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Estudo aponta que achar um sentido na vida é garantia de saúde

Um recente estudo realizado pela, Universidade da Califórnia em San Diego (EUA), publicado na última terça-feira (10), no periódico científico Journal of Clinical Psychiatry, aponta que a busca por um propósito na vida têm efeitos palpáveis na saúde e no bem-estar do indivíduo.

Segundo os pesquisadores, procurar por esse significado vai muito além de uma questão filosófica, por abranger ainda a saúde física e psicológica. O fracasso em encontrar algum significado na vida gera estresse e outros problemas psicológicos.

Quando se fala sobre propósito de vida, muitas pessoas ainda pensam em algo místico, utópico, coisa para sonhadores, mas nada faz mais sentido e dá mais resultado do que se colocar inteiro em uma tarefa, e como fazer isso? Com amor!

O tempo passa rápido, o foco é total na tarefa, o prazer em realizar é enorme, a preparação, estudo, não são dificuldades, pois quando fazemos o que sentimos que nascemos para fazer, quando vemos sentido em nossas atividades, o resultado aparece.

É isso que mostram inúmeras pesquisas atuais. Autoconhecimento é essencial, perceber quais as suas habilidades e competências, seus valores e suas paixões, porquê sai da cama todos os dias, porquê você faz o que faz , suas motivações e como colocar tudo isso de forma a ter uma vida produtiva, feliz e rentável é um desafio, mas é possível.

Mesmo que inconscientemente, todas as pessoas têm um propósito de vida. Acontece que muitas vezes, em meio a rotina e a correria do dia a dia, nunca paramos para de fato analisarmos os porquês de fazermos o que fazemos. Mas eles estão lá, basta procura-los.

COMO ENCONTRAR O SEU PROPÓSITO

Muitas vezes carregamos conosco um misto de ideias e influências vindas de diversos meios, aquilo que lemos, o que assistimos, as conversas das quais participamos, que acabam nos influenciando.

Por isso, antes mesmo de pensar em seu propósito de vida, é preciso separar quem é você das demais informações que você recebe, praticando autoconhecimento e buscando entender quem é você. A partir disso, é possível se questionar sobre os porquês que acreditamos.

PERGUNTAS QUE VOCÊ DEVE SE FAZER

Qual a minha essência?

Questione-se sobre o que melhor lhe define.

Quais são os meus talentos e como posso utilizá-los para contribuir com alguma coisa?

Talentos são uma forma de perceber motivações: se você é bom em alguma atividade, provavelmente é porque gosta de realiza-la e a realiza com prazer.

O que me inspira?

Pense no que faz seu coração bater mais forte – pode ser estar rodeado de pessoas, ouvir música, escrever, ensinar alguém a fazer alguma coisa, etc.

O que eu defendo?

Há muitas coisas para se defender no mundo. Não precisa ser apenas uma causa – pode ser uma simples ideia.

Qual legado quero deixar?

Se você pudesse escolher como as pessoas vão se referir a você no futuro, o que você gostaria que elas dissessem?

Estou satisfeito(a) com a minha vida? Por quê?

Se sua resposta for sim, ótimo! Se não, é hora de pensar nas respostas anteriores e analisar: como você pode mudar para envolver suas inspirações e talentos no seu dia a dia?

Com estas respostas, você poderá dar os primeiros passos em direção ao seu propósito de vida.

CAMINHOS

Há empresas que se dedicam a ajudar pessoas no encontro desse propósito. É o caso da Soul Gestão de Essência, que oferece uma série de ferramentas  e orientações para quem está na busca da própria essência.

A empresa desenvolve  projetos individuais e coletivos que resultam na materialização da essência e do propósito em processos reais baseados nas potencialidades, nas habilidades e nas inquietudes identificadas, objetivando as ações estratégicas necessárias para a autorrealização e para uma vida plena.

São disponibilizados workshops, palestras, cursos e formações, além de mentorias e consultoria na área de desenvolvimento pessoal e profissional.

Lembre-se: não se trata de uma corrida para um objetivo e sim de traçar um caminho para embarcar em uma jornada de vida!

Mudar de carreira é assustador, mas pode ser determinante na sua felicidade

Visualize essas três situações: você tem mais de 40 anos, carreira consolidada, emprego fixo, salário fixo, benefícios como férias, décimo terceiro, fundo de garantira e com sorte participação de lucros. A essa altura, provavelmente você já constituiu família e há pessoas que dependem de você. Mas você não está satisfeito com o que faz. Está cansado, frustrado, não vê propósito, você mudou e não se encaixa mais naquilo que fez durante muitos anos. Você chegou num momento de crise e precisa mudar. Enquanto a mudança não acontece, o desânimo e a depressão podem estar te rondando.

Agora olhe para segunda situação: você tem mais ou está próximo de 40. Vem trabalhando com as coisas que gosta e que te satisfazem. Não há muita crise com relação à sua carreira consolidada. Os anos investidos em estudos e especializações renderam bons frutos. Só que você quer mais. O que faz hoje é bom, não te deixa triste ou deprimido, mas você quer mais. Você quer mudar, você sente que precisa mudar, quer se superar, quer ser desafiado, quer crescer de outra forma, quer achar novos propósitos.

Por fim, uma última situação que foge totalmente do seu controle. Quando não tem crise, nem insatisfação, não tem vontade de mudar o que faz, mas aí você é surpreendido por uma demissão ou pela falência do seu negócio.

Para as todas as situações um mesmo questionamento: e agora, o que eu vou fazer?

É fato que chegamos a um ponto de transformação da sociedade em que o trabalho formal (aquele de carteira assinada e “estabilidade” ) está perdendo forças. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) , o Brasil tem hoje 12,6 milhões de pessoas desempregadas. Mais de 38 milhões de brasileiros estão na informalidade.

Além deles há ainda os empreendedores, que hoje somam mais de 52 milhão de brasileiros.

Portanto, assumir os riscos da mudança é uma decisão difícil.

Para muitas pessoas, a decisão pode levar anos para ser tomada e pode complicar o quadro de insatisfação pessoal e profissional do indivíduo. Mas é preciso olhar para o problema de frente e calcular os riscos e benefícios da mudança.

PARTIU PLANO B

A jornalista e blogueira Vanessa Brollo atua também como consultora e palestrante. Há 4 anos mantem uma coluna sobre empreendedorismo na Rádio CBN/Curitiba

Há muito o que refletir e pesar antes de começar algo novo. Para a jornalista e consultora, Vanessa Brollo, ter buscado entender como seria o seu novo caminho antes de sair do mundo corporativo foi essencial para lidar com toda a mudança. Depois de 27 anos na mesma empresa veio a demissão. “Toda demissão é um susto, mexe com a auto-estima da gente, mas ter uma noção de que eu já gostava de fazer me ajudou a direcionar a mudança”, afirmou.

A jornalista já vinha nos últimos anos se atualizando e buscando uma maneira de trabalhar a comunicação alinhada com o seu propósito de vida. Foi assim que nasceu o blog “Partiu Plano B“. Foi lá que ela se realizou contando histórias de pessoas que fizeram grandes mudanças em suas vidas, baseadas nas mudanças de carreira. “Profissionalmente falando foi essencial ter me atualizado quando ainda estava no emprego formal. Com o blog pude conhecer muitas histórias inspiradoras e contá-las também. Hoje o blog, que era já um prazer de fazer, virou o meu cartão de visitas, a exposição do meu trabalho. Por conta dele, hoje eu faço palestras sobre empreendedorismo e consultorias”, complementa Vanessa.

A dica da comunicadora para quem está pensando na mudança é manter-se em constante movimento. “Não há emprego, mas tem trabalho! Esteja sempre em movimento, conheça novas pessoas, pesquise a futura área de atuação ou atualize a sua área se for esse o caso. Se for empreender, que seja com algo que você goste muito, mas tenha consciência que também vai precisar lidar com os problemas. Não se vitimize e afaste a tristeza do processo”, orienta.

Para o consultor de carreiras Cassiano Marcelus, da Soul Gestão de Essência, todo mundo passa por uma fase aonde surge a necessidade de entender o seu propósito de vida. “Geralmente é perto da meia idade. Antes disso estamos muito envolvidos em ganhar dinheiro e colocar em prática tudo que viemos aprendendo. Acabamos que não temos nem tempo e nem maturidade pra pensar no porquê que a gente faz as coisas que faz. Na meia idade, a gente começa a perceber que talvez o trabalho nos sustente monetariamente, mas não sustente emocionalmente, não preenche as questões ligadas ao propósito. Sentimos muitas vezes que nossas necessidades não estão sendo preenchidas e aí vem a urgência da mudança”, diz o consultor.

Ainda segundo Cassiano, boa parte da crise vem também do fato de não termos sido orientados corretamente, ainda na juventude, sobre o que seria nosso ideal, nosso propósito, quais seriam nosso potenciais e qualidades. Para o consultor é fundamental que esses direcionamentos e questionamentos comecem cedo, o que poderia evitar tanta gente infeliz com o que faz.

INFELIZ NO TRABALHO

A infelicidade no trabalho gera uma série de doenças emocionais, entre elas a tão famosa Síndrome de Burnout. A síndrome  é um distúrbio psíquico que vem do esgotamento físico e mental e sua causa está intimamente ligada à vida profissional. Cada vez mais pessoas adoecem por dificuldade de mudar o que traz infelicidade no trabalho. A depressão e a síndrome do pânico também acompanham pessoas que se esforçam para manter situações que já não condizem com a sua busca pessoal. Em situações críticas como essas, antes de fazer um grande movimento de mudança é aconselhável buscar um profissional que ajude a pontar saídas, com serenidade.

DO SERVIÇO PÚBLICO PARA O ARTESANATO PROFISSIONAL

Foi exatamente o que aconteceu com a empresária e artesã Sarah Santos, hoje dona da marca Cora Artesanal e do espaço colaborativo Bendita.co . Depois 15 anos atuando no serviço

Sarah Santos deixou o serviço público depois de 15 anos para se dedicar ao artesanato e hoje se sente feliz e realizada

público veio o momento crucial. Sarah conta que já não estava mais feliz, que se sentia desgastada no mundo corporativo e que, aquilo que fazia em seu trabalho, não fazia mais sentido. “Não me preenchia mais. Emocionalmente não fazia mais sentido para mim. Eu não conseguia enxergar a efetividade do meu trabalho”, conta a empresária.

Três anos depois de entrar em crise, Sarah conta que tomou a decisão de seguir a vida com aquilo que era sua paixão: o artesanato. Ainda quando estava no emprego formal já trabalhava com o artesanato para complementar sua renda. Curso atrás de cursos e especializações deram sustentação para que ela tomasse a decisão de sair do emprego e se tornar empreendedora. “Não foi fácil, vem o medo de enfrentar o mercado, o gelo na barriga , a gente demora pra se sentir capaz! Mas a força de amigos e familiares foi muito importante nesse período. Eu já trabalho com o artesanato há 50 anos e só fui me especializando, participando de feiras, bazares, foi assim que fortaleci minha marca”, explica.

Hoje a Bendita.co agrega e expõe trabalhos de 38 artesãos da cidade. “Não volto mais atrás, estou realizada, tenho desafios todos os dias, mas estou trabalhando com o meu propósito. O segredo é ter coragem, persistência e fé. Se você não está feliz, não está bem, tome as rédeas da sua vida e seja protagonista da sua história”, completa a artesã.

UM MAR DE POSSIBILIDADES

Em um mundo tão conectado como o de hoje, o que não faltam são ofertas de cursos online, gratuitos, palestras, consultorias, ferramentas de coaching, mentorias. Há vários instrumentos que alguém em crise pode lançar mão para encontrar orientações e caminhos. É o que faz a empresa do consultor Cassiano Marcelus. A empresa realiza projetos individuais e coletivos que resultam na materialização da essência e do propósito baseados nas potencialidades, nas habilidades indivíduo ou grupo, com objetivo de alcançar a realização desejada. “A Soul Gestão de Essência nasceu dessa proposta. Ajudar as pessoas e empresas  a encontrarem caminhos de realização e propósito. Quando você faz o que gosta, quando você tem o seu propósito definido, a sua produtividade aumenta muito. Você não só vai ter uma melhor remuneração, como você vai poder contribuir e colaborar melhor com a sociedade em que você está inserido”, explica.

DA PONTE AÉREA PARA O MUNDO DAS PIPOCAS

Para ex-comissária de bordo e hoje dona da Poá Pipocas Gourmet, Sarah Melo Duarte, 35 anos, a decisão de mudar de vida não envolveu sofrimento. Pelo contrário, casada com um comissário de bordo e com pouco tempo disponível “em terra”, o casal decidiu que quando tivessem filhos, Sarah ficaria cuidando do bebê. Foi aí que veio a oportunidade. “Isso nunca me assuntou, nunca foi um problema fazer a mudança, eu já vinha me preparando pra isso e hoje sou muito feliz com a escolha”.

Ao perceber o interesse de familiares e amigos nas variadas pipocas que oferecia nas festas e nos eventos ligados ao seu filho, a empresária viu a oportunidade de ganhar dinheiro e ter um novo desafio profissional, transformando em ganha-pão aquilo que já fazia por prazer.

 

ex-comissária de Bordo, Sarah Melo sente-se realizada com a mudança radical de vida

Ela conta que precisou pesquisar muito sobre o segmento de mercado, além de fazer experiências com os produtos que ela criava pra entender a aceitação do público. A pipoca foi um sucesso e em apenas dois meses ela usou mais de 30 quilos de pipoca.

Para quem pensa em mudar de vida como ela, a empresária faz o alerta: “Acreditem no seu produto, seja qual for, na área que for. Acredite na sua capacidade. Persista, pesquise, se organize para a mudança. Não faça nada no impulso e esteja perto de pessoas que te apoiem na mudança, isso é fundamental”, reforça a empresária.

Especialistas apontam que é preciso ter calma e refletir bastante. Pesar na balança todos os prós e contras ajuda a desenhar o futuro. Conversar com pessoas que viveram situações semelhantes é sempre esclarecedor. O segredo está em fazer a transição com muita responsabilidade e serenidade.

Liderança: o eterno desafio

Em palestra para a equipe do Paraná Portal, nesta quarta-feira (12), onde o foco principal foi a “Ética nas Relações do Trabalho”, o consultor de empresas e diretor da Soul Gestão de Essência, Altair Turbay Junior, alinhou código de conduta e reflexões sobre o ser humano no século 21.

Ele pautou o tema aliando ao momento polarizado como agora, quando assistimos, ao vivo, jornalistas trocando socos e tapas e as enxurradas de notícias falsas derramadas sobre as redações e colocando nos ombros dos jornalistas – editores e repórteres – o peso da responsabilidade na comunicação com a sociedade.

Palestra de Altair Turbay Jr, da Soul Gestão de Essência

Turbay Junior resumiu sua palestra sobre a ética, como coletivo quando os nossos valores (cultural e moral) são aplicados a favor do coletivo em que estamos inseridos.

Humildade e harmonia são peças chaves dentro do contexto de desenvolvimento profissional e pessoal em uma organização. Falou em sociedade líquida, defendida pelo filósofo Zigmount Baumman, adaptação, conformidade, angústia, dilemas e propósitos de valor.

Chegando na redação do jornal, abro os e-mails e vejo artigo do professor e reitor da Universidade Positivo, José Pio Martins, falando sobre liderança, o que, de certa forma, se relaciona com a palestra de Turbay Junior aos jornalistas do Paraná Portal. Aproveitamos, também, os ensinamentos do Pio, um estudioso de filosofia e economia.

LIDERANÇA: O ETERNO DESAFIO

José Pio Martins

A definição mais divulgada de liderança diz que liderar é a capacidade de influenciar e convencer pessoas. Eu gosto da seguinte definição: “Liderança é a capacidade de influenciar e convencer pessoas, levá-las a acreditar na causa e despertar nelas a vontade de agir em favor de objetivos comuns, sobretudo quando elas são livres para seguir outro caminho.” Em resumo, liderança é o jeito de dirigir pessoas. Independentemente da definição, o líder é alguém que tem certos atributos úteis para atingir fins por meio de pessoas.

O líder é reconhecido segundo sua capacidade real de ter estratégia, deixar claro qual é o propósito, escolher as pessoas certas, comunicar-se com eficiência, dar orientações claras, apoiar o trabalho de seus liderados, valorizar os colaboradores, dividir resultados etc. Um dos atributos fundamentais do líder é o princípio da justiça, o que implica saber ouvir, analisar com isenção e, apenas depois, julgar e decidir.

O que resta claro é que os atributos do líder são úteis em todos os campos da vida: na família, no trabalho, nas atividades sociais e na interação com seres humanos em geral. Na política e na direção das nações, a capacidade de liderar é decisiva para o destino dos povos. Aprender e incorporar os princípios e atributos da liderança é útil não só para o trabalho, para a carreira ou para ganhar dinheiro. É útil, também, para o autodesenvolvimento, o autoconhecimento e a conquista de uma vida bem-sucedida.

O mundo nos oferece exemplos de bons líderes e de maus líderes. O bom líder detém os atributos relativos à liderança e, ademais, tem uma boa causa, uma causa nobre. O mau líder até pode demonstrar os atributos instrumentais da liderança, mas os usa para uma causa ruim, negativa. É grande o número de líderes que usaram sua capacidade de convencer, influenciar e liderar multidões direcionada para uma causa destrutiva.

Alguns exemplos interessantes são Hitler, Stalin, Mussolini, na política, Al Capone, Lucky Luciano, Pablo Escobar, no mundo crime, que demonstraram enorme capacidade de conduzir pessoas e levá-las a realizar coisas. Mas suas causas eram ruins, produtoras do mal. Mesmo assim, ainda hoje eles têm defensores e admiradores, a despeito do rastro de destruição que deixaram atrás de suas ações.

Sempre surge a clássica pergunta: liderança pode ser aprendida? Há atributos da liderança que são inatos, ou seja, já vêm com a pessoa em sua estrutura genética e de personalidade. Mas há atributos que podem ser aprendidos, treinados e melhorados. O filósofo Ortega y Gasset dizia que “a vida nos é dada, mas não nos é dada pronta”, ou seja, o ser humano se faz e se constrói em sua própria existência.

Hoje, há escassez de líderes. A cada eleição vemos chegarem ao poder pessoas sem brilho intelectual, de poucos conhecimentos e até mesmo sem os atributos da liderança. E isso só ocorre porque, muitas vezes, os homens e mulheres do bem não vão para a vida pública. Infelizmente, a política tem afugentado os melhores cérebros, em parte pelo que ela se tornou: uma espécie de valhacouto (abrigo) para incompetentes e corruptos.

Vale dizer que seria injusto não reconhecer que há pessoas brilhantes e honestas atuando na política. Mas, sejamos francos, o número de pessoas desonestas e de parcos conhecimentos em cargos relevantes é bastante grande. É bem verdade que parte dessa realidade se deve ao fato de que a política, sobretudo em cargos eletivos, não é o regime dos melhores, mas o regime dos mais numerosos. Ganha quem tem mais votos, não quem é mais honesto e mais capaz. A técnica de conquistar votos tem sua lógica própria.

Os atributos da liderança são úteis não apenas para uso na atividade profissional, na política ou para ganhar dinheiro; são úteis também como um meio para melhorar a si mesmo e fazer o bem aos outros e à sociedade. É algo que vale desenvolver, estudar e aprender. O Brasil e o mundo precisam de mais líderes, sem os quais o progresso fica difícil.

*José Pio Martins, economista, é reitor da Universidade Positivo.