Sul do Brasil é a região que mais preza por conforto e privacidade no transporte

Embora o carro próprio ainda seja o principal meio de transporte para 43% dos moradores da região Sul, 26% dos sulistas já aderiram aos aplicativos de mobilidade urbana. É o que aponta a pesquisa ‘Como o brasileiro entende o transporte urbano’, realizada pela IPSOS e encomendada pela 99, empresa brasileira de tecnologia integrada à Didi Chuxing, maior companhia de mobilidade do mundo.

De acordo com o levantamento, a privacidade é o atributo mais significativo para 18% dos residentes da região, que optaram pelo app como modo de transporte urbano. Fatores como conforto e pontualidade também foram destacados pelos entrevistados.

Muitos passageiros escolhem o serviço de aplicativo não só pela conveniência e preço, mas também porque durante a corrida é possível realizar outras atividades, como leitura, envio de e-mails e até mesmo reuniões via celular, sem se preocupar com o trânsito. É o caso da Keity Marques, empresária, de 26 anos.

“Eu vendi o carro e passei a utilizar o serviço de aplicativo. Além de conseguir comodidade e privacidade, eu ainda ganho tempo para me concentrar em outras tarefas quando estou no veículo. Quando eu coloquei na ponta do lápis, percebi que compensava muito mais financeiramente”, diz a empresária.

Atenta às necessidades dos consumidores da região, a 99 lançou na região a nova categoria 99Comfort, que conta com carros selecionados, condutores bem avaliados e atendimento de qualidade a um preço acessível.

 A DESECONOMIA DO CARRO PRÓPRIO

De acordo com o estudo da IPSOS, 78% dos sulistas informaram não fazer planejamento financeiro quanto aos custos com deslocamentos diários. Para fomentar o debate e escolhas inteligentes, a 99 realizou estudos que mostram as vantagens econômicas da substituição do carro próprio por outros modos de transporte.

Em Curitiba, para quem trafega menos de 33 km por dia, é mais vantajoso usar 99Pop. Já em Porto Alegre, vale a pena abandonar o carro próprio para todos aqueles que percorrem até 39 km por dia. O levantamento considera os custos fixos de manter um carro popular nas cidades apontadas e os gastos com combustível e estacionamento.

“Para quem tem carro em casa, o gasto real mensal pode chegar a R$ 2.090,58 incluindo combustível, IPVA, seguro e manutenção. Este é um valor subestimado pela maioria das pessoas, o que pode impactar na economia familiar de muitos brasileiros”, comenta Pâmela Vaiano, diretora de Comunicação da 99.

Ainda de acordo com Pâmela, a empresa não incentiva somente a substituição do carro próprio pelo app, como também a combinação com o transporte público para a construção de cidades mais acessíveis e humanas.

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Projeto pretende regulamentar subsídio ao transporte público no Paraná

Um projeto protocolado na Assembleia Legislativa do Paraná, por um grupo de seis deputados, pretende regulamentar a concessão de subsídios aos serviços de transporte público no estado. A ferramenta já é prática adotada em Curitiba há algum tempo, mas não é definida por uma legislação específica.

O deputado Goura (PDT) destaca que a ideia é que o aporte financeiro não seja concedido apenas por interesse político. Ele justifica que na gestão do ex-prefeito Gustavo Fruet, o subsídio do Governo foi cortado porque grupos políticos diferentes comandavam a prefeitura e o Palácio Iguaçu. “A ideia é que a gente tenha uma política de estado e não de governo. Não pode ser uma política que mude de acordo com quem está no poder. Não se pode colocar uma briga política acima da população como um todo”, disse.

A ideia da proposta é tornar o subsídio acessível às outras regiões metropolitanas do estado. Além disso, os reajustes da tarifa do transporte precisam ser comunicados com, no mínimo, 30 dias de antecedência. “Esse projeto prevê que o município só pode ser dado a municípios que tiverem conselho municipal de transporte, se o reajuste da tarifa for anunciado com 30 dias de antecedência aos cidadãos”, explicou.

O projeto prevê que deverá existir dotação orçamentária para o benefício, além de um convênio firmado entre o estado, a Coordenação Metropolitana e os municípios. No documento, deve se especificar o valor total do subsídio, o número de parcelas, as datas de pagamento e as dotações orçamentárias. “A gente tem problemas de transporte em Ponta Grossa, em Cascavel, em Maringá. Que o subsídio seja dado, mas ele tem que ser dado conforme critérios técnicos”, afirmou.

O projeto deve passar pelas comissões da Assembleia Legislativa antes de ir para votação em plenário. Ainda não há data determinada para que isso ocorra.

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Bicicletas e patinetes compartilhados percorrem 160 mil km por mês em Curitiba

Os usuários de bicicletas e patinetes compartilhados percorreram, em média, 160 mil quilômetros por mês em Curitiba. Os equipamentos estão em operação na capital há sete meses. Os dados foram divulgados pela Grow, empresa responsável pelo meio de transporte oferecido por aplicativos como Yellow e Grin.

As bikes são as mais usadas, com 88 mil quilômetros pedalados contra 72 mil quilômetros percorridos de patinetes elétricos. Ainda de acordo com a empresa, sábados e domingos foram os dias preferidos pelos curitibanos para andar com os micromodais. Os fins de semana apresentam número de corridas mais expressivo, com sábado liderando o ranking.

Conforme aponta o levantamento, nos fins de semana há um fluxo grande de viagens de bicicletas e patinetes compartilhados nas regiões de parques de Curitiba, como o Barigui e o Bosque do Papa.

Durante a semana, há forte circulação próximo à estação-tubo Central. É um indicativo de que o uso das bicicletas e patinetes compartilhados com o intuito de deslocamento ao trabalho, integrado ao transporte coletivo. Nos dias úteis, as sextas-feiras registram o maior volume de viagens, enquanto segundas e quartas-feiras são os dias de menor volume.

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Curitiba arrecada R$ 32 milhões com aplicativos de transporte

Aplicativos como Uber, 99 e Cabify já entraram na rotina dos moradores de Curitiba e região metropolitana. Para a Prefeitura da capital paranaense, esses serviços geraram R$ 32,65 milhões em arrecadação desde setembro de 2017.

A arrecadação é feita pela cobrança do preço público dessas empresas. Ao todo são três faixas de tributação: Por corridas de até 5 km, alíquota de R$ 0,08 por quilômetro; de 5 a 10 km, R$ 0,05; e acima de 10 km, R$ 0,03.

Em agosto deste ano, o prefeito de Curitiba, Rafael Greca, assinou decreto para ampliar a regulamentação entre empresas e poder público. Agora os dados dos motoristas desses serviços por aplicativos são compartilhados com a Urbs (Urbanização de Curitiba).

Em um período duro para a recuperação fiscal de diversos municípios, essa possibilidade de arrecadação tem sido importante para as finanças da Prefeitura de Curitiba.

“É uma atividade que vem crescendo e com isso o preço público arrecadado pelo município também vem aumentando”, avalia o secretário municipal de Finanças, Vitor Puppi.

CRESCIMENTO NAS RECEITAS

Entre os meses de janeiro e agosto deste ano, a arrecadação municipal com os aplicativos de transporte somou R$ 14,3 milhões. Esse número representa alta de 85% em comparação ao mesmo período de 2018.

Esse montante já supera a arrecadação com os táxis da capital paranaense. Atualmente são 2,9 mil taxistas em Curitiba, que geram R$ 4,3 milhões as finanças municipais anualmente.

A Urbs estima que atualmente 12 mil motoristas prestam serviços para empresas de aplicativos de transporte. O órgão em breve irá iniciar o cadastramento desses profissionais, com o objetivo de aumentar a segurança dos usuários dessas plataformas.

Funcionários do transporte coletivo fazem greve em Londrina

Funcionários do transporte coletivo de Londrina, no norte do Paraná, cruzaram os braços nesta quinta-feira (4). Os profissionais pedem reposição salarial de 4%, em acordo coletivo.

Os trabalhadores impediram a saída de ônibus das garagens da empresa TCGL (Transportes Coletivo Grande Londrina), responsável por quase 85% das linhas que atendem o município.  A empresa tem quase 1,4 mil funcionários.

A empresa não quis assinar o acordo coletivo para reajuste dos colaboradores. Por meio de nota, a TCGL disse que apresentou ao sindicato uma proposta com condições melhores que a da outra empresa, que já assinou o acordo. A Londrisul, que opera 15% das linhas do município, acatou as reivindicações dos trabalhadores.

Ontem, representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Londrina(Sinttrol) e do Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário de Passageiros Intermunicipais (Metrolon) participaram de uma audiência de conciliação na 2ª Vara do Trabalho, mas não houve acordo.

A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização disse que não vai se manifestar sobre a paralisação.

Saiba como medidas de eficiência de gestão podem reduzir o reajuste da tarifa no transporte coletivo

Graças a medidas de redução de custos e otimização administrativa, o reajuste da tarifa de ônibus em Curitiba pode ser cortado pela metade.

A tarifa da Rede Integrada de Transporte em Curitiba passa a custar R$ 4,50 no dia 28/02, um acréscimo de R$ 0,25 que representa reajuste de 5,8%, depois de dois anos sem alteração.

Ações implementadas evitaram um impacto de mais R$ 0,25 no valor final da tarifa – ou seja, sem elas o reajuste aplicado este ano precisaria chegar a R$ 0,50.

A economia anual com as reduções chega a cerca de R$ 40 milhões.

“É responsabilidade do gestor fazer todos os ajustes para reduzir os custos do sistema, de forma que os reajustes necessários para o usuário sempre ocorram no menor patamar possível”, diz o presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia Neto. A empresa da administração indireta é responsável pelo transporte na capital.

O porcentual aplicado na nova tarifa é menor do que a inflação do período. O preço dos produtos e serviços em geral subiu 6,7%, pelo IPCA (Índice de Preços para o Consumidor Amplo).

De acordo coma Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos, a média dos reajustes aplicados apenas neste ano nos municípios brasileiros foi de 8,7%.

Maia Neto destaca que o reajuste é importante para garantir a sustentabilidade do sistema e a continuidade das melhorias que vêm sendo realizadas (veja mais abaixo).

Redução

Um das medidas tomadas foi a reorganização da manutenção dos terminais e estações-tubo. Com um novo modelo de manutenção programada, a qualidade o serviço melhorou e o custo diminui. O impacto no preço final de cada tarifa é de dois centavos. “Parece pouco, mas no volume de um ano isso representa R$ 4 milhões”, explica Maia Neto.

Outro ganho foi obtido com otimização da frota. O município implantou um intercâmbio das cores dos veículos – cada cor identifica um tipo de ônibus (expresso, alimentador, expresso ligeirão, troncal, por exemplo).

Foto: Daniel Castellano / SMCS

A flexibilização das cores permite que um veículo tenha seu uso ampliado. Com a mudança, a economia chega a sete centavos – ou mais de R$ 12 milhões por ano.

Já a revisão da quilometragem das linhas atuais permitiu uma economia anual de cerca de R$ 6 milhões. Segundo Maia Neto, são pequenos ajustes de reprogramação de fluxo de ônibus nos horários de menor movimento.

“Como a frota inteira roda aproximadamente 282 mil quilômetros todo dia, cada pequeno ajuste tem um impacto significativo no acumulado do ano”, diz o presidente da Urbs. “Prova disso é esta redução substancial que conseguimos.”

Formação

O valor da tarifa reflete uma série de custos que são necessários para manter o sistema funcionando.

Uma das dificuldades enfrentadas, por exemplo, foi o fim do subsídio estadual ao ICMS no diesel. O combustível é um dos principais componentes da tarifa. Só este ano, em menos de dois meses, o preço do diesel subiu 13% — mais que o dobro do reajuste da tarifa em dois anos.

Foto: Daniel Castellano / SMCS

Já os gastos com pessoal – salários e impostos – representam quase 57% do valor final da tarifa técnica, sendo o maior componente da tarifa. Com a manutenção da tarifa desde 2017, o sistema absorveu todo o impacto do reajuste salarial no ano passado.

“Nosso desafio é administrar esses e todos os outros custos envolvidos de forma eficiente de forma a ter um valor justo para a população”, afirma Maia Neto.

De acordo coma Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos, a média dos reajustes aplicados apenas neste ano nos municípios brasileiros foi de 8,7%.

Melhorias no sistema incluem renovação da frota e reforma de terminais e estações

Nos últimos dois anos, o município vem implementando uma série de melhorias no sistema de transporte coletivo. O reajuste da tarifa assegura que elas terão continuidade.

O município deu início à renovação da frota (que até o fim de 2016 ficou quatro anos sem trocar ônibus), criou novas linhas e abriu faixas exclusivas para ônibus (fundamentais para diminuir o tempo de deslocamento), reformou terminais, entre outras medidas.

“O reajuste bastante enxuto aplicado agora permite continuar o processo de melhoria da qualidade para o transporte público de Curitiba”, diz o presidente da Urbs, a empresa que administra o sistema de transporte da capital), Ogeny Pedro Maia Neto.

Maia Neto reforça que a importância de o sistema se manter sustentável financeiramente, de forma a garantir o bom funcionamento de todas as áreas, como garantia de pagamento dos salários de motoristas e cobradores, manutenção adequada da frota e das estações, renovação dos veículos, entre outros.

“Sem sustentabilidade financeira, nenhum sistema complexo como o de transporte de mantém. Não se pode correr o risco, por exemplo, de ter de cortar linhas ou diminuir a manutenção”, diz ele. “Com as contas equilibradas, temos a segurança de que continuaremos avançando.”

Tarifa para o passageiro é menor do que o custo

O custo para cada passageiro transportado pela Rede Integrada de Curitiba e região metropolitana é maior do que o valor da tarifa cobrada.

A chamada tarifa técnica reúne todos os custos efetivos e está hoje em R$ 4,79 – uma diferença de R$ 0,29. A diferença entre tarifa técnica e a tarifa do usuário é bancada pelo Fundo de Urbanização de Curitiba, uma conta em que ficam depositados os valores movimentados pelo transporte.

Na sexta-feira (22/02), a Prefeitura e o Governo do Estado firmaram um acordo para dividir os custos desse déficit para o sistema.

É uma forma de diminuir o impacto dos reajustes para os usuários pagantes.

Além de todos os custos envolvidos no sistema de transporte, o número de não pagantes tem peso representativo na tarifa.

O sistema transporta atualmente 1,3 milhão passageiros por dia, sendo que 600 mil são, efetivamente, pagantes.

Os não pagantes são beneficiários de isenções asseguradas por lei, como idosos, pessoas com deficiência e estudantes (meia passagem) , além dos oriundos da região metropolitana que se beneficiam com a tarifa integrada.

Curitiba deve ganhar 200 km de estrutura cicloviária até 2025

Curitiba deve chegar a 408 km de estrutura cicloviária implantados até 2025. A ampliação em 200 km faz parte do Plano de Estrutura Cicloviária desenvolvido pela prefeitura e anunciado pelo prefeito Rafael Greca na reabertura dos trabalhos na Câmara Municipal, na segunda-feira (4).

“As novas estruturas cicloviárias têm como prioridade a intermodalidade, de forma a favorecer a integração da bicicleta à rede de transporte público e aos demais modais”, observa o presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), Luiz Fernando Jamur.

A proposta da prefeitura para a primeira etapa do plano, com início neste ano, é ampliar em quase 14% a estrutura cicloviária da cidade. Serão mais 28,8 km integrados aos eixos de transporte da Avenida República Argentina e Rua Padre Anchieta a universidades e locais de grande fluxo de pessoas.

Com a realização da primeira etapa do plano, Curitiba chegará a um porcentual de 4,93% de vias urbanas destinadas à ciclomobilidade.

O número é bem próximo aos 5% preconizados pela legislação que determina a construção de ciclofaixas e ciclovias de maneira integrada ao transporte coletivo.

Hoje, a extensão da estrutura cicloviária implantada na cidade equivale a 4,34% da malha viária.

“Com o plano finalizado, nossa cidade passará a ter uma estrutura de vias para bicicletas correspondente a 8,5% do total dos 4,8 mil km da malha viária. Vamos superar o índice previsto na legislação promovendo a integração intermodal definida no plano de mobilidade da cidade”, observou Jamur.

Ilustração: IPPUC

Estarão neste traçado 9,5 km de ciclofaixas junto ao eixo Centro-Oeste de transporte, ligando a região central à Universidade Positivo e à UTFPR; 6 km de ciclofaixas da Praça do Japão à Fazendinha, pelo eixo da República Argentina; 1,4 km integrando a Praça do Japão ao Santa Quitéria, permitindo a ligação via 7 de setembro e Arthur Bernardes; 5,8 km de ciclovias na extensão da Linha Verde Norte, desde as proximidades da Avenida Victor Ferreira do Amaral até a estação Atuba; 3,5 km no trecho intercampi da UFPR, integrando as unidades de Agrárias e Comunicação, na região do Cabral, Juvevê e Hugo Lange; e 2,6 km na ligação Tarumã/Linha Verde, no entorno do empreendimento do Park Jóquei Shopping, completando os 28,8 quilômetros de estruturas cicloviárias previstas para 2019.

Intermodalidade

O novo terminal de transporte do Tatuquara, com obras já encaminhadas, terá bicicletário com 108 vagas e estrutura de vestiário para atender aos ciclistas. Nos terminais do Hauer e Campina do Siqueira, que serão reconstruídos, haverá mais 108 vagas em cada e estruturas de vestiários.

“A meta é estabelecer uma estrutura cicloviária lógica em função dos deslocamentos e da disponibilidade da rede integrada de transporte (RIT) promovendo o máximo de conexões possíveis, buscando qualidade e segurança, incluindo estruturas de apoio ao ciclista”, reforça Jamur.

O plano prevê um sistema integrado por laços de conexão (que ligam por meio de sinalização ou infraestrutura os setores não contemplados com estrutura cicloviária à estrutura existente mais próxima) favorecendo à intermodalidade ou multimodalidade de transporte.

Tipos de estrutura

Nas implantações estão previstos tipos diversos de estruturas cicloviárias, entre ciclovias, ciclofaixas, ciclofaixas sobre a calçada, vias compartilhadas, ciclorrotas e passeios compartilhados.

A classificação definida no plano está fundamentada conforme os parâmetros estabelecidos no Código de Trânsito Brasileiro (Lei Federal 9.503/97) e devidamente adaptadas às tipologias existentes no âmbito local.

Ciclovias são estruturas destinadas ao tráfego exclusivo de bicicletas, separadas fisicamente da faixa de rolamento dos automóveis e pedestres, através de desnível ou elemento de proteção, podendo ser unidirecional ou bidirecional.

Ciclofaixas são faixas de tráfego de bicicleta, implantadas no mesmo sentido da via, separadas da faixa de rolamento dos automóveis por pintura asfáltica e/ou tachões refletivos.

Ciclofaixas sobre as calçadas são faixas preferenciais de tráfego de bicicleta, implantadas no mesmo nível das calçadas, balizadas com sinalização horizontal localizada ao lado da faixa de passeio destinada aos pedestres.

Vias compartilhadas são faixas preferenciais para bicicletas, definidas por sinalização horizontal tracejada, localizada na borda direita das vias lentas do eixo estrutural, no mesmo sentido da via.

Ciclorrotas são percursos recomendados em vias de menor fluxo, indicados na via pública por sinalização horizontal, por onde os ciclistas dividem o espaço da via com o automóveis.

Passeios compartilhados são estruturas cicloviárias implantadas nas calçadas (passeio) junto ao espaço destinado aos pedestres.

Concitiba

Em desenvolvimento pelo Ippuc, o plano será apresentado ao Conselho da Cidade (Concitiba), na primeira reunião ordinária, prevista para a segunda semana de março.

O Plano de Estrutura Cicloviária faz parte do Plano Setorial de Mobilidade, que está em revisão e atualização pelo Ippuc. O Plano de Mobilidade vigente em Curitiba é de 2008. Previstos no Estatuto da Cidade (Lei Federal 10.257/2001), os Planos Setoriais devem ser atualizados em consonância com o Plano Diretor.

Estrutura atual

Curitiba tem hoje 208,5 km de estrutura cicloviária, sendo: 100,8 km de calçadas compartilhadas (48,3% da rede total); 31,1km de ciclovias (14,9% em relação à rede total); 25,1 km de ciclofaixa sobre a calçada (12% do total); 19,6 km de ciclofaixa na via lenta (9,4% do total); 18,7 km de ciclofaixas (9% do

Juiz isenta 150 mil empresas de multa do frete

A Justiça do Distrito Federal concedeu liminar que isenta as 150 mil empresas associadas à Fiesp (federação das indústrias de SP) da aplicação de multa em caso de descumprimento da tabela de preços mínimos do frete rodoviário. Cabe recurso.

A tabela é fruto de um acordo entre o então presidente Michel Temer e caminhoneiros como parte das negociações para pôr fim a uma paralisação que travou o país em maio do ano passado.

Pelo regulamento, a empresa que contratar serviço de transporte rodoviário de cargas abaixo do piso estabelecido pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) deverá arcar com multa de R$ 550 a R$ 10.500. Ao transportador que realizar o serviço de transporte em valor inferior ao piso será aplicada multa de R$ 550.

A tabela foi criada por meio de medida provisória que foi regulamentada pela ANTT e depois convertida em lei.

Márcio de França Moreira, juiz federal substituto da 8ª Vara do DF, aceitou o argumento da Fiesp de que a lei introduziu novos requisitos que não estavam presentes na MP, o que tornaria a resolução da ANTT fixando os preços do frete incompatível com a nova legislação.

Até a edição de nova resolução que atenda aos procedimentos previstos nas normas mencionadas, não há como observar o tabelamento de preços na forma definida pela resolução revogada”, afirmou o juiz.

Moreira disse também que decisão do Supremo, onde se discute a constitucionalidade da tabela, não afeta o pedido da Fiesp, já que a demanda da entidade é por alteração da lei.

Em 6 de dezembro, o ministro Luiz Fux -que é relator de uma série de ADIs (ações diretas de inconstitucionalidade) que contestam na Corte o tabelamento- acolheu um pedido da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) e suspendeu, em decisão provisória, a aplicação das multas para quem descumprisse a tabela do frete.

Após a decisão, caminhoneiros avaliaram iniciar uma nova paralisação, e a AGU (Advocacia Geral da União) chegou a pedir que o ministro reconsiderasse a decisão. Seis dias depois, Fux revogou a própria liminar.

Cartão Transporte

Prefeitura de Curitiba quer extinguir função de cobrador de ônibus. Sindicato ameaça greve

Começou a tramitar na Câmara Municipal de Curitiba projeto da Prefeitura Municipal de Curitiba que altera a lei municipal que exige cobradores nas estações-tubo, terminais de transporte e no interior dos ônibus que circulam em Curitiba. Pela proposta, a prefeitura pretende que o pagamento de passagens no transporte público da capital seja feito exclusivamente de forma eletrônica – com o cartão transporte.

“Fica autorizada a implementação exclusiva do Sistema de Bilhetagem Eletrônica do Município por meio da utilização dos cartões transporte nos pontos de acesso aos serviços de transporte coletivo de Curitiba”, diz a nova redação da lei que regulamenta o serviço proposta pelo Executivo. Na justificativa, assinada pelo prefeito Rafael Greca, é dito que a alteração é para “trazer maior agilidade ao transporte público”.

“O transporte coletivo é alvo de constantes assaltos, em que pese todos os esforços empregados pela administração municipal para coibir essa prática”, argumenta a prefeitura. “Os dados demonstram que os cobradores são alvo de roubos e violência, bem como o patrimônio público acaba sendo objeto de vandalismo e depredações”.

Na justificativa da proposição é dito que “o pagamento de passagens com cartão eletrônico reduziu o número de assaltos em mais de 90%, além de ser importante pontuar que tal fato acaba por gerar mais segurança para os usuários e para os motoristas dos coletivos”.

Sobre os cobradores, o Executivo diz que a situação deles foi discutida com os sindicatos e que terão “a oportunidade de requalificação mediante cursos de formação de motoristas, bem como podendo os mesmos ser realocados para serviços de natureza administração e operacional dentro das concessionárias”.

O texto referencia ainda a convenção coletiva entre os sindicatos patronal e dos colaboradores, que considera “a modernização do sistema de transporte urbano de passageiros de Curitiba” e a “nova realidade tecnológica” implicando a “redução da atividade do empregado cobrador” como justificativas para o “aproveitamento, sempre que possível, da mão de obra dos cobradores em outras atividades existentes nas empresas empregadoras”.

Diante da notícia, o Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc) disse que lutará pela manutenção dos empregos dos 6 mil cobradores que atuam, hoje, no transporte coletivo da capital. O sindicato diz estar atuando politicamente no momento, visitando gabinetes parlamentares para tentar convencer os vereadores, mas não descarta uma greve, caso necessário. O sindicato também alega que nunca foi procurado pelo município para tratar do tema.

“Tal medida é totalmente irresponsável e descabida, tendo em vista o alarmante cenário de desemprego que vivemos no Brasil, onde mais de 14 milhões de pessoas já estão desempregadas. Além disso, o Sindimoc afirma de maneira convicta que a extinção dos cobradores traria danos nas políticas de inclusão que hoje temos de maneira já tão ampla no Transporte Coletivo de Curitiba. Não precisamos, não queremos e não vamos admitir mais 6 mil desempregados”, disse o presidente da entidade, Anderson Teixeira.

O sindicato ainda alerta que levantamento feito em 43 cidades do Brasil (capitais e grandes centros urbanos) mostra que em nenhuma cidade em que o cobrador foi retirado, o preço da passagem foi reduzido e, além disso, o serviço caiu de qualidade. “O cobrador assume hoje muitas tarefas além de cobrar – funciona com um operador de bordo: auxilia passageiros em situações críticas, presta informações para usuários e também turistas, monitora embarque / desembarque, assume funções que dão agilidade ao sistema, pois evitam que o motorista pare”, diz Teixeira.

“Nos próximos dias, Sindimoc intensifica atuação parlamentar (ação gabinete em gabinete) e iniciar mobilizações com trabalhadores. Greves não estão descartadas, se forem necessárias, Não abriremos mão de defender o emprego desses 6 mil pais e mães de família. Entretanto, confiamos no bom senso e na responsabilidade dos vereadores na apreciação dessa matéria”, conclui a nota.

* Com informações da Câmara Municipal de Curitiba

Bolivianos querem adotar modelo de transporte de Curitiba

Secretários municipais, diretores e técnicos da área de planejamento e mobilidade da Prefeitura de Santa Cruz de La Sierra (Bolívia) visitaram o prefeito Rafael Greca na tarde desta quinta-feira (25). Eles vieram a Curitiba conhecer o sistema de transporte coletivo, já que pretendem desenvolver e melhorar a mobilidade urbana de Santa Cruz de La Sierra.

A comitiva se reuniu nesta semana com técnicos da Urbs (Urbanização de Curitiba S/A) e do Ippuc (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba), com o objetivo de colher subsídios para desenvolver um projeto consolidado de transporte para cidade boliviana.

De acordo com Sandra Velarde Casal, secretária de Administração e Finanças, a cidade boliviana conta atualmente com dois  milhões de habitantes e tem problemas com a quantidade de carros nas ruas e falta de planejamento na implementação do transporte.

INTERBAIRROS NA BOLÍVIA 

“Santa Cruz de La Sierra tem uma topografia plana e radioconcêntrica, com quatro anéis de transporte”, explicou a secretária. Greca sugeriu aos bolivianos que implantem ônibus interbairros nestes anéis. “Estamos com esta ideia”, respondeu a secretária.

O projeto do novo sistema de transporte de Santa Cruz deverá ser financiado pela Jaica, a Agência de Cooperação Internacional do Japão, órgão que coordena assistência ao desenvolvimento em nome do governo do japonês.

“É um projeto de cooperação trilateral de assistência técnica entre Bolívia, Brasil e Japão para acelerar o processo de melhoria urbana em desenvolvimento em Santa Cruz de La Sierra”, afirmou o coordenador da missão e representante da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), Josué Nunes Neto.

Para o chefe das Relações Internacionais da Prefeitura, Rodolpho Zannin, é muito importante a confiança que o governo boliviano deposita no modelo de transporte curitibano. “O acordo de irmandade entre Curitiba e Santa Cruz de la Sierra não é apenas uma lei de gaveta. O trabalho das Relações Internacionais da Prefeitura é transformar acordos em projetos reais e credibilizar o nome de Curitiba na comunidade global.”

VANTAGENS DO BRT

Além das reuniões, os bolivianos também percorreram o sistema de ônibus acompanhado pelos técnicos da Urbs e do Ippuc. A comitiva fez o trajeto do terminal do Cabral ao Pinheirinho. Depois, também andaram de Ligeirão, percorrendo a Linha Verde.

O prefeito explicou que a Linha Verde ainda não está pronta. “Ela está superdimensionada, mas quando ficar pronta queremos transformá-la em um eixo metropolitano”, disse.

Greca elogiou o modelo de BRT (Bus Rapid Transit). “É um sistema muito interessante, é muito mais barato que um metrô, custa mil vezes menos”, comparou Greca. O prefeito também comparou o custo do metrô com o Veículo Leve sobre Pneus (VLP) e com o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que custa 100 vezes menos.

“O metrô enterrado é mais caro e já meio superado. Aqui nós conseguimos ampliar o sistema com um custo bem menor. Atualmente, nós temos cerca de 1,8 milhão de passageiros e com o sistema de via exclusiva, semáforos inteligentes e terminais de integração dá para percorrer a cidade de Norte a Sul em 20 minutos”, relatou.

Além do custo, o prefeito citou que o tempo de implantação do projeto também é atrativo importante. “Eu acredito muito no BRT porque é um sistema que pode ser implantado no tempo de mandato de um prefeito e o custo é infinitamente menor. Os ônibus podem ser comprados aqui na Volvo de Curitiba ou na Mercedes Benz”, citou.

PRESENTE NA HISTÓRIA

Greca também explicou que a implantação do sistema de ônibus data da década de 1970, na época em que Jaime Lerner foi prefeito.

“Curitiba sempre investiu na mesma linha. Teve uma tradição de prefeitos que investiram neste modelo de transporte, a começar por Jaime Lerner. Eu fui prefeito há 20 anos e começaram a falar de metrô. Nós fizemos um encontro internacional lá no Ippuc e optamos por continuar com o BRT. Agora, mais recentemente, voltaram a falar no metrô, mas aí a crise tolheu a possibilidade porque não há dinheiro para este tipo de projeto. Mas para o ônibus sempre tem dinheiro”, historiou o prefeito.

QUATRO ANOS PARA IMPLANTAR

A secretária Sandra Velarde Casal disse que a etapa inicial de adequação do sistema viário para implantar o primeiro anel de transporte deve demorar sete meses. São sete quilômetros na primeira etapa, depois a implantação de um corredor de mais 42 km.

Na segunda fase, as adequações acontecem em 12 km e depois são estendidas para 23 km, formando o corredor Leste Oeste. Ao todo, as obras devem se estender por quatro anos.

Ao final do encontro, a comitiva entregou um presente para o prefeito e publicações com informações sobre Santa Cruz de La Sierra. Greca retribui com exemplares da poesia do Rio Iguaçu.

Também integram a missão boliviana o secretário de Mobilidade Urbana, Rolando Pedro Ribera Correa; o chefe da Secretaria de Normas e Projetos (Semurb), Juan Daniel Lijerón Céspedes; o chefe de Estatística Viária da Semurb, Claudio Alberto Céspedes Pol; a diretora de Transportes e Sistema Viário, Lucy Mariel López Quiroga; o secretário de Planejamento, Boris Bernardo Salomón Lazcano; e o conselheiro do Governo, Roberto Luis Ayala Antezana.

**Da SMCS**