prisão da lava jato

Detentos da prisão da Lava Jato tentam rebelião e deixam dois agentes feridos

O Complexo Médico Penal (CMP), conhecido por abrigar os detentos da Lava Jato, teve um episódio inusitado nesta sexta-feira (16). Segundo o Depen-PR (Departamento Penitenciário do Paraná), os presos da 3.ª galeria fizeram um agente penitenciário como refém em uma tentativa de rebelião. O presídio fica localizado em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.

No entanto, o tumulto acabou sendo resolvido em minutos. A unidade prisional já está em situação normal, mas dois agentes penitenciários acabaram feridos. Um deles chegou a ter escoriações (cortes na pele) leves e encaminhado ao atendimento médico. Já o outro também foi atendido, só não se sabe qual a gravidade e o ferimento.

Para fechar, o Depen ainda declarou que a galeria que aconteceu o episódio não está superlotada, ou seja, está dentro da capacidade. Além disso, é uma galeria diferente dos políticos presos da Lava Jato. Figuras como o ex-ministro José Dirceu, Paulo Preto, João Vaccari Neto e Léo Pinheiro ainda estão no CMP.

Eduardo Cunha, Sérgio Cabral e Marcelo Odebrecht são outras figuras que já estiveram na prisão do Paraná.

REBELIÃO

Durante a manhã, o Conselho da Comunidade de Curitiba, organismo ligado à Justiça e que atua de maneira independente na fiscalização da situação prisional no Estado, chegou a informar que o CMP estava sofrendo uma rebelião e que haveriam feridos. O Conselho teria sido informado por denúncias dos familiares dos presos.

Procurada pela reportagem, a Secretaria de Segurança Publica desmentiu a revolta dos presidiários.

COMPLEXO MÉDICO PENAL

O CMP é um estabelecimento penal de regime fechado, destinado aos presos do sexo masculino e feminino, em cumprimento de medida de segurança e/ou que necessitam de tratamento psiquiátrico e ambulatorial. O antigo Manicômio Judiciário foi inaugurado em 31 de janeiro de 1969, mudando sua designação para Complexo Médico Penal do Paraná em 21 de dezembro de 1993. Atualmente tem capacidade para abrigar 659 internos.

rebelião no pará altamira mortos decapitados foto reprodução

Rebelião no Pará deixa mais de 50 mortos; 16 foram decapitados

A Secretaria de Segurança do Pará confirmou que subiu para 57 o número de presos que foram mortos durante uma rebelião no Centro de Recuperação Regional de Altamira, no Pará, na manhã de hoje (29). De acordo com o órgão, 16 detentos foram decapitados e o restante morreu por asfixia.

O governo local também decidiu que 10 dos 16 líderes identificados serão transferidos para presídios federais. Mais 46 detentos serão transferidos para outras prisões no estado.

Atendimento psicológico e médico também foram disponibilizados aos familiares dos presos, que permaneceram durante todos o dia na entrada do presídio em busca da confirmação dos nomes dos mortos. A Polícia Militar permanece dentro da unidade prisional para evitar novos conflitos.

A rebelião começou por volta das 7h, quando um grupo de presos da facção Comando Classe A (CCA) invadiu a ala dos integrantes do Comando Vermelho (CV), facção rival, e colocou fogo em uma das celas.

De acordo com a Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará (Susipe), o conflito foi um acerto de contas e não um protesto contra as condições do sistema prisional. Dois agentes penitenciários foram mantidos reféns, mas foram liberados ao final da rebelião, que foi contida por volta das 12h.

Mais cedo, o Ministério da Justiça e Segurança Pública ofereceu ao governo do Pará 10 vagas em presídios federais para transferir os líderes da rebelião. Em nota à imprensa, o ministro Sérgio Moro lamentou as mortes na rebelião e determinou que a Força Nacional fique de prontidão para atuar se for necessário. Moro também quer a intensificação do trabalho de inteligência policial.

Carros são incendiados e agente é mantido refém em rebelião no interior do PR

Um agente penitenciário foi mantido refém por quase 12h durante uma rebelião na cadeia pública de Ibaiti, no norte pioneiro do Paraná. O motim teve início por volta das 17h de sábado (22) e terminou perto das 5h de domingo (23). Segundo a Polícia Militar, o agente não ficou ferido .

Os presos arrombaram uma das portas da galeria e renderam o agente penitenciário. Após isso, eles quebraram cadeados de galerias e vandalizaram o setor administrativo da cadeia. Submetralhadoras e espingardas, que estavam em um cofre, foram danificadas pelos detentos.

Conforme a PM, três carros que estavam do lado de fora da delegacia foram incendiados. Os veículos ficaram destruídos com o fogo.

Segundo o balanço da polícia, onze presos conseguiram escapar da cadeia durante a rebelião. Três deles foram recapturados. As equipes seguem em busca dos demais.

No momento em que o motim começou, 83 presos estavam no local, projetado para abrigar 30 pessoas.

Preso morre durante motim na delegacia de SJP

Um preso morreu baleado, na noite desta terça-feira (14), na Delegacia de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, após os detentos fazerem uma rebelião.

Segundo a Polícia Civil, os presos teriam pedido medicamentos, porque, supostamente, um detento passava mal no local. Quando o investigador de plantão foi levar os remédios, ele foi rendido, passou a ser espancado e ameaçado de morte.

Diante da situação, outro policial civil plantonista deu ordem para que cessassem as agressões, entretanto não foi atendido e o servidor continuou sendo espancado pelos detentos. Em razão disso, ele efetuou um disparo de arma de fogo na porta de ferro da carceragem, porém os detentos continuaram o espancamento. Devido ao real risco de morte do servidor rendido, o investigador desferiu outro disparo contra os agressores, que atingiu um preso.

O detento baleado, de 25 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu antes da chegada do socorro médico.

O corpo do rapaz foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML).

Cinco detentos que tentaram contra a vida do policial civil foram autuados em flagrante por tentativa de homicídio. Um inquérito policial foi instaurado para apurar os fatos.

 

Detentos liberam reféns e encerram rebelião

Depois de 29 horas, os presos da 7ª. galeria da Penitenciária Estadual de Maringá, no noroeste do Paraná aceitaram liberar o agente penitenciário feito refém na rebelião da galeria. Os outros dois presos que também eram feitos reféns foram liberados e a rebelião encerrada.

A liberação ocorreu por volta de 15h40 desta sexta-feira (5), de acordo com o Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen). Segundo a Secretaria de Segurança Pública os presos foram conduzidos para o pátio de sol para uma revista.

O servidor passa agora pelo primeiro atendimento médico. O sindicato afirmou que segue acompanhando a situação e vai dar todo o suporte jurídico necessário ao agente. Não há informações sobre feridos.

A rebelião começou após uma tentativa de fuga frustada.

Equipes do Serviço de Operações Especiais e do Batalhão de Choque da Polícia Militar acompanham a situação. Não há relatos sobre feridos.

A penitenciária em Maringá tem capacidade para 360 presos, mas abriga 455 detentos.

Negociações são retomadas em rebelião em Maringá. 3 pessoas são mantidas reféns

Foram retomadas na manhã desta sexta-feira (05) as negociações na Penitenciária Estadual de Maringá, na região noroeste do Paraná.

Ao longo desta quinta (04), um agente penitenciário e dois presos foram mantidos reféns na carceragem, mas não há detalhes sobre a motivação do grupo.

Equipes do Serviço de Operações Especiais e do Batalhão de Choque da Polícia Militar acompanham a situação. Não há relatos sobre feridos.

A penitenciária em Maringá tem capacidade para 360 presos, mas abriga 455 detentos.

Chega ao fim a rebelião na cadeia de Ibaiti com fuga de 28 presos

Chegou ao fim a rebelião em uma cadeia de Ibaiti, no norte pioneiro do Paraná, que durou mais de 12 horas.

A rebelião teve início na noite desta terça-feira (14) e chegou ao fim às 9h desta quarta-feira (15). Segundo a Polícia Civil, os presos informaram que haviam dois reféns, mas apenas um agente penitenciário foi liberado e rebelião encerrada. Ele teve ferimentos leves e foi encaminhado ao hospital.

Por causa dos danos provocados pelos presos, 33 detentos serão transferidos para uma unidade prisional em Cornélio Procópio – os demais permanecerão em Ibaiti. De acordo com a contagem dos presos, 28 detentos fugiram. Equipes de segurança fazem buscas na região para encontrar os fugitivos.

De acordo com a polícia, dois presos foram recapturados na cidade de Ventania.

Uma viatura da polícia foi incendiada e outra foi danificada. A cadeia tem capacidade para 30 internos, mas abrigava 161 detentos.

A rebelião

Duas pessoas foram feitas reféns durante a rebelião. A porta da delegacia foi atingida por um “coquetel molotov” e provocou um incêndio na entrada da cadeia. Um carcereiro e um detento foram rendidos pelos presos rebelados.

Veja na íntegra a nota da polícia: 

A Direção da Polícia Civil do Paraná informa que 28 presos conseguiram fugir após uma rebelião na cadeia de Ibaiti. Eles estão sendo procurados pelas forças de segurança do Estado. No momento do motim havia 161 detentos custodiados.

Por causa dos danos provocados pelos presos, 33 detentos serão transferidos para uma unidade prisional em Cornélio Procópio – os demais permanecerão em Ibaiti.

A rebelião acabou por volta de 9h depois da negociação feita pelos policiais militares, que são especializados em situações de motim. Um agente de cadeia que estava sendo feito refém foi liberado. Ele sofreu ferimentos leves e foi encaminhado, por precaução, para um hospital. Inicialmente a informação era que havia dois reféns, mas somente o agente de cadeia estava com os detentos.

Policiais civis e militares entraram na carceragem para avaliar os estragos e fazer a contagem dos presos.

Duas pessoas são mantidas reféns em rebelião no interior do Paraná. Pelo menos 20 presos fugiram

Duas pessoas foram feitas reféns em uma rebelião na cadeia de Ibaiti, no norte pioneiro do Paraná. O motim começou na noite desta terça-feira (14), por volta das 21 horas. De acordo com a Polícia Militar, nesta manhã de quarta-feira (15) o motim ainda acontece no local.

Segundo testemunhas, a porta da delegacia teria sido atingida por um coquetel “molotov”, que provocou um incêndio na entrada da cadeia. Os presos conseguiram ir até o pátio externo e renderam um carcereiro e um outro detento.

Pelo menos 20 presos conseguiram fugir. O número pode ser ainda maior, já que, de acordo com a polícia, só é possível fazer a contagem após o término do motim.

Uma viatura também foi incendiada.

Em nota, a Polícia Civil informa que não há informações sobre feridos. Policiais civis e militares da região e de Curitiba, especializados em negociação, e um helicóptero do GOA foram deslocados para Ibaiti — assim como o delegado Valmir Soccio, que chefia a Divisão Policial do Interior (DPI).

Ainda, segundo a polícia, todas as forças de segurança estão empenhadas para acabar com a rebelião e recapturar os presos.

As reivindicações dos presos ainda não foram divulgadas.

A delegacia de Ibaiti está superlotada. Tem capacidade para abrigar apenas 30 pessoas, mas antes da fuga estava com 160 presos.

Sindicato dos Agentes Penitenciários reivindica medidas de segurança após rebelião

Com o fim da rebelião na Casa de Custódia de Curitiba, o Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen), divulgou detalhes de como iniciou o motim na unidade prisional e as medidas necessárias para que ocorrências como esta possam ser evitadas.

De acordo com o presidente do Sindarspen Ricardo Miranda, no fim da tarde de domingo (1), a unidade que abriga 640 presos e tem capacidade para 400, estava com um quadro de 10 agentes penitenciários quando seriam necessários 40. Miranda conta que a rebelião começou após a verificação por parte dos agentes de que alguns presos não haviam retornado as celas.

“Durante o procedimento de contagem dos presos, alguns se esconderam no banheiro. Quando os agentes entraram esses presos fizeram reféns, bateram e fizeram tortura psicológica durante quase três dias de rebelião. Tivemos danos estruturais porque portas, câmeras e motores foram arrebentados”, afirmou.

Segundo Miranda uma reunião será realizada na próxima segunda-feira (9), para que as medidas solicitadas pelo sindicato possam ser apresentadas aos representantes do DEPEN. Entre as medidas necessárias para a segurança dos agentes, Miranda cita a instalação de bloqueadores de celulares e a extinção do uso de contêineres para alocar novos presos nas penitenciárias.

“O sindicato vai continuar cobrando a contratação de mais agentes penitenciários, não tem como fazer a segurança nos presídios sem o efetivo necessário. Estamos buscando automação das penitenciárias e a capacitação dos agentes. Na Casa de Custódia vamos nos reunir com as três equipes na segunda-feira para definir um protocolo de segurança para aquela penitenciária. Estamos contatando o governo para que suspenda a colocação de contêineres”, afirmou.

Dos cinco agentes penitenciários que foram feitos reféns, um ainda se encontra hospitalizado. Este agente havia realizado uma cirurgia recentemente e durante a rebelião sofreu uma queda, o que causou problemas na cirurgia. Os demais, segundo Ricardo Miranda, estão abalados psicologicamente.

Os presos que participaram da rebelião foram identificados e autuados pelos crimes de tortura, cárcere privado e danos ao patrimônio. Com a autuação, os presos perdem direito a progressão de pena e devem permanecer presos por mais tempo.

De acordo com dados apresentados pela diretoria do Sindarpen, atualmente o sistema penitenciário do Paraná possui 20.000 presos sob a custódia do Estado e 3.100 agentes penitenciários concursados. Ainda segundo estudo do sindicato nos últimos cinco anos o universo carcerário aumentou em 5.000 presos, e nenhum novo agente foi contratado, nem novas unidades prisionais foram construídas.

Sobre as reivindicações do Sindarspen, o Departamento Penitenciário do Paraná respondeu em nota “que contratou 520 agentes penitenciários por meio de concurso público, desde 2013. Além disso, outros 1.201 agentes de cadeia foram chamados por meio de Processo Seletivo Simplificado (PSS). Quanto a instalação dos shelters, trata-se de uma solução temporária para abrir mais vagas no sistema prisional do Estado uma vez que tem se intensificado o trabalho das polícias Militar e Civil resultando em mais prisões e na conseqüente redução dos índices criminais em todo  Paraná. Paralelo aos shelters, o governo tem trabalhado na construção e ampliação de 14 obras que vão resultar na abertura de quase 7 mil vagas.”

Presos libertam último refém e encerram rebelião na Casa de Custódia

Os detentos da Casa de Custódia de Curitiba, que estavam rebelados deste domingo (1º), libertaram, nesta manhã (5), o último agente penitenciário feito refém durante a rebelião que durou quatro dias.

Segundo informações do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen), os presos que participaram da rebelião serão  indiciados por cárcere privado, tortura, e destruição do patrimônio. Entre os cerca de 600 presos da Casa de Custódia de Curitiba, 172 estão participaram da rebelião.

Com mais de 80 horas de duração, este é considerado o motim mais longo dos últimos dez anos no Paraná.

Durante a manhã, policiais do Batalhão de Operações Policiais (Bope), unidade de elite da Polícia Militar, e agentes penitenciários entraram na unidade para fazer uma vistoria geral. Os detentos foram concentrados no pátio para permitir a contagem dos presos e uma revista. Uma equipe do Departamento Penitenciário do Paraná (Depen-PR) também ingressou na Casa de Custódia para fazer uma análise inicial dos danos provocados pelos detentos.

Rebelião

No domingo, cinco agentes penitenciários foram feitos reféns. Um deles foi libertado no mesmo dia e outros três nesta quarta-feira (4). Segundo o capitão Marcos Roberto, o último refém ficou como “garantia” durante as negociações. Ele foi encaminhado para atendimento médico.

Entre as demandas dos detentos estavam a transferência de presos para outros locais e a volta de cinco presos transferidos anteriormente para outras unidades, que estariam sendo ameaçados por facções criminosas. Sobre a reivindicações, o capitão informa que foi acordada a volta dos cinco internos. “A principal reivindicação deles será atendida, no tempo oportuno. Uma das exigências era que trouxessem esses internos agora, o que é inviável. Temos que, primeiro, restabelecer a ordem. Posteriormente, estes presos devem ser encaminhados”.

Já o Depen-PR informa que a principal reivindicação dos presos era evitar, por questões de segurança, que membros de facções rivais permanecessem em um mesmo presídio.

“O Depen do Paraná já havia feito um mapeamento da localização de custódia de presos das principais facções que atuam dentro do presídio. Tanto é que o Estado do Paraná, diferente de outros estados, não registrou mortes provocadas por confronto entre facções. No entanto, já estava em andamento a remoção de presos de uma facção que estavam em celas especiais – chamadas seguro – das unidades em que predominantemente custodia detentos de facção rival. A intenção da direção do Depen é evitar qualquer conflito entre detentos”, informa o departamento.

Vídeos e armas

Durante a rebelião, presos compartilharam vídeos feitos dentro da Casa de Custódia de Curitiba, onde os rebelados apareciam portando armas brancas e ameaçando os reféns. Sobre os celulares que ingressaram na Casa de Custódia de Curitiba, o Depen informou que vai abrir um procedimento interno para apurar a entrada dos aparelhos na unidade penitenciária.

“Diariamente, agentes penitenciários realizam vistorias que resultam na apreensão de telefones celulares e drogas em todas as penitenciárias do Estado do Paraná”, diz o órgão.

Sobre as armas, o capitão Marcos Roberto afiram que o armamento é improvisado. “Eles fazem com qualquer tipo de material. Eles tiram material das paredes para fazer o ‘estoque’. A entrada é bastante difícil na unidade. Provavelmente, eles tinham alguns [armamentos] e foram providenciando outros no transcorrer, com o material de dentro da própria galeria”, disse.