Suspeito de homicídio na Região Metropolitana é preso no sudoeste do estado

Um homem suspeito de participar de um homicídio, em novembro do ano passado, em Rio Branco do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, foi preso neste sábado (23), pela Polícia Civil, em Quedas do Iguaçu, no sudoeste do Paraná, mais de 700 quilômetros de onde o crime aconteceu.

O suspeito era procurado há quatro meses pela morte de Ezequiel Fagundes, de 37 anos. Ele teria ajudado o primo na execução de Ezequiel, com facadas e pauladas. Segundo a Polícia Civil, a vítima era sogro de um dos suspeitos.

Na época do homicídio, dois homens e uma mulher, que estava com um bebê de colo, fugiram do local do crime, em um carro, mas sofreram um acidente na Estrada da Ribeirinha e a criança morreu na batida.

Na época, a Polícia Militar afirmou que a família sofreu o acidente ao fugir de uma tentativa de assalto, mas no mesmo dia, a Polícia Civil de Rio Branco do Sul descobriu a relação entre o homicídio e o carro onde estavam os suspeitos.

Um homem, de 30 anos, foi preso no mesmo dia, enquanto recebia atendimento médico em um hospital de Curitiba.

A mulher ainda está internada em estado grave.

Os presos respondem por homicídio qualificado por motivo torpe, já que o motivo era uma desavença familiar entre a vítima e um dos suspeitos.

Condenado a 49 anos é preso em escritório de advocacia de Curitiba

Um homem condenado a mais de 49 anos de prisão foi preso na manhã desta segunda-feira (25), em Curitiba, por policiais do Centro de Operações Policiais Especiais (COPE).

Marcelo Maximiliano, de 42 anos, conhecido pelo apelido de Dunga, tinha mandado de prisão em aberto pelos crimes de estelionato, homicídio, roubo e corrupção passiva. Além disso ele é suspeito de participar do roubo de 12 caminhonetes de luxo.

O crime, que contou com o apoio de outras 15 pessoas, foi no dia 21 de dezembro de 2018. Os veículos eram desembarcados do caminhão cegonha em uma concessionária de São José dos Pinhais, quando os funcionários foram rendidos e os carros levados.

De acordo com o delegado-titular do COPE, Rodrigo Brown, os veículos seriam utilizados para um novo arrebatamento presos na Penitenciária Estadual de Piraquara (PEP). As investigações começaram após o primeiro arrebatamento, ocorrido em setembro do ano passado.

“Foi explodido o muro e vários detentos fugiram. Nós conseguimos elucidar o crime, prendemos as lideranças e removemos para presídios federais. No dia 21 de dezembro, tivemos um roubo a uma concessionária da Região Metropolitana Curitiba, quando mais de dez veículos de alto luxo foram roubados. Tudo no padrão para explosão de caixa eletrônico, ataque à carro-forte e arrebatamento de presídio”, relata.

A polícia chegou até Marcelo a partir de imagens que mostram o suspeito em um posto de combustíveis, com uma das caminhonetes roubadas.

“Logo após as caminhonetes serem roubadas, uma viatura da Guarda Municipal acabou localizando, em um posto de gasolina, um dos veículos que tinha acabado de ser levada e que já estava com uma placa dublada. Conseguimos imagens do circuito interno para saber as pessoas que pararam o veículo ali e conseguimos identificar o suspeito que foi detido”.

Dunga foi preso em um escritório de advocacia, no bairro Alto da Glória, em Curitiba onde, mesmo condenado, trabalhava normalmente. De acordo com a polícia, ele era estagiário de direito. Os advogados do local são conhecidos por defender criminosos faccionados.

De acordo com Rodrigo Brown, no escritório o suspeito tinha acesso a processos e informações internas do Poder Judiciário. Com esses dados tentava estar sempre um passo à frente da polícia.

“O que chama a atenção é o fato desse pessoal das organizações criminosas procurarem infiltrar profissionais em ramos da segurança pública. Infelizmente temos maus profissionais em várias áreas e agora passamos a investigar o que esse cidadão fazia trabalhando em um escritório, com pleno conhecimento das pessoas que prestavam serviço lá. Consequentemente, uma pessoa má intencionada certamente terá informações privilegiadas que levarão a colaborar com o crime”, avalia.

No escritório foi encontrado um celular com fotos de policiais civis do COPE.

“A advogada que trabalha nesse escritório atendeu um preso no ano passado. Ao fazer a extração de dados do telefone, nos deparamos com a foto dos policiais do COPE e com orientações para quem fossem passadas aos comparsas para que os advogados coletassem imagens no sistema da Justiça, informações sobre as placas dos veículos descaracterizados e recolhessem o lixo da unidade, finaliza Brown.

Segundo Brown, os advogados tinham conhecimento de que Maximiliano era foragido e também terão a conduta investigada. Entre os 18 presos na operação do ano passado, um deles também é cliente deste escritório.

Suspeito de 20 sequestros-relâmpago é preso

Um homem apontado como o responsável por pelo menos vinte sequestros-relâmpago foi preso pela Polícia Civil. Cristiano Eduardo Winiski, de 40 anos, já foi reconhecido por dez vítimas. De acordo com a polícia, ele agia contra mulheres – algumas com crianças, e em alguns casos, apontava a arma para a cabeça do filho da vítima. Com a ameaça, conseguia fazer com que as mulheres sacassem dinheiro no banco ou até mesmo o colocassem dentro de casa.

Assim, ele pegava jóias e objetos de valor. É o que relata o delegado Marcelo Magalhães, da Delegacia de Furtos e Roubos.

“Ele chegou a apontar arma para criança em mais de um caso para que as mães cedessem aos pedidos dele. Seja de passar em agências bancárias para realizar saques ou, quando não conseguia, levava a vítima para a residência e roubava dinheiro e jóias. Em um dos casos, ele levou mais de R$ 40 mil em jóias”, disse.

O homem foi preso em Joinville, Santa Catarina. Quando tentava fazer mais uma vítima, foi flagrado pela Polícia Militar e, ao tentar fugir, se envolveu em um acidente de trânsito.

“Como os casos acabaram repercutindo muito, esse indivíduo decidiu sair de Curitiba e retornar para Santa Catarina, onde continuou praticando roubos ou sequestros. Em uma dessas ocasiões, a Polícia Militar de Santa Catarina conseguiu prendê-lo. Na fuga, ele acabou quebrou o fêmur por um acidente automobilístico. Mas já tínhamos identificado ele e já estava com mandado de prisão”, completou.

O homem já esteve preso pelo mesmo crime há alguns anos. Agora, vai responder por roubo agravado e, como já existia contra ele um mandado de prisão, deve permanecer detido.

Juiz nega liberdade a investigado suspeito de envolvimento com Estado Islâmico

Daniel Isaia – Correspondente da Agência Brasil

A Justiça Federal negou pedido de liberdade apresentado pela defesa de Oziris Moris Lundi dos Santos de Azevedo, um dos 14 presos na Operação Hashtag. A decisão é do juiz Marcos Josegrei da Silva, titular da 14ª Vara Federal de Curitiba.

O homem de 27 anos foi preso em Manaus no dia 21 de julho, por suspeita de envolvimento com o grupo terrorista Estado Islâmico (EI) para planejar atentados durante a Olimpíada do Rio de Janeiro.

No pedido de revogação da prisão, os advogados alegaram que Oziris é jovem, tem emprego lícito e é o único provedor da família. Além disso, a defesa sustentou que a investigação não conseguiu identificar, nas conversas telefônicas interceptadas, elementos que comprovassem o envolvimento do acusado com o Estado Islâmico.

A decisão judicial destacou que Oziris foi identificado como fundador do grupo secreto do Facebook intitulado Defensores da sharia. O juiz Marcos Josegrei definiu o acusado como “um dos mais atuantes e radicais em suas postagens de apoio às atrocidades cometidas pelo Estado Islâmico em nome de sua concepção deturpada e violenta do Alcorão e da fé islâmica”.

Na decisão, o magistrado lembrou que, durante as investigações, foram interceptadas mensagens eletrônicas trocadas entre o acusado e uma pessoa identificada como Leonid.

Segundo Marcos Josegrei, nas mensagens Oziris discute detalhes sobre o financiamento de uma célula do Estado Islâmico no Brasil, além de responder positivamente ao chamado para treinamento de artes marciais e manejo de armas em um sítio na Bolívia.

“Os indícios de engajamento à causa terrorista patrocinada pelo Estado Islâmico que justificaram a decretação de prisão temporária do investigado não apenas eram eloquentes o bastante para fundamentá-la e agora restaram mais robustecidos ainda”, concluiu o juiz no indeferimento do pedido da defesa.