Mais de 70 candidatos com patente militar foram eleitos em todo o país

Pelo menos 8% dos 961 candidatos militares que disputaram as eleições deste domingo (7) conseguiram ser eleitos. Impulsionados por temas como a segurança pública e o combate à corrupção, esses candidatos acabaram se destacando em todos os estados e para todos os cargos em disputa, a começar pela Presidência da República, que será definida em segundo turno entre o capitão da reserva do Exército Jair Bolsonaro (PSL) e o professor Fernando Haddad (PT).

Regional e estadualmente, o cenário tende a confirmar nomes com patentes em registros eleitorais. Três estados vão eleger, em segundo turno, o novo governador com pelo menos um militar na disputa. No Rio de Janeiro, um resultado inesperado colocou o ex-fuzileiro naval Wilson Witzel (PSC), um novato na política, na disputa com o ex-deputado e ex-prefeito da capital Eduardo Paes, que concorre pelo DEM. Também há militares entre os nomes que concorrem ao governo de Rondônia e de Santa Catarina.

Ao todo, em um levantamento que considera apenas os que se declararam militares, é possível apontar pelo menos 79 nomes confirmados também para cadeiras no Congresso Nacional e nas assembleias legislativas. Entre estes, já estão asseguradas duas vagas no Senado e 22 na Câmara. Nos estados, o número passa de 60 parlamentares.

SUDESTE

A Região Sudeste teve o maior número de militares eleitos no primeiro turno. Entre os eleitos para todos os cargos, há 40 nomes confirmados e um que passou para a o segundo turno no Rio de Janeiro: Wilson Witzel (PSC), ex-juiz federal e servidor público com passagens pela Marinha. No primeiro turno, Witzel obteve 41,28% dos votos válidos e Eduardo Paes (DEM, 19,56%.

O Rio, que elegeu para o Senado o atual deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL), filho de Jair Bolsonaro, traz para a Câmara Federal o Subtenente Hélio Fernando Barbosa Lopes (PSL), que obteve 345,2 mil votos, e mais três militares filiados ao partido. Na Assembleia Legislativa, cinco militares foram eleitos. O mais votado, com 140 mil votos, foi Rodrigo Amorim (PSL), que ficou conhecido ao ser acusado de quebrar uma placa em homenagem à vereadora Marielle Franco, assassinada em 14 de março.

Outro filho de Bolsonaro que também já foi policial, Eduardo Bolsonaro, foi eleito deputado federal por São Paulo, junto com mais cinco militares. Os paulistas também escolheram Major Olimpo (PSL) para o Senado, com mais de 9 milhões de votos. No Legislativo estadual, pelo menos 10 das 94 cadeiras serão ocupadas por candidatos que se declararam militares.

Pelo menos um cabo, um subtenente e um delegado representarão Minas Gerais na Câmara dos Deputados. Na Assembleia Legislativa, há cinco nomes, entre sargentos, delegados e coronéis que garantiram assento entre os 77 parlamentares estaduais.

No Espírito Santo, quatro deputados estaduais eleitos têm patentes militares.

SUL

Na Região Sul, o governo de Santa Catarina será definido em segundo turno pelo Comandante Moisés (PSL) e o civil Gelson Merísio (PSD). Os catarinenses elegeram pelo menos três militares do partido de Bolsonaro: um para deputado federal – Coronel Armando – e dois para a Assembleia Legislativa – Coronel Mocellin e Sargento Lima.

Os candidatos com patentes nos registros eleitorais eleitos pelos gaúchos também são do PSL: Tenente Coronel Zucco e Capitão Macedo Professor, ambos deputados estaduais.

CENTRO-OESTE

Sete militares foram eleitos deputados nos quatro estados da Região Centro-Oeste e no Distrito Federal (DF). Cinco são nomes ligados ao PSL e pelo menos dois eleitos que têm patentes no nome vão ocupar uma cadeira no Congresso Nacional, ambos representando Goiás: o campeão de votos, Delegado Waldir (PSL), com 274,4 mil e o menos votado, Major Vitor Hugo (PSL), com 31,1 mil votos.

Mato Grosso elegeu o Delegado Claudinei (PSL), com quase 30 mil votos, como um dos  24 estaduais. Em Mato Grosso do Sul, os dois estaduais mais votados são do PSL: Capitão Contar, que teve 78,3 mil votos, seguido pelo Coronel Davi, com 45,9 mil votos. Na lista, ainda figura o Cabo Almi (PT), que obteve 21,2 mil votos. Como distrital, o Delegado Fernando Fernandes (Pros) conquistou uma vaga, com 29,4 mil votos.

NORTE

O Coronel Marcos Rocha (PSL) disputará, em segundo turno, o governo de Rondônia com Expedito Júnior (PSDB). Os eleitores do estado confirmaram, entre os oito deputados federais que os representarão no Congresso, outro coronel. Chritóstomo (PSL) teve o apoio de 28,3 rondonienses, passando na lista como o últimoeleito. Entre os 24 estaduais, estão Cabo Jhony Paixão (PRB) e outro peesselista, Sargento Eyder Brasil.

Duas patentes aparecem entre os oito deputados federais eleitos no Amazonas. Delegado Pablo, do PSL, foi o segundo mais votado no estado (151,6 mil). Capitão Alberto Neto (PRB) também conseguiu um assento no Congresso. Entre os dois militares confirmados entre 24 deputados estaduais, o pesselista Delegado Péricles concentrou o maior número de votos (30,5 mil).

O Pará também terá, entre os 17 federais eleitos, um militar no Congresso Nacional, o Delegado Éder Mauro (PSD), que garantiu a vaga com 145,6 mil votos. E três delegados foram eleitos para a Assembleia Legislativa.

Roraima tem dois militares na lista de deputados estaduais confirmados. E, no Acre, apenas o Sargento Cadmiel Bomfim foi eleito entre os candidatos com patentes militares no nome. Cadmiel, do PSDB, conseguiu mais de 3,6 mil votos (0,86%). Na relação de eleitos do Amapá, não há nomes de candidatos que usaram patentes militares no registro, bem como na do Tocantins .

NORDESTE

Sergipe e Rio Grande do Norte elegeram, cada estado, um nome com patente militar para ocupar assentos no Senado. O mais votado pelos sergipanos foi o Delegado Alessandro Vieira (Rede). Também da Rede, o Capitão Styvenson ficou no topo da lista no Rio Grande do Norte, com 7456,8 mil votos. Os dois estados também escolheram militares para as respectivas Assembleias Legislativas, um em cada.

No Piauí, Capitão Fábio Abreu (PR) é o único deputado federal com patente entre os eleitos. Entre os estaduais com esse perfil, há ainda nomes no Ceará (dois), Piauí (um), Bahia (dois), Paraíba (um), Pernambuco (dois) e Alagoas (um). Apenas o Maranhão não elegeu candidatos declarados militares.

Senadores da CCJ fazem inspeção da carceragem da PF, mas saem em defesa de Lula

Quatro senadores da Comissão de Constituição e Justiça do Senado estiveram nesta terça-feira, em Curitiba, para uma inspeção às condições da carceragem da Superintendência da Polícia Federal do Paraná, onde está, entre outros presos, está detido, em uma sala especial transformada em cela, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Apesar do caráter oficial da visita e de terem conversado com todos os presos do local, Roberto Requião (MDB), Edison Lobão (MDB), Jorge Viana (PT) e Renana Claheiros (MDB) defenderam ao deixar a PF, que Lula seja solto pela Justiça.

“A CCJ resolveu verificar as condições dos presos na PF. visitamos todos. As condições estão adequadas, boas. Mas, no presidente Lula encontramos uma vontade inquebrantada acreditando na sua inocência e esperando que suas apelações sejam julgadas e tenham como consequência sua liberação”, relatou Requião.

Autor do requerimento para a inspeção, Viana reforçou o caráter oficial da visita, mas também deu sua opinião sobre a prisão de Lula. “Essa visita é uma visita oficial da CCJ, suprapartidária, para ver as condições das pessoas que estão presas aqui, inclusive o Lula. Ele clama por Justiça, não quer nenhum tipo de concessão, só um julgamento justo, em respeito a sua história e em respeito ao povo brasileiro que confia nele. Vimos a indignação de uma pessoa injustiçada, mas também a paciência de quem espera pela Justiça”.

O presidente da CCJ, Edison Lobão fez uma defesa mais enfática do ex-presidente. “O presidente Lula escolheu esse caminho da prisão, para manter sua dignidade. Ele poderia ter tido uma outra reação. Mas não, ele quer que provem que é culpado. Está na convicção plena de que provará sua inocência e sairá daqui limpo, como ele sempre foi na vida”, disse.

Renan Calheiros criticou a Operação Lava Jato. “Encontramos um presidente Lula convicto de que vai sobretudo demonstrar sua inocência. Ele foi condenado por convicção e ainda teve uma antecipação da pena, isso não pode acontecer no país”, disse. “Tenho certeza que esse processo não está seguindo o rito da legalidade. A decisão do STF é que se pode, em determinados casos, antecipar o cumprimento da pena. Não obrigatoriamente, como decidiu o TRF4. Não há fundamentos para antecipar a pena de Lula a não ser o fato de ele liderar as pesquisas de intenção de votos. Ele, mais do que nunca é um preso político”, concluiu.

Requião visita Lula na Polícia Federal em Curitiba

O ex-presidente Lula, preso na sede da Polícia Federal em Curitiba, recebe nesta terça-feira (17) visita de cinco senadores de diferentes partidos.

Entre eles está o paranaense Roberto Requião (MDB), o ex-presidente do senado Renan Calheiros (PMDB), Edison Lobão (PMDB), Armando Monteiro (PSDB) e Otto Alencar (PSB-BA).

Os políticos devem chegar a PF às 14h30.

O diretor da Superintendência da PF é o responsável por autorizar, ou não, as visitas ao ex-presidente.

Lula está preso desde abril, quando foi condenado a 12 anos e um mês pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), no caso Triplex do Guarujá, no âmbito da operação Lava Jato.

Hoje, Lula divulgou um novo vídeo, gravado momentos antes da prisão em São Bernardo (SP). O ex-presidente reafirma que foi preso sem provas.

Em depoimento, senadores e deputados negam acusações contra Lula

Em depoimento prestado ao juiz federal Sérgio Moro, na manhã desta quarta-feira (20), sobre o caso do Sítio de Atibaia, no âmbito da Operação Lava Jato, quatro políticos negaram que o ex-presidente Lula tenha se envolvido em atos de corrupção.

Foram ouvidos o senadores Humberto Sérgio Costa Lima (PT-PB) e Jorge Ney Viana Neves (PT-AC) e os deputados federais Arlindo Chinaglia Junior (PT-SP) e Fernando Henrique Fontana Junior (PT-RS).

“Nunca durante dois anos e meio recebi qualquer orientação que fosse anti-republicana”, afirmou Fernando Henrique Fontana. “Nem presenciei isso em qualquer reunião, empresa ou o que quer que seja e a mim, que era subordinado a ele, nunca fez nenhuma proposta”, disse Humberto Lima.

Os vídeos na íntegra estão disponíveis no final da reportagem.

Até o final do mês, mais 50 pessoas devem prestar depoimento, entre elas a presidente Dilma Rousseff que tem oitiva agendada para o dia 29 de junho. Após as oitivas de todas as testemunhas, os réus devem começar a ser ouvidos.

Sítio de Atibaia

De acordo com a denúncia do MPF, o ex-presidente Lula seria responsável por comandar “uma sofisticada estrutura ilícita para captação de apoio parlamentar, assentada na distribuição de cargos públicos na Administração Pública Federal” e teria recebido cerca de R$ 870 mil em vantagens indevidas em forma de reformas, construção de anexos e outras benfeitorias no Sítio de Atibaia.

Além de Lula, o ex-presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht; o dono da OAS, Léo Pinheiro; o pecuarista José Carlos Bumlai; e mais nove foram denunciados na mesma ação penal. Todos são acusados de lavagem de dinheiro e corrupção ativa ou passiva.

O ex-presidente foi denunciado em maio de 2017 e tornou-se réu em agosto do mesmo ano. Ele foi preso no dia 7 de abril após ser condenado a 12 anos e um mês, no processo referente ao Triplex de Guarujá (SP).

Veja os depoimentos na íntegra:

  • Humberto Sérgio Costa Lima (PT-PB)

  • Arlindo Chinaglia Junior (PT-SP)

  • Fernando Henrique Fontana Junior (PT-RS)

  • Jorge Ney Viana Neves (PT-AC)

Justiça barra entrada de parte de senadores em visita a Lula

Senadores da Comissão de Direitos Humanos do Senado entraram na sede da Polícia Federal, em Curitiba, nesta terça-feira (17), para verificar as condições da prisão de Lula.

Os demais senadores que participam da caravana, mas não fazem parte da comissão, foram barrados. Em despacho, a juíza federal substituta Carolina Moura Lebbos limitou o acesso apenas aos membros da CDH e vetou a entrada de equipamentos eletrônicos.

Na saída da superintendência, a senadora Regina Sousa (PT-PI), falou sobre o estado do ex-presidente.

“Ninguém fica bem na prisão, mas as condições que a gente viu são razoáveis”, afirmou à imprensa.

O senador João Capiberibe (PSB-AP) disse que Lula está tranquilo, já que “é inocente”, mas está indignado com a prisão.

“Ele poderia ter se exilado em uma embaixada, atravessado a fronteira, mas ele acredita na democracia e na justiça”, disse.

Acompanhe:

Nesta segunda-feira (17), a juíza federal Carolina Lebbos autorizou a visita de senadores a Lula, que está preso desde o último dia 06. Na decisão, a juíza questionou a necessidade da “vistoria”. Segundo ela, não há “qualquer informação de violação a direitos de pessoas custodiadas na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba”.

Ainda no despacho, a juíza cobrou que Comissão de Direitos Humanos e Participação Legislativa do Senado Federal envie a relação de parlamentares que pretendem realizar a diligência, como medida de segurança e para garantir o funcionamento normal da superintendência.

Conforme relação divulgada pelo Partido dos Trabalhadores, treze senadores de diversas legendas confirmaram a vinda a Curitiba, entre titulares e suplentes do colegiado.

Defesa reforçou pedido

Nesta segunda-feira (16), a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolou um novo pedido na Justiça para que ele possa receber visitas da senadora e presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann. O documento foi encaminhado conforme pedido pessoal de Lula, de acordo com o que dizem os advogados.

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Na petição, assinada por Cristiano Zanin e Valeska Martins, os advogados pontuam que na última quarta-feira (11), a própria senadora apresentou uma petição para que seja autorizada a visitar o ex-presidente e para que o próprio Lula seja ouvido sobre a solicitação, caso necessário.

No documento apresentado agora à 12ª Vara Federal de Curitiba, a defesa afirma que o ex-presidente deseja ver Gleisi, tratada na petição não só como colega de partido mas também como amiga pessoal de Lula. Conforme o texto, a relação política e a amizade entre o peticionário e Gleisi Hoffmann justificam o deferimento de acordo com a lei e sua regulamentação.

Os advogados argumentam que o pedido tem embasamento na Lei de Execução Penal e ainda em tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário e que tratam de direitos e regras mínimas para o tratamento de presos adotados pela ONU, conhecidos como “Regras de Mandela”. Dentre as diretrizes, a defesa de Lula destaca que o regime prisional deve oferecer medidas que minimizem o sofrimento causado pelo cárcere, dentre as quais a permissão de visitas.

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Na última semana, o PDT também protocolou pedido de autorização para visitas a Lula. Querem vê-o na superintendência o presidente e vice presidente do partido, Carlos Lupi e André Figueiredo, e ainda o pré-candidato à presidência da República Ciro Gomes. Para esse pedido ainda não há decisão divulgada.

Anteriormente a juíza responsável já havia rejeitado solicitação de nove governadores e três senadores para ver o ex-presidente sob a alegação de que não há fundamente para flexibilizar o regime de visitas na PF.

Trabalho de senadores e deputados é rejeitado por 60% dos brasileiros, diz Datafolha

Uma pesquisa da Datafolha aponta que 60% dos brasileiros consideram ruim ou péssimo o desempenho dos atuais 513 deputados federais e 81 senadores. A aprovação é de 5%, o menor número já registrado.

O levantamento foi feito nos dias 29 e 30 de novembro, ouviu 2.765  pessoas e foi divulgada nesta quarta-feira (6), pelo jornal Folha de S.Paulo. A série de pesquisas começou a ser realizada em 1993 e, os números deste levantamento são os mais negativos já registrados.

Os números oscilam dois pontos percentuais em relação a já reprovação recorde do Congresso, apontados em dezembro de 2017 e abril de 2017 – as duas últimas pesquisas do instituto. Nas ocasiões, os números foram de 58% de rejeição e 7% de aprovação, ficando no limite da margem de erro.

O índice de reprovação de 2015 não ficou abaixo de 41% e a aprovação não foi maior do que 12%. Nas últimas seis legislaturas as avaliações também foram, em geral, negativas.

Janot denuncia ao STF senadores do PMDB por organização criminosa

André Richter – Repórter da Agência Brasil

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou nesta sexta-feira (8) denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra senadores do PMDB pelo crime de organização criminosa. Foram denunciados os senadores Edison Lobão (MA), Romero Jucá (RR), Valdir Raupp (RO) e Jader Barbalho (PA), além do ex-senador José Sarney.

A íntegra da denúncia ainda não foi divulgada, mas está relacionada com a delação premiada do ex-diretor da Transpetro, Sérgio Machado, empresa subsidiária da Petrobras.

Saiba quem são os senadores e deputados do PR investigados no STF

Fonte: Congresso em Foco/Uol

Um levantamento feito pela Revista Congresso em Foco mostrou que cerca de metade dos deputados e senadores da atual legislatura (2015-2018) responde a algum procedimento investigatório no Supremo Tribunal Federal (STF), a maioria por corrupção. Ao todo, são 238 parlamentares às voltas com a Justiça no âmbito do STF; sete deles do Paraná.

Veja a lista completa

Cada um dos acusados foi procurado pelo site que deixa espaço aberto para as explicações dos congressistas a qualquer tempo.

Veja o trecho referente aos políticos paranaenses:

Alfredo Kaefer (PSL): Responde a seis inquéritos (3809, 3678, 4298, 4304, 4347 e 4504) e à ação penal 892, por crimes falimentares, contra o sistema financeiro, a ordem tributária, o patrimônio e a administração em geral, e formação de quadrilha. Em 2014, era o deputado com o maior patrimônio declarado entre os 513 eleitos com uma fortuna de R$ 108,5 milhões. Kaefer é suspeito de dar calote em credores e fazer manobras contábeis no patrimônio familiar com o objetivo de salvar bens empenhados em execução judicial.

Dilceu Speráfico (PP): Inquéritos 3989 e 4010, por corrupção passiva, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e tráfico de influência. No primeiro caso, é investigado na Lava Jato com base na delação do doleiro Alberto Youssef, que o apontou como um dos beneficiários do esquema de corrupção na Petrobras. Dilceu alega que nunca esteve na empresa nem falou com Youssef e o ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa, considerado o operador do partido na companhia.

Luiz Nishimori (PR): Inquéritos 3850 e 3508, por formação de quadrilha, estelionato majorado e crimes contra a fé pública.

Nelson Meurer (PP): Alvo dos inquéritos 3014 e 3989 e da ação penal 996, por tráfico de influência, corrupção, crimes contra a Lei de Licitações, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. O STF aceitou denúncia contra o deputado e o tornou réu na Lava Jato, acusado de receber R$ 4 milhões desviados da Petrobras para a campanha de 2010. Segundo o doleiro Alberto Youssef, ele recebeu R$ 29,7 milhões do esquema, em 99 repasses de R$ 300 mil.

Rossoni (PSDB) – Licenciado: Inquéritos 4156 e 4477, por crimes praticados por funcionários públicos contra a administração em geral, prevaricação e crimes contra o meio ambiente e o patrimônio genético. Atual chefe da Casa Civil do governo do Paraná, é investigado por levar três anos e dez dias para enviar à Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa, quando presidia a Casa, pedido do Superior Tribunal de Justiça para processar o hoje governador Beto Richa (PSDB).

Takayama (PSC): Inquérito 2771 e ação penal 647, por crimes contra a ordem tributária e peculato.

Zeca Dirceu (PT): Responde aos inquéritos 4322 e 4445, por lavagem de dinheiro e corrupção. Delatores da Odebrecht na Lava Jato afirmam que ele recebeu R$ 250 mil, em 2010, e outros R$ 250 mil, em 2014, para financiar suas campanhas eleitorais, via caixa dois, a pedido do pai, o ex-ministro José Dirceu. Zeca alega que nunca teve contato com a empresa e que todas as suas contas foram julgadas regulares pela Justiça eleitoral.

 

Fachin abre inquéritos contra cerca de 30% do Senado. Veja por partido:

Com informações de Ivan Richard Esposito e Paulo Victor Chagas – Repórteres da Agência Brasil

Os inquéritos abertos na terça-feira (11) pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), contra políticos citados em depoimentos de delação premiada de ex-diretores da empreiteira Odebrecht, no âmbito da Operação Lava Jato, atingem cerca de 30% do Senado, entre eles, o presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE).

Atendendo pedidos do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, Fachin autorizou a abertura de investigação contra 24 senadores. Com sete nomes na lista, o PMDB é o partido com maior número de parlamentares que serão investigados, seguido do PSDB, com seis, e PT, com quatro. O PP tem dois senadores na lista de investigados e PCdoB, PTC e PSD um cada.

Os senadores peemedebistas na lista são: Eunício Oliveira (CE); o presidente do partido Romero Jucá (RR); Renan Calheiros (AL), ex-presidente da Casa e atual líder do PMDB no Senado; Edison Lobão (MA); Eduardo Braga (AM); Valdir Raupp (RO) e Kátia Abreu (TO).

No PSDB, Fachin autorizou investigações contra o presidente do partido Aécio Neves (MG); Cássio Cunha Lima (PB); Dalírio Beber (SC); José Serra (SP); Ricardo Ferraço (ES) e Antonio Anastasia (MG).

No PT serão investigados Jorge Viana (AC), Lindbergh Farias (RJ), Humberto Costa (PE) e Paulo Rocha (PA).

Foram abertos inquéritos contra os senadores do PSB Fernando Bezerra Coelho (PE) e Lídice da Mata (BA). Os senadores do PP são Ciro Nogueira (PI), presidente do partido, e Ivo Cassol (RO).

O ex-presidente Fernando Collor de Mello (PCT-AL) também será investigado, assim como Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Omar Aziz (PSD-AM).

Com a abertura da investigação, os processos devem seguir para a Procuradoria-Geral da República (PGR) e para a Polícia Federal (PF) para que sejam cumpridas as primeiras diligências contra os citados. Ao longo da investigação, podem ser solicitadas quebras de sigilo telefônico e fiscal, além da oitiva dos próprios acusados.

Placar do impeachment entre os senadores paranaenses foi 2X1 a favor de Dilma Rousseff

Repórter Cristina Seciuk/ CBNCuritiba

Dois votos contrários e um favorável. Foi esse o placar da votação dos senadores paranaenses durante a sessão do Senado Federal que aprovou o relatório da Comissão Especial do Impeachment e tornou a presidente afastada Dilma Rousseff ré no processo.

Álvaro Dias (PV) votou pela aprovação do parecer de Antonio Anastasia (PSDB-MG), que considerou procedente a denúncia contra Dilma Rousseff.

No discurso, afirmou que o afastamento da petista é uma demanda das ruas, que exige o impeachment.

“Aqui estamos por convocação das ruas deste país. Foram milhões de brasileiros carregando a sua indignação, sua revolta, que exigiram o impeachment da presidente Dilma Roussef”, afirmou no plenário.

O senador do Partido Verde afirmou que a acusação tem argumentos jurídicos irretocáveis. Para ele, Dilma Rousseff cometeu afrontas à legislação.

Os outros dois senadores paranaenses votaram contra o parecer do relator.
Gleisi Hoffmann voltou a falar em um julgamento político e defendeu que o impeachment não pode ser realizado pelo conjunto da obra.

Além de criticar o processo, a senadora petista ainda defendeu a convocação de eleições gerais.

“Quando vossas excelências colocarem a cabeça no travesseiro, verão que fizeram uma grande injustiça. Que tiraram uma presidente para tentar purgar os pecados da política como um todo”, argumentou.

 

O peemedebista Roberto Requião também se posicionou contrariamente ao julgamento e afastamento definitivo de Dilma Rousseff.

Citou que as pedaladas não foram exclusividade do governo PT, mas espalhadas por governos de várias bandeiras. Somado a isso, criticou políticos citados em esquemas de corrupção, como o investigado na Lava Jato e a natureza política do processo.

 

Ainda no discurso, Requião afirmou que o retorno de Dilma Rousseff não representaria solução para a crise e também falou em novo pleito.

“De volta ao planalto, vejo a presidente comandando um governo de transição até a posse do ou da mandatária eleito ou eleita no pleito antecipado. Um governo de transição composto por brasileiros comprometidos com o desenvolvimento nacional, com os trabalhadores. Não outra saída, novas eleições ou morte”, afirmou.

O placar final da sessão de pronúncia no Senado foi de 59 votos favoráveis ao relatório e 21 contrários. Com isso a presidente afastada se torna ré no processo e será levada a julgamento pela Casa.

A previsão é para que essa última etapa comece no final do mês de agosto, mas uma vez comandada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski.