MP-PR recomenda que IAP impeça exportação de gado vivo no Paraná

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) fez uma recomendação administrativa ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP) para que o órgão impeça a exportação de gado vivo no Porto de Antonina, litoral do estado.

Segundo o MP-PR, o porto, operado pela Terminais Portuários da Ponta do Félix SA, não tem estrutura e condições adequadas para o transporte dos animais vivos. Também não possui as licenças ambientais, urbanísticas e sanitárias.

A 2ª Promotoria de Justiça de Antonina e o Núcleo de Paranaguá do Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo (Gema) pedem a anulação do protocolo nº 015.877.341-4, que autoriza a exportação

Foi estabelecido prazo de 24 horas para o envio de informações sobre o cumprimento da recomendação e documentos que as comprovem.

Movimento de junho nos Portos do Paraná tem aumento de 15%

Os Portos de Paranaguá e Antonina movimentaram, em junho, cerca de 5,3 milhões de toneladas de carga, 15% maior que o registrado no mesmo mês de 2018, quando foram movimentadas 4,6 milhões de toneladas. Os números foram divulgados nesta terça-feira (9) pela empresa pública Portos do Paraná.

Quase 68% deste total saiu para exportação, com crescimento nas movimentações de grãos. “Os aumentos mais significativos na movimentação são nos granéis sólidos de exportação”, diz o diretor de Operações, Luiz Teixeira da Silva Júnior. Segundo ele, no ano passado, em junho, foram pouco mais de 3,1 milhões de toneladas de granéis sólidos. Em junho deste ano, foram quase 3,8 milhões. “O milho foi um grande diferencial. Em junho de 2018 não movimentamos o produto. Este ano, no mês, exportamos mais de 795 mil toneladas”, acrescenta.

Juntos, a soja (em grão e farelo) e o milho, movimentaram quase 2,5 milhões de toneladas, no sexto mês do ano. Esse total é 29% maior que o registrado no mesmo período do ano passado, quando foram 1,9 milhões.

Líquidos

Outro destaque foi a exportação dos derivados de petróleo. O produto apresentou aumento de 84% na comparação. No último mês foram 58,7 mil toneladas do produto exportadas; no ano passado, nos mesmos 30 dias, foram 31,9 mil toneladas.

A importação dos produtos derivados de petróleo apresenta queda de 22%. Em junho de 2018, foram 301.517 toneladas importadas pelo Porto de Paranaguá. Este ano, no mês, são 233.820 toneladas.

No caso dos fertilizantes, foram 929.688 toneladas do produto importadas em junho de 2019, contra 865.640 no mesmo mês do ano anterior. Só o Porto de Antonina registrou um aumento de 143% na movimentação de adubo. Em junho deste ano, foram 35.482 toneladas importadas do produto. Em 2018, no mês, foram apenas 14.585 toneladas.

Antonia

Na movimentação geral, o Porto de Antonina registra um mês de junho 119% mais movimentado. No total, este ano são 79.063 toneladas de produtos movimentados (açúcar em saca e farelo de soja não transgênico para exportação e fertilizantes de importação). Em junho de 2018, a movimentação mensal foi de 36.117 toneladas.

Carga geral

No Porto de Paranaguá, destaque para as operações de carga geral, que registraram aumento de 12%: 973.068 toneladas em junho de 2019, ante 872.387 toneladas em junho de 2018.

Os aumentos foram mais significativos nos volumes de contêineres, que cresceram 29%. Foram 76.245 unidades movimentadas no último mês e 58.967 em junho do ano passado.

Os veículos também tiveram alta. As 10.650 unidades exportadas e importadas no mês este ano representam 9% a mais que as 9.770 unidades registradas em junho de 2018

Caminhões

Somente no mês de junho, 42.407 caminhões passaram pelo Pátio de Triagem do Porto de Paranaguá. O volume é quase 6% maior que em junho do ano passado.

Semestre

Nos primeiros seis meses de 2019, os Portos do Paraná já registram volume de mais de 25 milhões de toneladas de cargas movimentadas. Desse total, mais de 63,2% – ou seja, quase 15,8 milhões de toneladas – são de exportação e o restante, pouco mais de 9,2 milhões de toneladas, de importação. Considerando o semestre, o movimento de 2019 caiu 6% em comparação com o ano passado.

Portos do Paraná vão retomar sistema unificado de identificação

A Administração dos Portos do Paraná vai retomar os estudos para implantação do sistema unificado de identificação, rastreamento e autenticação de mercadorias no estado.

O diretor-presidente Luiz Fernando Garcia participou nesta terça-feira (11) do 3º Workshop Brasil ID Smart Port, na sede do Ministério Público do Estado, em Curitiba.

Segundo Garcia, a tecnologia está apta desde 2015, nas antenas instaladas e nos portões de acesso ao cais. “O Porto já está estruturado para receber esse sistema”, disse. A ideia é segmentar, a começar pelo que é mais crítico e urgente para o Estado. Tudo isso faremos em diálogo e planejamento conjunto com a comunidade portuária”, disse.

Outro encaminhamento é a adesão dos Portos à agenda do Programa de Cidades, do Pacto Global da ONU. “A autoridade portuária é um ente dentro de uma comunidade. Então, tudo o que pudermos proporcionar, não só para nossa eficiência operacional, mas na melhor convivência com a comunidade, em ordenamento e segurança, iremos fazer”, aafirmou.

O evento é organizado pelo Grupo de Atuação Especial do Meio Ambiente (Gaema-MP), em parceria com o Programa de Cidades, do Pacto Global da ONU. O encontro reúne ainda Receita Estadual, Secretaria de Estado da Fazenda, Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq), Departamento de Estradas e Rodagem (DER), Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep) e empresas da iniciativa privada.

A organizadora do Fórum, promotora Priscila Cavalcante, disse que a retomada dos debates só foi possível pela abertura da gestão portuária para inovação, integração com a comunidade e a preocupação em melhorar a relação com os moradores locais. “A atual administração parece ter um olhar mais aguçado para essa relação Porto x Cidade, sobretudo nesse papel protagonista que o Porto tem em relação aos impactos e melhorias que podem fazer, se baseando em dois pilares: melhoria de diálogo intraportuário e com a comunidade da região”, afirma.

De acordo com ela, as discussões sobre a implantação do Brasil ID e a tecnificação dos Portos do Paraná começaram em 2015, com o 1º Workshop. Um segundo evento chegou a acontecer em 2016, mas, desde então, o grupo não voltou a se reunir e os avanços foram pequenos para a implantação da agenda.

“A expectativa é implantar, em Paranaguá, os Portos Inteligentes e Cidades Inteligentes do Litoral, com a estruturação de um escritório de projetos. O programa Brasil ID propõe justamente a integração da cadeira logística para melhorar e agilizar o escoamento das mercadorias e suprimentos e o uso inteligente dos dados”, explica Cavalcante.

A tecnologia, segundo ela, traz a integração que beneficia não apenas a gestão portuária e os municípios do entorno, como também reduz os riscos, impactos, custos e melhora a qualidade de vida para a população.

Através de um acordo de cooperação técnica firmado em 31 de agosto de 2009, entre o Ministério da Ciência e Tecnologia, a Receita Federal e os Estados da União, foi criado o Sistema de Identificação, Rastreamento e Autenticação de Mercadorias, nominado como “Brasil-ID’, que se baseia no emprego da tecnologia de Identificação por Radiofrequência (RFID).

O objetivo é desenvolver e implantar uma infraestrutura tecnológica de hardware e software que garanta a identificação, rastreamento e autenticação de mercadorias produzidas e em circulação pelo Brasil, com a utilização de chips RFID.

Com isso, será possível padronizar, unificar, interagir, integrar, simplificar, desburocratizar e acelerar o processo de produção, logística e de fiscalização de mercadorias pelo País.

19% das exportações de soja brasileira passam pelos Portos do Paraná

Os Portos do Paraná responderam por 19% das exportações do complexo soja brasileiro em 2019. Dados da Balança Comercial do Agronegócio, divulgados pelo Ministério da Agricultura, mostram que entre janeiro e abril, o país exportou 31,6 milhões de toneladas do produto em grãos, farelo e óleo. Destes, 6 milhões saíram pelos terminais paranaenses.

“Este número é muito expressivo. Considerando o tamanho do porto de Paranaguá, podemos dizer que somos o mais eficiente do país”, destaca o presidente dos portos paranaenses, Luiz Fernando Garcia.

O complexo soja continua sendo o principal segmento das exportações do Brasil. As vendas externas desses produtos somam US$ 11,52 bilhões em 2019. O embarque de soja em grão foi recorde, com alta de 12% na comparação com o primeiro quadrimestre do ano passado: 26,32 milhões de toneladas no país e quase 4 milhões via Porto de Paranaguá (o equivalente a 15%).

Em farelo de soja, o Paraná respondeu por 36% do total nacional. Foram 5,1 milhões de toneladas embarcadas no país, sendo 1,8 milhão somente no Estado. Na movimentação de óleo de soja, a participação paranaense chegou a 88%. Das 244 mil toneladas do produto que saíram do Brasil, 215 mil saíram pelo porto paranaense.

LÍDER

Os números reforçam as posições apontadas, também, pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. “O Paraná é líder na exportação de óleo vegetal e frango congelado. O segundo em exportação de soja em grão, farelo, papel, carne congelada, álcool, contêineres e veículos”, destaca o presidente dos portos paranaenses, Luiz Fernando Garcia.

CELULOSE

O grupo de produtos florestais foi o segundo principal setor exportador do agronegócio brasileiro. De acordo com os dados da Balança Comercial do Agronegócio, as vendas externas do setor se elevaram de US$ 4,64 bilhões entre janeiro e abril de 2018 para US$ 4,82 bilhões no mesmo período de 2019 (aumento de 3,7%).

O principal produto exportado pelo setor foi a celulose, com US$ 3,01 bilhões em vendas externas (8,5%), cifra recorde da série histórica registrada desde 1997. A quantidade comercializada também foi a melhor da história para o período e das 5,3 milhões de toneladas exportadas, 298 mil saíram via Portos do Paraná (6%).

FRANGO

O Porto de Paranaguá se mantém como o principal porto brasileiro na exportação de frango congelado e respondeu por mais da metade das vendas externas do produto realizados em 2019 pelos produtores nacionais. Das 1,2 milhão de toneladas exportadas pelo país, 649 mil foram embarcadas nos terminais paranaenses. Segundo o Ministério da Agricultura, o Brasil vendeu ao exterior US$ 2,08 bilhões de carne de frango, com expansão na quantidade (0,6%) e no preço médio (4,2%).

“Os Portos do Paraná atendem com eficiência os produtores brasileiros, tanto na movimentação de produtos agrícolas, quanto de industrializados, com alto valor agregado, contribuindo ativamente com a balança comercial do país. Isso é possível porque conseguimos flexibilizar nossas operações, acompanhando as demandas mundiais”, explica o diretor operacional dos Portos do Paraná, Luiz Teixeira da Silva.

SUCROALCOOLEIRO

No complexo sucroalcooleiro, que tem como principais produtos o açúcar e o álcool, os Portos do Paraná responderam por 9% das exportações. Em abril, o principal produto comercializado pelo Brasil neste segmento foi o açúcar, com a cifra de US$ 373,86 milhões e participação de 98,9% do total exportado pelo setor.

MILHO 

Os portos paranaenses também se destacaram na exportação de milho. Aproximadamente 13% do produto comercializado pelo Brasil foi embarcado no Paraná. Foram 7 milhões de toneladas exportadas no total, sendo 898 mil destas movimentadas via Porto de Paranaguá.

IMPORTAÇÕES

Entre os principais produtos do agronegócio que entraram no Brasil pelos Portos do Paraná, estão o trigo e o malte. O Estado respondeu por 9% das 2,5 milhões de toneladas de trigo importadas pelos brasileiros e por 15% das 346 mil toneladas de malte que chegaram ao país em 2019.

Portos do Paraná usarão tecnologia para gerenciar resíduos

Os Portos do Paraná vão usar a partir deste mês um sistema eletrônico de rastreamento nos veículos que fazem o transporte de caçambas com os resíduos sólidos produzidos no cais, no pátio de triagem e no entorno da área portuária. A tecnologia vai permitir maior controle na remoção do lixo, com pesagem, rastreio até o destino e a emissão do Manifesto de Transporte de Resíduos eletrônico, que traz detalhes do volume e tipo de material transportado.

“O sistema vai fornecer, em tempo real, informações sobre a localização do veículo, quantidade e tipo de resíduos removidos. Com isso, queremos melhorar a gestão e destinar os materiais de forma adequada”, explica o diretor de Meio Ambiente, João Paulo Ribeiro Santana.

O novo Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos dos Portos do Paraná prevê ainda o uso de 20 coletores para resíduos perigosos; 97 coletores triplos para lixo reciclável, orgânico e rejeitos; um coletor específico para lixo eletrônico; 20 unidades de “bituqueiras”; dois coletores de lâmpadas e dois de pilhas; um coletor de óleo usado, com contenção; e 93 caçambas estacionárias fixas.

Todos esses equipamentos serão distribuídos na área dos portos organizados de Paranaguá e Antonina, incluindo o Pátio de Triagem.

Segundo a bióloga Andréa Almeida de Deus, coordenadora do Núcleo de Fiscalização e Controle de Emergências Ambientais, o gerenciamento de resíduos sólidos nos Portos do Paraná faz parte dos programas ambientais vinculados à Licença de Operação 1.173/2013, emitida pelo Ibama. “As caçambas são disponibilizadas em pontos de coleta seletiva e os resíduos são destinados, de forma ambientalmente correta, para locais devidamente licenciados, que emitem os certificados de destinação final”, diz.

Cada ponto de coleta é composto por até quatro caçambas estacionárias (com volume de cinco metros cúbicos), identificadas por cores, conforme o tipo a que se destinam: recicláveis (verde), não recicláveis (cinza), orgânicos (marrom), perigosos (laranja) e caçambas sem tampa, para facilitar o acondicionamento de resíduos de poda, roçada e varrição (marrom).

Segundo Andrea, nos Portos do Paraná o maior volume de resíduo gerado é do tipo Classe II, ou seja, resíduos sanitário, de escritório, recicláveis e orgânicos.

Durante todo o ano de 2018, foram produzidas 2.407 toneladas de resíduos não perigosos, sendo 1,160 tonelada de recicláveis. De resíduos perigosos, foram 13,81 toneladas.

Este ano, no primeiro trimestre, foram geradas 601,86 toneladas de resíduos não perigosos, sendo 940 quilos de recicláveis. De resíduos perigosos, entre janeiro e abril, foram geradas 2,24 toneladas.

Desde abril de 2017, a Administração dos Portos do Paraná destina resíduos sólidos para a Associação de Catadores de Material Reciclável da Vila Santa Maria (Assepar), cujo convênio está em processo de renovação.

Desde 2018, a empresa mantém uma Comissão da Coleta Seletiva, formada por colaboradores dos Portos do Paraná, que atuam no planejamento, elaboração e fiscalização das ações relacionadas aos resíduos sólidos recicláveis.

Seminário sobre pesca reúne 30 trabalhadores em Antonina

Portos do Paraná promoveram nesta segunda-feira (15), em Antonina, o 3.º Seminário da Pesca no Colégio Estadual Brasilio Machado. 30 pescadores e marisqueiras se reuniram com a equipe da Diretoria de Meio Ambiente para receber o resultado do monitoramento da atividade pesqueira na região.

A responsável pelo monitoramento, a bióloga e analista portuária Juliana Vendrami, disse que os profissionais da pesca de Antonina vão seguir participando dos monitoramentos e satisfeitos com o retorno dos dados. “A pesquisa é importante para os pescadores terem uma noção maior sobre a atividade para que seja sustentável, para que não haja sobrepesca de determinadas espécies em detrimento de outras”, explica a bióloga.

Segundo ela, quando os pescadores têm em mãos esses dados, o manejo sustentável fica mais fácil para evitar problemas futuros. “É importante entender a situação, o panorama atual, para pensar nas medidas para evitar prejuízos econômicos para a atividade e prejuízos ambientais”, afirma.

Segundo a Federação de Pescadores do Paraná, atualmente são 700 pescadores registrados, em Antonina, todos da pesca artesanal. Um dos pescadores presentes no seminário foi Orandir Pereira, que sobrevive da venda da carne de siri, em Antonina. “Conforme a gente recebe mais informações aprende mais sobre a nossa atividade. É importante que o Porto trabalhe sempre junto com os pescadores, pois ambos vivem do mar”.

Luciano Mendes, pescador da Comunidade Barigui, de Antonina, disse que a importância do seminário é a questão ambiental. “É importante sabermos das espécies em extinção, para ajudarmos a preservar”.

Ainda segundo o pescador, sobre a parceria com o Porto, ele diz que é importante que um respeite o outro. “E que todos respeitem as regras. Para nós, pescadores, temos que estar atentos à quantidade de peixes disponíveis para cada espécie”.

Após a exposição dos dados do monitoramento, os pescadores tiveram educação ambiental e dinâmica. Entre as informações repassadas, estão outras espécies de animais marinhos em risco de extinção. Entre esses, a tartaruga; animal que o pescador antoninense Adilson Costa Freira já resgatou da própria rede.

PRÓXIMOS – Os encontros já aconteceram em Paranaguá e em Pontal do Sul. O último seminário está agendado para o dia 29 de abril, em Guaraqueçaba, na Colônia de pesca Z-2.

Portos do Paraná monitoram golfinhos em Paranaguá e Antonina

A cada três meses, um especialista contratado pela Administração dos Portos do Paraná passa seis dias monitorando os botos-cinza, golfinhos, que vivem na região. Na área interna, de Pontal a Antonina, são quase cem quilômetros percorridos para acompanhar os animais, que se deslocam e pescam em grupos no entorno dos portos de Paranaguá e Antonina.

Na campanha trimestral realizada nesta semana, foram avistados e fotografados 200 animais adultos e 25 filhotes, comprovando a qualidade do ecossistema, mesmo com a atividade portuária. “A intenção é monitorar os impactos e alterações no ambiente. A presença dos golfinhos está relacionada à abundância dos recursos naturais aqui do entorno”, explica Fernando Augusto Hardt, biólogo, doutor em Engenharia Ambiental.

O profissional conta que, na região, é possível avistar filhotes ao longo do ano todo e não apenas em períodos pontuais. “Costumamos dizer que os golfinhos, por serem animais topo de cadeia, são espécies guarda-chuva ou sentinelas, eles precisam de ambientes com um mínimo de recursos para que eles possam existir”, ressalta.

Entre os impactos aos quais os animais estão expostos, estão a poluição, o tráfego de embarcações de todos os portes e atividade pesqueira. “Esta exige bastante atenção. Os golfinhos são mamíferos marinhos e sem respirar eles podem morrer afogados. É o que acontece quando eles se emaranham nas redes de pesca”, alerta o especialista.

O monitoramento é feito através da foto identificação. “Os animais possuem marcas naturais na nadadeira dorsal e através dessa marca, que é como a nossa impressão digital, conseguimos identificar individualmente cada um deles”, afirma Fernando Augusto Hardt.

Segundo ele, cada vez que encontra um grupo de golfinhos, faz as fotos e marca as coordenadas no GPS. São, em média, duas mil fotos por saída. No laboratório, as imagens são analisadas e, com esses dados, além de informações sobre os grupos e indivíduos, é possível fazer uma estimativa de densidade da população. “Conseguimos calcular quantos indivíduos ocupam essa porção da amostra e acompanhar se aumentou ou diminuiu”, afirma. Atualmente, a população de golfinhos na área varia de 320 a 460 animais.

Como é muito difícil avistar os quelônios (tartarugas) em campo, para complementar os dados para o Programa são realizadas entrevistas com a comunidade local. Os dados levantados também são base para os programas de comunicação e educação ambiental. “Só se cuida e preserva o que se conhece. Esse monitoramento contínuo nos permite gerar conhecimento e ter base de informações para que possamos agir em tempo”, afirma o biólogo.

Os Portos do Paraná realizam estes monitoramentos desde 2014. Em quatro anos, são 1.061 horas de atividade e mais de 421 horas de observação direta dos animais. Em quilômetros percorridos para o monitoramento, foram mais de 17,4 mil km. Nesse trajeto foram captados 271.600 registros fotográficos de 16.326 golfinhos adultos e 2.188 filhotes. Em cada dia de monitoramento é realizado cerca de cinco horas de esforço total, duas horas de observação direta.

Este ano, além do monitoramento na área interna, a equipe deu início ao monitoramento em área externa (para fora da baía). Nesta região mais afastada, além do boto-cinza, foram avistados o Golfinho Nariz de Garrafa e o Pintado do Atlântico.

O acompanhamento dos Cetáceos (Botos, Golfinhos) e Quelônios (Tartarugas) é um dos cinco sub-programas inseridos no Programa de Monitoramento da Biota Aquática e Biondicadores. Além desses animais, também são monitorados os plânctons, bentos, peixes (ictiofauna), camarões, siris e caranguejos (carcinofauna) e as aves (avifauna).

No total, a Diretoria de Meio Ambiente dos Portos do Paraná tem 17 Programas Ambientais, incluindo Comunicação e Educação Ambiental.

Porto de Antonina exporta farelo de soja não transgênica

Por ANPR

O navio Puma está atracado no Porto de Antonina para embarcar 22,5 mil toneladas de farelo de soja convencional, não transgênico. A operação exige estruturas segregadas e mão de obra altamente capacitada, por isso é especial. Este é o segundo navio que carrega o produto, neste ano. A meta é alcançar entre 300 e 350 mil toneladas até dezembro.

O produto exportado é paranaense e tem como principais destinos Holanda, Alemanha e Noruega.

“Este tipo de carga requer cuidados específicos, desde o trajeto até o porto, passando pela armazenagem e, enfim, o carregamento do navio. Poucos terminais têm estrutura para essa operação e é um diferencial oferecer o serviço em um terminal paranaense”, explica o diretor-presidente dos Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

A operação é feita pela empresa Terminais Portuários da Ponta do Félix. O presidente Gilberto Birkhan diz que atualmente são quatro armazéns separados com capacidade para armazenar 35 mil toneladas do farelo convencional.

“Esses armazéns são certificados. Para atender essa demanda, eles receberam melhorias e mantemos uma série de protocolos e cuidados porque por não ser transgênico esse produto tem que ser separado dos demais. Qualquer contaminação compromete a operação, a qualidade e o valor do produto”, explica.

Segundo Birkhan, poucos portos no Brasil conseguem atender todas as especificidades dessa operação. “Essa vantagem de Antonina beneficia toda a cadeia, principalmente o produtor que sofre com as restrições logísticas para operar essa carga, em menor volume, mas maior valor agregado”, afirma. “Temos condições para atender produtores de todos os estados brasileiros”, acrescenta.

Além dos armazéns, o contêiner que recebe a carga também passa por um rígido protocolo sanitário prévio. O recipiente é carregado do produto. Um caminhão faz o transporte até o cais, onde um guindaste levanta o contêiner e o coloca no porão do navio. Dentro do porão, as portas laterais são abertas para o escoamento. Durante todo o trajeto, o farelo não tem contato com nenhum outro produto.

Nessa operação, desde o recebimento da carga até o carregamento do navio, são 16 trabalhadores portuários envolvidos, por turno.

A prancha média para o carregamento do navio tem sido de cerca de cinco mil toneladas, por dia. Ou seja, para carregar as 22,5 mil toneladas (em condições meteorológicas favoráveis) são necessários quatro dias e meio de operação.

O produto é operado desde dezembro de 2015, quando o primeiro navio carregou 25 mil toneladas. Até o momento, já são mais de 855 mil toneladas de farelo de soja não transgênica exportadas por Antonina.

Um terceiro navio para receber o produto no Porto de Antonina já está nomeado e deve atracar em meados de abril.

Porto de Antonina recebe licença de operação do Ibama

Da AEN

O Porto de Antonina acaba de receber o aval do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para implantação de novos empreendimentos. O órgão emitiu a licença de operação do terminal, que certifica a segurança estrutural e ambiental do porto.

A emissão do documento faz parte de um processo de readequação e regularização ambiental pelo qual os Portos do Paraná passaram ao longo dos últimos anos. Em 2013 o Porto de Paranaguá conseguiu a licença do Ibama e agora foi a vez do terminal de Antonina.

“É um sinal de que estamos fazendo os processos corretamente, tendo em vista o crescimento sustentável do Porto de Antonina, que tem um papel fundamental na movimentação de cargas do Paraná e é um motor de desenvolvimento para a cidade de Antonina”, afirma o secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho.

A licença tem validade de quatro anos e exige como contrapartida uma série de condicionantes para ser mantida. “Hoje, não é mais possível pensar em grandes projetos de infraestrutura sem se atentar para o que a autoridade ambiental recomenda. Cuidar do meio ambiente e se relacionar harmoniosamente com as cidades é uma prioridade para o Porto de Antonina”, afirma do diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Henrique Dividino.

PROGRAMAS AMBIENTAIS – Ao todo, os Portos do Paraná já têm em andamento mais de 40 programas ambientais que vão ao encontro do que o Ibama exige. Entre eles estão programas de educação ambiental, de gerenciamento de resíduos sólidos, monitoramentos da qualidade da água, da fumaça emitida pelos caminhões e seus ruídos e controle da biota aquática.

Movimentação de cargas em Antonina cresce 15%

Com AEN

O Porto de Antonina aumentou em 15% a movimentação de cargas no primeiro trimestre de 2017, se comparado com o mesmo período de 2016. Entre os meses de janeiro e março deste ano foram movimentadas 341 mil toneladas pelo terminal. Já no ano de 2015, a movimentação de cargas no mesmo período foi de 295 mil toneladas.

A marca se deve aos recentes investimentos realizados pela Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) e do Governo do Estado. “Trabalhamos nos últimos anos para recolocar o Porto de Antonina na rota do comércio exterior. Foi assim quando retomamos a importação de fertilizantes há alguns anos, quando passamos a operar açúcar em 2015 e, no ano passado, quando o farelo de soja entrou no portfólio de cargas movimentadas”, afirma o secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho.

 

Importações

Nos primeiros meses do ano, foram importadas 299 mil toneladas de fertilizantes e exportadas 26 mil toneladas de farelo de soja e 15 mil toneladas de açúcar ensacado.

Segundo o diretor-presidente da Appa, Luiz Henrique Dividino, este crescimento se deve ao aumento da produtividade do porto. “Estamos basicamente com o mesmo número de atracações do ano passado, mas a operação está mais eficiente. Isso só é possível por conta dos vários investimentos feitos na estrutura portuária e em dragagem”, explica Dividino. O aumento na movimentação de cargas em Antonina é um importante motor para a economia local, gerando renda e empregos para o município.