Portos do Paraná têm saldo positivo de US$ 1,87 bilhão

Os Portos do Paraná tiveram saldo positivo de US$ 1,87 bilhão. Os portos paranaenses movimentaram no primeiro semestre do ano mais de US$ 14 bilhões em mercadorias. As exportações representaram 56,5% do valor total e geraram US$ 8 bilhões em receita. As importações somaram US$ 6,15 bilhões (43,5% do total).

Segundo dados do Ministério da Economia, Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), o Porto de Paranaguá ocupa o terceiro lugar ente os portos públicos brasileiros em valor gerado com as exportações.

O produto que mais gerou receita no período foi a soja. O grão exportado pelo Porto de Paranaguá gerou mais de US$ 2,13 bilhões. Desse total, US$ 1,9 bilhão – quase 90%, teve como destino a China.Os outros dois principais países compradores da soja embarcada no Paraná foram Bangladesh (cujo comércio gerou receita de cerca de US$ 79 milhões) e Holanda (US$ 59 milhões).

O segundo produto que mais gerou receita no semestre foi a carne de frango: quase US$ 1,9 bilhão. A China é o principal destino (US$ 303,5 milhões), seguida do Japão (US$ 149,5 milhões) e Emirados Árabes (US$ 126,5 milhões). O terceiro produto no ranking das exportações, em valor gerado, foi o farelo de soja: US$ 1 bilhão, sendo Holanda (US$ 233,2 milhões), França (US$192 milhões) e Coreia do Sul (US$138,7 milhões) os maiores compradores.

Destaque ainda para a celulose (US$ 385 milhões), milho (US$ 342 milhões) e carne de boi (US$ 336 milhões).

IMPORTAÇÕES

Entre os principais produtos importados pelos terminais paranaenses estão os fertilizantes, os derivados do petróleo e os veículos. Somente em fertilizantes, de todos os tipos, os portos de Paranaguá e Antonina movimentaram US$ 1,33 bilhão. Considerando as cinco variedades de adubos importados, as principais origens foram Canadá, China, Estados Unidos, Marrocos e Rússia.

Em derivados de petróleo foram US$ 754,9 milhões importados. O produto veio, principalmente, dos Estados Unidos, da Holanda e dos Emirados Árabes. As importações de veículos somaram US$ 603,5 milhões, no semestre. Os automóveis chegaram, principalmente, da Argentina, do México e da Alemanha.

Movimento de junho nos Portos do Paraná tem aumento de 15%

Os Portos de Paranaguá e Antonina movimentaram, em junho, cerca de 5,3 milhões de toneladas de carga, 15% maior que o registrado no mesmo mês de 2018, quando foram movimentadas 4,6 milhões de toneladas. Os números foram divulgados nesta terça-feira (9) pela empresa pública Portos do Paraná.

Quase 68% deste total saiu para exportação, com crescimento nas movimentações de grãos. “Os aumentos mais significativos na movimentação são nos granéis sólidos de exportação”, diz o diretor de Operações, Luiz Teixeira da Silva Júnior. Segundo ele, no ano passado, em junho, foram pouco mais de 3,1 milhões de toneladas de granéis sólidos. Em junho deste ano, foram quase 3,8 milhões. “O milho foi um grande diferencial. Em junho de 2018 não movimentamos o produto. Este ano, no mês, exportamos mais de 795 mil toneladas”, acrescenta.

Juntos, a soja (em grão e farelo) e o milho, movimentaram quase 2,5 milhões de toneladas, no sexto mês do ano. Esse total é 29% maior que o registrado no mesmo período do ano passado, quando foram 1,9 milhões.

Líquidos

Outro destaque foi a exportação dos derivados de petróleo. O produto apresentou aumento de 84% na comparação. No último mês foram 58,7 mil toneladas do produto exportadas; no ano passado, nos mesmos 30 dias, foram 31,9 mil toneladas.

A importação dos produtos derivados de petróleo apresenta queda de 22%. Em junho de 2018, foram 301.517 toneladas importadas pelo Porto de Paranaguá. Este ano, no mês, são 233.820 toneladas.

No caso dos fertilizantes, foram 929.688 toneladas do produto importadas em junho de 2019, contra 865.640 no mesmo mês do ano anterior. Só o Porto de Antonina registrou um aumento de 143% na movimentação de adubo. Em junho deste ano, foram 35.482 toneladas importadas do produto. Em 2018, no mês, foram apenas 14.585 toneladas.

Antonia

Na movimentação geral, o Porto de Antonina registra um mês de junho 119% mais movimentado. No total, este ano são 79.063 toneladas de produtos movimentados (açúcar em saca e farelo de soja não transgênico para exportação e fertilizantes de importação). Em junho de 2018, a movimentação mensal foi de 36.117 toneladas.

Carga geral

No Porto de Paranaguá, destaque para as operações de carga geral, que registraram aumento de 12%: 973.068 toneladas em junho de 2019, ante 872.387 toneladas em junho de 2018.

Os aumentos foram mais significativos nos volumes de contêineres, que cresceram 29%. Foram 76.245 unidades movimentadas no último mês e 58.967 em junho do ano passado.

Os veículos também tiveram alta. As 10.650 unidades exportadas e importadas no mês este ano representam 9% a mais que as 9.770 unidades registradas em junho de 2018

Caminhões

Somente no mês de junho, 42.407 caminhões passaram pelo Pátio de Triagem do Porto de Paranaguá. O volume é quase 6% maior que em junho do ano passado.

Semestre

Nos primeiros seis meses de 2019, os Portos do Paraná já registram volume de mais de 25 milhões de toneladas de cargas movimentadas. Desse total, mais de 63,2% – ou seja, quase 15,8 milhões de toneladas – são de exportação e o restante, pouco mais de 9,2 milhões de toneladas, de importação. Considerando o semestre, o movimento de 2019 caiu 6% em comparação com o ano passado.

Porto de Paranaguá exporta 38% da carne de frango exportada pelo Brasil

De janeiro a maio de 2019, as vendas externas brasileiras de carne de frango somaram 1,6 milhão de toneladas. Deste total, 637,6 mil toneladas foram movimentadas no Porto de Paranaguá. Isso representa mais de 38% de todo o frango congelado exportado pelo Brasil neste ano. O resultado mantém o Paraná como o principal exportador do produto nacional.

O desempenho paranaense está à frente, inclusive de Santa Catarina, outro grande exportador, que embarcou 626,9 mil toneladas no período. “A estrutura para armazenagem frigorificada no Interior do Estado e em Paranaguá e a eficiência no embarque dos contêineres foram fundamentais para alcançar esse desempenho”, explica o presidente da empresa pública Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Acima da média

O Estado apresentou crescimento acima da média nacional, tanto em quantidade quanto em faturamento, na comparação com os primeiros cinco meses de 2018. Dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que o Paraná registrou saldo positivo de 10,6% em peso e 13,6% em receita. No País, o crescimento foi de 3,6% e 6,3%, respectivamente.

Beneficiada por preços mais altos, a receita brasileira gerada com as vendas do produto foi de U$ 2,7 bilhões, entre janeiro e maio. A receita paranaense foi de U$1 bilhão, segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC)

Diferencial

O produto exportado via Paranaguá tem como principal origem os produtores do Paraná, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina. O principal destino são China, Japão, Emirados Árabes e Arábia Saudita.

Para Rodrigo Buffara Farah Coelho, gerente-geral do Grupo Cotriguaçu em Paranaguá, os números resultam dos serviços de excelência prestados pelo Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) – empresa que opera este tipo de carga congelada no cais público.

“A escolha pela TCP evidencia que o terminal está preparado para atender a demanda da indústria de cargas congeladas e o protagonismo do Paraná, primeiro do Brasil em produção de frango. Nosso grupo é a cooperativa que mais exporta carne congelada no país, quase que inteiramente movimentando via Paranaguá”, conta.

Segundo ele, um dos diferenciais é a estrutura existente também no Interior do Estado. “Temos uma unidade de armazenagem frigorífica localizada em Cascavel e que nos permite transportar as cargas até Paranaguá via modal ferroviário”, completa

O Grupo Cotriguaçu é formado por quatro cooperativas da Região Oeste do Paraná: C. Vale, Copacol, Coopavel e Lar. Juntas, elas são responsáveis por 35% do total de carga congelada movimentada em Paranaguá, no último mês.

Recorde 

Em Paranaguá, o número de contêineres refrigerados, para transporte de carne de frango, cresceu 328% neste ano. De janeiro a maio de 2019, foram 19.484 unidades. Em 2018, no mesmo período, foram 4.553.

Em maio, a TCP registrou movimentação recorde de contêineres refrigerados. Foram 8.442 contêineres, chamados de reefer, sentido exportação, quebrando a marca de 8.236 registrada em junho de 2017.

No acumulado do ano, já são 35.369 unidades movimentadas. Nos cinco primeiros meses de 2018, foram 32.134 unidades. “O recorde da movimentação em cargas refrigeradas deve-se a um forte trabalho comercial realizado pela TCP e à capacidade operacional, já que o Terminal é o único com conexão direta com a ferrovia e tem o maior parque de tomadas reefer da área de influência”, explica Alexandre Rubio, diretor Comercial da TCP.

O executivo conta que o Terminal tem condições de operar mesmo em situações climáticas adversas. “A estrutura funciona sete dias por semana, 24 horas, mesmo em períodos mais chuvosos. Mantemos sempre a capacidade total de operação, sem restrições para a atracação dos navios”, ressalta.

Além disso, a TCP conta com o maior parque de tomadas reefer do país. São 3.624 tomadas e 153 torres metálicas espalhadas no pátio que servem de acesso para o monitoramento e conexão/desconexão dos contêineres.

Portos do Paraná têm movimento intenso neste fim de semana

As operações e manobras de atracação e desatracação de navios nos dois portos do Paraná foram intensas nesta sexta-feira (14) e seguirão no mesmo ritmo no fim de semana. A previsão é que o cais público e píeres de Paranaguá sejam 100% ocupados nos próximos dias.

O movimento intenso, segundo o diretor-presidente da empresa Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, se dá pelo bom momento do mercado internacional. “Os produtores estão negociando milho, farelo, açúcar com os exportadores, além da carga geral e veículos, que entram e saem do país. Como o Paraná oferece vantagens competitivas, a escolha pelos nossos portos é natural,” afirma Garcia.

O diretor de Operação, Luiz Teixeira da Silva Júnior, destaca que o porto está em crescente retomada nas movimentações. Apenas para os três berços do Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá, já estão programados 15 navios para atracar e carregar soja, milho e farelo, neste fim de semana.

“Até o final do mês, temos mais 20 navios agendados para chegar e operar no Corredor. O mesmo acontece com os navios que chegam para descarregar os fertilizantes e demais cargas”, afirma Teixeira.

No cais público do Porto de Paranaguá até 13 navios podem operar simultaneamente (do berço 201 ao 217), o que está previsto para este sábado e domingo. Existem ainda, de acordo com o diretor, mais dois berços que devem ser ocupados no Píer Público de Inflamáveis, além de outros dois berços da Cattalini (granéis líquidos) e um no píer da Fospar (fertilizantes).

Para o fim de semana serão, portanto, 18 navios operando ao mesmo tempo. “Esse movimento todo também faz a economia local movimentar bastante. Afinal, cada navio atracado proporciona quatro turnos ininterruptos de escalação de trabalhadores portuários avulsos”, afirma o diretor.

Nesta sexta-feira, para fertilizantes e outros granéis de importação, como o malte, são cinco navios já operando no cais público e um na Fospar (privativo). Para o fim de semana, assim que esses sejam descarregados, outros três já estão programados para atracar.

O ritmo também é intenso com programação completa para os três berços do Terminal de Contêineres de Paranaguá. No berço 215, um navio movimentava veículos nos dois sentidos e outros três estavam programados para atracar ainda nesta sexta-feira – mais um de veículos e outros dois de contêineres.

Enquanto outros portos do país têm mais berços especializados, com um operador portuário só atuando em determinados tipos de cargas, uma característica que se destaca nas movimentações do Porto de Paranaguá é a flexibilidade.

“Temos berços públicos, em condições de operar cargas diversas, conforme a disponibilidade e demanda. Além disso, há regulamento que cobra produtividade. Cada navio é obrigado a cumprir o que chamamos de prancha, uma meta de operação. Caso não cumpra, é multado e pode ser desatracado para dar lugar a outro navio que produza. Isso também garante agilidade e eficiência”, explica Teixeira.

As reuniões de programação de operação são diárias, de segunda a sábado. A programação definida nesses encontros sai todos os dias ao meio-dia e fica valendo até as 19 horas no dia seguinte. “A eficiência se faz com organização, regras claras e com intervenções cirúrgicas quando algo não está girando bem no dia a dia”, conclui o diretor.

Portos analisam propostas técnicas para obras da Ayrton Senna

A Diretoria de Engenharia e Manutenção dos Portos do Paraná já analisa as propostas técnicas que concorrem para desenvolver o projeto executivo da Avenida Ayrton Senna da Silva. O projeto é para a restauração e ampliação da capacidade do trecho urbano com 8,1 quilômetros de extensão, entre a continuação da BR-277 e o Porto de Paranaguá.

Os primeiros envelopes da licitação, na modalidade de concorrência pública por técnica e preço, foram abertos nesta terça-feira (11). Doze empresas ou consórcios de engenharia apresentaram os documentos nesta etapa.

“Nossa preocupação é que o desenvolvimento dos Portos do Paraná tenha um impacto positivo no desenvolvimento e na qualidade de vida da população local”, afirma o diretor-presidente dos Portos, Luiz Fernando Garcia.

Este é o primeiro projeto para revitalização do trecho e atende um pedido antigo de moradores e visitantes. “Estes mais de oito quilômetros são de jurisdição federal, mas o Governo do Estado assumiu o projeto porque entende que a necessidade é urgente e que o porto pode colaborar”, completa o presidente.

O projeto executivo deve prever a modernização viária, aumento das capacidades de tráfego e acessibilidade, além de ciclovia e iluminação. O custo máximo para elaboração é de R$ 3,3 milhões.

A equipe de engenharia analisa as propostas técnicas através de pontuação em três etapas – Conhecimento do Problema e Diagnóstico Prévio; Capacitação Técnica da Empresa Licitante; Capacitação Técnica da Equipe da Licitante.

As empresas precisam apresentar um diagnóstico geral que indique prováveis soluções técnicas para a via, descrevam a abrangência e dimensões dos serviços, demonstrem conhecimento do local do projeto, a infraestrutura do entorno, condições técnicas, operacionais e ambientais envolvidas e demais aspectos relevantes para implantação do empreendimento.

A partir do diagnóstico prévio devem ser analisadas as prováveis melhorias com indicações de soluções quanto ao tráfego, segurança viária, geometria e terraplenagem; drenagem e hidrologia; pavimentação, geológico-geotécnico e fontes de materiais para uso em obras rodoviárias, além de respeito ao Meio Ambiente.

A capacidade técnica das empresas será avaliada em função do histórico de serviços executados, compatíveis com o objeto desta licitação, comprovados por meio de atestados e certidões. A capacitação da equipe será avaliada também pela apresentação de atestados e certidões que mencionem explicitamente a atuação de cada profissional na especialidade indicada.

Encerrada a análise técnica, a Comissão Permanente de Licitação e Cadastro volta a se reunir para abrir os envelopes número dois das empresas licitantes, contendo as propostas de preços, procedimento ainda sem data definida.

A concorrência é do tipo Técnica e Preço, no modo de disputa fechado, e o objeto desta licitação será contratado em regime de empreitada global. Apenas depois das análises técnicas e de preços é que os envelopes número três (da habilitação) serão abertos.

Neste caso, serão considerados apenas os três primeiros colocados e as propostas das microempresas e empresas de pequeno porte, com os benefícios da Lei Complementar 123/06 e suas alterações.

Após contratado, a elaboração do projeto deve ser concluída em oito meses.

Portos do Paraná vão retomar sistema unificado de identificação

A Administração dos Portos do Paraná vai retomar os estudos para implantação do sistema unificado de identificação, rastreamento e autenticação de mercadorias no estado.

O diretor-presidente Luiz Fernando Garcia participou nesta terça-feira (11) do 3º Workshop Brasil ID Smart Port, na sede do Ministério Público do Estado, em Curitiba.

Segundo Garcia, a tecnologia está apta desde 2015, nas antenas instaladas e nos portões de acesso ao cais. “O Porto já está estruturado para receber esse sistema”, disse. A ideia é segmentar, a começar pelo que é mais crítico e urgente para o Estado. Tudo isso faremos em diálogo e planejamento conjunto com a comunidade portuária”, disse.

Outro encaminhamento é a adesão dos Portos à agenda do Programa de Cidades, do Pacto Global da ONU. “A autoridade portuária é um ente dentro de uma comunidade. Então, tudo o que pudermos proporcionar, não só para nossa eficiência operacional, mas na melhor convivência com a comunidade, em ordenamento e segurança, iremos fazer”, aafirmou.

O evento é organizado pelo Grupo de Atuação Especial do Meio Ambiente (Gaema-MP), em parceria com o Programa de Cidades, do Pacto Global da ONU. O encontro reúne ainda Receita Estadual, Secretaria de Estado da Fazenda, Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq), Departamento de Estradas e Rodagem (DER), Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep) e empresas da iniciativa privada.

A organizadora do Fórum, promotora Priscila Cavalcante, disse que a retomada dos debates só foi possível pela abertura da gestão portuária para inovação, integração com a comunidade e a preocupação em melhorar a relação com os moradores locais. “A atual administração parece ter um olhar mais aguçado para essa relação Porto x Cidade, sobretudo nesse papel protagonista que o Porto tem em relação aos impactos e melhorias que podem fazer, se baseando em dois pilares: melhoria de diálogo intraportuário e com a comunidade da região”, afirma.

De acordo com ela, as discussões sobre a implantação do Brasil ID e a tecnificação dos Portos do Paraná começaram em 2015, com o 1º Workshop. Um segundo evento chegou a acontecer em 2016, mas, desde então, o grupo não voltou a se reunir e os avanços foram pequenos para a implantação da agenda.

“A expectativa é implantar, em Paranaguá, os Portos Inteligentes e Cidades Inteligentes do Litoral, com a estruturação de um escritório de projetos. O programa Brasil ID propõe justamente a integração da cadeira logística para melhorar e agilizar o escoamento das mercadorias e suprimentos e o uso inteligente dos dados”, explica Cavalcante.

A tecnologia, segundo ela, traz a integração que beneficia não apenas a gestão portuária e os municípios do entorno, como também reduz os riscos, impactos, custos e melhora a qualidade de vida para a população.

Através de um acordo de cooperação técnica firmado em 31 de agosto de 2009, entre o Ministério da Ciência e Tecnologia, a Receita Federal e os Estados da União, foi criado o Sistema de Identificação, Rastreamento e Autenticação de Mercadorias, nominado como “Brasil-ID’, que se baseia no emprego da tecnologia de Identificação por Radiofrequência (RFID).

O objetivo é desenvolver e implantar uma infraestrutura tecnológica de hardware e software que garanta a identificação, rastreamento e autenticação de mercadorias produzidas e em circulação pelo Brasil, com a utilização de chips RFID.

Com isso, será possível padronizar, unificar, interagir, integrar, simplificar, desburocratizar e acelerar o processo de produção, logística e de fiscalização de mercadorias pelo País.

Porto de Paranaguá terá primeira reforma no pier de inflamáveis

O Porto de Paranaguá terá a primeira reforma no pier público de inflamáveis, que foi construído na década de 1940 e, desde então, recebeu apenas pequenas intervenções de manutenção. Nesta quarta-feira (06), o governador Carlos Massa Ratinho Junior assinou, em reunião no Palácio Iguaçu, a autorização para contratação da empresa que fará a obra.

O investimento é de R$ 41 milhões e será custeado pela Administração dos Portos do Paraná. O prazo para execução é de 18 meses. “O objetivo do Governo do Estado é fazer do Porto de Paranaguá o mais eficiente do Brasil. Os investimentos são sempre para modernizá-lo, para transformar o Paraná em uma grande central logística”, afirmou o governador. “A ideia é aumentar capacidade, gerar emprego e a melhorar a produção como um todo”, acrescentou.

De acordo com o secretário da Infraestrutura e Logística Sandro Alex, a obra no pier aumentará em 60% a capacidade do Porto na exportação de líquidos. “Essa coalizão governamental/institucional faz do Porto de Paranaguá um símbolo da eficiência dos paranaenses”, destacou Alex.

Ele informou que para os próximos meses haverá um novo pacote de investimento logístico, com destaque para a expansão da área de contêineres do porto e a entrega do viaduto de acesso ao terminal marítimo, na entrada da cidade. A entrega do viaduto deverá ocorrer no dia 29 de julho, aniversário de Paranaguá. “Vamos comemorar com toda a população do Litoral”, ressaltou o governador.

Essencial

Os serviços que serão licitados para a intervenção no pier preveem a limpeza e recuperação de vigas, blocos, dolfins, lajes e estacas, tanto na ponte de acesso, quanto nos dois berços de atracação, interno e externo.

Segundo o presidente dos Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, metade de todos os granéis líquidos operados em Paranaguá são movimentados na estrutura pública, composta atualmente por uma ponte de acesso e dois berços de atracação, que permitem receber dois navios de forma simultânea.

Garcia destaca que o pier é essencial para o escoamento e importação de óleo vegetal, etanol e combustíveis para atender o Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. “A intervenção permitirá o aumento da competitividade e a diminuição do custo logístico. Assim, navios que escolhem o Porto de Santos podem olhar agora para Paranaguá”, disse.

Iniciativa privada

O anúncio do investimento contou com a presença de diversos setores do empresariado local. Diretor Institucional da TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, Juarez Moraes e Silva representou a coalização da iniciativa privada. Ele destacou a parceria com o Governo do Estado. “É mais uma etapa de um governo que olha para o cidadão e para o desenvolvimento”, disse Silva.

“Essa agenda de infraestrutura que está sendo liderada pelo Governo é fundamental para o desenvolvimento, o crescimento econômico e o destravamento de uma solução logística para o Paraná”, completou Sandro Ávila, diretor de Planejamento e Logística da Klabin.

Movimentação

Em 2019, entre janeiro e maio, foram movimentadas 1,5 milhão de toneladas no pier público. Deste total, 78% (663 mil toneladas) foram de importações.

Entre as principais cargas desembarcadas, destaque para combustíveis e óleos minerais, como óleo diesel; metanol e gasolinas, com origem nos Estados Unidos, Chile, Argentina e Venezuela. As exportações somaram 23% das movimentações (181 mil toneladas). Além do óleo combustível, o Paraná é destaque na exportação de óleo de soja. O embarque tem como destinos principais a Argentina, Cingapura, Estados Unidos e Chile. A cabotagem, em que a navegação é feita dentro do país, representou mais da metade das movimentações: foram aproximadamente 712 mil toneladas de produtos que chegaram ou saíram de Paranaguá para outros portos brasileiros.

 

Porto de Paranaguá bate recorde no embarque de açúcar a granel

O Porto de Paranaguá registrou nova movimentação recorde. Desta vez, no embarque de açúcar a granel pelo berço 204. Um único navio – o Caravos Glory, das Ilhas Marschall (Oceania) – levará uma carga de 58.175 toneladas para o Oriente Médio. A média dos carregamentos no local geralmente fica entre 40 e 45 mil toneladas.

“A eficiência dos Portos do Paraná em atender e dar condições técnicas e administrativas, aliada à produtividade dos operadores que movimentam por aqui, faz com que as metas sejam superadas”, afirma o diretor-presidente do Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

O navio encerra o embarque pela Paraná Operações Portuárias (Pasa) nesta segunda-feira (03). De acordo com a empresa, nenhuma atividade extraordinária foi necessária, pois ela já possui equipamentos e estruturas apropriadas para operações deste porte.

A produtividade média no berço, ainda segundo a empresa, é de 1,3 mil toneladas por hora no carregamento do açúcar. Toda a carga exportada é produção paranaense.

Segundo o diretor de Operações dos Portos do Paraná, Luiz Teixeira da Silva Júnior, o que torna a operação ainda mais interessante é o fato de que para este embarque a carga foi recebida no terminal, em Paranaguá, 100% através do modal ferroviário.

Este ano, empresa já movimentou quase 518 mil toneladas pelo berço 204. Em 2018, foram em torno de 2,1 milhões de toneladas de açúcar. A empresa também opera grãos (soja, milho).

De acordo com a diretoria da Pasa, a melhoria da infraestrutura e as modernizações implementadas pelos Portos do Paraná, em relação à manutenção da dragagem e ao cais de acostagem, possibilitou a atracação de navios de grande porte. Aliado a isso, segundo nota da empresa, os Portos do Paraná têm oferecido uma estrutura administrativa muito eficiente que se reflete em operações como esta.

O Açúcar movimentado nesta operação é o produto bruto, denominado Very High Polarization (VHP). Com uma cor mais escura é matéria prima para a produção de açúcar refinado nos países de destino.

Pelo Porto de Paranaguá, apenas a Pasa e a Bunge movimentam açúcar a granel. O açúcar em saca é movimentado pela Teapar e Fortesolo, em Paranaguá, e pela TPPF, no Porto de Antonina.

Em 2018, durante todo ano, foram movimentadas pelos Portos do Paraná cerca de 3,3 milhões de toneladas de açúcar.

Roubos de cargas caem 80% em Paranaguá

Os roubos de cargas resultados das vazadas, em que criminosos despejam os produtos dos caminhões com destino ao Porto de Paranaguá, diminuíram 80% no último trimestre. A queda é resultado do trabalho conjunto de todas as forças de segurança que atuam na cidade.

Dados apresentados em reunião nesta segunda-feira (3), na sede dos Portos do Paraná, mostraram que o número de ocorrências caiu de 21, em março – antes do início das operações em parceria – para apenas 4, em maio. O roubo ou furto aos caminhoneiros diminuiu de 11 ocorrências para 6, no mesmo período.

“Nossa expectativa é zerar este índice neste ano. A parceria tem se mostrado essencial e os resultados reforçam a credibilidade das forças policiais”, disse o presidente dos Portos, Luiz Fernando Garcia.

Para o capitão Cristiano Stocco Rosa, do 9º BPM, cada parceiro tem uma importância especial. “O trabalho da prefeitura, junto com a Guarda Municipal, foi essencial. A Adapar nos ajudou muito com a carga recuperada. O Corpo de Bombeiros atuou na fiscalização dos armazéns e é preciso destacar o trabalho da Guarda Portuária e das empresas privadas, que nos auxiliaram e foram importantíssimas em todo o processo”, disse.

Segundo o delegado da Polícia Civil, Nilson Diniz, as investigações continuam. “Graças ao trabalho de todos os integrantes desta força de segurança, a Polícia Civil conseguiu fazer o trabalho de investigação e prender os principais responsáveis”.

O papel dos Portos do Paraná é de atuar no apoio e organização das ações. “Somos um elo de ligação, uma conexão, entre todos os órgãos de segurança”, explica o major César Kamakawa, chefe da Unidade Administrativa de Segurança (UASP).

A atuação conjunta também mostrou efeitos positivos em outros tipos de crimes, em todo o município. Segundo a Polícia Militar, a queda nos registros de ocorrência em Paranaguá foi de 31% em 2019.

O número de roubos e furtos nos primeiros cinco meses de 2019 caíram 18%, na comparação com o mesmo período de 2018. Os homicídios tiveram queda de 50%.

Próximos passos – O trabalho das forças de segurança vai continuar ao longo de todo o ano. “Não tem como fazer segurança com apenas uma instituição. O ideal é fazer o que estamos fazendo: trabalhar juntos para proporcionar segurança efetiva para toda a população de Paranaguá”, afirma o secretário municipal de Segurança, João Carlos Silva.

Bernardo Desert, chefe de operações da Polícia Rodoviária Federal, confirmou a continuidade da parceria. “A redução nos primeiros meses de atuação foi expressiva e percebemos que esta queda nas ocorrências tende a estabilizar. Nós vamos continuar trabalhando em conjunto e colaborar com as outras forças para coibir outros tipos de crimes”, diz.

Portos do Paraná registram aumento de 71,4% no saldo positivo

Os Portos do Paraná registraram um aumento de 71,4% no saldo positivo, em que as exportações superam as importações. Entre janeiro e abril de 2019, o valor movimentado com produtos que saíram do Brasil, via Paranaguá e Antonina, superaram o gasto com produtos de origem estrangeira que chegaram no país em mais de U$1,5 bilhão.

Nos primeiros quatro meses do ano, os Portos do Paraná movimentaram 15,7 milhões de toneladas, sendo 9,7 milhões em exportações e 6 milhões em importações. Somente em abril, foram 4,2 milhões de toneladas movimentadas. As exportações somaram 2,8 milhões de toneladas, contra 1,3 milhão de toneladas importadas.

Dados do Ministério da Economia, Indústria, Comércio Exterior e Serviços indicam que, no Paraná, a arrecadação gerada com as exportações, sozinhas, aumentaram em 4,2%. Em 2019, foram quase U$5,2 bilhões em valor exportado contra U$4,9 bilhões, no mesmo período em 2018.

VOLUMES 

As exportações de milho, pelo Porto de Paranaguá, apresentaram aumento de 32% no primeiro quadrimestre de 2019. De janeiro a abril, foram 892.419 toneladas embarcadas, tendo como principal destino o Irã. No mesmo período, em 2018, foram 677.554 toneladas exportadas. Considerando apenas o mês, o aumento foi ainda maior. Em abril, no ano passado, nenhum volume foi exportado pelo Porto de Paranaguá. Este último mês, em 2019, foram quase 301 mil toneladas de milho exportadas.

De acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento, no ano passado, a produção de milho no Paraná sofreu uma quebra pela seca, o que gerou uma redução na disponibilidade do produto para exportação.

“Esse aumento se explica, mais efetivamente, pela agenda da exportação dos grãos. Como a soja colheu mais cedo este ano, as exportações de soja também foram antecipadas, abrindo janela para começar a escoar o milho”, afirma Edmar Gervásio, especialista do Deral.

Ainda segundo ele, o milho paranaense destina para exportação principalmente a segunda safra (safrinha), cuja colheita começa a se intensificar a partir do final deste mês. “As exportações tendem a aumentar mais a partir de julho”, completa. O milho movimentado por Paranaguá tem origem nos Estados do Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Santa Catarina e São Paulo.

CARGA GERAL

Das quase 15,8 milhões de toneladas movimentadas nos primeiros quatro meses deste ano, quase 3,5 milhões são de Carga Geral. O segmento registra aumento de 8% em relação ao acumulado de janeiro a abril de 2018. O volume está maior, principalmente sentido exportação.

Neste segmento, as cargas mais movimentadas pelo Porto de Paranaguá são as cargas soltas como açúcar, celulose e veículos. A movimentação em contêineres também segue em alta. O aumento registrado é de 12%, no total. De 238.309 TEUs movimentados em 2018, passou para 266.137 TEUs este ano. As principais cargas movimentadas por contêineres, no período, são frango, madeira, papel e celulose, via exportação, e fertilizantes, plásticos, produtos químicos orgânicos e máquinas (reatores e caldeiras), na importação.

ANTONINA 

A movimentação de cargas pelo Porto de Antonina também segue em recuperação. O aumento registrado no quadrimestre é de 89%. No total, este ano, de janeiro a abril, foram 346.435 toneladas de cargas movimentadas. No mesmo período, em 2018, foram 183.385 toneladas.

“Antonina voltou a movimentar bastante fertilizantes e vem se recuperando de um ano não muito movimentado, como foi 2018, principalmente no primeiro semestre”, explica o diretor de operações, Luiz Teixeira. Além do fertilizante, açúcar em sacas e farelo de soja são transportados em Antonina.