A construção da Refinaria da Petrobrás em Araucária

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Contato com José Wille

 

 

 

Incêndio de grandes proporções atinge refinaria de Manguinhos, no Rio

Um incêndio de grandes proporções atingiu a refinaria de Manguinhos, na zona norte do Rio de Janeiro, na tarde desta segunda-feira (17).

De acordo com informações do Centro de Operações da Prefeitura do Rio, o incêndio teve início por volta das 14h (horário de Brasília).

Os bombeiros divulgaram às 15h38 que as chamas já tinham sido controladas e que apenas uma pessoa precisou de atendimento por ter inalado fumaça. Não há relatos de outros feridos.
Segundo a refinaria, um caminhão que estava estacionado na área de descarga pegou fogo -as chamas se espalharam pelo pátio rapidamente.

Em nota, a refinaria afirmou ainda que “apura o real motivo do incêndio”. “A empresa está focada agora em controlar o incêndio e preservar a vida dos colaboradores que trabalham no local.”
O controle das chamas demandou uma megaoperação com o trabalho de dez quartéis dos bombeiros do Rio. O fogo destruiu pelo menos nove caminhões-tanque estacionados no pátio da refinaria.

As labaredas também geraram uma grande coluna de fumaça preta que pode ser vista de várias partes da capital fluminense na tarde desta segunda.

Um motorista de aplicativo de celular relatou à reportagem ter observado a coluna de fumaça na Ilha do Governador, bairro da zona norte que fica a 12 quilômetros do local do incêndio.

O incêndio causou interdições no trânsito na região da refinaria. A pista lateral da avenida Brasil, na altura da linha amarela (sentido centro), foi interditada para a passagem de veículos.
A empresa também informou que abrirá uma sindicância para apurar as causas do incêndio.

REFINARIA DE MANGUINHOS

Desapropriada em 2012, a refinaria de Manguinhos reabriu em 2014 com a anulação do decreto de desapropriação no STF (Supremo Tribunal Federal).À época, o governo Sérgio Cabral embasou a desapropriação em uma dívida de R$ 406 milhões da refinaria, por não recolher impostos sobre as vendas de combustíveis.

Inaugurada em 1954, Manguinhos é hoje controlada pelo grupo empresarial do advogado Ricardo Magro. Foi investigada em 2013 por sonegação fiscal. O caso foi arquivado.

Apesar do nome, a refinaria não refina petróleo desde 2012. Ela atua apenas na última etapa da produção da gasolina. O termo técnico seria formular gasolina, já que a empresa compra nafta, que já é um derivado de petróleo, e faz o estágio final do beneficiamento do produto.

A empresa opera atualmente sob o nome de Renit e neste ano patrocinou o clube de futebol Vasco da Gama, além de ter pago inserções de merchandising na novel A Força do Querer, da TV Globo.

Emperrada, venda de refinarias da Petrobras ficará para Bolsonaro

A direção da Petrobras admitiu nesta terça (6) que dificilmente conseguirá concluir em 2018 negociações para a venda de participações em refinarias e nos gasodutos do Nordeste, empurrando para o governo Jair Bolsonaro a decisão sobre os principais processos de seu plano de venda de ativos.

As tratativas estão suspensas desde o início de julho, em respeito a liminar do ministro Supremo Ricardo Lewandowski, que condicionou a venda de controle de estatais à aprovação do Congresso.
A Petrobras diz que ainda tenta derrubar a liminar, mas já reconhece que chegará ao fim do ano sem assinar contratos relativos às operações. Sem elas, espera arrecadar apenas um terço dos US$ 21 bilhões (R$ 79 bilhões, ao câmbio atual) projetados pelo seu plano de desinvestimentos para o biênio 2018/2019.

Ainda não está claro o posicionamento de Bolsonaro sobre o tema. O presidente eleito e sua equipe já falaram em privatizar refinarias e infraestruturas de gás, mas não detalharam como seria feito. Procurados, consultores da área energética da equipe de transição não se manifestaram.

A negociação da malha de gasodutos do Nordeste está mais adiantada: em maio, a Petrobras deu exclusividade à francesa Engie para formular uma proposta por 90% do ativo.

No caso das refinarias, a estatal iniciou em abril processo para vender 60% de dois polos de refino, cada um com duas refinarias, dutos e terminais de armazenagem de petróleo e derivados. O processo ainda não havia passado para a fase de negociações bilaterais quando foi suspenso.

A expectativa do mercado é que Bolsonaro reveja o modelo de venda, com a oferta de fatias maiores ou até de refinarias inteiras, sob o argumento de incentivar a competição no mercado de combustíveis.

Desde o início de 2017, a estatal fechou contratos de vendas de ativos no valor de US$ 5 bilhões (R$ 19 bilhões), incluindo campos de petróleo no Brasil e no exterior, petroquímicas e a produtora de etanol e cana São Martinho.

A empresa espera fechar mais US$ 2,5 bilhões (R$ 9,5 bilhões) até o fim do ano -estão em negociação campos de petróleo no Brasil e a refinaria de Pasadena, nos EUA. Os recursos vêm sendo usados pela estatal para reduzir o seu endividamento.

Protesto começa a prejudicar fornecimento de combustíveis

Com os acessos bloqueados por manifestantes desde a semana passada, a refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), da Petrobras, em Araucária, na Grande Curitiba, suspendeu o fornecimento de combustíveis e o abastecimento de postos em parte de municípios do Paraná começa a ficar prejudicado.

Segundo o Sindicato dos Distribuidores de Combustíveis (Sindicom), o bloqueio começou na sexta-feira (8). A ação é um ato de caminhoneiros e outros motoristas que protestam contra as altas consecutivas nos preços de combustíveis, além das taxas como o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que varia de 20% a 40% conforme o Estado. A manifestação afeta ao menos seis Estados, como Goiás, Rio de Janeiro, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul.

O primeiro ato com bloqueio no Paraná foi registrado na quinta-feira (7). A partir de sexta, o ato prometia o desabastecimento. Nesta segunda-feira (11) motoristas já reclamam que não encontram combustíveis em postos de Curitiba.

O contador Hamilton Ronbaldi passou por um dos primeiros postos a sofrer desabastecimento de gasolina comum, aditivada e até etanol. “Aqui no Posto Pinheirinho, na Linha Verde, fui abastecer e já não tinha gasolina adjetivada, muito menos comum. Somente álcool e também estava acabando. Perguntei para o frentista e eles estão sem gasolina desde sábado”, contou à rádio BandNews FM Curitiba.

Renato Junior de Camargo contou que foi até um posto de combustível e soube do protesto após relato de um frentista. “Estava na bomba para abastecer e ouvi ele comentar com o outro que não conseguiria tirar a folga na quarta-feira porque não tinha gasolina. Aí perguntei e ele falou que a distribuidora não estão liberando. Ele falou que em alguns postos que ele sabe já estava em falta a gasolina”, relata.

Caminhoneiros em protesto em Araucária. Foto: colaboração
Caminhoneiros em protesto em Araucária. Foto: colaboração

A manifestação não tem uma instituição representativa definida. Os motoristas teriam se organizado por meio de aplicativos e grupos na internet.

Em nota, o Sindicom, que representa as empresas distribuidoras, afirmou que está atuando em conjunto com a Agência Nacional do Petróleo (ANP) para que seja garantida a normalidade do abastecimento. Em resposta ao protesto, a Petrobras disse que o petróleo tem os preços atrelados ao mercado internacional, que as cotações variam diariamente e que apenas 29% do preço final é de responsabilidade da estatal.

Veja a nota do Sindicom na íntegra:

“O Sindicom, com apoio da ANP, segue atuando junto aos estados para que que seja garantida a normalidade do abastecimento em diversas localidades do País. As manifestações nas portas das bases e terminais continuam interrompendo a distribuição de combustível, prejudicando o sistema de abastecimento desde a zero hora da última sexta-feira, 08/12.

Araucária

O Pool de Araucária está bloqueado, e levando-se em conta a importância da base para o Paraná e estados vizinhos, o abastecimento destas localidades está comprometido.

Ofícios estão sendo enviados, reforçando os que já foram remetidos na última semana, às Secretarias de Segurança Pública de PR/SP/PE/RS, solicitando às forças de segurança o desbloqueio do acesso às bases.

Bases em Paulínia (SP), Esteio (RS) e (PB), bem como o acesso ao Porto de Suape, em Pernambuco, que sofrem impactos de manifestações, no momento estão liberados.

Estão sendo observados, no País, focos de desabastecimento, e serviços essenciais, como polícia, hospitais, transporte urbano rodoviário e aeroportos podem ser afetados caso a operação de distribuição não seja normalizada.”