Quem Virá

Não pode haver equilíbrio econômico nem prosperidade onde não há competência. Não podemos melhorar a vida das pessoas distribuindo inflação, juros altos e déficit fiscal. Riqueza se constrói na economia real e ela exige trabalho e produtividade para, depois, poder ser distribuída.

Como dizia Mario Lago, o tempo não comprou passagem de volta. Tenho lembranças e não saudades dos tempos de inflação e juros estratosféricos, o que desestimulava as pessoas e empresas em apostar na economia real e a aplicar na dívida governamental, comprando títulos de um governo irresponsável.

Mas o mundo mudou muito nos últimos 10 anos. Antes as crises afetavam países em desenvolvimento, mas, após 2008, os Estados Unidos, a Europa e, mesmo a China, sentiram o gosto da retração econômica, do desemprego, da inflação, do endividamento e do desespero.

Num mundo globalizado, ou fazemos a lição de casa ou somos expulsos da escola.

Toda mudança é difícil no começo, confusa no meio, mas linda no final.

Acho que temos um ingrediente adicional no Brasil que é o inusitado combate à corrupção. Quem diria que os maiores empreiteiros do país seriam presos, ou os líderes de partidos políticos ou até um carismático ex-presidente fosse condenado em segunda instância contando os dias para comer quentinha na cadeia?

O Brasil mudou. Quem viver até as próximas eleições verá. Vamos eleger, com certeza, gente bem mais competente e séria do que nas últimas décadas.

Consultas sobre finanças e previdência: (41) 3013-1483

Tecnologia aumenta a produtividade e a rentabilidade do café no Brasil

Olga Bardawil – Repórter da Agência Brasil

Produzir café no Brasil usando novas tecnologias vem se tornando uma atividade mais rentável do que há pelo menos uma década. Isso é o que mostra o estudo intitulado A Cultura do Café: Análise dos Custos de Produção e da Rentabilidade nos Anos-Safra 2008 a 2017, divulgado nesta terça-feira (9) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Segundo o estudo, o aumento da produtividade aparece como responsável pela melhoria de rentabilidade tanto da variedade do café arábica quanto do café conilon, variedade também conhecida como robusta.

Para o superintendente de Informações do Agronegócio da Conab, Aroldo de Oliveira Neto, o investimento em tecnologia em algumas regiões de produção cafeeira foi fundamental para a mudança de cenário.

“Quando se fala nessa mudança é preciso voltar no tempo em que se usava basicamente a mão de obra na colheita do café. Na medida em que você usa a tecnologia – e a mecanização faz parte disso – você vai aumentar a quantidade de café colhido e a um custo muito menor. Porque, apenas à guisa de exemplo, onde se colhia um saco manualmente seria possível colher, digamos, 100 sacos”, explica o superintendente.

Mas a mecanização da colheita não foi o único fator de aumento da rentabilidade. Aroldo Oliveira observa que a qualidade do café também melhorou graças a uso de novos insumos e novos processos de produção. Ele cita o caso de Rondônia, onde o estudo mostra claramente a diferença da tecnologia.

“Um cafezal tem vida útil de 30 anos. Então, a partir de 2013, um programa do governo estadual, com a participação de diversas entidades e instituições ligadas ao setor, começou a incentivar os produtores a erradicar o café velho e substitui-lo pelo clone, que é uma planta resultante de um processo de enxerto. Esse pé de café é mais forte e produz um grão de melhor sabor. Então o preço acaba sendo melhor”, explica o superintendente.

Aroldo Oliveira destaca ainda que na região do estado que adotou esse pacote tecnológico os resultados foram comparativamente melhores que os da região onde a introdução dos novos processos de produção e colheita foi feita mais recentemente. Uma das vantagens do clone, segundo Aroldo Oliveira, é a de que o clone se adapta a qualquer tipo de região onde for plantado. “O Brasil tem hoje a produção do café com novas tecnologias em outras regiões como o Espirito Santo, que é o maior produtor do café conilon, e o sul da Bahia.”

Aroldo Oliveira reconhece que a rentabilidade gerada pela melhora da produtividade, em 2016, foi influenciada também pelo preço favorável do café no mercado internacional.

“Mas é preciso lembrar que o café é uma commoditie e que seu preço oscila. Mas mesmo quando o preço cai, o prejuízo que poderia advir dessa queda será sempre muito menor graças ao uso da tecnologia”, disse o superintendente.

Especialista dá dicas para combater “os vilões da produtividade”

Redes sociais, emails, whatsApp, além do excesso de trabalho e a necessidade de conciliá-lo com a vida pessoal e os compromissos do dia a dia, se não forem bem administrados,  podem fazer a produtividade despencar.

A especialista em auto-organização e produtividade, Deborah Dzierwa, diretora de Empreendedorismo e Negócios da BPW Curitiba – Business Professional Women, dá algumas dicas para aproveitar melhor o tempo; ter uma agenda eletrônica bem planejada, ter um único provedor de e-mail que possa sincronizar todos os e-mails profissionais e pessoais e usar aplicativos que ajudem a guardar de forma organizada os documentos.

Na próxima segunda-feira (08) Debora ministra um workshop no Sinduscon para ensinar a combater os “vilões da produtividade”.

Acompanhe a entrevista: