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Justiça nega suspensão de concurso pedida por ex-procurador da Lava Jato reprovado

A JFPR (Justiça Federal do Paraná) negou o pedido de suspensão do concurso de Doutorado da UFPR (Universidade Federal do Paraná) feito por um ex-procurador da força-tarefa Lava Jato. Diogo Castor de Mattos pede a retificação das notas de outro candidato. Conforme o procurador, ele foi prejudicado pela melhor nota atribuída ao concorrente.

De acordo com a petição, houve uma alteração irregular dos critérios de avaliação de currículos. Assim, o concorrente obteve resultados melhores e, consequentemente, uma classificação final mais favorável. Liminarmente, o ex-procurador da Lava Jato  solicitou a recontagem da pontuação do candidato com base nos critérios originais do edital.

Além disso, entre outros argumentos, Diogo Castos de Mattos pedia a suspeição de uma dos examinadores da Banca. Curiosamente, esse mesmo argumento costumava ser usado por réus da operação para contestar a atuação do MPF ou do ex-juiz Sergio Moro, agora ministro da Justiça do governo Jair Bolsonaro. A força-tarefa nunca reconheceu um pedido de suspeição.

UFPR ESCLARECE

A UFPR (Universidade Federal do Paraná) se manifestou no processo argumentando que a alteração foi publicada antes mesmo do início das inscrições para o concurso de Doutorado. Conforme a instituição, o edital foi publicado dia 13 de setembro do ano passado; a alteração foi realizada um dia antes (12/09).

A universidade defende que não houve nenhuma ilegalidade no procedimento adotado, como questionou Diogo. De acordo com a UFPR, a alteração foi feita porque poderia haver erro de intepretação na redação original. Além disso, esclarece que o critério de “pontuação por atividade” já foi utilizado nos últimos processos seletivos de Doutorado e Mestrado da universidade.

O candidato citado por Diogo Castor de Mattos também se manifestou nos autos do processo. O candidato também afirmou que não identificou nenhuma ilicitude na alteração do edital, feita antes da publicação. Além disso, argumentou que critérios utilizados pelo UFPR no processo seletivo são razoáveis e inequívocos.

JUSTIÇA NEGA PEDIDO DE DIOGO PARA ANULAR CONCURSO

Em despacho publicado na noite desta terça-feira (21), o juiz federal substituto João Paulo Nery dos Passos Martins afirmou que não vislumbra “a existência de qualquer ilegalidade ou desproporcionalidade na adoção do referido critério pela Banca”.

De acordo com o magistrado, o Diogo Castor de Mattos não tem o direito de interferir na “autonomia didático-científica das instituições de ensino em seus processos seletivos”.

João Paulo Martins observou, ainda, o fato de que a alteração aconteceu um dia antes do início das inscrições. Por isso, afirmou que “não há mínimo indício que referido ato, ademais, tivesse o objetivo oculto de favorecer qualquer candidato”.

Desta forma, o juiz substituto da 1ª Vara Federal de Campo Mourão negou o pedido de tutela de urgência e impediu a suspensão cautelar do concurso de Doutorado da UFPR. O caso segue a tramitar na JFPR. O magistrado abriu prazo de 15 dias para a manifestação das partes.

O ex-procurador da Lava Jato Diogo Castor de Mattos não retornou as ligações da reportagem.

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Resultado vestibular UFPR 2020: veja a lista de aprovados na segunda fase

A UFPR (Universidade Federal do Paraná) divulgou o resultado final do vestibular 2020 nesta quarta-feira (15), às 14h. A lista dos aprovados está disponível no site do Núcleo de Concursos da UFPR, no aplicativo, na página da UFPR no Facebook e no mural físico dos Campus Agrárias, no Juvevê. Lá ainda acontece o tradicional banho de lama.

Além das opções da universidade, você também pode ver a lista dos aprovados no vestibular 2020 aqui:

As matrículas dos aprovados na UFPR devem ser realizadas entre os dias 25 e 27 de janeiro e entre 1 e 3 de fevereiro. O processo será feito em datas específicas para cada campus da universidade.

“Os resultados mostram um certo perfil dos candidatos. Um deles, que chama a atenção, é a maioria expressiva de paranaenses. É um sinal por estarmos presentes não só na capital, mas como no Litoral, Oeste e Norte do Paraná”, declarou o reitor Marcelo Fonseca antes da divulgação do resultado.

BANHO DE LAMA

A festa dos aprovados teve a concentração a partir das 13h. Além da piscina de lama, acontecem shows, banheiros químicos, chuveiros e tendas vendendo comida e bebida não alcoólicas.

Mariana, b2b (Vina Carvalho e Igor), Mr Buiu, Baterias da UFPR e Nanda estão entre as atrações. O ingresso de veículos no campus não está permitido, assim como a entrada, venda ou consumo de bebidas alcoólicas.

Mais tarde, às 18h, ainda serão divulgadas as respostas dos recursos das provas específicas e discursivas. As vistas das provas foram viabilizadas no dia 16 de dezembro, também pelo NC da UFPR. As respostas ficarão disponíveis para consulta no sistema até o dia 15 de fevereiro.

As bancas de validação de autodeclaração, que verificam os pedidos para concorrer às cotas, foram realizadas antes da primeira fase do vestibular. Portanto, os classificados nas listas de cotas serão conhecidos também no dia 15.

VESTIBULAR UFPR 2020: APROVADOS OCUPAM MAIS DE 5 MIL VAGAS

Prédio Histórico da UFPR na Praça Santos Andrade no centro de Curitiba. (Geraldo Bubniak/AGB)

No vestibular 2020, 31.557 candidatos concorreram a 5.628 vagas de graduação da UFPR.

Dos candidatos que fizeram a primeira fase, 12.464 foram convocados para a segunda etapa do vestibular.

As provas da primeira fase foram realizadas no dia 27 de outubro. Já as provas discursivas da segunda fase foram feitas nos dias 24 e 25 de novembro. Primeiro foram as provas de Compreensão e Produção de Textos, enquanto o segundo dia exigiu as questões discursivas específicas.

Todos os convocados fizeram a Prova de Compreensão e Produção de Textos. Além dela, dependendo do curso, o candidato precisou responder até duas questões discursivas (em disciplinas específicas). Os cursos de Arquitetura e Urbanismo, Design Gráfico, Design de Produto e Música, por sua vez, exigiram provas de habilidades específicas.

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Professor da UFPR lidera pesquisadores em expedição na Antártica

Uma equipe de pesquisadores brasileiros embarca amanhã (10) rumo à Antártica para realizar uma expedição de 20 dias. O grupo é coordenado por um professor do Centro de Estudos do Mar da UFPR (Universidade Federal do Paraná).

Os pesquisadores vão coletar amostras de água e de sedimentos marinhos que, depois de analisados, devem revelar como a região vem sofrendo alterações por conta do aquecimento global. A região da Península Antártica, onde o estudo será desenvolvido, é considerada uma das poucas áreas relativamente preservadas do planeta e que tem sido diretamente afetada pelas mudanças climáticas.

De acordo com o professor que coordena o projeto, César de Castro Martins, o objetivo principal da pesquisa é trabalhar com o ciclo do carbono.

Na Antártica o reflexo do aquecimento global é sentido pelo derretimento do gelo marinho. O trabalho da equipe de pesquisadores pretende avaliar a modificação do ambiente aquático e a mudança do ciclo de vida de alguns organismos que vivem na região.

A preparação para a viagem começou no mês de setembro do ano passado. Os pesquisadores embarcam nesta sexta-feira (10), no Rio de Janeiro, em um avião da Força Aérea Brasileira e depois seguem para o extremo do planeta. O projeto é desenvolvido a partir de uma parceria da UFPR, com as universidades federais de São Paulo, da Bahia, de Santa Catarina e de Sergipe.

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Após tratamento, oito pinguins são devolvidos ao mar no litoral do Paraná

Após tratamento intensivo e semanas de fisioterapia, oito pinguins resgatados no litoral do Paraná foram devolvidos ao mar nesta segunda-feira (16). Partindo de Pontal do Sul, o grupo deve retornar para águas mais geladas, na Patagônia e Ilhas Malvinas.

São aves da espécie Pinguim-de-Magalhães que chegaram debilitadas na costa do Paraná. De acordo com o CEM (Centro de Estudos do Mar), da UFPR (Universidade Federal do Paraná), elas migraram de águas do extremo sul em busca de alimento.

Conforme os pesquisadores, apenas nesta temporada migratória (maio a outubro), 14 pinguins-de-Magalhães foram resgatados no litoral do Paraná. Deste total, seis morreram. De acordo com o CEM, as aves sobreviventes passaram pelo tratamento necessário, incluindo, exames laboratoriais e fisioterapia, além de prevenção de possíveis patologias desenvolvidas em cativeiro.

O vídeo mais fofo que você verá hoje ❤Pinguins resgatados e tratados pelo Laboratório de Ecologia e Conservação da UFPR sendo devolvidos para o mar 🐧🐧🐧🐧🐧

Publicado por UFPR (Universidade Federal do Paraná) em Segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

INSTITUIÇÕES RESGATAM PINGUINS E OUTROS ANIMAIS DEBILITADOS

Pinguins e outros animais encontrados debilitados na costa do Paraná são resgatados por instituições que atuam para a reabilitação e conservação das espécies marinhas.

Entre elas, o LEC, da UFPR. O Laboratório de Ecologia e Conservação participa do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS). O objetivo é resgatar e reabilitar aves, mamíferos e tartarugas marinhas em situação de risco.

O QUE FAZER AO ENCONTRAR UM ANIMAL DEBILITADO?

Ao se deparar com animais marinhos debilitados, o cidadão pode acionar o resgate por meio do telefone 0800 642 3341. O Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) contém 15 trechos, desde Laguna (SC) até Saquarema (RJ).

O LEC atende aves, como os pinguins. Além disso, também resgata golfinhos, baleias e tartarugas debilitados ou mortos.

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Divulgação/CEM
2ª fase do vestibular 2018/2019

Vestibular da UFPR: confira horário de abertura e fechamento dos portões

A Universidade Federal do Paraná aplica neste domingo (24) e na segunda-feira (25) as provas da segunda fase do vestibular 2019/2020. Foram convocados para esta etapa 12.464 candidatos. As provas serão aplicadas em Curitiba, Palotina, Matinhos, Toledo e Jandaia do Sul.

Nos dois dias, os portões dos locais de prova serão abertos às 12h40 e fechados às 13h30. As provas começam às 14 horas. Todos os horários seguirão o horário oficial de Brasília. É importante que os candidatos confiram com antecedência e imprimam o comprovante de ensalamento, disponível no site do Núcleo de Concursos desde a última quarta-feira.

No domingo, todos os candidatos farão a prova de Compreensão e Produção de Textos, que consiste em três questões discursivas.

Na segunda-feira (25) serão aplicadas as provas específicas de Biologia, Física, Química, Matemática, Geografia, História, Sociologia e Filosofia, sendo até duas provas por candidato, dependendo do curso. Essas provas serão compostas de sete questões discursivas.

Também na segunda-feira será aplicada a prova de Habilidade Específica para os cursos de Arquitetura e Urbanismo, Design Gráfico e de Design de Produto e Música licenciatura e bacharelado (com horários específicos, conforme consta no edital do vestibular.

Recursos e resultado

A partir de 12h00min do dia 16 de dezembro, até as 11h59min do dia 18 de dezembro, o Núcleo de Concursos da UFPR disponibilizará em seu site vistas das questões discursivas e das provas específicas com as respectivas correções. Esse será também o prazo para recursos.

A data provável para divulgação do resultado final do vestibular 2019/2020 é 15 de janeiro de 2020. Todos os resultados serão divulgados no site do Núcleo de Concursos da UFPR e no aplicativo + UFPR.

Editais e informações oficiais sobre o vestibular devem ser consultadas no site do NC

Da Redação com Assessoria de Comunicação

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UFPR: não há mais riscos das aulas serem suspensas após desbloqueio do governo

A UFPR (Universidade Federal do Paraná) confirmou o desbloqueio de verbas do governo federal. Com a medida, a universidade recebe R$ 24 milhões, metade do que foi bloqueado pelo MEC (Ministério da Educação) em maio deste ano. Com isso, a UFPR garante que não corre mais riscos de suspender as aulas.

O descontingenciamento de verba do governo faz com que a instituição recupere 15% dos 30% bloqueados anteriormente.

“Isso significa, sobretudo, que a universidade não vai parar no ano de 2019. Nós terminaremos o ano letivo”, garantiu o reitor Ricardo Marcelo Fonseca.

“A universidade não está mais com os cofres vazios e pode fazer frente às despesas desse mês e também das maiorias das despesas do próximo. Nossas bolsas, que dependem da universidade, contratos e serviços estão assegurados”, completou ele.

NA ESPERA PELO RETORNO DE MAIS VERBAS

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, já disse que, dependendo da economia do país, pode acontecer um novo descontingenciamento de verbas. Com isso, o reitor da UFPR disse estar atentos, além de dizer que esse desbloqueio de 15% não é o ideal.

“Foi um desbloqueio importante, mas não o suficiente para que terminemos o ano sem dívidas. Nós devemos aguardar para que possamos terminar o ano como o previsto e nos manter atentos para que o orçamento da educação seja restituído na sua integralidade”, completou o reitor Ricardo Marcelo Fonseca.

OS MESES DA UFPR APÓS O BLOQUEIO DO GOVERNO

Com o bloqueio de 30% determinado pelo MEC em maio, a UFPR prontamente manifestou que a continuidade das atividades estavam ameaçadas. Foram realizados atos de protesto contra a medida, com o apoio dos alunos. Um grupo chegou a criar a página Registros de balbúrdia na UFPR, referenciando a polêmica declaração do ministro Weintraub.

Diversas reduções nos gastos foram feitas, por exemplo, nas contas de água e energia elétrica. O RU (restaurante universitário) foi fechado durante o mês de julho, assim como a linha Intercampi foi interrompida.

O próprio reitor confessou que a universidade estava operando no limite, além de reconhecer que as contas poderiam não ser pagas a partir de setembro.  Inclusive, no mês passado, a APUFPR (Associação de Professores da Universidade Federal do Paraná) recomendou a suspensão do vestibular da UFPR. Entretanto, a medida radical foi descartada pelo reitor.

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Cinco universidades do PR estão entre as 40 melhores do Brasil

Segundo um ranking elaborado por uma instituição internacional, cinco universidades paranaenses estão entre as 40 melhores do País. A publicação, divulgada na semana passada, como informa o Jornal Bem Paraná, é do Center for World University.

A primeira delas é a Universidade Federal do Paraná (UFPR), que ocupa a 11.ª colocação. Em segundo lugar está a Universidade Estadual de Maringá (UEM), na 26.ª posição. A terceira colocada é a Universidade Estadual de Londrina (UEL), no 32.º posto. A quarta, a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), na posição 36. E, em quinto lugar, a Pontifícia Universidade Católica do Paraná, na 40.ª posição, única particular desta seleção.

O ranking leva em conta quatro aspectos das instituições de ensino superior: qualidade da educação, empregabilidade de egressos, conquistas dos professores e desempenho em pesquisa.

São considerados ainda prêmios e medalhas internacionais, cargos executivos ocupados por ex-alunos em organizações multinacionais, volume de projetos de pesquisa e publicações científicas e suas citações.

Associação divulga mapa de cortes das Universidades e Institutos Federais

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) disponibilizou uma ferramenta que permite visualizar um mapa dos cortes nas universidades. O painel possui dados por instituição, ação orçamentaria e linha do tempo dos cortes. O painel utiliza dados do sistema financeiro do governo federal que são alimentados e atualizados diariamente.

Bolsonaro e Moro visitam Curitiba e encaram protesto contra cortes na educação
UFPR realiza semana de ações para mobilizar sociedade contra corte de verbas

A iniciativa é promover a transparência dos investimentos na educação e é voltada para esclarecimento da população sobre o contingenciamento dos recursos anunciado pelo governo federal. Clique e navegue:

UFPR e Institutos Federais fecham em agosto

O reitor da Universidade Federal do Paraná, Ricardo Marcelo Fonseca, afirmou nesta segunda-feira (20) que o contingenciamento de gastos proposto pelo Governo Federal para a educação pode comprometer o funcionamento das instituições paranaenses a partir do mês de agosto. Ele falou em nome de quatro instituições federais – UFPR, Universidade Tecnológica do Paraná, Instituto Federal do Paraná e Universidade Federal da Integração Latino-Americana, se referindo ao bloqueio de 30% que vai atingir o ensino público superior.

O reitor ainda reforçou que o número de alunos na UFPR cresceu nos últimos três anos, mas o orçamento da instituição decresceu no mesmo período. Durante sessão na Assembleia Legislativa, Ricardo Fonseca ainda comentou que caso a determinação de contingenciamento feita pelo Governo Federal persista, as pesquisas da área de ciência e tecnologia também ficarão comprometidas. De acordo com ele, boa parte da produção científica brasileira está nas universidades públicas. Atualmente, as Instituições Federais de Ensino do Paraná atendem mais de 100 mil estudantes.

A UFPR e a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) atendem 33 mil alunos cada uma; a Unila (Universidade Federal da Integração Latino-Americana) atende seis mil estudantes e o Instituto Federal do Paraná (IFPR) conta com pouco amis de 20 mil alunos em cursos presenciais e dez mil estudantes que fazem cursos à distância. As informações foram repassadas durante um pronunciamento na Assembleia Legislativa do Paraná.

Ao final da sessão, um requerimento assinado por 27 parlamentares foi aprovado e deve ser enviado ao presidente da República, Jair Bolsonaro e ao Ministro da Educação, Abraham Weintraub (Vaintraubi). No documento, os deputados pedem que o Governo Federal reveja a decisão sobre o contingenciamento de verbas para universidades e institutos federais.

Instituições federais de ensino superior do Paraná participam de paralisação nacional

Estudantes, professores, servidores e apoiadores de instituições federais de ensino superior do Paraná participam nesta quarta-feira (15) do dia de paralisação nacional pela educação. Os protestos são uma reação ao corte de 30% das verbas de custeio promovido pelo Ministério da Educação. Atos públicos ocorrem simultaneamente à sessão da Câmara Federal para a qual o ministro da Educação, Abraham Weintraub, foi convocado. Ele foi chamado para prestar esclarecimentos nesta quarta (15) sobre os bloqueios no orçamento do setor.

Como se trata de uma convocação, Weintraub é obrigado a comparecer à Câmara, sob pena de incorrer em crime de responsabilidade na hipótese de ausência. A Universidade Federal do Paraná anunciou que o bloqueio de R$ 48 milhões compromete o funcionamento da instituição a partir do segundo semestre. Na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), a redução é de R$ 37 milhões.

O Instituto Federal do Paraná (IFPR) teve um corte de R$ 20,8 milhões e Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), de R$ 14,2 milhões. No total, a redução de verbas para o Paraná passa chega a R$ 120 milhões.

O Ministério da Educação (MEC) já fez bloqueios de R$ 5,7 bilhões, o que representa cerca de 23% do orçamento discricionário, ou seja, não obrigatório, cortando verbas direcionadas a todas as etapas da educação, incluindo a Educação Básica. Nesta semana, reitores das instituições federais pediram apoio dos senadores e deputados federais paranaenses para reverter a decisão do governo federal.

Nesta terça-feira (14), véspera da mobilização, o presidente Jair Bolsonaro se encontrou com deputados, em reunião fora da agenda oficial, antes de viagem para os Estados Unidos. O líder do PSL na Câmara dos Deputados, Delegado Waldir, disse ao Portal UOL que, durante o encontro, o presidente ligou para o ministro Abraham Weintraub pedindo para que os cortes fossem revistos. Segundo a reportagem, a Casa Civil respondeu que não procedia a informação sobre qualquer recuo no contingenciamento de recursos no MEC.

O próprio Ministério da Educação divulgou nota para esclarecer que a suspensão dos cortes não procede. Após o desmentido do governo, o reitor da Universidade Federal do Paraná, Ricardo Marcelo Fonseca, divulgou um áudio em que reforça que a mobilização deve seguir conforme a previsão inicial.

“Eu acho que um anuncio desses, um dia antes da mobilização nacional não pode desmobilizar absolutamente ninguém. Acho que todos devemos ficar como estamos até cada tostão da cota única volte para a universidade e eu aviso todo mundo quando voltar”, garante Fonseca.

Nesta quarta-feira (15), eles promovem uma manifestação unificada. Em Curitiba, a mobilização começa às 8h30 e vai até as 17h, na Praça Santos Andrade, no Centro. Representantes de instituições representativas de classes, movimentos sociais e da comunidade acadêmica devem participar do ato público nas escadarias do prédio histórico da UFPR. Em Pontal do Paraná, estudantes, professores e servidores promovem duas passeatas. Uma delas, às 9h, desde o campus da UFPR no Balneário Mirassol até a Prefeitura de Pontal do Paraná. A outra, às 17h, desde a Unidade Pontal do Sul até a Câmara de Vereadores.

A mobilização prossegue no resto da semana. Na quinta-feira (16), grupos artísticos da UFPR estarão nas ruas de Curitiba. Estão previstas apresentações da Orquestra da Universidade, Grupo de MPB, Grupo de Choro, cantos de música antiga, Téssera Companhia de Dança, Companhia de Teatro e Coro.

O movimento “UFPR + Cultura na rua” também prevê aulas e intervenções públicas e a exposição “Arte e Pesquisa”, no Museu de Arte da UFPR. A semana se encerra com um grande ato pela educação na escadaria do Prédio Histórico da UFPR, na sexta-feira (17), entre 11h e 13h.

Bolsonaro afirma que dinheiro retirado de universidades será investido na base; UFPR se diz ameaçada

O presidente da República, Jair Bolsonaro, disse nesta quinta-feira (2) que o dinheiro retirado das universidades federais será utilizado em investimentos na educação básica. Na Universidade Federal do Paraná (UFPR) o corte de 30% ultrapassa os R$ 48 milhões, o que, segundo a instituição, pode afetar diretamente o funcionamento da mesma.

O corte foi anunciado na última terça-feira (30) pelo Ministério da Educação. Inicialmente, a diminuição de recursos seria restrita a três universidades: Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade Federal da Bahia (UFBA). Porém, em seguida, foi ampliado a todas as instituições federais do país.

“A gente não vai cortar recurso por cortar. A ideia é investir na educação básica. Ouso dizer até que um número considerável não sabe sequer a tabuada. Sete vezes oito? Não vai sabe responder. Então pretendemos investir na base. Não adianta ter um excelente telhado na casa se as paredes estão podres. É o que acontece atualmente”, disse Bolsonaro em entrevista ao SBT.

UFPR

A UFPR é a universidade mais antiga em funcionamento no país, atende 33 mil alunos, em 164 cursos de graduação e 89 programas de pós-graduação com 89 mestrados e 61 doutorados, além de 45 cursos de especialização. Também atua em 392 projetos e programas de extensão.

De acordo com a universidade, entre as despesas que devem ser atingidas estão a água, energia, contratos de prestação de serviços e restaurantes universitários. “Se esta medida não for revertida, as consequências serão graves para o desempenho das atividades da Universidade no segundo semestre de 2019”, disse em nota.