Escravos da compra parcelada

Vejo tanta gente vivendo o dia a dia como se não houvesse amanhã que me desespero.
Vejo desinformados otimistas fazendo planos de viagens na aposentadoria sabendo que eles jamais vão poder parar de trabalhar.
Vejo ignorantes dizendo que previdência privada é de banqueiros, mal sabendo eles que são muito mais explorados na previdência social e que previdência privada não é só a dos bancos, mas também a dos fundos de pensão, que não tem finalidade lucrativa, cuja rentabilidade vai toda para o bolso dos segurados.
Enfim, vejo um país com pouca educação financeira e previdenciária, que não quer amadurecer.
A culpa disso não é do trabalhador ou da sociedade como um todo, mas dos governos que insistem em manter o povo na ignorância para poder cobrar impostos escorchantes, praticar juros extorsivos, enriquecer banqueiros e fazer o comprador pagar 3, 4 vezes pelo mesmo produto ou serviço.
Acreditem, trabalhamos, no mínimo, um terço de nossa vida só para pagar juros aqui no Brasil.
Amigo ouvinte, sou o único comentarista que ensino previdência com finanças pessoais na mídia no Brasil. E isso é muito pouco, porque deveria ser matéria de curso de graduação de qualquer faculdade ou curso profissionalizante.
Em países desenvolvidos se ensina a poupar antes de gastar, aqui se gasta antes mesmo de receber o salário.
Por isso lá fora não tem compra a prestação e aqui a maioria só compra a prestação.
Enfim, somos escravos dos juros.

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Herança

Para evitar disputas judiciais e gastos dos herdeiros, muitos pais tem adotado a “doação com reserva de usufruto”.

Essa é a forma legal pela qual o proprietário pode transmitir, em vida, a propriedade de um bem para outra pessoa, mas mantendo o direito de usá-lo e administrá-lo até morrer.

Ocorre que, se o doador fizer doações a quem não tenha direito- ou seja, a um herdeiro que não seja legal-, os prejudicados podem contestar depois.

Um desses pais me perguntou qual seria a alternativa.

Olha, na previdência privada, quem tem um plano, no momento da inscrição, já define a quem e em qual percentual vai deixar sua poupança previdenciária em caso de seu falecimento. Deixa o dinheiro para quem quiser e não necessariamente para quem é herdeiro legal. Isso não pode ser contestado. É lei.

Esse dinheiro não entra em inventário, é impenhorável e economiza tempo e gasto com advogados e impostos no caso de sua destinação. No mês seguinte pode ser resgatado ou recebido como renda pelo beneficiário.

Voltando à doação com reserva de usufruto, se o dono do imóvel não precisa de dinheiro para viver na velhice, perfeito.

Agora, para quem é proprietário e passa necessidades com uma aposentadoria minguada da previdência social, uma sugestão: não deixem nada para ninguém. Usem o imóvel para melhorar a aposentadoria, hipotecando-o na hora em que se aposentam. Depois da morte, o imóvel fica com o banco.

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Estamos ficando velhos!

Queridos amigos ouvintes, depois de mais de uma década falando aqui que devemos pensar numa previdência privada, que devemos nos preparar para viver mais, tem gente que ainda trata isso com descaso.
Então vamos à notícia divulgada pelo IBGE ontem: um em cada quatro brasileiros terá 65 anos ou mais em 2060, o correspondente a 58,2 milhões de pessoas ou 25,5% do total da população.
A expectativa de vida ao nascer chegou em 2018 a 72,7 anos para homens e 79,8 anos para as mulheres, mas continuará crescendo para 77,9 anos e 84,2 anos, respectivamente, em 2060.
Agora, um dado importantíssimo para enaltecer a gravidade da situação: como a nossa taxa de mortalidade infantil ainda é muito alta, bem como a taxa de mortalidade na juventude- devido aos acidentes de trânsito e à insegurança- isso afeta muito a expectativa de vida ao nascer.
Agora, passadas essas duas fases críticas, temos expectativa de sobrevida na idade de aposentadoria próxima a países europeus e aumentando ano a ano. Exemplo: hoje, quem chega aos 60 anos pode ter esperança de viver, em média, até os 84 anos. Vinte e quatro anos como idoso. Imaginem quanto será em 2060!
Perceberam, o que importa para o INSS é a sobrevida de quem chegou na idade de aposentadoria.
Cada ano que passa, aumenta o número de aposentados e pensionistas e estes vivem, felizmente, cada vez mais, o que, infelizmente, afunda a previdência social.
 
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