Copa do Mundo - Refugiados - Migrante - Curitiba

Curitiba irá receber Copa do Mundo dos Refugiados em setembro

Nos dias 28 e 29 de setembro, Curitiba irá receber a Copa do Mundo dos Refugiados. A competição ocorre desde 2014 no Brasil e tem o objetivo de integrar socialmente migrantes e refugiados que buscaram em terras brasileiras uma oportunidade para reconstruir suas vidas.

A Copa do Mundo dos Refugiados é promovida pela ONG África do Coração, com apoio da Secretaria de Estado da Justiça, Família e Trabalho, da Acnur (Agência da Organização das Nações Unidas para Refugiados) e OIM (Organização Internacional para as Migrações).

Farão parte do torneio equipes formadas por imigrantes e refugiados da Argentina, Bolívia, Colômbia, Congo, Haiti, Nigéria, Peru e Venezuela. A seleção campeã terá o direito de participar da final da competição, que será realizada no Rio de Janeiro, em novembro.

As fases preliminares da competição serão realizadas no dia 28 (sábado), no CED (Centro de Educação Física e Desporto) da UFPR (Universidade Federal do Paraná). As disputas de terceiro e quarto lugar, além da final vão ter como palco o Estádio do Pinhão, em São José dos Pinhais, no dia 29 (domingo).

“O Governo do Paraná é parceiro no combate ao racismo e à xenofobia. E esta Copa é uma excelente oportunidade de integração e de congraçamento para essas pessoas que escolheram Curitiba para viver”, disse o secretário da Justiça, Família e Trabalho, Ney Leprevost.

A etapa conta ainda com apoio e da Superintendência de Esporte do Paraná, Caritas Regional, UFPR, OAB-PR (Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Paraná), FPF (Federação Paranaense de Futebol) e da Prefeitura de São José dos Pinhais.

ISAE abre inscrições para programa de capacitação de refugiados

Estão abertas as inscrições para o Programa de Desenvolvimento e Aprimoramento para Imigrantes e Refugiados, promovido pelo ISAE – Escola de Negócios. O programa, que faz parte do Uaná Refugiados, tem o objetivo de oferecer diversas capacitações a respeito de temas variados para imigrantes e refugiados.

Entre os dias 20 de setembro e 18 de outubro, o Uaná Refugiados oferece o programa dividido em cinco dias e que visa, por meio do compartilhamento de conhecimentos e informações, oferecer melhores oportunidades aos imigrantes e refugiados. São eles: Liderança e Desenvolvimento Pessoal, Carreira e Mercado de Trabalho, Currículos Eficientes, Empreendedorismo e o Skills Day.

No Skills Day, que será realizado no dia 18 de outubro, os refugiados terão a oportunidade de desenvolver diversas habilidades, participando de palestras sobre Finanças Pessoais e Informações Bancárias; Etiqueta Profissional; Português para Estrangeiros; Direitos Trabalhistas e Relações de Gênero; Comunicação Interpessoal; e Inteligência Emocional. Ao final do dia um evento de Confraternização marca o encerramento do programa.

As atividades do programa serão realizadas na sede do ISAE – Escola de Negócios, que fica na Avenida Visconde de Guarapuava (nº 2943). Mais informações no site no site ou pelo telefone (41) 3388-7817.

Acnur cria site para refugiados que buscam emprego no Brasil

Por Agência Brasil

O sírio Abdulbaset Jarour, 27 anos, tem experiência em administração de empresas e fala três idiomas: árabe, inglês e português. A moçambicana Lara Lopes, 33 anos, é da área de tecnologia da informação (TI) e fala inglês. Em comum, além da boa qualificação profissional, os dois estão refugiados no Brasil e enfrentam dificuldades para conseguir uma colocação no mercado de trabalho equivalente à formação educacional.

A campanha Talentos Invisíveis, da Agência das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) e do Programa de Apoio para a Recolocação do Refugiado (Parr), busca dar visibilidade a essas trajetórias para que eles sejam reconhecidos por suas potencialidades e valores ao disputar uma vaga.

A campanha conta com vídeos, fotos e currículos que reforçam as qualificações de pessoas como Lara e Abdul. No site Talentos Invisíveis estão disponíveis os materiais de divulgação e há canais de contato para empregadores. Para ter acesso aos currículos, é necessário ser cadastrado no LinkedIn. Os dez participantes da campanha foram escolhidos por uma curadoria, mas outros cadastros podem ser acessados no programa de recrutamento Parr.

Enquanto Abdul, após três anos no Brasil, continua desempregado, Lara – no país desde 2013 – somente conseguiu uma colocação na área de TI há dois meses. “Quando cheguei aqui, eu consegui [trabalhar] como camareira, eu fiquei um ano. Quando você chega, o que quer é trabalhar. Quer se inserir”, apontou a moçambicana, que também já atuou em telemarketing e agora é estagiária de uma empresa de tecnologia. “Voltei para a faculdade há um ano. Aqui [no Brasil] não aceitaram o meu diploma”, acrescentou. O Brasil, em 2016, registrava 9.552 refugiados reconhecidos pelo governo federal.

Miguel Pachioni, assistente de informação pública da Acnur, acredita que faltam informações por parte dos contratantes sobre a condição de refugiado, o que resulta na construção de estigmas. “A gente não enxerga apenas uma pessoa que necessita de segurança, proteção, mas também de uma vida digna. Isso faz com que ela tenha que ter ao seu alcance a possibilidade de exercer e de contribuir para a sociedade que passa a integrar”, apontou. Para ele, o trabalho é uma forma digna de reconhecimento da capacidade cultural e intelectual dos refugiados.

Além das dificuldades já conhecidas para se inserir no mercado de trabalho, Abdul traz a marca da guerra no corpo, pois foi atingido por uma bomba quando atuava no Exército, o que deixou sua perna esquerda com sequelas. “Eu tenho a minha experiência, não sou orgulhoso, mas quero trabalhar com a minha cabeça, não com o meu corpo. Estou machucado”, relatou. A falta de emprego, no entanto, não é motivo para que ele fique parado. Atualmente, Abdul coordena voluntariamente, ao lado de outros estrangeiros, a organização não governamental África do Coração, e também dá palestras.

Paraná recebeu 455 refugiados em 2016

Do Metro Curitiba 

O governo do Paraná divulgou, com base em dados da Polícia Federal, que 455 pessoas pediram refúgio no Estado em 2016.

Ontem foi celebrado o Dia Mundial do Refugiado, mas as comemorações em Curitiba ocorrem nesta quarta-feira (21). A maioria dos imigrantes que chegam ao Paraná, segundo a Seju (Secretaria de Justiça), vêm do Líbano, Haiti, Síria, Palestina, Índia, Iraque, Jordânia, Cuba, Egito, Paquistão, Turquia, e Venezuela.

A maioria destes países passa hoje por guerras ou graves turbulências sociais.

O governo inaugurou, no ano passado, o Centro de Informação para Migrantes, Refugiados e Apátridas, um escritório no centro de Curitiba que dá aos estrangeiros informações sobre como acessar as políticas públicas.

Hoje, a partir das 9h30, o local (R. Des. Westphalen, 15; no 13º andar), receberá a assinatura de um “protocolo de intenções”, por parte de vários órgãos oficiais, para assegurar os direitos dos refugiados. “Esse documento é uma maneira de colocar em prática as garantias legais a quem chega ao Estado, como questões de visto, trabalho e educação”, afirma Artagão Júnior, Secretário da Justiça, Trabalho e Direitos Humanos.

65,6 milhões de pessoas foram forçadas a se deslocar em 2016

Por Agência Brasil

Considerado o maior levantamento sobre deslocamentos no mundo, o relatório do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) revela que em 2016 cerca de 65,6 milhões de pessoas foram forçadas a se deslocar em todo o mundo. O número é o maior já registrado. As informações, divulgadas hoje (19) no novo relatório Acnur Tendências Globais, mostram que os dados superam os números registrados em 2015, com aumento de mais de 300 mil pessoas.

De acordo com o relatório, do total forçado a se deslocar, 10,3 milhões de pessoas são novas e cerca de dois terços (6,9 milhões) delas se deslocaram dentro de seus próprios países. As crianças representam a metade do número total dos refugiados de todo o mundo. Conflitos políticos, guerras e perseguições são as principais causas dos deslocamentos.

Segundo o relatório, também aumentou o número de refugiados, alcançando a marca de 22,5 milhões de pessoas. Desse total, 17,2 milhões estão sob a responsabilidade do Acnur, e o restante é formado por refugiados palestinos. O conflito na Síria mantém o país como o local de origem do maior número de refugiados (5,5 milhões).

Segundo o Acnur, se não for levada em conta a situação de refugiados palestinos, os afegãos continuam sendo a segunda maior população de refugiados (4,7 milhões) no mundo, seguidos pelos iraquianos (4,2 milhões).

O Sudão do Sul também aparece em destaque nos números de 2016, onde “a desastrosa ruptura dos esforços de paz contribuiu para o êxodo de 739,9 mil pessoas entre julho e dezembro. No total, já são 1,87 milhão de refugiados originários do Sudão do Sul”.

No fim do ano passado, a organização registrou que 40,3 milhões de pessoas foram forçadas a se deslocar dentro de seus próprios países. A Síria, o Iraque e “o ainda expressivo deslocamento dentro da Colômbia foram as situações de maior movimento interno. Esse tipo de deslocamento representa quase dois terços dos deslocamentos forçados em todo o mundo”, acrescenta a organização.

O relatório diz ainda que, em 2016, 2,8 milhões de pessoas pediram formalmente refúgio em outros países. Para o Acnur, os números indicam a necessidade de consolidar mecanismos de proteção para essas pessoas e de suporte para países e comunidades que apoiam refugiados e outras pessoas deslocadas.

“O retorno de refugiados e deslocados internos para as suas casas, em conjunto com outras soluções como reassentamento em outros países, significou melhores condições de vidas para muitas pessoas no ano passado. No total, cerca de 37 países aceitaram 189.300 refugiados para reassentamento. Cerca de meio milhão de refugiados tiveram a oportunidade de voltar para seus países, e aproximadamente 6,5 milhões de deslocados internos regressaram para suas regiões de origem – embora muitos deles em circunstâncias abaixo do ideal e com um futuro incerto”, afirma a organização.

Mostra de filmes dá voz a refugiados em Curitiba

Com Metro Jornal Curitiba

Começa nesta quinta-feira a mostra “Olhares sobre o Refúgio”, evento que acontece durante 4 dias exibindo ao público produções cinematográficas que trazem os dramas vividos pelos refugiados. Promovido pela Agência da ONU para Refugiados, o evento faz parte das comemorações do Dia Mundial do Refugiado, celebrado em 20 de junho.

Exibida em 5 capitais brasileiras, a mostra promove, além da exibição de 4 documentários, debates, seminários, exposições e oficinas.

Em entrevista ao Metro Jornal, o oficial de Informação Pública da Agência da ONU Luiz Fernando Godinho contou que o critério de escolha dos filmes foi buscar um olhar internacional sobre o tema. “É extremamente importante compreender e falar dos refugiados no sentido de que cada vez mais é preciso informar a sociedade sobre isso e mostrar, de uma maneira lúdica, quem são essas pessoas e por que elas são forçadas a deixar o seu país. É uma decisão muito difícil ir para outro lugar e tentar reconstruir a sua vida em uma situação totalmente nova, e os filmes dão diferentes olhares a essa situação, a fim de criar uma consciência sobre isso nas pessoas”.

A mostra, que vai exibir documentários e histórias fictícias, pretende provocar no público a discussão sobre os motivos que forçam pessoas refugiadas a deixarem para trás as suas vidas e o seu país.

Após Curitiba, primeira cidade do país a receber a mostra internacional de cinema, o evento segue para o Rio de Janeiro, Porto Alegre, Brasília e São Paulo. As sessões serão exibidas na Cinemateca de hoje a domingo sempre às 19h, e a entrada é gratuita.

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Ministro diz que Brasil prepara plano para receber refugiados da Venezuela

Sumaia Villela – Correspondente da Agência Brasil

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse na segunda-feira (15) que o Brasil está se preparando para receber oficialmente refugiados venezuelanos que fogem da violenta crise política, descontrole da inflação e escassez de alimentos no país vizinho. O conflito se agravou neste ano com enfrentamentos entre manifestantes pró e contra o governo e forças policiais, que já deixaram mais de 30 mortos e 700 feridos. Jungmann deu a informação durante entrevista na qual anunciou a criação do Plano de Revitalização do Parque Histórico Nacional dos Guararapes, no município de Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco.

Questionado sobre o que o governo brasileiro planeja diante da entrada cada vez maior de venezuelanos no país, em especial em Roraima, Jungmann informou que está sendo elaborado um “plano de contingência”, para o caso de agravamento do conflito entre governo e oposição na Venezuela. O governo de Roraima calcula já ter recebido cerca de 30 mil pessoas vindas da Venezuela e, em dezembro do ano passado, já havia decretado Situação de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional nos municípios de Pacaraima e Boa Vista, por causa do fluxo migratório.

“Eu estive na Colômbia, agora vou me encontrar com os peruanos em Tabatinga [Amazonas]. A avaliação corrente é que não está se vendo uma saída conciliada. Então, o Brasil está se preparando para receber refugiados. Inclusive vai receber nesta semana a Acnur, órgão da ONU para refugiados”, disse o ministro. Acnur é o Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas para Refugiados,

Jungmann não quis entrar em detalhes sobre o plano, porque o planejamento é sigiloso, mas ressaltou que a iniciativa “tem tanto a ver com refugiados quanto com os brasileiros e também com a integridade e segurança dos brasileiros que estão na Venezuela”.

Tropas norte-americanas

O ministro da Defesa também comentou a informação, publicada pela BBC Brasil, de que tropas dos Estados Unidos (EUA) teriam sido convidadas pelo governo brasileiro para participar de um exercício militar na tríplice fronteira amazônica entre Brasil, Peru e Colômbia, em novembro deste ano. Jungmann negou que tropas dos EUA venham ao Brasil e disse os militares norte-americanos foram convidados apenas como observadores da chamada Operação América Unida.

“Não tem nenhuma ação militar dos EUA no Brasil. Isso é um equívoco e uma mentira. O que acontece é que vai se fazer um exercício com outros países da América do Sul e virão observadores dos Estados Unidos, da Índia, da Rússia, de tudo quanto é lugar. Não tem tropa americana aqui, não tem Exército americano, nem vai ter”, afirmou.

Refugiados apresentam músicas sírias no Festival de Teatro de Curitiba

O grupo musical Alma Síria, composto por refugiados de Alepo, se apresenta na Mostra Teatro de Segunda, evento do Fringe, do Festival de Curitiba 2017, no próximo domingo (9).

O trio é integrado por imigrantes sírios vindos de Alepo, a maior cidade a Síria, onde houve confrontos militares de várias facções contrárias ao regime do país e as forças leais ao presidente Bashar AL-Assad. Com um saldo de aproximadamente 100 mil pessoas mortas em combate, segundo a ONU.

Os artistas vão apresentar músicas árabes tradicionais, instrumentais e cantadas em árabe e aramaico. O trio está no Brasil há 3 anos e traz como missão transmitir a cultura e música tradicional da Síria.

A Mostra Teatro de Segunda é um encontro semanal de pesquisa artística do Fringe, dentro do Festival de Curitiba, cujo objetivo é o compartilhamento de experiências e trabalhos de dramaturgia, música, dança e gastronomia, além de leituras de textos, críticas e performances.

Após a apresentação, será realizado um bate-papo com um dos curadores do Festival, Marcio Abreu.

Conheça os artistas

Myria Tokmaji, 26 anos, toca Qanun, um instrumento de cordas do século X, semelhante a uma cítara com uma caixa de ressonância em forma de trapézio. Outro membro do grupo é seu irmão Abed Tokmaji, de 32 anos, no instrumento chamado similar ao alaúde usualmente tocado no Oriente Médio, e Lucia Loxca, esposa de Abed, de 26, a vocalista do trio.

“Nosso objetivo é divulgar a cultura do povo da Síria”, resumiu. Ela chegou ao Brasil em 2013, indicada por um conhecido que já estava em Curitiba há sete meses. Na seqüência 16 pessoas da família chegaram à capital paranaense e se instalaram em uma casa, no bairro Bigorrilho. “Não foi uma escolha nossa vir pro Brasil, foi o único país que nos recebeu legalmente como refugiados, e não temos perspectiva de voltar pra Síria por causa da guerra, que ainda não acabou. Acho que somente os meu pais voltariam”, concluiu Myria.

Convidados para participar da Mostra Teatro de Segunda, o Alma Síria, vai se apresentar às 15 horas nos Encontros do Ap. , espaço alternativo onde acontecessem vários espetáculos do Festival, num apartamento na Rua Treze de Maio 1001 apartamento 01.

Serviço:

Data: Domingo, 09/04 – 15 horas

Local: Encontros do Ap – Rua Treze de Maio, 1001 – Ap 1

Ingressos: R$ 20 inteira e R$ 10 a meia. A bilheteria abre 1 hora antes do evento.

Mais detalhes disponíveis no site da Mostra.

Veja a programação completa da Mostra Teatro de Segunda:

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Em seis anos de guerra, número de refugiados sírios supera os 5 milhões

Da Agência Brasil

O número de pessoas que fugiram da guerra na Síria ultrapassou a marca de cinco milhões, informou em Genebra o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), Filippo Grandi, nesta quinta-feira (30).

O número de refugiados registrados, principalmente na Turquia, Líbano, Jordânia, Iraque e Egito, chega a 5,018 milhões. Cerca de 400 mil pessoas foram mortas até agora durante a guerra, que começou há seis anos na Síria. “Quando o número de mulheres, homens e crianças em fuga de seis anos de guerra na Síria passa da marca de 5 milhões, a comunidade internacional precisa fazer mais para ajudá-los”, diz um comunicado da Acnur.

Filippo Grandi pediu à comunidade internacional mais ajuda aos refugiados, lembrando que um ano após a decisão de criar 500 mil lugares para o reassentamento de refugiados, apenas metade da meta foi cumprida. “Se quisermos atingir os nossos objetivos, precisamos intensificar os nossos esforços em 2017”, disse Grandi.

Na terça-feira (28), o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, pediu à comunidade internacional que reforcem seu apoio aos refugiados sírios e aos países que os abrigam alertando que, caso contrário, a segurança global estará em risco.

Guterres, que foi chefe do Acnur de 2005 a 2015, falou com a imprensa durante uma visita ao campo de Zaatari, localizado ao Norte da Jordânia. O campo é o maior da região e, atualmente, abriga cerca de 80 mil refugiados sírios.

“Vocês podem imaginar o quanto é difícil e triste para mim, depois de trabalhar como Alto Comissário da ONU para Refugiados por dez anos, perceber que ainda hoje o campo de Zaatari tenha tantos refugiados sírios, e que os conflitos continuam acontecendo no país. Isso é terrível” disse Guterres.

EUA vai decidir de forma definitiva se barra imigrantes e refugiados

Atendendo a solicitação do 9º Tribunal de Apelações, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (EUA) encaminhou, na madrugada desta segunda-feira (6), documento detalhando os motivos que levaram o presidente Donald Trump a baixar uma ordem executiva em dia 27 de janeiro. A ordem vetava a entrada, por 90 dias, de cidadãos de sete países de maioria muçulmana – Iraque, Síria, Irã, Líbia, Somália, Sudão e Iêmen – nos Estados Unidos, de refugiados de qualquer origem por 120 dias e refugiados da Síria por tempo indeterminado.

Com base nesse documento e com informações a serem encaminhadas pelo juiz James Robart, que suspendeu a medida de Trump, o 9º Tribunal de Apelações vai se pronunciar de forma definitiva sobre a legalidade da ordem executiva. As autoridades do governo norte-americano esperam que o tribunal revogue a decisão de Robart. Com isso, o Departamento de Justiça espera restabelecer a proibição para a entrada de pessoas que representam potencial perigo de terrorismo.

Existe, porém, a possibilidade de o Tribunal de Apelações considerar inexistentes ou exagerados os argumentos do Executivo sobre o risco de terrorismo. Nesse caso, a corte pode suspender, de forma definitiva, a ordem executiva. Tanto a suspensão da medida de Trump, determinada pelo juiz James Robart na sexta-feira (3), quanto a decisão da própria corte de apelação nesse domingo (5), de manter a suspensão da proibição, foram medidas adotadas de forma provisória.

Ataque terrorista

Com o objetivo de tentar sensibilizar o Tribunal de Apelações, o presidente Donald Trump procurou demonstrar, pelo Twitter, que a responsabilidade de um hipotético ataque terrorista contra os Estados Unidos não é do Executivo. Ele disse aos seguidores no Twitter que a culpa deveria ser atribuída a um juiz federal e ao sistema judiciário americano, caso não seja possível restabelecer a proibição para que pessoas de sete países de maioria muçulmana entrem nos Estados Unidos.

“Apenas não posso acreditar que um juiz colocaria nosso país em tal perigo”, escreveu Trump no Twitter nesse domingo, numa referência ao juiz James Robart. Em outra mensagem, ele disse: “Se algo acontecer, culpá-lo e [também] o sistema judicial. Pessoas entrando. Mau!”.