carne de frango brf

Ministra confirma devolução de frango com salmonella pelo Reino Unido

A Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, confirmou que o Reino Unido devolveu 1,4 mil toneladas de frango ao Brasil em razão de ter sido detectada a presença de samonella nos produtos. Ela abordou o caso em entrevista coletiva nesta quarta-feira (3) em Brasília.

A informação da devolução da exportação foi noticiada pelo jornal britânico The Guardian a partir de uma investigação que envolveu a organização não governamental (ONG) Repórter Brasil.

De acordo com a ministra, 17 containêres foram devolvidos, sendo 16 em razão da detecção de salmonella e um por problemas de refrigeração. Ela argumentou que esse tipo de medida é comum e ocorre na exportação a outros países.

Tereza Cristina disse que as devoluções representam um percentual baixo perto do volume comercializado pelo país. “A quantidade de exportação do frango brasileiro é enorme. Só 17 containers vieram com salmonella. Dois tipos só que têm problema para humanos. Isso [a denúncia] é desserviço aos produtos brasileiros”, declarou.

A ministra informou que com a devolução a carne pode ser utilizada no mercado brasileiro. A assessoria do órgão acrescentou à Agência Brasil que esses frangos terão de ser termoprocessados para ser comercializados, não podendo ser vendidos crus, situação em que podem contaminar quem as consome ou manipula nessas condições.

BRF recolhe lotes de frango com suspeita de contaminação por salmonella

O Ministério da Agricultura (Mapa) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) foram comunicadas sobre o recolhimento voluntário de 464 toneladas de carne de frango por suspeita de presença da bactéria Salmonella enteritidis da empresa BRF.

Ao todo, segundo o Mapa, a empresa está recolhendo 164,7 toneladas de frango in natura, em 13 estados do território nacional, e 299,6 toneladas destinadas ao mercado internacional.

No Brasil, a carga foi comercializada no Paraná, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

A BRF explicou que, “caso esses alimentos não sejam completamente fritos, cozidos, assados ou manuseados conforme descrito nas embalagens, a Salmonella enteritidis representa risco à saúde”. A companhia comunicou ainda, que destacou grupo de especialistas para investigar as origens deste único caso, com o objetivo de garantir a adoção das medidas apropriadas para evitar a recorrência do problema.

O Mapa também alerta que os consumidores devem estar atentos as informações de identificação das embalagens, para checar nome, peso, marca, data de fabricação e origem dos produtos.

Lotes suspeitos:

O Serviço de Inspeção Federal (SIF) do Mapa está acompanhando o recolhimento, assim como a destinação correta do produto em estoque e o que retornará à indústria.

De acordo com o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, José Guilherme Leal, “foi correto o procedimento adotado pela empresa na identificação do problema, no recolhimento voluntário do produto e na comunicação ao ministério e à Anvisa”.

Agricultura informa à UE não ter encontrado salmonella em aves exportadas

Por Agência Brasil

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) enviou na última sexta-feira (30) relatório ao Serviço de Saúde e Segurança Alimentar da União Europeia informando que não encontrou em aves os dois tipos de salmonella que podem afetar a saúde pública: a tifimurium e a enteritidis. O relatório é uma resposta a inconformidades apontadas pela missão europeia que veio ao Brasil no início de maio.

Segundo o Mapa, o documento inclui providências adotadas e o reforço no controle sanitário, para impedir a presença de salmonella nos cortes de frango exportados àquele mercado. A missão europeia havia insistido na necessidade de os frigoríficos melhorarem a fiscalização dos produtos, com reforço nas equipes de fiscais.

A pasta afirmou que para atender a essa exigência vai contratar, emergencialmente, em até 60 dias, 300 médicos veterinários, que atuarão com os auditores fiscais federais agropecuários (AFFAs) em plantas frigoríficas. Os novos contratados atenderão unidades que exportam para a União Europeia, nas atividades ante e post mortem.

Também está em andamento no Ministério do Planejamento a solicitação para realizar concurso para contratar 1.000 fiscais para suprir a demanda dos próximos dez anos.

Brasil vai à Europa

Na sexta-feira (30), a pasta disse ainda que, neste segundo semestre, o Brasil enviará missões veterinárias a diversos países europeus, como Holanda, França, Irlanda, Alemanha e República Tcheca. De acordo com o Mapa, a comunidade europeia é uma das prioridades por ser cliente antigo, que compra muito e que auxiliou o Brasil a aprimorar a defesa agropecuária com suas exigências.

Em 2016, países do bloco europeu compraram US$ 1,8 bilhão de carnes do Brasil e, neste ano, até maio, a importação atingiu US$ 648 milhões. As aves são o carro chefe entre os embarques. Nos primeiros cinco meses de 2017, somaram US$ 338 milhões, seguidas dos cortes bovinos, com US$ 221 milhões, perus, com US$ 83 milhões, e, suínos, com US$ 166 mil.

Uma maior fiscalização começou a ser feita após a Operação Carne Fraca, deflagrada em março pela Polícia Federal (PF). A principal denúncia referia-se à comercialização de carne adulterada no mercado interno e externo. Diversos países impuseram restrições à carne brasileira. Mercados como os dos Estados Unidos e da Comunidade Europeia determinaram a fiscalização de 100% da carne brasileira. No final do mês passado, os Estados Unidos decidiram suspender a importação de carne fresca do Brasil.

Análise feita para atender UE não detectou salmonella em aves

O Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em análises realizadas em frigoríficos, não encontrou em aves os dois tipos de salmonellas que podem afetar a saúde pública: a tifimurium e a enteritidis. A informação consta de relatório enviado, nesta sexta-feira (30), ao serviço de saúde e segurança alimentar da União Européia, o DG Sante. O relatório do Mapa é uma resposta a inconformidades apontadas pela missão europeia que veio ao Brasil no início de maio.

O relatório informa ainda providências adotadas e o reforço no controle sanitário, para impedir a presença de salmonella nos cortes de frango exportados àquele mercado, explicou o secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Luís Rangel. Quando técnicos europeus estiveram no Brasil insistiram na necessidade de os frigoríficos melhorarem a fiscalização dos produtos, com reforço nas equipes de fiscais.

Para atender a essa exigência, o Mapa vai contratar emergencialmente, em até 60 dias, 300 médicos veterinários, que irão atuar junto aos auditores fiscais federais agropecuários (AFFAs) em plantas frigoríficas. Os novos contratados atenderão unidades que exportam para a União Europeia, nas atividades ante e post mortem, explicou o secretário Luís Rangel.

Também está em andamento junto ao Ministério do Planejamento, a solicitação para realizar concurso de mil fiscais para suprir a demanda dos próximos dez anos.

A comunidade europeia é uma das prioridades porque ser cliente antigo, que compra muito e que auxiliou o Brasil a aprimorar a defesa agropecuária com suas exigências. No segundo semestre, o Brasil vai enviar missões veterinárias a diversos países europeus, como Holanda, França, Irlanda, Alemanha e República Tcheca.

Em 2016, países do bloco europeu compraram US$ 1,8 bilhão de carnes do Brasil e, neste ano, até maio, a importação atingiu US$ 648 milhões. As aves são o carro chefe entre os embarques. Nos primeiros cinco meses de 2017, somaram US$ 338 milhões, seguidas dos cortes bovinos, com US$ 221 milhões, perus, com US$ 83 milhões, e, suínos, com US$ 166 mil.