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Prefeitura de Curitiba caminha para ‘falência visível’, diz especialista

Do Metro CuritibaA avaliação do economista José Pio Martins é que, no modelo atual, as contas municipais serão insustent..

Andreza Rossini - 31 de agosto de 2017, 08:58

Do Metro Curitiba

A avaliação do economista José Pio Martins é que, no modelo atual, as contas municipais serão insustentáveis a longo prazo. “Existem 32 mil servidores do município, mas existem 16 mil aposentados. Construímos uma falência visível”, disse em audiência pública na Câmara Municipal, terça-feira (30).

Segundo ele, das receitas correntes líquidas que a prefeitura de Curitiba tinha na década de 1990, o que se gastava com pessoal era 1/3. “Eu perguntava como era possível ter uma prefeitura famosa gastando apenas isto? De cada 100 ela gastava 35 com salários e sobrava 65 para gastar com todo o resto. No final de 2016 a prefeitura gastou 59% com pessoal”, disse.

As aposentadorias, para ele, contribuíram para esse aumento. “A crise de hoje da prefeitura foi construída há 40 anos. Resolveu-se que aqueles que trabalhassem 30 ou 35 anos seriam aposentados. Teríamos que reformar a aposentadoria. Não faz sentido uma sociedade com expectativa média de vida de 75 anos na qual alguém possa se aposentar com 48”, afirmou

400 servidores podem ficar sem receber

A prefeitura alertou ontem que pouco mais de 400 servidores ainda não regularizaram suas contas na Caixa, e podem ficar impedidos de movimentar salários até a regularização.

A partir deste mês, o banco substitui o Santander na movimentação da folha de pagamento do município. A regularização deve ser agendada pelo número: 0800 726 8068.