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Morte de bailarina mobiliza atos contra o feminicídio em pelo menos 5 estados

O assassinato da bailarina Maria Glória Poltronieri Borges, conhecida como Magó, mobiliza uma série de atos nacionais contra o feminicídio. Os protestos acontecem sete dias após a morte da jovem, que foi encontrada próxima a uma cachoeira de Mandaguari, na região de Maringá, no norte do Paraná. Estão marcados atos em pelo menos cinco estados.

A maior parte das ações aconteceu neste sábado (1º), às 16h. Em Maringá, familiares e amigos de Magó convocaram os manifestantes para se reunir na Praça Renato Celidônio, em frente à prefeitura. Na capital do Paraná, Curitiba, o Ato de Repúdio ao Feminicídio aconteceu em frente ao Teatro Guaíra, na Praça Santos Andrade.

Também neste sábado (1º), apoiadores da causa realizaram atos de repúdio ao feminicídio em Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. Na capital catarinense, a concentração foi na Praça XV de Novembro. Em Campo Grande, o protesto foi na Praça Ary Coelho.

A capital paulista também vai realizar um Ato de Repúdio ao Feminicídio motivado pela morte da bailarina Maria Glória Poltronieri Borges. Em São Paulo (SP), o protesto acontece no próximo sábado, dia 8 de fevereiro, às 16h. Os grupos se concentrarão na Praça do Ciclista.

Também no próximo sábado (8), a cidade de Itaparica (BA) realiza um Ato de Repúdio ao Feminicídio. Os apoiadores da causa se reunirão às 15h, na Associação Cultural de Capuêra Angola Paraguassu. No mesmo dia, em Campo Mourão (PR), às 14h, a concentração será em frente ao Edifício Arantes.

FEMINICÍDIO: LAUDO INDICA QUE BAILARINA FOI ESTRANGULADA

O corpo da bailarina Maria Glória Poltronieri Borges, de 25 anos, foi encontrado no último domingo (26) a cerca de 10 metros de uma trilha que dá acesso à cachoeira de Mandaguari, em uma região próxima a Maringá, no norte do Paraná.

Um laudo do IML (Instituto Médico-Legal) entregue à Polícia Civil indica que Magó foi estrangulada. Além disso, foram encontrados hematomas e escoriações, o que indica que a bailarina lutou contra o agressor ou contra o grupo de agressores.

De acordo com a polícia, os indícios apontam, também, para violência sexual. No entanto, o delegado que comanda as investigações não disse se o laudo do IML confirma essa hipótese.

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Manifestantes bloquearam trecho da Estrada da Ribeira em Bocaiúva do Sul

Cerca de 100 pessoas bloquearam um trecho do Km 90 da Estrada da Ribeira, no município de Bocaiúva do Sul, região metropolitana de Curitiba, na noite deste domingo (5). Os manifestantes exigiam a presença de veículos de imprensa no local para encerrar o protesto.

Uma barricada com pneus incendiados impediram a circulação de veículos no trecho. Segundo a PRF (Polícia Rodoviária Federal), os manifestantes protestaram pela morte de um homem por policiais militares na noite deste sábado (4).

O protesto aconteceu em meio ao velório do indivíduo, com o Cemitério Municipal de Bocaiúva do Sul ficando às margens da Estrada da Ribeira.

Os agentes da PRF negociam com os manifestantes a liberação da via, mas até o momento, não há qualquer previsão para a liberação do tráfego.

Sobre a denúncia dos manifestantes, a PMPR (Polícia Militar do Paraná) emitiu a seguinte nota:

Toda a situação que resulte em morte de um cidadão em alguma ação envolvendo a Polícia Militar é aberto um procedimento para apurar as circunstâncias do fato. A Polícia Militar não procura o resultado de morte em nenhuma de suas ações. Caso o cidadão queira fazer uma formalização de denúncia contra qualquer policial, em qualquer situação de confronto, deve procurar a corregedoria da Polícia Militar, outros canais oficiais do Governo ou algum outro batalhão da corporação.

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Reforma da Previdência: na Ópera de Arame, deputados aprovam mudanças nas aposentadorias

Foi aprovada em primeiro e segundo turnos a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que institui mudanças nas aposentadorias dos servidores públicos do estado. A reforma da Previdência é um projeto do governo do Paraná que alinha as regras estaduais àquelas estabelecidas pela reforma da Previdência do governo federal. Conturbada, a votação aconteceu na Ópera de Arame porque a Assembleia Legislativa do Paraná amanheceu ocupada por servidores contrários aos projetos.

A PEC, assim como outros dois projetos de lei que também alteram as regras da aposentadoria do funcionalismo público do Paraná agora vão para sanção do governador Ratinho Junior (PSD). A PEC, por se tratar de uma alteração no texto constitucional, será promulgada pela própria Assembleia Legislativa, sem interferência do Executivo.

PEC DA PREVIDÊNCIA APROVADA EM 1º TURNO

VOTARAM A FAVOR: 43

  • Adriano José
  • Alexandre Amaro
  • Alexandre Curi
  • Artagão Junior
  • Cobra Repórter
  • Coronel Lee
  • Cristina Silvestri
  • Delegado Fernando
  • Delegado Francischini
  • Delegado Jacovós
  • Delegado Recalcati
  • Do Carmo
  • Douglas Fabrício
  • Dr. Batista
  • Emerson Bacil
  • Evandro Araújo
  • Francisco Burher
  • Galo
  • Gilson de Souza
  • Homero Marchese
  • Hussein Barki
  • Jonas Guimarães
  • Luis Cláurio Romanelli
  • Luis Fernando Guerra
  • Luiz Carlos Martins
  • Mabel Canto
  • Mara Lima
  • Marcel Micheleto
  • Márcio Pacheco
  • Maria Vitória
  • Mauro Moraes
  • Michele Caputo
  • Nelson Justus
  • Nelson Luersen
  • Paulo Litro
  • Plauto Miró
  • Reichembach
  • Ricardo Arruda
  • Rodrigo Estacho
  • Subtenente Everton
  • Tercílio Turini
  • Tiago Amaral
  • Tião Medeiros

VOTARAM CONTRA: 9

  • Requião Filho
  • Anibelli Neto
  • Boca Aberta Jr.
  • Tadeu Veneri
  • Arilson Chiorato
  • Luciana Rafagnin
  • Professor Lemos
  • Goura
  • Soldado Fruet

AUSENTE

  • Gilberto Ribeiro

NÃO VOTA

  • Ademar Traiano – Presidente

A votação do segundo turno e da redação final foi aprovada por 43 votos a favor e apenas um contra. O líder da oposição, deputado Tadeu Veneri (PT), convocou a bancada a se retirar do plenário.

“A minha leitura e a leitura da Oposição é de que essa votação é inconstitucional. Os prazos de tramitação da PEC são muito claros. Acho muito ruim buscar o Poder Judiciário para fazer com que as regras sejam cumpridas”, declarou Veneri ao final da sessão.

ALEP VOTA REFORMA DA PREVIDÊNCIA; APP SINDICATO É CONTRA

Os servidores são contra dois projetos de lei e uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC). Eles foram apresentados pelo Governo do Paraná e alteram as regras da previdência do funcionalismo público estadual. Entre as mudanças previstas está o aumento da contribuição dos servidores de 11% para 14%. Além disso, o estabelecimento de idade mínima de 65 anos para homens e de 62 anos para mulheres se aposentarem.

“É democrático pelo interesse do País. No entanto, a gente tem que ser claro e objetivo: por trás dessa movimentação [App Sindicato] há o cunho ideológico e político. Nós temos que olhar o interesse público. Temos que olhar o interesse de 11 milhões de paranaenses. Além disso, temos que olhar a própria segurança da previdência dos servidores”, ponderou o presidente da Alep, deputado Ademar Traiano (PSDB).

PROTESTOS

Nesta terça-feira (3), servidores ocuparam o prédio da Assembleia Legislativa do Paraná em protesto contra a Reforma da Previdência Estadual. O tumulto começou pouco depois de o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Ademar Traiano (PSDB), iniciar a Sessão Plenária. Nas galerias, 250 pessoas estavam autorizadas a acompanhar os trabalhos, mas o número de manifestantes era bem maior.

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Foto: Francielly Azevedo

Quem ficou fora do prédio, forçou a entrada. A polícia de início recuou e o portão da Assembleia Legislativa foi abaixo. Já dentro do edifício, os servidores tentaram entrar no Plenário, por meio do Comitê de Imprensa. Uma grade de ferro que protegia a porta de vidro foi arrancada.

O Batalhão de Choque da Polícia Militar usou spray de pimenta e cassetetes. Do outro lado, os manifestantes jogaram contra os policiais pedaços de concreto arrancados de um vaso de planta.

De acordo com a APP Sindicato, duas pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas ao hospital. Além disso, quatro servidores que entraram no Plenário foram detidos pela Polícia Militar.

Por fim, diante do cenário, o presidente da Assembleia, Ademar Traiano, encerrou a sessão plenária.

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Dia dos professores será marcado por protestos em Curitiba

O dia dos professores, comemorado nesta terça-feira (15) em todo o Brasil, será marcado por protestos de educadores em Curitiba. As principais reivindicações da classe são o fim da licença-prêmio – benefício que dá aos servidores o direito de se ausentar por três meses seguidos depois de trabalhar por cinco anos -, além do pagamento da data-base e o descongelamento do plano de carreira da categoria.

Às 9h, os professores da rede estadual vão se concentrar em frente do Palácio Iguaçu, no Centro Cívico, sede do governo estadual. “Viemos de um período, nestes últimos três anos, de ataques severos e de retiradas de direitos. A nossa categoria trabalha sob condições estafantes e agora mais esta ameaça. Precisamos nos unir e cobrar respostas urgentes sobre esse tratamento”, disse em nota o presidente da APP-Sindicato, professor Hermes Silva Leão.

Professores da rede municipal protestam no bairro Portão

Já os professores da rede municipal farão um protesto na Escola Adventista do Portão, às 18h, na Rua Frei Gaspar Madre de Deus, número 707, no bairro Portão. No local ocorre um evento promovido pela prefeitura de Curitiba para celebrar o dia do professor.

Os educadores protestam pela falta de profissionais, pagamento da data-base e descongelamento do plano de carreira da categoria, segundo o Sismmac (Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba), que organiza a ação em parceria com o Sismuc (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba).

Caminhoneiros fazem protesto às margens da BR-116 no PR

Um grupo de aproximadamente dez caminhoneiros faz um protesto, nesta quarta-feira (4), em um pátio de um posto de combustíveis às margens da BR-116, em Quatros Barras, na Região Metropolitana de Curitiba. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a manifestação acontece no km 67 da pista sentido São Paulo.

Os caminhoneiros protestam contra o piso mínimo de pagamento pelo frete, que está sendo analisado no Supremo Tribunal Federal (STF). A categoria vem negociando uma nova tabela com o governo após a anterior, que foi considerada com valores baixos pela categoria, ter sido suspensa em julho. O julgamento aconteceria nesta quarta-feira, mas o STF suspendeu a sessão e ainda não tem previsão para uma nova data.

Outro ponto é a expansão da ferramenta que regulamenta o pagamento do valor do frete referente à prestação dos serviços de transporte rodoviário de cargas para todos (CIOT – Código Identificador da Operação de Transportes).

A manifestação ocorre um ano e três meses depois da greve que parou o país. Segundo a PRF, até a publicação desta reportagem, não havia nenhuma interdição de rodovia federal provocada por manifestantes no Paraná.

 

Indígenas voltam a protestar na BR-373, no Paraná

Um grupo de 150 indígenas bloqueou parcialmente trechos da BR-373 nas regiões de Chopinzinho e Mangueirinha, na região Sudoeste pela terceira vez em menos de uma semana.

Kaingangs e guaranis reivindicam alterações no regime de contratação de profissionais da saúde que atendem a população indígena.

Eles também pedem a mudança da gestão da Secretaria Especial de Saúde Indígena, do Ministério da Saúde.

O protesto começou por volta das 8h da manhã e encerrou perto das 5h da tarde. Em Chopinzinho a manifestação ficou concentrada no km 460.

Em Mangueirinha o protesto foi no Km 440. Durante as manifestações, o trânsito foi liberado por vinte minutos a cada duas horas.

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Em greve, servidores estaduais fazem protesto na Secretaria da Educação nesta sexta

Os servidores estaduais em greve realizam um protesto nesta sexta-feira (05), a partir das 7h30, em frente à sede da Secretaria de Estado da Educação (SEED), em Curitiba. Os trabalhadores cruzam os braços desde 25 de junho pela data-base deste ano. Além disso, eles denunciam uma defasagem salarial de 17%, resultado de quatro anos de vencimentos congelados.

O governador Ratinho Junior propôs um reajuste de 0,5% para 2019, mas a oferta foi prontamente recusada pelos servidores. A pauta conjunta do funcionalismo – que reúne servidores da Educação, Segurança, Saúde, Agricultura e Abastecimento – pede ao menos a recomposição da inflação dos últimos 12 meses, calculadas em 4,94% pelo índice IPCA.

O protesto desta sexta-feira (05) tem o objetivo de pressionar o governo a apresentar uma proposta que atenda às principais reivindicações das categorias. Além disso, os servidores acusam o governo de estar perseguindo trabalhadores em greve.

“São diversas ameaças de demissão, perda de aulas extraordinárias atribuídas a professores e pressão nos diretores de escola para registrar como falta a participação dos servidores na greve”, diz a APP-Sindicato, que representa os trabalhadores em Educação, por meio de nota.

O protesto foi convocado não só para Curitiba, mas também para as cidades do interior. Assim, as manifestações devem se concentrar nos Núcleos Regionais de Educação.

Proposta do governo não agradou, por isso a greve continua

O governador Ratinho Junior fez uma proposta aos servidores públicos estaduais nesta quarta-feira (04), mas ela não foi bem recebida. O Palácio Iguaçu ofereceu um reajuste total de 5,09%, parcelado em quatro anos:

  • 0,5% a partir de outubro de 2019
  • 1,5% a partir de março de 2020
  • 1,5% a partir de janeiro de 2021
  • 1,5% a partir de janeiro de 2022

Além do parcelamento, os dois últimos reajustes (2021 e 2022) estão condicionados a um crescimento mínimo da receita líquida de 6,5% e 7%, respectivamente.

“Essa é a proposta que o estado pode fazer para garantir o pagamento e os reajustes. Fora disto nós vamos colocar em risco a saúde financeira do estado, algo que eu não vou deixar acontecer”, enfatizou Ratinho Junior.

O governador também anunciou a intenção em contratar quase seis mil novos servidores. Apesar disso, parte deles entraria para substituir os trabalhadores do regime PSS (Processo Seletivo Simplificado). Os novos servidores seriam contratados via concurso público.

Debaixo de chuva, manifestantes fazem caminhada de 2h contra cortes na educação em Curitiba

O frio e a chuva que caia em Curitiba, na noite desta quarta-feira (15), não espantaram os milhares de manifestantes que foram as ruas protestar contra os cortes da educação anunciados pelo Governo Federal. De acordo com o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal do Paraná (UFPR), cerca de 3 mil pessoas, a maioria estudantes, participaram de uma caminhada que teve quase 2h de duração.

A concentração começou por volta das 18h, na Praça Santos Andrade, no Centro, em frente ao prédio história da UFPR. Dali, os participantes seguiram em caminhada pelas ruas da região central.

Segundo a Polícia Militar do Paraná (PM), não foram registradas ocorrências no trajeto. Perto das 21h, o público foi dispersado.

Motoristas de aplicativo fazem protesto e tarifas ficam mais caras em Curitiba

 

Motoristas dos aplicativos Uber e 99 fizeram protestos ao longo de todo o dia em Curitiba. Eles pedem melhores condições de trabalho e que os lucros sejam maiores para os motoristas. Por causa dos protestos e pela menor quantidade de carros operando nas ruas, muitas pessoas tiveram dificuldade para poder usar o transporte de aplicativo na cidade e quando conseguiram usar, a tarifa estava dinâmica, ou seja, mais cara.

Por causa do protesto a cabeleireira, Stefany Gomes, teve problemas para conseguir usar os aplicativos de transporte. Ela tinha dificuldade para encontrar carros disponíveis e o valor estava custando 4 vezes mais caro que o normal. “Sempre eu pago de 15 a 20 reais. Fui pegar hoje de manhã e tava super alto o valor, aí eu não chamei. O preço estava muito alto. O mesmo trajeto que eu costumo pagar até 20 reais,  estava dando 80 reais”, contou.

O protesto é realizado em várias cidades do Brasil. Protestos também foram realizados nos Estados Unidos e Europa. Os motoristas pedem aumento no valor das tarifas para os passageiros e redução da taxa cobrada pelos aplicativos, valor que varia de 25 a 40% das corridas. Eles também pedem que o motorista saiba qual o destino final do passageiro antes de aceitar a corrida e que haja locais regulamentos para eles estacionarem.

Segundo o motorista de aplicativo, Ricardo Spada, o aumento de custos como o do combustível fez com que o lucro dos motoristas caísse muito.  “A gente trabalha pra conseguir juntar algum dinheiro necessário pra nossa família viver, de 12 a 16 horas pra ver alguma diferença. Essa é uma das reivindicações e também tem a questão da segurança”, falou.

Por meio de nota a 99 alegou que a remuneração dos motoristas é feita a partir de duas variáveis: tempo e distância percorrida, além de uma tarifa mínima.

Segundo a empresa os ganhos do condutor são calculados de forma independente ao valor pago pelo passageiro e que a empresa tem o compromisso de trabalhar para aumentar a renda dos condutores. A Uber ainda não se manifestou sobre os protestos.

Ministro do Meio Ambiente transfere evento após protestos em Curitiba

O Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, transferiu seu pronunciamento sobre o lançamento do Programa Lixão Zero – que visa acabar com os lixões no Brasil – após uma série de protestos em Curitiba na manhã desta terça-feira (30).

Ele estava em um evento, feito em parceria com o governo do estado do Paraná e prefeitura de Curitiba, que tinha como objetivo trazer para a população em geral informações detalhadas sobre a reciclagem e a logística reversa de produtos. Sua fala estava prevista para acontecer às 11 horas com coletiva de imprensa em seguida, mas foi transferida para o Palácio Iguaçu, sede do Governo do Paraná e deve ocorrer nas próximas horas.

O protesto ocorreu devido as inúmeras polêmicas envolvendo o corte de recursos e o sufocamento de órgãos da pasta destinados à proteção do meio ambiente. Os manifestantes gritavam “Fora!” e ergueram cartazes de “O Brasil não está à venda” e em uma versão em inglês “Salles, Brazil is not for sale”.

Na última semana, o ministro do Meio Ambiente cortou 24% do orçamento anual previsto para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Com R$ 89,9 milhões a menos, o corte deve atingir inclusive o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), responsável por fiscalizar unidades de conversação florestal no Brasil.


Também estava previsto que Salles assinasse acordos e portarias da Pasta, entre eles o Acordo de Cooperação Técnica entre Ministério do Meio Ambiente e a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (ABRELPE), visando à elaboração do Plano Nacional de Resíduos Sólidos – Planares e ações para o aprimoramento da gestão de resíduos sólidos no país; a Portaria Interministerial que disciplina a recuperação energética de resíduos sólidos urbanos; e a Portaria Ministerial que aprova o Programa Nacional Lixão Zero com entrega da Agenda Nacional de Qualidade Ambiental Urbana durante o lançamento do programa.

Também somaram ao protesto o movimento de catadores de materiais recicláveis que questionam um projeto da Prefeitura de Curitiba que planeja incinerar os rejeitos recicláveis. A administração municipal pretende reduzir o uso dos aterros sanitários com a queima do lixo não reutilizável, transformando-o em energia para a indústria cimenteira instalada na cidade. Ontem, representantes de 20 cooperativas de catadores de Curitiba estiveram reunidos na Assembléia Legislativa do Paraná (Alep) com deputados para discutir a proibição da incineração do lixo no Estado. Eles temem que materiais recicláveis acabem queimados neste sistema e prejudique a renda das famílias.

“Nós somos catadores de materiais recicláveis e a Prefeitura, junto da Votorantim, está fazendo um projeto para incinerar os rejeitos. Mas nós entendemos que o rejeito é um problema da logistíca reversa e o município está tirando a obrigação da logistíca, porque vai lucrar com isso. A gente é totalmente contra. Hoje vai queimar o rejeito e amanhã vai querer queimar tudo”, diz uma das organizadoras do protesto, Lia de Oliveira Santos, da Cooperativa Catamar e do Instituto Lixo e Cidadania.

Evento é realizado no Palácio Iguaçu

A cerimônia de lançamento acabou sendo realizada no Palácio Iguaçu, com a presença do ministro, do governador Ratinho Junior e do prefeito Rafael Greca.

Na cerimônia também foi assinado o Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre o Ministério do Meio Ambiente e a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), para a elaboração do Plano Nacional de Resíduos Sólidos (Planares).

Participaram do lançamento o secretário de Estado de Desenvolvimento Sustentável e Turismo, Márcio Nunes, e a deputada federal Aline Sleutjes.

Foto: Luiz Costa/SMCS