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Cesta básica sobe 4,8% em Curitiba, aponta Dique Economia

O custo da cesta básica aumentou 4,8% em Curitiba durante o mês de março. Parte do aumento foi atribuída à crise causada pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19). O levantamento foi realizado pelo Disque Economia, ligado à prefeitura.

Conforme a SMSAN (Secretaria Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional), foram analisados os preços de 45 itens básicos em 17 supermercados.

O valor médio, que era de R$ 414,26 no dia 9, subiu para R$ 434,15 no dia 18.

“Dos 45 itens pesquisados, 32 tiveram altas, com destaque para produtos como papel higiênico e leite longa vida. Além disso, foram registrados aumentos em feijão carioquinha, café solúvel, farinha de trigo e arroz parboilizado”, afirmou o secretário de Segurança Alimentar e Nutricional, Luiz Gusi.

De acordo com o secretário, alguns desses produtos são os de maior procura nos mercados. Parte do aumento na demanda, de acordo com a pesquisa, aconteceu devido aos casos do novo coronavírus em Curitiba.

Carne bovina - aumento - preço - China

Aumento das exportações para a China elevam preço da carne bovina

O mercado de boi está em ebulição. Há uma “tempestade perfeita” interna e externamente favorável ao setor. O resultado são preços recordes do boi e das carnes e, seguramente, um custo maior do churrasco do final de ano.

O  principal impulso do setor vem do mercado externo. Pelo 16° mês consecutivo, o país exporta um volume mensal de carne acima de 100 mil toneladas.

Em outubro, com base nos dados de exportação da terceira semana, relatados pela Secex (Secretaria de Comércio Exterior), as vendas externas deverão atingir 177 mil toneladas.

Boa parte dessa evolução dos preços da carne bovina pode ser creditada à China, vítima da peste suína africana, doença que já dizimou 40% do rebanho de porcos do país.

A forte dependência dos chineses da carne suína fez o país, para cobrir a demanda interna, buscar refúgio em outras proteínas.

E o Brasil é um dos poucos países que podem cobrir parte dessa demanda chinesa, fornecendo carnes bovina, suína e de frango. A corrida pela carne bovina se dá, porém, no pico da entressafra brasileira, quando a oferta é menor.

Além disso, a Austrália, outro grande participante do mercado mundial, teve redução de oferta devido a problemas climáticos. Já a carne bovina dos Estados Unidos, país envolvido em uma guerra comercial com a China, tem restrições no mercado do país asiático.

O problema é que esse cenário não estava ainda muito claro no primeiro semestre, e os pecuaristas brasileiros não apostaram muito no confinamento de gado, o que poderia, agora, elevar a oferta de boi gordo.

O resultado é a arroba de boi gordo ter atingido R$ 170,7 na quinta-feira (31) e o valor médio da carne bovina ter subido para R$ 11,6 por quilos no atacado de São Paulo. Ambos os valores são recordes nominais, segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada).

Essa evolução de preços ainda não foi refletida pelos índices de inflação. O IGP-M de outubro não incluiu a carne bovina entre as principais pressões no atacado nos produtos agropecuários.

A Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), que acompanha preços no varejo na cidade de São Paulo, ainda registra ligeira queda nos preços das carnes bovinas nos últimos 30 dias.

A chegada dessa alta das carnes no bolso dos consumidores será inevitável. Este mês ainda é um período de menor oferta de gado, que só voltará a ser normalizada no início do ano que vem, segundo Cesar de Castro Alves, consultor de Agronegócio do Itaú BBA. Os preços vão tornar o churrasco do final de ano mais caro, segundo ele.

O preço interno está sendo puxado, em boa parte, pelo externo. O valor médio da tonelada de carne bovina “in natura” exportada pelo Brasil subiu para US$ 4.396 neste mês, 13% mais do que em outubro de 2018. O mesmo percentual de aumento foi registrado pelo Cepea para a arroba do boi gordo no mercado interno.

A pressão nos preços das carnes virá também do mercado interno. O apetite do brasileiro aumenta, o final de ano é um período de maior consumo e há uma previsão de recuperação do PIB (Produto Interno Bruto) em 2020, segundo o analista do Itaú BBA.

O cenário está muito bom para a pecuária e deve continuar, devido à situação chinesa. O pecuarista deveria, porém, se proteger contra possíveis quedas de preços que possam comprometer sua rentabilidade futura, afirma Alves.

Para o analista, os contratos futuros de boi gordo refletem essa condição e servem de oportunidade de fixação de vendas futuras, sobretudo para animais que foram adquiridos em 2018 e no início deste ano.

Alves faz uma comparação do cenário atual com possíveis mudanças no setor. Um bezerro adquirido há 26 meses em Mato Grosso do Sul, no valor de R$ 1.150,00, é vendido hoje como boi gordo por R$ 165 por arroba, em média, com ganho operacional de R$ 515.

No mesmo raciocínio, um bezerro comprado hoje por R$ 1.350 deixará R$ 423 para o pecuarista, considerando o boi gordo a R$ 165 por arroba. Mas, se o preço da arroba recuar para R$ 155, o resultado seria de R$ 338 por animal, 34% inferior ao obtido nas bases atuais de boi e bezerro.

Apesar de o cenário externo e interno ser favorável, o setor, principalmente por ser de ciclo mais longo, está sempre sujeito a alterações de rota e a eventos inesperados, segundo o analista.

Essas ameaças poderão vir de um risco sanitário, redução das exportações ou até do dólar, atualmente favorável às exportações, mas que, com uma melhora da economia, poderá recuar.

tarifa reduzida R$ 3,50 linhas horário diferenciado transporte público coletivo curitiba ArquivoSMCS

Tarifa reduzida a R$ 3,50 começará a ser implantada em 17 linhas; veja a lista

A tarifa reduzida para horários alternativos no transporte coletivo de Curitiba começará a ser aplicada a partir de 16 de outubro, em 17 linhas da rede, ao preço de R$ 3,50. O valor é R$ 1,00 mais barato do que a tarifa convencional.

Na prática, a lei permite que sejam cobrados valores mais baixos fora dos horários de pico, como forma de estimular o uso do transporte público. Os valores com desconto serão aplicados em dois intervalos do dia: das 9h às 11h e das 14h às 16h.

A medida foi sancionada nesta quinta-feira (26) pelo prefeito Rafael Greca (DEM). Ele explicou que a iniciativa é uma experiência para ver se a cobrança diferenciada não afeta do equilíbrio financeiro do sistema.

“Temos que fazer isso com muita cautela porque vivemos num país onde o petróleo sobe e os preços também. A ideia é buscar o melhor dentro das limitações contratuais”, pontuou.

A tarifa reduzida será implantada em 17 linhas, sendo 14 convencionais e três alimentadoras. Juntas, elas transportam, segundo a prefeitura, 80 mil pessoas por dia.

Confira as linhas com tarifa reduzida a R$ 3,50 em horários alternativos:

– Linhas convencionais:

  • Ahú/Los Angeles
  • Juvevê/Água Verde
  • Detran/Vicente Machado
  • Lindóia
  • Dom Ático
  • Novo Mundo
  • Vila Sandra
  • São Braz
  • São Bernardo

– Linhas alimentadoras:

  • Solar
  • São João
  • Tingui
tarifa reduzida horário diferenciado transporte público coletivo curitiba Foto Daniel CastellanoSMCS
Novidades foram anunciada nesta quinta-feira e as mudanças começam a partir do dia 16. (Daniel Castellano/SMCS)

Conforme o prefeito, o critério escolhido levou em consideração as linhas que melhor atendem a ligação dos bairros com o Centro.

“Escolhemos as linhas tradicionais e antigas. Se a população passar a usar o serviço, isso será estendido a outras linhas. E também aos centros das 10 regionais de Curitiba. A ideia é fazer linhas alimentadoras de vizinhança para todas as regionais”, explicou Greca.

O presidente da Urbs (Urbanização de Curitiba) Ogeny Pedro Maia Neto, destacou que a aplicação da tarifa reduzida será gradativa a partir do dia 16 de outubro.

“Não dá pra fazer todas de uma vez. Precisamos conversar com as empresas e criar a estrutura para isso [ampliação da tarifa diferenciada]”, argumentou.

De acordo com Maia Neto, a tarifa diferenciada só será válida para o pagamento com cartão transporte, e nos pontos convencionais fora dos terminais.

Além da tarifa reduzida, também foi anunciada a criação de uma linha de vizinhança, que liga Santa Rita, Carbomafra, Vitória Régia, Vila Verde ao Terminal da Cidade Industrial. A ideia é que, no futuro, ela seja ampliada ao Terminal do Tatuquara e Rio Bonito.

No início do mês, a Comec (Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba) anunciou um projeto piloto para aplicação de tarifa diferenciada de R$ 3,90 na linha Pinhais/Guadalupe. O desconto vale nos intervalos entre 9h e 11h; 14h e 16h; e 20h e 00h.

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Nissan Leaf, 100% elétrico, chega ao Brasil por R$ 195 mil

Por FERNANDO PEDROSO

Depois do Renault Zoe (R$ 149.990), agora foi a vez do Nissan Leaf começar as suas vendas no Brasil, consolidando a invasão dos carros elétricos no país.

As vendas começam nesta semana por R$ 195 mil. O valor inclui um pacote completo de equipamentos, com piloto automático adaptativo, alertas de ponto cego, entre outros itens de segurança e conforto.

Mas vamos ao que interessa: a novidade do Leaf é usar um motor 100% elétrico abastecido por baterias que podem ser recarregadas na garagem de casa. A própria Nissan promete instalar os equipamentos necessários para quem comprar o carro.

Vem também com um cabo de emergência e um adaptador para ser usado em outros lugares com uma tomada disponível. O conector fica na frente do carro, abaixo do capô.

Com a bateria cheia, o hatch da Nissan pode rodar até 389 km, segundo o padrão europeu de medição, mas essa autonomia vai variar conforme a condução de cada motorista, como em um carro a gasolina.

O conjunto de baterias foi atualizado para o Nissan Leaf que chega ao Brasil. São de ion-lítio de 40 kWh. O motor tem o equivalente a 149 cv de potência e torque de 32,6 kgfm disponível desde que o carro é ligado.

A marca não divulgou dados de desempenho, mas em carros elétricos a aceleração costuma ser bem rápida, apesar da velocidade final não ser muito alta.

Outra vantagem dos modelos movidos a eletricidade é a baixa manutenção. Com menos peças móveis, o motor não exige troca de fluidos, por exemplo. Os freios também são poupados. Basta o motorista tirar o pé do acelerador para o Nissan Leaf frear e até parar. O pedal da esquerda só é necessário em uma parada de emergência.

Suinocultura paranaense avança no mercado internacional

As exportações de suínos pelo Paraná finalmente embalaram, após uma longa sequência de resultados ruins. Os negócios com o mercado internacional cresceram 63% em valores em abril de 2019, comparado com o período equivalente do ano anterior (ver tabela). Problemas com a peste suína no plantel da China, maior produtor da proteína no mundo, obrigaram o país asiático a sacrificar milhares de animais. Esse é o principal fator que pesou nessa balança de oferta e demanda global. E a boa notícia aos suinocultores paranaenses é que nos próximos meses o cenário deve seguir positivo à cadeia produtiva estadual.

A situação do país asiático deve demorar para voltar ao normal, segundo Luiz Eliezer Ferreira, economista do Departamento Técnico e Econômico (DTE) da FAEP. “Não é possível ainda dimensionar o tamanho dessas perdas na China. Mas eles devem levar um tempo para repor todo esse plantel. Então, abre-se uma oportunidade para o Brasil”, revela. “Ainda no mercado internacional, as perspectivas são bastante positivas. Temos um aumento muito forte das exportações de carne suína e há perspectiva de habilitação de novas plantas rigoríficas para vender proteína animal à China e outros países da Ásia”, completa.

Reny Gerardi, presidente da Comissão Técnica de Suinocultura da FAEP, considera o cenário vivido pela suinocultura atualmente como animador. “Nossa produção deve ter mercado praticamente garantido. No dia a dia, temos sentido isso, o produtor independente está sendo bem remunerado, o preço reagiu, a procura por carne é grande e a exportação aumentou bastante, comparados com o ano passado. O preço começou a reagir a partir de abril e hoje temos uma variação acumulada de até 35%. Custos de produção também caíram um pouco, pois o preço da soja e do milho está em patamares no qual o produtor pode pagar”, detalha.

O diretor-executivo da Cooperativa Frimesa, de Matelândia, no Oeste do Paraná, Elias Zydek, reforça a onda positiva para a suinocultura no mercado mundial, mas com ressalvas para o consumo interno. “Além dessa expansão do mercado provocada pela China, há previsão de que o custo de produção vá cair a partir desse ano em função da maior oferta de milho e soja, que tendem a se estabilizar” pontua. “Mas sempre lembramos que o que subiu de preços foi o mercado externo. O interno ainda tem uma demanda reprimida devido ao baixo poder aquisitivo brasileiro. Não significa que todo derivado de suíno vá subir 20% ou 30%. No mercado interno, estima-se que o teto seja em torno de 10%, principalmente nos derivados, porque o poder de compra depende de voltar a termos empregos”, esmiúça.

Suíno e milho

Um dos pontos que merecem destaque nessa onda positiva à suinocultura está na relação de troca suíno/milho. “Hoje, o produtor tem conseguido comprar mais quilos de milho com um quilo de carne suína. Ou seja, há 12 meses, o produtor trocava um quilo de suíno vivo por cinco quilos de milho. Hoje, essa relação está em um quilo de suíno vivo para 8,5 quilos do cereal, alta de mais de 50%. Temos um cenário positivo tanto em termos de custo quanto de variação do quilo do suíno”, explica.

Em maio de 2018, o preço do suíno atingiu o menor patamar dos últimos 12 meses, com o valor de R$ 2,98 o quilo do animal vivo, de acordo com informações do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Paraná (Seab). Em abril de 2019, a cotação chegou ao maior patamar mensal dos últimos tempos, com R$ 3,75 o quilo. No dia 27 de maio, por exemplo, o valor bateu R$ 4,30 em algumas praças, como Maringá, no Noroeste do Estado.

Já o preço do milho seguiu uma trajetória oposta na evolução de preços. Conforme o Deral, em maio de 2018 a saca de 60 quilos atingiu R$ 32,01, seu pico nos últimos 12 meses. Já no mês de abril de 2019, a cotação chegou ao menor patamar do mesmo período, com a marca de R$ 26,89.

Leia a matéria completa no Boletim Informativo.

‘Não sou economista, já falei que não entendia de economia’, diz Bolsonaro após intervir no preço do diesel

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse que não é intervencionista, nem quer fazer “as políticas que fizeram no passado”, mas ligou para o presidente da Petrobras pedindo explicações sobre a proposta de reajuste de 5,7% sobre o preço do diesel e pedindo que recuasse da decisão.

A fala aconteceu após a inauguração do novo aeroporto de Macapá, nesta sexta-feira (12). Essa foi a primeira visita do presidente ao Amapá, o único estado que não visitou durante a campanha eleitoral, segundo ele.

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Bolsonaro disse que convocou funcionários da petroleira para conversar na próxima terça-feira (16), para esclarecer a política de preços adotada. Bolsonaro questiona o porquê de o aumento ficar acima da inflação, projetada para 3,90% em 2019 (segundo o Boletim Focus do BC). Citou também os caminhoneiros para justificar a decisão.

“Não sou economista, já falei que não entendia de economia, quem entendia afundou o Brasil, tá certo? Estou preocupado também com o transporte de cargas no Brasil, com os caminhoneiros.

São pessoas que realmente movimentam as riquezas, de norte a sul, leste a oeste e que tem que ser tratados com devido carinho e consideração. Nós queremos um preço justo para o óleo diesel”, disse ele.

A categoria chegou a ameaçar uma nova greve este ano. Em entrevista à Folha, na quinta, o líder dos caminhoneiros, Wallace Landim, o Chorão, agradeceu a Bolsonaro pela decisão.

O presidente disse que precisa entender a política de preços da empresa. Segundo ele, quer perguntar a funcionários como o percentual é calculado, quanto custa um barril de petróleo que é retirado no Brasil em comparação com outros países.

“Onde é que nós refinamos, a que preço, a que custo, eu quero o custo final. Mostrar para a população também, que sempre critica o governo federal, o ICMS é altíssimo, tem que cobrar de governador também, não só do presidente da República”, afirmou ele.

Depois do recuo, as ações da Petrobras operam em queda de mais de 7%.

Um dia após marcar os 100 dias de seu governo, com dois terços das metas cumpridas, como mostrou a Folha, Bolsonaro respondeu ainda sobre a demora para articular a reforma da Previdência no Congresso. Ao lado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM), eleito pelo Amapá, ele cobrou o legislativo e retrucou um repórter que falou em “tempo perdido”.

“Não sei a que você atribui tempo perdido, fiquei 17 dias dentro do hospital, fiz viagens internacionais extremamente importantes. Agora, o governo é muito grande e a responsabilidade nossa é do mesmo tamanho da do Legislativo”

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IPC de Curitiba perde força e fecha março com variação de 0,15%

O Índice de Preços ao Consumidor do município de Curitiba, apurado pelo Ipardes (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social), apresentou na última quadrissemana de março, período que corresponde ao fechamento do mês, variação de 0,15%.

O cotejo desse resultado com os valores observados nas quadrissemanas anteriores exibiu, a partir da segunda quinzena do mês, perda de força em virtude da significativa desaceleração registrada no grupo Despesas Pessoais e à variação menos intensa ocorrida no grupo Transporte.

Esse movimento também é verificado no confronto com o índice geral de fevereiro de 2019 que apresentou taxa de 0,28%. Frente ao mês de março de 2018 o IPC atual foi superior em 0,03 ponto percentual (p.p.), de modo que em 12 meses o índice acumula alta de 3,83% e nos três primeiros meses do ano acumulado é de 0,02%.

Já o comportamento mensal do IPC decorreu da elevação de preços em oito dos nove grupos de despesa.

A principal influência adveio da alta de 0,82% em Alimentos e Bebidas, com destaque para os aumentos 30,47% em tomate, 33,60% em mamão, 29,24% em banana caturra, 8,883% em laranja pêra e 20,08% em cebola. Já as principais quedas ocorreram em almoço e jantar fora de casa (-0,38%) e chocolate em barra (-7,47%).

Na sequência, o grupo Vestuário exibiu alta de 0,51% devido, principalmente, a itens relacionados à moda outono-inverno como sapato e bota femininos, com aumento de 4,72%, blusa e camisa femininas, com reajuste de 2,98% e sapato e botas masculinos que foram majorados em 3,38%. Por outro lado, bolsa feminina, vestido adulto e lingerie exibiram decréscimos de 3,76%, 4,19% e 4,20%, respectivamente.

No que concerne à aceleração do grupo Saúde e Cuidados Pessoais os destaques foram as altas em hospitalização e obstetrícia (3,07%) e em remédio para problemas de estômago (6,77%).

Por sua vez, o aumento do grupo Habitação foi influenciado pelo reajuste de 0,49% em aluguel residencial. A taxa desse grupo foi contida pelo item taxa de condomínio com queda de -1,15%.

Se por um lado o grupo Comunicação foi impactado pela alta de 2,02% em serviço de telefone fixo residencial, por outro a moderação ficou por conta de mensalidade em tv por assinatura (-4,91%) e pacote de telefone fixo, celular e internet (-1,24).

No grupo Artigos de Residência os destaques foram microcomputador/notebook e cama com aumentos de 2,56% e 4,76%, respectivamente.

A estabilidade do grupo Transporte foi resultado de variações com intensidade similares nos extremos de elevação e de queda dos preços. No campo dos aumentos, observaram-se reajustes nos preços de gasolina comum (2,67%), tarifa de ônibus urbano (5,88%) e etanol (7,58%). Já entre as principais quedas registraram-se automóvel nacional usado (-1,67%), passagem aérea (-8,04%), seguro voluntário de veículo (-4,93%), conserto de veículos (-1,43%) e IPVA (-0,89%).

Por fim, o declínio de 1,11% verificado no grupo Despesas Pessoais refletiu os preços menores em pacotes turísticos nacionais (-8,70%), locação de DVD (-12,94%), brinquedos e jogos (-3,39%) e ingresso de cinema (-5,02%). Contrariamente, os destaques com aumento foram empregada doméstica, 3,52% e ingressos para casa noturna, 5,56%.

Mercado de leite mantém tendência de alta

O cenário para o mercado de leite, a partir da segunda quinzena de janeiro, é positivo. Os preços estão em recuperação desde dezembro de 2018, e continuam a dar indícios de alta moderada para o mês de março, retornando à estabilidade. Em termos nominais, os preços de janeiro e fevereiro atingem patamares superiores em relação ao mesmo período dos anos anteriores. Os dados foram apresentados durante a reunião do Conseleite, realizada no dia 19 de fevereiro, na sede do Sistema FAEP/SENAR-PR, em Curitiba.

O volume de leite captado cresceu significativamente, atingindo 129 pontos em fevereiro – 12 pontos abaixo da captação do volume de janeiro e 29 pontos em relação a dezembro do ano passado. Os produtos lácteos que obtiveram maior alta no volume vendido foram o leite em pó, leite spot, UHT e queijo prato. O restante dos derivados permaneceu estável.

Os preços se recuperam após forte queda que ocorreu até novembro de 2018, sendo puxados, principalmente, pelo leite spot e UHT. As exceções são o queijo parmesão, que em fevereiro sofreu queda nos preços; requeijão, que volta à média dos anos anteriores; e a bebida láctea, mas com pequeno percentual. O leite em pó, que fechou 2018 em queda e continuou recuando em janeiro, começa a ver sinais de recuperação.

O leite spot foi o produto que apresentou maior variabilidade nos preços, com aumento expressivo desde dezembro até o fim de janeiro. A projeção de alta continua para o primeiro decênio de fevereiro, porém moderada.

O Conseleite aprovou o valor de referência do leite entregue em janeiro a ser pago em fevereiro em R$ 1,0866. Com nova projeção de alta, o valor estabelecido para o produto entregue em fevereiro e pago em março fechou em R$ 1,1127. Esses valores estão sujeitos a alterações, conforme os parâmetros de qualidade da matéria-prima. O simulador para cálculo está disponível no site www.conseleite.pr.com.br.

Procon encontra variação de mais de 100% em preço de material escolar

O Procon-PR realizou uma pesquisa de preços dos materiais escolares, entre os dias 08 e 10 de janeiro de 2019, em quatro estabelecimentos de Curitiba. Foram pesquisados mais de 150 itens, sendo consideradas, para o levantamento, marcas pré-definidas.

Segundo o Procon-PR, as diferenças encontradas de um estabelecimento para outro comprovam a importância da pesquisa de preços e também das condições de pagamento disponíveis no mercado, já que quem pesquisa acaba economizando.

As maiores variações de preço encontradas nos estabelecimentos foram:
Tinta Guache 6 cores – 15 ml cada – marca Acrilex – Variação: 112%
Maior preço: R$ 5,30 (Livrarias Curitiba)
Menor preço: R$ 2,50 (Kalunga)
Diferença: R$ 2,20

Lápis de Cor Aquarelável – 12 cores – marca Faber Castell – Variação: 110%
Maior preço: R$ 33,40 (Livrarias Curitiba)
Menor preço: R$ 15,90 (Kalunga)
Diferença: R$ 17,50

Caneta Hidrocor – 12 Cores – marca Faber Castell – Variação: 80%
Maior preço: R$ 15,99 (Casa China)
Menor preço: R$ 8,90 (Kalunga)
Diferença: R$ 7,09

Caderno 96 Folhas – Avengers – marca Tilibra – Variação: 70%
Maior preço: R$ 21,99 (Lojas Americanas)
Menor preço: R$ 12,90 (Livrarias Curitiba)
Diferença: R$ 9,09

Caderno Jolie 200 folhas – marca Tilibra – Variação: 33%
Maior Preço: R$ 39,99 (Lojas Americanas)
Menor Preço: R$ 29,99 (Casa China)
Diferença: R$: 10,00

Para facilitar a pesquisa, o consumidor pode utilizar, por exemplo, o aplicativo Menor Preço Nota Paraná, que permite a comparação de preços de uma forma rápida e moderna. Além disso, os pais podem se reunir e comprar em quantidade, o que possibilita conseguir maiores descontos e melhores condições de pagamento.

A pesquisa está disponível no site do Procon–PR: www.procon.pr.gov.br

* As variações de preços constatadas referem-se aos dias em que a coleta foi realizada, podendo ser diferentes dos preços praticados atualmente, já que estão sujeitos à alteração conforme a data da compra ou por descontos especiais concedidos, ofertas e promoções.

Confira tabela AQUI.

Cesta básica em Curitiba sobe 2,46% em novembro

cesta básica em Curitiba passou a custar R$ 416,41 no mês de novembro, de acordo com a pesquisa divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

O estudo demonstrou que o valor da cesta básica aumentou 2,46%, na comparação com outubro, quando o valor registrado foi de R$ 406,42.

A pesquisa revelou ainda que entre os 13 produtos pesquisados, sete tiveram aumento preço na comparação entre os dois meses. A maior alta foi no preço do tomate, com 24,24%. Batata teve aumento de 7,54% e do feijão preto 3,17%. A carne teve 1,23% de aumento segundo o Dieese.

Ainda de acordo com o Dieese, o custo da cesta básica mensal para uma família, composta por um casal e duas crianças, passou para R$ 1.249,23 de outubro para novembro.

levantamento é realizado em 21 capitais do país. Curitiba ficou com sétimo valor mais alto.