Jardim Botânico promove observação de borboletas neste sábado

Neste sábado (17), os apaixonados por borboletas vão vivenciar uma manhã de observação no Jardim Botânico, em Curitiba. A partir das 9h30, os interessados serão convidados a fazer uma prática de observação dos coloridos insetos que vivem por lá. A participação é gratuita e não é preciso fazer inscrição.

Quem comanda o evento é Maristela Zamoner, bióloga, mestre em Zoologia e pesquisadora do Museu Botânico, que fica na unidade de conservação. Ela já tem um trabalho de observação das borboletas do Jardim Botânico e os resultados podem ser conferidos no site iNaturalist.

O ponto de encontro é na Sala das Araucárias (entrada pela rampa). Dali o grupo sai para observação. A recomendação é de que cada um traga seu celular ou máquina fotográfica, chapéu e garrafa d’água.

O Comunidade no Jardim Botânico acontece uma vez por mês, sempre com um tema diferente para a comunidade. Já foram abordados a coleção botânica local, o Jardim das Sensações, Jardins de Mel, a erva-mate, os bastidores do Jardim Botânico, propriedades nutricionais do pinhão.

TCE fiscaliza qualidade do asfalto da Linha Verde

O Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) iniciou nesta madrugada uma auditoria para verificar a qualidade da pavimentação realizada em um trecho de 2,46 quilômetros da Linha Verde Norte, situado entre as ruas Bandeirantes Dias Cortês e Ingabaú, em Curitiba. A ação faz parte do Plano Anual de Fiscalização do órgão de controle. O recolhimento de material é feito sempre da 00h às 5h até essa quinta-feira (15).

O objetivo, segundo o TCE, é verificar, por meio da extração de 59 amostras do asfalto, que serão analisadas em laboratório, se os atributos presentes na obra finalizada correspondem aos parâmetros definidos no projeto da Prefeitura. Serão avaliadas a espessura do revestimento, o teor de betume, o grau de compactação, a granulometria e a resistência à tração.

O resultado constará em relatório de auditoria que será encaminhado até 31 de janeiro de 2020 ao Município de Curitiba, responsável pela obra. A pavimentação foi executada pela empresa Terpasul Construtora de Obras, que venceu o lote da licitação da Secretaria Municipal de Obras Públicas, correspondente às estações Vila Olímpica e Fagundes Varela. O montante definido no contrato assinado em julho daquele ano foi de R$ 48 milhões.

Caso a fiscalização, realizada por técnicos da Coordenadoria de Auditorias (Caud) do TCE-PR, identifique situações irregulares ou causadoras de dano ao patrimônio público, estas serão apuradas em procedimentos processuais específicos à atividade de controle externo exercida pelo Tribunal, com a possibilidade de aplicação de sanções aos responsáveis.

O trabalho fiscalizatório no referido trecho da Linha Verde integra a auditoria financeira do Programa de Recuperação Ambiental e Ampliação da Capacidade da Rede Integrada de Transporte de Curitiba, oriundo de contrato de empréstimo externo firmado entre o município e a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD).

RESCISÃO CONTRATUAL

Nesta terça-feira (13), a Prefeitura de Curitiba oficializou a rescisão de contrato com a construtora Terpasul, responsável pelas obras da Linha Verde. O anúncio já tinha sido feito pelo Prefeito Rafael Greca na última semana.

Segundo a administração municipal, rompimento ocorre após o município ter esgotado as negociações para que a empresa cumprisse devidamente os contratos obtidos por meio de licitação.

Conforme a Prefeitura, a Terpasul parou a execução em alguns trechos da Linha Verde, tendo, inclusive, sido notificada por abandono de obra.  O Executivo Municipal disse que a empresa foi informada da rescisão contratual.

obras paradas linha verde curitiba prefeitura construtora empreiteira suspensa contrato rompido Luiz CostaSMCS

Prefeitura comunica a rescisão de contrato com a construtora responsável por obras na Linha Verde

A Prefeitura de Curitiba anunciou nesta terça-feira (13) que está próxima de romper o contrato com a construtora Terpasul, responsável pelas obras da Linha Verde. Segundo a administração municipal, a empreiteira abandonou a obra sem justificativa razoável. Diz a Prefeitura que dois dos três lotes finais da Linha Verde já deveriam ter sido entregues.

A expectativa é de que uma nova licitação seja viabilizada até o final do ano. Ou, então, que o contrato simplesmente seja repassado às segundas colocadas das concorrências para os lotes 3.1, 3.2 e 4.1

O prefeito Rafael Greca (DEM) convocou a imprensa para uma entrevista coletiva e sustentou que o município realizou 144 notificações à empresa responsável pela obra, mas não houve avanços nas negociações.

“Era uma obra de R$ 171 milhões que eles tinham direito. R$ 76 milhões ainda não foram executados. Nunca deixamos de pagar em dia. Vemos com muita apreensão a lentidão que as obras estão sendo executadas. Por isso, vamos pedir uma perícia aos agentes financiadores e, em seguida, ou relicitar ou transferir aos segundos colocados da licitação”, disse Greca.

A construtora Terpasul aponta erros no projeto da Linha Verde e argumenta que as mudanças inviabilizaram financeiramente a execução das obras. O presidente do Ippuc (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba) Luiz Fernando Jamur defende que todas as alterações no projeto foram justificadas e corretas.

“A Prefeitura, no caso contratante, está negociando o tempo inteiro em cima de um cronograma financeiro. Se algo está obstaculizando o cumprimento do que foi proposto, a própria Prefeitura propõe uma alteração. Nós fizemos isso por várias vezes com anuência do agente financiador. Porém, não justifica-se o não cumprimento do contrato na forma como está”, ponderou Jamur.

O secretário de Obras Públicas, Rodrigo Rodrigues, afirma que não é possível estipular um prazo para o início ou a conclusão dos trabalhos. Segundo ele, para que as obras sejam retomadas, será necessário desenhar praticamente um novo projeto para estes lotes da Linha Verde.

“A gente tem que fazer esse levantamento de tudo o que ficou para ser feito, reorçar, e então fazer uma nova licitação ou convocar a segunda colocada. Então não tem como dar um prazo agora”, explicou Rodrigues.

A empreiteira vencedora da licitação promete judicializar o rompimento do contrato. A Terpasul se embasa em relatórios do Tribunal de Contas da União para justificar o descumprimento dos prazos nas obras da Linha Verde.

Segundo a Procuradoria-Geral do Município, as ações movidas pela construtora não impedem a Prefeitura de tomar essa atitude. A PGM espera concluir um novo processo licitatório em até quatro meses.

Curitiba e Cohab são condenadas por danos ambientais

O município de Curitiba e a Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab) foram condenados a pagar R$ 1 milhão por danos morais ambientais causados por uma ocupação irregular em uma área de preservação permanente.

A denúncia havia sido apresentada pela Associação de Defesa do Meio Ambiente de Araucária (Amar) e a ação civil pública foi ajuizada pela Promotoria de Justiça de Proteção ao Meio Ambiente.

A decisão de hoje é da 3ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba, desta terça-feira (2).

Segundo o Ministério Público do Paraná (MP-PR), as investigações comprovaram a ocupação indevida da região entre a Rodovia do Xisto (BR-476), a margem esquerda do rio Barigui e a margem direita da ferrovia atualmente concedida à América Latina Logística (ALL). Foram constatados danos ambientais e à saúde pública causados pela ocupação.

O local estaria sendo utilizado para incineração de resíduos urbanos e industriais e aterrado com diversos componentes de lixo e restos de materiais de demolição. Além disso, foi identificado o desmatamento de mata nativa (mata ciliar e de várzea).

Com a sentença, os réus – Cohab e Município de Curitiba – deverão adotar, no prazo de 180 dias, as providências necessárias para o reassentamento de todas as cerca de 70 famílias instaladas irregularmente no local, promovendo em seguida a total desocupação e demolição dos imóveis, bem como a limpeza e a recuperação ambiental da área.

Para evitar novas ocupações, a sentença determinou ainda que o Município e a Cohab não promovam a regularização fundiária do local e que a Companhia Paranaense de Energia (Copel) e a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) não façam ligações de água e luz.

O montante a ser pago pelos danos causados deverá ser depositado no Fundo Estadual do Meio Ambiente para aplicação em projetos ambientais.

Outro lado

Em nota, a prefeitura de Curitiba e a Cohab informaram que vão recorrer da decisão. O município solicitou ao MP-PR e ao Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) a abertura de inquérito para investigar o loteamento e a venda irregular de lotes à população vulnerável, “vítima de negócios escusos”.

“Independentemente desta ação, o município vem atuando para recuperar áreas de ocupação irregular em regiões de proteção ambiental. A proteção de áreas ambientais vem sendo reforçada, não apenas com o trabalho de limpeza de lixo descartado irregularmente como também com ações de fiscalização”, informa a nota.

Prefeitura de Curitiba pretende extinguir secretarias municipais

A Câmara Municipal de Curitiba (CMC) deve analisar cinco projetos de lei na sessão plenária desta segunda-feira (17), três deles em primeiro turno.

Uma dessas proposições é a mensagem do prefeito para alterar a estrutura administrativa do Executivo, extinguindo secretarias e redistribuindo competências entre os órgãos. A redação original possui 43 artigos e tramita do Legislativo desde março.

O projeto reduz o número de secretarias-meio de 4 para 2, extinguindo a de Informação e Tecnologia e fundindo as pastas de Administração e de Gestão Pessoal (Smap) e a de Planejamento, Finanças e Orçamento (SMF).

As secretarias-fim devem cair de 11 para 8, com a eliminação de Assuntos Metropolitanos e de Trabalho. A proposição ainda formaliza a fusão das secretarias de Trânsito e de Defesa Social. A pasta de Abastecimento deve passar a se chamar Secretaria Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (SMSAN). As alterações implicam no remanejamento de 16 cargos comissionados e na extinção de 5 subsídios de secretário municipal.

Ladrões levaram R$ 1 milhão do transporte de Curitiba desde 2016

Dados da prefeitura de Curitiba mostram que o sistema de transporte público perdeu quase R$ 1 milhão com assaltos no entre os anos de 2016 até março de 2019. Os dados são de um pedido de informação feito pelo vereador Cristiano Santos (PV). Durante o período, foram registrados uma média de 4,5 assaltos/dia contra cobradores da cidade, totalizando mais de 6 mil ocorrências.

Em 2019, apenas nos 3 primeiros meses já foram registrados 185 assaltos, uma média de 2,05 por dia, gerando prejuízo de R$ 27.446,50. O ano de 2016 foi ano mais violento, com mais de 3000 assaltos, totalizando R$ 490.769,00.

“Os números apresentam um decréscimo ao longo dos anos, mas continuam preocupantes. Esse prejuízo registrado impacta diretamente no valor da tarifa, que já é extremamente cara”, comenta o vereador.

Ele ainda destacou a necessidade de se ampliar o número de pontos de venda do cartão transporte. Hoje eles estão em apenas 21 endereços. “O cartão transporte é uma boa iniciativa para reduzir o dinheiro circulante no sistema

Programa Amigo dos Rios melhora a qualidade de vida dos curitibanos

Os rios de Curitiba estão cada vez mais limpos. Já está em andamento, em diversas regiões da capital, uma série de dragagens e intervenções que vão proporcionar uma melhoria significativa na qualidade de vida dos curitibanos além, é claro, de proteger o meio ambiente.

Graças a uma parceria entre a Prefeitura de Curitiba e a Companhia de Saneamento do Paraná que investem em ações de fiscalização e educação ambiental. É a maior iniciativa voltada para a proteção dos rios da capital já realizada, com investimentos que somam R$ 3,5 bilhões.

Tanto os rios, quanto seus afluentes, estão passando por dragagens – a retirada do material orgânico depositado no fundo dos lagos, como terra, folhas, galhos e areia. A

dragagem aumenta a vazão, faz com que os rios consigam conter melhor as cheias e melhoram a qualidade da água.

Além das dragagens, também há obras previstas nas galerias, canalizações, perfilamento de rios, lagoas de contenção e detenção. As melhorias ajudarão a diminuir a erosão, assoreamento e inundações em fundos de vale. Com isso, a cidade deve ver o número de enchentes causadas por chuvas fortes diminuir.

Foto: Valdecir Galor/SMCS

A Bacia do Rio Belém, uma das mais importantes da região, vai concentrar a maior parte dos recursos investidos, mas serão realizadas intervenções, também, nas bacias do Barigui, Ribeirão dos Padilhas, Atuba, e, futuramente, na Bacia do Rio Iguaçu.

Mais qualidade de vida

Outra ação contemplada pelo Amigo dos Rios é a limpeza dos rios, córregos e canais da capital. Na Vila Pantanal, por

exemplo, foram limpos os canais que desaguam no Córrego Alto Boqueirão e, em seguida, no Rio Iguaçu, em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba.

Também está recebendo este cuidado o Rio Belém, na Rua Reinaldo Hecke, próximo à Rua Adolfo Henrique Klinger e ao Parque São Lourenço. No parque, as obras começaram em abril e devem durar mais quatro meses.

Foto: Valdecir Galor/SMCS

No Rio Vila Formosa, o Departamento de Pontes e Drenagem da Secretaria Municipal de Obras Públicas limpou e desassoreou o canal do Rio Vila Formosa. As obras começaram no final de fevereiro e devem durar mais três meses, pelo menos. Nos 20 primeiros dias, 500 metros cúbicos de lixo foram retirados dos leitos.

Foto: Luiz Costa /SMCS

Essas primeiras regiões a passarem pelas limpezas e desassoreamentos são, também, as que mais sofrem com enchentes. Com as obras, o escoamento dos rios, córregos e galerias aumentará, e os moradores devem sofrer menos com os temporais.

Curitibanos amigos dos rios

Os curitibanos podem ter um papel ativo no programa por meio de diversas ações propostas pela prefeitura. É possível, por exemplo, denunciar o depósito de lixo ou esgoto diretamente nos rios, por meio do número 156.

Outro cuidado essencial vem de casa: dar a destinação correta ao lixo evita que ele acabe no lugar errado, poluindo e obstruindo a passagem da água, que podem aumentar os riscos de enchentes em diversas regiões.

Foto: Daniel Castellano / SMCS

No site do Amigo dos Rios há uma lista de datas de coleta dos diferentes tipos de lixo. Também há postos de coleta fixos na cidade. Outro cuidado é com o óleo de cozinha – 1 litro de óleo de cozinha pode poluir quase 20 mil litros de água. Por isso, é importante levar o óleo usado para os postos de coleta também.

Além disso, os cidadãos podem ajudar fazendo a ligação correta do esgoto e evitando que ele vá parar nas águas. Se a casa não for coberta pela rede, é possível fazer um sistema de tratamento individual. A caixa de gordura é outro cuidado essencial. Nela, a gordura boia e fica acumulada, o que evita que ela vá parar nos rios também. É preciso se lembrar de realizar a limpeza da caixa periodicamente!

Receita de Curitiba com aplicativos de transporte cresce 60%

De janeiro a abril, a Prefeitura de Curitiba arrecadou um pouco mais de R$ 6,5 milhões com a cobrança do preço público das empresas de aplicativos de transporte, como 99, Uber e Cabify. Este valor é 60% maior do que o arrecadado no mesmo período de 2018.

Segundo a regulamentação municipal, os valores são pagos de acordo com os quilômetros rodados. E o aumento da arrecadação indica que os motoristas dos aplicativos estão percorrendo maiores distâncias, como explica o secretário municipal de Finanças, Vitor Puppi.

“O aumento da arrecadação reflete o número da circulação e de veículos que são autorizados pelos aplicativos que são cadastrados na Prefeitura. Regulamentamos a atividade dos aplicativos na cidade e cobra o preço público de três a oito centavos por quilômetro rodado”, diz o secretário.

Atualmente, cerca de 12 mil motoristas estão cadastrados em aplicativos de transporte compartilhado, na capital paranaense. Juntos, eles percorreram 106 milhões de quilômetros no primeiro quadrimestre de 2019, quase 63% a mais do que o registrado em igual período do ano passado. O valor arrecadado pela prefeitura é recolhido todos os meses e é determinado com base em três diferentes faixas de corridas: de até 5 km, de 5 a 10 km e acima de 10 km.

Segundo o secretário Vitor Puppi, o total computado pelas Administradoras de Tecnologia em Transporte Compartilhado já ultrapassa o valor que os três mil taxistas da cidade gastam para exercer a profissão, somando valores de outorga e taxa de administração. “São atividades que se destinam ao mesmo público, mas tem regulamentações diferentes. O táxi é uma regulamentação mais antiga e a dos aplicativos é uma nova, que serviu de modelo para outras cidades, e que se manteve após a alteração da legislação federal”

Nesta quarta-feira, os vereadores de Curitiba aprovaram uma sugestão à prefeitura, para que sejam feitos estudos técnicos para a ampliação das vagas de embarque e desembarque na Rodoferroviária. Esta iniciativa, segundo o vereador Bruno Pessuti (PSD), não se restringe aos motoristas de aplicativos. Mas pode por fim a novos conflitos, gerados pela limitação do espaço para a categoria.

“Esse pedido foi feito pelos motoristas de aplicativos para que a região consolidade fosse destinada para embarque e desembarque de todos os tipos de veículos e não apenas restrigindo aquela área para taxistas. Dessa forma, entendemos que esse estudo tenha que ser feito para que a mobilidade seja ampliada e exista o fim do conflito entre motoristas de aplicativo e taxistas”, comenta Pessuti.

Programa Amigo dos Rios melhora a qualidade de vida dos curitibanos

Os rios de Curitiba estão cada vez mais limpos. Já está em andamento, em diversas regiões da capital, uma série de dragagens e intervenções que vão proporcionar uma melhoria significativa na qualidade de vida dos curitibanos além, é claro, de proteger o meio ambiente.

Ao todo, R$ 480 milhões serão investidos no Amigo dos Rios, programa da prefeitura de Curitiba em parceria com a Sanepar. O novo contrato garante investimentos de R$ 3,5 bilhões em 30 anos, além de repasses para o Fundo Municipal de Saneamento Básico, que financia as ações de fiscalização e educação ambiental. É a maior iniciativa voltada para a proteção dos rios da capital já realizada.

Tanto eles quanto seus afluentes estão passando por dragagens – a retirada do material orgânico depositado no fundo dos lagos, como terra, folhas, galhos e areia. A dragagem aumenta a vazão, faz com que os rios consigam conter melhor as cheias e melhoram a qualidade da água.

Além das dragagens, também há obras previstas nas galerias, canalizações, perfilamento de rios, lagoas de contenção e detenção. As melhorias ajudarão a diminuir a erosão, assoreamento e inundações em fundos de vale. Com isso, a cidade deve ver o número de enchentes causadas por chuvas fortes diminuir.

Foto: Valdecir Galor/SMCS

A Bacia do Rio Belém, uma das mais importantes da região, vai concentrar a maior parte dos recursos investidos, mas serão realizadas intervenções, também, nas bacias do Barigui, Ribeirão dos Padilhas, Atuba, e, futuramente, na Bacia do Rio Iguaçu.

Mais qualidade de vida

Outra ação contemplada pelo Amigo dos Rios é a limpeza dos rios, córregos e canais da capital. Na Vila Pantanal, por exemplo, foram limpos os canais que desaguam no Córrego Alto Boqueirão e, em seguida, no Rio Iguaçu, em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba.

Também está recebendo este cuidado o Rio Belém, na Rua Reinaldo Hecke, próximo à Rua Adolfo Henrique Klinger e ao Parque São Lourenço. No parque, as obras começaram em abril e devem durar mais quatro meses.

Foto: Valdecir Galor/SMCS

No Rio Vila Formosa, o Departamento de Pontes e Drenagem da Secretaria Municipal de Obras Públicas limpou e desassoreou o canal do Rio Vila Formosa. As obras começaram no final de fevereiro e devem durar mais três meses, pelo menos. Nos 20 primeiros dias, 500 metros cúbicos de lixo foram retirados dos leitos.

Foto: Luiz Costa /SMCS.

Essas primeiras regiões a passarem pelas limpezas e desassoreamentos são, também, as que mais sofrem com enchentes. Com as obras, o escoamento dos rios, córregos e galerias aumentará, e os moradores devem sofrer menos com os temporais.

Curitibanos amigos dos rios

Os curitibanos podem ter um papel ativo no programa por meio de diversas ações propostas pela prefeitura. É possível, por exemplo, denunciar o depósito de lixo ou esgoto diretamente nos rios, por meio do número 156.

Outro cuidado essencial vem de casa: dar a destinação correta ao lixo evita que ele acabe no lugar errado, poluindo e obstruindo a passagem da água, que podem aumentar os riscos de enchentes em diversas regiões.

Foto: Daniel Castellano / SMCS

No site do Amigo dos Rios há uma lista de datas de coleta dos diferentes tipos de lixo. Também há postos de coleta fixos na cidade. Outro cuidado é com o óleo de cozinha – 1 litro de óleo de cozinha pode poluir quase 20 mil litros de água. Por isso, é importante levar o óleo usado para os postos de coleta também.

Além disso, os cidadãos podem ajudar fazendo a ligação correta do esgoto e evitando que ele vá parar nas águas. Se a casa não for coberta pela rede, é possível fazer um sistema de tratamento individual. A caixa de gordura é outro cuidado essencial. Nela, a gordura boia e fica acumulada, o que evita que ela vá parar nos rios também. É preciso se lembrar de realizar a limpeza da caixa periodicamente!

Refeição nos restaurantes populares de Curitiba fica 40% mais cara a partir de hoje

O preço da refeição nos cinco Restaurantes Populares de Curitiba passa a custar R$ 2,80 a partir desta segunda-feira (6). O valor era de R$ 2, ou seja, um aumento de 40%. De acordo com a Prefeitura, desde janeiro de 2015 o preço não era reajustado pelo município.

Conforme a Prefeitura, neste período, alguns alimentos tiveram um aumento acumulado bem acima da média do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo IBGE, como o feijão carioca (116,79%), a cebola (66,60%), o feijão preto (63,16%) e o tomate (62,90%).

Luiz Gusi, secretário municipal de Agricultura e Abastecimento, explica que o custo do preparo da alimentação é R$ 7 e, com o novo valor da refeição, o município passa a subsidiar R$ 4,20 para garantir uma alimentação saudável para os moradores da capital que frequentam as unidades Matriz, Sítio Cercado, CIC/Fazendinha, Pinheirinho e Capanema.

Diariamente, os cinco restaurantes populares da Prefeitura oferecem 4,7 mil refeições e um cardápio balanceado, com verduras ou legumes, crus ou cozidos, que fornecem fibras, vitaminas e minerais; arroz e feijão para suprir a necessidade de carboidrato; e alternâncias de carnes vermelha, suína, de frango e de peixe para a proteína.  Não há fritura ou enlatados. A carne é sempre assada, cozida ou grelhada.  O menu muda todo dia e é formado sempre por seis itens selecionados pelas nutricionistas da Smab.

*Com informações da SMCS*