Planeta terá mais 2 bilhões de pessoas até 2050, prevê ONU

Por Flavia Mantovani e Flavio Queirolo

O mundo deve ganhar 2 bilhões de pessoas nos próximos 30 anos, atingindo sua população máxima no fim do século e começando a se estabilizar apenas no século 22. É o que prevê um relatório da ONU lançado nesta segunda-feira (17), com projeções demográficas para o planeta até 2100.

De acordo com o documento, a população mundial, que é de 7,7 bilhões na atualidade, continua crescendo, ainda que no ritmo mais lento desde 1950: a taxa, que atualmente é de 1,1% ao ano, deve chegar a 0,4% perto do fim do século. A previsão é que a população mundial chegue a 9,7 bilhões em 2050 e a quase 11 bilhões em 2100.

O relatório, chamado World Population Prospects (prospecções da população mundial), é lançado a cada dois anos pela divisão de população da ONU e traz análises para 235 países e áreas, baseadas em informações de censos nacionais, pesquisas por amostragem e tendências históricas.

São projeções, ou seja, tendências demográficas que estão sujeitas a alterações, pois dependem de mudanças tecnológicas, avanços médicos, condições políticas e costumes, que podem se alterar de forma imprevisível.

Para estimar a população no fim do século, a ONU trabalha com três cenários: no de projeção alta, o mundo teria 15,6 bilhões de habitantes em 2100; no mais conservador, ficaria em 7,32 bilhões e, no médio –o mais provável de ocorrer–, chegaria a 10,8 bilhões.

Na projeção média anterior, em 2017, previa-se uma população de 11,18 bilhões em 2100 (ou seja, cerca de 300 milhões a mais do que se acredita agora).

“Essa diferença se deve principalmente a revisões em taxas de fecundidade recentes e esperadas no futuro em vários países maiores, como Bangladesh, República Democrática do Congo, Índia e Estados Unidos”, disse à reportagem Patrick Gerland, chefe da seção de estimativas e projeções de população da ONU.

“Mudanças nesses países têm sido um pouco mais rápidas do que se acreditava.”

De acordo com o novo relatório, metade dos novos habitantes do mundo até 2050 virão de apenas nove países, a maioria pobres ou em desenvolvimento: Índia, Nigéria, Paquistão, República Democrática do Congo, Etiópia, Tanzânia, Indonésia, Egito e EUA.

Entre as grandes regiões, a África Subsaariana deve dobrar sua população nos próximos 30 anos, enquanto, na outra ponta, a Europa e a América do Norte terão aumento de apenas 2% de sua população. O crescimento previsto nesse mesmo período para a América Latina e o Caribe é de 18%.

Por volta de 2027, a Índia deve ultrapassar a China como o país mais populoso do mundo –alguns anos depois do que se imaginava anteriormente.

“A taxa de fecundidade na Índia caiu um pouco mais rapidamente do que se imaginava, e a fecundidade na China cresceu mais do que o esperado devido ao fim da política do filho único e a alguns incentivos para a população ter mais filhos”, afirma o pesquisador e doutor em demografia José Eustáquio Alves, que analisou os dados.

“O ranking vai mudar muito. Estão saindo os países mais desenvolvidos e começam a entrar os mais pobres, como a República Democrática do Congo, que vai crescer absurdamente, a Etiópia, a Tanzânia”, observa o pesquisador.

Ele chama a atenção também ao caso de Angola, que deve ter sua população multiplicada por 11 ao longo deste século –de 16,4 milhões para 188 milhões–, chegando ao 11º lugar no ranking, na frente do Brasil.

Segundo o relatório, tanto países em crescimento quanto os que têm baixa taxa de natalidade enfrentam seus desafios.

“Aqueles que experimentam rápido crescimento populacional, muitos deles na África Subsaariana, devem prover escola e cuidados de saúde para um número crescente de crianças, e garantir educação e oportunidades de emprego para um número cada vez maior de jovens”, afirma a análise. “Países cujo crescimento populacional se reduziu ou parou devem se preparar para uma proporção crescente de pessoas mais velhas e, em alguns casos, para um decréscimo na população.”

Em 2018, pela primeira vez o número de pessoas com mais de 65 anos ultrapassou o de crianças com menos de 5.
Se atualmente 1 em cada 11 pessoas no mundo tem mais de 65 anos, em 2050 deve chegar a 1 em cada 6 –no caso da Europa e da América do Norte, deve ser de 1 para cada 4.

A expectativa de vida média da humanidade, que era de 64,2 anos em 1990, subiu para 72,6 neste ano e acredita-se que chegará a 77,1 anos em 2050.

Porém, nos países menos desenvolvidos as pessoas vivem cerca de sete anos menos do que a média global, devido à alta mortalidade materna e infantil, violência e infecção por HIV, entre outros fatores.

A queda no número de pessoas em idade ativa e o aumento na proporção da população em idade dependente deve gerar desafios para “o mercado de trabalho e a performance econômica” de diversos países, assim como dificuldades para “construir e manter sistemas públicos de saúde, pensões e proteção social para os mais velhos”, alerta o relatório.

Outro fator que contribui para o envelhecimento da população mundial é que as mulheres estão tendo menos filhos.

O estudo comprova essa tendência, mostrando que taxa de fecundidade, que era de 3,2 filhos por mulher em 1990, baixou para 2,5 em 2019 e deve chegar a 2,2 em 2050.

A taxa necessária para repor naturalmente a população (desconsiderando fatores como a imigração) é de ao menos 2,1. Atualmente, quase metade das pessoas vive em países com índice abaixo disso.

A menor média de filhos por mulher está na América do Norte e na Europa (1,7). A previsão, porém, é que haja leve recuperação nessa taxa, chegando a 1,8 até 2100. A região onde as mulheres têm mais filhos é a África Subsaariana, onde a taxa de fecundidade hoje é de 4,5.

Vacinação Gripe Campanha Ampliada

Vacinação contra a Gripe é ampliada para toda a população nesta segunda-feira

A partir desta segunda-feira (03) o acesso à Vacina contra a Gripe será ampliado para toda a população no Paraná. A Campanha Nacional de vacinação, coordenada pelo Ministério da Saúde, terminou na última sexta-feira (31/05). A meta estipulada pelo governo federal, que era imunizar pelo menos 90% do público-alvo, não foi atingida no estado.
Agora, as doses remanescentes podem beneficiar toda a população. Até então, só tinham acesso gratuito à vacina as pessoas que formam os grupos prioritários: idosos, gestantes, mulheres que deram à luz em até 45 dias, indígenas, profissionais da saúde, policiais, doentes crônicos, entre outros.
A enfermeira Vera Rita Maia, da Divisão de Vigilância do Programa de Imunização da Secretaria da Saúde, lembra que o inverno chega em algumas semanas. Ela explica que, apesar de a Gripe ser uma doença simples, ela pode resultar em casos mais graves.
“A infecção pelo vírus Influenza pode evoluir para complicações mais sérias como pneumonia, internação hospitalar e, em algumas situações, evoluir para o óbito”, lembra a enfermeira.
Influenza
Segundo o boletim mais recente da Gripe, divulgado pela Sesa, o Paraná tem 133 casos de gripe confirmados. 37 pessoas morreram por complicações da doença. Seis óbitos foram registrados na semana passada.
A região metropolitana de Curitiba é a com maior incidência da doença no estado.

Pela primeira vez, avaliação negativa do governo Bolsonaro é maior que a positiva

O governo de Jair Bolsonaro foi classificado como ruim ou péssimo por 36% das pessoas, 5% a mais em relação ao estudo no início do mês, enquanto 34% avaliaram a gestão como ótima ou boa. A pesquisa a XP/Ipespe foi feita, pelo telefone, com 1.000 pessoas por todo o país, nos dias 20 e 21 de maio.

Apesar da margem de erro – 3,2 pontos percentuais – ilustrar um possível empate, é a primeira vez que um estudo mostra que a maioria da população está insatisfeita. 26% classificou o governo como regular e 4% não opinaram.

Vale lembrar que, no próximo domingo (26), diversas manifestações de apoio ao presidente foram marcadas.

Entretanto, no último dia 15, os protestos contra os cortes na educação. Em Curitiba, 3 mil pessoas estiveram presentes no ato, marcado por uma caminhada de duas horas e chuva.

A pesquisa ainda divulgou que 87% das pessoas esperam mais protestos, seja a favor ou contra Jair.

OUTROS DADOS

Apesar da avaliação negativa até aqui, a expectativa da maioria dos brasileiros é que resto da atual administração melhore. 47% acreditam nisso, enquanto 31% tem expectativas ruins ou péssimas para o futuro. 17% acha que o governo vai manter o nível regular, enquanto 5% não opinou.

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População de Maringá foi a que mais cresceu e a de Foz a que mais diminuiu, aponta IBGE

Maringá, no noroeste do estado, foi o município do Paraná que teve maior alta no número de habitantes, de acordo com a estimativa de população divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quarta-feira (29).

Em contrapartida, o município de Foz do Iguaçu, no oeste, teve a maior queda no número de habitantes.

O levantamento aponta que neste ano Maringá tem 417.010 habitantes e Foz do Iguaçu 258.823. No ano passado os números eram de 406.693 e 264.044, respectivamente.

Maringá ganhou 10.317 moradores e Foz perdeu 5.221.

No total, o Paraná tem 11 milhões e 329 mil habitantes, sendo que 1.917.185 estão em Curitiba. Londrina tem 563.943, Cascavel 324.476 e Ponta Grossa 348.043. Na RMC, São José dos Pinhais tem 317.476 habitantes, Colombo 240.840 e Pinhais 130.789.

O município do estado com menor número de habitantes é Jardim Olinda, com 1,3 mil.

A população brasileira é de 208.494.900 habitantes, espalhados pelos 5.570 municípios do país. O crescimento nacional no ano foi de 0,82%.

Foto: Reprodução/DOU

 

Em 10 anos, um em cada cinco paranaenses será idoso

Em 2029, a proporção de pessoas acima de 65 anos em relação à população total do Paraná será de 20%. Ou seja, um em cada cinco paranaenses será idoso. Em 2054, essa proporção chega a um em cada quatro – 25% dos paranaenses terão mais de 65 anos.

Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e fazem parte da Revisão 2018 da Projeção de População, que estima demograficamente os padrões de crescimento da população do país ano a ano, por sexo e idade para os próximos 42 anos.

Hoje, 9,9% dos paranaenses têm mais de 65 anos; 69,7%, a maioria, tem entre 15 e 64 anos; e 20,3% dos paranaenses têm até 14 anos.

Em 2034, pela primeira vez, a proporção de paranaenses acima de 65 anos deve alcançar a de paranaenses até 14 anos, ficando em 17% e 17,8%, respectivamente. A partir de então, o número de idosos ultrapassa, gradualmente, a de jovens no Paraná. Em 2060, 27% dos paranaenses terão mais de 65 anos e apenas 14,7% menos de 14 anos.

Expectativa de vida

O estudo também mostra que a expectativa de vida do paranaense, ao nascer, em 2018, é de 77,6 anos para ambos os sexos. Para os homens, ela é menor: 74,2 anos. Para as mulheres, a expectativa é de 81,1 anos.

Só daqui a dez anos, a expectativa de vida no Paraná chegará aos 80 anos para ambos os sexos. Em 2028, ela atinge 80,7 anos.

Para as mulheres paranaenses, a expectativa de vida já está na casa dos 80 anos desde 2015, quando chegou a 80,22 anos. Para os homens, ela só vai passar dessa faixa em 2052, quando será de 80,08 anos. A projeção de vida das mulheres paranaenses está entre as maiores do Brasil e deve permanecer neste patamar até 2060, quando atingirá os 87 anos. Neste ano, ficará atrás apenas de Santa Catarina, que terá expectativa de vida para as mulheres de 87,6 anos.

A média de expectativa de vida no Brasil, em 2018, é de 76,2 anos. Santa Catarina tem, hoje, a maior esperança de vida ao nascer para ambos os sexos, com 79,7 anos, número que subirá para 84,5 anos em 2060. O Maranhão tem a menor expectativa de vida ao nascer (71,1 anos) em 2018 e vai perder a posição para o Piauí, que. em 2060, terá a taxa de 77 anos.

População

A população do Paraná deve crescer gradualmente até 2046, chegando a 12.599.318 pessoas. Em 2047, o número cai para 12.598.861 pessoas – 457 pessoas a menos – e segue em queda constante até 2060, quando será de 12.342.362 pessoas. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e fazem parte da Revisão 2018 da Projeção de População, que estima demograficamente os padrões de crescimento da população do país ano a ano, por sexo e idade para os próximos 42 anos.

Hoje, a população paranaense é de cerca de 11,3 milhões de pessoas, número 11% menor do que o pico estimado para 2046. São 5.563.258 homens (49% do total) e 5.785.679 mulheres (50,9% do total).

Cerca de 160 mil pessoas devem nascer no estado neste ano e 70 mil óbitos são esperados. O número de nascimentos no Paraná teve um pico em 2017 (161.199) e volta a cair em 2018. Em 2024, ele deve chegar ao patamar de 2010: foram 152.738 nascimentos naquele ano e, em 2024, são esperados 152.743 novos paranaenses.

Em todo o Brasil, a população do Brasil deve crescer até 2047, quando chega a 233,2 milhões de pessoas. A partir deste ano, também entra em queda, chegando a 228,3 milhões em 2060. Antes de 2047, outros 11 estados, além do Paraná, devem ter redução da população: Piauí, Bahia, Rio Grande do Sul, Alagoas, Minas Gerais, Paraíba, Rio de Janeiro, Ceará, Pernambuco, Maranhão e Rio Grande do Norte.

Segundo o IBGE, a principal característica dessas unidades da federação é o saldo migratório negativo. No Paraná, para se ter uma ideia, cerca de 4 mil pessoas devem deixar o estado em 2018. Já São Paulo deve ganhar 45,2 mil novos moradores e Goiás cerca de 39,8 mil.

No limite da projeção em 2060, oito estados  – Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Amapá, Roraima, Amazonas e Acre – não terão queda nas suas populações. São estados, segundo o IBGE, com saldo migratório positivo ou taxas de fecundidade total mais elevadas.

Habitantes

População do Paraná começa a diminuir a partir de 2046

A população do Paraná deve crescer gradualmente até 2046, chegando a 12.599.318 pessoas. Em 2047, o número cai para 12.598.861 pessoas – 457 pessoas a menos – e segue em queda constante até 2060, quando será de 12.342.362 pessoas. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e fazem parte da Revisão 2018 da Projeção de População, que estima demograficamente os padrões de crescimento da população do país ano a ano, por sexo e idade para os próximos 42 anos.

Hoje, a população paranaense é de cerca de 11,3 milhões de pessoas, número 11% menor do que o pico estimado para 2046. São 5.563.258 homens (49% do total) e 5.785.679 mulheres (50,9% do total).

Cerca de 160 mil pessoas devem nascer no estado neste ano e 70 mil óbitos são esperados. O número de nascimentos no Paraná teve um pico em 2017 (161.199) e volta a cair em 2018. Em 2024, ele deve chegar ao patamar de 2010: foram 152.738 nascimentos naquele ano e, em 2024, são esperados 152.743 novos paranaenses.

Em todo o Brasil, a população do Brasil deve crescer até 2047, quando chega a 233,2 milhões de pessoas. A partir deste ano, também entra em queda, chegando a 228,3 milhões em 2060. Antes de 2047, outros 11 estados, além do Paraná, devem ter redução da população: Piauí, Bahia, Rio Grande do Sul, Alagoas, Minas Gerais, Paraíba, Rio de Janeiro, Ceará, Pernambuco, Maranhão e Rio Grande do Norte.

Segundo o IBGE, a principal característica dessas unidades da federação é o saldo migratório negativo. No Paraná, para se ter uma ideia, cerca de 4 mil pessoas devem deixar o estado em 2018. Já São Paulo deve ganhar 45,2 mil novos moradores e Goiás cerca de 39,8 mil.

No limite da projeção em 2060, oito estados  – Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Amapá, Roraima, Amazonas e Acre – não terão queda nas suas populações. São estados, segundo o IBGE, com saldo migratório positivo ou taxas de fecundidade total mais elevadas.

Expectativa de vida

O estudo também mostra que a expectativa de vida do paranaense, ao nascer, em 2018, é de 77,6 anos para ambos os sexos. Para os homens, ela é menor: 74,2 anos. Para as mulheres, a expectativa é de 81,1 anos.

A média brasileira, em 2018, é de 76,2 anos. No Brasil, Santa Catarina tem a maior esperança de vida ao nascer para ambos os sexos, com 79,7 anos, número que subirá para 84,5 anos em 2060. O Maranhão tem a menor expectativa de vida ao nascer (71,1 anos) em 2018 e vai perder a posição para o Piauí, que. em 2060, terá a taxa de 77 anos.

População brasileira deve chegar a 233,2 milhões em 2047, diz IBGE

Por Cristina Índio do Brasil

A população do Brasil vai continuar em crescimento até atingir 233,2 milhões de pessoas em 2047. A partir deste ano, entrará em declínio gradual chegando a 228,3 milhões em 2060. A expectativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), faz parte da Revisão 2018 da Projeção de População, que estima demograficamente os padrões de crescimento da população do país ano a ano, por sexo e idade para os próximos 42 anos.

Antes de 2048, 12 estados (Piauí, Bahia, Rio Grande do Sul, Alagoas, Minas Gerais, Paraíba, Rio de Janeiro, Ceará, Pernambuco, Maranhão, Paraná e Rio Grande do Norte) deverão ter redução na sua população. Segundo o IBGE, a principal característica dessas unidades da federação é o saldo migratório negativo.

No limite da projeção em 2060, oito estados (Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Amapá, Roraima, Amazonas e Acre) não terão queda nas suas populações. O IBGE explicou que eles apresentam saltos migratórios positivos e/ou têm taxas de fecundidade total mais elevadas.

Fecundidade

O órgão acrescentou que o crescimento populacional é determinado pela combinação do perfil migratório, incluindo áreas de expulsão ou atração de pessoas; com taxas de fecundidade de uma unidade da federação. Os estados do Piauí e da Bahia apresentam quedas importantes de fecundidade nos últimos anos e, segundo o instituto, perdem população para outros estados do país.

Apesar de não registrar altas quedas de fecundidade, atualmente, a situação já foi diferente para o Rio Grande do Sul, que é também um estado “emissor”. Na definição do IBGE, as três unidades da federação devem ser os primeiros a apresentar redução de população.

A taxa de fecundidade total para 2018 é 1,77 filho por mulher. Quando chegar a 2060, o número médio de filhos por mulher poderá cair para 1,66. Os estados de Roraima com 1,95; o Pará, Amapá, Maranhão, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, com 1,80, são os que deverão ter as maiores taxas de fecundidade. As menores poderão ser no Distrito Federal com 1,50; e em Goiás, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, esses com 1,55. A idade média de 27,2 anos em que as mulheres têm filhos em 2018, aumentará para 28,8 anos, em 2060.

Idade

A média de idade da população brasileira é 32,6 anos em 2018. Os estados da Região Norte, Alagoas e Maranhão têm a média em 30 anos. A explicação é que têm taxas de fecundidade total mais elevadas e se situam mais tardiamente na transição da fecundidade.

O Acre tem a menor média (24,9 anos). Ao contrário, os estados das Regiões Sul e Sudeste registram média acima da projetada para o Brasil. O mais envelhecido é o Rio Grande do Sul com 35,9 anos. Para o IBGE, o avanço na idade populacional pode ser medido também com a comparação das pessoas com 65 anos ou mais e os menores de 15 anos, por meio do índice de envelhecimento da população.

Conforme o estudo, em 2060, um quarto da população (25,5%) terá mais de 65 anos. No total, para cada 100 pessoas com idade de trabalhar, que é a faixa compreendida entre 15 e 64 anos, o país teria 67,2 indivíduos acima desta idade ou abaixo de 15 anos. No nível do Brasil, o índice em 2018, indica que o país tem 43,2 crianças de até 14 anos para cada 100 idosos com 65 anos ou mais. Em 2039, a projeção aponta que o indicador vai passar de 100, o que representará mais pessoas idosas que crianças.

O estudo mostra que, em 2029, o Rio Grande do Sul deverá ser o primeiro a ter uma proporção maior de idosos do que de crianças de até 14 anos. Mas em 2033, o Rio de Janeiro e Minas Gerais deverão ter relação semelhante. Com comportamento diferente, o Amazonas e a Roraima vão continuar com mais crianças e idosos até o limite da projeção em 2060.

Expectativa de vida

Com 79,7 anos, Santa Catarina, que, atualmente, tem a maior esperança de vida ao nascer para ambos os sexos, subirá para 84,5 anos em 2060. O Maranhão, com a menor expectativa de vida ao nascer (71,1 anos) em 2018, vai perder a posição para o Piauí que em 2060, terá a taxa de 77 anos.

Dependência

O IBGE estimou também que a razão de dependência da população brasileira em 2018 é 44%. Isso significa que 44 pessoas com idades menores de 15 anos e maiores de 64 dependiam de cada 100 indivíduos em idade de trabalhar. A proporção deve subir para 67, 2% em 2060.

O instituto chamou atenção que em 2010, a razão de dependência era 47,1% e atingiu o menor patamar em 2017, quando registrou 44%. Até 2028 a expectativa é crescer alcançando 47,4%, o mesmo do que foi anotado em 2010.

Eleitores

O IBGE informou que, em 2018, o Brasil tem 160,9 milhões potenciais eleitores, ou seja, pessoas com 16 anos ou mais. Em comparação com 2016 houve uma elevação de 2,5%, quando havia 156,9 milhões nesta faixa de idade.

Imigração

A Projeção de População avaliou os movimentos de migração internacional. A estimativa é que, entre 2015 e 2022, o número de venezuelanos imigrantes no Brasil chegue a 79 mil.

Estudo

A projeção detalha a dinâmica de crescimento da população brasileira, acompanhando suas principais variáveis: fecundidade, mortalidade e migrações. Além de projetar o número de habitantes do Brasil e das 27 unidades da federação no período entre 2010 e 2060. O estudo é uma parceria do IBGE com órgãos de planejamento de quase todos os estados brasileiros e segue as recomendações da Divisão de População das Nações Unidas.

Em 4 anos, Curitiba terá mais idosos que crianças

A partir de uma compilação de dados do Ipardes (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social) a prefeitura divulgou ontem (19) uma projeção mostrando que em 2022 o número de idosos em Curitiba vai ultrapassar, de maneira inédita, o de crianças.

Os números apontam que em 2017 a cidade já tinha 268,7 mil moradores acima dos 60 anos. Até 2022, o número deles vai saltar expressivos 23,7%, chegando aos 332,6 mil idosos – 17,16% do total. A população total da capital está projetada em 1.937.699 para daqui a quatro anos.

Na outra ponta, a quantidade de crianças de até 14 anos, que era de 356 mil ano passado, cairá 7,1%, para 330,8 mil – 17,07% do total.

Os 65,77% restantes representarão quase 1,3 milhão de pessoas que comporão a chamada população em idade ativa (de 15 a 59 anos).

Para 2040, a prefeitura estima uma participação de 27,86% dos mais velhos e 12,88% dos mais novos, respectivamente, na população. Na escala de envelhecimento, o número de idosos na cidade deve subir para 307,3 mil em 2020; 432,5 mil em 2030 e 544,5 mil em 2040.

Planejamento

Essa tendência demográfica é nacional, movida pela queda no número de nascimentos e pelo aumento da expectativa de vida. A prefeitura vem acompanhando as mudanças para atualizar o Plano Setorial de Desenvolvimento Social do Ippuc (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba), trabalho que deve terminar ano que vem.

Um dos efeitos do envelhecimento é a inversão dachamada razão de dependência: a relação entre pessoas economicamente dependentes (jovens e idosos) e ativas. De 2010 para 2040, a razão salta de 45,5 para 68,7 dependentes por 100 pessoas em idade potencialmente produtiva.

No ensino os impactos já chegaram: em apenas dez anos (de 2010 ate 2020) a educação básica terá uma redução de 26,3% no Estado. E no transporte público curitibano um aumento nos gastos é esperado. Hoje as isenções custam 14% da tarifa e o índice tende a subir.

Expectativa de vida do brasileiro é de 75,8 anos, diz IBGE

Por Nielmar de Oliveira, Agência Brasil

Em 76 anos, de 1940 a 2016, a expectativa de vida dos brasileiros ao nascer aumentou em mais de 30 anos e hoje é de 75,8 anos – um acréscimo de três meses e onze dias em relação a 2015. Os dados constam da Tábua de Mortalidade de 2016 e foram divulgados nesta sexta-feira (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2015, a expectativa de vida no país era de 75,5 anos.

Ao falar sobre a pesquisa, o pesquisador do IBGE, Fernando Albuquerque, disse que a partir de 1940, com a incorporação dos avanços da medicina às políticas de saúde pública, o país experimentou uma primeira fase de sua transição demográfica, caracterizada pelo início da queda das taxas de mortalidade.

Um pouco mais a frente, segundo ele, fatores como campanhas de vacinação em massa, atenção ao pré-natal, incentivo ao aleitamento materno, contratação de agentes comunitários de saúde e programas de nutrição infantil contribuíram para o aumento da expectativa de vida do brasileiro ao longo dos anos. De 1940 até 2016, o aumento foi de exatamente 30,3 anos.

Apesar desse crescimento contínuo na expectativa de vida, o Brasil ainda está abaixo de países como Japão, Itália, Singapura e Suíça, que em 2015 tinham o indicador na faixa dos 83 anos. “No pós-guerra, começou a haver um intercâmbio muito grande entre os países.

Os avanços em termos de programas de saúde pública e programas de saneamento que os países desenvolvidos já tinham alcançado foram transferidos para os menos desenvolvidos. Nesse instante é que começa a diminuir a mortalidade no Brasil”, ressaltou Alburquerque.

Segundo o pesquisador, inicialmente os grandes beneficiados foram as crianças. “No Brasil, em 1940, de cada mil crianças nascidas vivas, 156 não atingiam o primeiro ano de vida. E hoje em dia estamos com uma mortalidade infantil de 13 por mil. Depois, a queda das taxas de mortalidade foi expandida para a toda a população”, ressaltou.

Expectativa por estado

A Tábua de Mortalidade 2016 constatou que, entre os estados brasileiros, Santa Catarina é o que apresenta a maior esperança de vida, com 79,1 anos; seguido do Espírito Santo (78,2 anos); Distrito Federal (78,1 anos); e São Paulo, estado onde a expectativa de vida é de 78,1 anos.

Ainda com indicadores superiores à média nacional aparecem, pela ordem, o Rio Grande do Sul, onde a expectativa de vida ao nascer em 2016 era de 77,8 anos; Minas Gerais (77,2 anos); Paraná (77,1 anos); e Rio de Janeiro (76,2 anos).

No outro extremo, com as menores taxas de expectativas de vida, estão os estados do Maranhão, com 70,6 anos e do Piauí, com 71,1 anos. Os resultados da pesquisa são usados como um dos parâmetros para determinar o fator previdenciário, no cálculo das aposentadorias do Regime Geral de Previdência Social.

Mulheres vivem mais

Os dados da Tábua de Mortalidade 2016, constatou que mulheres vivem em média mais do que homens. Enquanto a expectativa de vida dos homens, em 2016, era de 72,9 anos, a das mulheres atingiu 79,4 anos.

“Esse comportamento nacional se repetiu em todos os estados, sendo que a maior diferença foi registrada em Alagoas, onde as mulheres vivem, em média, mais 9,5 anos do que os homens; em seguida, vem a Bahia (9,2 anos) e Sergipe (8,4 anos)”, diz o informe do IBGE.

Nos estados de Santa Catarina, Espírito Santo, Distrito Federal, São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Minas Gerais, a expectativa de vida das mulheres ultrapassou os 80 anos. Enquanto nos estados do Maranhão, Alagoas e Piauí a expectativa de vida masculina foi de 66,9 anos, valor bem inferior à média nacional.

Albuquerque explica que “a diferença nas expectativas de vida entre homens e mulheres reflete os altos níveis de mortalidade, principalmente de jovens, por causas violen

Maioria da população brasileira é parda, diz IBGE

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) 2016, divulgada nesta sexta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela que, no critério de declaração de cor ou raça, a maior parte da população brasileira residente é parda: são 95,9 milhões de pessoas, representando 46,7% do total.

Em 2012, início da Pnad Contínua, esse percentual era 45,3%.

O contingente de cor branca representava 44,2% do total populacional do país em 2016, com 90,9 milhões de pessoas. Em 2012, esse índice era de 46,6%.

Mais 8,2% se declararam de cor preta, um total de 16,8 milhões de pessoas, no ano passado. Em 2012, eram 7,4%.

Entre as grandes regiões do país, 76,8% da população do Sul se declaravam branca, 18,7%, parda e 3,8%, preta. Na Região Norte, 72,3% da população eram parda, 19,5%, branca e 7%, preta. Na Região Sudeste, a que tem a maior proporção de população residente, 52,2% disseram ser brancos, 37,6%, pardos e 9%, pretos.

Fonte: IBGE
Fonte: IBGE

No Brasil, no ano passado, a população residente foi estimada em 205,5 milhões de pessoas. Em 2012, eram 198,7 milhões, uma variação de 3,4%. A Região Sudeste concentrava 42% da população e registrou aumento de 3,1% em quatro anos.

Em relação ao sexo, as mulheres representavam 51,5% da população residente e os homens, 48,5%, não sendo observada alteração nesses percentuais entre 2012 e 2016, segundo o IBGE.

Em 2012, o grupo de pessoas com 60 anos ou mais de idade correspondia a 12,8% da população. Em 2016, esse percentual subiu para 14,4%, evidenciando o envelhecimento dos brasileiros. Por outro lado, a parcela de crianças de 0 a 9 anos na população residente passou de 14,1% para 12,9% nesse período.