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TRE-PR anula seção e votos não são considerados

O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) decidiu pela anulação da seção 015, da 83ª Zona Eleitoral, em Santo Antônio do Sudoeste, no interior do estado. Conforme o Tribunal, a urna apresentou problema e a seção precisou ser anulada por não conseguir recuperar votos.

O problema segundo o coordenador de Comunicação do TRE-PR, Márcio Jardim, não ocorreu no primeiro turno. Os votos computados até o momento da falha não puderam ser computados.

“Não foi possível extrair os dados porque a urna não imprimiu nem o boletim de urna. Assim, a junta apuradora, juiz, etc, decidiram anular a Seção eleitoral para finalizar a eleição”, explicou.

No Paraná, 99,99% das urnas foram apuradas. Com o resultado final, o presidente eleito Jair Bolsonaro alcançou 4.224.416 votos (68,43%). Já Fernando Haddad (PT) teve 1.948.790 votos (31,57%).

 

Votação, eleitor

Justiça Eleitoral divulga Carta à Nação Brasileira garantindo lisura das eleições

Neste ano, não foi nenhum dos candidatos. Quem precisou divulgar uma “Carta à Nação Brasileira” para garantir compromissos e desmentir boatos foi a própria Justiça Eleitoral, diante do crescimento de notícias falsas e suspeitas sobre a segurança da urna eletrônica e a integridade do processo eleitoral no país.

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, e os presidentes dos tribunais regionais eleitorais (TREs) divulgaram nesta segunda-feira (22) a “Carta à Nação Brasileira”, documento em que reafirmam a total integridade e confiabilidade das urnas eletrônicas e do modelo brasileiro de votação e apuração das eleições. A carta enfatiza a integridade e segurança da urna eletrônica brasileira e ressalta que o processo de votação é perfeitamente auditável.

O documento refuta a possibilidade de a urna eletrônica completar automaticamente o voto do eleitor e destaca ainda que a Justiça Eleitoral realiza, rotineiramente, testes e auditorias públicas que comprovam e asseguram a transparência e absoluta confiabilidade do voto eletrônico.

Na conclusão, a “Carta à Nação Brasileira” conclama a sociedade a atuar em favor da manutenção do Estado Democrático de Direito, “multiplicando esforços para garantir a manutenção dos direitos duramente conquistados que asseguram a concretização do processo eleitoral transparente, seguro, justo e democrático”, com respeito às instituições, dentre as quais a Justiça Eleitoral, responsável por assegurar a legitimidade do processo eleitoral brasileiro.

Confira a íntegra da carta 

Denúncias de fraude em urnas serão registradas on-line

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, disse hoje (16) que todas as denúncias feitas por cidadãos nas seções eleitorais sobre irregularidades no processo de votação serão registradas em tempo real e disponibilizadas on-line para acompanhamento da apuração do caso.

Jungmann e a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, assinaram nesta terça-feira (16) um termo de orientação conjunta com diretrizes a serem seguidas por mesários e presidentes das seções eleitorais diante de denúncias sobre fraude nas urnas.

Nesses casos, os mesários e presidentes de seção deverão fazer o registro das denúncias e enviá-las em tempo real ao sistema da Justiça Eleitoral, por meio de uma funcionalidade acrescentada ao aplicativo Pardal, que já se encontra disponível.

“A grande vantagem aqui é que toda e qualquer denúncia estará registrada e colocada em rede aberta, e vocês vão poder conferir o se, o quando e o como, e qual o resultado daquela apuração. Essa é amaneira mais transparente que você pode dar a qualquer tipo de problema que seja verificado por qualquer eleitor ou eleitora”, disse Jungmann após assinar o termo, no TSE.

Segundo o ministro, o objetivo é desencorajar que denúncias sejam feitas após o eleitor deixar a seção eleitoral. Desse modo, acredita o ministro, ficaria mais fácil separar situações verdadeiras de boatos que tenham como objetivo somente abalar a credibilidade da urna eletrônica. Ainda de acordo com Jungmann, reclamações posteriores necessitariam assim apresentar também uma justificativa para não terem sido feitas na hora da votação.

“Acredito que qualquer denúncia que venha a ser feita, deve ser devidamente investigada e apurada. Agora, não entendo por que se você tem a mesa ali, o mesário está ali, o presidente [da seção] está ali, ele tem um aplicativo, tem a determinação de fazê-lo [registrar a denúncia], por que fazer depois? No mínimo uma justificativa tem que ser dada a esse respeito”, defendeu o ministro.

Jungmann informou que espera receber até o fim de semana um relatório da Polícia Federal (PF) com o resultado das investigações sobre todas as irregularidades em urnas eletrônicas relatadas no primeiro turno das eleições. Ele disse que “quem usa fake news para tirar a credibilidade ou para deturpar ou causar comoção, aí de fato não tem jeito, tem que ser punido”.

Boletim de urna com 9 mil votos para Haddad é falso, diz TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que um suposto boletim de urna que registrou 9.909 votos para o candidato do PT à presidência, Fernando Haddad, é falso. A foto do extrato circula nas redes sociais e tem causado polêmica.

De acordo com o TSE, a imagem trata-se de uma fake news. Para desmentir o feito, o Tribunal divulgou o boletim de urna original.

“Trata-se de um caso de fake News, em que nem ao menos os números supostamente apurados pela urna tem coerência entre si: a montagem mostra 9.909 votos atribuídos a apenas um dos candidatos, no entanto o total de votos apurados que o mesmo boletim informa é de 477 votos”, diz a publicação no site do Tribunal Regional Eleitoral.

 

 

Vídeo em que eleitor digita 1 e aparece voto em Haddad é falso; Técnico de edição explica

Desde o início da corrida eleitoral, as redes sociais e aplicativos de mensagens instantâneas, como o WhatsApp, estão inundados de notícias falsas. Agora, um vídeo mostra um eleitor que digita a tecla 1 e automaticamente aparece a chapa de Fernando Haddad e Manuela d’Ávila. O vídeo, segundo técnico do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), é falso e foi editado.

Veja:

O vídeo ganhou notoriedade após ser compartilhado por Flavio Bolsonaro, candidato do PSL ao Senado pelo Rio de Janeiro, filho de Jair Bolsonaro, no Twitter. Após a explicação por parte dos técnicos do TRE, o candidato excluiu o vídeo e agradeceu. “Como cidadão exijo o esclarecimento de qualquer fato encaminhado pelos eleitores. Se houvesse o voto impresso nada disso estaria acontecendo. Obrigado”, declarou.

Em nota, o TRE afirma que as votações estão ocorrendo em absoluta normalidade e que não há risco de fraude na votação.”Todas as urnas eletrônicas foram submetidas a rigoroso controle e testes de segurança, não havendo risco da existência de fraude na votação. Os boatos disseminados nas redes sociais em relação a eventuais falhas em algumas urnas serão objeto de imediata apuração”, explica o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná.

Mulher é presa por boca de urna no Paraná

Uma mulher foi presa por volta das 11h deste domingo (7), no bairro Pilarzinho, em Curitiba, por fazer propaganda eleitoral.

De acordo com o Boletim de Ocorrência, foi feita uma denúncia de que duas mulheres estavam distribuindo panfletos do candidato ao governo do Paraná, Ratinho Junior (PSD), do candidato ao senado, Oriovisto Guimarães (Podemos) e de deputados estadual e federal.

A Polícia foi acionada e uma mulher foi encontrada nas proximidades da Escola Professor Lauro Esmanhoto com material de campanha na bolsa. Ela foi detida e encaminhada à Polícia Federal.

Segundo a Polícia, essa é a única ocorrência registrada em Curitiba até o momento.

Mulher é detida após sujar urna com sangue no Paraná

Uma mulher foi detida pela Polícia Civil, neste domingo (7), após passar o sangue de um absorvente em uma urna eleitoral, e danificar uma segunda urna em Ibiporã, no norte do Paraná.

De acordo com o boletim de ocorrência, Drielly Verucci Lopes, 25 anos, foi autuada em flagrante. Ela teria ido votar no Colégio Beltrão, tirou  o absorvente íntimo e passou na urna como forma de protesto. Ela também tentou jogar a urna no chão, mas não conseguiu e saiu correndo.

Na sequência, ela foi para outra escola da cidade, entrou correndo no colégio eleitoral, espalhou santinhos pela sala e arremessou a urna eletrônica no chão.

O caso seria encaminhado para a delegacia da Polícia Federal por ser crime eleitoral, mas como a cidade não possui uma unidade ela está presa e à disposição da Justiça de Ibiporã na delegacia da Polícia Civil do município.

Urnas com problema tumultuam seções eleitorais em Curitiba

A urna eleitoral da seção 292 do Colégio Vereador José Andreassa, em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, apresentou problemas durante a votação na manhã deste domingo.

Segundo os eleitores, não aparecia a opção de confirmar o voto para presidente. O eleitor e advogado Luiz Dietrich acionou o TRE ao perceber o problema. “Depois de votar para os candidatos, havia a confirmação. Quando eu fui para presidente, votei para o meu candidato e já finalizou. Perguntei se era normal, disseram que sim. Os eleitores da sessão ao lado disseram que também tinha que confirmar o voto para presidente”, contou. “Achei muito estranho, eu e vários eleitores pedimos para que parassem a votação para garantir o voto”.

Situação semelhante ocorreu na seção 176 do Clube Curitibano, em Curitiba, onde a urna também foi substituída.

Quem atendeu à situação foi a promotora da zona 177, Andrea Beraldi. “Isso não deveria acontecer. É atípico. Essa urna vai sair daqui, vai ser auditada por uma empresa contratada pelo Tribunal Superior Eleitoral. Tem uma equipe que vai verificar o que ocorreu”, afirmou.

A votação na seção foi suspensa e a urna será substituída. A decisão se os eleitores que votaram na urna com problema será tomada por uma juíza, mas a promotora acredita que não terá nova votação. “Provavelmente não, porque não se sabe se os votos deles foram computados ou não, encerrou a votação e a princípio entende-se que foi registrados os votos ali. Vamos esperar a juíza se manifestar em relação à isso”, afirmou.

No Paraná, foram substituídas 33 das  26.792 urnas, sete delas em Curitiba. De acordo com o TRE, os principais problemas apresentados foram problemas de sistema, como não reconhecimento do eleitor.

 

Selfie? Cola eleitoral? O que pode e não pode no dia da votação

Neste domingo (7), eleitores irão às urnas em todo o país para escolher os futuros governantes. Pela Lei Eleitoral, os eleitores precisam respeitar algumas regras nos locais e no dia da votação.

Uso de bandeiras e camisetas do candidato
O eleitor pode demonstrar a preferência por um candidato, desde que seja de maneira individual e silenciosa. São permitidas bandeiras sem mastro, broches ou adesivos no local de votação. Uso de camisetas foi liberado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O eleitor poderá usar a camiseta com nome de seu candidato preferido, sem fazer propaganda eleitoral a favor dele. A camiseta não pode ser distribuída pelo candidato.

Cola eleitoral
O eleitor pode levar, em papel, os números dos candidatos anotados. A cola eleitoral (imprima aqui)  é permitida e recomendada pela Justiça Eleitoral, pois o eleitor irá votar para cinco cargos (deputado federal, deputado estadual ou distrital, dois senadores, governador e presidente). Não é permitida a “cola” em celular na hora de votar.

Uso de celular e tirar selfie
Na cabine de votação, celulares, máquina fotográficas, filmadoras ou outro dispositivo eletrônico não são permitidos. Os equipamentos podem corromper o sigilo do voto, ou seja, não pode tirar selfie na hora da votação ou tirar foto do voto. O eleitor que baixou o e-Título vai apresentá-lo ao mesário e depositará o celular em uma mesa enquanto estiver na cabine de votação. Ao final, o aparelho será devolvido pelo mesário.

Acompanhante
O eleitor com deficiência ou mobilidade reduzida poderá contar com o auxílio de pessoa de sua confiança na hora de votar, mesmo que não tenha feito o pedido antecipadamente ao juiz eleitoral.

Alto-falante e carreatas
Uso de alto-falantes, caixas de som, comícios e carreatas são proibidos.

Boca de urna
Tentar convencer um eleitor a votar ou não em um candidato é proibido. A propaganda de boca de urna também não é permitida. São consideradas boca de urna, por exemplo, a distribuição de panfletos e santinhos de candidatos, a aglomeração de pessoas usando roupas uniformizadas ou manifestações nas proximidades das zonas eleitorais.

Bebida alcoólica
A legislação eleitoral proíbe a venda de bebida alcoólica das 6h até as 18h no dia da eleição. No entanto, cabe a juízes e às Secretarias de Segurança Pública de cada unidade da Federação decidirem sobre a proibição da venda e do consumo nos estados ou até em cidades.

Eleitor, voto, eleições

Lei da Ficha Limpa retira 173 candidatos das eleições de outubro

Dos 29.101 candidatos que pediram registro, a Justiça Eleitoral rejeitou 1.888, o que representa 6,5% do total. Segundo dados disponíveis no portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 173 candidatos foram julgados inaptos por causa da Lei da Ficha Limpa, entre eles o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que disputaria o Palácio do Planalto pelo PT.

A falta de requisitos para registro – como a não comprovação de pleno exercício dos direitos políticos, alistamento eleitoral e filiação partidária – foi o principal motivo para indeferimento de candidaturas – 75,46% do total de pedidos. Treze candidatos foram considerados inaptos a disputar as eleições por abuso de poder e outros cinco por gasto ilícito de recursos.

A Justiça Eleitoral confirmou 27.213 candidaturas, um crescimento de 4% em relação a 2014, quando 26.162 disputaram as eleições gerais – presidente, governador, senador, deputado federal, estadual e distrital. Até agora, 682 candidatos renunciaram e três morreram.

Embora a corrida presidencial seja a mais discutida no país, a eleição para a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) é a mais disputada: são 40,88 candidatos por vaga. A Câmara Legislativa tem 24 cadeiras e se apresentaram 981 concorrentes.

As 26 assembleias legislativas têm 1.035 cadeiras e 17.950 candidatos, o que dá em média 17,34 concorrentes por vaga. Para as 513 vagas na Câmara dos Deputados, são 8.595 postulantes (16,75 por vaga).

Do total de candidatos, 13 disputam a Presidência da República, 202 concorrem a governador dos 26 estados e do Distrito Federal e 358 postulam o Senado. Neste ano, estão em disputa duas cadeiras de senador por estado, totalizando 54 vagas.

O PSL foi o partido que lançou o maior número de candidatos país afora – 1.543, 5,3% do total. Além do presidenciável Jair Bolsonaro, 942 concorrem a deputado estadual, 488 a deputado federal, 24 a deputado distrital, 22 a senador, 14 a governador, 11 a vice-governador e 41 a suplente de senador.

Na sequência vêm o PSOL, com 1.347 concorrentes e o PT, com 1.309 candidatos. Além do presidenciável Guilherme Boulos, o PSOL lançou candidatos a governador em 25 estados. O PT tem candidato a presidente, Fernando Haddad, e disputa 16 governos estaduais.