Aumento na passagem do ônibus em Maringá passa a valer a partir da meia-noite

O valor da passagem do ônibus em Maringá passa a ser de R$ 4,30 a partir da meia-noite desta sexta-feira (14). A tarifa do transporte coletivo na cidade da região norte do Paraná era de R$ 3,90, mas a empresa Transporte Coletivo Cidade Canção (TCCC) acabou pedindo um aumento de 30%.

A Prefeitura não aceitou a proposta, que resultaria em um valor de R$ 5,10 para o usuário. Entretanto, a administração municipal acabou aprovando o reajuste de 10,2%.

Vale ressaltar que 30 mil pessoas utilizam, diariamente, as 73 linhas de ônibus disponíveis na cidade.

A última vez que o preço da passagem tinha subido foi há quase um ano, em julho no ano passado. Na ocasião, a tarifa saiu de R$ 3,60 para R$ 3,90, um aumento de 8,9%.

MANUTENÇÃO 

O valor do cartão avulso, R$ 4,50, não sofre reajuste e permanece o mesmo.

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Curitiba terá cobrador de ônibus ao menos até 2023

Um acordo coletivo de trabalho formalizado pelo Sindimoc (Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e região) com a Procuradoria Regional do Trabalho da 9ª Região, Urbs e Sindicato da Empresas de Ônibus de Curitiba e região garante o posto de trabalho dos cobradores na capital por mais quatro anos.

Na reunião com a presença do Ministério Público do Trabalho, foi definido que até o dia 13 de maio do ano que vem só serão demitidos da função os cobradores que se aposentarem, ou que assumirem a função de motorista. A partir desta data, a cada ano 500 cobradores passarão por requalificação profissional com cursos oferecidos pelo SEST/Senat para serem encaixados em outros postos de trabalho.

Só a partir de 14 de maio de 2023 passa a ser mantida apenas a “quantidade necessária de cobradores”, segundo o Sindimoc. “Esse é o resultado da intensa mobilização da categoria. O compromisso foi fundamental para sensibilizarmos o patronal, a sociedade, os vereadores e atingirmos o objetivo de garantir a manutenção dos postos de trabalho”, disse o presidente do Sindimoc, Anderson Teixeira.

Na Câmara, o projeto do executivo sobre a instalação de equipamentos de bilhetagem eletrônica – e que permitia o fim da função de cobrador – foi modificado. Foi acordado um substitutivo geral com a assinatura de 37 dos 38 vereadores retirando a palavra “exclusividade”.

Ladrões levaram R$ 1 milhão do transporte de Curitiba desde 2016

Dados da prefeitura de Curitiba mostram que o sistema de transporte público perdeu quase R$ 1 milhão com assaltos no entre os anos de 2016 até março de 2019. Os dados são de um pedido de informação feito pelo vereador Cristiano Santos (PV). Durante o período, foram registrados uma média de 4,5 assaltos/dia contra cobradores da cidade, totalizando mais de 6 mil ocorrências.

Em 2019, apenas nos 3 primeiros meses já foram registrados 185 assaltos, uma média de 2,05 por dia, gerando prejuízo de R$ 27.446,50. O ano de 2016 foi ano mais violento, com mais de 3000 assaltos, totalizando R$ 490.769,00.

“Os números apresentam um decréscimo ao longo dos anos, mas continuam preocupantes. Esse prejuízo registrado impacta diretamente no valor da tarifa, que já é extremamente cara”, comenta o vereador.

Ele ainda destacou a necessidade de se ampliar o número de pontos de venda do cartão transporte. Hoje eles estão em apenas 21 endereços. “O cartão transporte é uma boa iniciativa para reduzir o dinheiro circulante no sistema

Passagem de ônibus fica mais cara em Cascavel

A passagem de ônibus está mais cara em Cascavel, no oeste do Paraná. Com o reajuste, válido a partir desta quinta-feira (4), a tarifa aumentou de R$ 3,65 para R$ 3,90.

De acordo com a prefeitura, o reajuste está previsto em contrato firmado com as empresas de ônibus da cidade. O aumento serve para repor as perdas com desgastes de veículos e manutenção da frota.

Os passageiros que adquiriram passagens até às 23h59 desta quarta-feira (3) terão o prazo de um mês para utilizar com o valor antigo.

Funcionários do transporte coletivo fazem greve em Londrina

Funcionários do transporte coletivo de Londrina, no norte do Paraná, cruzaram os braços nesta quinta-feira (4). Os profissionais pedem reposição salarial de 4%, em acordo coletivo.

Os trabalhadores impediram a saída de ônibus das garagens da empresa TCGL (Transportes Coletivo Grande Londrina), responsável por quase 85% das linhas que atendem o município.  A empresa tem quase 1,4 mil funcionários.

A empresa não quis assinar o acordo coletivo para reajuste dos colaboradores. Por meio de nota, a TCGL disse que apresentou ao sindicato uma proposta com condições melhores que a da outra empresa, que já assinou o acordo. A Londrisul, que opera 15% das linhas do município, acatou as reivindicações dos trabalhadores.

Ontem, representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Londrina(Sinttrol) e do Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário de Passageiros Intermunicipais (Metrolon) participaram de uma audiência de conciliação na 2ª Vara do Trabalho, mas não houve acordo.

A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização disse que não vai se manifestar sobre a paralisação.

Cartão Transporte

Recurso pode suspender aumento da passagem de ônibus

O deputado estadual Goura e a vereadora Professora Josete entraram com um recurso contra a decisão do presidente do Tribunal de Justiça do Paraná, Adalberto Xisto Pereira, que suspendeu a liminar que adiava o reajuste da passagem de ônibus em Curitiba. Após a decisão, o novo valor de R$ 4,50 passou a vigorar no dia 2 de março.

Os parlamentares pedem a suspensão do reajuste por tempo indeterminado até que seja julgada uma ação civil pública, proposta pelo Ministério Público do Paraná, para anular o contrato vigente do transporte público em Curitiba, em função de indícios de corrupção investigados na Operação Riquixá, como explica Goura.

“Esse pedido do Ministério se sustenta pelo relatório da CPI da Câmara Municipal em 2013, do Tribunal de Contas igualmente e reforça a suspeita que há indícios de diversas irregularidades, formação de cartel e coisas que devem ser analisadas pela Justiça antes da Prefeitura, apressadamente, sair concedendo um reajuste que favorece os empresários e não os usuários do ônibus em Curitiba”, avaliou.

Os dois também recorreram de uma decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba, que aceitou parcialmente o pedido de liminar e suspendeu o reajuste por entender que os passageiros não teriam tempo hábil para se habituar com a mudança. O juiz determinou a suspensão do reajuste de R$ 4,50, que entraria em vigor no dia 28, até o dia 25 de março. Essa foi a decisão cassada pelo presidente do TJ-PR.

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A decisão do TJ-PR atendeu a um recurso do município, que argumentou que é fato notório que os reajustes ocorrem habitualmente no mês de fevereiro. Conforme o TJ-PR, o adiamento configurava violação à ordem pública.

Para o deputado Goura, os aumentos fazem com que exista uma evasão dos usuários do transporte coletivo.

“Faz com que Curitiba tenha uma das tarifas mais caras dentre as capitais brasileiras. Reforça o déficit da quantidade de usuários do sistema, cada ano a gente está perdendo usuários do transporte coletivo em Curitiba”, completou.

Outro lado

O novo valor, de R$ 4,50, que vigora desde o último dia 2, vale para os ônibus de Curitiba e para as linhas integradas da Região Metropolitana de Curitiba.

Segundo a Prefeitura, o reajuste foi aplicado depois de dois anos sem alteração na tarifa e ficou abaixo da inflação no período (5,8% contra 6,7% do IPCA).

A administração municipal argumenta que a atualização do valor em Curitiba ficou, ainda, abaixo da média dos reajustes feitos nas cidades brasileiras, de 8,7%, apenas este ano. Os dados são da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos.

Transporte público de Curitiba desperdiça tempo e dinheiro dos usuários, diz estudo

Um estudo feito pelo programa de Pós-Graduação em Gestão Urbana da PUC-PR revelou que o transporte público de Curitiba desperdiça tempo e dinheiro dos usuários. O projeto da arquiteta e urbanista Jaqueline Massuchetto mostra que a chamada integração tarifária temporal, que é aquela em que o passageiro paga apenas uma passagem e utiliza as linhas de ônibus de forma ilimitada por um período de tempo, traria mais benefícios aos passageiros.

A pesquisadora explica que essa forma de integração seria uma alternativa para otimizar e reorganizar a rede de transporte coletivo da cidade.

“Tudo isso tem que ser repensado. Mas continuamos ganhando prêmios, o que reforça que Curitiba é extremamente inovadora. Quem mora, vive e usa o transporte coletivo da cidade não vê isso no dia a dia. Eu realmente gostaria que os gestores e responsáveis pelo sistema de transporte dependessem e usassem o transporte público para verem que existe muita coisa para ser melhorada e existem soluções. O que falta é repensar o sistema”, comentou.

O estudo foi feito com base em dados da pesquisa origem-destino do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) e focou na escolha de rotas dos usuários em mais de cinco mil viagens. De acordo com Jaqueline Massuchetto, foram traçados dois tipos de rotas: uma em que o usuário pagava uma passagem e utilizava a gratuidade oferecida pela integração física, em que as conexões são restritas ao terminais e estações-tubo e outra em que o passageiro fazia conexões em qualquer ponto de ônibus.

A conclusão, segundo a arquiteta, foi a de que a alternativa apresentada pela administração municipal atual traz não só impactos financeiros ao usuário, mas também aumenta o tempo de viagem entre a origem e o destino.

“Concluímos que há uma queda de 1/4 do tempo dos usuários. Em alguns casos, a metade do deslocamento rodado. Fatalmente, se você precisa ir até um terminal para poder continuar seu trajeto sem gastar uma nova passagem, você tem que andar muito mais que você precisaria. A gente entende isso como deslocamento negativo, o que é uma penalidade para o usuário”, avaliou.

Para a pesquisadora, é necessário que os governantes parem de rotular a capital paranaense como um município que possui um modelo de transporte público coletivo que deve ser copiado por outros estados. Jaqueline Massuchetto explica que essa foi a realidade de Curitiba na década de 90 com a criação do BRT, mas atualmente a cidade tem um sistema obsoleto e enfrenta entraves como a falta de integração, poucos veículos e terminais inadequados.

“Curitiba tem que parar de se comparar com outras cidades. Curitiba compete com Curitiba, não com Londres. Temos que ser melhores do que éramos ontem. Esse argumento de pensar que na cidade x é pior, isso não ajuda Curitiba evoluir em nada. Tem que ser revisto. Poderíamos, tranquilamente, estar trabalhando com integração moldal. Temos o mesmo sistema, funcionando do mesmo jeito, desde 1990”, completou.

Na pesquisa foram entrevistadas 74 mil pessoas que utilizavam o transporte público coletivo com origem e destino dentro de Curitiba. A arquiteta e urbanista diz que pretende apresentar os resultados do estudo para representantes da prefeitura de Curitiba, do Ippuc e da Urbs.

TJ derruba liminar que impedia o aumento da tarifa do transporte coletivo de Curitiba

O Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) derrubou, nesta sexta-feira (1º), a liminar que suspendeu o aumento da tarifa do transporte coletivo de Curitiba. O aumento de R$ 4,25 para R$ 4,50 estava previsto para entrar em vigor em toda Curitiba e Região Metropolitana ontem (28), mas uma liminar impetrada pela vereadora Professora Josete (PT) e pelo deputado estadual Goura (PDT) foi parcialmente aceita e adiou o reajuste. O valor passa a valer a partir da 0h deste sábado (2).

Na última quarta-feira (27), o juiz Thiago Flôres Carvalho, da 2ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba, aceitou a liminar parcialmente e suspendeu o reajuste por entender que os passageiros não teriam tempo hábil para se habituar com a mudança.

No recurso aceito pelo TJ, a Urbs, empresa que administra o transporte coletivo na capital, recorreu da decisão afirmando que o preço da passagem se manteve inalterado nos dois últimos anos e que o reajuste é menor do que a inflação acumulada no período.

Em nota, Professora Josete e Goura afirmam que vão recorrer da decisão e reiterar o pedido da ação popular para congelar a tarifa até o julgamento da ação do Ministério Público do Paraná que apontou indícios de fraude, cartelização e corrupção nos contratos com empresas do transporte coletivo de Curitiba.

“A decisão da justiça que atendeu pedido da Prefeitura de Curitiba é lesiva aos interesses da população curitibana e da região metropolitana de Curitiba porque prejudica a economia popular, os trabalhadores, empresários e aumenta o custo de vida”, diz o comunicado.

REAJUSTE

O reajuste foi anunciado na última sexta-feira (22) pelo prefeito Rafael Greca (PMN) e pelo governador Carlos Massa Ratinho Júnior (PSD). Segundo Greca, a Prefeitura vai subsidiar parte do custo com as empresas de transporte com a aplicação de R$ 50 milhões. Já o subsídio do Governo do Estado será de R$ 150 milhões. No discurso, ambos reforçaram a ideia de melhorar o transporte público, com novas obras de corredores para os ônibus, e construir uma integração ainda maior com os municípios da região metropolitana.

O valor único de R$ 4,50 é válido em Curitiba, Colombo, São José dos Pinhais, Pinhais, Almirante Tamandaré, Quatro Barras, Campo Largo, Araucária, Fazenda Rio Grande e Campina Grande do Sul. A Comec ainda estuda o valor da tarifa social para as demais cidades da Região Metropolitana.

Contra fura-catracas, Urbs testa mudança na rampa da porta de ônibus ligeirinho

A Urbs, autarquia responsável pelo transporte coletivo de Curitiba, começou a testar algumas mudanças no sistema de embarque e desembarque em nível, dentro das estações-tubo, para melhorar a velocidade operacional dos ônibus ligeirinhos e coibir a prática dos “fura-catracas”. Os testes estão sendo feitos em cinco estações-tubo da linha direta (ligeirinho) Centenário: Marechal Deodoro, Praça do Expedicionário, Jardim Botânico e Terminal Centenário. Fiscais da Urbs acompanharão os primeiros dia dos testes.

O ajuste pretendido pela área de Tecnologia do Transporte da Urbs aproxima mais os ônibus da plataforma de embarque e desembarque de passageiros, eliminando a rampa da porta dos veículos. Um dispositivo para orientar o motorista no momento da chegada do ônibus na estação-tubo foi instalado na via.

“Para os testes foram retiradas as rampas dos ônibus, que vão parar mais encostados na porta da estação. Nossa intenção é que isso traga ganho de velocidade operacional para a linha, pois elimina o tempo para o encaixe das rampas”, disse o presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia Neto.

Um protótipo já foi feito para avaliação dos técnicos e operadores. Nesta etapa, os testes passam para a etapa operacional da linha, com passageiros e dependendo dos resultados, a Urbs levará os testes também para os biarticulados, disse Maia Neto.

Na frota de ônibus com embarque em nível, as rampas laterais dos veículos estão entre os itens que mais exigem manutenção. “Certamente teremos menos custos com manutenção nesses modelos de ônibus se os ajustes forem aprovados pela população e também pelos motoristas, disse.

Com a mudança no embarque e desembarque, a Urbs também instalou um guarda-corpo vertical nas portas das estações-tubo, que funcionarão como barreira para evitar a invasão dos fura-catraca.

Greca entrega 52 novos ônibus para o transporte coletivo

O prefeito de Curitiba Rafael Greca (PMN), entregou 52 novos ônibus para a frota do transporte coletivo da cidade, nesta quinta-feira (24). Contando com todos os veículos já entregues na gestão Greca, são 117 novos ônibus em circulação na capital.

Segundo o prefeito, até março serão 249 veículos. “Assim será até eu completar a minha promessa de renovação da frota. O ônibus tem acessibilidade para idosos e deficientes, câmeras de segurança e o padrão não poluente Euro5”, afirmou em coletiva de imprensa.

Greca afirmou que não tem informações sobre a nova tarifa do transporte, que deve entrar em vigor neste ano. “Está sendo construída pela Urbs, a Comec e a Secretaria da Fazenda do estado, do município e a Secretaria de Desenvolvimento Urbano. Temos uma parceria para buscar qualidade e o menor reajuste possível”.

O prefeito se reuniu nesta semana com o governador Ratinho Junior (PSD). Entre os assuntos em discussão está a integração do transporte coletivo que, segundo Greca, será mantida. “As relações são múltiplas, 600 mil pessoas vão e voltam entre as fronteiras [de Curitiba e Região Metropolitana] todos os dias entre os passageiros que andam no sistema. Nossa função é dar a essa grande cidade uma mobilização funcional. Graças a Deus o governador pensa como eu”.