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Nadador envenenado por caravela é levado às pressas para hospital no PR

Um nadador envenenado por uma caravela precisou ser levado às pressas para o hospital após apresentar reações alérgicas. O caso foi registrado na manhã desta segunda-feira (03), em Pontal do Paraná, no litoral. Corpo de Bombeiros e SAMU realizaram os primeiros socorros. O homem foi levado ao hospital por um helicóptero da Polícia Militar. O quadro de saúde é estável e ele pode receber alta ainda hoje (03).

Conforme o Corpo de Bombeiros, um grupo de aproximadamente 40 nadadores fazia uma travessia aquática de 12 km nas proximidades do Parque Nacional Marinho das Ilhas dos Currais. Pelo menos três pessoas sofreram ferimentos mais graves.

“No terço final da travessia, os nadadores encontraram com caravelas e sofreram lesões na pele. A maioria dos atingidos apresentou sinais de ardência e vermelhidão na pele, mas três nadadores sentiram um pouco mais e um deles precisou ser resgatado”, contou a tenente Virgínia Turra, do Corpo de Bombeiros.

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Mais comuns no litoral norte do Brasil, as caravelas também podem oferecer problemas para os banhistas no sul do país (Divulgação/Sesa)

De acordo com a tenente, o grupo de nadadores estava preparado e agiu rapidamente. Assim, o homem que apresentou reações alérgicas mais graves após o contato com a caravela foi levado de caiaque até a costa. Conforme os relatos, o nadador sentia muitas dores, câimbras e tremores.

Assim, o socorro foi acionado. Percebendo a gravidade do quadro, Corpo de Bombeiros e SAMU acionaram o BPMOA (Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas). O helicóptero Falcão 03 encaminhou a vítima até a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Praia Grande, em Matinhos, no litoral do Paraná.

A vítima do envenenamento é um bombeiro militar. Conforme a tenente Virgínia Turra, o quadro de saúde do homem é estável e ele pode receber alta ainda nesta segunda-feira (03).

VÍDEO: NADADOR É RESGATADO NO PARANÁ APÓS ENVENENAMENTO POR CARAVELA

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Dois homens são presos pela venda ilegal de agrotóxicos e medicamentos controlados

Dois homens foram presos na região de Curitiba suspeitos pela venda ilegal de agrotóxicos, venenos e medicamentos controlados. As detenções aconteceram entre terça-feira (6) e quarta-feira (7), em ações distintas da PC-PR (Polícia Civil do Paraná).

Os homens de 29 e 61 anos devem responder criminalmente pelos atos, mas também estão sujeitos à sanções administrativas. Os suspeitos podem ser autuados pelas prefeituras de Curitiba e Campo Magro, na região metropolitana, onde foram identificadas as irregularidades.

De acordo com a Polícia Civil, a primeira prisão ocorreu na terça (6), em Campo Magro. O homem de 29 anos foi preso em uma loja agropecuária por vender remédio de uso veterinário sem autorização. Dezenas de unidades do produto foram apreendidas. Gerente do estabelecimento, o homem deve pagar uma multa e pode ser condenado a até seis meses de prisão.

A segunda ação aconteceu na capital, na quarta (7). O homem de 61 anos foi pego em flagrante vendendo agrotóxicos em embalagens falsificadas, sem autorização ambiental. Segundo a Polícia Civil, ele confessou a prática. Por desrespeitar as normas de venda de agrotóxico ele pode pegar até três anos de prisão, além da multa.

As prefeituras de Curitiba e Campo Magro foram acionadas para as investigações também avancem no setor administrativo.

*Com informações da PCPR

Cinco cidades do Paraná participam de pesquisa sobre veneno contra dengue

BandNewsCuritiba

Cinco municípios paranaenses vão participar de uma pesquisa para verificar a eficácia do veneno contra o mosquito transmissor da dengue;  Paranavaí, no noroeste, Foz do Iguaçu, no oeste, Londrina e Maringá, ambas no norte, e Francisco Beltrão, no sudoeste. A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Fiocruz.

Apenas em Paranavaí foram colocadas cem armadilhas que são feitas em objetos simples, como um vaso de planta que não é furado, onde são colocados trezentos mililitros de água.

Os locais escolhidos são os que mais tem plantas e grama, para atrair os mosquitos. Em seguida, esses vasos são recolhidos para analisar se os ovos estão mortos.

De acordo com a chefe do Centro estadual de Vigilância Ambiental, Ivana Belmonte, as regiões foram escolhidas devido à alta incidência da doença.

 “O Ministério da Saúde faz um monitoramento sobre a resistência dos mosquitos contra os inseticidas usados nos programas de combate… a distribuição no Brasil é geográfica e também por locais de ocorrência. O próprio município vai colocar as armadilhas, em torno de novembro e dezembro, para coletar os ovos que serão remetidos para a Fiocruz, no Rio de Janeiro, para fazer testes com esses mosquitos que vão eclodir”, explicou.

A chefe reforça que a terceira fase da vacinação contra a dengue termina no dia 27 de outubro, em trinta cidades do Paraná. Ela afirma que a adesão ainda é muito baixa.

A vacina é de graça e podem se imunizar os moradores entre 15 e 27 anos dos municípios beneficiados, como Paranaguá e Foz do Iguaçu.

Nova tecnologia de produção de morango diminui o uso de venenos

Da AEN

A Emater vai promover até o final de maio, na Região Metropolitana de Curitiba, três dias de campo para mostrar uma nova tecnologia de produção de morango que diminui o uso de venenos. A técnica também torna o trabalho do agricultor com a plantação mais fácil e economiza água para a irrigação.

Batizado como sistema semi-hidropônico, ele já é adotado por 45 famílias atendidas por técnicos do Instituto em Mandirituba, com produção anual de 300 mil quilos de frutos. O primeiro treinamento acontece quarta-feira (17), em Mandirituba, e os outros dois em São José dos Pinhais (24) e em Araucária (31).

“Temos um fruto mais limpo, redução de até 80% no uso de agroquímicos, racionalização do uso da água e dos nutrientes, maior produtividade e retorno econômico por área plantada. Temos, ainda, a diminuição do impacto ambiental e maior cuidado com a saúde do produtor, que realiza todas as práticas de cultivo e colheita em pé e não agachado”, explica o extensionista Sílvio Galvan.

João de Ribeiro Reis Júnior, coordenador regional da Emater, explica que no sistema tradicional o produtor cultiva o morangueiro em canteiros de terra. No modelo semi-hidropônico, o plantio é feito em sacos plásticos (slabs), cheios de substrato, que ficam suspensos por uma bancada em ambientes protegidos, como as estufas. “O substrato, totalmente livre de contaminação, é um material que fornece os nutrientes que a planta necessita. Ele é feito com casca de arroz carbonizada, turfa, vermiculita e casca de pinus misturados numa proporção que garanta uma boa retenção da água e aeração para as raízes e tenha decomposição lenta. O produtor pode comprar ou produzir o insumo no seu próprio seu sítio.”

 

Economia

O extensionista da Emater relata também que o sistema agora recomendado pela Emater traz vantagens econômicas quando comparado ao sistema convencional. “Apesar de ter um custo mais elevado na implantação, os benefícios acabam compensando. O agricultor, por exemplo, não precisa fazer rotação de cultura na área de produção, os tratos culturais são feitos em pé e o novo ciclo de produção é estabelecido com a troca dos slabs a cada dois ou três anos, sendo que em caso de infecção ele pode eliminar apenas o slab contaminado. As plantas são protegidas das chuvas e do sol forte e a ventilação impede estabelecimentos de doenças. O período de colheita é estendido por mais tempo”.

Apresentando números, Reis explica que os produtores que adotam o sistema semi-hidropônico tem um custo médio de produção de R$74,00 por metro quadrado, contando o investimento em toda a estrutura. “A produção tem ficado na faixa de 11,4 quilos de morango por metro quadrado num ano, produto que é vendido por algo próximo de R$114,00. Esse resultado mostra que em um ano o produtor pode recuperar tudo o que gastou e ainda ficar com um bom dinheiro no bolso”.

 

Alternativa

O técnico Sílvio Galvan, comenta que a tecnologia tem beneficiado várias famílias da região que lidavam com a produção de frangos de corte e que ficaram em situação difícil após o frigorífico que comprava a produção falir. “Muitas delas tinham investido na construção dos barracões e ficaram com dívidas. Realidade muito complicada. A produção do morango semi-hidropônico apareceu como alternativa, exigindo apenas algumas adaptações para transformar o aviário em um ambiente de cultivo”.

 

 

Variedade

O Paraná tem 723 hectares ocupados com a cultura do morangueiro. A atividade é desenvolvida por aproximadamente 1,3 mil famílias. Entre as espécies frutíferas cultivadas no Estado, ela ocupa o terceiro lugar na geração de receitas, chegando a R$164 milhões por ano.

A região metropolitana de Curitiba é responsável por 32% da safra paranaense da fruta, com 199 hectares cultivados. Araucária e São José dos Pinhais concentram quase 25% desta produção.

Os três dias de campo devem receber cerca de 500 produtores. Para o primeiro evento, que acontece em Mandirituba, já foram computadas 200 inscrições.

Mais informações pelo telefone (41) 3210-4011.