vacinação de gestantes protege bebês Rovena RosaAgência Brasil

Vacinar gestante é fundamental para proteger bebê, dizem especialistas

Tema que encerrou a Jornada Nacional de Imunizações neste sábado (7), a vacinação de gestantes foi apontada por especialistas como fundamental para proteger bebês contra doenças que podem infectá-los antes de chegar o momento da imunização. As coberturas vacinais entre grávidas, apesar de terem se elevado ao longo dos últimos anos, continuam abaixo das metas estabelecidas.

O calendário nacional de vacinação do Ministério da Saúde recomenda que as gestantes estejam em dia com a vacina contra a hepatite B, que se vacinem nas campanhas anuais contra a gripe e que tomem também a vacina dTpa, que previne a difteria, o tétano e a coqueluche.

Dados apresentados no encontro pelo Programa Nacional de Imunizações mostram que a vacinação de grávidas contra o vírus influenza ficou em 84,6% na campanha de 2019 – abaixo da meta de 90%.

A vacinação de gestantes com a dTpa no Brasil começou em 2014, como uma reação ao aumento de casos de coqueluche, que tem incidência considerável entre bebês menores de 2 meses – idade mínima para tomar a primeira dose contra a doença. A partir de 2017, a vacina passou a ser recomendada para gestantes a partir da 20ª semana como forma de proteger o recém-nascido.

A taxa de imunização deste tipo em 2018, apesar de baixa, é a maior desde 2014 e o presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Juarez Cunha, defende que é preciso informar mais a população e capacitar os profissionais de saúde para que não sintam insegurança no momento de indicar as vacinas às gestantes.

“[A vacinação da gestante] É a principal forma de proteger o bebê nos primeiros meses de vida, quando há o maior risco. Temos muito a percorrer na cobertura vacinal da gestante e temos certeza que, a partir do momento em que a gestante souber que isso é uma forma de proteger o bebê, ela vai se vacinar. Mas, para isso, também precisamos que os nossos profissionais de saúde indiquem a vacinação”.

Entenda a importância da vacinação de gestantes

A pediatra infectologista Marion Burger, professora da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, explica que as vacinas aplicadas em gestantes produzem anticorpos capazes de atravessar a barreira placentária em quantidade suficiente para proteger o bebê nos primeiros meses de vida. Após o parto, a transferência de anticorpos continua com a amamentação.

“A gestante é a melhor fábrica de anticorpos que temos para proteger bebês. Por isso, a vacina dTpa precisa ser repetida à cada gestação, porque estou usando essa mãe como uma fábrica de anticorpos para o seu bebê e cada bebê tem que receber esse anticorpo”, diz ela, que acrescenta: “O leite materno é um ótimo imunizante pós-parto para o recém-nascido”.

Pesquisas do Instituto Butantan e da Universidade de São Paulo apresentadas no último dia da jornada confirmam resultados positivos com a vacinação de gestantes obtidos em outros países e revelam a eficácia e a segurança da vacina, a mais recente do calendário vacinal da gestante no Brasil.

A responsável pela área de farmacovigilância do Butantan, Vera Gattás, apresentou um estudo realizado entre 2015 e 2016 no estado de São Paulo que conclui que possíveis efeitos adversos da vacina constatados em parturientes analisadas foram, na grande maioria, leves e desapareceram em no máximo 72 horas após a aplicação da vacina.

“A vacina dTpa usada pelo Programa Nacional de Imunizações é segura e não foram identificados sinais de segurança inesperados”, concluiu.

*O repórter viajou a convite da Sociedade Brasileira de Imunizações

sarampo - vacina - governo federal - opas

Governo Federal solicita a Opas doses extras de vacinas contra o sarampo

O surto de sarampo que o Brasil enfrenta mobilizou o governo brasileiro a solicitar ajuda da Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) para a aquisição de vacinas.

Durante a 21ª Jornada Nacional de Imunizações, em Fortaleza (CE), a especialista em imunizações do órgão, Lely Guzman, disse que já foram adquiridas doses extras vindas da farmacêutica Merck e do Serum Institute of India.

O Ministério da Saúde disse que, até o momento, foram adquiridas 28,7 milhões de doses da tríplice viral pela Opas, sendo 10 milhões de compra regular e 18,7 milhões de doses extras. A pasta aguarda resposta em relação à aquisição de mais 18,7 milhões de doses. Para isso, foram investidos cerca de R$ 325 milhões.

Antes de serem entregues, as vacinas deverão passar pelos processos de nacionalização e verificação da qualidade, conforme preconizam as normativas das autoridades regulatórias.

O diretor do Fundo Rotatório da Opas (Organização Pan Americana de Saúde), John Fitzsimmons, defende a necessidade de colaboração internacional para atendimento da demanda, e anunciou um encontro na próxima semana para discutir a situação do sarampo.

A reunião será em Washington (EUA), entre entidades internacionais como a Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e a OMS (Organização Mundial de Saúde). Para Fitzsimmons será uma oportunidade para solucionar problemas.

“As necessidades do Brasil são grandes e urgentes, e os estoques estão comprometidos. Então, como reorganizamos isso para atender o Brasil em um curto prazo? É preciso melhorar o planejamento das demandas para que possamos antecipar essas necessidades. Se continuarmos com coordenação e colaboração de alto nível, vamos minimizar o risco de uma possível falta de vacinas”, afirma Fitzsimmons.

Guzman não acredita no risco de falta de vacina, mas a demanda deve aumentar devido aos surtos ocorridos em países de outros continentes.

Perda de certificação
A Venezuela foi o primeiro país da América a voltar a ter um surto de sarampo, em 2017. No mês de julho do ano seguinte, quando completou um ano de transmissão, perdeu o certificado de erradicação do sarampo.

Um país perde a certificação quando mantém a cadeia de transmissão com o mesmo genótipo do vírus no período de 12 meses após o início de um surto. Foi o que também aconteceu com o Brasil.

Em fevereiro de 2018, a doença avançou pela região Norte do país com a imigração de venezuelanos. Como manteve a cadeia de transmissão por 12 meses, o Brasil perdeu a certificação. No surto atual, o vírus veio de países da Europa e Ásia.

No caso dos Estados Unidos, o surto da doença, que se iniciou em Nova York, completará um ano em 30 de setembro –data em que poderá ser anunciada a perda do certificado. Até a metade do ano o país havia confirmado 1.077 casos da doença.

No Brasil, quatro pessoas morreram em decorrência do sarampo –três de São Paulo e uma de Pernambuco. Os casos confirmados somam 2.753. Destes, 2.708 (98%) ocorreram em São Paulo.

“O Brasil está fazendo muitas ações para dar resposta a esse surto. O país é muito importante, porque tudo o que faz impacta os outros países de fronteira. Também precisamos que a população se vacine. É a baixa cobertura que permite a circulação do vírus. E o vírus se alastra rapidamente de um lado para outro”, afirma Guzman.

O Brasil ainda é um líder na erradicação de doenças por vacinas. É um exemplo mundial”, diz Fitzsimmons.

A repórter viajou à Fortaleza a convite da Sociedade Brasileira de Imunizações.

Ministério da Saúde intensifica vacinação contra febre amarela no Sul

O vírus da febre amarela está em circulação nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná e pode causar surtos da doença se a população não estiver vacinada até dezembro.

O alerta, da coordenadora-geral substituta do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Francieli Fantinato, foi feito durante palestra na XXI Jornada Nacional de Imunizações, que ocorre em Fortaleza (CE) até o dia 7 de setembro.

O risco mobilizou o Ministério e as secretarias de saúde dos três estados a realizarem, desde agosto, uma campanha de intensificação da vacinação. A doença registra maior incidência entre dezembro e maio.

A medida é preventiva e tem o objetivo de imunizar a população entre os nove meses e 60 anos de idade incompletos. Além da busca ativa por não vacinados, o Ministério da Saúde e os estados pretendem fortalecer a vigilância de macacos.

A região Sul tem recomendação para vacinação contra a febre amarela desde 2018.

Em todo o país, a cobertura vacinal contra a doença é de 64%. Apenas os estados de Goiás, Roraima e Distrito Federal alcançaram a meta de vacinar 95% da população. Por enquanto, o Nordeste não tem recomendação para vacina.

O alerta leva em conta a previsão de rotas de dispersão do vírus, ocorrência de casos e a baixa cobertura vacinal nos estados do Sul.
“Existe a circulação do vírus da febre amarela nos corredores ecológicos. Nos três estados há áreas em que a população precisa ser vacinada imediatamente. Em outras, a previsão é que o vírus chegue até dezembro. Se a população não for vacinada rapidamente poderá ocorrer surtos da doença.”

Quem viajar para os locais onde a vacina é recomendada, a orientação é tomar a dose pelo menos dez dias antes do deslocamento.

No Paraná, de 1º de julho de 2018 ao mesmo período deste ano, foram confirmados 17 casos de febre amarela com uma morte.

Até 30 de agosto, duas pessoas morreram em Santa Catarina por conta da doença. Além disso, há o registro de cinco mortes de macacos por febre amarela (um em Garuva, um em Indaial, um no Jaraguá do Sul e dois em Joinville.

O evento foi promovido pela Sbim (Sociedade Brasileira de Imunizações).

vacina vacinação

Pacientes especiais têm calendário de vacinação atualizado

O Calendário de Vacinação de Pacientes Especiais, da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), ganhou versão atualizada para os anos de 2019 e 2020, que será lançada oficialmente na Jornada Nacional de Imunizações.

Uma das responsáveis pelo calendário, a diretora da SBIm Mônica Levi explica que o grupo de pacientes considerados especiais vai além dos imunodeprimidos – pessoas cujas defesas do organismo estão debilitadas. Diabéticos, por exemplo, são considerados pacientes especiais pela SBIm, que recomenda, entre outras coisas, estar em dia com a imunização de gripe, pelo risco de infecção aumentado.

“Sendo diabético, o paciente deve receber vacina de gripe anualmente, porque a gripe representa risco aumentado de formas graves de gripe ou de descompensar o diabetes”, informa Mônica Levi, que cita outros exemplos. “Paciente especial não quer dizer imunodeprimido sempre. Um cardiopata, um pneumopata crônico, não é um imunodeprimido. Ele é um paciente especial porque tem risco aumentado de morrer, por exemplo, de pneumococo, de uma pneumonia. Ele tem recomendações diferentes da população normal porque a doença de base, como a do diabético, o torna mais propenso a desenvolver infecção grave e morte”.

O calendário que será lançado durante a Jornada Nacional de Imunizações já está disponível no site da SBIm . No caso dos pacientes especiais, o guia precisa ser atualizado com maior frequência que os demais, uma vez que os tratamentos e medicamentos utilizados por esses pacientes estão em constante evolução.

“O calendário dos pacientes especiais tem vida mais curta. Novas evidências, muitos resultados de estudos e muita discussão interna entre especialistas levaram às mudanças”, diz Mônica, acrescentando que as novidades do calendário não estão na descoberta de novas vacinas. “São outros enfoques para as mesmas vacinas. São mudanças em termos de orientações, reforços que foram incluídos”.

Um dos maiores desafios na elaboração do calendário foi criar uma tabela capaz de dar conta de pacientes que utilizam medicamentos que interferem na imunidade, como pessoas com doenças reumatológicas e câncer. Nesses casos, o uso de uma vacina com o vírus vivo e atenuado pode acabar causando a infecção, e o uso de uma vacina inativada, apesar de não oferecer esse risco, pode não resultar na imunização pretendida.

Um exemplo é a vacina para hepatite B. Na população em geral, ela é feita em três doses. Nos imunodeprimidos, são aplicadas quatro doses, com a quantidade dobrada de antígeno em cada uma delas. Ao final da vacinação, ainda é necessário realizar um exame de sorologia para verificar se foram produzidos os anticorpos.

Apesar de pacientes especiais muitas vezes estarem sob acompanhamento de um médico especialista, Mônica Levi lamenta que isso nem sempre significa que os calendários de vacinação estão sendo devidamente observados.

“A gente tenta se aproximar da comunidade médica e fazer esses guias em conjunto para conscientizar os profissionais a começarem a se preocupar com a proteção dos pacientes de uma maneira mais global, mas vacina é uma coisa que muitas vezes passa batida na consulta”. Ela diz que o problema inclui até mesmo vacinas disponíveis gratuitamente nos Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais, que acabam tendo seu serviço subutilizado.

A diretora da SBIm avalia que é preciso aumentar o destaque dado à imunização na formação médica e engajar também as sociedades de cada especialidade. Com o envelhecimento da população, a tendência é que cada vez mais pessoas sejam diagnosticadas com doenças crônicas e entrem no calendário de pacientes especiais.

“A gente está falando de uma população que tem a perspectiva de viver muito mais. Se você quer seu paciente saudável, você tem que fazer a prevenção para uma vida saudável lá na frente. E a vacina faz parte disso”.

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Sociedade de Imunizações: adulto desconhece calendário de vacinas

O retorno do sarampo a regiões do Brasil, contagiando principalmente adultos, fez com que a vacina tríplice viral voltasse a entrar em evidência. A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) alerta, entretanto, que a surpresa de parte da população adulta em relação à necessidade de se vacinar comprova o desconhecimento em relação ao Calendário Nacional de Vacinação. Vice-presidente da SBIm, Isabela Balalai informa que a entidade criou um grupo multidisciplinar focado em como reverter essa situação.

“Parece que está todo mundo descobrindo e entendendo como uma coisa nova que o adulto tem que se vacinar. A vacina tríplice viral está no calendário do adulto há anos, e parece novidade”, adverte ela. “Há uma questão cultural de que vacina é coisa de criança. A gente aprendeu que precisa levar as crianças ao posto e não sabe que esse é só o primeiro desafio. A população desconhece que existe um calendário de vacinação rotineiro para o adulto”.

O contágio de sarampo traz uma preocupação adicional para a SBIm, porque ele indica que existe a possibilidade de um retorno da rubéola, doença que está erradicada no país. Como a imunização contra ambas e também contra a caxumba é garantida com a mesma vacina, a tríplice viral, Isabela Balalai afirma que o avanço do sarampo indica que a imunização contra as três doenças está abaixo do ideal. “Se o vírus da rubéola entrar no país, como é a mesma vacina, o cenário pode ser o mesmo”.

Com 37 anos, a securitária Ludmilla Tosoni conta que não costuma atualizar sua caderneta de vacinação de adulto, que só recebeu quando tomou a vacina de febre amarela, há dois anos. “A vacina da gripe foi a última que tomei. É uma vacinação que acontece aqui no trabalho, em uma campanha que eles fazem. Tomo pela facilidade”, diz ela, que sabe que precisa tomar a vacina da hepatite B e que pode encontrá-la gratuitamente no posto de saúde. “A vacinação de adultos é mais displicente que a vacinação de crianças. Quando se trata de crianças, as pessoas costumam ser mais cuidadosas, mais atentas”, reconhece.

O Calendário Nacional de Vacinação do Ministério da Saúde pode ser consultado na internet. Adultos devem manter em dia as imunizações de hepatite B, febre amarela, tríplice viral e dupla adulto (DT), além da pneumocócica 23 valente para grupos específicos. A SBIm tem um calendário mais amplo, que também pode ser conferido online, mas nem todas as vacinas que constam nele podem ser obtidas gratuitamente no Sistema Único de Saúde.

Isabela Balalai reconhece que a responsabilidade de comunicar o calendário de vacinação é do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Imunizações, mas acrescenta que é também dos médicos, que, na avaliação da SBIm, não vêm cumprindo esse papel como poderiam.

“Os médicos também precisam estar informados. É outro desafio. O médico que atende adultos ainda não tem na rotina dele a recomendação de vacina”, diz ela, acrescentando que uma das conclusões do grupo de trabalho foi a recomendação de investir mais na educação médica, reforçando conteúdos sobre vacinação.

sarampo em curitiba 21 anos 1998 confirmado foto ministério da saúde

Boletim aponta 47 casos de sarampo em investigação no Paraná

Segundo o primeiro boletim do sarampo divulgado pela Secretaria de Saúde do Paraná, 47 casos de sarampo são investigados no estado. O boletim divulgado nesta quinta-feira (29) revela ainda que são sete casos confirmados da doença. Além disso, 11 casos foram descartados.

O primeiro caso de sarampo no Paraná foi confirmado no dia 07 de agosto em uma moradora de Campina Grande do Sul, na região metropolitana de Curitiba.

Desde então, foram confirmados mais quatro casos em Curitiba, um em Rolândia e um em Jacarezinho.

Antes disso, o Paraná estava há 20 anos sem registro de sarampo. O último caso aconteceu em 1999, remanescente do surto ocorrido no ano anterior. Em 1998 ocorreram 873 casos no Paraná e um óbito decorrente de complicações da doença.

Dos sete casos registrados em 2019, seis tem como fonte provável de contágio o estado de São Paulo e um o estado de Santa Catarina.

O sarampo é uma doença infecciosa, transmitida por vírus e que pode ser contraída por pessoas de qualquer idade, mas as complicações decorrentes do sarampo são mais graves em crianças menores de cinco anos.

Vacinação

Por isso, o Ministério da Saúde estipulou que todas as crianças de seis meses a menores de um ano devem ser vacinadas contra o sarampo. Além disso, a vacinação é obrigatória aos 12 meses e aos 15 meses de vida.

A vacina contra o sarampo é gratuita e faz parte do Calendário Nacional de Vacinação.

A população com até 29 anos deve receber duas doses da vacina. E para as pessoas que estão no grupo com idade entre 30 e 49 anos basta ter o registro de uma dose que são consideradas vacinadas. Acima dos 50 anos, a vacina é indicada apenas nos casos de bloqueio vacinal após a exposição com casos de suspeita da doença ou confirmados.

Pessoas imunodeprimidas, mulheres grávidas e menores de seis meses de idade não devem tomar a vacina. Profissionais da área da saúde devem ser vacinados, independentemente da idade.

Em Curitiba, a vacinação contra o sarampo é disponibilizada nas 110 unidades básicas de saúde. Para receber a vacina é preciso ir até uma destas unidades levando um documento com foto e a carteira de vacinação (caso tenha).

Gripe: Paraná tem 101 mortes pela doença desde janeiro

O Paraná registra 101 mortes por gripe desde o início do ano. Os dados constam no boletim semanal da Influenza divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde. Na última semana, foram contabilizados mais três óbitos pela doença.

As mortes ocorreram em Foz do Iguaçu, na região oeste; Teixeira Soares, no sudeste; e Itaúna do Sul, no noroeste.

Os municípios com mais mortes são Foz do Iguaçu (18), Curitiba (16) e Cascavel (5).

CASOS 

Segundo o monitoramento da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por Influenza, são 518 casos confirmados, sendo oito a mais que o último boletim. Os novos casos foram registrados nos municípios de Cambará, Foz do Iguaçu, Francisco Alves, Iporã, Itaúna do Sul, Londrina, Paranavaí e Rio Azul.

Dos casos confirmados, 27% são de pessoas acima de 60 anos, enquanto os óbitos correspondem a 52,5% nesta faixa etária. Os municípios de Cambará, Francisco Alves, Iporã e Itaúna do Sul ainda não tinham casos da doença registrados.

CUIDADOS

A Secretaria orienta que os cuidados contra a gripe precisam ser redobrados para evitar novos casos. O chefe da Divisão de Doenças Transmissíveis da secretaria, Renato Lopes, destaca que algumas medidas são indispensáveis para combater a gripe.

“Entre elas estão a higienização das mãos, principalmente antes de consumir alimentos, cobrir o nariz e a boca ao espirrar ou tossir, não compartilhar objetos de uso pessoal, como copos e talheres, manter ambientes arejados e seguir hábitos saudáveis de alimentação balanceada”, diz.

SINTOMAS DA GRIPE

Conforme a Secretaria, os sintomas incluem o aparecimento súbito de febre, calafrios, mal-estar, cefaleia (dor de cabeça), mialgia (dores musculares), dor de garganta, prostração, tosse seca, diarreia, vômito, fadiga, rouquidão, hiperemia conjuntival, entre outros.

A secretaria estadual da Saúde alerta que mediante qualquer sintoma deve-se procurar imediatamente uma unidade básica de saúde para o início do tratamento oportuno, não ultrapassando o prazo máximo de 48h para evitar agravamento da doença.

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Sarampo: vacinação preventiva começa nesta quinta-feira

A partir desta quinta-feira (22), as crianças de seis meses a menores de um ano devem ser vacinadas contra o sarampo em todo o país. No Paraná, já são dois casos da doença confirmados, após mais de 20 anos sem registros.

De acordo com o Ministério da Saúde, a vacinação é preventiva e deve alcançar 1,4 milhão de crianças, que não receberam a dose extra, chamada de ‘dose zero’, além das previstas no Calendário Nacional de Vacinação, aos 12 e 15 meses.

Ao todo, serão enviadas pela pasta 1,6 milhão de doses a mais para os estados. O objetivo é intensificar a vacinação desse público-alvo, que é mais suscetível a casos graves e óbitos.

“O Ministério da Saúde está fazendo uma medida preventiva. Nós estamos preocupados com essa faixa etária porque em surtos anteriores foram as crianças menores de um ano que evoluíram para casos mais graves e óbitos. Por isso, é preciso que todas as crianças na faixa prioritária sejam imunizadas contra o vírus do sarampo, considerando a possibilidade de trânsito de pessoas doentes para regiões afetadas e não afetadas ”, esclareceu o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson Oliveira.

DOSE ZERO NÃO SUBSTITUI VACINA PADRÃO

Segundo o Ministério da Saúde, é importante esclarecer que a chamada “dose zero” não substitui e não será considerada válida para fins do calendário nacional de vacinação da criança. Assim, além dessa dose que está sendo aplicada agora, os pais e responsáveis devem levar os filhos para tomar a vacina tríplice viral (D1) aos 12 meses de idade (1ª dose); e aos 15 meses (2ªdose) para tomar a vacina tetra viral ou a tríplice viral + varicela, respeitando-se o intervalo de 30 dias entre as doses. A vacinação de rotina das crianças deve ser mantida independentemente de a criança ter tomada a “dose zero” da vacina.

Na rotina do Sistema Único de Saúde (SUS) a tríplice viral está disponível em todos os mais de 36 mil postos de vacinação em todo o Brasil. A vacina previne também contra rubéola e caxumba.

SARAMPO NO PARANÁ

O Paraná teve a confirmação, na última terça-feira (22), de mais um caso de sarampo. Dessa vez, em Curitiba. Conforme a Secretaria Municipal de Saúde é um caso importado. O paciente é um homem tem 54 anos de idade, que visitou recentemente duas regiões onde o vírus está circulando: São Paulo e estados da região norte.

A primeira notificação aconteceu no dia 7 de agosto, em Campina Grande do Sul, na região metropolitana de Curitiba.

BLOQUEIO VACINAL

O Ministério da Saúde orienta que além de vacinar as crianças na faixa etária prioritária, a realização do bloqueio vacinal, ou seja, em situação de surto ativo do sarampo, quando identificado um caso da doença em alguma localidade, é preciso vacinar todas as pessoas que tiveram ou tem contato com o paciente em até 72 horas. Neste caso, não há necessidade de revacinação das pessoas que já foram vacinadas anteriormente e que tem comprovação vacinal.

sarampo em curitiba 21 anos 1998 confirmado foto ministério da saúde

Curitiba registra o primeiro caso de sarampo após 21 anos

Curitiba confirmou nesta terça-feira (21) o primeiro caso de sarampo desde 1998. A informação foi confirmada pela SMS (Secretaria Municipal de Saúde). O vírus da doença não circulava na capital paranaense havia 21 anos.

A prefeitura informou que se trata de um caso importado. O paciente está internado. O homem tem 54 anos de idade e visitou recentemente duas regiões onde o vírus está circulando: São Paulo e estados da região norte.

Com esta confirmação, sobe para dois o número de casos  de sarampo registrados no Paraná. A primeira notificação aconteceu no dia 7 de agosto, em Campina Grande do Sul, na região metropolitana de Curitiba.

Medidas de precaução foram tomadas nos dois casos: isolamento e “bloqueio vacinal” – que envolve o tratamento de todas as pessoas que tiveram contato com os doentes.

O Ministério da Saúde orienta que as pessoas se vacinem com pelo menos 15 dias de antecedência antes de viajarem para locais onde a doença está em circulação. A medida se aplica, agora, aos municípios de Curitiba e Campina Grande do Sul.

Pelo calendário regular, as duas doses obrigatórias da vacina devem ser aplicadas aos 12 meses (tríplice viral) e depois aos 15 meses (tetra viral). O ciclo completo previne sarampo, caxumba, rubéola e varicela.

Vacina contra o sarampo

O Ministério da Saúde determina que a vacina seja aplicada em crianças de 6 a 11 meses que forem viajar às localidades com surto ativo da doença.

Diante das duas confirmações no Paraná e do surto existe no Brasil, sobretudo no estado de São Paulo, a SMS reforçou o alerta para de vacinação contra o sarampo. O apelo é feito especialmente às pessoas que vão viajar. Nestes casos, a faixa etária com indicação da vacina é ampliada para todos com idades entre 6 meses aos 59 anos.

“O sarampo é uma doença mais transmissível que a gripe, por isso reforçamos a necessidade de se manter a vacinação em dia”, disse a secretária da Saúde, Márcia Huçulak.

As vacinas estão disponíveis gratuitamente em 110 unidades básicas de saúde. Veja aqui os endereços e os horários de funcionamento.

Paraná chega a 74 mortes por gripe em 2019

Mais 15 pessoas morreram em decorrência de complicações da gripe no Paraná, segundo o último boletim da Secretaria Estadual da Saúde, divulgado nesta semana. Agora são 74 óbitos registrados em 2019 por conta da doença. Além disso, são 353 casos confirmados de gripe.

A cidade de Foz do Iguaçu, no Oeste do estado, é a que mais registrou mortes, com 15, seguida de Curitiba, com 14, Cascavel, com 5, Maringá e Paranavaí, com 4 e Paranaguá com 3. Além disso, outros 25 municípios também registraram óbitos em decorrência da gripe.

Segundo a Secretaria da Saúde, a faixa etária com maior número de casos confirmados de gripe é o público com mais de 60 anos, seguido pelas crianças com menos de seis anos.

Dos 74 óbitos registrados, apenas 16 haviam se vacinado contra o vírus Influenza.

A secretaria ressalta que, com a chegada do inverno, as atitudes de prevenção à gripe devem ser reforçadas, como lavar frequentemente as mãos (ou usar álcool gel), cobrir o nariz e a boca ao espirrar ou tossir e não compartilhar objetos como talheres e copos, além de procurar manter os ambientes bem ventilados.

Os principais sintomas da doença são febre, tosse seca, mal-estar, dores no corpo e na garganta, fadiga e calafrios.