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Bolsonaro rebate críticas após ataque a repórter: “democracia nunca esteve tão forte”

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) rebateu as críticas que recebeu nos últimos dois dias após insultar a repórter Patrícia Campos Mello, da Folha de S. Paulo. Na manhã de terça-feira (18), Bolsonaro declarou: “Ela queria um furo. Ela queria dar o furo a qualquer preço contra mim”, referindo-se à jornalista por causa da CPI das Fake News.

No processo, a jornalista foi mencionada no depoimento Hans River. O ex-funcionário da empresa, acusada de ter disparado mensagens em massa pelo WhatsApp durante as eleições de 2018, disse que a repórter ofereceu sexo em troca de informações.

“A democracia nunca esteve tão forte”, escreveu ele em seu Twitter após ver possibilidades de impeachment surgir pela suposta quebra de decoro (tomar uma atitude incompatível com sua função).

REPERCUSSÃO DA FALA DE BOLSONARO

A declaração de Jair Bolsonaro sobre a repórter Patrícia Campos Mello teve uma enorme repercussão. Em nota, a Folha de S. Paulo disse que a postura do presidente ataca todo o jornalismo profissional.

“Vilipendia também a dignidade, a honra e o decoro que a lei exige do exercício da Presidência”, completa o texto publicado.

Por fim, atrizes e cantoras, como Cláudia Abreu, Fernanda Lima, Julia Lemmertz, Zélia Duncan e Alinne Moraes, gravaram um vídeo para o 342artes, criado por Paula Lavigne, condenado a atitude.

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Bolsonaro anuncia general para a Casa Civil e Onyx assume Ministério da Cidadania

O presidente Jair Bolsonaro confirmou o general Walter Souza Braga Netto como novo ministro-chefe da Casa Civil. Ele ocupará o posto de Onyx Lorenzoni.

O chefe do Executivo anunciou duas mudanças na equipe ministerial nesta quinta-feira (13). Conforme o presidente, Onyx Lorenzoni, que deixa a Casa Civil, vai ocupar o Ministério da Cidadania.

Por isso, o agora ex-ministro da Cidadania Osmar Terra, eleito deputado federal, voltará à Câmara dos Deputados para exercer o seu mandato.

Para a Casa Civil, o presidente Jair Bolsonaro convidou o general Walter Souza Braga Netto, que atualmente ocupa a chefia do Estado Maior do Exército.

Portanto, o general deixa a segunda posição da hierarquia da força militar para auxiliar Bolsonaro. O anúncio foi feito pelo twitter.

AS TROCAS DO GOVERNO JAIR BOLSONARO

Jair Bolsonaro já fez sete mudanças no primeiro escalão ministerial desde que assumiu a presidência, há pouco mais de um ano.

  • Ministério da Educação: Ricardo Velez por Abraham Weintraub
  • Secretaria-Geral da Presidência: Gustavo Bebianno por Floriano Peixoto
  • Secretaria-Geral da Presidência (2): Floriano Peixoto por Jorge Oliveira
  • Secretaria de Governo: Santos Cruz por Luiz Eduardo Ramos
  • Ministério do Desenvolvimento Regional: Gustavo Canuto por Rogério Marinho
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Banco do Brasil atinge lucro recorde, mas presidente diz que privatização é inevitável

O Banco do Brasil (BB) atingiu lucro recorde de R$ 17,8 bilhões em 2019, resultado 32,1% superior ao registrado em 2018.

Somente no último trimestre de 2019, a instituição bancária já alcançava um lucro líquido ajustado de R$ 4,6 bilhões. Este valor representou um crescimento de 20,3% em relação ao totalizado no último trimestre de 2018.

Para o presidente do BB, Rubem Novaes, o banco vivencia “um momento bastante feliz na sua história”. “É o maior lucro em termos reais e a rentabilidade sobre patrimônio é excepcional, chegando muito próximo dos nossos parceiros privados”, afirmou na manhã de hoje (13), em São Paulo, durante anúncio do balanço.

A instituição bancária fechou o ano com uma redução de 2,6% na carteira de crédito ampliada, que somou R$ 680,7 bilhões. Já a carteira MPME (para micro, pequenas e médias empresas) cresceu 8,5% no período, chegando a R$ 64,5 bilhões.

Para 2020, a previsão é de que o banco fature de R$ 18,5 bilhões a R$ 20,5 bilhões. A projeção é de que a carteira de crédito tenha alta de 5,5% a 8,5%, a partir de um aumento que deve variar de 10% a 13% no varejo, de 2% a 5% no atacado e de 1% a 4% na esfera do agronegócio.

Crédito rural

O balanço apresentado também documenta piora no âmbito do crédito rural, que teve uma queda de R$ 1,7 bilhão, equivalente a 1%. De acordo com o BB, a redução de R$ 5,6 bilhões na Comercialização Agropecuária foi compensada pelo aumento na carteira de Fundo de Financiamento do Centro-Oeste (FCO Rural), de R$ 2 bilhões, e pelo Investimento Agropecuário, de R$ 2,3 bilhões. A instituição informou ainda que, entre empresários do agronegócio, sua participação de mercado foi de 64,4%, mesmo nível de 2018.

Sobre o crédito rural, Novaes ponderou ser necessário que o governo reconsidere os critérios para concessão. “Não há nada mais importante hoje, no setor rural, do que a revisão das exigências de capital, feitas pelo Banco Central para o crédito agrícola.  Nós entendemos que são exageradas essas exigências e, se houver uma redução desses valores, poderá haver uma grande expansão do crédito rural no país”, disse Novaes.

O vice-presidente de Agronegócios e Governo, João Rabelo, destacou que a estratégia do banco para o setor do agronegócio é agilizar a liberação de créditos por meio de plataformas digitais. Ele acrescentou que o intuito é ampliar os contratos com pessoa física.

Atualmente, o banco tem preparado agências para atender especificamente a esse público. A rede do BB conta com aproximadamente 5.400 pontos de atendimento em todo o país, sendo que cerca de 13% tem esse perfil. “Temos 746 agências vocacionadas ao agro [agronegócio]. Essa capilaridade é muito importante. Fazemos agro nos 5.400 pontos de atendimento. A operação é comum a todas as agências, mas temos 746 vocacionadas, em praças onde o agro é muito pujante, crescente, e não temos problema nenhum. Aliás, a nossa expectativa é de que possamos estar ampliando a quantidade de agências agronegócio. Vamos acompanhar o agricultor, onde quer que ele esteja”, afirmou o vice-presidente de Negócios de Varejo, Carlos Motta.

Privatização

Perguntado, Novaes afirmou ser favorável à privatização do banco. Ele também garantiu que não pretende implantar, no momento, um plano de demissão voluntária para os funcionários que hoje ingressam por concurso público.

“Não teria mudança traumática nenhuma. Quando eu falo em privatização, imagina-se uma revolução. Não é nada disso que se está imaginando. É a gente se ver livre das amarras que o setor público nos impõe”, disse.

Segundo ele, a privatização do BB é “inevitável”, mas também “uma decisão política”. “É uma decisão política, está muito acima de nós. Tem que passar pelo Congresso [Nacional], convencer o presidente da República.”

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Julieta Reis é reconduzida à presidência da CCJ da Câmara Municipal de Curitiba

A vereadora Julieta Reis (DEM) foi reconduzida nesta terça-feira (11) à presidência da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara Municipal de Curitiba.

A comissão é considerada a mais importante do Poder Legislativo. Todas as propostas apresentadas à Casa passam pela CCJ, que pode aprovar, rejeitar ou sugerir alterações ao texto antes do encaminhamento às demais comissões da Câmara.

Além disso, foram formadas as comissões de Serviço Público e de Acessibilidade e Direitos da Pessoa com Deficiência.

“As bancadas têm indicado os nomes preferidos e depois cada comissão confirma seu presidente e vice-presidente. Os vereadores votam de acordo com a sua consciência. Por isso, eu agradeço a confiança dos componentes”, comentou Julieta Reis (DEM).

Na Câmara Municipal de Curitiba, os encontros da CCJ serão sempre às terças-feiras, às 15h.

*Com informações da CBN Curitiba

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Um dia depois de atacar Lula, Bolsonaro diz que não vai polemizar com o petista

Em meio ao acirramento político brasileiro após a soltura do ex-presidente Lula (PT), o presidente Jair Bolsonaro (PSL)  disse que não iria polemizar com o petista. “Não vou polemizar. Ele continua condenado”, disse.

A declaração foi dada na manhã desta segunda-feira (11) momentos antes de entregar 4.100 unidades habitacionais em Campina Grande, na Paraíba.

Bolsonaro não quis falar sobre a possibilidade de o Congresso aprovar uma PEC (proposta de emenda à Constituição) para que condenados em segunda instância possam começar a cumprir a pena.

Lula foi solto na última sexta (8), beneficiado por um novo entendimento do STF (Supremo Tribunal Federal) segundo o qual a prisão de condenados somente deve ocorrer após o fim de todos os recursos. O petista, porém, segue enquadrado na Lei da Ficha Limpa, impedido de disputar eleições.

“Eu não voto. O Parlamento tem completa independência”, declarou Bolsonaro.

Após o evento, que teve a presença apenas de convidados, o presidente saiu sem falar com a imprensa.

Discursando para uma plateia formada por apoiadores e famílias que vão morar no conjunto habitacional, não tocou no nome de Lula. Foi aclamado como “mito”e finalizou o discurso mandando um longo “ihu”.
No sábado (9), ao retornar ao reduto de origem do PT, a região do ABC Paulista, o ex-presidente fez um duro discurso contra a Lava Jato e o ex-juiz Sergio Moro, atacou a política econômica do governo federal e se referiu à gestão de Bolsonaro como de milicianos.

No mesmo dia, pela manhã, Bolsonaro havia partido para o ataque. Sem citar o nome do petista, enalteceu o papel do ex-juiz e ministro da Justiça, Sergio Moro, na Lava Jato e pediu aos seus seguidores que não deem “munição ao canalha, que momentaneamente está livre, mas carregado de culpa”. Moro foi o responsável pela condenação que levou Lula à cadeia.

“A grande maioria do povo brasileiro é honesta, trabalhadora, e nós não vamos dar espaço nem contemporizar com um presidiário. Ele está solto, mas continua com todos os crimes dele nas costas”, disse o presidente.
Durante o discurso em Campina Grande, nesta segunda, Bolsonaro disse que o Nordeste mora no coração de todo mundo. Aproveitou a ocasião para fazer um afago ao ex-senador Cássio Cunha Lima (PSDB).

“Ele não é mais patrimônio de Campina Grande. É patrimônio do Brasil. Ele tem mais 40 anos para trabalhar para todos nós”, afirmou o presidente. Cássio chegou atrasado ao evento e, quando subiu no palco, prestou continência a Bolsonaro.

“Nunca esperei nem ser vereador, depois fui ser deputado federal, fui candidato a presidente, sem um grande partido e fundo partidário. Grande parte da mídia estava nos criticando”, disse Bolsonaro durante o discurso. No palco, entregou chaves das casas a famílias que vão ser contempladas.

O presidente disse que o quadro político no Brasil melhorou. “Temos aprovado muita coisa na Câmara e no Senado. Tenho grandes sonhos e o maior vai ser entregar um Brasil bem melhor daquele que recebi em janeiro deste ano com problemas éticos, morais e econômicos.”

Campina Grande é uma importante base eleitoral de Bolsonaro no Nordeste. O prefeito Romero Leal (PSD) é aliado fiel do presidente. Empolgado, o presidente chegou a chamá-lo de governador.
Bolsonaro venceu as eleições na cidade nos dois turnos. No primeiro turno, obteve 50,61%, contra 20,63% de Fernando Haddad (PT), o segundo colocado. No segundo turno, teve 56,3% dos votos válidos, contra 43,7% do petista.

O governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB), que integra o bloco de governadores nordestinos que faz oposição a Bolsonaro, não foi ao evento. A vice-governadora, Lígia Feliciano, foi vaiada ao tentar discursar.

Em julho, Azevêdo foi puxado para o meio do ringue presidencial após Bolsonaro tentar ressignificar a frase em que chamou todos os governadores do Nordeste de “paraíbas”.

Depois da reação negativa ao teor da conversa, que vazou durante encontro com correspondentes internacionais no início de julho, Bolsonaro afirmou que tinha feito uma crítica específica ao governador paraibano e ao do

Maranhão, Flávio Dino, que, segundo ele, vivem “esculhambando e se apropriando de obras federais”.

Em resposta, Azevêdo disse que não descia ao nível de disputa do presidente.

O conjunto habitacional Aluízio Campos, com 4.100 unidades, foi aprovado em 2013 e começou a ser erguido em 2015, como parte do programa Minha Casa Minha Vida, durante o segundo mandato da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

O investimento do governo federal é da ordem de R$ 300, com contrapartida de R$ 30 milhões da prefeitura de Campina Grande.

Por questões burocráticas na assinatura dos contratos, a inauguração do conjunto já havia sido adiada duas vezes. Quando Bolsonaro foi eleito, as obras estavam em estágio bastante adiantado.

Em 2017, o então presidente, Michel Temer (MDB) esteve no local para visitar as obras.

O Aluízio Campos conta com três creches, duas escolas, dois postos de saúde, dez academias, um centro de referência de assistência social da prefeitura, seis salões de eventos e ciclovia.

Tem ainda ciclovia, 75 ruas pavimentadas, adutora própria e uso de energia solar. A estimativa é que 20 mil pessoas morem no conjunto, que será maior em número de habitantes do que 85% dos municípios paraibanos.

Lula estava preso desde o dia 7 abril de 2018 em uma cela especial da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba. O local mede 15 metros quadrados, tem banheiro e fica isolado no último andar do prédio. Ele não teve contato com outros presos, que vivem na carceragem, no primeiro andar.

A pena de Lula foi definida pelo Superior Tribunal de Justiça em 8 anos, 10 meses e 20 dias. O petista foi condenado sob a acusação de aceitar a propriedade de um tríplex, em Guarujá, como propina paga pela OAS em troca de três contratos com a Petrobras, o que ele sempre negou.

O caso ainda tem recursos finais pendentes nessa instância antes de ser remetido para o STF. O Supremo, porém, pode anular todo o processo sob argumento de que o juiz responsável pela condenação, Sergio Moro, não tinha a imparcialidade necessária para julgar o petista naquela situação. Mas ainda não há data marcada para que esse pedido seja analisado.

Além do caso tríplex, Lula foi condenado em primeira instância a 12 anos e 11 meses de prisão por corrupção e lavagem no caso do sítio de Atibaia (SP). Essa condenação também pode ser anulada porque a defesa apresentou suas considerações finais no processo no mesmo prazo de réus delatores.

O ex-presidente ainda é réu em outros processos na Justiça Federal em São Paulo, Curitiba e Brasília. Com exceção de um dos casos, relativo à Odebrecht no Paraná, as demais ações não têm perspectiva de serem sentenciadas em breve.

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Evo Morales renuncia à presidência da Bolívia

Com a escalada de manifestações na Bolívia, Evo Morales renunciou neste domingo (10) à presidência da Bolívia. O anúncio foi feito por meio de um pronunciamento na televisão, em rede nacional. Morales cede à pressão dos militares, que pediam a renúncia do presidente após a série de manifestações que denunciavam fraudes nas eleições de 20 de outubro.

O presidente da Bolívia, Evo Morales, convocou novas eleições neste domingo (10), com a renovação do órgão eleitoral, e pediu que “se reduza toda a tensão” no país, após três semanas de enfrentamentos violentos que causaram três mortes e deixaram mais de 300 feridos nas principais cidades do país.

A tensão aumentou ao longo do dia, com a oposição insistindo que Evo renunciasse. O comandante das Forças Armadas, Williams Kaliman, fez um pronunciamento na televisão à tarde, em que “sugere que Evo Morales renuncie a seu mandato”, para pacificar as ruas.

O anúncio do novo pleito foi feito pelo mandatário na manhã do domingo, depois que o secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), Luis Almagro, pediu a anulação das eleições na Bolívia, após auditoria realizada na apuração dos votos. Almagro instou o governo de Morales a convocar novas eleições.

Ao aceitar a auditoria da OEA, Morales tinha se comprometido a respeitar as conclusões desta análise. O presidente, porém, não mencionou o parecer da OEA em sua fala. Disse que tomou a decisão depois de consultar a COB (Central Trabalhista da Bolívia) e os “distintos setores do campo e da cidade”.

A tensão na Bolívia vem escalando por conta de enfrentamentos entre apoiadores e críticos de Morales, que o acusam de fraude. Nos últimos dias, houve levantes de policiais e militares que se recusaram a tomar ações de repressão contra opositores, enquanto Morales acusou uma “tentativa de golpe de Estado”.

Os resultados da auditoria da OEA seriam divulgados apenas em 13 de novembro, mas foram adiantados “por conta da gravidade das denúncias”, disse Almagro em um comunicado em que pede que a eleição do último dia 20 de outubro “seja anulada e que o processo eleitoral comece novamente”.

A OEA também afirma no documento que o governo deve marcar o novo pleito “assim que existam novas condições que deem garantias de sua realização, entre elas uma nova composição do órgão eleitoral”.

A Bolívia vive um agravamento da tensão nas ruas por conta dos resultados contraditórios divulgados após as eleições do último dia 20 de outubro.

Com decisão do STF, famosos pedem liberdade a ex-presidente Lula nas redes sociais

Assim que o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu que uma pessoa só pode começar a cumprir pena após o trânsito em julgado do processo (quando não cabem mais recursos, e a ação é finalizada), artistas começaram a se pronunciar pedindo a liberdade do ex-presidente Lula, nas redes sociais.

Desde 2016, a Justiça considerava que um condenado podia ser preso após sentença em segunda instância, como é o caso de Lula. Com a decisão, quem se enquadra nesse caso poderá entrar com pedido de liberdade.

Os atores Débora Nascimento, José de Abreu, Enrique Diaz, Maurício Destri, Maria Ribeiro, Gregório Duvivier e a modelo Lea T estão entre os nomes que divulgaram imagens do ex-presidente com a hashtag #lulalivre.

Na manhã desta sexta-feira (8), alguns artistas aproveitaram para brincar com a hashtag #sextou com imagens de celebração e referências a Lula. Leandra Leal usou uma foto em que o cantor Chico Buarque faz um brinde com o ex-presidente.

O advogado de Lula já protocolou o pedido de liberdade do ex-presidente.

Perfis diversos das redes sociais também lembraram da prisão do DJ Renan da Penha com a hashtag #DJNãoÉBandido. Liberado pela Justiça em primeira instância, ele acabou preso após recurso solicitado pelo Ministério Público. Criador do Baile da Gaiola, Penha foi acusado de servir ao crime “organizando bailes clandestinos nas comunidades e produzindo músicas (‘funks’) enaltecendo o tráfico de drogas”, o que ele e sua equipe negam.
Segundo o CNJ (Conselho Nacional de Justiça), 4.895 pessoas podem ser impactadas pela decisão, pois foram presas após terem sido condenadas em segunda instância.

A libertação não é automática após o encerramento do julgamento no Supremo, e a saída da cadeia depende de pedidos de cada defesa ou de solicitações do Ministério Público aos juízes de execução penal, que administram o dia a dia das penas.

É possível também que os juízes de primeira instância determinem a soltura sem serem provocados pelas partes. O juiz de primeiro grau pode ainda negar pedido de libertação argumentando que o acórdão com a decisão do STF ainda não foi publicado, mas esse posicionamento tende a ser derrubado nas cortes superiores.

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Polícia Federal vai investigar depoimento de porteiro do condomínio de Bolsonaro

A Polícia Federal (PF) no Rio de Janeiro abriu ontem (6) um inquérito para investigar o depoimento prestado por um dos porteiros do condomínio onde o presidente Jair Bolsonaro tem uma casa, no Rio de Janeiro.

O pedido de abertura de investigação foi feito pelo Ministério Público Federal (MPF) e vai apurar se o porteiro mentiu em depoimento prestado nas investigações do caso do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorrido no ano passado. A investigação vai apurar o cometimento dos crimes de obstrução de Justiça, falso testemunho e denunciação caluniosa.

Na semana passada, o Jornal Nacional, da TV Globo, noticiou que registros do condomínio Vivendas da Barra, e também o depoimento de um dos porteiros à Polícia Civil, deram conta de que um dos suspeitos do assassinato, o ex-policial militar Élcio Queiroz, esteve, horas antes do crime, na casa do sargento aposentado da Polícia Militar Ronnie Lessa, suspeito de ser o executor da ação, que mora no local.

Segundo o Jornal Nacional, em depoimento, o porteiro informou que Élcio Queiroz anunciou que iria não à casa de Lessa, mas à de número 58 do Vivendas da Barra, que é a residência de Jair Bolsonaro no Rio de Janeiro. Ainda segundo a reportagem, em seu depoimento, o porteiro afirmou ter interfonado para a casa do então deputado federal e que “seu Jair” havia autorizado a entrada do visitante.

Contudo, registros de presença da Câmara dos Deputados demonstram que naquele dia o então deputado estava em Brasília. Para o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), o porteiro mentiu sobre a ligação para a casa da família do presidente.

Após os acontecimentos, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, pediu ao procurador-geral da República, Augusto Aras, a abertura de um inquérito para apurar “todas as circunstâncias” da citação do nome do presidente Bolsonaro. Em seguida, Aras remeteu o pedido para o MPF-RJ, que pediu a abertura do inquérito à PF. Na mesma decisão, o procurador-geral arquivou a citação por entender que não havia evidências de crime.

Bolsonaro publica o fechamento de fábricas na Argentina é desmentido e apaga postagem

Os principais jornais argentinos estamparam como manchete na manhã desta quarta-feira (6), em suas páginas web, a postagem em uma rede social do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro.

A publicação feita no Twitter dizia: “MWM, fábrica de motores americanos; Honda, gigante dos automóveis; e L’Oréal anunciaram fechamento de suas fábricas na Argentina e sua instalação no Brasil“, insinuando que a vitória do kirchnerismo seria a razão.

A notícia causou alarde na Argentina, sendo o destaque dos noticiários matutinos.

No Clarín, o título principal, às 8 horas era: “Bolsonaro anunciou que três empresas fecham fábricas na Argentina para irem ao Brasil”.

No La Nación: “Bolsonaro diz que três multinacionais fecham na Argentina”.

Em pouco mais de uma hora, porém, a postagem sumiu.

Ouvidas, as empresas negaram a informação. “A Honda não está fechando sua fábrica na Argentina, mas sim manterá suas operações no país como estava previsto. A partir de 2020, concentrará sua produção na linha de motocicletas. A divisão de automóveis também continuará no país com os modelos provenientes do exterior.”

Já a fábrica de motores MWM Argentina, sim, fechou sua fábrica em Córdoba no mês passado, mas afirma que isso não tinha relação com a vitória do kirchnerismo nas eleições e que seriam mantidas, na Argentina, a assistência técnica e a distribuição de peças de reposição.

A L’Oreál afirmou não ter previsto o fechamento de nenhuma fábrica na Argentina.

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Sergio Moro pede à PGR para investigar denúncia feita contra Bolsonaro; TV Globo exibiu reportagem nesta terça (29)

O Ministro da Justiça, Sérgio Moro, a pedido do presidente Jair Bolsonaro, solicitou à PGR (Procuradoria Geral da República) para que fosse aberto um inquérito para investigar as declarações de um porteiro, do condomínio fechado no RJ, onde a família do presidente tem residências.

O porteiro teria citado o nome de Bolsonaro no caso da morte da vereadora Marielle Franco. Segundo os depoimentos prestados por ele, às autoridades policiais que investigam o caso, um dos suspeitos do assassinato da vereadora teria pedido autorização ao presidente Bolsonaro para entrar no condomínio, onde teria encontrado com outro suspeito do crime.

Moro encaminhou o documento à PGR, na manhã quarta-feira (30),  depois da divulgação da matéria no Jornal Nacional, na noite de terça-feira (29).

A reportagem da TV Globo conta que teve acesso ao livro de registro da  portaria do condomínio e que o livro aponta que Élcio de Queiroz, um dos suspeitos da morte de Marielle, esteve no condomínio e foi ao encontro de Ronie Lessa, tudo supostamente com a autorização do presidente Bolsonaro.

A reportagem mostrou ainda que neste mesmo dia, o presidente Jair Bolsonaro estava em Brasília cumprindo a agenda de deputado federal. O painel eletrônico da Câmara dos Deputados confirma a presença de Bolsonaro, no dia da visita de Queiroz  ao condomínio.

No documento assinado por Sérgio Moro e enviado à PGR, o ministro destaca que: “Oportuno lembrar que, na investigação do crime de assassinato em questão, foi constatado, anteriormente, espúria obstrução da Justiça, com a introdução de testemunha que fraudulentamente apontou falsos suspeitos para o crime. A tentativa de obstrução da Justiça só foi contornada com a atuação independente da Polícia Federal e que contribuiu para identificação dos reais suspeitos pela prática do crime em questão.  Esses atos configuram crime de obstrução à Justiça, falso testemunho e denunciação caluniosa do presidente, o que atrai competência da Justiça Federal e da Polícia Federal“, afirma Moro no documento.

Sergio Moro pede que PGR,  MPF e PF trabalhem juntos na investigação do caso que envolve o presidente.

PRESIDENTE RESPONDE MATÉRIA DO JN

Da Arábia Saudita, o presidente Jair Bolsonaro mostrou muita irritação em um ataque à Rede Globo e ao governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel.

O vídeo foi uma resposta à reportagem publicada no Jornal Nacional, da Globo. A matéria sugere que Bolsonaro autorizou a entrada de Elcio Queiroz, suspeito de matar a vereadora do PSOL, Marielle Franco, em seu condomínio, na Barra da Tijuca, no dia 14  março de 2018. A matéria foi baseada em um suposto testemunho de um porteiro.

Bolsonaro negou, dizendo que estava na Câmara Federal, em Brasília, onde consta sua presença no painel de parlamentares.