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Feriados podem gerar prejuízo de R$ 4,5 bi para a indústria do Paraná

Os feriados e pontos facultativos nacionais de 2020 podem fazer com que a indústria do Paraná deixe de faturar até R$ 4,57 bilhões ao longo do ano. A estimativa de prejuízo é da Fiep (Federação das Indústrias do Paraná (Fiep). A conta leva em consideração a previsão do PIB Industrial total do Paraná, o número de folgas que cairão em dias de semana e também as possibilidades de emendas com fins de semana.

Para este ano, tomando como base o Valor da Transformação Industrial medido pelo IBGE, a Fiep estima que o PIB Industrial paranaense seja próximo de R$ 88,7 bilhões, resultando em aproximadamente R$ 352 milhões por dia útil. Como serão 10 feriados nacionais em dias de semana – sem contar feriados estaduais e municipais –, as perdas alcançariam R$ 3,52 bilhões no ano.

Quando se consideram ainda que três dos feriados deste ano caem em terças ou quintas-feiras, possibilitando que muitas atividades sejam paralisadas por mais um dia, o valor total que a indústria do Paraná deixaria de faturar pode chegar a R$ 4,57 bilhões, o que representaria mais de 5% do PIB Industrial do estado no ano.

O montante é 49% maior do que a estimativa de perdas causadas pelos feriados nacionais em 2019, calculada em R$ 3,07 bilhões. Isso porque, no ano passado, foram sete feriados em dias de semana e apenas dois que permitiam emendas, totalizando nove dias, quatro a menos do que em 2020.

Os valores estimados pela Fiep podem variar pelo fato de que indústrias de determinados setores – como siderúrgico, petroquímico e automotivo, entre outros – nem sempre interrompem suas atividades mesmo em feriados.

Para amenizar as consequências do excesso de dias parados, as empresas podem propor negociações com os funcionários para a adoção de planos de compensação dos dias parados. Essa possibilidade passou a ser permitida pela reforma Trabalhista.

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Grandes obras públicas paralisadas causam prejuízo de R$ 89,5 bilhões em 10 anos

Um levantamento sobre grandes obras públicas paralisadas aponta para um prejuízo de R$ 89,5 bilhões desde 2009. Na última década, 2.555 obras públicas orçadas em pelo menos R$ 1,5 milhão cada foram suspensas no País.

Os dados foram compilados e divulgados pela Associação dos Membros dos Tribunais de Conta do Brasil (Atricon). De acordo com este recorte, 32% das obras com este perfil se concentram na região Sudeste — 13% apenas no estado de São Paulo.

Quatros principais motivos foram responsáveis por mais de 77% das obras públicas paralisadas. São eles: problemas com repasses de verbas (20,9%); por falhas ou quebras das empresas contratadas para a execução (20,5%); problemas de planejamento (19,1%); e de contingenciamentos (17%).

Obras na área da Educação lideram

Considerando as grandes obras públicas paralisadas (orçadas em R$ 1,5 milhão ou mais), 21,3% são na área da Educação.

O relatório divulgado pela Atricon ainda aponta para paralisações significativas nas áreas de Infraestrutura (18,8%), Saneamento (15,2%), Mobilidade Urbana (15,2%) e Transporte (14,9%).

Em mais da metade dos casos (50,8%), quem determinou a paralisação foi o gestor responsável pela obra. Juntas, decisões do Poder Judiciário ou de Tribunais de Contas causaram a suspensão de apenas 1,9% das grandes obras púbicas paralisadas.

+ Operação Quadro Negro:

Paraná em 9.° no ranking nacional

Das 2.555 grandes obras públicas paralisadas no Brasil, 137 são de responsabilidade das administrações municipais e estadual do Paraná. O conjunto representa 5,7% do total.

As 137 obras contam com um orçamento global de R$ 691,2 milhões. Deste montante, no entanto, 43,9% — ou R$ 303,5 milhões — já deixaram os cofres públicos, podendo ser contabilizados como prejuízo.

+ Obras paralisadas:

Metodologia

O levantamento foi coordenado pelo Comitê Interinstitucional de Diagnóstico de Grandes Obras Suspensas, com apoio do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Tribunal de Contas da União (TCU).

A pesquisa foi realizada pelos Tribunais de Conta Estaduais entre fevereiro e março de 2019. Os dados foram divulgados neste mês.

Falar palavrão prejudica a carreira?

 

Mesmo que você se esforce para falar palavrões apenas entre amigos ou em casa, ocasionalmente, eles podem “escapar” no ambiente de trabalho ou em público.

Veja algumas dicas para evitar o problema:

 

 

 

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Contato com José Wille

 

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Bares e restaurantes têm maior queda de movimento em dez anos, diz Abrabar

O primeiro fim de semana de paralisação dos caminhoneiros foi o pior para a categoria de bares e casas noturnas no Paraná dos últimos dez anos, segundo a Abrabar, associação que representa as empresas.

No sábado, o movimento nestes estabelecimentos teve redução de 60%. Já os restaurantes tiveram queda de 50% no número e clientes. Além do baixo movimento, os empresários também sentem com o desabastecimento que afeta o país.

Em nota, a Abrabar afirma que a sensação de insegurança, a falta de deslocamento de veículos próprios e possível falta de produtos nos estabelecimentos contribuiu para desestimular a clientela. Segundo a associação, a estimativa das perdas não foram calculadas. Mas a instituição acredita que os reflexos serão inevitáveis e irrecuperáveis.

Auditoria aponta prejuízos de R$ 15 mi no Ministério do Esporte

DIEGO GARCIA | SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

Auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) identificou diversos gastos indevidos em meio às despesas da Secretaria Executiva do Ministério do Esporte, totalizando um prejuízo de quase R$ 15 milhões aos cofres públicos entre 2015 e 2017. O valor é equivalente a 21% do orçamento total do programa Bolsa Atleta para 2018.

A auditoria fiscalizou gastos de R$ 90,6 milhões da secretaria, que é responsável por auxiliar o ministério na supervisão das atividades relacionadas aos sistemas federais de planejamento e orçamento, organização e modernização administrativa, recursos humanos e de serviços gerais, entre outros.

Um dos principais questionamentos da CGU é quanto ao pagamento de aluguel de um imóvel localizado no SEPN (Setor de Edifícios de Utilidade Pública Norte), que serviu como sede do ministério até dezembro de 2015.

Em relatório divulgado no fim de 2017, o órgão afirma que o pagamento do aluguel do imóvel de outubro de 2015 (quando a pasta começou a alugar sua nova sede) a abril de 2017 gerou um prejuízo potencial de R$ 4,4 milhões.

“Identificou-se que o imóvel ainda permanece sob responsabilidade do ME [Ministério do Esporte], em que pese não estar sendo utilizado pelo órgão”, apontou a CGU.
O Ministério do Esporte afirmou à Folha que está apurando os prejuízos apontados. Segundo o órgão, o último aluguel do prédio do SEPN foi pago em janeiro de 2016 e não em abril de 2017, como indicado pela CGU.

 

Sala-cofre 

A auditoria também apontou prejuízos da ordem de R$ 3,2 milhões decorrentes da instalação e avarias em uma sala-cofre na antiga sede do Ministério do Esporte. O local não era usado desde dezembro de 2014, quando foi danificado por uma inundação e ficou anos em mau estado de conservação.

A sala-cofre tinha como função permitir o monitoramento de acesso ao centro de processamento de dados do ministério, assim como garantir a segurança das instalações do edifício.
O órgão apontou ainda que o valor pago para a instalação da sala era quase o dobro do gasto por outros órgãos da administração pública.

“O Ministério do Esporte não adotou providências no sentido de dar a adequada destinação à sala-cofre (…) em relação à apuração de eventuais prejuízos e responsabilidades, em relação à situação em que se encontra a sala-cofre e os demais equipamentos nela existentes ou em relação ao mau estado de conservação do referido imóvel”, afirmou a CGU.

O Ministério do Esporte disse à reportagem que, após a auditoria da CGU, conseguiu dar uma destinação adequada ao equipamento, em conformidade com as orientações normativas do Ministério do Planejamento.

Ricardo Leyser, que esteve à frente da pasta em parte do período investigado pela auditoria, admite que a antiga sede do ministério apresentava sérios problemas, como inundações e incêndios, entre outros, o que acarretaria em vultosos gastos da pasta para manutenção.

 

Novo imóvel

Os problemas dos gastos com imóveis do Ministério do Esporte se estendem também à nova sede da pasta, localizada no Setor de Indústrias Gráficas. A CGU aponta que o imóvel ainda não é totalmente utilizado, mesmo com o pagamento integral dos aluguéis e taxas de condomínio.

Segundo o órgão, a não utilização dos espaços alugados acarretou em um prejuízo de, no mínimo, R$ 7,3 milhões.

O órgão ainda identificou a existências de serviços terceirizados sem licitação e falhas na utilização das garagens do edifício, que serviam de depósitos de forma indevida e sem controles adequados em relação aos bens armazenados no local.

O Ministério da Transparência vem realizando diversas auditorias sobre os gastos públicos no esporte. Recentemente, a CGU apurou que o ministério pagou Bolsa Atleta a competidores que disputaram a categoria máster em 2016, o que não é permitido pela legislação, além de detectar outras falhas.

No total, o orçamento do Ministério do Esporte aprovado para 2017 foi de R$ 1,245 bilhões, excluindo pessoal, transferências obrigatórias por legislação e créditos extraordinários. Em 2016 a pasta empenhou cerca de R$ 1,3 bilhão, contra cerca de R$ 3 bilhões disponíveis no ano anterior aos Jogos do Rio.

Os relatórios de auditoria da CGU são feitos após visitas in loco nos órgãos fiscalizados, de modo a monitorar os gastos públicos, observar eventuais prejuízos ao erário e fazer recomendações para corrigir os erros cometidos.

MEC quer cobrar movimentos estudantis por prejuízo causado pelo adiamento do Enem

Com Agência Brasil

O Ministério da Educação (MEC) pediu nesta segunda-feira (7) à Advocacia Geral da União (AGU) para que tome as medidas cabíveis a respeito dos prejuízos causados pelo adiamento das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para 271 mil estudantes.

Segundo a pasta, a AGU deve identificar entidades que possam ter estimulado alunos a ocuparem escolas públicas.

O MEC estima que R$ 16 milhões devem ser gastos a mais para o adiamento do exame para parte dos candidatos. De acordo com a AGU, estudos internos ainda estão sendo feitos para verificar a efetividade desta cobrança.

As provas foram adiadas para estudantes que fariam provas em 405 escolas, pois os prédios estão ocupados. Os estudantes que iriam fazer o Enem foram avisados por email e mensagem de texto sobre a mudança da data. Os novos exame para estes candidatos serão prestados nos dias 3 e 4 de dezembro.

Até a tarde de sexta-feira (4), a lista de escolas ocupadas tinha 364 locais e as ocupações ocorrem em diversos estados do país.

Os estados de Minas Gerais, com 88 ocupações, e do Paraná, com 76 ocupações, têm o maior número de escolas ocupadas.

Os alunos protestam contra a proposta de emenda à Constituição (PEC) que limita os gastos do governo federal pelos próximos 20 anos, a chamada PEC do Teto. Eles também criticam a reforma do ensino médio, proposta pela Medida Provisória (MP) 746/2016, enviada ao Congresso.

BNDES tem prejuízo de R$ 2,17 bilhões no primeiro semestre

Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registrou um prejuízo líquido de R$ 2,174 bilhões no primeiro semestre deste ano. No mesmo período de 2015, ele havia tido um lucro de R$ 3,51 bilhões.

Segundo o BNDES, o prejuízo dos seis primeiros meses deste ano foi resultado de despesas com provisões da carteira de crédito e repasses e da carteira de participações societárias. Essas despesas atingiram R$ 9,59 bilhões no primeiro semestre de 2016, R$ 7,95 bilhões a mais do que no mesmo período do ano passado.

Devido a ajustes na classificação de risco na carteira de crédito, que refletiram o cenário econômico desfavorável do país, o banco teve despesas de R$ 4,44 bilhões com suas provisões para risco de crédito.

Segundo o BNDES, a inadimplência do banco manteve-se em patamar muito baixo. O índice referente a 30 dias ficou em 1,38% em 30 de junho deste ano. Apesar disso, o índice é superior ao registrado em dezembro de 2015, de 0,02%.

Impacto negativo

As intermediações financeiras compensaram o impacto negativo das provisões, com R$ 12,235 bilhões no primeiro semestre deste ano, 25,2% a mais do que o registrado no mesmo período de 2015. O resultado deveu-se ao volume elevado de amortizações dos financiamentos concedidos, sem que, em paralelo, houvesse aumento de desembolsos.

Já a carteira de crédito e repasses do BNDES atingiu R$ 646,9 bilhões no primeiro semestre do ano, uma redução de 7% em relação a dezembro de 2015. O resultado foi influenciado pelo efeito da depreciação do dólar na parcela em moeda estrangeira e pela redução da parcela em moeda nacional, impactada pelo fim do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), em dezembro de 2015.

A carteira de participações societárias atingiu R$ 58,8 bilhões no primeiro semestre de 2016, um aumento de 12,2% em relação ao segundo semestre de 2015, provocado pela valorização de ações da Petrobras, Eletrobras e Vale.

O patrimônio líquido do BNDES totalizou R$ 36,88 bilhões no primeiro semestre do ano, um crescimento de R$ 5,88 bilhões (19%) em relação a 31 de dezembro de 2015. O resultado pode ser explicado pelo efeito positivo de R$ 5,14 bilhões, líquido de tributos, decorrente da valorização da carteira de participações societárias, que absorveu o prejuízo líquido de R$ 2,17 bilhões.