putin rússia

Putin apresenta plano para ficar no poder após 2024, e premiê da Rússia renuncia

Após quase dois anos de suspense, Vladimir Putin iniciou nesta quarta (15) o plano para organizar sua sucessão como presidente da Rússia -e manter, ao que tudo indica, o poder após deixar o cargo em 2024.

Em seu discurso anual sobre o estado da União, Putin, 67, defendeu um referendo para mudar a Constituição russa. O presidente ficaria proibido de servir mais de dois termos e o primeiro-ministro receberia muito mais poder -um indicativo de que o próprio líder russo poderá assumir a função, embora obviamente isso não tenha sido dito.

Poucas horas após a fala, o premiê russo, Dmitri Medvedev, 54, pediu demissão, em conjunto com o resto do gabinete. Altamente desgastado por denúncias de corrupção e disputas internas no Kremlin, ele tinha sua saída esperada desde que Putin reelegeu-se em 2018.

Para o cargo, Putin escolheu um desconhecido do grande público: Mikhail Michustin, 53, o chefe do Serviço Federal de Impostos (a Receita russa). O movimento pegou observadores de surpresa, já que nomes como o do prefeito de Moscou, Serguei Sobianin, eram mais cotados.

Das duas, uma: ou Putin está apostando num ás em sua manga para formar como sucessor nominal, como ocorreu em sua própria carreira quando Boris Ieltsin o apontou premiê em 1999, ou está apenas indicando um tampão para o cargo.

A segunda opção ganha o reforço do tempo: ainda há quatro anos de mandato pela frente. E, em qualquer hipótese, ele mantém o controle sobre o premiê, algo que não aconteceria com um nome da densidade política de um Igor Setchin (presidente da Rosneft, a Petrobras russa) ou Serguei Choigu (ministro da Defesa).

“Nós precisamos de um referendo sobre todo o pacote de emendas à Constituição. Nós temos que confiar à Duma (Casa baixa do Parlamento) não só a aprovação, mas a escolha da candidatura do primeiro-ministro”, disse o presidente ante uma plateia que reúne governo e parlamentares todo ano.

Vladimir Vladimirovitch Putin é o homem forte da Rússia desde agosto de 1999, quando esse ex-espião da KGB assumiu o cargo de primeiro-ministro. Assumiu interinamente a Presidência na virada do ano 2000, com a renúncia de Ieltsin, e foi eleito em março daquele ano.

Reelegeu-se em 2004 e, em 2008, respeitou o limite constitucional de dois mandatos consecutivos na Presidência. Permaneceu, contudo, no poder: fez o sucessor, Medvedev, e tornou-se um poderoso primeiro-ministro.

Passados quatro anos, voltou a eleger-se presidente, colocando Medvedev de volta na cadeira de premiê e já com um mandato estendido de quatro para seis anos.

Viu o ápice da contestação interna a seu poder, com manifestações, mas também o auge de sua influência externa, operando a anexação da Crimeia e a intervenção militar na guerra civil da Síria.

Em 2018, reeleito com recordistas 76,7% dos votos, Putin passou a contemplar o futuro e manter em segredo seus planos: se respeitasse as regras atuais, só poderia concorrer à Presidência em 2030, quando fará 78 anos.

Ele pode apenas se aposentar, claro, mas ninguém na Rússia aposta nisso. Medvedev, por sua vez, não ficará totalmente ao relento e será seu adjunto no Conselho de Segurança Nacional.

Inicialmente, especulou-se que ele buscaria uma união com a Belarus para tornar-se um superpresidente de dois Estados, mas faltou combinar com o autocrata Aleksandr Lukashenko, 65, no poder desde 1994. A ideia murchou.

Agora, o mapa do caminho desejado por Putin está dado, e se assemelha à decisão tomada pelo ditador de outro vizinho ex-soviético, o Cazaquistão. Lá, em 2019, o presidente Nursultan Nazarbaiev, 79, renunciou, mas permaneceu como chefe do partido no poder e do influente Conselho de Segurança.

A sugestão dada no discurso de Putin é a sua permanência como um premiê empoderado -na Rússia, exceto nos períodos em que ele sentou na cadeira, o cargo é quase figurativo. Ele ainda disfarçou: “A Rússia deve permanecer uma forte República presidencialista”, afirmou.

Ao dizer que “concorda em princípio” com a limitação de mandatos no estilo americano, que permite só uma reeleição, Putin de cara enfraquece qualquer um que o suceder. Ele havia sugerido a ideia bem indiretamente no fim do ano passado.

“O presidente seria [segundo a proposta] obrigado a indicar eles [premiê e vice-premiês]. Ele não poderia rejeitar nenhuma candidatura confirmada pelo Parlamento”, disse Putin. Tal arranjo nunca ocorreu na Rússia desde sua formação como Estado moderno, sob a dinastia dos Románov (1613-1917).

“Foi uma jogada esperta, legalista dentro do possível”, afirmou por e-mail o cientista político Konstantin Frolov. Ele acha que Putin talvez não queira migrar para o posto de premiê, mas talvez fortalecer o Conselho de Estado, que hoje é decorativo e já presidido por ele.

O mais vocal oposicionista ao regime, o blogueiro Alexei Navalni, ironizou o movimento no Twitter. “O principal resultado da fala de Putin: que idiotas (e/ou trapaceiros) são aqueles que disseram que Putin iria sair em 2024”.

Navalni esteve à frente de uma série de grandes protestos desde 2017, mas nunca teve grande apoio popular, segundo pesquisas. Ainda assim, ele foi impedido de concorrer com Putin em 2018, por uma acusação judicial que ele diz ser montada.

Desde sua reeleição, na qual a descrença no sistema político e consequente fastio do eleitorado falaram mais alto que acusações de fraude para o resultado, Putin tem visto sua aprovação cair. De estratosféricos 80%, agora ela fica em torno de 60%, segundo sondagens.

Para o Kremlin, isso é pouco. O esquema de poder do presidente sempre se baseou em uma forte aprovação interna, que lhe permitiu manter facções rivais brigando pelo poder abaixo de si -exatamente como os czares e secretários-gerais do Partido Comunista da União Soviética faziam, com maior ou menor sucesso.

O nó está na economia, que patina abaixo de 2% desde que o país saiu da recessão do biênio 2015-16. Ele foi causada pela queda nos preços dos petróleo, um dos carros-chefes do país, e em alguma medida pelas sanções ocidentais devido à anexação da Crimeia e intervenção na guerra civil no leste da Ucrânia.

O discurso de Putin ainda trouxe falas diversas sobre política doméstica. Disse que a taxa de investimento precisa subir de 21% para 25% do PIB (Produto Interno Bruto), que é sua “responsabilidade histórica” resolver o declínio demográfico russo até a metade da década e anunciou medidas contra a pobreza.

Numa sinalização importante, sugeriu que o país pode usar dinheiro de seu fundo soberano para estimular tais investimentos, uma política expansionista que ele vinha evitando até aqui.

No campo externo, voltou a dizer que pela primeira vez na história a Rússia estava na vanguarda de uma corrida armamentista, no caso, com seu programa de mísseis hipersônicos.

“Nós não estamos atrás de ninguém. Ao contrário, outros Estados vão ter de criar armas que a Rússia já tem”, afirmou. Embora o valor estratégico de tais armas hoje seja quase nulo, elas são vistas como centrais no futuro da guerra, e os EUA anunciaram projeto para correr atrás do tempo perdido.

Atentado Porta dos Fundos - asilo Rússia - Eduardo Falzi

Procurado por ataque à sede do Porta dos Fundos diz que pedirá asilo à Rússia

Apontado pela polícia como um dos autores do atentado à sede do Porta dos Fundos, Eduardo Falzi Richard Cerquise, 41, assumiu a autoria do ataque e afirmou que pretende pedir asilo na Rússia, para onde viajou um dia antes da tentativa de sua prisão, no dia 31 de dezembro.

Em entrevista ao “Projeto Colabora”, ele disse que o ataque não teve motivação política e que a reivindicação da autoria por um “Comando de Insurgência Popular da Grande Família Integralista Brasileira” foi uma estratégia de marketing “abusada de elementos de pastiche”.

Falzi foi identificado pela polícia por meio de imagens de câmeras de segurança, em que ele aparece desembarcando de um dos veículos usados pelos criminosos em Botafogo, bairro vizinho a Humaitá, onde fica a sede da produtora.

O grupo jogou dois coquetéis molotov na entrada da sede da produtora na véspera do Natal. O fogo foi apagado por um segurança e ninguém ficou ferido. O ataque foi uma retaliação à presença de um Jesus gay no especial de Natal do Porta dos Fundos.

Na entrevista, Falzi minimizou o ataque dizendo que um “foguinho de merda numa parede de vidro” é uma ofensa menor do que a “violência simbólica” promovida pelo especial. Ele defendeu ainda que, se as autoridades são coniventes, “não resta outra forma do que responder com as próprias mãos”.

Falzi diz que foi avisado do mandado de prisão a tempo de fugir do país –não explica, porém, como isso ocorreu. Ele tem uma namorada e um filho na Rússia. “Eu sou o candidato típico [a receber asilo]. Mas a decisão é política. Se não houver interesse político, eles não me asilam.

“Ele negou ter envolvimento com milícias e disse que suas anotações criminais “são de baixo potencial ofensivo”. “Eu sou uma pessoa combativa e trabalhando na defesa das classes populares pela dignidade do seu direito de trabalho; é inevitável que ocorram enfrentamentos de rua que acabem na esfera policial.”

Falzi foi condenado e preso por agressão, em 2013, ao então secretário de Ordem Pública, Alex Costa, durante operação para fechar estacionamentos irregulares no centro do Rio. Ele foi acusado também de agressão à ex-mulher. Na entrevista, diz que a vítima retirou a queixa e o caso não evoluiu para processo judicial.

Rússia banida olimpíadas e copa do mundo doping

Rússia é banida de competições e está fora de Olimpíadas e Copa do Mundo

A Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês) decidiu nesta segunda-feira (9) banir a Rússia de competições oficiais por quatro anos por causa dos escândalos de doping envolvendo atletas do país.

Com a punição, a Rússia ficará fora dos Jogos Olímpicos de 2020, em Tóquio, e campeonatos mundiais que sigam regras da Wada como a Copa do Mundo de Futebol em 2022, no Qatar. Também não poderá participar dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2022, em Pequim, nem organizar ou sediar eventos esportivos oficiais.

A Rússia tem 21 dias para recorrer da decisão ao Tribunal Arbitral do Esporte (TAS). Caso entre com o recurso, as sanções aplicadas pela Wada ficam suspensas até que o TAS as confirme ou rejeite.

Por unanimidade, o comitê da Wada aprovou as sanções porque a Agência Antidoping Russa (Rusada) teria falsificado dados dos controles antidoping entregues à entidade no início do ano.

Atletas russos que não foram envolvidos nas supostas fraudes em testes de doping poderão participar de competições oficiais como atletas independentes ou por outros países.

A entrega de milhares de dados brutos de controle antidoping, armazenados nos servidores do antigo laboratório de Moscou, sob a supervisão do Comitê de Investigação da Rússia, era uma condição imposta pela Wada para retirar, no final de 2018, a suspensão anterior da Rusada.

O órgão antidoping mundial esperava, assim, trazer à luz os controles positivos que não tiveram consequências, abrir processos disciplinares contra atletas e encerrar o caso uma vez por todas.

Mas especialistas enviados pela Wada descobriram que “centenas” de resultados suspeitos foram apagados, alguns entre dezembro de 2018 e janeiro de 2019, pouco antes da entrega dos dados.

Com curso de medicina mais barato, Rússia atrai estudantes brasileiros

Estudar do outro lado do mundo tem sido a opção de muitos brasileiros que buscam o curso de medicina. Um dos destinos mais procurados é a Rússia, por ter um dos custos mais baratos, já que aqui no Brasil, se o estudante não tem a felicidade de ser aprovado em uma instituição pública, precisa desembolsar um bom dinheiro.

Em Curitiba, por exemplo, a mensalidade mais barata numa instituição privada custa quase R$ 6,7 mil.

Essa situação fez a curitibana Helena Coelho Oda, de 19 anos, procurar uma instituição no exterior. Antes de ir para a Rússia, ela chegou a começar o curso de Educação Física na Universidade Federal do Paraná (UFPR), mas percebeu que queria mesmo era ser médica. Há quase dois anos ela estuda medicina na Universidade Médica Estatal de Kursk, cidade localizada a aproximadamente 500 quilômetros de Moscou.

Divulgação / Kursk State Medical University

“É bem mais barato. Comparando com uma universidade particular brasileira, que a mensalidade seja em torno de R$ 7 mil a R$ 8 mil, aqui a mensalidade é de R$ 1.800 a R$ 1.900 dependendo da cotação do dólar. Fica bem mais em conta uma formação assim, do que R$ 8 mil por mês, que é bastante pesado”, destaca.

A estudante conta que o material emprestado pela universidade russa também é vasto, poucos itens precisam ser custeados pelo aluno.”Tem bastante coisa da universidade que a gente recebe e tem os outros livros que são próprios para cada matéria, que aí é por conta própria”, conta.

Carolina Tellez é diretora do Aliança Russa, empresa responsável por administrar a graduação e pós-graduação de brasileiros no país do leste europeu. Ela conta que o custo de vida de um estudante em Kursk também é barato, gira em torno de R$ 800.

Estudar na Rússia tem atraído cada vez mais brasileiros (Acervo Pessoal)

Segundo Carolina, a instituição atua como facilitadora do processo de intercâmbio. “Muito difícil hoje em dia falar para um pai de família ou uma mãe que deixe seu filho de 17, 18 a 19 anos ir para o outro lado do mundo sem referência nenhuma. Embora muitos brasileiros estudem na Rússia, não é um destino muito comum. Então eles ficam receosos. A Aliança Russa também faz a parte de verificar a veracidade dos documentos, de saber se os pais estão apoiando os meninos, de saber se os pais tem recursos econômicos para isso”, disse.

Podem participar da seleção pessoas com até 35 anos. Além disso, é necessário falar inglês, já que as aulas são ministradas neste idioma. “O aluno não precisa saber russo. E mesmo não sabendo inglês, ele consegue fazer uma faculdade preparatória, onde ele aprende inglês na área de biológicas, dentro da própria faculdade”, ressaltou.

A diretora do Aliança Russa explica que há cerca de 500 estudantes do Brasil cursando medicina em Kursk e que os resultados têm sido muito bons. “Os alunos que tem voltado para o Brasil eles tem conseguindo revalidar o diploma, homologar o diploma, trabalhar, fazer residência médica. Então, o resultado tem sido muito bom”, garantiu.

A Helena ainda não sabe se volta ao Brasil. “Se eu for pensar na parte emocional, de querer ficar perto da minha família, a resposta que vem a minha cabeça é claro, quero. Mas se eu paro para pensar mais um pouquinho, sobre a segurança que eu tenho aqui, a qualidade de vida, a resposta é não”, explicou.

Dúvidas, inscrições e informações estão disponíveis no site ou pelo WhatsApp (11) 981208208.

 

Prodígio, pianista curitibano promove concertos para estudar música na Rússia

A menos de três meses de embarcar para a Rússia, o pianista curitibano Estefan Iatcekiw, de 15 anos, se prepara para realizar seus concertos de despedida. O jovem músico foi admitido no curso superior de piano do renomado Conservatório Tchaikovsky, localizado na capital, Moscou, onde passará os próximos seis anos.

Primeiro musicista de sua família, Estefan descobriu seu talento aos cinco anos, quando pediu à mãe que lhe desse um teclado como presente de aniversário, e não uma bicicleta, como ela planejava. Assim que seu pedido foi atendido, começou a tirar de ouvido as músicas tocadas na televisão.

“Foi aí que a minha mãe percebeu que tinha alguma coisa errada comigo”, diz Estefan. A coisa errada é, na verdade, o ouvido absoluto, condição auditiva que permite identificar e reproduzir quaisquer notas musicais, mesmo as mais cotidianas, como o som de uma sirene, um toque no teclado ou a voz de alguém. Tudo isso, para Estefan, é música.

Após passar por diferentes cursos e professores, o pianista finalmente encontrou sua atual professora, a russa Olga Kiun. Determinada a não dar aulas para crianças, Olga ofereceu a Estefan apenas 15 minutos para mostrar o que ele sabia e, talvez, convencê-la a lhe dar aulas.

Foi a partir dessa aula teste que surgiu, então, uma parceria que ultrapassou a sala de aula e rendeu a Estefan uma vaga na escola russa – foi Olga quem mostrou um vídeo seu a um professor do Conservatório Tchaikovsky, que, por sua vez, convidou-o para fazer a prova que traria sua aprovação.

Antes de partir para a Rússia, no entanto, Estefan teve de finalizar seu ensino médio – concluído no ano passado, aos 14 anos – e se certificar de que teria a companhia de sua mãe, Josiane
Alanis, com quem embarca no dia 26 de agosto, somente com passagens de ida. Os custos, porém, são altos. Além de hospedagem, alimentação e transporte, será preciso arcar com a anuidade do conservatório, equivalente a R$ 42 mil. Por isso, Estefan realizará, até sua partida, diversos concertos em Curitiba. Em todos eles, o valor dos ingressos será revertido para suas despesas.

Além do concerto de amanhã, em que toca ao lado de sua professora, ele ainda se apresenta no Teatro Positivo, no dia 11 de julho, quando fará uma homenagem ao público, amigos e todos que o auxiliaram em sua carreira, e novamente no Teatro Guaíra, no dia 11 de agosto, quando se apresenta com a Orquestra Sinfônica do Paraná. Os ingressos já estão à venda pelo Disk Ingressos.

SERVIÇO
Concerto a Dois Pianos – Estefan Iatcekiw e Olga Kiun:
Dia 13/06, às 20 horas, no Teatro Guaíra.
Entradas custam R$ 80 (inteira), R$ 40 (meia-entrada) e podem ser adquiridas na bilheteria do teatro ou pelo Disk Ingressos.

Produção e exportação brasileiras de suínos deve aumentar em 2019

A maior demanda internacional deve dar um bom fôlego à suinocultura brasileira ao longo de 2019. As perspectivas apontam que a produção seja 6% no Brasil em relação a 2018 e que as exportações também aumentem, saltando de 730 mil toneladas para 900 mil toneladas. A projeção foi apresentada pelo consultor Matheus Andrade, da Barral Mjorge Consultoria, durante reunião da Comissão Técnica de Suinocultura da FAEP, ocorrida nesta quarta-feira (17).

“Temos que ficar de olho a alguns fatores internos, como a possibilidade de haver greve de caminhoneiros; e a fatores externos. Mas as perspectivas são muito positivas para o Brasil”, disse Andrade.

Grande parte da demanda mundial deve ser puxada pela China que sente os reflexos de uma epidemia de peste suína africana. Por causa disso, os chineses devem ampliar suas importações em pelo menos 40% ao longo de 2019. Além disso, Rússia, Coreia e Filipinas também devem aumentar as compras externas de suínos.

“A China será o grande mercado. A Rússia também vai aumentar consideravelmente sua demanda. O restante dos compradores significativos vai se manter mais ou menos no mesmo padrão”, observou o consultor.

Outros temas

Convergindo com a palestra de Andrade, o economista Luiz Eliezer Ferreira, do Sistema FAEP, apresentou uma análise de conjuntura sobre o mercado de grãos. Além disso, a reunião contou com esclarecimentos apresentados por representantes da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), que abordaram a situação do senecavirus no Paraná e sobre biosseguridade dos estabelecimentos que produzem suínos.

Rússia pode restringir importação de soja do Brasil por causa de pesticidas

Segundo o Mapa, no Brasil, o limite máximo permitido é de 10 ppm (partes por milhão), valor mais rigoroso que o definido no Codex Alimentarius (20 ppm), mas superior ao estabelecido pelas autoridades russas, que é de 0,15 ppm.

O Ministério destacou que as autoridades brasileiras iniciaram um processo de averiguação e investigação interna e estão em contato permanente com os russos, de modo a evitar solução de continuidade.

O Mapa reiterou o “compromisso com a segurança alimentar e a qualidade  dos alimentos produzidos e exportados pelo Brasil”.

 

EUA ameaçam atacar russos se tornarem míssil proibido operacional

Os Estados Unidos ameaçaram militarmente a Rússia caso Moscou torne operacional um novo modelo de míssil com capacidade de carregar ogivas nucleares.

A inusual ameaça, bravata ou não, foi feita pela embaixadora americana junto à Otan (aliança militar ocidental) nesta terça (2). Se o sistema ficar operacional, disse Kay Bailey Hutchinson, “os EUA então examinar a capacidade de anular um míssil que possa atingir algum de nossos países”.

Ela se referia a um novo míssil de cruzeiro desenvolvido pela Rússia, o 9M729. O governo americano afirma que a arma fere o Tratado de Forças Nucleares Intermediárias, um dos mais importantes para colocar o fim da Guerra Fria.

O tratado, de 1987, baniu todos os mísseis de cruzeiro com alcance entre 500 e 5.500 km. Esse tipo de míssil viaja a velocidades subsônicas e de forma “inteligente”, desviando de obstáculos e muito próximo do solo, o que o torna difícil de ser detectado por defesas inimigas.

“Contra-medidas [americanas] seriam eliminar os mísseis que estão sendo desenvolvidos em violação ao tratado. Eles estão avisados”, disse ela, emulando a agressividade dos comunicados de seu chefe, o presidente Donald Trump.

Como ninguém espera que Washington resolva bombardear posições de lançamento de mísseis russos sem provocar a Terceira Guerra Mundial com isso, a ameaça deve ser lida como mais um movimento para colocar pressão sobre Moscou. Com isso, Trump afaga a Otan, a quem já chamou de obsoleta e de quem cobra maior participação na composição orçamentária da defesa europeia.
Nesta quarta (3) haverá uma reunião de cúpula dos ministros responsáveis pela defesa dos 28 países integrantes da Otan. A Rússia, que sempre negou que seu míssil infrinja o acordo de 1987, não fez nenhum comentário sobre a fala da embaixadora, ocorrida a repórteres em Bruxelas.

O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, afirmou que a aliança considera que o governo de Vladimir Putin não deu garantias de que seu novo míssil não tem as capacidades temidas.
O tratado de 1987 olhava para um teatro de operações europeus em caso de guerra entre o Ocidente e a então União Soviética. Eliminou assim 800 ogivas americanos e 1.800 soviéticas até 1991.
A questão toda é que o texto proíbe versões terrestres. Os russos já testaram a nova arma lançada de navios e aviões, tecnicamente respeitando o tratado. Ele tem 2.000 km de alcance e, segundo reportagem do The New York Times no ano passado, já tem dois batalhões operacionais –que poderiam usar lançadores usado pelo míssil balístico Iskander, que é permitido, para enganar os europeus.

Brasil vira sobre a Rússia e se aproxima da semi do Mundial de vôlei

A seleção brasileira enfrentou a Rússia nesta quarta-feira (26), em Turim (Itália), pelo primeiro jogo da terceira fase do Mundial de vôlei masculino. Em partida concorrida, o Brasil venceu os adversários de virada por 3 sets a 2 (parciais de 20/25, 21/25, 25/22, 25/23 e 15/12) e deu um passo importante na briga por uma vaga na semifinal.

A equipe comandada pelo técnico Renan Dal Zotto iniciou a partida com larga desvantagem para a Rússia ao perder os dois primeiros sets. Logo depois, na terceira etapa, a seleção brasileira reagiu e conseguiu derrotar os russos, levando a partida para o quarto set. A partir de então, Wallace chamou a responsabilidade e ajudou o Brasil a empatar o jogo no sufoco.

No tie-brake, a seleção brasileira começou atrás, mas logo conseguiu uma virada, abriu uma vantagem fundamental e garantiu a vitória do quinto set.

“Todo mundo entrou muito bem, fez seu trabalho, agora é ficar de olho nos Estados Unidos. Eles vieram como a Rússia de sempre, forçaram do jeito que deu para forçar e não tiraram o pé de jeito nenhum. Quando começamos a jogar mais para frente no terceiro set, que negócio começou a andar”, falou Douglas ao SporTV.

De acordo com Wallace, o ponto principal para a virada da seleção brasileira foi uma conversa que gerou a mudança de atitude a partir do terceiro set.

“Chega num nível que os caras ganhando de 2 a 0, alguma coisa tem que ser mudada. Do jeito que estava indo, não estava dando certo. Conseguimos fazer isso bem, principalmente na questão dos saques, ajeitamos muito bem. A mudança foi essa, o time tinha que mudar algum fundamento”, disse o jogador ao SporTV.

O Brasil volta à quadra na próxima sexta (28), às 12h (de Brasília), para enfrentar os Estados Unidos. Norte-americanos e russos se enfrentam nesta quinta (27).
Os dois melhores do grupo passam para as semifinais, que serão disputadas no sábado (29). O outro grupo da terceira fase é formado por Itália, Polônia e Sérvia.

ONG aponta 30 casos reportados de assédios a mulheres durante a Copa

Rodrigo Mattos 

O caso de assédio de torcedores brasileiros que gravaram uma russa falando frases depreciativas a si própria passou longe de ser o único durante a Copa do Mundo. Um levantamento da ONG Fare aponta que 30 casos de assédios contra mulheres foram reportados ao longo do Mundial na Rússia. Mas, faltando três jogos para o fim da competição, ainda não está claro o nível de punição que os assediadores receberam.

“A única coisa que vimos que chamou a atenção foi o sexismo, principalmente com mulheres russas. Houve 30 casos de mulheres reportadas, há casos famosos. (Esse número) É subestimado, acreditamos que foi dez vezes maior. Em geral, foi o principal problema”, disse nesta quarta-feira (11) Piara Powar, diretor da ONG, que está na Rússia em colaboração com a Fifa.

A Fare se descreve como uma organização guarda-chuva que reúne indivíduos, grupos informais e organizações para combater a desigualdade no futebol e usar o esporte como um meio de mudança social.

Ela está auxiliando a Fifa num trabalho exatamente para combater a desigualdade no futebol. “Não foi no ambiente de esporte. Sabemos que a situação no Brasil é bem diferente do que vimos em relação a sexismo. A possibilidade é da autoridade retirar o Fan ID [registro obrigatório para torcedores na Copa]. Isso levou alguns casos de identidade removida de Fan ID, e alguns casos de deportação”, destacou Federcico Addiechi, diretor da Fifa para casos de diversidade.

A Fifa, porém, não informa o número de pessoas que perderam a Fan ID por conta de sexismo -os casos mais emblemáticos são de argentinos que perderam a credencial depois de brigarem em um estádio. Ainda de acordo com a Fifa, quem deve informar sobre as Fan ID é o governo russo, que se recusa a dar dados sobre os casos.