e fugiram em direção a Rua Bôrtolo Pelanda, onde desceram em uma área de moto e teriam atirado contra os policiais militares, que revidaram e mataram os dois.

No outro veículo, um Sandero, também havia duas pessoas, que teriam atirado contra o carro dos policiais e foram atingidos após eles revidarem os tiros.

Na situação do Pinheirinho, um homem estaria com um Renault Kwid roubado e foi alcançado após tentar fugir pela Linha Verde. Segundo a Polícia Militar, ele também teria trocado tiros com os policiais e foi morto.

Moradores do bairro Prado Velho ainda fizeram uma manifestação nesta terça-feira (3), pra contestar a morte dos dois jovens no domingo. Eles alegaram que eles não estavam armados quando foram mortos pelos policiais militares.

A equipe de reportagem da CBN Curitiba entrou em contato com a Polícia Militar para falar sobre o caso e aguarda o retorno.

 

Ex-policial acusado de matar comandante vai a júri popular

* Do MP/PR

Está previsto para esta quinta-feira, 22 de março, o julgamento de um ex-policial militar acusado de matar, em 28 de janeiro de 2005, o major Pedro Plocharski, que exercia interinamente o cargo de comandante do 13º Batalhão da Polícia Militar, sediado no Capão Raso, em Curitiba. Na época, o major investigava crimes praticados por policiais. O julgamento será realizado pelo Tribunal do Júri da capital, às 9 horas.

Segundo as investigações do Ministério Público, o réu, que na época deveria cumprir pena na Colônia Penal Agrícola em regime semiaberto, teria efetuado os disparos contra a vítima. Outro ex-policial militar estaria dirigindo o veículo utilizado para a prática do crime. Este, apesar de estar em liberdade, respondia a processos na Justiça e foi morto em confronto com a polícia civil, em janeiro de 2012.

Relembre o caso

No dia 28 de janeiro de 2005, por volta das 18h45, dois homens armados com uma metralhadora calibre 9 milímetros e ocupando um veículo assassinaram com dezenas de tiros o major Pedro Plocharski, de 49 anos. O oficial havia deixado a sede do 13º Batalhão da Polícia Militar e seguia para sua casa, no bairro Umbará, ao volante de um Fusca, quando foi surpreendido pelos criminosos.

Com o impacto dos tiros, a vítima, que não teve tempo de reagir, perdeu o controle do carro, que saiu da pista. Plocharski estava fardado e carregava uma pistola calibre ponto 40. No local, foram recolhidas cerca de 20 cápsulas das balas que saíram da metralhadora. No Instituto Médico-Legal, foram constatadas perfurações no pescoço, peito, perna, braço e barriga da vítima.

As informações acerca do crime foram corroboradas com detalhes resultantes de interceptações telefônicas inicialmente produzidas e de seus desdobramentos. Embora não tenham apontado diretamente os autores do homicídio, revelaram situações que indicaram fortes suspeitas sobre o envolvimento dos policiais com criminosos, em segmentos envolvendo armas, drogas, veículos e homicídios.