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Dois homens são presos pela venda ilegal de agrotóxicos e medicamentos controlados

Dois homens foram presos na região de Curitiba suspeitos pela venda ilegal de agrotóxicos, venenos e medicamentos controlados. As detenções aconteceram entre terça-feira (6) e quarta-feira (7), em ações distintas da PC-PR (Polícia Civil do Paraná).

Os homens de 29 e 61 anos devem responder criminalmente pelos atos, mas também estão sujeitos à sanções administrativas. Os suspeitos podem ser autuados pelas prefeituras de Curitiba e Campo Magro, na região metropolitana, onde foram identificadas as irregularidades.

De acordo com a Polícia Civil, a primeira prisão ocorreu na terça (6), em Campo Magro. O homem de 29 anos foi preso em uma loja agropecuária por vender remédio de uso veterinário sem autorização. Dezenas de unidades do produto foram apreendidas. Gerente do estabelecimento, o homem deve pagar uma multa e pode ser condenado a até seis meses de prisão.

A segunda ação aconteceu na capital, na quarta (7). O homem de 61 anos foi pego em flagrante vendendo agrotóxicos em embalagens falsificadas, sem autorização ambiental. Segundo a Polícia Civil, ele confessou a prática. Por desrespeitar as normas de venda de agrotóxico ele pode pegar até três anos de prisão, além da multa.

As prefeituras de Curitiba e Campo Magro foram acionadas para as investigações também avancem no setor administrativo.

*Com informações da PCPR

Cinco cidades do Paraná participam de pesquisa sobre veneno contra dengue

BandNewsCuritiba

Cinco municípios paranaenses vão participar de uma pesquisa para verificar a eficácia do veneno contra o mosquito transmissor da dengue;  Paranavaí, no noroeste, Foz do Iguaçu, no oeste, Londrina e Maringá, ambas no norte, e Francisco Beltrão, no sudoeste. A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Fiocruz.

Apenas em Paranavaí foram colocadas cem armadilhas que são feitas em objetos simples, como um vaso de planta que não é furado, onde são colocados trezentos mililitros de água.

Os locais escolhidos são os que mais tem plantas e grama, para atrair os mosquitos. Em seguida, esses vasos são recolhidos para analisar se os ovos estão mortos.

De acordo com a chefe do Centro estadual de Vigilância Ambiental, Ivana Belmonte, as regiões foram escolhidas devido à alta incidência da doença.

 “O Ministério da Saúde faz um monitoramento sobre a resistência dos mosquitos contra os inseticidas usados nos programas de combate… a distribuição no Brasil é geográfica e também por locais de ocorrência. O próprio município vai colocar as armadilhas, em torno de novembro e dezembro, para coletar os ovos que serão remetidos para a Fiocruz, no Rio de Janeiro, para fazer testes com esses mosquitos que vão eclodir”, explicou.

A chefe reforça que a terceira fase da vacinação contra a dengue termina no dia 27 de outubro, em trinta cidades do Paraná. Ela afirma que a adesão ainda é muito baixa.

A vacina é de graça e podem se imunizar os moradores entre 15 e 27 anos dos municípios beneficiados, como Paranaguá e Foz do Iguaçu.

Nova tecnologia de produção de morango diminui o uso de venenos

Da AEN

A Emater vai promover até o final de maio, na Região Metropolitana de Curitiba, três dias de campo para mostrar uma nova tecnologia de produção de morango que diminui o uso de venenos. A técnica também torna o trabalho do agricultor com a plantação mais fácil e economiza água para a irrigação.

Batizado como sistema semi-hidropônico, ele já é adotado por 45 famílias atendidas por técnicos do Instituto em Mandirituba, com produção anual de 300 mil quilos de frutos. O primeiro treinamento acontece quarta-feira (17), em Mandirituba, e os outros dois em São José dos Pinhais (24) e em Araucária (31).

“Temos um fruto mais limpo, redução de até 80% no uso de agroquímicos, racionalização do uso da água e dos nutrientes, maior produtividade e retorno econômico por área plantada. Temos, ainda, a diminuição do impacto ambiental e maior cuidado com a saúde do produtor, que realiza todas as práticas de cultivo e colheita em pé e não agachado”, explica o extensionista Sílvio Galvan.

João de Ribeiro Reis Júnior, coordenador regional da Emater, explica que no sistema tradicional o produtor cultiva o morangueiro em canteiros de terra. No modelo semi-hidropônico, o plantio é feito em sacos plásticos (slabs), cheios de substrato, que ficam suspensos por uma bancada em ambientes protegidos, como as estufas. “O substrato, totalmente livre de contaminação, é um material que fornece os nutrientes que a planta necessita. Ele é feito com casca de arroz carbonizada, turfa, vermiculita e casca de pinus misturados numa proporção que garanta uma boa retenção da água e aeração para as raízes e tenha decomposição lenta. O produtor pode comprar ou produzir o insumo no seu próprio seu sítio.”

 

Economia

O extensionista da Emater relata também que o sistema agora recomendado pela Emater traz vantagens econômicas quando comparado ao sistema convencional. “Apesar de ter um custo mais elevado na implantação, os benefícios acabam compensando. O agricultor, por exemplo, não precisa fazer rotação de cultura na área de produção, os tratos culturais são feitos em pé e o novo ciclo de produção é estabelecido com a troca dos slabs a cada dois ou três anos, sendo que em caso de infecção ele pode eliminar apenas o slab contaminado. As plantas são protegidas das chuvas e do sol forte e a ventilação impede estabelecimentos de doenças. O período de colheita é estendido por mais tempo”.

Apresentando números, Reis explica que os produtores que adotam o sistema semi-hidropônico tem um custo médio de produção de R$74,00 por metro quadrado, contando o investimento em toda a estrutura. “A produção tem ficado na faixa de 11,4 quilos de morango por metro quadrado num ano, produto que é vendido por algo próximo de R$114,00. Esse resultado mostra que em um ano o produtor pode recuperar tudo o que gastou e ainda ficar com um bom dinheiro no bolso”.

 

Alternativa

O técnico Sílvio Galvan, comenta que a tecnologia tem beneficiado várias famílias da região que lidavam com a produção de frangos de corte e que ficaram em situação difícil após o frigorífico que comprava a produção falir. “Muitas delas tinham investido na construção dos barracões e ficaram com dívidas. Realidade muito complicada. A produção do morango semi-hidropônico apareceu como alternativa, exigindo apenas algumas adaptações para transformar o aviário em um ambiente de cultivo”.

 

 

Variedade

O Paraná tem 723 hectares ocupados com a cultura do morangueiro. A atividade é desenvolvida por aproximadamente 1,3 mil famílias. Entre as espécies frutíferas cultivadas no Estado, ela ocupa o terceiro lugar na geração de receitas, chegando a R$164 milhões por ano.

A região metropolitana de Curitiba é responsável por 32% da safra paranaense da fruta, com 199 hectares cultivados. Araucária e São José dos Pinhais concentram quase 25% desta produção.

Os três dias de campo devem receber cerca de 500 produtores. Para o primeiro evento, que acontece em Mandirituba, já foram computadas 200 inscrições.

Mais informações pelo telefone (41) 3210-4011.