A Maria Fumaça na história do Brasil

Este vídeo traz um resumo histórico sobre a “Maria Fumaça”, a antiga locomotiva a vapor, que já foi o principal meio de transporte no passado. E mostra o trecho entre Morretes a Antonina em 1994, pouco antes da retirada das velhas locomotivas.

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Acidente com quatro veículos deixa rapaz em estado na grave na BR-277

Um motociclista ficou em estado grave, nesta segunda-feira (13), após a moto em que ele pilotava se envolver em um acidente com outros três veículos. O fato aconteceu em Morretes, litoral do Paraná, no KM 41, da BR-277, durante a tarde.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), uma carreta não conseguiu parar na fila do local que passa por obras. Ela colidiu lateralmente contra a moto e um carro, em seguida bateu na traseira de um caminhão bitrem.

O motociclista precisou ser encaminhado em estado grave para o Hospital do Rocio, em Campo Largo.

Novo vagão de luxo é atração no passeio de trem para Morretes


Que tal conhecer uma das ferrovias mais lindas e históricas do mundo a bordo de um luxuoso vagão fabricado em 1954 com uma varanda panorâmica de 6 metros especialmente projetada para colocar os passageiros a bordo mais próximos da natureza?  Essa é ideia do novo produto lançado pela Serra Verde Express, empresa operadora do trem turístico.  O carro é o sexto da categoria com serviço de primeira classe e vai circular entre Curitiba e Morretes, no litoral do Estado.

Assinado pela arquiteta Lucille Amaral,  o projeto retrô foi inteiramente desenvolvido com materiais sustentáveis e madeira certificada. O vagão  foi adquirido em leilão no Espírito Santo e levado à Curitiba para reforma. O interior tem tonalidades verdes para combinar com a vegetação exuberante da Mata Atlântica. A capacidade é para 32 pessoas viajarem confortavelmente sentadas em um ambiente com cadeiras e mesas projetadas para o atendimento a bordo.  A iluminação interna é mantida por painéis solares que ficam na parte externa superior, com autonomia para três dias de viagem.  Alimentos e bebidas estão incluídos no passeio. Há um banheiro no vagão e bastante espaço para a circulação dos passageiros entre uma ponta à outra.

A varanda é o local mais procurado, pois coloca os viajantes em contato direto com a natureza. Tão perto que é comum esquivar-se das folhas das árvores próximas à ferrovia em alguns trechos do percurso. O gradio da varanda é em estilo antigo também.  Lucille pensou em todos os detalhes. “O piso emborrachado é uma imitação de cimento com pedrinhas, e foi um dos maiores desafios. A varanda pega sol e chuva direto, e quando engata uma composição na outra, há um impacto que faria quebrar qualquer outro material mais rígido. Pesquisando muito cheguei à essa solução de um piso emborrachado, que não empoça água, é antiderrapante e também e drenante”, revela Lucille.

A arquiteta também foi responsável por outros projetos que encantam os turistas.  Em 2015 criou a decoração para a Litorina Curitiba, em 2017 fez o Vagão Imperial e o Vagão Restaurante. Desde o final de 2018 trabalhava no carro de luxo Barão do Serro Azul. A escolha do nome é uma homenagem ao importante personagem da história política e econômica do Estado: Ildefonso Pereira Correia, o maior produtor de erva-mate do mundo. Tema de livros e filme, o poderoso Barão foi assassinado no km 65 da ferrovia Paranaguá- Curitiba durante a Revolução Federalista.

Nossa História

O passeio no novo carro de luxo oferece uma vista privilegiada da ferrovia idealizada pelos irmãos André Rebouças, Antônio Pereira Rebouças Filho e José Rebouças, considerada até uma hoje um marco da engenharia.  Desde que foi inaugurada em 1885, a obra encanta pela grandiosidade e dificuldades para construção em uma época em que não havia tecnologia disponível e todo trabalho era braçal.  Foi a partir dela que o Paraná passou a fazer parte do cenário das exportações, tendo como figura icônica, o Barão do Serra Azul. Essa e outras histórias são contadas pelo guia César Kuczkowski que sabe de cada atrativo da viagem. “Essa ferrovia representou um marco na economia do Parana e do Sul do país”, explica.

Em meio ao coração da Mata Atlântica,  estão treze túneis e desfiladeiros de tirar o fôlego, passando pela cadeia de montanhas do Marumbi, que atinge 1.539 metros de altitude no ponto mais alto. Várias quedas d’água podem ser avistadas. A maior delas é a Cachoeira do Véu da Noiva, que tem cerca de 80 metros de altura. O desfiladeiro próximo onde o Barão do Serro Azul foi morto se chama Garganta do Diabo e pode ser visto logo após a passagem por um dos túneis.

Para Adonai Aires de Arruda, presidente da Serra Verde Express, o novo produto é uma forma de alinhar história, turismo e meio ambiente. ” A ferrovia é mais que centenária. Ela tem uma vinculação muito grande com a história do país e com o meio ambiente, pois corta a maior área de preservação da Mata Atlântica. Temos ainda a figura do Barão do Serro Azul, um herói paranaense morto na ferrovia durante a Guerra do Contestado. Além de ser o maior exportador de erva mate do Paraná, ele fundou a Associação Comercial do Paraná. Pensando em todos esses elementos, criamos esse novo produto”.

Na viagem inaugural para convidados, foram distribuídas rosas brancas entre os passageiros. Ao passar pela cruz de 2 metros de altura que marca o local onde o Barão do Serro Azul foi assassinado, as flores foram lançadas pela varanda. De acordo com a história, a execução aconteceu na madrugada de 20 de maio de 1894.  Ildefonso Pereira Correia e outros cinco prisioneiros foram retirados da prisão e levados à estação ferroviária sob o pretexto de que seriam julgados no Rio de Janeiro. Mas ao chegar ao km 65 da estrada da ferro, perto do pico do Diabo da Serra do Mar, os prisioneiros foram executados a tiros e tiveram os corpos abandonados no local. “Há uma foto do Barão do Serra Azul dentro do vagão de trem, para que todos conheçam a verdadeira história desse herói paranaense”, relata Adonai.

A Serra Verde Express é a operadora oficial do trem turístico de passageiros da Serra do Mar Paranaense na ferrovia desde 1997. Em mais de vinte anos de trabalho, já registrou o transporte de mais de 3 milhões de pessoas neste trecho. O passeio de trem da Serra do Mar está entre os mais concorridos do Brasil e é o único trem de luxo nacional.  Anualmente, cerca de 200 mil pessoas passeiam nos trens operados pela empresa.
“É um dos passeios mais incríveis que eu já fiz na minha vida”, resume o ambientalista Daniel Paez.
A partir de primeiro de março o passeio na nova composição vai estar disponível.

 

Confira fotos do passeio:

Homem morre atropelado por trem em Curitiba

Um homem de 38 anos morreu atropelado por um trem, no início da madrugada desta quinta-feira (24). O acidente foi no bairro Cajuru em Curitiba, próximo a Rua Radialista Oldemar Kramer, na Vila Camargo. De acordo com o Corpo de Bombeiros, a vítima estaria transtornada e perambulava pela região.

Uma ambulância do Samu chegou rapidamente ao local, já que o posto fica perto dali. Apesar da agilidade dos socorristas, nada pode ser feito para salvar a vida do homem, que sofreu ferimentos incompatíveis com a vida.

A composição férrea da empresa Rumo ficou parada para o trabalho da perícia e recolhimento do corpo ao Instituto Médico Legal de Curitiba.  Segundo testemunhas a vítima morava próximo dali e vendia sorvetes.

Trem com destino a Morretes terá desconto especial no Natal e Ano Novo

O passeio de trem para a Serra do Mar está com saídas diárias para Morretes e terá tarifa reduzida em 50% nos dias 24 e 25 de dezembro e 01 de janeiro na classe turística. O trem sai da Estação Ferroviária de Curitiba e circula pela Serra do Mar, a maior área de Mata Atlântica preservada do país, e tem como destino final a cidade de Morretes, no litoral paranaense.

No trajeto o passageiro irá contemplar o Pico Marumbi, Cascata Véu da Noiva e a Ponte São João, inaugurada em 1885, e que até hoje tira o fôlego dos viajantes que passam pelo seu vão livre de 110 metros de altura.

O trem opera no trecho Curitiba-Morretes, com saída às 8h30 e também no sentido Morretes-Curitiba, com saída às 15h. As compras podem ser feitas pelo site www.serraverdeexpress.com.br ou diretamente no saguão da Estação Rodoferroviária de Curitiba (Av. Presidente Afonso Camargo, 330).

Mais informações podem ser obtidas também por meio do WhatsApp (41) 98867 8022 ou pelo telefone (41) 3888 3488.

Serra Verde Express anuncia 2ª edição do Trem do Bita

O “Mundo Bita” está de volta ao trem! Depois do sucesso da apresentação de outubro, a Serra Verde Express volta a oferecer essa divertida e diferenciada experiência que mistura a magia do teatro e do universo ferroviário num programa inesquecível para as crianças.

Em parceria com a Cia. Regina Vogue de Teatro, acontece no dia 01 de dezembro, sábado, a segunda edição do “Trem do Bita”, passeio temático com os personagens do desenho infantil que é um dos maiores sucessos da internet, na atualidade.  O programa acontece em duas sessões, 10h e 14h, e tem valores a partir de R$ 45.

Na história, os personagens do Mundo Bita embarcam com o público numa viagem cheia de enigmas e charadas sobre o universo dos animais e das brincadeiras.  A programação começa no saguão da Serra Verde Express com atividades lúdicas e educativas. Logo depois, o público é convidado a embarcar em um passeio de trem com Bita, Tito, Lila, Dan e seus amigos.  O trajeto tem duração aproximada de 40 minutos e a diversão continua após o desembarque com muita música, brincadeiras e fotos com os personagens.

A peça tem direção de Maurício Vogue, trilha sonora de Chaps Melo, dramaturgia de João Henrique de Souza e produção da Cia. Regina Vogue. No elenco estão os atores Amanda Leal, Alfredo Netto, Bia Marinho, Everson Silva, Emilly Anne, Fernanda Milani, Junior Rocha, Lucas Buzato, Marrara Mara e Wagner Jovanaci.

A composição do “Trem do Bita” tem capacidade para 200 pessoas. O valor do ingresso é R$ 90, a inteira, e R$ 45 a meia- entrada. A doação de um brinquedo novo dá direito a 50% de desconto em compras diretas na agência da Serra Verde Express.

Serviço:

“Trem do Bita”

Data: 01/12

Horário: 10h e 14h

Sessões: 60 minutos

Local: Serra Verde Express, Rodoferroviária de Curitiba

Valores: R$90,00 inteira / R$45,00 meia- entrada (a doação de 01 brinquedo novo dá direito a 50% de desconto. Crianças de até 02 anos, no colo, não pagam)

Projeto que pretende limitar ‘volume’ do apito de trens em Curitiba volta à discussão

Há 20 anos o comerciante Aroldo Vieira Cardoso convive com o barulho do apito do trem. Ele mora em um apartamento na Rua Atílio Bório, no Cristo Rei, próximo a linha férrea. O morador reclama que o ruído impede uma noite de sono tranquila. “O horário mais cruel é de madrugada. Muitas vezes você acaba acordando com o barulho. As vezes chega a mexer as coisas dentro de casa, com a intensidade do trem. Não tem horário, é três horas, quatro horas, cinco horas da manhã”, disse.

Por causa do apito e do ruído, Aroldo chegou a mudar alguns hábitos, para amenizar o problema. E disse que até durante o dia, o barulho é ruim. “Mesmo de dia o barulho é ensurdecedor. Televisão você precisa aumentar o volume no máximo, se estiver no telefone precisa pedir pela educação da outra pessoa em aguardar. É um incomodo terrível”, afirmou.

O comerciante conta que tem um filho de sete anos, que hoje já acostumou a conviver com o barulho. Mas quando era um bebê, a criança sempre acordava assustada com os apitos. “Logo que ele nasceu a gente colocou uma janela anti-ruído, mas mesmo assim não foi o suficiente”, destacou.

Frida Wehrneistecorcio é zeladora, ela trabalha em um prédio próximo ao cruzamento da Rua Schiller com a Avenida Senador Souza Naves. De acordo com ela, o barulho do trem já fez com que moradores se mudassem do edifício. “Eu trabalho a duas quadras daqui. Os moradores reclamam que o trem passa de madrugada com volume alto. Não tem horário, não tem volume. Acredito que a noite poderia ser mais baixo porque não tem tanto carro. Lá no prédio umas três pessoas já se mudaram por causa do trem”, contou.

Mas também tem quem acredite que o apito é essencial para evitar acidentes. Uma moradora que vive na região do Cristo Rei há 18 anos e, preferiu não se identificar, disse que o barulho não incomoda.

“É importante ter que ter a buzina. O trem precisa fazer isso, porque tem acidente direto. Os motoristas não respeitam o trem, nem com ele buzinando, imagina se diminuir o volume”, ressaltou.

Uma proposta que voltou a tramitar na Câmara Municipal de Curitiba prevê que o barulho emitido pelos trens não ultrapasse os 96 decibéis (dB) no período noturno entre às 22h e 7h.

O texto pretende alterar o artigo 28 de uma lei municipal, que trata sobre os ruídos urbanos, proteção do bem-estar e de sossego público. A lei em vigor atualmente delega a regulamentação ao Poder Executivo, via decreto.

O projeto começou a tramitar no ano passado. Inicialmente, a proposta pedia que os sons emitidos pelos trens, principalmente os apitos, não ultrapassasse os 15 dB. No entanto, após debates, o texto foi alterado se baseando em uma regulamentação da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) que permite entre 96 dB e 110 dB no período noturno.

Se aprovada a lei, a fiscalização será feita pela Secretaria de Meio Ambiente e Guarda Municipal, que já conta com decibelímetros.

O apito do trem é regulado por decreto federal de 1996. Conforme a regulamentação já existente, o alerta deve ser disparado próximo das “passagens em nível” para motoristas e pedestres.

Em nota, a concessionária Rumo, responsável pelos trens que circulam em Curitiba, “ressalta que suas operações seguem todas as normas vigentes e que procura causar o menor impacto possível à população. Ressalta que ferrovias do mundo inteiro fazem uso da buzina. É um item essencial para a segurança do trem, dos veículos e das pessoas que estão próximas à linha. Os maquinistas são periodicamente treinados para seguir corretamente o procedimento de acionamento deste dispositivo. Informa ainda que toda ferrovia de carga funciona 24 horas por dia”. 

 

Trem bate em carreta que atravessava linha férrea em Curitiba

Um trem bateu em uma carreta, que tentava atravessar a linha férrea, na Rua Radialista Souza Moreno, em Curitiba, na manhã desta segunda-feira (30), de acordo com a Secretaria Municipal de Trânsito (Setran).

Ninguém ficou ferido.

O acidente ocorreu no bairro Sítio Cercado. O trânsito ficou bloqueado por entre às 11 e às 13 horas.

Cidades turísticas pedem a volta dos trens de passageiros

 

A cidade da Lapa lidera o movimento que pede a volta dos trens de passageiros nas cidades turísticas. Veja no vídeo abaixo.

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Público poderá ver como funciona uma Maria Fumaça no Museu Ferroviário

Que tal voltar ao tempo e até mesmo conhecer um pouco mais da história ferroviária de Curitiba?

Essa é a proposta do Museu Ferroviário de Curitiba, localizado no Shopping Estação.

No sábado (21), a Maria Fumaça que está no museu será ligada, em uma apresentação com apito e fumaça. A locomotiva foi inaugurada na capital paranaense em 1885 e por 87 anos fez parte da rotina dos curitibanos, com o vai e vem de mercadorias e pessoas. A estação ligava Curitiba à Paranaguá, no litoral do Estado.

Em 1982, foi fundado no local o Museu Ferroviário de Curitiba, com duas locomotivas a vapor originais – uma delas a Maria Fumaça – e mais 600 peças originais como mobiliários, telefones, telégrafos e apitos.

A Maria Fumaça será ligada no próximo sábado (21), de hora em hora, das 13 horas às 16 horas, no Shopping Estação.

A entrada é de graça.