Mudar de carreira é assustador, mas pode ser determinante na sua felicidade

Visualize essas três situações: você tem mais de 40 anos, carreira consolidada, emprego fixo, salário fixo, benefícios como férias, décimo terceiro, fundo de garantira e com sorte participação de lucros. A essa altura, provavelmente você já constituiu família e há pessoas que dependem de você. Mas você não está satisfeito com o que faz. Está cansado, frustrado, não vê propósito, você mudou e não se encaixa mais naquilo que fez durante muitos anos. Você chegou num momento de crise e precisa mudar. Enquanto a mudança não acontece, o desânimo e a depressão podem estar te rondando.

Agora olhe para segunda situação: você tem mais ou está próximo de 40. Vem trabalhando com as coisas que gosta e que te satisfazem. Não há muita crise com relação à sua carreira consolidada. Os anos investidos em estudos e especializações renderam bons frutos. Só que você quer mais. O que faz hoje é bom, não te deixa triste ou deprimido, mas você quer mais. Você quer mudar, você sente que precisa mudar, quer se superar, quer ser desafiado, quer crescer de outra forma, quer achar novos propósitos.

Por fim, uma última situação que foge totalmente do seu controle. Quando não tem crise, nem insatisfação, não tem vontade de mudar o que faz, mas aí você é surpreendido por uma demissão ou pela falência do seu negócio.

Para as todas as situações um mesmo questionamento: e agora, o que eu vou fazer?

É fato que chegamos a um ponto de transformação da sociedade em que o trabalho formal (aquele de carteira assinada e “estabilidade” ) está perdendo forças. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) , o Brasil tem hoje 12,6 milhões de pessoas desempregadas. Mais de 38 milhões de brasileiros estão na informalidade.

Além deles há ainda os empreendedores, que hoje somam mais de 52 milhão de brasileiros.

Portanto, assumir os riscos da mudança é uma decisão difícil.

Para muitas pessoas, a decisão pode levar anos para ser tomada e pode complicar o quadro de insatisfação pessoal e profissional do indivíduo. Mas é preciso olhar para o problema de frente e calcular os riscos e benefícios da mudança.

PARTIU PLANO B

A jornalista e blogueira Vanessa Brollo atua também como consultora e palestrante. Há 4 anos mantem uma coluna sobre empreendedorismo na Rádio CBN/Curitiba

Há muito o que refletir e pesar antes de começar algo novo. Para a jornalista e consultora, Vanessa Brollo, ter buscado entender como seria o seu novo caminho antes de sair do mundo corporativo foi essencial para lidar com toda a mudança. Depois de 27 anos na mesma empresa veio a demissão. “Toda demissão é um susto, mexe com a auto-estima da gente, mas ter uma noção de que eu já gostava de fazer me ajudou a direcionar a mudança”, afirmou.

A jornalista já vinha nos últimos anos se atualizando e buscando uma maneira de trabalhar a comunicação alinhada com o seu propósito de vida. Foi assim que nasceu o blog “Partiu Plano B“. Foi lá que ela se realizou contando histórias de pessoas que fizeram grandes mudanças em suas vidas, baseadas nas mudanças de carreira. “Profissionalmente falando foi essencial ter me atualizado quando ainda estava no emprego formal. Com o blog pude conhecer muitas histórias inspiradoras e contá-las também. Hoje o blog, que era já um prazer de fazer, virou o meu cartão de visitas, a exposição do meu trabalho. Por conta dele, hoje eu faço palestras sobre empreendedorismo e consultorias”, complementa Vanessa.

A dica da comunicadora para quem está pensando na mudança é manter-se em constante movimento. “Não há emprego, mas tem trabalho! Esteja sempre em movimento, conheça novas pessoas, pesquise a futura área de atuação ou atualize a sua área se for esse o caso. Se for empreender, que seja com algo que você goste muito, mas tenha consciência que também vai precisar lidar com os problemas. Não se vitimize e afaste a tristeza do processo”, orienta.

Para o consultor de carreiras Cassiano Marcelus, da Soul Gestão de Essência, todo mundo passa por uma fase aonde surge a necessidade de entender o seu propósito de vida. “Geralmente é perto da meia idade. Antes disso estamos muito envolvidos em ganhar dinheiro e colocar em prática tudo que viemos aprendendo. Acabamos que não temos nem tempo e nem maturidade pra pensar no porquê que a gente faz as coisas que faz. Na meia idade, a gente começa a perceber que talvez o trabalho nos sustente monetariamente, mas não sustente emocionalmente, não preenche as questões ligadas ao propósito. Sentimos muitas vezes que nossas necessidades não estão sendo preenchidas e aí vem a urgência da mudança”, diz o consultor.

Ainda segundo Cassiano, boa parte da crise vem também do fato de não termos sido orientados corretamente, ainda na juventude, sobre o que seria nosso ideal, nosso propósito, quais seriam nosso potenciais e qualidades. Para o consultor é fundamental que esses direcionamentos e questionamentos comecem cedo, o que poderia evitar tanta gente infeliz com o que faz.

INFELIZ NO TRABALHO

A infelicidade no trabalho gera uma série de doenças emocionais, entre elas a tão famosa Síndrome de Burnout. A síndrome  é um distúrbio psíquico que vem do esgotamento físico e mental e sua causa está intimamente ligada à vida profissional. Cada vez mais pessoas adoecem por dificuldade de mudar o que traz infelicidade no trabalho. A depressão e a síndrome do pânico também acompanham pessoas que se esforçam para manter situações que já não condizem com a sua busca pessoal. Em situações críticas como essas, antes de fazer um grande movimento de mudança é aconselhável buscar um profissional que ajude a pontar saídas, com serenidade.

DO SERVIÇO PÚBLICO PARA O ARTESANATO PROFISSIONAL

Foi exatamente o que aconteceu com a empresária e artesã Sarah Santos, hoje dona da marca Cora Artesanal e do espaço colaborativo Bendita.co . Depois 15 anos atuando no serviço

Sarah Santos deixou o serviço público depois de 15 anos para se dedicar ao artesanato e hoje se sente feliz e realizada

público veio o momento crucial. Sarah conta que já não estava mais feliz, que se sentia desgastada no mundo corporativo e que, aquilo que fazia em seu trabalho, não fazia mais sentido. “Não me preenchia mais. Emocionalmente não fazia mais sentido para mim. Eu não conseguia enxergar a efetividade do meu trabalho”, conta a empresária.

Três anos depois de entrar em crise, Sarah conta que tomou a decisão de seguir a vida com aquilo que era sua paixão: o artesanato. Ainda quando estava no emprego formal já trabalhava com o artesanato para complementar sua renda. Curso atrás de cursos e especializações deram sustentação para que ela tomasse a decisão de sair do emprego e se tornar empreendedora. “Não foi fácil, vem o medo de enfrentar o mercado, o gelo na barriga , a gente demora pra se sentir capaz! Mas a força de amigos e familiares foi muito importante nesse período. Eu já trabalho com o artesanato há 50 anos e só fui me especializando, participando de feiras, bazares, foi assim que fortaleci minha marca”, explica.

Hoje a Bendita.co agrega e expõe trabalhos de 38 artesãos da cidade. “Não volto mais atrás, estou realizada, tenho desafios todos os dias, mas estou trabalhando com o meu propósito. O segredo é ter coragem, persistência e fé. Se você não está feliz, não está bem, tome as rédeas da sua vida e seja protagonista da sua história”, completa a artesã.

UM MAR DE POSSIBILIDADES

Em um mundo tão conectado como o de hoje, o que não faltam são ofertas de cursos online, gratuitos, palestras, consultorias, ferramentas de coaching, mentorias. Há vários instrumentos que alguém em crise pode lançar mão para encontrar orientações e caminhos. É o que faz a empresa do consultor Cassiano Marcelus. A empresa realiza projetos individuais e coletivos que resultam na materialização da essência e do propósito baseados nas potencialidades, nas habilidades indivíduo ou grupo, com objetivo de alcançar a realização desejada. “A Soul Gestão de Essência nasceu dessa proposta. Ajudar as pessoas e empresas  a encontrarem caminhos de realização e propósito. Quando você faz o que gosta, quando você tem o seu propósito definido, a sua produtividade aumenta muito. Você não só vai ter uma melhor remuneração, como você vai poder contribuir e colaborar melhor com a sociedade em que você está inserido”, explica.

DA PONTE AÉREA PARA O MUNDO DAS PIPOCAS

Para ex-comissária de bordo e hoje dona da Poá Pipocas Gourmet, Sarah Melo Duarte, 35 anos, a decisão de mudar de vida não envolveu sofrimento. Pelo contrário, casada com um comissário de bordo e com pouco tempo disponível “em terra”, o casal decidiu que quando tivessem filhos, Sarah ficaria cuidando do bebê. Foi aí que veio a oportunidade. “Isso nunca me assuntou, nunca foi um problema fazer a mudança, eu já vinha me preparando pra isso e hoje sou muito feliz com a escolha”.

Ao perceber o interesse de familiares e amigos nas variadas pipocas que oferecia nas festas e nos eventos ligados ao seu filho, a empresária viu a oportunidade de ganhar dinheiro e ter um novo desafio profissional, transformando em ganha-pão aquilo que já fazia por prazer.

 

ex-comissária de Bordo, Sarah Melo sente-se realizada com a mudança radical de vida

Ela conta que precisou pesquisar muito sobre o segmento de mercado, além de fazer experiências com os produtos que ela criava pra entender a aceitação do público. A pipoca foi um sucesso e em apenas dois meses ela usou mais de 30 quilos de pipoca.

Para quem pensa em mudar de vida como ela, a empresária faz o alerta: “Acreditem no seu produto, seja qual for, na área que for. Acredite na sua capacidade. Persista, pesquise, se organize para a mudança. Não faça nada no impulso e esteja perto de pessoas que te apoiem na mudança, isso é fundamental”, reforça a empresária.

Especialistas apontam que é preciso ter calma e refletir bastante. Pesar na balança todos os prós e contras ajuda a desenhar o futuro. Conversar com pessoas que viveram situações semelhantes é sempre esclarecedor. O segredo está em fazer a transição com muita responsabilidade e serenidade.

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Região Metropolitana de Curitiba foi a 3ª que mais gerou empregos

A Região Metropolitana de Curitiba gerou 29.043 novos postos de trabalho em 2019, sendo a terceira que mais gerou empregos formais, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério da Economia. A área que abrange a Capital e outros 28 municípios só perdeu em números absolutos para as grandes São Paulo e Belo Horizonte. Curitiba foi a terceira cidade que mais contratou em 2019.

A Região Metropolitana concentra cerca de 30% da população do Estado e ajudou a impulsionar os resultados do Paraná. O Estado criou 59.295 vagas formais de emprego entre janeiro e setembro de 2019 e está entre os que mais geraram oportunidades de trabalho no País neste ano, junto com São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina. Houve crescimento de 2,28% no número de vagas abertas no mercado paranaense em relação ao mesmo período de 2018.

Os municípios da Região Metropolitana que mais se destacaram no acumulado de 2019 foram Curitiba (19.697 novos postos), São José dos Pinhais (2.972), Pinhais (1.546), Araucária (1.145), Fazenda Rio Grande (1.085, Colombo (1.028), Campo Largo (675), Rio Branco do Sul (311), Campina Grande do Sul (292) e Almirante Tamandaré (261).

Os números do Caged também apontam crescimento proporcional dos empregos nessas cidades em relação ao mesmo período de 2018, com destaque para a Capital (2,91%), São José dos Pinhais (3,36%), Fazenda Rio Grande (7,93%), Rio Branco do Sul (8,08%) e Pinhais (3,95%).

A Região Metropolitana de Curitiba também colocou três municípios entre os 100 que mais empregaram no País em 2019: Curitiba, em 3º; São José dos Pinhais, em 35º; e Pinhais, em 96°.

desemprego

Taxa de desemprego recua para 11,8% em agosto

A taxa de desemprego no país recuou para 11,8% no trimestre encerrado em agosto deste ano. O índice é inferior aos 12,1% do mesmo período do ano passado e aos 12,3% do trimestre em maio deste ano.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgados hoje (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O total de desempregados chegou a 12,6 milhões em agosto, 3,2% a menos (ou 419 mil) do que em maio deste ano (13 milhões), mas estável em relação a agosto do ano passado.

A população ocupada (93,6 milhões) cresceu 0,7% em relação a maio (mais 684 mil) e 2% na comparação com agosto do ano passado (mais 1,84 milhão de pessoas).

agencia do trabalhador de curitiba

Região de Curitiba está entre as três que mais contratam no País

A Região Metropolitana de Curitiba gerou 25.807 vagas de emprego nos oito primeiros meses de 2019, terceiro melhor resultado do País nessa categoria, atrás apenas das grandes São Paulo (85.540) e Belo Horizonte (32.117). O índice é resultado de 333.032 admissões e 307.225 desligamentos.

Segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia, o Paraná registrou crescimento na abertura de vagas em 53 das 60 cidades paranaenses com mais de 30 mil habitantes no mês de agosto. Nos oito meses do ano, houve crescimento em 49 dessas 60 localidades.

Além disso, o Estado tem seis cidades entre as 100 que mais empregaram no Brasil no último mês: Curitiba (5º), São José dos Pinhais (37º), Pinhais (49º), Araucária (69º), Londrina (92°) e Pato Branco (95º).

SETORES

De janeiro a agosto, os setores que mais criaram emprego na Região Metropolitana de Curitiba foram serviços (15.687 vagas), construção civil (4.078), comércio (3.174) e indústria de transformação (3.073).  Entre os subsetores os destaques são comércio e administração de imóveis e valores mobiliários, com 9.448 empregos gerados, seguido de serviços de alojamento, alimentação, reparação, manutenção e redação (2.331), ensino (2.014) e comércio atacadista (1.902).

JUROS 

Um estudo realizado pelo Departamento do Trabalho, da Secretaria de Justiça, Família e Trabalho, com base nesses dados, aponta que o subsetor de comércio e administração de imóveis e valores mobiliários empregou muito em função da redução na taxa básica de juros (Selic), anunciada na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, de 6% para 5,5%. A queda reflete a melhora da economia do País, o que fez com que os bancos baixassem suas taxas de juros em diversas áreas, entre elas a imobiliária.

ATIVIDADES

Entre as atividades que mais geraram postos de trabalho na Grande Curitiba estão serviços combinados de escritório e apoio administrativo (2.812 novos postos), teleatendimento (1.141), construção de edifícios (1.127), atividades relacionadas à organização do transporte de carga (1.086) e montagem de instalações industriais e de estruturas metálicas (1.056).

Em relação ao tamanho do empreendimento, o Caged aponta que as empresas que mais criaram postos de trabalho na região foram as micro (72%) e de grande porte (32%).

CIDADES

Entre as cidades da Região Metropolitana de Curitiba, a que teve maior saldo positivo foi a Capital (17.632 novos postos), seguida por São José dos Pinhais (2.529), Pinhais (1.412), Araucária (1.120), Colombo (1.039), Fazenda Rio Grande (934), Campo Largo (516), Almirante Tamandaré (298), Campina Grande do Sul (286) e Rio Branco do Sul (270).

PARANÁ 

O Paraná teve um saldo positivo de 8.726 novas vagas formais de trabalho em agosto, chegando à marca de 49.704 empregos no acumulado do ano. O Estado liderou a criação de postos no Sul, ficando à frente de Santa Catarina (6.529) e Rio Grande do Sul (-1.988 vagas).

DADOS NACIONAIS

O Brasil manteve a curva ascendente no emprego formal pelo quinto mês seguido, segundo o Caged. Em agosto, a expansão foi de 121.387 vagas, decorrente de 1.382.407 admissões e de 1.261.020 desligamentos. O resultado equivale à variação de 0,31% em relação ao mês anterior. Foi o melhor agosto desde 2013. No acumulado de 2019 foram criados 593.467 novos postos, com variação positiva de 1,55%.

carteira de trabalho - digital

Carteira de Trabalho Digital substitui documento impresso a partir desta terça

A partir desta terça-feira (24), a Carteira de Trabalho Digital, aplicativo lançado em 2017, poderá ser utilizada com documento substituto da CTPS (Carteira de Trabalho e Previdência Social) de papel.

De acordo com o Ministério da Economia, agora, para todos os contratos de trabalho, novos ou já existentes, todas as anotações, como contratações, férias e alterações de salário, serão feitas apenas eletronicamente.

Quem for contratado por um empregador que ainda não utiliza o sistema eSocial, no entanto, ainda vai precisar da carteira física.

Somente os empregadores que ainda estão fora do eSocial terão de assinar a carteira física. Os demais não terão mais de cumprir essa obrigação.

“A partir de agora, a CTPS em meio físico não é mais necessária para a contratação na grande maioria dos casos”, diz o ministério em nota.

“Para o trabalhador, basta informar o número do CPF no momento da contratação. Para o empregador, as informações prestadas no eSocial substituem as anotações antes realizadas no documento físico.”

De acordo com o governo, quem possui a CTPS em formato físico deve guardá-la.

“Ela continua sendo um documento para comprovar seu tempo de trabalho anterior. Mesmo com a Carteira de Trabalho digital podendo mostrar contratos de trabalho antigos (dos anos 1980, por exemplo), é importante nesses casos conservar o documento original.”

Com as mudanças, o número do CPF passa a ser o número de identificação da Carteira Digital e o número válido para fins de registro trabalhista, segundo o governo.

A substituição da CTPS física pela digital estava prevista na Lei da Liberdade Econômica, sancionada na última sexta-feira (20) pelo presidente Jair Bolsonaro, e foi regulamentada nesta terça-feira (24) por meio de portaria da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia.

COMO ACESSAR

De acordo com o ministério, o documento digital está previamente emitido para todos os brasileiros e estrangeiros que tenham CPF. Para habilitá-lo, é necessário criar uma conta de acesso pelo site www.gov.br/trabalho, no primeiro ícone à esquerda da página, no link “obter”.

O aplicativo só poderá ser utilizado em smartphones (sistemas IOS ou Android), mas também é possível acessar a carteira digital pelo portal de serviços do governo (gov.br).

O ministério informa ainda que, para contratos de trabalho antigos, pode haver divergências entre os dados da carteira digital e o registrado no papel. Nesse caso, o governo recomenda aguardar a correção automática das informações e diz que não é necessário comparecimento a uma unidade de atendimento.

Se o problema for referente a informações posteriores a setembro de 2019, é necessário falar com o empregador para solicitar a correção.

O governo recomenda a quem não conseguir gerar a senha de acesso pelo aplicativo ou pela internet que procure a Caixa, o Banco do Brasil ou uma unidade do Ministério da Economia.

Desemprego recua em 10 estados no segundo trimestre, diz IBGE

A taxa de desocupação recuou no Brasil no segundo trimestre de 2019 para 12%, 0,7 pontos percentuais a menos que os primeiros três meses do ano, divulgou nesta quinta-feira (15) a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Trimestral (PNAD Contínua) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).  Com relação ao mesmo trimestre de 2018, a diminuição foi de 0,4 pontos percentuais.

De acordo com o IBGE, 10 das 27 unidades da federação tiveram recuo no registro, sendo que as maiores taxas foram observadas na Bahia (17,3%), Amapá (16,9%) e Pernambuco (16%). Os estados com os menores números foram Santa Catarina (6%), Rondônia (6,7%) e Rio Grande do Sul (8,2%).

Um quarto dos desempregados do Brasil, ou 26,2%, o equivalente a 3,347 milhões de pessoas, estão em busca de emprego há pelo menos dois anos O registro é o maior para um trimestre desde 2012. Para efeito de comparação, em um ano, 196 mil novas pessoas estão em busca de trabalho há dois anos ou mais. Em 2015, esse total era de 1,435 milhões de pessoas.

“A proporção de pessoas à procura de trabalho em períodos mais curtos está diminuindo, mas têm crescido nos mais longos. Parte delas pode ter conseguido emprego, mas outra aumentou seu tempo de procura”, disse a a analista da pesquisa, Adriana Beringuy.

A maior parte, 45,6%, dos desocupados estavam de um mês a menos de um ano em busca de trabalho; 14,2%, de um ano a menos de dois anos e 14,0%, há menos de um mês. O percentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial em relação a força de trabalho ampliada, chamada taxa composta de subutilização da força de trabalho, foi de 24,8%, anunciou o IBGE.

Já os desalentados do segundo trimestre ficaram em 4,9 milhões de pessoas, enquanto o percentual de pessoas desalentadas em relação à população na força de trabalho foi de 4,4%, mantendo um recorde da série histórica.

No primeiro trimestre de 2019, a taxa de desocupação havia sido de 12,7%, com 14 das 27 unidades da federação crescendo em relação ao trimestre anterior. Nos últimos três meses do ano passado, o número registrado no Brasil foi de 11,6%, quando a desocupação havia caído em seis estados.

No levantamento divulgado em maio, sobre janeiro, fevereiro e março, as maiores taxas foram no Amapá (20,2%), Bahia (18,2%) e Acre (18%). Na ocasião, aqueles que registraram os menores números foram Santa Catarina (7,2%), Rio Grande do Sul (8%), Paraná e Rondônia (8,9%).

Indicador de emprego registrou crescimento em junho, diz FGV

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou hoje (9) dois indicadores referentes ao mercado de trabalho, coletados em junho. O Indicador Antecedente de Emprego ( Iaemp) subiu 0,8 ponto e agora registra 86,6 pontos. O índice registrou este crescimento em junho após recuo nos quatro meses anteriores.

O Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) caiu 1,1 ponto, no mesmo período. Indo para 94,6 pontos, depois de registrar crescimento nos três meses anteriores. O ICD é um indicador com sinal semelhante ao da taxa de desemprego, ou seja, quanto menor o número, melhor o resultado. O Iaemp é uma combinação de resultados das sondagens da Indústria, de Serviços e do Consumidor e mostra os rumos do mercado de trabalho no país.

O ICD é construído com base em quatro faixas de rendas salariais. Em junho, a classe de renda que mais contribuiu para o recuo do ICD foi a dos consumidores com renda familiar mensal entre R$ 2.100 e R$ 4.800.

Desemprego no país soma 13,2 milhões de pessoas; conheça a história do advogado que foi às ruas em busca de oportunidade

Mesmo com disposição e um bom currículo, muitas pessoas que se encontram na situação de desemprego não conseguem uma colocação no mercado de trabalho. O drama de muitas famílias é demonstrado em números pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) que registra 13,2 milhões de pessoas desocupadas.

Outro dado preocupante se refere ao número de pessoas desalentadas, ou seja, que desistiram de procurar emprego. O índice teve aumento de 4,3%, mais de 202 mil pessoas em relação ao trimestre anterior. Resistindo às dificuldades para conseguir uma vaga no mercado de trabalho, Wítalo Cruz, 26 anos, é graduado em direito, já possui a carteira da OAB e têm experiências na área, mas está desempregado desde janeiro deste ano.

Por conta de poucos retornos dos currículos enviados e sem nenhuma resposta, teve uma ideia inusitada: passou um dia, de terno e gravata, segurando uma faixa com um pedido de emprego e divulgando as suas experiências, em frente ao Brasília Shopping, um dos locais mais movimentados da capital do Distrito Federal. “Devido a tristeza de não receber o retorno dos lugares onde eu entregava currículo, veio a ideia da faixa. Na minha mente eu pensava: através da faixa um número maior de escritórios e empresas saberão que estou precisando de emprego e, pelo menos, irão me chamar para uma entrevista e as oportunidades virão”, conta o profissional.

A iniciativa, um tanto desesperada por conta das dívidas que se acumulam, começou a funcionar. As pessoas que passaram pela avenida W3 Norte, que é bastante movimentada, tiraram fotos que viralizaram na internet. Escritórios e empresas começaram a entrar em contato com Wítalo para marcar entrevistas. Para ele já foi um avanço ter a oportunidade de se apresentar para o mercado de trabalho.

O advogado conta que assim que conseguir um emprego já tem prioridades. “A prioridade vai ser pagar as contas que estão atrasadas, com fé em Deus! ”, completa Wítalo que já pensa em adquirir mais conhecimentos: “Irei fazer pós-graduações e me aperfeiçoar e crescer na área a qual me formei. ”

Mercado de trabalho

A analista de Recursos Humanos Tamires Assis, pontua que o mercado de trabalho vem sofrendo variações em consequência da crise econômica nos últimos anos, o que reflete na escolha do profissional. “As empresas têm buscado cada vez mais profissionais multipotenciais, que sejam capazes de serem mais com menos. A depender da segmentação e área, os especialistas ainda têm espaço no mercado e são fundamentais para determinadas atividades”.

A especialista dá algumas dicas importantes para quem está precisando preparar o currículo: organizar as informações de forma cronológica e por “seção” (formação acadêmica; cursos; experiências; idiomas e etc) facilita a leitura do recrutador; escrever de forma objetiva, mas não deixar de colocar o que é essencial. Já na entrevista: demonstrar vitalidade e desejo de assumir aquela posição. Buscar valorizar todas as suas competências e resultados e, quando expor os erros, destacar o aprendizado obtido.

Agência Educa Mais Brasil

impostos

Brasileiros trabalham 29 dias para pagar Lava Jato e operações contra corrupção

Os brasileiros trabalham 29 dias por ano para custear a Lava Jato e outras operações contra a corrupção no país. Os dados são de um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), que mostra que o valor necessário para combater a corrupção equivale a 8% da arrecadação de tributos do Brasil.

“Nós pegamos nos últimos anos, em alguns episódios anteriores, um levantamento da Lava Jato que deveria ser devolvido para a população em relação ao volume que representava os crimes de corrupção. E fizemos outros levantamentos de volumes que foram abrangidos nesse total. Calculamos e transformamos esse percentual em número de dias”, revelou o presidente do IBPT, João Eloi Olenike.

Além disso, a pesquisa também revela que o brasileiro precisa trabalhar 153 dias, ou seja, mais de cinco meses para pagar seus impostos.

Ou seja, tudo que os brasileiros trabalharam até o último domingo (2/6) foi usado para pagar seus tributos em 2019. Só a partir desta última segunda-feira (3), o brasileiro trabalha para lucrar.

Em 2003, 36% da renda do brasileiro vai para pagar tributos. Hoje, o índice chega aos 41%.

ÚLTIMO LUGAR

O Instituto também calcula o Índice de Retorno De Bem Estar à Sociedade (IRBES), e mostra que o Brasil proporciona o pior retorno de bem estar da sociedade entre os 30 países com a maior carga tributária do mundo. Vale destacar que o Brasil é o 14.ª carga tributária mais alta do mundo, com o índice chegando a 35% do Produto Interno Bruto (PIB).

O índice feito pelo IBPT contempla os impostos e o Índice de Desenvolvimento Humando (IDH). Nesse quesito, Irlanda, Estados Unidos, Suíça, Austrália e Coreia do Sul (nessa ordem) são os cinco países que mais dão retorno para suas populações.

“Fizemos um cálculo que contempla o desenvolvimento do país e a qualidade de vida. A arrecadação é em nível de primeiro mundo, mas o retorno é menor que países como Argentina, Chile e Uruguai”, completa Olenike.

Confira o IRBES:

Irbes

Divulgação

UEM abre edital para vagas temporárias com salários de até R$ 3,2 mil

A Universidade Estadual de Maringá (UEM) abriu um edital de processo seletivo simplificado (PPS) para preenchimentos de 20 vagas temporárias. Os salários variam de R$ 1.048,92 a R$ 3.253,72.

Existem vagas para nível fundamental, médio, profissionalizante e superior. A universidade procura técnico em eletrônica, técnico em manutenção, técnico em radiologia, auxiliar operacional, oficial de manutenção geral, fonoaudiólogo, técnico administrativo, engenheiro civil e bioquímico.

Além de Maringá, os profissionais vão trabalhar em Cianorte, Umuarama, Ivaiporã e Goioerê.

Os interessados podem se inscrever até o dia 22 de maio no site da instituição. As taxas de inscrição variam de R$ 20,97 a R$ 65,07.