PER 2019 divulga os 10 projetos finalistas

A banca avaliadora do Programa Empreendedor Rural (PER) elegeu os 10 projetos finalistas da edição 2019. As três melhores iniciativas serão premiadas durante o Encontro Estadual de Empreendedores e Líderes Rurais, que acontece no dia 22 de novembro, no espaço Expotrade, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC).

Nesta edição, a região de Guarapuava, no Centro-Sul do Estado, teve destaque por concentrar metade dos 10 projetos finalistas. Quatro saíram do próprio município e outro de Candói. Os demais estão em Francisco Beltrão, Terra Roxa, Nova Prata do Iguaçu, Maringá e Faxinal (confira a lista completa de finalistas abaixo).

Ao todo, foram 53 trabalhos avaliados pela banca, que teve duração de dois dias e contou com participação de especialistas, também responsáveis pela atualização do programa. “A banca é formada por uma equipe com vasta experiência na avaliação de projetos, com reforço de técnicos do Sistema FAEP/SENAR-PR e consultor do Sebrae-PR. A participação de diferentes instituições e a avaliação de um mesmo projeto por, no mínimo, quatro membros da banca são os métodos utilizados para garantir isenção na escolha dos classificados”, explica a técnica do Sistema FAEP/SENAR-PR e coordenadora do PER, Mariana Assolari.

O PER é uma iniciativa do Sistema FAEP/SENAR-PR em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-PR) e a Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paraná (Fetaep) que estimula o empreendedorismo rural em todo o Estado. Ainda, o programa premia os melhores projetos de melhorias nas propriedades rurais e gerenciamento de oportunidades de negócios.

Finalistas PER 2019 (*ordem alfabética por título do projeto):

Projeto: Aumento da produção de leite
Autor: Cristiano Fankhauser
Município: Francisco Beltrão

Projeto: Galinha Feliz – Sítio do Caju
Autores: Arno Hoffmann e Valentina Hoffmann
Município: Terra Roxa

Projeto: Implantação Compost Barn – Sítio Sepultura
Autores: Alexsandro B. Rodrigues e Gilso Mis
Município: Candói

Projeto: Implantação de agroindústria e biodigestor na Fazenda Vassoural Autores: Ana Carolina Araújo Abreu e Elouise Cristine Rodrigues
Município: Guarapuava

Projeto: Implantação de um confinamento na Fazenda São Pedro
Autores: Laíz Mara Vassoler Coletta e Marcelo Coletta
Município: Faxinal

Projeto: Migração da avicultura para confinamento de ovinos de corte
Autor: Thais Fernanda Gavlak
Município: Guarapuava

Projeto: Multiplicação e comercialização de sementes de aveia preta
Autor: Paloma Detlinger
Município: Guarapuava

Projeto: Otimização de terras através da integração: pecuária/ovinocultura/floresta
Autores: Igor Gabriel Modesto Dalgallo e Mariane Koepke
Município: Guarapuava

Projeto: Projeto incremental “Cachaça artesanal Nova Prata”
Autor: Ana Paula Rodrigues
Município: Nova Prata do Iguaçu

Projeto: Sítio Camilo & Coelho: Implantação sistema de rotação de pastagens e piqueteamento
Autor: Eduardo Camilo Coelho
Município: Maringá

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CCJ aprova projeto que extingue licença-prêmio dos servidores estaduais

O projeto de lei complementar que trata da licença-prêmio dos servidores estaduais foi aprovado, nesta terça-feira (24), na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Assembleia Legislativa, com voto contrário do deputado Tadeu Veneri (PT). Pelo texto, o benefício será substituído pela licença-capacitação.

Assim, a cada cinco anos de serviços prestados, o servidor poderá tirar uma licença para estudar, caso comprove a realização de um curso de aperfeiçoamento na sua área de atuação. São exigidos certificado com carga horária de 140 horas e frequência mínima de 75%.

Quem tem licenças-prêmio a receber manterá o direito de ser indenizado. De acordo com o Governo do Estado, há um passivo de R$ 3 bilhões. O objetivo é zerar esse montante devido. A proposta foi alterada, na forma de emenda substitutiva-geral, apresentada pelo relator, deputado Tiago Amaral (PSB).

“Todas as garantias dos servidores estão sendo respeitadas. O projeto aprovado pela CCJ visa garantir o atendimento aos direitos adquiridos. Por exemplo: hoje, em sua maioria, os servidores não conseguem gozar a licença e aqueles que estão aposentados não têm perspectiva de recebimento. A licença-capacitação cria a possibilidade do pagamento via administrativa”, pontou.

Quem já tem vencido o direito a licença-prêmio, poderá usufruir da mesma nas regras atuais com 3 meses de descanso, mas ela poderá ser fracionada, em no mínimo um mês, ou o servidor pode requerer em dinheiro, desde que nos moldes propostos pelo Executivo.

Outra modificação diz respeito aos policiais militares. Em vez de dez anos, os policiais terão direito à licença-capacitação a cada cinco anos.

“Os policiais militares que antes recebiam o direito apenas após 10 anos de serviços prestados, agora também passam a receber a partir dos 5 anos. Os servidores que até então tinham direito à licença-prêmio passam a ter direito à licença-capacitação”, completou Tiago Amaral.

Segundo o substitutivo aprovado pela CCJ da Assembleia Legislativa, ao completar cinco anos de serviço, o servidor terá um ano para requerer o benefício. Também fica proibida a acumulação de períodos.

Novos contratados pelo Estado não terão direito à licença-prêmio ou capacitação.

De acordo com o líder do Governo, deputado Hussein Bakri (PSD), a expectativa é que o projeto esteja em plenário na semana que vem.

“A nossa expectativa é que na próxima semana o projeto da licença-capacitação seja apresentado no Plenário. É possível, em segunda votação, caso haja consenso, a apresentação de emendas que possam melhorar o projeto. O governo não está fugindo do debate de uma possível emenda”, afirmou.

O projeto que dá fim à licença-prêmio segue para análise das demais comissões temáticas, antes de ir ao Plenário da Assembleia.

dirceu krüger nome de rua projeto câmara municipal de curitiba vereadores Foto Rodrigo FonsecaCMC

Dirceu Krüger pode virar nome de rua em Curitiba

Ídolo do futebol paranaense, Dirceu Krüger pode virar nome de rua na capital. O assunto será debatido na CMC (Câmara Municipal de Curitiba) na próxima quarta-feira (7).

O ‘Flecha Loira’ morreu em abril deste ano, aos 74 anos, dos quais 54 anos foram dedicados ao Coritiba.

O projeto que homenageia o curitibano será debatido em Plenário na Câmara Municipal de Curitiba. A votação em primeiro turno está marcada para depois de amanhã. No entanto, ainda não foi definida a rua que receberá o nome de Dirceu Krüger caso a proposta seja aprovada.

O ‘Flecha Loira’ disputou mais de 250 partidas oficiais com a camisa alviverde, mas também soma mais de 180 partidas como treinador. Ele ainda passou por vários outros cargos no departamento administrativo e esportivo do Coritiba.

Escola sem Partido tem votação adiada para junho

A votação do projeto de lei “Escola sem partido” foi adiada hoje (28) na Assembleia Legislativa do Paraná. Um pedido para postergar a votação da proposta por 10 sessões foi aprovado por 26 votos a 21. Isso quer dizer que o projeto só voltará à pauta daqui a três semanas, em meados de junho. Manifestantes contrários ao projeto celebraram nas galerias.

A proposta é polêmica e pretende proibir que professores em todo o Paraná falem de posicionamentos políticos ou ideológicos e discutam questões de gênero dentro de sala de aula. Assinado por Ricardo Arruda (PSL) e pelo agora deputado federal Felipe Francischini (PSL), o projeto prevê a instalação de cartazes nas escolas públicas e privadas que alertam para os ‘limites’ que não poderiam ser ultrapassados pelos educadores.

Segundo os autores, o objetivo é evitar o ‘doutrinamento’ por parte dos professores. Houve discursos acalorados em plenário e até um manifestante que foi expulso das galerias por mandar um parlamentar calar a boca. Deputados contrários à proposta argumentam que há flagrante inconstitucionalidade na matéria. Já o deputado Ricardo Arruda, um dos autores da iniciativa, acusou os opositores de balbúrdia e disse que a crítica ao projeto é de uma minoria.

As galerias da Assembleia estavam lotadas de manifestantes contra e a favor do Escola sem Partido. O consultor comercial Marcos Silva foi à Assembleia para pedir a aprovação do projeto. Ele vestia uma camiseta com a foto do ministro Sergio Moro e dizia que é preciso acabar com a doutrinação nas escolas.

“A escola tem que ser um lugar neutro. Professores da esquerda que fazem há anos essa propagação de uma ideia errada, estão errados. A escola é um lugar neutro, não pode ter partido. E esperamos que, assim como em outros estados, esse projeto seja aprovado”, afirmou.

Já o estudante e professor Henri Francis resolveu ir à votação para marcar posição contra a proposta. Para ele, os deputados deveriam se preocupar em garantir mais estrutura e condições às escolas, e não limitar a atuação dos professores.

“Esse projeto, no meu entendimento, é ofensivo a atividade dos professores. Ele não garante a liberdade de cátedra que os professores têm. Ele limita as possibilidades de interação entre professores e alunos, numa perspectiva bastante ideológica”, analisou.

A maioria dos manifestantes na galeria era contra a Escola sem Partido. Muitos vestiam faixas pretas sobre a boca, e chamavam a proposta de “lei da mordaça”. O deputado Ricardo Arruda lamentou o adiamento da votação, e disse que essa foi uma manobra da oposição ao projeto.

“Eu fico muito chateado porque o projeto está há dois anos e meio em pauta, não tinha que ‘barrigar’. Nós temos votação para aprovar. Eles sabiam que iam perder, fizeram essa manobra para prorrogar por 10 sessões. Quem perde são os alunos, as famílias. As pessoas de bem perdem quanto maior é a demora para aprovar esse projeto”.

O parlamentar disse em discurso que o projeto pretende combater a ideologia em sala de aula e evitar que o aluno vire uma réplica do professor.

“Ninguém quer calar o professor. O professor tem o direito de dar a aula da maneira como ele quer – seguindo o currículo escolar. Fixar um cartar na sala de aula proibindo a doutrinação não vai atrapalhar ninguém, só a minoria que não é professor: é militante disfarçado de professor”, teorizou.

Contrário ao projeto, o presidente da APP Sindicato, Hermes Leão, também considerou o adiamento da votação ruim, e disse ser preocupante que a Casa ainda discuta esse tema.

“Pra nós é muito desgastante porque nós já estamos debatendo esse tema há um longo período. Temos todo o entendimento da ilegalidade e da inconstitucionalidade. É assustador que uma Assembleia Legislativa se preste a ficar tramitando um objeto tão declaradamente ilegal e inconstitucional conforme várias notas técnicas foram apresentadas”, desabafou.

O Ministério Público do Paraná e a OAB se manifestaram contra a proposta. O MP informou que defende o direito à educação livre e plural, previsto na Constituição, e que considera que o projeto pode promover a perseguição a professores. Já a OAB Paraná entendeu que houve desrespeito ao direito de cátedra e um vício de iniciativa, já que esse tipo de proposta teria que partir da união, e não de deputados estaduais.

Um grupo de deputados ainda tentou suspender a votação do projeto nesta terça com um recurso ao Tribunal de Justiça, mas o pedido foi negado pelos desembargadores. Essa seria a primeira votação da matéria em plenário. O texto ainda precisa ser discutido em segunda votação, e também pode receber emendas. Só depois disso é que ele pode virar lei ou ser arquivado.

Bolsonaro diz que enviará projeto que gerará receita maior que a da Previdência

O presidente Jair Bolsonaro informou nesta quarta-feira (22) que enviará ao Poder Legislativo um projeto de lei que gerará uma receita para a máquina pública superior à prevista com a reforma previdenciária.

Em café da manhã com a bancada nordestina, no Palácio do Planalto, ele disse que ainda não pode dar detalhes sobre a iniciativa, mas afirmou que que será aprovada com facilidade.

A expectativa do texto inicial apresentado pela equipe econômica era de que a reforma previdenciária geraria um ganho de cerca de R$ 1 trilhão em dez anos.

Com a desidratação da proposta na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), a estimativa baixou para cerca de R$ 800 milhões.

“Não quero adiantar aqui. Brevemente, estará sendo apresentado aos senhores um projeto que, com todo o respeito ao Paulo Guedes, a previsão é de termos dinheiro em caixa maior do que a reforma previdenciária em dez anos”,disse.

O presidente disse ainda que “ninguém reclamará da iniciativa” e e que ela “será aprovada por unanimidade” tanto na Câmara como no Senado.

O presidente não deu maiores detalhes sobre a iniciativa.

Segundo assessoria de imprensa do Palácio do Planalto, trata-se de uma proposta que ainda está em fase embrionária.

No mesmo discurso, Bolsonaro disse que não pretende criar novos impostos ou elevar a carga tributária no país. “Ninguém aguenta mais essa questão”, disse.

Em uma breve fala, o presidente reconheceu que nem toda a sua equipe ministerial tem “tato político”, mas ressaltou que todos são bem-intencionados e têm desejo de acertar.

Ele lembrou que fará na sexta-feira (24) sua primeira viagem oficial ao Nordeste e disse que, no exercício do mandato, tem aprendido mais com os deputados e senadores do que com os governadores.

“Com todo o respeito que nós temos a todos os governadores, o somatório de vocês é muito maior do que os governadores”, afirmou.

Nenhum projeto que chega ao Parlamento é perfeito, diz Maia

Em meio a mais uma crise entre o Planalto e o Congresso, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta segunda-feira (20), que “nenhum projeto que chega ao Parlamento é perfeito” e que, nas redes sociais, “os radicalismos se sobrepõem ao diálogo”.

“Nenhum projeto que chega ao Parlamento é perfeito e não deve ser modificado ou ampliado, aqueles que entendem que aquilo que chega ao Parlamento não precisa ser debatido e muitas vezes até rejeitado, se a proposta não for boa, são aqueles que entendem que apenas uma parte da sociedade tem direito de participar dos debates e da construção das soluções para o país”, afirmou.

O presidente da Casa discursou em evento da OAB, em Brasília, ao receber estudo sobre o pacote anticrime.

Maia não cita diretamente os dois temas que têm causado maior polêmica entre Legislativo e o presidente Jair Bolsonaro (PSL) nas últimas semanas: a reforma da Previdência e a medida provisória que reestrutura os ministérios.

A primeira está tramitando na comissão especial, e os deputados aventam apresentar um texto alternativo para a proposta.

Já a segunda tem que ser votada no plenário nas próximas duas semanas para não perder validade. Caso caduque, a estrutura ministerial retornará para aquela da gestão Michel Temer, com 29 ministérios, em vez dos 22 propostos por Bolsonaro.

“Muitas vezes os radicalismos se sobrepõem ao diálogo principalmente nas redes sociais, onde quem está no extremo tem mais espaço para aparecer que aquele que quer construir consensos como é natural numa democracia”, disse Maia.

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Câmara Municipal de Curitiba pode criar Procuradoria da Mulher

A Câmara Municipal de Curitiba vota nesta segunda-feira (13, o projeto que cria a Procuradoria da Mulher, órgão independente, constituído por vereadoras e/ou servidoras, para combate à violência e à discriminação às mulheres. Assinado pelos 38 parlamentares, por iniciativa de Maria Leticia Fagundes (PV), o projeto será votado juntamente com outras três propostas.

O projeto para a criação da Procuradoria da Mulher altera o Regimento Interno da CMC. Segundo o texto, ela não será vinculada a nenhum outro órgão da Casa e deverá para receber, examinar denúncias de violação a direitos da mulher, encaminhando-as aos órgãos competentes. Também constam entre suas atribuições: a fiscalização de programas municipais voltados à promoção da igualdade entre homens e mulheres; a promoção de campanhas educativas e antidiscriminatórias; a cooperação com organismos locais, estaduais e nacionais, públicos ou privados; e a realização de pesquisas, seminários, palestras e demais atividades ligadas ao tema e à representação feminina na política.

O projeto delega à procuradora da mulher e às duas procuradoras adjuntas o mandato de dois anos. As titulares deverão ser indicadas pelo presidente do Legislativo, no início de cada gestão da Mesa Diretora. A matéria aponta que não haverá despesas extras à Casa, “uma vez que a função deverá ser assumida por vereadora eleita e, na ausência [dessa], por servidora”. Outra opção, de acordo com a proposta, é que em eventual falta de vereadoras para assumir o cargo, poderão ser firmados convênios com Câmaras Municipais da região metropolitana ou com a Assembleia Legislativa do Estado do Paraná (Alep).

A primeira Procuradoria da Mulher do país foi criada pela Câmara Federal, em 2009, com a justificativa de destacar a representatividade feminina na política. Lá o mandato é de dois anos e a procuradora do biênio 2019-2020 é a deputada federal Iracema Portella (PP-PI). Alguns exemplos de legislativos em que o órgão já está em funcionamento são a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, a Câmara Municipal de São Paulo, a Câmara Municipal de Porto Alegre e a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.

Outros projetos
Os outros três projetos de lei da ordem do dia desta segunda-feira  também precisam do aval dos vereadores em primeiro turno. Um deles é de iniciativa do prefeito e submete ao plenário a doação de cinco terrenos do Município à Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab-CT), para fins de regularização fundiária. Localizados no Cajuru, os lotes somam 3.245 m2 e os órgãos municipais consultados não se opuseram à operação.

De Serginho do Posto (PSDB), consta na pauta a proposta de utilidade pública municipal à Associação de Pais, Mestres e Funcionários (APMF) do Colégio Estadual Professora Maria Balbina Costa Dias. O estabelecimento de ensino fica no bairro Tarumã.

A outra iniciativa é de Toninho da Farmácia (PDT), que indica para a Cidadania Honorária de Curitiba o frei João Daniel Lovato. Natural de Rio Branco do Sul (PR), ele é membro da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos. Atualmente é reitor do Santuário São Leopoldo Mandic e também diretor da Creche Frei Miguel e da Associação Beneficente Cultural e Assistencial São Leopoldo.

Requerimentos e indicações
Além das duas moções de apoio que devem retomar, pela terceira sessão consecutiva, o debate sobre o orçamento das universidades e institutos federais, a próxima segunda parte da ordem do dia traz outras proposições. São exemplos as indicações de sugestão à Prefeitura de Curitiba para que a Linha Turismo opere gratuitamente, no dia 29 de cada mês, e para a diminuição do valor das diárias pagas ao prefeito, vice, secretários e servidores em viagens oficiais.

Com informações da Câmara Municipal de Curitiba

Câmara de Ponta Grossa vota redução no número de vereadores

Um projeto de lei que tramita na Câmara Municipal de Ponta Grossa, nos Campos Gerais, pretende reduzir o número de vereadores daquele município. A proposta deve ser analisada, em primeira discussão, na tarde desta segunda-feira (29).

A proposição altera uma Lei Orgânica de agosto de 2018. Atualmente, a cidade conta com 23 vereadores, que é o número máximo permitido para municípios entre 300 e 450 mil habitantes. Ponta Grossa tem 348 mil moradores, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  Se o projeto for aprovado, o número de cadeiras no legislativo será reduzido para 19.

A proposta está em regime diferenciado. Ela teve parecer pela admissibilidade em uma Comissão Especial. Se aprovada em primeiro turno, existe um prazo de dez dias para o projeto ser debatido em segunda votação.

Em plenário, o projeto precisa de dois terços dos votos, ou seja, 16 vereadores precisam ser favoráveis. Caso passe pela casa de leis ponta-grossense, a diminuição das vagas passará a valer a partir de 2021.

Lei Rouanet deverá ter teto de R$ 1 milhão por projeto, diz Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que o governo prepara um pacote de alterações na Lei federal de Incentivo à Cultura (8.313/91), a chamada Lei Rouanet, para incluir o estabelecimento de um teto máximo de R$ 1 milhão por projeto. As alterações devem ser publicadas por meio de Instrução Normativa do Ministério da Cidadania nos próximos dias. Segundo o presidente, atualmente os projetos podem captar até R$ 60 milhões, valor que ele considera exorbitante.

“O teto era até R$ 60 milhões. Artistas recebiam ou poderiam receber até R$ 60 milhões. Passamos esse limite para R$ 1 milhão, acho que ele tá alto ainda, mas diminuímos 60 vezes o valor desse teto. Então, mais gente, mais artistas poderão ser beneficiados da Lei Rounaet”, afirmou durante transmissão ao vivo em sua página oficial no Facebook, acompanhado por uma tradutora de Libras.

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O orçamento anual da Lei Rouanet é de cerca de R$ 1 bilhão por ano. Ela funciona como mecanismo de abate de impostos. As empresas que patrocinam projetos culturais podem deduzir até 4% do imposto de renda. A escolha dos projetos a serem apoiados cabe aos próprios patrocinadores e não ao governo.

O presidente defendeu o novo valor para o teto de captação de projetos via Lei Rounet e estima que será ampliado o número de artistas contemplados. “Com R$ 1 milhão, com todo respeito, dá pra fazer muita coisa, em especial alavancar esses artistas da terra, raiz, para que eles tenham uma carreira promissora no futuro”, acrescentou.

O presidente também fez duras críticas à própria Lei, que ele chamou de “desgraça”, e atribuiu os problemas dela aos critérios que vinham sendo praticados em governos anteriores. “Começou muito bem intencionada, depois virou aquela festa que todo mundo sabe, cooptando classes artísticas, pessoas famosas, para apoiar o governo”, disse.

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Liberdade de expressão

No início da transmissão, o presidente defendeu o trabalho da imprensa e chegou a mencionar a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que revogou a determinação para retirar do ar uma reportagem sobre o presidente da Corte, ministro Dias Toffoli, do site O Antagonista e da revista Crusoé.

A medida foi tomada após críticas de membros da Corte, da Procuradoria-geral da República (PGR), de parlamentares e de entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A matéria em questão trata de uma citação feita pelo empresário Marcelo Odebrecht, um dos delatores da Operação Lava Jato, a um codinome usado em troca uma de e-mails com um ex-diretor da empreiteira.

“A imprensa funcionando, mesmo com alguns percalços, é importante para que seja mantida a chama da democracia”, disse Bolsonaro. O presidente transmitiu a live no Facebook diretamente da Base Naval do Exército em Guarujá, interior de São Paulo, onde ele deve permanecer durante o feriado e o fim de semana. Pela manhã, na capital paulista, ele participou de solenidade em comemoração dos 371 anos do Exército Brasileiro, no Quartel-General do Ibirapuera.

Passaporte diplomático

Bolsonaro também comentou sobre a recente decisão do governo de conceder passaporte diplomático de líderes religiosos. O caso ganhou repercussão por causa renovação do passaporte diplomático do bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus e empresário do setor de comunicações, e de sua esposa, Ester Eunice Rangel Bezerra. O documento de ambos foi renovado por mais três anos na última segunda-feira, numa autorização expedida pelo ministro Ernesto Araújo (Relações Exteriores), mas, no dia seguinte, a concessão foi anulada pelo juiz federal Vigdor Teitel, da 11ª Vara Federal do Rio de Janeiro.

Para o presidente, a anulação da renovação deverá ser derrubada na Justiça. Bolsonaro defendeu o passaporte diplomático concedido ao líder religioso, explicando que outros governos já haviam feito o mesmo.

“Foi concedido, inicialmente, o passaporte [diplomático] para ele no governo Lula lá atrás, foi renovado no governo Lula de novo, e depois no [governo] Dilma e daí, expirando o prazo no meu governo, nós autorizamos a renovação e será mantida, no que depender de mim, para ele e sua esposa, e ponto final. Eu entendo que está enquadrado nas normas do Itamaraty as exceções e a exceção é muito bem-vinda nesse caso”, disse.

Ainda segundo o presidente, líderes religiosos de outras três igrejas evangélicas (Igreja Internacional da Graça de Deus, Assembleia de Deus e Igreja Mundial do Poder de Deus), além de representantes da Igreja Católica, também tiveram ou terão os passaportes diplomáticos renovados em seu governo.

Projeto de avicultura conquista o primeiro lugar no PER 2018

Os três vencedores do Programa Empreendedor Rural (PER) 2018 foram revelados no Encontro de Encontro Estadual de Empreendedores e Líderes Rurais, no dia 14 de dezembro, na Expotrade Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Promovido pelo Sistema FAEP/SENAR-PR, em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-PR) e a Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paraná (Fetaep), o programa incentiva o empreendedorismo rural e oferece suporte ao desenvolvimento de projetos de negócios para as propriedades.

O projeto vencedor tem autoria dos irmãos André e Adriano Facin, do município de Céu Azul, na região Oeste do Paraná. Intitulado “Melhoria nos custos de produção da atividade de frango de corte”, o objetivo é investir na produção avícola da propriedade, melhorando a produtividade e ampliando a renda familiar. Além da instalação de um novo aviário com capacidade de produção de 120 mil aves por ano, o projeto prevê a utilização de cavacos de madeira para a queima, para obtenção de energia de forma sustentável. A ideia é utilizar recursos renováveis, de baixo custo e risco ambiental.

Com a implantação desse projeto, o propósito é manter a família atuando nas atividades rurais da propriedade e aumentar o retorno econômico, garantindo a sucessão familiar nos negócios.

“Não espera, mas foi uma grata surpresa. Estamos muito feliz, pois foi um trabalho árduo e muito bacana”, ressalta Adriano.

A segunda colocação ficou com outra dupla de irmãos, Criz Renê Zanovello e Roni Clei Zanovello, de Guarapuava, na região Centro-Sul. O projeto “Desenvolvimento de um sistema integrado de produção agropecuária aplicado ao Sítio Zanovello” pretende diversificar as atividades agropecuárias da propriedade e profissionalizar os serviços realizados. Uma das propostas é a introdução de um sistema integrado de produção, fazendo a recuperação das áreas degradadas e otimizando as áreas improdutivas.

Os irmãos Zanovello planejam investir nos pontos fortes da propriedade, melhorando as atividades já desenvolvidas, como soja, milho e pecuária, e implantando novas culturas, como feijão, alho e erva-mate.

“Estamos muito felizes. É o reconhecimento de um ano inteiro de trabalho. Agora é comemorar e continuar trabalhando”, disse Roni.

Por fim, o projeto “Produzir batata-doce irrigada – Realizando um sonho em família” de Aline Almeida Borges, de Rondon, no Noroeste, ficou com o terceiro lugar na premiação. O intuito do projeto é estruturar a produção de batata-doce, aumentando a produtividade e melhorando a qualidade por meio de técnicas de irrigação. Uma das grandes vantagens do trabalho é a falta de concorrência na produção de batata-doce na região.

“Esse prêmio fecha com chave de outo o trabalho desenvolvido no Programa Empreendedor Rural”, afirmou Aline.

Como prêmio, os primeiros colocados irão realizar uma viagem técnica internacional em 2019, com a finalidade de conhecer a realidade produtiva de outros países. Na edição 2018, a banca do PER avaliou 89 projetos.