Pesquisadores - USP - Canabidiol - Alzheimer, maconha

Anvisa aprova venda de remédios à base de maconha em farmácias

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou nesta terça-feira (3) novas regras para registro de produtos à base de Cannabis para uso medicinal no país.

Na prática, a medida permite que empresas obtenham aval para fabricação desse produtos em território nacional e venda desses produtos em farmácias, o que indica a possibilidade de ampliação do uso medicinal da Cannabis no Brasil.

A medida é uma entre duas propostas em análise na agência. Em outra frente, diretores ainda analisam a possibilidade de aval ao cultivo de Cannabis para pesquisa e produção de medicamentos.

A primeira proposta aprovada nesta terça cria uma nova categoria de produtos sujeitos à avaliação da agência: os produtos à base de Cannabis.

Isso já indica um passo extra da agência em relação a esse mercado, ainda que o aval ao cultivo não seja aprovado, já que as novas regras trazem um modelo próprio para registro desses produtos no país.

Com isso, empresas não precisariam submeter os produtos às mesmas regras de medicamentos.

O texto também cita a possibilidade de que empresas importem substratos de Cannabis para fabricação dos produtos. Neste caso, porém, devem importar a matéria-prima semielaborada, e não a planta ou parte dela.

A norma cita requisitos necessários para concessão de autorização sanitária para fabricação e importação desses produtos. Também traz regras para venda, prescrição, monitoramento e fiscalização.

As medidas foram sugeridas pelo diretor Fernando Mendes, que havia pedido vista da proposta apresentada em outubro pelo diretor-presidente da agência, William Dib.

Em seu voto, Mendes propôs a criação de um modelo alternativo de autorização para registro desses produtos.

Para ele, a proposta anteriormente em discussão na agência poderia levar a um abrandamento das regras atuais de registro de medicamentos no país.

“Não tenho conhecimento de que algum país tenha alterado suas regras de registro [de medicamentos] para acomodar produtos à base de Cannabis”, disse. Segundo Mendes, algumas agências têm adotado processo em outras vias que não o de medicamentos, mas ainda com análise criteriosa.

Em seguida, defendeu a possibilidade também de um modelo alternativo, ainda simplificado, mas que enquadre esses produtos em outra categoria, por tempo limitado.

Neste caso, a empresa deve ter informações técnicas sobre o produto, com informações sobre controle de qualidade e avaliação periódica de uso por pacientes. Também deve haver medidas de rastreabilidade.

A proposta mantém o veto à possibilidade de liberação de cosméticos, cigarros e outros produtos à base da planta. Após serem apresentadas por Mendes, as propostas foram aprovadas pelos demais diretores.

Pelo modelo aprovado, empresas interessadas em obter a autorização sanitária devem apresentar autorizações de funcionamento e certificados de boas práticas. Também devem comprovar condições para controle de qualidade dos produtos.

A resolução traz ainda regras para a embalagem desses produtos, que devem conter uma faixa de cor preta e não podem conter os termos medicamento, remédio, fitoterápico, suplemento ou outros.

A venda será restrita à prescrição médica e retenção de receita e só poderá ser feita em farmácias e drogarias. Será vedada a venda em farmácias de manipulação.

Produtos à base de Cannabis com teor superior a 0,2% de THC, um dos derivados da maconha, também devem conter o aviso de que o uso dos produtos “pode causar dependência física e psíquica”.

O texto traz ainda normas para prescrição dos produtos, que devem ganhar diferentes tipos de receita a depender da concentração de THC. Se menor que 0,2%, será de receita tipo B, com necessidade de renovação de receita em 60 dias.

Produtos com concentração superior a 0,2% de THC só podem ser prescritos a pacientes terminais ou que tenham esgotado as alternativas terapêuticas. Neste caso, a receita é do tipo A, mais restrita, semelhante ao padrão aplicado para morfina, por exemplo.

Segundo a Anvisa, a indicação e forma de uso dos produtos caberá ao médico assistente. Pacientes devem assinar termo de consentimento livre e esclarecido.
A medida segue para publicação no Diário Oficial da União. A norma deve ser revisada em até três anos.

MACONHA MEDICINAL

COMO É HOJE 

Lei 11.343, de 2006, proíbe plantio, cultura, colheita e exploração de Cannabis, “ressalvada hipótese de autorização legal” para fins medicinais e científicos, em local e prazo predeterminados e mediante fiscalização
Atualmente, pacientes que fazem tratamento com óleos e extratos à base de canabidiol, substância encontrada na Cannabis e conhecida pelos seus efeitos terapêuticos, precisam de aval da Anvisa para importar os produtos, o que ocorre a custo alto.
Sem a regulamentação, universidades que desejam ter acesso à planta, por exemplo, precisam obter por importação ou doação previamente autorizadas. Empresas que têm autorização para pesquisas também reclamam de entraves e custos altos
Até agora, há apenas um medicamento à base de Cannabis com autorização para venda no Brasil. É o Mevatyl, indicado para tratar espasmos em pacientes com esclerose múltipla, e cujo preço fica acima de R$ 2.000

INDICAÇÃO

Principais doenças apontadas nos pedidos de importação de canabidiol: epilepsia, autismo, dor crônica, doença de Parkinson e neoplasia maligna

O QUE ESTÁ EM DISCUSSÃO

Anvisa discutiu duas propostas de resolução: uma que trata de registro de remédios à base de Cannabis e seu monitoramento e outra com requisitos técnicos e regras para cultivo de Cannabis para pesquisa e produção de medicamentos
O cultivo ainda será analisado.

Fonte: Anvisa

LINHA DO TEMPO

Nov.2013. Após ver informações na internet sobre testes com canabidiol, um dos derivados da maconha, a família da brasileira Anny Fischer, que sofre de uma síndrome rara, decide importar dos Estados Unidos um óleo rico na substância para a criança

Mar.2014. Uma das tentativas de importação falha e o canabidiol é barrado na alfândega. A família conta sua história a um jornalista, que lança o documentário “Ilegal” sobre o caso

Abr.2014. A família de Anny consegue laudo médico da USP de Ribeirão Preto e entra na Justiça para conseguir importar o produto. O pedido é aprovado. Após o caso, Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) passa receber mais pedidos de autorização para importação de produtos à base de canabidiol

10.out.2014. Conselho Regional de Medicina de São Paulo autoriza a prescrição de canabidiol no Estado

11.dez.2014. Conselho Federal de Medicina autoriza médicos a prescreverem o canabidiol, mas somente para crianças com epilepsia e que não tenham tido sucesso em outros tratamentos

15.jan.2015. Anvisa libera uso medicinal de produtos à base de canabidiol, um dos derivados da maconha, retirando-o de uma lista de substâncias proibidas e colocando-o em uma lista de substâncias controladas

Mar.2015. Cresce volume de decisões judiciais que obrigam a União a fornecer o canabidiol a pacientes com diferentes tipos de crises convulsivas, não apenas as epiléticas

23. abr.2015. Anvisa simplifica regras para importação de produtos à base de canabidiol e cria lista de produtos que podem ter facilitado processo de autorização para importar

Ago. e set.2015. STF começa a discutir se é crime portar drogas para uso próprio. Julgamento, no entanto, foi suspenso após pedido de vistas do ministro Teori Zavascki

21.mar.2016. Após determinação judicial, Anvisa publica resolução que autoriza prescrição e importação de medicamentos com THC, um dos princípios ativos da maconha. Antes, essa substância fazia parte da lista daquelas que não poderiam ser objeto de prescrição médica e manipulação de medicamentos no país

22.nov.2016. Anvisa aprova critérios para uso de medicamento à base de maconha e abre espaço para que remédios à base da planta possam obter registro para venda no país

Nov. e dez. 2016. Três famílias, duas do RJ e uma de SP, conseguem habeas corpus que as permitem plantar e extrair óleo de maconha para uso medicinal e próprio; número irá crescer nos anos seguintes

Jan. 2017. 1º medicamento à base de maconha, Mevatyl, composto por THC e canabidiol e indicado para espasticidade, ganha registro na Anvisa para chegar ao mercado brasileiro

2017. Anvisa inicia missões internacionais para países que regulamentam cultivo de Cannabis para pesquisa e produção de medicamentos e começa a planejar medida semelhante no Brasil

2018. Cresce número de pacientes com autorização para importar medicamentos à base de canabidiol

Jun.2019. Anvisa avalia colocar em consulta pública duas propostas de resolução: uma com regras para cultivo de cannabis para pesquisa e produção de medicamentos e outra com regras de registro e pós-registro desses produtos

Fonte: Anvisa

SUS - tuberculose - remédio - dose - crianças

SUS vai ofertar dose única de remédio para tratamento de tuberculose

O Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira (9) mudanças no tratamento de tuberculose em crianças menores de dez anos. As alterações envolvem a oferta dos mesmos remédios hoje disponíveis por meio de uma dose única combinada, em uma espécie de pílula “3 em 1”.

Atualmente, o tratamento é feito por uma associação de três medicamentos em uma primeira fase (rifampicina 75 mg, isoniazida 50 mg e pirazinamida 150 mg) e dois em uma segunda (rifampicina 75 mg e isoniazida 50 mg). Até então, porém, a criança precisava tomar os remédios separadamente, de uma só vez.

Agora, o tratamento passará a ser feito por meio de uma dose fixa combinada dos remédios de cada fase, em modelos “3 em 1” e “2 em 1”. O comprimido também será solúvel em água e terá sabores mais palatáveis, segundo a pasta.

O objetivo é facilitar a administração dos remédios e diminuir possíveis erros de dosagem. Para a coordenadora do Departamento de Vigilância das Doenças de Transmissão Respiratória de Condições Crônicas, Denise Arakaki, o novo modelo também tende a diminuir o sofrimento dos pais e crianças, aumentando a adesão ao tratamento.

A estimativa é que o novo formato esteja disponível no SUS em 2020. A data ainda não está definida. “Mas queremos que esteja disponível até o início do semestre que vem”, afirmou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.
Inicialmente, o tratamento estará disponível para 1.500 crianças, número semelhante ao total de casos novos de tuberculose registrados entre menores de dez anos em 2018.

Representantes do ministério, porém, dizem avaliar que há subnotificação nesses dados. Outro problema é o atraso no diagnóstico, situação que é ainda mais grave em crianças, afirma Mandetta. “Há muita falha de diagnóstico, ou diagnóstico feito em fase tardia”, afirma.

Doença infecciosa que afeta prioritariamente os pulmões, a tuberculose é transmitida por meio da via respiratória, quando partículas expelidas no ar que contenham a bactéria causadora da doença (Mycobacterium tuberculosis ou bacilo de Koch) são inaladas por outra pessoa. Em geral, essa transmissão ocorre por meio do espirro, tosse ou fala. Além dos pulmões, a doença também pode atingir outros órgãos, situação mais frequente em pacientes com HIV ou sistema imunológico comprometido.

Atualmente, o Brasil é um dos 30 países com maior incidência de tuberculose. Só no último ano, somadas todas as faixas etárias, foram 75.717 casos da doença, o equivalente a 36,2 casos a cada 100 mil habitantes. A doença também levou a 4.500 mortes em 2017, ano dos dados mais recentes para esse indicador. “Para uma doença que tem cura, é um número que consideramos inaceitável”, diz Arakaki.

Segundo ela, apesar de responder por cerca de 2% do total de casos, a incidência de tuberculose em crianças tem aumentado nos últimos anos –daí as mudanças para tornar mais fácil o tratamento desse grupo. Em 2015, a incidência da doença em menores de quatro anos era de 5,6 casos a cada 100 mil crianças. Já em 2018, essa proporção passou para 7,2 casos a cada 100 mil crianças.

Entre aqueles de 5 a 14 anos, a incidência passou de 3,9 casos a cada 100 mil para 4,8 a cada 100 mil no mesmo período.

O tratamento adequado é fundamental para interromper a transmissão da doença, prevenível por meio da vacinação. Em geral, cada tratamento dura em média seis meses. Apesar da melhora dos sintomas ainda nas primeiras semanas, a cura só é garantida ao fim do esquema terapêutico e após análise de exames.

Segundo o Ministério da Saúde, estudos feitos pela Conitec, comissão responsável por avaliar a incorporação de medicamentos no SUS, apontaram a mesma eficácia tanto para o tratamento com dose combinada, que passará a ser ofertada no próximo ano, quanto para o modelo atual.

Antes de ser ofertado para crianças, o modelo de dose única já estava disponível para adultos desde 2010, mas com outras formulações e na forma de comprimido. A medida segue recomendação da Organização Mundial de Saúde.
Questionada, a pasta não informou o valor investido para oferta do novo modelo de tratamento. Neste ano, o Brasil assumiu a presidência do Stop TB Partnership, instituição ligada à ONU.

TJ determina que Paraná forneça medicamento com componente de maconha para criança autista

O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ) rejeitou, por unanimidade, um recurso da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e determinou que o Estado do Paraná forneça um medicamento à base de canabidiol, um dos componentes da maconha, para uma criança com autismo.  A decisão se baseou em um relatório médico que atestou a melhora do quadro de saúde da criança após o uso do remédio.

Conforme o atestado médico, o medicamento tranquiliza a criança e as crises convulsivas são mais raras. Segundo o TJ, a recusa ao fornecimento gratuito do medicamento configuraria ato limitador ao direito à saúde e afronta à dignidade da pessoa humana.

BRIGA JUDICIAL

De acordo com o TJ, a mãe da paciente tinha autorização específica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para importar a substância. Devido ao custo do produto, ela solicitou a medicação à Secretaria de Estado da Saúde (SESA), mas teve o pedido negado e, por isso, buscou a Justiça Estadual.

Em agosto de 2018, uma decisão de 1º grau determinou que o Estado fornecesse, por tempo indeterminado, o medicamento “Hemp Oil RSHO – cannabidiol CBD 25%”, ou disponibilizasse à mãe os recursos necessários para a aquisição do produto destinado ao tratamento da filha. O Executivo então recorreu ao TJ para que o pedido fosse negado.

A PGE alegava que a substância não foi incorporada pelo Ministério da Saúde e, portanto, não faz parte do rol de medicamentos disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, o Estado defendia a incompetência absoluta da Justiça Paranaense para apreciar o feito.

Segundo a PGE, o processo deveria ser remetido para a Justiça Federal, determinando que a União fornecesse a medicação pleiteada ou o valor correspondente – a Justiça Estadual havia sequestrado 2.160 dólares do Executivo (valor suficiente para 6 meses de tratamento com a medicação).

*Com informações do TJ-PR*

Anvisa aprova medicamento para prevenção de enxaqueca

A primeira droga especificamente desenhada para a prevenção de enxaqueca foi aprovada nesta segunda (25) pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). O tratamento deve chegar ao mercado com preço alto, ainda não definido. No Brasil, o medicamento recebeu o nome de Pasurta e será comercializado pela Novartis. Nos EUA a droga leva o nome de Aimovig -fabricada pela Amgen e pela Novartis- e foi aprovada pela FDA (Food and Drug Administration) em maio do ano passado.

O tratamento consiste em uma injeção mensal do medicamento erenumabe, que bloqueia uma proteína, a CGRP, que é relacionada às crises de enxaqueca. Não se trata de uma cura para o problema, mas estudos mostram que em metade dos pacientes que recebem a droga há uma redução de 50% nos dias de cefaleia. Segundo Luis Boechat, diretor médico da Novartis Brasil, 175 mil pacientes já fazem uso da droga.

A doença afeta 1 em cada 7 pessoas no mundo, sendo que 2% da população enfrenta enxaquecas crônicas, ou seja, com crises que ocorrem por 15 ou mais dias por mês. Algumas estimativas apontam que ela é a terceira doença mais comum no mundo, além de ser listada no ranking das dez principais causas de incapacidade.

Nos EUA, o medicamento tem um custo anual de cerca de US$ 6.900 por ano (mais de R$ 26 mil pela cotação atual do dólar). Por isso, o tratamento também não deve ser barato no mercado brasileiro.

Após a aprovação da Anvisa, a droga agora espera uma definição de limite de preço por parte da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). A Novartis não fala em possíveis valores. “É uma medicação imunobiológica, de fabricação complexa e manejo complexo, apesar de ser simples de usar. Há de se esperar que venha com um preço diferente de uma medicação sintética”, diz Boechat.

Segundo a farmacêutica, se não houver imprevistos, a droga deve chegar ao mercado entre o final do primeiro semestre e começo do segundo. Segundo Thais Villa, chefe do setor de cefaleia da Unifesp, após a definição de preço será possível ter um detalhamento melhor da indicação. “Só aí poderemos ver o custo-benefício para ser indicado. A indicação provavelmente será para aqueles com enxaquecas mais graves, crônicas e que não responderam aos tratamentos preventivos já conhecidos.”

A Novartis diz que o medicamento pode ser usada por quem tenha quatro ou mais dias de cefaleia por mês. Villa ressalta que, assim como outras medicações para enxaqueca, a droga pode funcionar muito bem -já no primeiro mês de uso-, ter efeito parcial ou até ter um funcionamento abaixo do esperado.

Um dos principais pontos positivos da droga, afirma a especialista da Unifesp, são os reduzidos efeitos adversos.

SUS vai oferecer remédio para tratar doença rara

O Ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira (3) a incorporação do medicamento dicloridato de sapropterina, utilizado no tratamento da fenilcetonúria, ao Sistema Único de Saúde (SUS). O remédio deve estar disponível na rede pública em até 180 dias e será ofertado a mulheres que estejam em período pré-concepcional ou em período gestacional e que tenham feito teste de responsividade positivo ao medicamento.

De acordo com a pasta, o uso do dicloridato de sapropterina para o tratamento da fenilcetonúria é feito de forma complementar à realização de dieta, com restrição de alimentos como carne, ovo, trigo e feijão, além do uso de fórmula metabólica rica em aminoácidos, vitaminas e minerais.

“Para incorporar o medicamento ao SUS, foram realizadas discussões com profissionais da saúde e especialistas que compõem a Comissão Nacional de Incorporação de Novas Tecnologias ao SUS (Conitec)”, informou o ministério, por meio de nota. “Além disso, também foi levado em conta as observações e sugestões da população, sendo a maioria de pacientes e familiares dos portadores da doença.”

A fenilcetonúria tem herança genética e faz com que o indivíduo nasça sem uma importante enzima (fenilalanina-hidroxilase), dificultando o trabalho do organismo na quebra adequada de moléculas de aminoácido presente em proteínas animais e vegetais (fenilalanina-FAL). Os altos níveis desse aminoácido e de substâncias associadas a ele, no corpo, exercem ação tóxica em vários órgãos, especialmente no cérebro.

NÚMEROS

Dados da Sociedade Brasileira de Pediatria revelam que um em cada 12 mil nascidos vivos é diagnosticado com fenilcetonúria. A doença é identificada logo que a criança nasce, por meio do teste do pezinho. O exame identifica outras cinco doenças: hipotireoidismo congênito, doença falciforme e outras hemoglobinopatias, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita e deficiência de biotinidase.

Remédio para pulmão e viagra lideram compras pela internet no Paraná

O Spiriva Respimat, indicado para pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica, foi o remédio mais comercializado pela internet no Paraná, segundo levantamento feito entre o mês passado e este pela plataforma “Consulta Remédios”, com dados de consumo de 3,2 milhões de paranaenses que já compraram medicamentos online neste ano.

Em 2º lugar ficou o dermo sabonete Corpo e Cabeça Johnson’s Baby, e na sequência o Viagra, indicado para disfunção erétil. Entre os 15 mais vendidos, a diferença de preço ultrapassa os 970%. Ou seja, a dica é pesquisa

Remédios não podem ser jogados no lixo comum; aprenda a descartá-los

As embalagens vazias de remédio, como cartelas, potes e bisnagas, não devem ser jogadas no lixo comum, nem serem mandadas para a reciclagem. As sobras de remédios que venceram ou que apenas não serão mais usados também não podem ser descartados no lixo doméstico, na pia ou no vaso sanitário, porque as substâncias presentes neles representam um risco de contaminação para a água e o solo.

O descarte correto não é trabalhoso. As embalagens e os medicamentos devem ser levados até pontos de coleta em farmácias, postos de saúde e alguns supermercados. Para encontrar o mais próximo da sua casa, consulte a plataforma de reciclagem e-cycle. Os resíduos coletados nesses pontos são incinerados, e as cinzas levadas para aterros especiais.

Já as embalagens de remédios que não ficam em contato direto com o medicamento caixas de papelão e bulas podem (e devem) ir para a reciclagem comum.

No caso de medicamentos injetáveis, como a insulina, o descarte é diferente. Seringas e agulhas usadas devem ser guardadas em um pote com paredes rígidas. Quando o recipiente estiver cheio, leve até uma unidade saúde para que ele seja encaminhado para incineração.

Jogar seringas no lixo comum põe em risco a saúde das pessoas que manuseiam os resíduos.

Governo do Paraná altera base de cálculo do ICMS para medicamentos

Com BandNews Curitiba

A base de cálculo para cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre medicamentos foi alterada a partir de um decreto assinado pelo governador Beto Richa (PSDB) nesta terça-feira (20). A medida vale para medicamentos comercializados por fabricantes, distribuidores e varejistas.

Segundo o governo do Paraná, a base de cálculo utilizada considerava uma tabela de preços da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), na qual os valores eram até 12,9% maiores do que os praticados pelo mercado. Agora, com a mudança, a conta vai ser feita com base nos preços divulgados em revistas especializadas.

A mudança tem como objetivo padronizar, em todo o Brasil, o tratamento tributário dessa área.

De acordo com o secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, a medida busca ajustar situações em que as empresas se negavam a pagar o imposto por não concordarem com a tabela adotada para o cálculo. Para o secretário, a alteração significa, na prática, uma redução na base de cálculo, levando a uma diminuição do ICMS cobrado. “A expectativa é que haja uma redução do preço final. Se há uma redução na tabela de 13%, logicamente deve haver redução ao consumidor final”, disse.

“Esta medida dá condições para quem produz medicamentos, trabalha no atacado (distribuidoras) ou no varejo (farmácias) de praticar preços menores do que é previsto na tabela da Anvisa”, disse o secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto.

Porém, para o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Estado do Paraná (Sindifarma), Edenir Zandoná, na prática, nada muda para os clientes. “Para o consumidor vai manter a mesma coisa. Hoje, o preço do medicamento já é controlado. Existe um PMC, que é essa lista de preço máximo ao consumidor, confeccionada por decreto, e não tem uma diferença de preço. O consumidor está sendo defendido pela emissão dessa lista”, afirma.

A alteração foi feita por meio de dois convênios autorizados em dezembro de 2017 pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). Um autoriza o uso de preços publicados nas revistas especializadas no assunto para a base de cálculo e outro valida os procedimentos que as empresas já adotavam ao praticar valores abaixo da tabela da Anvisa.

Com o novo decreto, as revistas especializadas terão de fornecer arquivos mensalmente à Receita Estadual. “Será utilizada a base de cálculos de projeção do ICMS prevista na lista da Associação Brasileira de Comércio Farmacêutico, com os preços de todos os medicamentos fabricados no Brasil. Isso vai padronizar o valor”, explicou Edenir Zandoná, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Estado do Paraná (Sindifarma).

 

Remédio que previne HIV começa a ser oferecido pelo SUS

Por Marcia Wonghon – Agência Brasil

Um medicamento que impede a propagação do vírus HIV na corrente sanguínea, já indicado como terapia antiretroviral nos Estados Unidos e em países da Europa, estará disponível ainda este mês para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) 12 estados.

O comprimido, fabricado por um grupo norte americano, já era indicado para o tratamento de soropositivos como parte do coquetel de aids.

A novidade é que o fármaco poderá ser utilizado agora por quem nunca entrou em contato com o vírus, mas pode estar exposto a ele durante a relação sexual. É o caso, por exemplo, de profissionais do sexo. Mas é bom lembrar que não protege o usuário contra outras infecções transmitidas sexualmente.

Segundo o médico Juan Carlos Raxach, coordenador da área de Promoção da Saúde e Prevenção da Associação Brasiliera Interdiscilpinar de Aids, embora o Truvada, nome comercial do medicamento, tenha demonstrado 99% de eficácia nos testes clínicos, para impedir a replicação do vírus HIV, não veio para substituir a camisinha.

“Está se falando muito que a profilaxia pré-exposição vem para acabar com o uso da camisinha. Chegou para ampliar as possibilidades de se prevenir da infecção do HIV. Então, ele não vai susbstituir a camisinha mas, com certeza, ampliará a possibilidade de prevenção e dará oportunidade àquelas pessoas que não gostam de usar a camisinha, de ter outro método para não se infectar com o vírus.”

A distribuição do remédio pelo SUS vai priorizar 7 mil pessoas com mais de 18 anos, consideradas grupos de risco de contaminação, incluindo profissionais de saúde, homens que se relacionam com homens, transexuais e casais sorodiscordantes – quando um dos parceiros é portador do HIV e o outro não.

Antes do início da terapia, no entanto, é necessário fazer exames, uma vez que o remédio é contraindicado para pessoas com doenças renais e desgaste nos ossos.

Ente as primeiras capitais a receber o medicamento estão Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Manaus e São Paulo.

PRF estoura fábrica clandestina de medicamentos no PR

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu mais de 7,8 mil medicamentos irregulares dentro de um imóvel em Maringá, no Norte do Paraná, nesta sexta-feira (27). No local, funcionava uma fábrica clandestina de remédios. Um casal foi preso em flagrante.

O estabelecimento não tinha autorização dos órgãos de saúde pública, nem alvará municipal. Nenhum dos medicamentos apreendidos tem registro na Anvisa. Segundo a PRF, todos os medicamentos encontrados trazem indicações terapêuticas em seus rótulos, o que configura crime.

Os policiais rodoviários federais chegaram ao imóvel através de uma nota fiscal apreendida anteontem (25), em um ônibus que transportava duas caixas de medicamentos sem registro.

,Inicialmente, a mulher, de 34 anos de idade, disse que estava sozinha no imóvel. O marido dela, de 39 anos, estava escondido em um cômodo cuja porta estava fechada. A maior parte dos itens apreendidos estava dentro desse cômodo.

Os agentes da PRF e da Vigilância Sanitária encontraram dezenas de milhares de rótulos, impressos e recortados, além de equipamentos artesanais destinados a encapsular e a contar as cápsulas. No imóvel havia ainda uma grande quantidade de frascos vazios, sacos de insumos variados e produtos em fase de preparação.

O casal responderá pelo crime de Falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais. O crime prevê pena de reclusão de 10 a 15 anos, além de multa. Eles foram encaminhados para a 9ª Subdivisão da Polícia Civil em Maringá.

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