PER 2019 divulga os 10 projetos finalistas

A banca avaliadora do Programa Empreendedor Rural (PER) elegeu os 10 projetos finalistas da edição 2019. As três melhores iniciativas serão premiadas durante o Encontro Estadual de Empreendedores e Líderes Rurais, que acontece no dia 22 de novembro, no espaço Expotrade, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC).

Nesta edição, a região de Guarapuava, no Centro-Sul do Estado, teve destaque por concentrar metade dos 10 projetos finalistas. Quatro saíram do próprio município e outro de Candói. Os demais estão em Francisco Beltrão, Terra Roxa, Nova Prata do Iguaçu, Maringá e Faxinal (confira a lista completa de finalistas abaixo).

Ao todo, foram 53 trabalhos avaliados pela banca, que teve duração de dois dias e contou com participação de especialistas, também responsáveis pela atualização do programa. “A banca é formada por uma equipe com vasta experiência na avaliação de projetos, com reforço de técnicos do Sistema FAEP/SENAR-PR e consultor do Sebrae-PR. A participação de diferentes instituições e a avaliação de um mesmo projeto por, no mínimo, quatro membros da banca são os métodos utilizados para garantir isenção na escolha dos classificados”, explica a técnica do Sistema FAEP/SENAR-PR e coordenadora do PER, Mariana Assolari.

O PER é uma iniciativa do Sistema FAEP/SENAR-PR em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-PR) e a Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paraná (Fetaep) que estimula o empreendedorismo rural em todo o Estado. Ainda, o programa premia os melhores projetos de melhorias nas propriedades rurais e gerenciamento de oportunidades de negócios.

Finalistas PER 2019 (*ordem alfabética por título do projeto):

Projeto: Aumento da produção de leite
Autor: Cristiano Fankhauser
Município: Francisco Beltrão

Projeto: Galinha Feliz – Sítio do Caju
Autores: Arno Hoffmann e Valentina Hoffmann
Município: Terra Roxa

Projeto: Implantação Compost Barn – Sítio Sepultura
Autores: Alexsandro B. Rodrigues e Gilso Mis
Município: Candói

Projeto: Implantação de agroindústria e biodigestor na Fazenda Vassoural Autores: Ana Carolina Araújo Abreu e Elouise Cristine Rodrigues
Município: Guarapuava

Projeto: Implantação de um confinamento na Fazenda São Pedro
Autores: Laíz Mara Vassoler Coletta e Marcelo Coletta
Município: Faxinal

Projeto: Migração da avicultura para confinamento de ovinos de corte
Autor: Thais Fernanda Gavlak
Município: Guarapuava

Projeto: Multiplicação e comercialização de sementes de aveia preta
Autor: Paloma Detlinger
Município: Guarapuava

Projeto: Otimização de terras através da integração: pecuária/ovinocultura/floresta
Autores: Igor Gabriel Modesto Dalgallo e Mariane Koepke
Município: Guarapuava

Projeto: Projeto incremental “Cachaça artesanal Nova Prata”
Autor: Ana Paula Rodrigues
Município: Nova Prata do Iguaçu

Projeto: Sítio Camilo & Coelho: Implantação sistema de rotação de pastagens e piqueteamento
Autor: Eduardo Camilo Coelho
Município: Maringá

Censo Agropecuário - IBGE

Mecanização diminuiu o trabalho no campo, segundo Censo Agropecuário

O crescimento da mecanização e o arrendamento de terras provocam um aumento no número de pessoas desocupadas no campo. Esse é o cenário apresentado pelo Censo Agropecuário 2017, divulgados nesta sexta-feira (25) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

São quase 1,5 milhão a menos de pessoas vivendo da agricultura no Brasil na comparação com 2006. Enquanto isso o número de tratores cresceu 49,9% no período e chegou a 1,22 milhão unidades.

No Paraná, o número de pessoas ocupadas no campo caiu de 1,1 milhão desde o censo anterior para 846 mil passada uma década. Isso representa uma queda de 24,2% no estado, enquanto na média nacional, a queda foi 8,8%.

O gerente técnico nacional do Censo Agropecuário, Antonio Carlos Florido, lembra que o fenômeno da redução na ocupação em decorrência da tecnologia não é exclusividade do setor agropecuário.

Em 2017, havia 15 milhões e 100 mil pessoas ocupadas nos estabelecimentos agropecuários no Brasil. Nas propriedades da agricultura familiar, são 2,1 milhões pessoas a menos, enquanto nas propriedades de outro perfil, mais ligadas ao agronegócio, foi o oposto: um aumento de 702,9 mil trabalhadores em todo o país.

No Paraná, são cerca de 4.100 agricultores familiares a menos. De acordo com Florido, a expansão de culturas que exigem maior extensão de terras e o consequente arrendamento é um dos responsáveis por essa diminuição.

Apesar da queda na ocupação de trabalhadores no campo, o governo do Paraná ressalta possibilidades de geração de renda a partir da industrialização. Para o secretário de Estado da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, do agronegócio paranaense cresceu nas últimas décadas e passou a liderar a produção de algumas culturas, mesmo diante de oscilações na economia.

O Paraná foi escolhido como local para a apresentação oficial dos dados nacionais do Censo Agropecuário 2017. A divulgação foi realizada na manhã desta sexta no Palácio Iguaçu, em Curitiba.

Novo PER amplia contato de participantes com universo digital

Dez instrutores do Programa Empreendedor Rural (PER) receberam, no dia 11 de março, tablets para começarem a aplicar novas diretrizes do programa. A entrega ocorreu no primeiro dia de uma semana intensa de treinamento desses instrutores que terão a missão de implantar, em dez turmas-piloto, uma nova metodologia desenvolvida para atualizar o programa, que há 16 anos leva o espírito empreendedor a produtores de todo o Estado. O PER é uma iniciativa conjunta do Sistema FAEP/SENAR-PR, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-PR) e Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paraná (Fetaep).

Para o presidente do Sistema FAEP/SENAR-PR, Ágide Meneguette, um mundo no qual as mudanças são tão profundas e ocorrem cada vez de forma mais rápida exige avanços para sempre estar à frente. “O PER tem feito uma diferença enorme na vida dos produtores nesses 16 anos, mas é preciso promover uma atualização, tornar o programa ainda mais atrativo e de acordo com as demandas do setor. Para isso, a ajuda dos instrutores, que estão no dia a dia do campo, é fundamental. Somente quem está com o pé no chão tem a visão do que realmente é importante e faz a diferença na vida de quem produz”, diz.

Júlio Agostini, diretor de operações do SEBRAE-PR, também elogiou o papel do PER nesses últimos anos e classificou como positiva a atualização em andamento. “A missão que a proposta tem cumprido é fantástica. A modernização do programa é um movimento natural. Afinal, hoje em dia tudo é digital, todo o desenvolvimento da agricultura passa por esse tema. Precisamos propor conteúdos atuais para a atuação do empreendedor rural para que a gestão da propriedade rural seja mais eficiente e gere resultados”, pontuou.

O vice-presidente da Fetaep, Marcos Junior Brambilla, compartilhou que o SENAR-PR fez a diferença na sua vida, com qualificações que despertaram sua vocação rural. O dirigente sindical ainda destaca que, com a reformulação, se sente entusiasmo para inclusive se candidatar a uma das vagas do novo PER. “Parabéns a todos os colaboradores, prestadores de serviços e aqueles que fazem a roda girar. Continuem cuidando do SENAR-PR dessa forma, porque é disso que os produtores paranaenses precisam. Uma instituição presente, forte e atuante”, apontou.

PER reformulado

Vania Di Addario Guimarães, professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR), integra um grupo de professores e especialistas em negócios rurais incumbido de contribuir com uma nova proposta metodológica ao PER. Para a especialista, é preciso promover uma evolução da administração rural do país e inserir a área rural na sociedade de hoje e do futuro. “Temos que olhar para o futuro, pensando em chegar à família rural. E nós não estamos de expectadores nesse processo, somos atores fundamentais em levar conhecimento. Depois que a pessoa aprende algo, a visão nunca mais será a mesma”, explica. No total, seis especialistas participam desse grupo de reformulação, sendo que três são autores da primeira versão do PER, em 2003.

Neste ano, serão realizadas 10 turmas-piloto na nova proposta, uma por regional do SENAR-PR. Enquanto isso, outras 35 turmas no formato já existente irão ocorrer normalmente. Apesar dessa atualização, os pilares de ambos os modelos de PER continuam com a mesma base: formação de lideranças, desenvolvimento humano e sucessão familiar. A carga-horária dos dois cursos segue com 136 horas, porém, com uma distribuição alterada. Na proposta clássica eram 15 encontros e na nova serão 17 encontros, além de uma visita técnica.

Instrutores entusiasmados

Paulo Roberto Golim, instrutor do PER na região Sudoeste do Paraná, irá conduzir uma das turmas-piloto de 2019. Segundo Golim, a expectativa para começar os trabalhos na nova proposta é grande, pois o programa tem feito a diferença na vida do produtor rural nos últimos 16 anos. “Com essa reestruturação, isso gera uma expectativa e um desafio, pois vamos atuar nas transformações necessárias e temos a certeza que vamos poder melhorar ainda mais o programa, de modo a proporcionar vida longa. A virada para o digital é, além de importante, necessária. Essa questão vem no momento certo, precisamos levar essas ferramentas para eles. Agora, dentro do PER, isso irá ser um atrativo, facilitando o aprendizado. Vamos ter um grande ganho”, explica.

A instrutora Fabiola Weinhardt Jazar, da Região Metropolitana de Curitiba, também irá ministrar uma das novas turmas e demonstra entusiasmo com as novidades. “Nós temos muitos jovens no PER. Percebemos que, muitas vezes, eles têm computador em casa, usam dispositivos eletrônicos e questionam como aplicar os conteúdos passados nesses equipamentos. A nossa dificuldade hoje é essa, de que maneira levar inovações sem assustar o produtor rural. Se ele não sabe usar a tecnologia, sempre tem alguém na família ou próximo que pode introduzir a informatização do campo”, explica.

Serviço

Produtores rurais e egressos do PER interessados em participar das turmas-piloto precisam procurar um dos escritórios regionais do SENAR-PR.

Após atuação da FAEP, Lei garante a Tarifa Rural Noturna aos produtores

Após muitas idas e vindas, que deixaram milhares de produtores paranaenses apreensivos, a continuidade da Tarifa Rural Noturna está assegurada. No último dia 7 de fevereiro, durante o Show Rural Coopavel, em Cascavel, o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Ademar Traiano,  promulgou a Lei 19.812/2019. Com a nova legislação, o benefício começa a valer imediatamente.

“A energia elétrica tem um enorme impacto nos custos de produção de diversas atividades, principalmente de avicultura, piscicultura, suinocultura e pecuária de leite, entre outras. A garantia da manutenção do desconto traz tranquilidade para que os produtores rurais continuem trabalhando e produzindo”, ressalta Ágide Meneguette, presidente da FAEP.

Na piscicultura, por exemplo, o impacto da energia elétrica representa o segundo maior custo de produção, segundo dados do levantamento Campo Futuro, organizado pela Confederação Nacional da Agricultura (CNA).

Na avicultura, atividade na qual o Paraná é o maior produtor do Brasil, a eletricidade tem um impacto direto nos custos de produção, além de influenciar os resultados zootécnicos, na sanidade e segurança dos alimentos. Ainda, desde 2017, a cadeia enfrenta sucessivos episódios negativos nos mercados interno e externo, que impactaram toda a cadeia, com o fechamento de unidades, perda de mercados, o que gerou queda na exportação da carne de frango.

Legislação

A Lei de autoria do deputado estadual Márcio Nunes, que tem por base o Projeto de Lei (PL) 547/2018, autoriza o poder Executivo a efetuar o pagamento às concessionárias de energia referente ao subsídio do programa. A Tarifa Rural Noturna, criada em 2007 por meio de um Termo de Cooperação Técnica entre a Secretaria Estadual de Agricultura (Seab) e a Companhia Paranaense de Energia (Copel), beneficia milhares de produtores no Paraná com desconto de 60% entre as 21h30 e 6h da manhã do dia seguinte.

Para este ano, como não estava previsto no orçamento estadual, o governo irá realizar um remanejamento dentro da previsão orçamentária para repassar à Copel. Nos próximos anos, a legislação prevê o uso do crédito do ICMS para ressarcir a empresa de energia elétrica.

De acordo com cálculo que faz parte do PL, em 2019, caso o desconto fosse interrompido, os produtores teriam que desembolsar R$ 36,7 milhões a mais para quitar suas contas de luz. Valor alto para os produtores rurais, mas que representa somente 2,36% do orçamento da Copel previsto para este ano, de acordo com a Lei Orçamentária Anual 2019 do Paraná, que destina em torno de R$ 1,5 bilhão à companhia para investimentos.

Atuação FAEP

Em novembro do ano passado, os produtores rurais começaram a receber avisos da Copel de que o desconto teria fim a partir de 1º de janeiro de 2019. Desde então, a FAEP atua pela renovação do benefício.

No dia 13 de novembro, a FAEP encaminhou um ofício a então governadora Cida Borghetti e ao então presidente da Copel, Jonel Iurk, pedido que a decisão de encerrar a Tarifa Rural Noturna fosse revista. Uma semana depois, no dia 20 de novembro, Cida determinou a renovação por mais 12 meses do benefício. Porém, em função das regras que regem o funcionamento da Copel, a renovação passava por uma decisão interna da própria empresa, já que possui capital misto (poder público e acionistas).

No dia 29 de novembro, o presidente da FAEP, Ágide Meneguette, solicitou apoio dos deputados estaduais do Paraná para a aprovação do então PL 547/2018, que autoriza o poder Executivo a efetuar o pagamento às concessionárias de energia referente ao subsídio do programa.

Diante da situação, na primeira quinzena de dezembro de 2018, o Conselho de Administração da Copel aceitou estender apenas até março deste ano o desconto no valor da energia elétrica utilizada pelos produtores rurais. Isso com a exigência de que o governo estadual assumisse, até 15 de janeiro, a responsabilidade pelo pagamento do subsídio.

FAEP pede solução sobre a falta de crédito rural

Nesta terça-feira (15), o presidente da FAEP, Ágide Meneguette, enviou um ofício à ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, solicitando interveniência junto aos bancos oficiais e ao Ministério da Economia para solucionar o problema da falta de crédito rural.

No documento, o presidente ressalta a preocupação dos produtores rurais com a indisponibilidade de recursos para financiamento de custeio e investimentos nos bancos oficiais. “Esse fato pode prejudicar a safra atual, que já vem sofrendo os efeitos da seca e pode impactar negativamente no plantio de inverno”, afirma.

O crédito rural é uma das ferramentas mais importantes para o desenvolvimento das atividades agropecuárias. Além de auxiliar na melhoria da produtividade, os recursos incentivam os pequenos produtores, proporcionando geração de renda às famílias e mais qualidade de vida no campo.

FAEP pede ajuste no Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural

Como sabemos, a atividade rural é uma “empresa a céu aberto”, de modo que está sujeita a diversos percalços climáticos que podem – de uma hora para outra – acabar com a produção de um ano inteiro. Desta forma, o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) é uma ferramenta de extrema importância para viabilizar a contratação de apólices por um preço acessível ao produtor rural, uma vez que arca com parte do prêmio do seguro.

O Comitê Gestor Interministerial do Seguro Rural (CGSR) aprovou recentemente o Plano Trienal do Seguro Rural (PTSR) para o período 2019 a 2021. A medida consta na resolução nº 64, de 9 de novembro de 2018, e foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) de 19 de novembro deste ano.

Dentre as mudanças trazidas no PTSR, uma delas causou preocupação ao setor agropecuário, pois trata de uma mudança no percentual de subvenção para as culturas com maior risco (frutas, milho segunda safra e trigo). Essas culturas tinham apoio em torno de 45%. O novo percentual de subvenção ficou em 35%, considerado insuficiente para fomentar a contratação do seguro rural para milhares de produtores que atuam nestas atividades.

Atuação FAEP

Diante disso, a FAEP encaminhou, no dia 20 de novembro, um ofício ao ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, ao secretário de Política Agrícola do ministério, Wilson Vaz de Araújo, e ao diretor do Departamento de Gestão de Risco do Ministério, Marcelo Guimarães, solicitando que seja alterado o percentual de subvenção das referidas culturas.

De acordo com o presidente da FAEP, Ágide Meneguette, que assina o documento, “se um dos objetivos do programa é tornar o seguro acessível aos produtores, depois de aplicada a subvenção de 35%, uma apólice com prêmio médio de 15%, algo normal para as referidas culturas, o prêmio líquido que deverá ser pago pelo produtor será de 9,75% da importância segurada, valor incompatível com os custos de produção e rentabilidade dessas atividades. Devido às condições e características específicas dessas culturas, o tratamento de subvenção ao prêmio do seguro necessita ser diferenciado das demais atividades”, argumenta.

A Federação solicita ao órgão que reveja a resolução, trazendo percentual de subvenção que viabilize a contratação das apólices de seguro agrícola para frutas, milho segunda safra e trigo em todo o país.

FAEP propõe ajustes ao programa estadual de seguro rural

No dia 29 de outubro, a FAEP encaminhou 11 propostas ao Comitê Gestor do Programa Estadual de Subvenção ao Prêmio de Seguro Rural (PSR/PR). O documento foi elaborado em parceria com os Sindicatos Rurais e Comissões Técnicas da Federação, com base na análise dos dados do PSR/PR. O objetivo é o aperfeiçoamento do programa para ampliar o contingente de produtores atendidos com a subvenção estadual.

O programa, criado em 2009, viabiliza a contratação pelo produtor rural das apólices de seguro rural junto às companhias seguradoras credenciadas para culturas como trigo, milho de safrinha, frutas e hortaliças, pecuária, florestas e aquícola, com exceção de soja e milho verão. Em 2018, o programa de seguro rural do Paraná atendeu 4.277 apólices de 3.589 produtores, numa área de 202 mil hectares com recursos do governo de R$ 9,7 milhões. “Temos convicção que o Programa tem potencial, no curto prazo, de atender mais de 6,5 mil apólices”, destaca o presidente da FAEP, Ágide Meneguette.

Com um programa similar, São Paulo destina R$ 30 milhões por ano, atingindo 10 mil produtores. Já o governo federal aplicou, em 2018, em torno de R$ 370 milhões em apoio ao seguro rural, o que atende apenas 70 mil apólices no país, sendo 30% do Paraná, líder nacional em contratação.

“O desafio do Paraná é triplicar o atendimento do Programa nos próximos dois anos, abrangendo uma área de 600 mil hectares e mais de 10 mil produtores. Para isso é necessário aumentar o orçamento e alterar algumas regras de subvenção”, reforça Meneguette.

Confira as 11 propostas da FAEP ao Programa Estadual de Subvenção ao Prêmio de Seguro Rural do Paraná:

– Estabelecer uma subvenção fixa de 20% ao prêmio do seguro rural com o objetivo de ampliar o número de produtores beneficiados pelo programa;

– Estabelecer um limite de apoio por CPF/ano de R$ 4,4 mil;

– Estabelecer para 2019 a distribuição de recursos do programa com os seguintes percentuais e em tranches separados: 45% para trigo, 45% para milho safrinha e 10% dos recursos para as demais culturas e atividades;

– Definir regras que possibilitem uma distribuição de recursos mais equânime entre as companhias seguradoras;

– Alocar R$ 15 milhões em recursos no orçamento anual do Programa em 2019, com previsão de R$ 20 milhões para 2020;

– Estabelecer um calendário de distribuição dos recursos do programa com antecedência;

– Automatizar o sistema operacional do programa estadual;

– Divulgar relatórios de análise estatística do programa estadual com maior frequência no site da Seab;

– Estabelecer, a partir de 2019, uma maior frequência das reuniões do Comitê Gestor do Programa Estadual de Subvenção ao Prêmio de Seguro Rural;

– Alterar no governo as regras de aceite de Certidão Negativa de Débitos (CND) de credenciamento do Programa para as companhias de seguro;

– Definir as regras de subvenção do Programa Estadual de Subvenção ao Prêmio de Seguro Rural até o começo de novembro de 2018.30

Governadora assina decreto de regulamentação ambiental em áreas rurais

A governadora Cida Borghetti assinou nesta segunda-feira (29) decreto que regulamenta a Lei 18.295/2014, definindo formas, prazos e procedimentos para a regularização ambiental das propriedades rurais do Paraná. Quase 400 mil pequenas propriedades serão beneficiadas.

O texto trata da inclusão da propriedade no Cadastro Ambiental Rural (CAR), desburocratiza os procedimentos para este cadastro, estabelece regras para a delimitação das reservas legais, para a recomposição de áreas degradadas ou alteradas e cria a Central do Proprietário/Possuidor, que passa a ser o meio de comunicação eletrônica com o órgão ambiental. “Nossa missão é assegurar o desenvolvimento econômico do Paraná aliado à conservação, proteção e preservação ambiental”, afirmou a governadora.

Cida lembrou as etapas para chegar a este decreto. Desde a votação do Código Florestal, em 2011, quando ela era deputada federal, passando pela criação da lei paranaense, em 2014, e chegando agora à sua regulamentação. “Em seis meses à frente do governo, ouvimos o setor e tivemos a coragem e a determinação para concluir este processo”, contou.

O diretor-presidente do IAP, Luiz Carlos Manzato, destacou as melhorias para o setor. “Este decreto oferece maior segurança jurídica, principalmente para os pequenos proprietários, que representam 80% do total de 470 mil produtores do Paraná”, afirmou. “A medida beneficia quase 400 mil produtores que estavam com dificuldades para regularizar suas licenças e voltar a ficar aptos para obter financiamento agrícola, por exemplo”, explicou Manzato.

RESERVA LEGAL – Uma das mudanças está na questão da reserva legal. Pequenas propriedades, com até quatro módulos fiscais, o que corresponde, em média, a 18 hectares, não precisam mais se fixar no mínimo de 20% de reflorestamento, mas são obrigadas a manter a reserva como estava em 2008. Na média, tanto o governo como o setor acreditam que o total poderá superar esse percentual. Cálculos da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) indicam que as propriedades do Estado têm cerca de 28% da sua área preservada.

“Fizemos a nossa parte e agora agradecemos a governadora por esse decreto, que vai agilizar os processos da pequena propriedade para a regularização das reservas”, afirmou o presidente da entidade, José Roberto Ricken.

CENTRAL DO PROPRIETÁRIO – Representantes do agronegócio comemoraram os avanços contidos no novo texto. Um dos mais aplaudidos é a criação da Central do Proprietário, que unifica a comunicação com o órgão ambiental. Pela central serão encaminhadas as notificações geradas, recebidos documentos e retificações e realizado todo o atendimento.

Outro item destacado é a introdução de novas tecnologias, como a análise, adequação e validação das propriedades ou posses rurais de forma automática, utilizando inteligência artificial, através dos dados armazenados no SICAR – Sistema Nacional do Cadastro Ambiental Rural.

RESULTADOS – O presidente da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paraná, Ademir Mueller, que representa mais de 300 sindicatos, acredita que os resultados do agronegócio poderão melhorar com a regulamentação da lei. Para ele, trata-se de uma iniciativa de grande importância para todos os agricultores do Paraná, do micro ao grande.

Já o presidente da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP), Ágide Meneguette, lembrou que esta era uma questão que estava pendente. “Agora temos os instrumentos para regularizar as propriedades. A governadora teve a coragem que muitos que passaram por aqui não tiveram”, afirmou.

OUTRAS AÇÕES – A edição deste decreto é mais uma iniciativa do governo na área de conservação do meio ambiente. Em junho, a governadora lançou o programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), que incentiva, por meio de remuneração, os proprietários de imóveis (rurais ou urbanos) a protegerem as áreas naturais situadas em suas propriedades.

O programa tem duas modalidades, o PSA Hídrico, para a preservação de mananciais, e o PSA de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN). A implantação começou por Piraquara, com incentivos financeiros oferecidos aos proprietários de áreas na bacia do reservatório Piraquara I, que abastece a Grande Curitiba. Os pagamentos serão feitos pela Sanepar.

Adversidades climáticas impulsionam mercado de seguro rural

O produtor rural Luiz Eduardo Veiga Lopes, de 77 anos, começava mais uma rotina cotidiana antes de seguir para o trabalho no campo. Acordou cedo, tomou seu café da manhã e pegou seus aparatos pessoais. Quando estava prestes a sair de casa, no município de Palmeira, na região dos Campos Gerais, se deparou com uma forte chuva, que em minutos se transformou em granizo. Imediatamente veio à mente as lavouras de soja e milho, em plena fase de floração.

Era 15 de dezembro de 2017, período em que as plantações na região dos Campos Gerais, onde está localizada a propriedade de 1,7 mil hectares, estão em um período importante de desenvolvimento. Poucos minutos de granizo foram suficientes para devastar os 92 hectares dedicados ao milho naquela safra de verão. Por sorte, a intempérie climática não pegou em cheio os 358 hectares cobertos com a oleaginosa.

Perdas agrícolas por conta do mau humor de São Pedro como as do produtor de Palmeira são mais corriqueiras do que se imagina. Somente no ano passado, o mercado de seguros [agrícola,
pecuário, florestas e aquícola] indenizou produtores de todo o Brasil no valor de R$ 842 milhões, segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep).

“Independente de safras recordes, todas as regiões agrícolas registram perdas. E o produtor está se convencendo disso, fazendo com que o seguro rural avance bastante no país”, conta Paulo Hora, diretor técnico de seguros rurais do Grupo Segurador BB/Mapfre.

No caso do produtor de Palmeira, o processo de indenização ocorreu de forma ágil, o que garantiu o repasse de R$ 312 mil, quantia suficiente para o pagamento do financiamento da safra junto a instituição financeira, e ainda sobra de R$ 15 mil. “Quando houve o incidente, o banco foi rápido em registrar a perda. Depois teve que esperar um pouco o processo correr até o pagamento. Esse dinheiro foi fundamental para planejar a safra seguinte. Do contrário, eu teria que usar recurso próprio”, destaca Lopes, que há sete anos contrata seguro agrícola. “Sou uma pessoa precavida. Sempre que tive oportunidade, fiz seguro. Inclusive o da próxima safra já está efetivado”, complementa.

Os 450 hectares dedicados aos grãos na propriedade de Lopes fazem parte de um universo que só cresce no país, apesar de o governo federal ter reduzido de 2015 para cá o apoio ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural. (PSR), coordenado pela Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). No ano de 2014, auge do PSR, R$ 693 milhões foram liberados, permitindo a cobertura de 9,9 milhões de hectares por meio de 118 mil apólices. Em 2017, com apenas R$ 371 milhões destinados ao programa, 4,8 milhões de hectares acabaram segurados. Num primeiro momento parece pouco tamanha a força do agronegócio nacional. Porém, olhando para uma década atrás, é mais que o dobro dos 2,2 milhões de hectares contratados em 2007.

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Confira dicas de prevenção à violência no campo

O governo do Paraná, com o apoio da FAEP e do SENAR-PR, elaborou uma cartilha sobre segurança rural que traz dicas de segurança no campo. O material é fruto de estudos realizados pela Polícia Militar, com base em dados da corporação, além de relatos de moradores, produtores e sindicatos rurais. Depois de visitas para analisar algumas propriedades vítimas de furtos, roubos e outros ilícitos, o material foi desenvolvido.

A cartilha mostra, de forma didática, como algumas mudanças relativamente simples podem reduzir os índices de violência. A Polícia Militar orienta desde sugestões para adequações estruturais até aspectos de comportamento. “Criando-se uma cultura de prevenção, que seja baseada em medidas simples e sem custo na maioria dos casos, teremos níveis muito melhores de segurança e paz neste setor fundamental para a sociedade: o meio rural”, aponta o material.

Entre os principais pontos tratados está o da mudança na arquitetura da propriedade. Nesse ponto, como ensina o material, entra o aspecto da melhoria da visibilidade no local com a desobstrução da paisagem causada por elementos como cercas vivas, paredões verdes, muros muito altos e falta de iluminação. A manutenção constante das áreas comuns também auxilia a afugentar pessoas mal-intencionadas.

O material também enfatiza a importância de se desenvolver uma vizinhança solidária. É crucial conhecer e manter sempre contato com pessoas de confiança nas redondezas da propriedade. Em caso de alguma situação suspeita, a Polícia Militar e os vizinhos devem ser avisados de forma imediata. Uma rede de contatos, com telefones, grupo de Whatsapp ou similares, deve ser formada e usada com frequência para que se crie o hábito e se mantenha ativa essa rede.

Confira alguns destaques da cartilha Segurança Rural

• Iluminação: visibilidade reduzida favorece o bandido;
• Casa: as residências precisam ter a melhor visibilidade da propriedade;
• Portão: reforçado, pintado com cores claras e com sinalização de propriedade particular;
• Dispositivos eletrônicos: câmeras e alarmes com manutenção sempre em dia;
• Rebanhos: não deixe animais próximos a estradas e/ou longe das sedes;
• Galpões: devem ser posicionados em locais visíveis da sede e sempre trancados;
• Animais de guarda: cães adestrados e até mesmo aves como gansos podem ser úteis para auxiliar na segurança;
• Em caso de assalto: jamais reaja e não tente enganar o assaltante.

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