Instrutores do SENAR-PR têm alto nível de formação técnica e acadêmica

Um fator que nem sempre transparece, mas que está presente nos cursos do SENAR-PR é a preocupação com a qualidade dos profissionais que ministram as aulas juntos aos produtores e trabalhadores rurais. Afinal, se uma boa formação pode transformar a vida para melhor, informações incorretas, desatualizadas e/ou distantes da realidade produtiva podem ter consequências desastrosas para o futuro de uma propriedade.

A proposta de seriedade e compromisso com a qualidade que norteia o trabalho do SENAR-PR tem atraído um perfil qualificado de profissionais para preencher os quadros de instrutores da instituição. Isso fica evidente quando analisados os últimos editais para o credenciamento de instrutores ocorridos em 2019, para cursos na área de bovinocultura leiteira, tratorista agrícola e classificação de grãos.

No caso do Edital 3/2019, voltado à Bovinocultura de Leite, foram 70 inscritos, entre médicos veterinários, engenheiros agrônomos e zootecnistas. Deste total, a grande maioria possuía pós-graduação e especialização, sendo que havia na concorrência disputa até um grupo de profissionais com pós-doutorado.

O perfil qualificado dos candidatos também ficou evidenciado no Edital 2/2019, para Tratorista Agrícola. Dos 58 inscritos, vários possuem pós-graduação, outros trouxeram experiência profissional em multinacionais, como Bosch e CNH, sem falar naqueles com mais de uma graduação em curso superior no currículo.

Da mesma forma o Edital 1/2019, para cadastramento de instrutores para o curso de Classificação de Grãos. Além da vários pós-graduados, quase 30% dos candidatos possuíam mestrado e/ou doutorado.

Para o gerente do Departamento Técnico (Detec) do SENAR-PR, Arthur Piazza Bergamini, o perfil encontrado entre os candidatos reforça a visão da instituição de atrair novos talentos de uma forma transparente, além de horizontalizar o acesso de profissionais qualificados ao quadro de instrutores. “Esperamos que os editais cumpram esse papel de aprimorar o processo de atração e credenciamento de instrutores”, avalia.

Hoje, o SENAR-PR conta com 397 instrutores cadastrados em seus quadros, sendo em sua imensa maioria (cerca de 90%) formada por profissionais com – pelo menos – curso superior. Deste percentual, 2,5% também possuem mestrado, 3% doutorado e 2% pós-graduação.

A rigor este número é maior, uma vez que a atualização dos currículos no sistema do SENAR-PR não é obrigatória, ficando a cargo dos próprios instrutores. Ou seja, como os profissionais do quadro da instituição realizam o cadastro de forma continuada, quando concluem uma graduação, especialização, mestrado, doutorado ou qualquer outro curso, não é possível ter a atualização imediata.

Novos instrutores

Um dos novos membros deste seleto clube é o jovem Gustavo Ponce Martins, de Cianorte, na região Noroeste do Paraná, que entrou nos quadros do SENAR-PR por meio do Edital 2/2019. Engenheiro florestal de formação, Martins conta que o SENAR-PR sempre esteve próximo da sua realidade, contribuindo de diversas maneiras para sua formação. “Já conheço o SENAR desde a graduação, além de o meu pai ser instrutor [do SENAR-PR] há mais de 20 anos. Eu mesmo já fiz mais de 20 cursos, entre presencial e EaD [Educação a Distância]”, conta.

Ainda segundo Martins, a base de informação intelectual e técnica adquirida por meio destes cursos foi muito grande. “Depois de seis anos de formado, acredito que tenho uma boa base técnica e muita capacidade de trabalho. Além disso sou agricultor”, avalia, referindo-se ao valor da experiência pessoal na hora de dialogar com outros produtores rurais que serão seus alunos nos cursos. “Tenho vontade de passar aquilo que eu apendi, conhecer o produtor e poder melhorar o dia a dia deles. A gente que está no campo entende a realidade desse público, convive, conversa, participa de sindicato rural, de cooperativa”, aponta o futuro instrutor, já com planos de fazer mestrado na sua área de atuação para continuar agregando conhecimento nos cursos que irá ministrar.

Foco na qualidade

A escolha da modalidade dos editais públicos de credenciamento como estratégia de prospecção de novos talentos reflete o cuidado do SENAR-PR com seu quadro de instrutores. “Essa estratégia permite maior visibilidade de profissionais, que de outra forma poderiam não entrar no nosso radar. O uso dos editais começou em 2017 e hoje é a principal porta de entrada de novos profissionais”, avalia Bergamini.

Outro destes novos profissionais que passam a fazer parte dos quadros da instituição por meio desta nova modalidade é Mauro Cezar Barbosa, que participou do Edital 1/2019. Seu perfil é um exemplo de como este tipo de processo seletivo permite o acesso de profissionais de alto gabarito. “Possuo graduação em agronomia, mestrado e doutorado em produção vegetal, sou especialista em economia e gestão do agronegócio e tenho pós-doutorado em bioquímica vegetal e bioprospecção”, elenca.

Sua formação permite dar aulas em universidades, o que aconteceu nos anos de 2010 e 2011 e depois entre 2015 e 2019, quando foi professor na Universidade Estadual de Maringá (UEM) e na Universidade Estadual de Londrina (UEL), respectivamente. A partir de agora, todo este conhecimento estará à disposição de produtores, trabalhadores rurais e público alvo do SENAR-PR.

“Estou muito empolgado. As expectativas são as melhores possíveis devido à nova reestruturação dos cursos e metodologia de ensino utilizada e balizada para todos os novos e antigos instrutores. Já realizei alguns cursos do SENAR-PR como participante e sempre gostei da missão e da metodologia empregadas pela instituição”, avalia.

Barbosa deverá ministrar aulas no curso de “Classificação de Grãos”, recentemente reformulado de modo a proporcionar um aprendizado mais prático e com maior carga horária, para que os produtores e trabalhadores rurais consigam desenvolver a atividade sozinhos após a formação.

Qualificação contínua

Um exemplo de profissional que aprimorou suas qualificações acadêmicas quando já estava dentro dos quadros do SENAR-PR é a instrutora Lidiane Braga, que atua na regional de Londrina. Formada em agronomia, Lidiane realizou os treinamentos para dar aulas no programa Jovem Agricultor Aprendiz (JAA) em 2007. “Antes fiquei seis meses acompanhando os instrutores para ver como era a atividade na prática, além das formações técnicas do SENAR-PR. Só peguei minhas primeiras turmas em agosto de 2008”, relembra. “Foi muito importante acompanhar os meus colegas para ver como eles lidavam com o público jovem”, acrescenta.

Edital de Agricultura de Precisão

Até o dia 18 de outubro, o SENAR-PR está com edital aberto para o credenciamento de profissionais para prestar serviços de instrutoria em cursos na área de Agricultura de Precisão. Os instrutores selecionados serão responsáveis pela capacitação de produtores e trabalhadores rurais no uso e operação de receptores Global Navigation Satellite System (GNSS), aplicados à agricultura.

Os pré-requisitos para os instrutores é formação em agronomia, engenharia agrícola, engenharia florestal, engenharia de agrimensura ou engenharia cartográfica, além de experiência prática comprovada na utilização do GNSS em atividades rurais. Os treinamentos serão oferecidos pelo SENAR-PR em todos os 399 municípios do Paraná.

O processo prevê a realização de provas técnicas, pedagógicas e avaliação presencial. O edital completo, com a descrição de todos os requisitos, etapas e documentos necessários, está disponível no site www.sistemafaep.org.br, na seção Editais.

Em 2012, com necessidade de aprimorar sua formação acadêmica, Lidiane fez uma pós-graduação em educação ambiental. Em 2017, decidiu cruzar uma nova fronteira e entrou no programa de mestrado em agronomia da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP). O tema da sua pesquisa foi o programa JAA. “Minha dissertação é sobre aprendizagem e sucessão, comprovando os impactos do JAA no desenvolvimento pessoal dos jovens. O SENAR-PR me deu espaço e apoio desde que esse projeto era apenas uma ideia. Antes de entrar como aluna no mestrado já havia conversado e sempre houve apoio da instituição”, afirma.

Vale lembrar também que a formação acadêmica não é a única fonte de conhecimento destes profissionais. Todos os instrutores do SENAR-PR participam, obrigatoriamente, de formações e atualizações nas áreas dos cursos que ministram ou desejam ministrar. Esta obrigatoriedade está prevista em contrato e tem como objetivo preparar o quadro de instrutores para que estejam sempre na vanguarda técnica e tecnológica nas áreas em que atuam. O resultado se reflete dentro da porteira, com conhecimento de qualidade a serviço da família rural paranaense.

Instrutores do novo PER passam por formação

Além de levar conhecimento à família do campo, os instrutores do SENAR-PR também são peça-chave na elaboração de novas propostas. Um exemplo disso ocorreu durante a reformulação do Programa Empreendedor Rural (PER), iniciativa desenvolvida pelo Sistema FAEP/SENAR-PR em parceria com a Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paraná (Fetaep) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-PR), que visa também desenvolver projetos de negócio e incentivar o empreendedorismo no meio rural.

Nesse processo foram selecionados 10 instrutores que participaram da formação para o novo formato do programa. Dividida em três etapas, realizadas em março, junho e setembro de 2019, em Curitiba, a formação de atualização do PER contou com três especialistas na área, também responsáveis por desenvolver os conteúdos dos programas, e três facilitadores especialistas na condução de grupos.

De acordo com Mariana Assolari, técnica do SENAR-PR e coordenadora do PER, “trata-se de uma proposta de construção coletiva, envolvendo participantes, instituições, facilitadores e especialistas”.

Segundo ela, esta formação ocorreu paralelamente à realização de dez turmas do PER em seu novo formato (as demais turmas deste ano seguiram o formato antigo do programa), de modo que era possível avaliar em tempo real as mudanças realizadas no formato do programa e assim sugerir melhorias e corrigir eventuais problemas.

“Nesse horizonte, o papel dos instrutores deixa de ser o de professor para se tornarem facilitadores no processo de aprendizado, ampliando assim o protagonismo dos participantes neste processo”, afirma Mariana, referindo-se à mudança na postura dos participantes e dos instrutores presente neste novo formato.

Por meio do SENAR-PR, ex-boia-fria vira empreendedora

Maria José Rodrigues viu a própria vida se transformar drasticamente nos últimos anos. Habitante do distrito de Santa Elisa, no município de Umuarama, região Noroeste do Paraná, ela trabalhava como boia-fria até meados de 2004, nas culturas de café e algodão. A rotina era árdua e a renda, apertada.

Apesar das dificuldades, a então boia-fria permanecia firme no trabalho. Em 2004, por curiosidade, aceitou o convite do sindicato rural e participou do seu primeiro curso do SENAR-PR, sobre fabricação de conservas. Maria José, que nunca havia pensado em entrar para o ramo da culinária, descobriu ali sua vocação.

O primeiro pote de doce feito durante o curso foi vendido a R$ 5 e, com esse pequeno lucro, Maria começou a investir no que se tornaria seu próprio negócio. “Com os R$ 5, comprei um saco de açúcar e comecei a fabricar as conservas. Antes não sabia fazer nada. Com o curso, comecei a gostar do trabalho e descobri minha área”, conta.

Além deste, Maria José fez diversos outros cursos do SENAR-PR – tantos foram que ela tem dificuldades em dizer a quantidade exata. “Com certeza foram mais de 10”, aponta. Além de capacitações na área de panificação e administração, ela participou de programas como o Mulher Atual e o Empreendedor Rural (PER).

Assim que os clientes começaram a aparecer, Maria José decidiu parar de trabalhar como boia-fria para se dedicar integralmente à culinária. Conforme fazia os cursos, aprimorava o cardápio. “Tive que parar para dar conta da demanda de pedidos. Foi uma mudança bem diferente, de trabalhar na roça a ser empreendedora. No começo dá medo, mas aí pensei ‘Eu vou tentar, quero ser dona do meu próprio negócio e vou investir nisso’. Os cursos do SENAR-PR ajudam muito, aí não tive mais medo”, afirma. Atualmente, Maria José vende pães, roscas, pizzas, lanches, pastéis e outros quitutes caseiros, além dos doces em conserva.

O negócio deu tão certo que a ex-boia-fria, hoje com 42 anos, já atende pessoas de outros municípios, além da clientela fixa de Santa Elisa e Umuarama. “Praticamente todos da cidade compram”, revela Maria José, que comprou carro e casa própria e também investiu em uma cozinha para a atividade. O próximo passo é montar uma mini-fábrica para otimizar a produção e vender nos supermercados.

“Agora eu trabalho por conta e faço meus horários. Tenho uma qualidade de vida muito melhor. O SENAR-PR muda a vida das pessoas, tem que saber aproveitar as oportunidades”, destaca a empreendedora, cujo negócio batizou de ‘Produtos da Bia’, apelido pelo qual é conhecida na região. “Eu não tinha ideia de nada, aprendi tudo com o SENAR-PR. Os professores são excelentes mesmo. Fui aprendendo como trabalhar com meu negócio, fazer a administração, questão de custos e ganhos. Fico feliz de ter conhecido o SENAR-PR porque transformou a minha vida”, orgulha-se.

Ainda, Maria José passou a mobilizar os moradores de Santa Elisa para a realização de capacitações no distrito. “Eu vejo quem está interessado e monto a turma, falo com o pessoal do sindicato rural [de Umuarama] e eles se organizam para trazer o curso”, explica a empreendedora, que também disponibiliza sua casa para as capacitações. “Enquanto o SENAR-PR existir, eu vou ajudar assim como ele me ajudou”, finaliza.

Leia mais matérias sobre o SENAR-PR no Boletim Informativo.

SENAR-PR dá início à triagem de trabalhos do Agrinho 2019

O SENAR-PR, responsável pelo Programa Agrinho, recebeu mais de 6 mil projetos para a edição deste ano, sendo 5,5 mil da rede pública e 443 da rede particular. Na categoria Agrinho Solos, participam 110 trabalhos.

O material, que passou por uma triagem prévia pelos Correios para divisão em categorias, está na sede do Sistema FAEP/SENAR-PR, em Curitiba. Os desenhos, redações e outros materiais serão avaliados por seis profissionais da instituição para verificação das normas do concurso e divisão por região do Estado. Os principais critérios conferidos são a data de postagem, assinatura e carimbo da direção da escola e se não foi enviado mais de um trabalho pela mesma turma. O prazo máximo para envio terminou no dia 7 de agosto.

“Finalizada a triagem, nós damos baixa no sistema, em que o professor pode verificar se o trabalho foi aceito ou desclassificado. Caso ocorra a desclassificação, relatamos o motivo”, explica a pedagoga do SENAR-PR Josimeri Grein, uma das responsáveis pelo Agrinho.

Em seguida ocorrem as bancas de avaliação, marcadas para os meses de setembro e outubro. Participam do processo representantes de setores relacionados à educação e a órgãos públicos e privados relacionados à agricultura. Entre as instituições participantes das bancas avaliadoras do Agrinho 2019, estão a Universidade Federal do Paraná (UFPR), Universidade Estadual do Centro Oeste (Unicentro), Secretaria de Estado da Educação (Seed), Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (Seab), Secretaria de Estado da Justiça, Trabalho e Direitos Humanos (Sejuf), Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sema), Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Tribunal de Justiça, Tribunal Regional do Trabalho, Sanepar, e outros.

Leia a matéria completa no Boletim Informativo.

Ex-aluno passa ao posto de instrutor do JAA

O jovem Dionei Silva Dapont nasceu e cresceu no campo. Ainda criança, Dapont desenvolveu o gosto pelas atividades agropecuárias na Fazenda Castelli, no pequeno município de Mamborê, na região Centro Oriental do Paraná. Ali, descobriu sua primeira vocação. “Meu sonho era ser médico veterinário. Eu sempre gostei muito de conviver com os animais”, revela.

Conforme crescia, apesar do contato diário com o meio rural, Dapont não sabia o que esperar do seu futuro profissional. Até que em 2012, o jovem, que ainda não conhecia o trabalho do SENAR-PR, descobriu o Programa Jovem Agricultor Aprendiz (JAA) por convite do colégio em que estudava.

“Fiquei com interesse no curso, mas não consegui entrar porque a turma lotou. Eu pedi, então, para o instrutor se poderia voltar no outro dia para tentar entrar na turma. Então, o instrutor ligou para o supervisor e pediu se eu poderia entrar. Ele autorizou”, lembra o ex-aluno do JAA. Durante o programa, além da confirmação para cursar medicina veterinária, Dapont afirma ter descoberto uma nova realidade. “Eu gostava da vida na fazenda, mas não sabia de nada, era meio perdido soDESAFIO bre o que queria fazer. Depois que eu comecei o JAA, mudei minha vida. Comecei a ter mais noção e colocar a mão na massa”, relata.

Em 2013, Dapont foi convidado para aplicar uma das provas da gincana do JAA, atividade realizada entre as turmas sobre os conteúdos vistos durante os encontros. O jovem, então, se aprofundou ainda mais no programa do SENAR-PR, dessa vez sob outra perspectiva. Ali, entre conversas com o supervisor e a coordenadora do programa, começava o despertar de outra vocação.

Em 2018, com o diploma de medicina veterinária em mãos, veio o convite para tornar-se instrutor do programa JAA. O ex-aluno, que até então nunca havia cogitado a ideia de exercer qualquer tipo de docência, decidiu encarar o desafio.

“De certa forma foi uma surpresa porque, em 2014, quando comecei a faculdade, eu nunca imaginei que iria dar aula. Eu sempre gostei de pecuária de leite e pensava em trabalhar na propriedade. Agora vou trabalhar com isso como instrutor e passar meu conhecimento para frente”, orgulha-se Dapont, primeiro da família a concluir um curso superior.

Ainda, segundo ele, pretende utilizar o conhecimento proporcionado pelo SENAR-PR para seu crescimento profissional e pessoal. “Espero conhecer muitas pessoas no decorrer dessa trajetória. Essa amizade, essa troca, com certeza irá agregar muito à minha carreira, como já acontece desde a época do JAA”, declara. “Com a ajuda dos amigos e do SENAR-PR, tem tudo para dar certo”, finaliza.

Leia mais reportagens no Boletim Informativo.

Doenças respiratórias em bovinos causam perda de produtividade

Não é novidade que as baixas temperaturas que marcam a chegada do inverno, ainda combinadas ao ar mais seco deste período, formam um ambiente propício para o aumento dos casos de doenças respiratórias. E não são apenas os seres humanos que podem sofrer com esse tipo de enfermidade. Os bovinos, principalmente quando bezerros, também são acometidos por um complexo de doenças que atinge o sistema respiratório, causando prejuízos para o rebanho, principalmente na pecuária de leite. As Doenças Respiratórias dos Bovinos (DRB) causadas por diversos vírus e bactérias podem evoluir rapidamente para enfermidades mais graves, inclusive levando o animal à morte.

Segundo o médico veterinário do Sistema FAEP/SENAR-PR Alexandre Lobo Blanco, o primeiro estágio da DRB é de forma subclínica, ou seja, sem sinais aparentes. O animal, no entanto, pode apresentar febre e não se alimentar como de costume, se isolando do rebanho. “Muitas vezes o produtor nem percebe que o animal está doente porque não tem costume de aferir a temperatura”, observa.

As bezerras são as mais atingidas pelas doenças respiratórias por ainda estarem em período de formação do sistema imunológico. A maior parte das ocorrências se concentra no período entre quatro a seis semanas, sendo o mais alto risco do nascimento até os 21 dias. A principal forma de garantir a imunidade das bezerras recém-nascidas é por meio do colostro, primeiro leite secretado pela vaca após o parto. “Não existe uma única vacina que combata todas os agentes causadores das doenças respiratórias.

Uma alternativa muito comum no manejo é o programa vacinal, em que as vacas são vacinadas para que o colostro produzido seja mais rico em anticorpos específicos”, aponta Blanco. Cuidados com o rebanho Apesar da maior incidência entre bezerras, a DRB também pode atingir animais adultos. As principais causas que favorecem a manifestação de pneumonia e outras doenças respiratórias são a inadequação de instalações, déficit nutricional e estresse. “É importante manter instalações secas e arejadas, com boa circulação de ar. Os produtores têm costume de achar que, por causa do frio, a redução da ventilação do confinamento é a melhor opção. Mas isso pode favorecer a propagação de vírus e bactérias”, ressalta o médico veterinário do Sistema FAEP/SENAR-PR.

Além do aumento da temperatura retal e perda de peso, um animal acometido por uma DRB pode apresentar secreção nasal, respiração ofegante, tosse e espirros frequentes, diarreia, apatia e letargia.

Leia a matéria completa no Boletim Informativo.

Dissertação de mestrado comprova resultados do JAA

Há 14 anos que o programa Jovem Agricultor Aprendiz (JAA), uma iniciativa do SENAR-PR, repercute positivamente entre os jovens. Apesar dos relatos que destacam as boas experiências, sua eficiência ainda não havia sido comprovada cientificamente. Isso até agora! A agrônoma e instrutora do SENAR-PR, Lidiane Braga, realizou uma pesquisa inédita que avalia os impactos do programa entre os egressos. Resultado: o JAA tem atingido seu objetivo como ferramenta de aprendizagem rural.

O projeto “Influência do Programa Jovem Agricultor Aprendiz (JAA) no desenvolvimento humano e profissional de jovens” foi desenvolvido como dissertação do Programa de Mestrado em Agronomia pela Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) e apresentado à banca avaliadora no início de julho deste ano. Para alcançar os resultados, a pesquisadora aplicou questionários e/ou entrevistou 565 egressos do programa entre 2013 e 2017.

A pesquisa teve início em 2017, com apoio do SENAR-PR e da rede de instrutores do JAA. “O SENAR-PR autorizou a pesquisa e forneceu todos os dados que eu precisava. Também foi apresentado a outros instrutores do JAA, que auxiliaram no contato com seus egressos. Isso reforçou a questão do vínculo que é criado entre o instrutor e o participante. Foi um trabalho em conjunto”, destaca Lidiane.

A pedagoga e coordenadora do JAA, Regiane Hornung, avalia que os resultados da dissertação, além de comprovar a eficiência do programa, são importantes dentro do próprio SENAR-PR, pois contribui para a tomada de decisões futuras. “Em 2015 começamos a fazer uma avaliação de egressos dos programas do SENAR-PR. Esta pesquisa da Lidiane reforça o nosso trabalho. Com isso, podemos identificar o que devemos manter e também melhorias a serem feitas”, aponta Regiane, que esteve presente na defesa do estudo.

Ainda de acordo com a pedagoga do SENAR-PR, a instituição está implementando processos avaliativos de seus programas e ações para mensurar resultados, conforme  estabelecido pelo Conselho Nacional de Monitoramento e Avaliação de Políticas Públicas, por meio do Decreto 9.834 de 12 de junho de 2019.

Resultados

Para Lidiane, uma das principais conclusões do trabalho é em relação ao vínculo com o meio rural despertado entre os jovens. A partir dos dados levantados é possível constatar que o JAA tem conseguido que seus participantes encontrem uma conexão com o campo, ainda que estejam vivendo em meio urbano. Os resultados apontam que, no início do programa, cerca de 68% afirmam que têm vínculo com o campo.

Ao final, mais de 92% declaram que possuem essa relação. A autora da dissertação observa que isso funciona como um preparo para a sucessão familiar, pois o jovem começa a se interessas pelas atividades ligadas ao setor agropecuário e percebe que ali existe uma possibilidade de carreira profissional.

Leia a matéria completa no Boletim Informativo.

Curso de drones forma mais de 100 turmas em seis meses

Com duas turmas formadas na segunda semana de julho – em Cascavel e em Londrina –, o curso “Trabalhador na Agricultura de Precisão: Operação de Drones” ultrapassou sua centésima edição. Não para por aí: já estão confirmadas novas turmas até setembro, em todas as regiões do Paraná. Disponibilizada pelo SENAR-PR desde o início deste ano, a capacitação ensina produtores e trabalhadores rurais a explorar as potencialidades desses equipamentos, aplicadas à agropecuária. A alta procura revela o interesse do setor, cada vez mais, em aderir às novas tecnologias.

“É um curso que superou as expectativas. Quando ainda estávamos em processo de formatação [da capacitação], imaginávamos que haveria demanda, mas não que seria tanto assim. Teve um mês em que chegamos a formar 27 turmas”, aponta o técnico do SENAR-PR Neder Corso, responsável pelo curso.

A procura acentuada é mais do que justificada. As aplicações dos Veículos Aéreos Não Tripulados (Vants) – como os drones são chamados tecnicamente – no meio rural são inúmeras. Para a agricultura, por exemplo, há câmeras multiespectrais que podem avaliar a saúde das plantas, a partir de um sobrevoo às lavouras. Com isso, o produtor rural pode identificar as doenças da plantação e tratá-las a tempo, evitando prejuízos.

“São câmeras equipadas com sensores, capazes de identificar pragas e pestes, desde em frutas até em lavouras de soja e milho. Essas informações são lidas e mapeadas por softwares específicos”, ressalta o instrutor do SENAR-PR Arnaldo Antunes dos Santos Neto.

Outro exemplo é o mapeamento das propriedades, que podem ser feitos de forma remota, com os drones. Em vez de percorrer a plantação com um trator, o produtor pode fazer um levantamento da área a partir do Vant, demarcando áreas de plantio, além de poder verificar eventuais falhas na lavoura, erosões ou pontos de desmatamento. Além disso, o equipamento pode ser utilizado no acompanhamento do desenvolvimento da safra.

Na pecuária, também há múltiplos usos para o dispositivo. A partir das informações captadas pelos drones, há softwares e aplicativos que fazem a contagem do rebanho. Além disso, o equipamento vem sendo utilizado na procura por animais fugidos, na identificação de reses feridas e na inspeção das pastagens.

“As aplicações são diversas, tanto que o drone já é uma realidade nas propriedades rurais. É um equipamento que vai se tornar, cada vez mais, uma ferramenta importante tanto em gestão quando no monitoramento”, avaliou Santos Neto.

Curso

O “Trabalhador na Agricultura de Precisão: Operação de Drones” tem carga-horária de 24 horas, divididas ao longo de três dias. Ao longo do curso, os alunos conhecem os detalhes do equipamento, as diferenças entre os tipos de modelos disponíveis e os cuidados a serem observados durante a operação. As aulas focam também nas aplicações específicas dos Vants na agropecuária, além de abordar a legislação que regulamenta a atividade.

“Todas as aeronaves [drones] precisam ser registradas na Agência Nacional de Aviação Civil e todos os voos precisam ser autorizados”, exemplifica Corso, destacando os cuidados para o uso.

O curso começou a ser formatado no segundo semestre do ano passado, a partir da demanda dos próprios produtores rurais. Em novembro de 2018, o SENAR-PR fez a primeira experiência, a partir de uma turma -piloto, que teve aulas na Lapa, Região Metropolitana de Curitiba. Na ocasião, validou-se a metodologia do curso e se capacitaram seis instrutores, que hoje multiplicam o conhecimento a produtores de todo o Paraná.

Depois da iniciativa-piloto, a primeira turma convencional de “Operação de Drones” se formou em fevereiro deste ano. De lá para cá, o curso passou a ser um dos mais procurados do catálogo do SENAR-PR. Até o fim de julho, 110 turmas terão se formado. Outras 27 edições já estão confirmadas para agosto e três, para o início de setembro.

“Ou seja, até o comecinho de setembro, teremos formado 140 turmas. Todas as regionais já receberam o curso, o que comprova o interesse cada vez maior nesta ferramenta que coloca o Paraná ainda mais na era da Agricultura de Precisão”, diz Corso.

Leia mais matérias sobre cursos no Boletim Informativo.

SENAR-PR lança novo curso de processamento mínimo de hortaliças

Atento às oportunidades no campo e às necessidades dos produtores rurais paranaenses, o SENAR-PR lançou o curso “Trabalhador na olericultura – processamento mínimo – princípios e práticas”. O objetivo é capacitar horticultores e trabalhadores de agroindústrias a preparar esse tipo de alimentos dentro dos padrões sanitários e de boas práticas de fabricação.

Segundo a engenheira agrônoma do SENAR-PR Vanessa Reinhart, a nova formação atende a uma demanda de mercado. “Muitos municípios têm agroindústrias, mas não têm mão de
obra capacitada”, afirmou. Alimentos minimamente processados são aqueles que não sofrem alterações nas suas características. Ou seja, trata-se de vegetais frescos que passam por uma
série de operações (seleção, classificação, lavagem, descascamento, corte, sanitização, centrifugação e embalagem) que os tornam prontos para o consumo e/ou preparo, como a cebola e
couve picadas, mix de vegetais para sopa, cenoura e beterraba raladas, mandioca descascada, entre outros. “É uma tendência de mercado. O aumento de consumo se deve principalmente à
busca por uma alimentação mais saudável, porém, com cada vez menos tempo para preparar refeições. Assim, esse tipo de produto é mais conveniente e prático”, explica Vanessa.

Além disso, a redução do número de membros nas famílias, e cada vez mais pessoas morando sozinhas, abriu portas para estes produtos, comercializados em pequenas porções, diminuindo o desperdício. Também há demanda crescente para a merenda escolar e restaurantes que já compram os produtos cortados ou ralados em grandes quantidades. Outras vantagens do segmento de alimentos minimamente processados é o aumento do valor agregado da produção.

Curso

Com carga horária de 32 horas divididas em quatro dias de encontros, o novo curso passa por todas as etapas do processamento mínimo, abordando temas técnicos como armazenamento, distribuição, embalagens, além de tratar de temas mais abrangentes como legislação e panorama econômico deste mercado.

Para fazer o curso, o participante precisa ter no mínimo 18 anos e ter feito o curso do SENAR-PR “Produtor na olericultura – colheita e pós-colheita”. Também é necessário um local como uma agroindústria ou unidade de processamento para realização da aula prática. As turmas possuem entre 10 a 15 participantes.

Interessados neste curso precisam procurar o seu sindicato rural ou o escritório regional do SENAR-PR mais próximo.

Leia mais matérias sobre o agronegócio no Boletim Informativo.

Parceria leva Herdeiros do Campo a cooperados da Agrária

Membros de 11 famílias de cooperados da Agrária, de Guarapuava, no Centro-Sul do Paraná, discutiram uma questão indispensável à longevidade das empresas rurais: a sucessão familiar de bens e propriedades. Os produtores e familiares frequentaram o programa Herdeiros do Campo, desenvolvido pelo SENAR-PR, para despertar nos participantes a importância de se decidir pela transição dos negócios rurais. A iniciativa foi realizada por uma parceria direta com a própria cooperativa.

Todos os participantes são cooperados, que vivem em Entre Rios, distrito de Guarapuava, em que predominam imigrantes europeus, cujos pioneiros chegaram à região na década de 1950. Os ascendentes são provenientes de países banhados pelo rio Danúbio – como Alemanha, Sérvia, Croácia e Hungria – e, aqui no Paraná, fundaram a Agrária. Hoje, a cooperativa tem 650 cooperados, 1,5 mil colaboradores e faturamento anual de R$ 2,8 bilhões.

Ao longo de cinco encontros – que totalizaram 50 horas –, os alunos do Herdeiros do Campo se debruçaram sobre temas, como “sucessão e governança rural”, “visão estratégica da empresa rural” e “mediação de conflitos e construção da confiança”. Após as discussões, cada núcleo familiar teve duas horas de orientação em particular, com vistas a elaborar um plano de ação específico para conduzir a sucessão dos negócios familiares.

Esta foi a primeira oportunidade em que o programa foi realizado especificamente para cooperados da Agrária. Diante dos resultados, a cooperativa já pensa em formar novas turmas. As famílias que acabaram de participar do Herdeiros do Campo devem atuar como uma espécie de divulgadoras, contando a experiência que tiveram nos encontros.

“Nós sabemos da importância deste tema e vimos a necessidade de compartilhar isso com nosso cooperado, para eles discutirem mais a sucessão, para saberem o que deve ser feito para que a transição ocorra da melhor forma”, disse o vice-presidente da Agrária, Manfred Majowski. “Tive oportunidade de falar com três dos cooperados que fizeram o curso, que ficaram bastante satisfeitos. Vamos divulgar para que tenhamos mais grupos. Este foi só o primeiro”, acrescentou.

Exemplo

Para a família Stock, por exemplo, o Herdeiros do Campo representou a oportunidade de dar início às discussões do processo de continuidade de suas empresas. Focados na produção de grãos, as quatro fazendas do clã são conduzidas pelo patriarca Ernesto Stock, de 54 anos, que começou a olhar para a sucessão com outros olhos. Uma das filhas, a pedagoga Tábata Stock já começou a participar dos empreendimentos: há cinco anos é ela quem cuida dos recursos humanos.

Em 2017, uma das propriedades da família foi reconhecida pela revista Globo Rural como a fazenda mais sustentável do Brasil. Ganhou até prêmio. Além de começar a pensar no processo de sucessão, o programa auxiliou os Stock a pensarem seu próximo passo: organizar uma holding familiar. “A partir das informações e das discussões propiciadas pelo programa, a gente consegue traçar um plano de ação e começar a nossa jornada bem específica. Tirou muitas dúvidas que tínhamos. Agora nós sabemos por onde começar e o de que forma temos que nos preparar”, disse Tábata.

Leia a matéria completa no Boletim Informativo.

SENARs de outros Estados capacitam seus instrutores no Paraná

Fomentar a formação profissional e a promoção social das pessoas do meio rural: essa é, em síntese, a missão do SENAR-PR. Em seus 26 anos de história, a instituição já contribuiu com a profissionalização e melhoria da qualidade de vida de milhares de produtores e trabalhadores rurais e seus familiares no Estado. Os resultados das ações e atividades capacitadoras do SENAR-PR, inclusive, ganham repercussão em outros Estados.

Na primeira quinzena de junho, por exemplo, a administração do SENAR do Espírito Santo irá promover uma capacitação dos seus técnicos do Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) no Centro de Treinamento para Pecuaristas (CTP) de Castro, na região dos Campos Gerais do Paraná. O grupo, composto por 10 técnicos do SENAR-ES, fará um treinamento em “Manejo de Gado de Leite para Produtores”.

Segundo a coordenadora do ATeG do SENAR-ES, Cristiane Veronesi, o programa está com uma equipe técnica para atender a cadeia de leite, com perspectiva de aumentar o número de produtores assistidos. “Atualmente, são 95 produtores que estão sendo atendidos e queremos aumentar para mais 200. Essa capacitação vai nos ajudar”, conta.

A escolha pelo SENAR-PR se explica pela referência consolidada da instituição a nível nacional. “A decisão foi unânime”, revela a coordenadora do ATeG do SENAR-ES. “O pessoal já vinha falando de Castro, e quando surgiu a oportunidade de fazer a capacitação em leite, a primeira sugestão foi o SENAR-PR”, complementa.

O assessor técnico do SENAR-ES e responsável pela coordenação da viagem, Vinícius Tavares, revela, ainda, que o SENAR-PR é referência para o Espírito Santo em outros treinamentos e cursos. “Nós adaptamos algumas capacitações para a nossa regional. Então, a expectativa para essa visita é a melhor possível. Essa troca de conhecimentos só vem a acrescentar para a melhoria da qualidade da nossa assistência técnica ao produtor. Queremos melhorar nossa metodologia e trazer novos conhecimentos, pois o foco é o produtor rural”, evidencia. “Essa abertura para nós talvez seja a primeira de muitas outras”, complementa Tavares.

Recentemente, o SENAR-PR já ofertou capacitações para técnicos de Santa Catarina, e promoveu ações para os colaboradores do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e
Extensão Rural (Emater).

Infraestrutura de qualidade

Uma das mais antigas organizações de apoio aos produtores rurais da região Sul, o CTP de Castro é reconhecido em termos de genética animal, manejo, solo e clima. A Granja
demonstrativa utilizada pelo CTP possui dois setores de produção: Pequena Unidade, com área de 15,5 hectares, com gado Jersey, e a Grande Unidade, com 92 hectares, com gado holandês e jersolando.

Em termos simples, a Pequena Unidade corresponde ao trabalho de um casal num rebanho de uma pequena propriedade, enquanto a Grande Unidade já tem objetivo de exploração comercial com aplicação de alta tecnologia. No total, são cerca de 770 animais no plantel. Em 2018, a produção foi de mais de 3,8 milhões de litros de leite.
O CTP de Castro tem como princípio-chave a formação conceitual. “O nosso trabalho é baseado em conceitos técnicos. Assim, os profissionais de outro Estado serão capazes
de fazer pequena adaptações porque aprenderam conceitos, como princípios de qualidade, boas práticas, protocolos, higiene, bons tratos, bem-estar animal, entre outros”, destaca o técnico do SENAR-PR Alexandre Lobo Blanco.

Um dos desafios dos técnicos do SENAR-ES será a adaptação climática, principalmente nas indicações de manejo, devido às diferenças entre o clima temperado dos
Campos Gerais e o clima tropical capixaba. “Esse será o desafio. Mas conhecendo o princípio, é possível aplicar em qualquer sistema produtivo. É assim que o SENAR-PR trabalha”, observa Lobo Blanco, que irá acompanhar a visita do grupo do Espírito Santo.

Os cursos ofertados pelo CTP de Castro trabalham conhecimentos técnicos e vivências práticas, ofertando uma filosofia de criação com base na ciência animal para que o produtor esteja apto a tomar decisões. “É o gargalo que a gente precisa, a união da vivência no campo com a parte técnica para dar uma guinada na produção de
leite no Espírito Santo. Por ser do próprio sistema, por ser SENAR, por saber do trabalho com a cooperativa de leite de Castro, isso mostra a importância de capacitar os nossos técnicos, além da excelência do trabalho do Paraná”, resume Cristiane.