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Universidades do Paraná aumentam produção de álcool em gel

As universidades estaduais do Paraná vão usar laboratórios e farmácias-escolas para aumentar a produção de álcool em gel. O produto tem sido procurado devido à eficácia para combater o novo coronavírus (Covid-19).

O álcool em gel pode ser útil quando não há acesso fácil à água e sabão. Em tempos de epidemia, é fundamental estar com a higiene em dia para evitar o contágio. Assim como a água com sabão, o álcool 70% pode quebrar a cápsula de gordura e matar o novo coronavírus.

Nesta sexta-feira (20), a UEPG (Universidade Estadual de Ponta Grossa) vai entregar o primeiro lote à prefeitura do município. Serão 250 litros de álcool em gel 70%, destinados aos hospitais e Unidades de Saúde de Ponta Grossa.

O produto é elaborado no Lapmed (Laboratório de Produção de Medicamentos) da UEPG. O local será responsável pela produção do álcool em gel. Em contrapartida, a Prefeitura de Ponta Grossa fornecerá matéria-prima e insumos.

“Ao disponibilizar a estrutura e os profissionais, a universidade cumpre neste momento importante papel social, que reforça o conjunto de ações adotadas pela instituição desde o início da pandemia”, afirma o reitor da UEPG.

Na UEM (Universidade Estadual de Maringá) a procura pelo álcool em gel fez a produção aumentar em 3.000%. A produção diária, que era de 1 kg, passou a ser de 30 kg. O produto abastece os setores internos da universidade. Além disso, é disponibilizado para o Hospital Universitário Regional de Maringá e a comunidade externa.

Na Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná), em Cascavel, a produção diária passou de 1 kg para 5 kg.

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Pescados: produção do Paraná avançou 18,7% em 2019

O Paraná teve um crescimento de 18,7% na produção de pescados em 2019. Assim, consolidou ainda mais a liderança nacional.

Além disso, conforme a Peixe BR (Associação Brasileira de Piscicultura ), o crescimento no Paraná superou a média nacional.

Enquanto o estado avançou 18,7%, alcançando 154,2 mil toneladas de pescados, o Brasil cresceu, em média, 4,9% em 2019.

Depois do Paraná, o estado de São Paulo aparece na segundo colocação no ranking de produção: 69,8 mil toneladas (-4.6%).

Rondônia também viu a produção cair (-5,5%) e está na terceira colocação, com 68,8 mil toneladas de pescados.

“Essa é uma atividade bem acolhida por cooperativas do Estado”, afirmou o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara.

“Os investimentos na agroindústria e na infraestrutura de comercialização e logística deram segurança para os produtores”, completou.

*Com informações da AEN

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Indústria de alimentos cresce 8,8% no Paraná em um ano

A produção da indústria de alimentos do Paraná cresceu 8,8% em um ano. Os dados são do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e comparam 2019 com 2018.

Conforme o levantamento, o desempenho é o maior da série histórica, iniciada em 2002. Além disso, o resultado do Paraná é o melhor do Brasil: a taxa nacional do setor foi de 1,6%.

O índice setorial ajudou o Paraná a alcançar um crescimento de 5,7% na produção industrial geral, somadas todas as atividades, que também foi o melhor resultado do Brasil em 2019.

“Toda a nossa indústria mostra vitalidade e para a economia paranaense é importante o bom desempenho do setor de alimentos. É uma cadeia produtiva que movimenta muita gente”, afirmou o governador Ratinho Junior (PSD).

Para o secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, os índices são frutos do trabalho de potencializar a abertura de mercados para o Paraná, especialmente na Ásia.

“A tendência é de que o Estado cresça ainda mais, e dentro de três ou quatro anos lidere produção de carne suína no Brasil, por exemplo. Vamos continuar garantindo a qualidade do produto e aproveitando a chance de melhorar cada vez mais a nossa economia”, destacou Ortigara.

INDÚSTRIA DE ALIMENTOS DO PARANÁ MOSTRA RECUPERAÇÃO

O resultado positivo da indústria de alimentos do Paraná no ano passado recuperou dois indicadores negativos, em 2018 (-11,8%) e 2017 (-1,3%).

De acordo com o IBGE, fevereiro, março, maio e outubro foram os meses com maior produção em 2019. Conforme o levantamento, os aumentos variaram entre 14,1% e 23,1% na comparação com os mesmo períodos do ano anterior.

O setor industrial de alimentos na pesquisa do IBGE engloba abate e fabricação de carnes, pescados, biscoitos, achocolatados, balas, condimentos, massas, pães, sucos concentrados, óleos, laticínios, alimentos à base de milho, trigo, arroz, café, açúcar, e outros.

Em 2019, o Paraná se destacou também na produção de veículos, máquinas e produtos de metal.

*Com informações da AEN

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Com aumento de 19%, safra de grãos deve superar 23 milhões de toneladas

A safra de grãos de verão 2019/2020 deve atingir 23,4 milhões de toneladas, segundo estimativa mais recente do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, divulgada quarta-feira (25). O volume representa um acréscimo de aproximadamente 100 mil toneladas em relação à estimativa anterior, e um aumento de 19% na comparação com a produção da safra 2018/2019, que foi de 19,7 milhões de toneladas. A expectativa é de manutenção da área plantada em seis milhões de hectares.

No relatório deste mês, destaca-se a grande área de soja, quase 5,5 milhões de hectares, com aumento de 1% com relação da safra passada. Ainda assim, a soja é responsável por 91% da área total de grãos de verão. “Também chama a atenção a redução da área de milho na primavera, um fator preocupante, pois coloca a garantia do suprimento do consumo brasileiro e das nossas exportações na dependência da segunda safra”, diz o secretário estadual da Agricultura, Norberto Ortigara.

As condições climáticas no Paraná acabaram atrasando o plantio de culturas como a soja, o milho e o feijão. Se o clima colaborar, há chances de recuperação da produtividade, e consequentemente um aumento de produção. “A safra 2019/2020 tem boa perspectiva. Estávamos com uma seca severa, mas a umidade foi restabelecida em praticamente todo o Estado, permitindo uma semeadura, especialmente de grãos de primavera, com mais tranquilidade”, afirma o chefe do Deral, Salatiel Turra.

SOJA – O clima seco do início de setembro atrasou o plantio de soja no Paraná, que está com 3% da área plantada, totalizando 175 mil hectares. No mesmo período do ano passado, esse índice atingiu 18% – cerca de um milhão de hectares. “Apesar de ser uma situação incômoda para o produtor, ainda é melhor do que ter plantado boa parte da soja e depois enfrentar seca. Se chover, é possível retomar o ritmo do plantio”, explica o economista do Deral, Marcelo Garrido. “Quem tem prejuízo é o produtor que desejava plantar mais cedo para adiantar o plantio do milho na segunda safra. Agora o clima precisa contribuir”.

Segundo Garrido, as regiões com maior área plantada até agora são Campo Mourão, com 68 mil hectares; Pato Branco, com 50 mil hectares; Toledo, com 24 mil hectares; e Cascavel, com 15 mil hectares, todos com o índice abaixo da média. A partir de agora, é preciso acelerar o plantio, principalmente na região Oeste. A tendência é que se confirme a área de 5,5 milhões de hectares e a produção estimada em 19,8 milhões de toneladas, se o clima colaborar. A comercialização da soja está em 15%, índice semelhante ao da safra passada.

Os preços reduziram de R$ 80,00 em 2018 para R$ 73,00 agora. A alta do dólar tem sido um dos fatores determinantes para segurar o preço da soja, que está satisfatório para os produtores que exportam. No entanto, com a peste suína, a demanda da China ainda é uma incógnita, pois a doença tem sido responsável pelo abate de boa parte do rebanho no país, com possível impacto na compra do produto brasileiro.

MILHO PRIMEIRA SAFRA

O clima também atrasou o plantio do milho, que atingiu apenas 39% da área, aproximadamente 140 mil hectares. No ano passado, o Paraná tinha 60% da área plantada, totalizando 200 mil hectares.

A previsão para a safra 2019/2020 é de 336 mil hectares, estimativa 6% menor do que na safra anterior. A produção é estimada em 3,1 milhões de toneladas. Com condições de clima mais favoráveis, o milho pode atingir as expectativas, com a produção expressiva da segunda safra. Os preços estão em R$ 27,00 a saca de 60 kg, sendo que no mesmo período do ano passado era comercializada por R$ 32,00. Essa queda se justifica pela oferta maior, já que no ano passado a segunda safra teve bons resultados, impulsionada pelo clima favorável e pelo calendário mais curto da soja.

FEIJÃO 2019/2020

O calendário de plantio do feijão segue até dezembro, com pico entre setembro e outubro. O plantio da safra das águas foi mais expressivo neste mês, atingindo 42% da área, depois de um plantio de 1% em julho e agosto.

No mesmo período do ano passado, no entanto, o Paraná já tinha 55% da área plantada. Esse atraso é resultado das variações climáticas, com estiagem e posterior excesso de chuvas.

Na avaliação do Deral, as condições das lavouras nos principais núcleos mostram que a produtividade pode ser prejudicada neste ano. Em Campo Mourão, por exemplo, 100% dos 1,5 mil hectares plantados estão em condições médias. Em Guarapuava, 20% das lavouras estão em condições médias e, em Ivaiporã, o índice chega a 50%. “No Estado como um todo, 91% das lavouras estão com boas condições e 9% em condições médias”, diz o engenheiro agrônomo Carlos Alberto Salvador. Segundo ele, a área estimada é de 154,2 mil hectares, com uma pequena redução em relação à primeira estimativa, e a expectativa de produção permanece em 309 mil toneladas.

As lavouras de feijão estão 42% em fase de germinação, 57% vegetação e 1% em floração. Os preços estão estabilizados e cobrem o custo de produção: a saca de 60 kg de feijão cores é comercializada por R$ 129,90. No ano passado, o valor era de R$ 95,26. O feijão-preto é comercializado por R$ 116,00. No ano passado, os preços estavam em R$ 119,00.

TRIGO

A estimativa de área mantém-se em um milhão de hectares, 7% menor do que na safra 2018/2019. Quanto à produção, houve uma queda de 28% na estimativa inicial, e o valor foi atualizado para 2,3 milhões de toneladas. Parte dessa produção já havia sido reduzida nos meses anteriores em virtude das geadas e, no último mês, a perda foi acentuada pela seca. As estimativas indicam que o Paraná terá uma das menores safras dos últimos anos, com as regiões Oeste e Centro-Oeste entre as principais atingidas.

A colheita do trigo evoluiu em setembro, colocando mais um milhão de toneladas no mercado, aproximadamente um terço da moagem estadual para o ano. O clima seco, embora tenha prejudicado a produção, colaborou para a colheita, e cerca de 60% da área do trigo está colhida. “Isso se justifica tanto pelo adiantamento do ciclo do trigo quanto pelo clima favorável para a atividade das máquinas. Estamos num percentual bastante próximo do recorde, que é de 65% para esse período do ano, e acima da média, que é de 42%”, diz o engenheiro agrônomo do Deral Carlos Hugo Winckler Godinho. No mesmo período de 2018, a colheita estava em 20%, em função do atraso no plantio, que não se repetiu nesta safra.

A grande oferta momentânea do trigo refletiu nos preços, que foram de R$ 49,00 por saca de 60 kg para R$ 44,00. “Se os preços permanecerem assim, isso vai comprovar que os produtores estavam certos em não ampliar a área de plantio neste ano. Eles previram que, provavelmente, o preço não se sustentaria”, acrescenta.

Outra avaliação do Deral inclui os derivados do trigo. Nos dois primeiros quadrimestres de 2018, o preço do pão foi mais elevado do que nos últimos meses do ano, quando se colhe. Em 2019, a tendência se repetiu: o preço médio esteve relativamente alto nos primeiros oito meses, e em setembro aconteceu um primeiro recuo.

Este recuo, simultâneo à redução nos preços ao produtor de trigo, pode ajudar os moinhos a não voltarem aos preços praticados anteriormente e, consequentemente, esses podem não ser repassados às padarias. Desta forma espera-se que, ao menos no período de colheita, o preço do pão possa ficar abaixo do preço no período de entressafra, a exemplo de 2018.

CEVADA 2019/2020

“As condições da lavoura melhoraram em comparação com o mês passado. O Paraná passou de 65% em boas condições para 78%, graças às chuvas”, diz o engenheiro agrônomo Rogério Nogueira. Cerca de 62% das lavouras estão em fase de frutificação – em estágio mais avançado do que no ano passado -, 32% em fase de floração, 5% em maturação e 1% em desenvolvimento. Houve recuperação no núcleo regional de Guarapuava, prejudicado pela seca em julho e agosto. A expectativa é de que a colheita da cevada comece em novembro. Na região de Ponta Grossa, que também tem boas condições de lavoura, o início da colheita está previsto para 10 de outubro. Juntos, esses dois núcleos concentram aproximadamente 80% da produção no Paraná. Para esta safra 2019/2020, espera-se a produção de 257,2 mil toneladas, um aumento de aproximadamente 17% em relação à safra anterior, e a comercialização segue em 31%.

OUTRAS CULTURAS

De maneira geral, Norberto Ortigara destaca ainda o crescimento da área de batata, cuja produção nacional é geralmente liderada pelo Paraná. A primeira safra mostra uma redução de área, mas com possibilidade de crescimento de produção de 4%. Além disso, há crescimento de área da cebola no cultivo da primavera, e manutenção da área cultivada do tabaco, com a possibilidade de crescimento de 8% na produção.

Além disso, houve ajuste na área plantada de mandioca, cuja produção de fécula e farinhas é liderada pelo Paraná. O relatório mostra ainda crescimento da área de amoreira, alimento básico da lagarta do bicho-da-seda, com quase 90% da produção brasileira concentrada no Estado. “É um fio que está ganhando confiança e mercado no mundo, especialmente no centro da moda. Nossa seda vem ganhando presença em cidades europeias como Lyon, Paris e Milão. Há um esforço da iniciativa privada e do Governo do Paraná, que vislumbra crescimento em torno de 500 novas famílias interessadas na cultura da amoreira para produção de casulos”, afirma Ortigara.

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Venda de veículos cai 0,3% em agosto apesar de aumento na produção

A venda de veículos no país caiu 0,3% em agosto na comparação com julho, passando de 243,6 mil unidades para 243,0 mil. Na comparação com agosto do ano passado, quando foram vendidas 248,6 mil unidades, também houve queda de 2,3%. Já no acumulado do ano, foi registrada elevação de 9,9%, com 1,79 milhão de veículos comercializados. Os dados foram divulgados, hoje (5), pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que atribui a queda do mês ao número de dias úteis.

Para o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, as vendas devem crescer cerca de 11% no ano, tendo em vista o acumulado registrado. Segundo ele, normalmente o segundo semestre sempre é um período melhor do que o primeiro e neste ano vem aliado a outros fatores.

“A redução da taxa Selic está vindo para os financiamentos, o CDC, que é a principal ferramenta de financiamento, está com uma taxa de 20% ao ano, e os bancos estão com apetite de oferecer mais crédito e a inadimplência está sob controle. Não vai ser um grande crescimento, mas será melhor do que o primeiro semestre”, disse.

Exportação

A exportação de veículos montados caiu 12,8% de julho para agosto. No oitavo mês do ano, foram comercializados 36,7 mil unidades enquanto em julho foram 42,1 mil. Na comparação com agosto do ano passado, a queda foi de 34,6%, e no acumulado do ano a retração foi de 37,9%, na comparação com o mesmo período do ano passado.

“Estamos preocupados com esses números desde o começo do ano. Nós temos informado que a dependência do mercado argentino no nosso setor é muito alta, com 70% da nossa exportação sendo para a Argentina, que está passando por uma crise desde o começo do ano, tem uma eleição agora, um momento delicado. Eles realmente são um desafio para o setor e nós não vemos, no curto prazo, uma solução que possa ter um impacto positivo para nós”, disse Moraes.

Produção e venda de veículos

Segundo a Anfavea, a produção de veículos em agosto foi de 269,8 mil unidades, 1,1% a mais do que em julho, de 267 mil. Já na comparação com agosto do ano passado, houve queda de 7,3%. No acumulado do ano, a produção cresceu 2%.

“Não devemos ajustar a produção diante do cenário da Argentina porque ela (produção) já vem sendo ajustada desde o início do ano de acordo com cada planta. Cada montadora está fazendo seu ajuste de acordo com seu produto, seu volume”, disse.

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Safra de Verão 2019/2020: PR espera produzir 23,3 milhões de toneladas

O Paraná deve produzir 23,3 milhões de toneladas de grãos na safra de verão 2019/2020, segundo a estimativa divulgada nesta sexta-feira (23) pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento. O volume representa um aumento de 18% na comparação com a safra anterior e explica-se principalmente pela recuperação das produtividades da soja, feijão e milho.

Há expectativa de manutenção da área total, em torno de 5,9 milhões de hectares, com um pequeno aumento de área da soja em 30 mil hectares, opção considerada mais segura para os produtores, e consequente redução nas demais culturas, como o feijão e o milho.

O secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, destaca a recuperação da produtividade. “Se o clima for favorável, e com o nível de preços atuais, o Paraná poderá superar 40 milhões de toneladas com a inclusão de safras de outono e inverno. A lamentar, apenas, a nova redução do cultivo de milho na primavera, o que é ruim para o modelo agrícola, mas embute uma racionalidade econômica dos agricultores a curto prazo”, diz.

SOJA – SAFRA DE VERÃO

A soja é responsável por 91% da área e 82% da produção total de grãos de verão. Dos 6 milhões de hectares previstos para a primeira safra, 5,5 milhões são da soja.

Nesta primeira safra 19/20, a expectativa é de manutenção na área plantada e de aumento na produção, projetada em torno de 19,8 milhões de toneladas.

O aumento de 22% na produção é devido a recuperação da produtividade, pois a área agricultável do Estado está bem definida. No ano passado, principalmente a partir do mês de outubro, a seca afetou significativamente a produção de soja no Paraná, que teve quebra de 17%, o que corresponde a 3 milhões de toneladas.

PREÇO MENOR

A saca de 60 kg da soja é comercializada em torno de R$ 71,00, preço 9% menor do que no ano passado. “Mesmo com preço menor, o produtor permanece na cultura pela liquidez do produto, que é considerado mais seguro, diferente do feijão e do milho. Além disso, há a possibilidade de exportar a soja, caso ela não seja consumida no mercado interno”, explica o economista do Deral Marcelo Garrido.

Segundo ele, a alta do dólar beneficia os produtores na venda do produto, apesar de ser prejudicial para a compra de insumos. A longa guerra comercial entre China e Estados Unidos, que transferiu a demanda da China para a América do Sul, é vantajosa para o produtor brasileiro.

Com os problemas climáticos, os EUA registraram redução na produção neste ano, o que também aumentou a demanda do Brasil. O plantio de soja no Paraná está liberado a partir de 11 de setembro e estende-se até 31 de dezembro.

MILHO  – SAFRA DE VERÃO

Inicialmente, a estimativa de área para a safra de verão 2019/20 é de 336 mil hectares, 6% menor do que na safra 18/19, com perda próxima a 20 mil hectares. “Num cenário ideal, o volume de produção deve ser semelhante à safra anterior, em torno de 3,1 milhões de toneladas”, diz o analista do Deral Edmar Gervásio.

FEIJÃO 1ª SAFRA

O Paraná sai na frente para abastecer o mercado brasileiro, sendo o primeiro Estado a colher feijão da primeira safra. A área, estimada em 155 mil hectares, é 5% menor com relação à safra anterior, redução registrada principalmente nos núcleos regionais de União da Vitória e Guarapuava, onde os produtores estão optando pela soja.

Com boas condições climáticas, a expectativa de produção é de 309 mil toneladas, 25% maior do que no ano anterior. Os núcleos regionais de Ponta Grossa, Curitiba, Irati, Guarapuava e União da Vitória correspondem a 83% do total produzido nessa primeira safra.

Hoje, a saca de 60 kg do feijão cores é comercializada por R$126,00, e o feijão-preto por R$112,00. Na avaliação do engenheiro agrônomo do Deral, Carlos Alberto Salvador, esses valores estão cobrindo os custos do produtor.

SEGUNDA SAFRA 2018/19

Com relação à segunda safra 2018/19, algumas regiões apresentaram redução na produtividade das lavouras, principalmente devido à seca e as geadas no Paraná em julho e agosto. “O trigo foi atingido pelas geadas especialmente no Oeste e Sudoeste”, explica o chefe do Deral, Salatiel Turra.

MILHO

Com mais de 90% da área colhida, a safra 18/19 está praticamente encerrada. A produção é de 13,4 milhões de toneladas, com produtividade recorde, acima de 6 mil quilos por hectare. A saca de 60 kg é comercializada por R$27,00.

“O valor é um pouco menor do que o da safra passada. Porém, considerando que temos uma superssafra de milho, ainda assim o preço é considerado saudável para o produtor”, diz Gervásio.

TRIGO

O reajuste de área na safra 18/19 foi relativamente pequeno, mas o potencial de produção inicial registrou um leve aumento, já comprometido pelos fatores climáticos. “Um deles foi a geada de julho, mês em que tivemos as últimas chuvas significativas no Estado. Isso prejudicou boa parte da produção do Oeste.

Em agosto, outra geada impactou novamente a safra, com prejuízos localizados principalmente no Sudoeste e Centro”, explica o engenheiro agrônomo Carlos Hugo Winckler Godinho.

A falta de chuvas indica perdas no Estado como um todo. O início da colheita do trigo nesta semana, que está em 1%, mostrou produtividade mais baixa nas lavouras, principalmente no Norte.

Com as condições climáticas não favoráveis, a estimativa inicial de produção reduziu em 20% e pode ser ainda menor do que as 2,7 milhões de toneladas previstas. No entanto, os preços não foram impactados, já que os valores no mercado externo estão relativamente baixos, com safras em boas condições.

CEVADA

Foi encerrado o plantio da safra 2018/19 de cevada. A área plantada é de 58,1 mil hectares enquanto a produção esperada é de 257,2 mil toneladas. Se confirmada, a produção será 17% maior do que a safra anterior.

Cerca de 80% da produção do Estado está concentrada nos núcleos de Guarapuava e Ponta Grossa. A estiagem e a geada afetaram o desenvolvimento das plantas, mas com as chuvas da última semana, as lavouras tendem a melhorar, ficando 80% em condições boas e 20% em condições médias.

“No mesmo período do ano passado, as plantas estavam 85% em boas condições e o desenvolvimento estava mais adiantado”, explica o analista Rogério Nogueira. Com o atraso, a colheita da cevada está prevista para iniciar em novembro, encerrando no começo de dezembro.

Produção e exportação brasileiras de suínos deve aumentar em 2019

A maior demanda internacional deve dar um bom fôlego à suinocultura brasileira ao longo de 2019. As perspectivas apontam que a produção seja 6% no Brasil em relação a 2018 e que as exportações também aumentem, saltando de 730 mil toneladas para 900 mil toneladas. A projeção foi apresentada pelo consultor Matheus Andrade, da Barral Mjorge Consultoria, durante reunião da Comissão Técnica de Suinocultura da FAEP, ocorrida nesta quarta-feira (17).

“Temos que ficar de olho a alguns fatores internos, como a possibilidade de haver greve de caminhoneiros; e a fatores externos. Mas as perspectivas são muito positivas para o Brasil”, disse Andrade.

Grande parte da demanda mundial deve ser puxada pela China que sente os reflexos de uma epidemia de peste suína africana. Por causa disso, os chineses devem ampliar suas importações em pelo menos 40% ao longo de 2019. Além disso, Rússia, Coreia e Filipinas também devem aumentar as compras externas de suínos.

“A China será o grande mercado. A Rússia também vai aumentar consideravelmente sua demanda. O restante dos compradores significativos vai se manter mais ou menos no mesmo padrão”, observou o consultor.

Outros temas

Convergindo com a palestra de Andrade, o economista Luiz Eliezer Ferreira, do Sistema FAEP, apresentou uma análise de conjuntura sobre o mercado de grãos. Além disso, a reunião contou com esclarecimentos apresentados por representantes da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), que abordaram a situação do senecavirus no Paraná e sobre biosseguridade dos estabelecimentos que produzem suínos.

Paraná é líder na produção de peixes cultivados no país

O Paraná amplia a liderança da produção de peixes cultivados do país, chamada de piscicultura, com resultados extremamente positivos. Segundo levantamento do Anuário Peixe BR da Piscicultura 2019, realizado pela Associação Brasileira da Piscicultura, o estado produziu 129.900 toneladas em 2018 com destaque para a Tilápia, que atingiu 123.000 t.

“Ano após ano o Paraná destaca-se na piscicultura nacional, tendo em 2018 atingido o crescimento de 16% em relação a 2017 (112.000 t). Diversos são os motivos da expansão, mas os grandes investimentos feitos, especialmente pelas agroindústrias, foram essenciais para esse desempenho”, afirma Francisco Medeiros, presidente executivo da Peixe BR.

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Medeiros destaca também que o sistema de integração das cooperativas do Paraná tem demonstrado ser um dos mais eficientes modelos de produção de tilápia em viveiros escavados, proporcionando competitividade para o pequeno produtor integrado. “O oeste do estado segue sendo o grande destaque”, diz o dirigente.

As expectativas para 2019 são otimistas, em decorrência da maturação de projetos em andamento no estado, aumento do portfólio das cooperativas e consequente elevação do consumo interno de peixes de cultivo, especialmente a tilápia. “A desburocratização e a facilidade para obtenção de licenciamento ambiental pelos produtores são pontos centrais da expansão da piscicultura não somente no Paraná, mas em todos os demais estados. Maior profissionalização e tecnologia eficiente também são pontos-chave para o sucesso da atividade”, analisa o presidente da Peixe BR.

Produção nacional – O Brasil produziu 722.560 mil toneladas de peixes de cultivo em 2018. Esse resultado é 4,5% superior a 2017 (691.700 t). A tilápia é a mais importante espécie: com crescimento de 11,9% em relação a 2017, atingindo 400.280 toneladas em 2018 (55,4% da produção brasileira de peixes de cultivo). Esse resultado coloca o Brasil entre os quatro maiores produtores de tilápia do mundo, atrás de China, Indonésia e Egito, e à frente de Filipinas e Tailândia. Ainda segundo o Anuário da Peixe BR, a categoria de peixes nativos – liderada pelo tambaqui – representou em 2018 cerca de 39,84% (287.910 toneladas) da produção total.

Produção de hortaliças cresce 80% em dez anos no Paraná

Além de soja, milho e trigo, o Paraná também se destaca no cultivo das hortaliças. Em 10 anos, a produção da olericultura no Estado cresceu 82%, segundo dados do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento. Foram 3,12 milhões de toneladas em 2017, ante 1,71 milhão de toneladas em 2007. Os dados do ano passado estão sendo contabilizados.

As principais culturas produzidas são batata, mandioca, repolho, tomate, alface, cebola, cenoura e beterraba. Esses oito alimentos representam 73% do total produzido da olericultura paranaense que, em 2017, registrou um Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de R$ 3,29 bilhões, ou 3,39% do VBP do Estado.

Por meio do Projeto Olericultura, que tem como metas organizar a produção e os produtores de hortaliças; incentivar o cultivo de alimentos seguros, sem agrotóxicos; promover a geração de renda para agricultores; e colaborar com a comercialização dos produtos por meio de pesquisa de mercado e canais de comercialização.

Quase 15 mil produtores rurais são atendidos pelo projeto no Estado. “A nossa expectativa com esse trabalho é grande, porque estamos produzindo alimentos cada vez mais limpos e com menor impacto ambiental possível, gerando ainda mais renda para o agricultor”, disse o coordenador de olericultura do regional de Curitiba, João de Ribeiro Reis Junior.

Ele ressaltou, também, que outra frente do projeto é incentivar o Sistema de Plantio Direto em Hortaliças (SPDH), uma técnica que minimiza os processos erosivos do solo. “Com esse método, conseguimos recuperar a fertilidade da terra utilizando práticas conservacionistas, como terraceamento, curvas de nível, rotação de cultura e uso de plantas de cobertura como adubos verde que, ao se decomporem, fornecem de forma natural nutrientes para o solo”, disse.

PARCERIA

O produtor Bruno Schules, 32, de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), é um dos agricultores que trabalham com olericultura no Estado e recebem atendimento da Emater. Ele planta alface americano, alface roxa e couve-flor em sua propriedade de um alqueire. Por semana, são produzidas 300 caixas de alface e 30 de couve-flor.

Em parceria com os técnicos do município, Schules está desenvolvendo um novo projeto de plantio direto para a sua propriedade, onde vive com sua esposa e duas filhas pequenas. Hoje, ele utiliza o plantio na palha, uma técnica que consiste em colocar palha no solo e fazer o plantio em cima dela. “Com a implantação do plantio direto proposto pela Emater, vamos conseguir conservar ainda mais o solo Será possível plantar por 10 ou 12 anos sem a necessidade de revolvê-lo”, disse. “Sempre que precisamos do apoio e auxílio dos técnicos da entidade eles estão disponíveis para nos ajudar”, acrescentou.

ABRANGÊNCIA

A área cultivada com hortaliças no Paraná gira em torno de 123,5 mil hectares. As regiões Sul e Norte do Paraná são os principais polos do Estado. O volume produzido no Sul foi 2,11 milhões de toneladas (63% do total paranaense), seguido pelo Norte, com 652,7 mil toneladas (26%).

*Com informações da AEN*

Líder na produção de pescados, Paraná prevê crescimento de 20%

Líder na produção nacional de pescados, o Paraná projeta crescimento da ordem de 20% na atividade em 2019. Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, a expectativa é atingir a marca de 170 mil toneladas de carne de peixe. O incremento vem sendo alavancado pela tilápia, que representa 80% do volume total do Estado.

“Esta previsão otimista se baseia principalmente no incentivo ao consumo de peixe e também à entrada de novas indústrias no segmento, aumentando a oferta e visibilidade do produto para o consumidor”, aponta o analista de piscicultura do Deral, Edmar Gervásio.

“Com uma maior oferta de proteína oriunda de peixes e um cenário otimista, acreditamos que os preços ao consumidor final devam ficar estáveis e até apresentar um viés de redução, principalmente pelo aumento da competição na gôndola do supermercado”, avalia.

SUPERIOR

O consumo de peixe no Brasil gira em torno de 10 kg per capita/ano, valor abaixo do que a FAO preconiza como ideal, de 12 kg/ano. “O consumo de pescados vem crescendo ano a ano e em percentuais superiores a outras carnes, como a bovina e de frango, que são as mais consumidas hoje no Brasil”, ressalta Gervásio.

Em 2018, o Deral estima que o Paraná tenha alcançado 140 mil toneladas de pescados produzidas. O levantamento consolidado das informações deve ser divulgado em junho. Se confirmada a expectativa, será um crescimento de aproximadamente 15% em relação a 2017, quando foram contabilizadas 122 mil toneladas.

PRODUTIVIDADE –

O forte crescimento do setor decorre do incremento na produtividade. “Passou de 4 a 6 toneladas por hectare para uma média em torno de 15-20 ton/ha, chegando a 35-50 ton/ha por ciclo em algumas propriedades em viveiros de terra”, aponta o coordenador regional de aquicultura da Emater de Toledo, Gelson Hein.

“Tudo isso se deve ao incremento em tecnologia de produção com aeração mecânica, alimentadores automáticos, biorremediadores, melhoria da genética dos peixes e melhoria da qualidade das rações fornecidas aos peixes”, cita.

PRODUTOR 

Claudio Schulz apostou na atividade e vivenciou esse salto na produção de pescados. Em 2002, começou a produzir tilápia orgânica em Maripá, no Oeste. Atraído pela perspectiva de retorno financeiro, em 2006 ele migrou para a tilápia convencional. “No primeiro ano, foram 23 toneladas. Fui aumentando ano a ano. Em 2015, fiz um investimento grande em automatização e ampliei a produção para 65 toneladas. Ano passado, entreguei 79 toneladas”, compara.

Na propriedade de três alqueires de terra, ele tem 16 mil metros quadrados de lâmina de água, com capacidade para produzir 90 toneladas. A tilápia é vendida para a cooperativa Copisces, de Toledo. “Na questão técnica, a Emater é um dos grandes aliados na ampliação e modernização da criação de tilápia na região, junto com as universidades, como a Unioeste, que têm cursos de Engenharia de Pesca”, ressalta.